PESQUISA 

Último Passe

Benfica e Sporting deixaram dois pontos pelo caminho face a adversários menos apetrechados, mas fizeram-no por razões diferentes. Os encarnados porque entraram no jogo com o Boavista iludidos com a sucessão de vitórias que transportavam no histórico recente, a ponto de Rui Vitória ter sentido a necessidade de dizer no final que “esta não é uma equipa invencível”; os leões porque mesmo em esforço total e espicaçados pelo tropeção do rival foram curtos para se imporem a um Chaves aguerrido e organizado, porque de facto é como diz Jesus e ali é “sempre o mesmo a marcar os golos”. Quem esteve na Luz pode preferir optar por destacar a recuperação épica do tricampeão nacional, que esteve a perder por 3-0 e ainda salvou um ponto, mas sendo verdade que o volume de jogo ofensivo da equipa encarnada depois de reduzir para 1-3 foi impressionante, não durou sempre e a seguir aos 3-3, já conseguidos em fase de perda, o Boavista até teve a capacidade para criar duas ocasiões de golo claras. A história do jogo está refletida na frase que Rui Vitória disse no final: esta equipa “não é invencível”. Porque a ideia que deu de início, sem rigor nem agressividade atrás foi a de se julgar invencível, como se as camisolas chegassem para ganhar. A ajudar à festa, entrar com Jonas e Gonçalo Guedes na frente roubou-lhe presença na área e uma referência de que o seu jogo precisava para lá chegar em tabelas. Com a entrada de Mitroglou e, ao intervalo, de Cervi para começar a atacar desde a posição de defesa-esquerdo, o Benfica construiu o cenário de que precisava para a tal recuperação. Chegou aos 3-3, mas aí, com mais de 20 minutos por jogar, parou. Falta de pulmão, acerto tático de Miguel Leal com a entrada de Mesquita ou simplesmente a ideia de que esta “equipa não é invencível” e de vez em quando aparecerão adversários capazes de lhe colocar dificuldades, como fez o Boavista com o seu jogo de corredor a corredor. Diferente é a problemática do Sporting. E a frase sintomática, Jesus disse-a na semana passada, depois de ganhar ao Feirense. “Não é normal nas minhas equipas que seja sempre o mesmo a fazer os golos”. Em Chaves, o mesmo fez o seu papel. Bas Dost respondeu com dois golos de oportunidade a um início desconcentrado que permitiu aos transmontanos adiantar-se no marcador. O Sporting até respondeu bem à desvantagem, sempre sem brilhar, é verdade, sem o jogo envolvente que praticava na época passada, mas assumindo a iniciativa do jogo e impedindo o Chaves de criar perigo. Teria chegado, não fosse mais uma vez o descontrolo das emoções em que esta equipa é pródiga: expulsão de Ruben Semedo, necessidade de sacrificar Dost para fazer entrar Paulo Oliveira e um golão de Fábio Martins a dois minutos no fim. O golo do empate do Chaves foi um pouco como a recuperação do Benfica: fez-se anunciar a todos os sentidos antes de se deixar ver por quem estava no estádio. E é destas fatalidades que se faz a história dos campeonatos.
2017-01-14
LER MAIS

