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Último Passe

Uma noite perfeita de Ederson e o pesadelo protagonizado por Aubameyang ajudam a explicar a vitória por 1-0 do Benfica sobre o Borussia Dortmund e uma ligeira inversão da balança do favoritismo nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, mas resumir o que se passou na Luz a esses dois fatores seria ignorar outros igualmente importantes, como a mudança de estratégia defensiva do Benfica da primeira para a segunda parte. Foi também por aí que os encarnados ganharam o jogo, ainda que a chave tenha sido a eficácia do sul face ao desperdício alemão: Mitroglou marcou no único remate enquadrado da equipa portuguesa; Aubameyang falhou quatro golos cantados, um deles num penalti, que Ederson defendeu. Na primeira parte, quem olhasse apenas para os dois treinadores dificilmente adivinharia o que aí vinha. Rui Vitória deitava repetidamente as mãos à cabeça, por ver a equipa perder hipótese sobre hipótese de lançar contra-ataques que podiam ser perigosos, não conseguindo passar a primeira barreira defensiva imposta pelo Borussia. Tomas Tüchel, por sua vez, limitava-se a sorrir com incredulidade à medida que os seus jogadores iam perdendo ocasiões para marcar. Só à conta de Aubameyang foram, nesses primeiros 45 minutos, duas, uma na cara de Ederson, outra até já sem guarda-redes, depois de um cruzamento rasteiro de Guerreiro a que o gabonês não chegou. O Benfica entrara com Rafa a fazer de Jonas, atrás de Mitroglou, talvez com a ideia de condicionar Weigl, de o cercar de forma a impedi-lo de pegar no jogo alemão, mas a ideia não resultou. Por um lado, porque com exceção de algumas arrancadas de Salvio na direita – sempre bem auxiliado por Semedo – a equipa portuguesa não conseguia criar embaraço aos alemães. Por outro, porque estes iam mandando no campo e monopolizando a bola. Talvez por isso, Rui Vitória mexeu logo ao intervalo. Saiu Carrillo, que não deu boa sequência ao jogo com o Arouca, e entrou Felipe Augusto, descaindo Rafa para a esquerda e avançado Pizzi para ser ao mesmo tempo segundo avançado e terceiro médio. Não se percebeu se a coisa podia dar resultado, porque logo aos 48’ os encarnados marcaram, num canto: Luisão saltou mais alto que toda a gente e Mitroglou aproveitou a colocação deficiente de Guerreiro num dos postes para, em posição legal, bater Burki. De repente, o jogo adiantou-se à estratégia do Benfica, que se via a ganhar e com mais um médio no campo. Ainda assim, e apesar da energia que a equipa passou a pôr no momento de reação à perda da bola, subindo a primeira linha de pressão, o Borussia foi capaz de voltar a pegar no jogo. Teve ocasiões para empatar, em mais um cara-a-cara de Aubameyang com Ederson – que voltou a sair por cima da barra – e numa grande penalidade que o gabonês desperdiçou. Ederson adivinhou o remate para o meio da baliza, deixou-se ficar e socou a bola. Após essa defesa de Ederson, Tüchel chamou Schurrle e sacrificou o seu melhor marcador, cuja noite-não era já sem remissão. E o Benfica animou-se, equilibrando o jogo até ao momento em que os alemães chamaram Pulisic. Foi o norte-americano que, com um remate à entrada da área – desviado no calcanhar de Jiménez – arrancou a Ederson a defesa da noite. Uma defesa que deve ter assegurado ao guardião brasileiro a chamada à sua seleção (se é que Taffarel, que estava a observá-lo, ainda tinha dúvidas) e que garantiu ao Benfica a entrada no Westfallenstadion em vantagem e, sobretudo, sem ter sofrido golos em casa. Se o Borussia era favorito na eliminatória, neste momento as coisas estão pelo menos equilibradas.
