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Bressan, do Chaves, e Iuri Medeiros, do Boavista, foram os jogadores que mais golos fizeram na conversão de livres diretos nesta Liga: três cada um. Mas as suas equipas não foram, ainda assim, as que melhor aproveitaram estas bolas. Quem mais golos marcou em livres diretos foram o Paços de Ferreira e o Tondela, com a particularidade de os beirões terem obtido os seus quatro golos de livre através de quatro marcadores diferentes. No polo oposto está o Marítimo, que encaixou quatro golos de livre direto nesta Liga. Primeiro, os especialistas. O pé esquerdo de Iuri Medeiros foi três vezes certeiro, e duas delas no mesmo jogo – frente ao Marítimo obteve dois golos de livre, o primeiro na convergência da meia-lua com a linha de área, sobre a direita do ataque, e o segundo perto do bico da área, do mesmo lado. Antes disso, Iuri já tinha marcado de livre ao Benfica, igualmente sobre a direita, mas um pouco mais atrás. Por sua vez, o pé direito de Bressan nem precisou de tantos jogos para marcar os seus três golos de livre direto. O bielorrusso de origem brasileira jogou apenas 15 vezes pelo Chaves – contra as 27 em que Iuri representou o Boavista – e os seus golos parecem o outro lado do espelho dos do boavisteiro: marcou a Feirense, V. Guimarães e Estoril sempre do lado esquerdo, entre o bico da área e a convergência entre a meia-lua e a linha de grande área. Curioso é que nem com este “avanço” o Boavista e o Chaves tenham conseguido ser as equipas mais goleadoras neste particular. Ambas se ficaram pelos três golos de livre, menos um do que os obtidos por Paços de Ferreira (dois de Welthon, um de Andrezinho e um de Pedrinho) e Tondela (Candé, Lystsov, Pité e Pedro Nuno marcaram os golos, este último da vitória em Arouca que acabou por revelar-se decisiva para a permanência). Cinco equipas não fizeram um único golo de livre direto na Liga – foram elas V. Setúbal, Belenenses, Moreirense, Arouca e Nacional. O Belenenses até marcou dois, mas ambos na Taça da Liga. Do outro lado, o bom, foram também cinco as equipas que nunca foram batidas de livre direto na Liga: FC Porto, Rio Ave, Paços de Ferreira, Belenenses e Tondela. Os mais castigados neste particular acabaram por ser Marítimo (quatro golos sofridos), Sporting, Arouca, Feirense e Boavista (todos com três). O guardião brasileiro Charles, que jogou apenas por pouco mais de meia época na baliza dos insulares, tem aqui muito com que se entreter durante as férias, pois este é um ponto em que precisa mesmo de melhorar.
2017-05-23
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Jonas voltou a ser decisivo num jogo do Benfica, com dois golos e uma assistência. Ao todo, o avançado brasileiro já leva 13 golos e seis passes decisivos em 14 jornadas da Liga. É o melhor marcador e está a um passe dos melhores assistentes. E já marcou e assistiu em cinco vitórias do Benfica: Belenenses (6-0), Tondela (4-0), Académica (3-0), V. Setúbal (4-2) e Rio Ave (3-1).   - Este foi ainda o quinto bis de Jonas nesta edição da Liga. Já tinha marcado dois golos no mesmo jogo a Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0) e Académica (3-0). Pela primeira vez nesses jogos, os golos de Jonas foram decisivos para a conquista dos pontos. Com 14 golos já marcados em todas as competições, esta é a época mais forte de Jonas antes do Natal desde que chegou à Europa.   - O segundo golo de Jonas no jogo, a desbloquear o empate, foi o golo nº 5500 do Benfica em toda a história da Liga. Ao todo, os encarnados já fizeram 5501 golos, contra 5056 do segundo ataque mais realizador, que é o do FC Porto.   - Jiménez fez o segundo golo pelo Benfica na Liga, pela segunda vez depois de sair do banco: isso já tinha acontecido nos 3-2 ao Moreirense. Ao todo, o mexicano leva quatro golos, dois deles como titular, na deslocação a Astana, para a Liga dos Campeões (2-2).   - Bressan marcou o quinto golo na Liga, o terceiro numa deslocação, depois de já ter estado na folha dos marcadores no empate no Restelo com o Belenenses (3-3) e na derrota em Guimarães (1-3). Foi o primeiro que fez de livre direto esta época, mas o segundo dos vila-condenses, que já tinham marcado assim na vitória por 3-0 em Paços de Ferreira, através de Edimar.   - Em contrapartida este foi o primeiro golo sofrido pelo Benfica de livre direto esta época e o primeiro que Júlio César sofre nestas condições desde que chegou à Luz. O último golo sofrido pelo Benfica de livre tinha sido a 13 de Março de 2014, marcado a Oblak por Eriksen (Tottenham). O Benfica também ganhou esse jogo por 3-1.   - O golo de Bressan foi o último do Rio Ave na Luz desde um marcado por Tarantini, a 30 de Março de 2013. Nessa altura, o golo reduzia o placar para 4-1 e o Rio Ave acabou por perder esse jogo por 6-1.   - Mesmo marcando na Luz, o Rio Ave perdeu o título de melhor ataque da Liga nos jogos fora. Soma agora 14 golos, menos um que o V. Setúbal, que fez três golos em Tondela. Ainda assim, o Rio Ave continua a manter o pleno: marcou nos 10 jogos (de todas as competições) que fez fora de casa esta época e não fica em branco numa deslocação desde os 0-4 frente ao Marítimo, na penúltima jornada da Liga anterior, a 17 de Maio.   - Samaris foi substituído ao intervalo pela terceira vez desde que está no Benfica. As anteriores tinham acontecido frente ao Rio Ave, na Luz, e contra o Arouca, fora de casa, na época passada. Também nesses jogos o Benfica inverteu resultados negativos: de 0-0 para 1-0 contra o Rio Ave e de 0-1 para 3-1 ante o Arouca. Além disso, Samaris saiu uma vez aos 35 minutos, num jogo em casa contra o Moreirense. E também aí o Benfica passou de 0-1 para 3-1.   - A razão para a substituição neste jogo com o Rio Ave terá tido muito a ver com o cartão amarelo que o jogador grego viu na primeira parte e que o afasta da deslocação a Guimarães, por ter sidoo quinto na Liga. Além desses cinco, Samaris viu ainda dois frente ao Sporting na Taça de Portugal e mais três na Liga dos Campeões.  Na época passada viu o 10º amarelo ao 22º jogo, a 26 de janeiro, frente ao Paços de Ferreira. Esta época chegou lá em 17 jogos.
2015-12-21
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Último Passe

O futebol imprevisível de Carcela e a inteligência de Jonas foram imprescindíveis para o Benfica conseguir dar a volta a uma equipa do Rio Ave que, mesmo optando sempre por um futebol positivo, soube fechar bem os espaços à frente da sua área, onde os encarnados mais procuram criar desequilíbrios. O jogo caminhava aceleradamente para um impasse no qual o Benfica tinha sempre mais bola e amplo domínio territorial mas não conseguia criar situações de golo quando Carcela desatou o nó, com um cruzamento de pé esquerdo na direita que Jonas transformou no 2-1, a 10 minutos do final. O jogo valeu sobretudo pela primeira parte. Golo madrugador do Benfica, obtido por Jonas, a dar o mote para o que costumam ser tardes facilitadas da equipa de Rui Vitória, sempre que se coloca cedo em vantagem; empate igualmente rápido do Rio Ave, num livre magistral de Bressan, a entrar no único local onde Júlio César não podia chegar. A coisa ficou por aí nos golos: o que se via era um Benfica forte na pressão defensiva mas com muitas dificuldades para criar situações de golo, porque a transição atacante não lhe estava a sair bem, mesmo tendo em conta que o Rio Ave jogava no campo todo, esticando o seu futebol com frequência até à área encarnada. A lesão de Heldon, à beira do intervalo, forçou Pedro Martins a trocá-lo por Kayembé, na teoria mais explosivo mas na prática muito menos incisivo e, seja por isso, por um maior recato estratégico dos vila-condenses ou por causa da entrada de Fejsa, mais certo defensivamente que Samaris, a verdade é que o Rio Ave apareceu na segunda parte muito menos atacante. Os segundos 45 minutos foram assim passados quase por inteiro no meio-campo do Rio Ave. Contudo, o Benfica sofria para criar situações de golo. Tentava muito de longe mas raramente conseguia libertar os seus finalizadores na área. A chave do jogo quem a tinha era Carcela, o extremo de futebol imprevisível que já começa a justificar a chamada ao onze titular e que, depois de render Gonçalo Guedes, permitiu a Jonas desbloquear o resultado com um cruzamento de morte. Dois minutos depois, o goleador brasileiro confirmou o estatuto de jogador mais influente do Benfica e juntou aos seus dois golos mais uma assistência, para Jiménez acabar com a discussão e fixar o 3-1 final. Rui Vitória terá respirado de alívio com mais três pontos conseguidos sem Gaitán, mas leva para a pausa de Natal a noção de que no regresso não será só o argentino a forçar a entrada no onze: Carcela está com ele.
2015-12-20
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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