Último Passe

A questão do total de títulos nacionais de futebol tem sido vista à luz da rivalidade entre os maiores clubes ou da estratégia de comunicação de Bruno de Carvalho, que a trouxe para a agenda mediática com o intuito de comprar mais uma guerra que sirva de forma de afirmação ao Sporting, mas vale muito mais do que tudo isso. Porque em causa não estão só o total de títulos de campeão nacional dos leões e, por inerência, do Benfica e do FC Porto. Em causa estão também os títulos de clubes como o Olhanense, o Marítimo, o Belenenses ou o já extinto Carcavelinhos (um dos clubes que deu lugar ao Atlético), que merecem tanto respeito como os três grandes, suportados em milhões de adeptos. Em causa está se a decisão do campeão nacional é retrospetiva ou prospetiva, feita a olhar para trás ou para a frente. Porque uma coisa é certa: não pode haver anos com dois campeões. A FPF decidiu que contam como títulos de campeão nacional os três campeonatos da I Liga, realizados entre 1934/35 e 1937/38, por serem provas por jornadas, em modelo de todos contra todos, e terem sido jogados antes da instituição do campeonato nacional da I Divisão, em 1938/39. Decidiu ainda a FPF não contar como suscetíveis de atribuição do título de campeão nacional os 17 Campeonatos de Portugal, jogados entre 1921/22 e 1937/38, por os considerar antepassados da Taça de Portugal, também ela jogada por eliminatórias a partir de 1938/39. Dessa forma, aos títulos de vencedor do campeonato nacional de futebol – Benfica por 32 vezes, FC Porto por 26, Sporting por 18, Belenenses e Boavista com um cada – somam-se mais três do Benfica e um do FC Porto, fruto das vitórias que conquistaram no tal campeonato da I Liga. Pretenderia o presidente do Sporting que, em vez desses títulos da I Liga, fossem contabilizados os vencedores do Campeonato de Portugal: quatro troféus do FC Porto e do Sporting, que assim aumentariam o pecúlio para 29 e 22 títulos, respetivamente; três do Benfica, que subiria na mesma para 35, substituindo as três Ligas por igual número de campeonatos de Portugal; três do Belenenses, que passaria a considerar-se quatro vezes campeão nacional; mais um do Olhanense, um do Marítimo e um do Carcavelinhos, que engrossariam o lote de campeões. A tese da FPF é que o antepassado do atual campeonato nacional é o campeonato da Liga, também ele jogado por jornadas. Faz sentido. Mas também pode não fazer. Ora, façamos um pouco de história. O futebol português andou uns anos atrás do resto da Europa, a ponto de só em 1922 se ter extravasado o nível regional no que a competições respeitava. Nesse final de época de 1921/22 jogou-se pela primeira vez o Campeonato de Portugal, que em ano de estreia se resumiu a uma espécie de finalíssima entre os campeões de Lisboa (o Sporting) e do Porto (o FC Porto). Ganharam os nortenhos, que tal como todos os seus sucessores na prova adquiriram o direito a apresentar-se como “campeões de Portugal”. Veja-se o caso do Benfica de 1930, de que se mostra na imagem acima o cartaz relativo ao almoço de homenagem aos jogadores. O Campeonato de Portugal foi evoluindo. Na segunda edição, além de Sporting e FC Porto, outra vez campeões dos seus distritos, já participaram os campeões de Coimbra, da Madeira, do Minho e do Algarve. E a prova foi-se alargando a mais regiões, até passar, a dada altura, a permitir a entrada de mais do que um representante por cada distrito. Iam-se assim sucedendo os campeões de Portugal. E tudo continuou igual até que, em Março de 1934, a seleção nacional foi arrasada pela Espanha em Chamartin. Foram 9-0, a eliminação do Mundial e a abertura de um processo de reformulação dos quadros competitivos do futebol nacional. Uma das coisas que os espanhóis tinham e os portugueses não era competição nacional regular – o Campeonato de Portugal só se jogava de Maio a Julho – sob a forma de uma prova por jornadas, em que todos os clubes se defrontavam a duas voltas. Os portugueses resolveram imitar esse modelo e criaram, ainda que de modo experimental, o campeonato da Liga – cujo nome derivou do modelo inglês. A prova foi introduzida a título experimental, por se temer que o aumento da receita não chegasse para cobrir o aumento da despesa com deslocações mais longas e frequentes. Foi um sucesso. Ora é aqui que se introduz a rotura. Para a FPF, agora, os 13 campeões de Portugal até aí coroados deixaram de o ser. E os vencedores das quatro Ligas experimentais que antecederam a criação do campeonato nacional de futebol, em 1938/39, passaram a poder ostentar o título de campeão nacional. O primeiro campeonato da Liga, em 1934/35, foi ganho pelo FC Porto, mas nesse mesmo ano o Benfica venceu o Campeonato de Portugal, batendo o Sporting na final, por 2-1. Na página 143 do segundo volume da História do Sport Lisboa e Benfica (1904/1954), obra excecional editada aquando do cinquentenário do clube por Mário Fernando de Oliveira e Carlos Rebelo da Silva e prefaciada por Ribeiro dos Reis, reproduz-se a ementa do jantar oficial de homenagem “Ao team de Foot-Ball Campeão de Portugal” do Sport Lisboa e Benfica. Teve lugar nas Portas do Sol, em Santarém, a 21 de Julho de 1935. Claro que se a prova se chamava Campeonato de Portugal, a equipa que a ganhava se considerava campeã de Portugal. Nem outra coisa faria sentido, apesar de já existir o campeonato da Liga, que nesse ano coroou o FC Porto. Só em 1938 o panorama competitivo voltou a mudar. Ao campeonato da Liga sucedeu o campeonato nacional de futebol; ao campeonato de Portugal seguiu-se a Taça de Portugal. As competições mantiveram os moldes de disputa, pelo que é natural que, vendo as coisas de trás para a frente, a FPF considere agora campeões nacionais os clubes vencedores da Liga e não os que ganharam o Campeonato de Portugal. Porque a questão é que, durante quatro anos, houve clubes cuja legitimidade para se considerarem campeões nacionais se funda no futuro (e na evolução que a competição veio a ter) e outros cuja legitimidade se funda no passado (e no facto de até 1934 o campeonato de Portugal ter sido a única prova nacional). Como não podia haver dois campeões nacionais no mesmo ano, era preciso tomar uma decisão. A FPF decidiu assim e a decisão tomou letra de lei. O mais justo, porém, seria separar as quatro provas e os respetivos palmarés. Porque a alternativa é dizer aos jogadores e aos clubes que ganharam o campeonato de Portugal entre 1922 e 1938 que afinal não foram campeões de Portugal. E isso vai muito para lá das provocações de Bruno de Carvalho ou das respostas dos adeptos benfiquistas.
2016-12-23
LER MAIS