2017-02-14
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Último Passe

O FC Porto despediu-se da Liga Europa, somando a quarta derrota internacional consecutiva, todas sem marcar golos: desta vez foi batido por 1-0 pelo Borussia Dortmund. Os alemães, que já tinham ganho por 2-0 no Westfalen Stadion, mataram cedo a eliminatória, com um autogolo de Casillas, aos 23’, fazendo com que as únicas notas a compensar a frustração portista tenham sido os factos de a expectativa de apuramento já não ser muito elevada e de esta ser já encarada como uma época de transição pós-Lopetegui. Restam ao FC Porto a presença quase certa na final da Taça de Portugal e a esperança de que Sporting e Benfica se atrapalhem mutuamente nas próximas semanas, de forma a que os dragões possam voltar a acreditar mais na hipótese de recuperarem o título de campeões nacionais que já lhes escapa desde 2013. Ante a difícil missão que era ganhar pelo menos por dois golos ao Borussia Dortmund, Peseiro só surpreendeu verdadeiramente nas escolhas de Varela e Evandro em detrimento de Brahimi e Hererra. A primeira opção explica-se com a vontade de, com Varela e Marega perto de Aboubakar, ser mais direto nos últimos metros. A segunda com uma melhor chegada do brasileiro à área. De resto, foi normal a adaptação de Layun a defesa-central, porque assim foi possível manter Danilo a meio-campo. E Danilo foi, com Evandro, um dos melhores do FC Porto no jogo. O problema é que, com o desafio equilibrado, o FC Porto cometeu o já habitual erro em transição defensiva, permitindo que o Borussia Dortmund chegasse em cinco contra três à área (ver imagem). Casillas ainda parou o primeiro remate, de Reus, mas já não pôde fazer nada na recarga de Aubameyang: acabou por ser ele, aliás, a introduzi-la na baliza, quando ela vinha da barra, tornando a missão portista ainda mais impossível. Eram precisos quatro golos para seguir em frente. Depois de absorver o impacto, o FC Porto ainda foi à procura de golos. Evandro, numa boa iniciativa, falhou por pouco o alvo, aos 41’. Varela, de cabeça, obrigou Bürki a grande defesa, dois minutos depois. Aboubakar, de calcanhar, contou mais uma vez com a oposição de qualidade do guardião suíço, mas aí, aos 55’, acabou verdadeiramente a esperança portista. Suk, que substituiu o ponta-de-lança camaronês logo depois desse lance, ainda tentou mostrar serviço, mas o Borussia, que até já tinha retirado de campo Gundogan e Hümmels, passou a controlar a partida sem problemas. Até final, tirando um remate de Brahimi à barra e outro de Mkitharyan ao poste, pouco mais se viu, confirmando a superioridade global da equipa alemã. A eliminatória, na verdade, foi perdida na primeira mão, que o FC Porto encarou com os desequilíbrios só possíveis num plantel onde falta mais gente atrás para qualquer eventualidade.
2016-02-25
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O FC Porto enfrenta uma tarefa ciclópica, se quer continuar em prova na Liga Europa. A derrota por 2-0 em Dortmund, na primeira mão dos 16 avos de final da competição, deixa a equipa portista em muito má situação e exige uma reviravolta sem precedentes no seu historial europeu. Na verdade, nas onze ocasiões em que entrou numa segunda mão de uma eliminatória europeia com dois ou mais golos de desvantagem, o FC Porto foi sempre eliminado. Há outra tendência interessante, que se reflete no facto de os dragões terem ganho a maioria desses segundos jogos – sete em onze – e de nunca o terem perdido. Isso pode querer dizer uma de duas coisas: ou um assomo de orgulho da equipa azul e branca, ou um desinvestimento dos opositores, já demasiado confiantes no resultado que trazem dos seus estádios. Ainda assim, é curioso que dois dos quatro adversários que não perderam a segunda mão tenham sido as duas últimas equipas a chegar ao Porto com vantagem confortável: o Manchester United, que empatou sem golos nas Antas em 1996/97 depois de ter ganho em Old Trafford por 4-0; e o Tottenham, que em 1991/92 também saiu das Antas com um 0-0 depois de ter vencido a primeira mão em Londres por 3-1. Curioso é, também, que nos últimos 25 anos estas tenham sido as duas únicas situações em que o FC Porto entrou numa segunda mão com pelo menos dois golos de desvantagem. A maioria destas situações são mais antigas, o que reflete o crescimento europeu recente do FC Porto e o facto de os dragões estarem sobretudo na Liga dos Campeões, que se joga por grupos e só mais à frente a eliminar. No histórico, verifica-se que a primeira vez que tal sucedeu ao FC Porto foi com uma equipa alemã, o Hannover, que ganhou a primeira mão em casa por 5-0 e depois foi batido nas Antas por 2-1 (1965/66). Seguiram-se o Hibernian (3-0 seguido de 3-1 para o FC Porto, em 1967/68), o Nantes (2-0 e 1-1, em 1971/72), o Hamburger (2-0 e 2-1, em 1975/76), o AEK Atenas (6-1 e 4-1 em 1978/79), o Standard Liège (2-0 e 2-2 em 1981/82), o Anderlecht (4-0 e 3-2 em 1982/83), o Barcelona (2-0 e 3-1 em 1985/86) e o PSV Eindhoven (5-0 e 2-0, em 1988/89), além dos dois casos mais recentes e já citados.   O FC Porto perdeu as três últimas partidas europeias, todas pelo mesmo resultado: 0-2. Viu-se impedido de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por ter sido batido nas duas últimas jornadas da fase de grupos por Dynamo Kiev (2-0, no Dragão) e Chelsea (2-0, em Londres) e foi agora superado pelo Borussia Dortmund, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa pelo mesmo resultado.   Se perder um quarto jogo, na segunda mão da eliminatória com a equipa alemã, o FC Porto continua no caminho que pode levá-lo a repetir uma sequência negativa que não conhece desde a estreia nas competições da UEFA, nos anos 50 e 60. Nessa altura perdeu cinco jogos consecutivos: 1-2 e 2-3 com o Athletic Bilbau em 1956/57; 1-2 e 0-2 com o Ruda Hzvezda em 1959/60 e 1-2 com o Dynamo Zagreb em 1962/63. A série foi interrompida com um 0-0 em casa face aos jugoslavos.   O Borussia Dortmund não perdeu nenhum jogo desde a interrupção de Inverno do futebol alemão, somando seis vitórias e um empate (0-0 com o Hertha). Já foi quatro vezes batido fora de casa esta época (Bayern, Hamburger, Krasnodar e Koln), mas só um desses resultados chegaria para o afastar da Liga Europa neste momento: os 5-1 em Munique, a 4 de Outubro.   A derrota do FC Porto no Dragão com o Dynamo Kiev, em Novembro (0-2), veio interromper uma série de 12 jogos sem derrotas em casa nas competições europeias. A última equipa estrangeira a ganhar no Dragão tinha sido o Zenit, que ali se impôs por 1-0 em Outubro de 2013.   É a segunda vez que José Peseiro recebe uma equipa da Alemanha. Já lhe aconteceu em 2008/09, quando empatou em casa com o Wolfsburg aos comandos do Rapid Bucareste (1-1), depois de ter perdido na Alemanha por 1-0.   Borussia Dortmund e FC Porto só se defrontaram uma vez nas competições europeias: foi há uma semana, com vitória dos alemães por 2-0. Até aqui, os alemães ganharam sempre que defrontaram equipas portuguesas no seu estádio, mas perderam todos os jogos feitos em Portugal: 2-1 com o Benfica em 1963/64, 1-0 com o Boavista em 1999/00 e 2-1 com o mesmo Boavista em 2001/02. Por sua vez, o FC Porto ganhou nove das 15 jogos com alemães nas Antas e no Dragão: o último a evitar ali a derrota foi o Eintracht Frankfurt, que empatou ali a duas bolas, em Fevereiro de 2014.
2016-02-24
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Último Passe

A derrota por 2-0 que o FC Porto traz de Dortmund veio complicar as hipóteses de sucesso dos dragões chegarem aos oitavos-de-final da Liga Europa e enfatizar como pode ser ilusória a ideia de controlo num jogo tão cínico como o que decorreu no Westfalenstadion. Este Borussia de Tuchel, que até costuma fazer muitos golos, tem pouco a ver com a equipa vertiginosamente ofensiva de Klopp: recusou cavalgar o golo madrugador que obteve, deixou o FC Porto adormecer o ritmo de jogo, a ponto de se instalar uma sensação de que a equipa portista estava a controlar, mas estava mesmo só à espera de um erro. Que acabou por surgir onde era mais natural: no remendado espaço defensivo do FC Porto. O 2-0 não deixa a eliminatória resolvida, pelo que Peseiro acabou por cumprir o prometido: uma defesa de Casillas a remate de Kagawa e um cabeceamento de Mkitharyan ao poste, já nos últimos dez minutos, asseguraram que tudo se decidirá no Dragão, daqui por uma semana. Mas aí, em princípio já com a equipa recomposta – com Maxi Pereira e Marcano, pelo menos –, o FC Porto sabe que não terá sequer o direito ao erro se quer seguir em frente na Liga Europa. Em Dortmund, com Varela a lateral-direito, bem auxiliado pelo possante Marega, Layun ao lado de Martins-Indi ao meio e José Angel à esquerda, o FC Porto entrou praticamente a perder: mais uma vez, um golo muito cedo, de novo fruto de uma desatenção na forma de defender um canto, faz temer o naufrágio de uma equipa à qual faltava também o ponto de equilíbrio que costuma ter em Danilo, na cabeça de área. O Borussia, contudo, não forçou, em parte porque o FC Porto manteve a sua organização defensiva – um bloco baixo com duas linhas bem próximas, a roubar espaço à velocidade de Aubameyang e Reus – mas também porque os próprios alemães terão sentido que, mantendo a bola, mais tarde ou mais cedo teriam ocasião para aumentar a vantagem. O jogo foi então decorrendo em ritmo pachorrento, entre duas equipas com a ilusão do controlo: o FC Porto aceitava o 0-1 e esperava que os alemães se descontrolassem para eventualmente empatar em contra-ataque, ao passo que o Borussia esperava pelo erro no bloco defensivo portista. Acabou por ser a equipa portuguesa a errar, quando uma recuperação de bola de Marega não teve seguimento ofensivo, antes levando a uma contra-transição que apanhou José Angel muito por dentro. André André, que entrara para o lugar de Brahimi de forma a fechar melhora esquerda, também não acompanhou Mkhitaryan, que não teve dificuldade em dar o golo a Reus. Até final, Peseiro ainda chamou ao relvado Evandro e Suk, que entre os dois fabricaram a melhor situação de golo portista, obrigando Bürki a uma mancha complicada, mas a verdade é que para dar a volta a esta eliminatória o FC Porto não precisava só de dois jogadores novos. Precisava de uma nova ideia de jogo. E essa só poderá assumi-la na segunda mão. Sem direito ao erro.
2016-02-18
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O Borussia Dortmund-FC Porto de hoje será uma nova experiência para Iker Casillas. O guarda-redes espanhol que o FC Porto foi buscar ao Real Madrid no início da época é um dos futebolistas com mais experiência internacional nas provas europeias, mas nunca jogou outra competição que não seja a Liga dos Campeões. Aos 34 anos, Casillas está pronto para a estreia, precisamente num estádio que para ele tem sido maldito: nunca lá ganhou e sofreu ali as únicas duas derrotas nas últimas deslocações do Real Madrid à Alemanha. Com 163 jogos somados em partidas da UEFA, Iker Casillas é mesmo o líder da lista de jogadores com mais jogos disputados na Liga dos Campeões, excluídas as pré-eliminatórias: entre Real Madrid e FC Porto soma, ao todo, 156, mais cinco que Xavi e mais 21 que Giggs, o terceiro da tabela. Se contarmos todas as partidas das provas europeias, nesse caso o guardião espanhol tem à sua frente Paolo Maldini (174 jogos) e Xavi (173), preparando-se para deixar para trás Seedorf, que com ele divide a terceira posição, ambos com 163 jogos. E no entanto, Casillas nunca jogou na Taça UEFA ou na Liga Europa. O que não é novo para ele são jogos na Alemanha. Este será já o 16º desafio do guarda-redes espanhol em visita a um clube alemão, sempre ao serviço do Real Madrid. Já ganhou (quatro vezes), já empatou (duas) e já perdeu (nove), com a particularidade de só em duas ocasiões ter conseguido manter a baliza inviolada. Bom augúrio pode ser o facto de terem sido as duas últimas: 2-0 ao Schalke há precisamente um ano (18 de Fevereiro de 2015) e 4-0 ao Bayern em Abril de 2014. Mau presságio pode ser o facto de Casillas só ter perdido duas das últimas cinco visitas à Alemanha (ganhando as outras três, mas ambas terem sido em Dortmund: 2-1 em Outubro de 2012 e 2-0 em Abril de 2014. Aliás, o melhor que Casillas trouxe de Dortmund foi um empate a uma bola, em Fevereiro de 2003. Já lá vão quase 13 anos.   O Borussia Dortmund não perdeu nenhum jogo desde a interrupção de Inverno do futebol alemão, somando quatro vitórias e um empate (0-0 com o Hertha). Em casa tem sido uma equipa letal. Se excluirmos a derrota com o PAOK, que já não contava em nada para o apuramento, ganhou todos os jogos menos um, o empate a dois golos frente ao Darmstadt, em Setembro. O jogo com o PAOK foi também o único em que não marcou golos esta época no Westfalenstadion. Soma ao todo 56 golos marcados em 16 jogos em casa, a uma estrondosa média de 3,5 por jogo.   O FC Porto ganhou as últimas três deslocações: 3-1 ao Estoril, 3-0 ao Gil Vicente e 2-1 ao Benfica. Aboubakar marcou em duas delas (Estoril e Benfica), tendo ficado em branco em Barcelos, mas numa partida em que só entrou em campo a 15 minutos do fim.   Maxi Pereira e Danilo estarão fora do jogo de Dortmund, por suspensão, e isso não é boa notícia para José Peseiro. Esta época, o FC Porto só ganhou tês dos oito jogos que fez sem Maxi, todos na Taça de Portugal e contra equipas de escalões secundários (2-0 ao Varzim, 2-0 ao Angrense e 1-0 ao Feirense). Nos outros cinco, empatou a zero com o Sp. Braga (Liga) e perdeu com o Arouca (1-2, Liga), Feirense (0-2, Taça da Liga), Famalicão (0-1, Taça da Liga) e Marítimo (1-3, Taça da Liga). Por sua vez, Danilo só faltou nas três derrotas da Taça da Liga e na vitória frente ao Angrense.   Tanto FC Porto como Borussia Dortmund vêm de duas derrotas nas duas últimas partidas europeias, ambos sem marcar um único golo. O FC Porto viu-se impedido de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por ter sido batido nas duas últimas jornadas da fase de grupos por Dynamo Kiev (2-0, no Dragão) e Chelsea (2-0, em Londres). Já o Borussia Dortmund perdeu nas duas últimas rondas da Liga Europa contra o FK Krasnodar (1-0, fora) e o PAOK Salónica (1-0, em casa), mas seguiu para os 16 avos de final porque já somava dez pontos nas primeiras quatro jornadas.   É a segunda vez que José Peseiro leva uma equipa à Alemanha. Já lhe aconteceu em Setembro de 2008, quando se deslocou a Wolfsburg com o Rapid Bucareste e perdeu por 1-0 (golo de Grafite), na primeira eliminatória da Liga Europa. Na segunda mão as duas equipas empataram a uma bola, o que levou ao afastamento do Rapid.   Borussia Dortmund e FC Porto vão defrontar-se pela primeira vez na história das competições europeias. Até aqui, porém, os alemães ganharam sempre que defrontaram equipas portuguesas no seu estádio: 5-0 ao Benfica em 1963/64, 3-1 ao Boavista em 1999/00 e 2-1 ao mesmo Boavista em 2001/02. Por sua vez, o FC Porto ganhou três das 14 visitas à Alemanha: 5-0 ao Werder Bremen em 1993/94, 1-0 ao Hertha Berlim em 1999/00 e 3-1 ao Hamburger em 2006/07.
2016-02-17
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