Último Passe

A qualidade individual de Otávio e a movimentação sempre inteligente de André Silva, hoje bem complementado por Adrián López, permitiram ao FC Porto ultrapassar o obstáculo constituído por um Boavista que nunca mostrou grande futebol mas teve a capacidade para manter o resultado em aberto até aos últimos minutos. O 3-1, marcado a quatro minutos do fim, quando os axadrezados apostavam num jogo partido, com bola cá-bola lá, permitiu a justa atribuição dos três pontos à equipa de Nuno Espírito Santo, mas a demora no golo da tranquilidade e uma segunda parte muito desinspirada dos dragões não afastaram as nuvens negras do horizonte antes da visita a Leicester, em importante desafio da Liga dos Campeões marcado para terça-feira. Nuno Espírito Santo apostou num 4x4x2 com maior preenchimento do corredor central, pois nele não entraram extremos: a largura era dada pelos dois defesas-laterais e pelas saídas da área dos dois pontas-de-lança, os móveis André Silva e Adrián López, que substituiu o belga Depoitre, nulo no jogo de Tondela. Adrián procurava muito a esquerda, dessa forma compensando as constantes diagonais de Otávio para o meio, nas quais o jovem brasileiro se mostrava o melhor portista na difícil arte de queimar linhas com bola. E isso tornou-se tanto mais importante quanto o início de jogo foi complicado para a equipa da casa, uma vez que o Boavista marcou na primeira vez que chegou perto da baliza de Casillas, logo aos 5’: livre de Fábio Espinho e cabeça de Nuno Henrique para o 0-1. A ganhar desde tão cedo, não se percebeu bem se o Boavista trazia algum plano de jogo a não ser o de impedir os ataques portistas. A equipa de Sánchez juntava linhas perto da área, mostrava um Idris em momento pujante, mas raramente conseguia ligar-se aos jogadores da frente – só Bukia se mostrou, em noite anónima de Iuri Medeiros e Digas. O FC Porto, com Oliver mais atrás do que o habitual e André André a procurar também o corredor central a partir da direita, só entrava na organização defensiva adversária em bolas paradas – dois quase-golos de Danilo, ainda na primeira parte – ou nas tais arrancadas de Otávio. Foi o jovem brasileiro quem descobriu André Silva para o golo do empate, aos 19’, e foi ainda ele quem, numa mudança de velocidade, forçou uma falta de Nuno Henrique junto à linha de fundo. No penalti correspondente, André Silva bisou e colocou o FC Porto na frente do marcador, ainda antes do intervalo. Foi aquilo de que o FC Porto precisou para baixar o ritmo do jogo numa segunda parte que foi correndo mais sonolenta. Foi interessante a entrada de Diogo Jota para o lugar de Adrián, pois permitiu ao jovem português mostrar a rapidez de processos e o descaramento para finalizar que lhe permitirão voar alto, mas o jogo estava por essa altura mais dividido do que seria de supor. Com Schembri em vez de Iuri Medeiros e a subida de rendimento de Fábio Espinho, o Boavista foi ganhando chegada à frente e, mesmo sem ocasiões claras de golo, manteve o suspense no resultado até ao minuto 86, quando um cruzamento de Alex Telles acabou no fundo das redes, fruto de uma intervenção desastrada do guardião Agaev. Estava resolvido o jogo e os dragões podiam finalmente pensar na Champions. Se é que não era já por lá que tinham a cabeça antes disso.  
2016-09-23
LER MAIS

Último Passe

O FC Porto colocou um ponto final feliz numa Liga triste, ganhando por 4-0 ao Boavista, no Dragão, e assegurando que na pior das hipóteses terminará a 15 pontos do Benfica na classificação. O terceiro lugar serve de fraca consolação e deixa os responsáveis portistas a pensar no próximo fim-de-semana, quando a final da Taça de Portugal poderá permitir ao clube interromper um jejum de três anos sem troféus. Frente a um Boavista que melhora semana após semana e, a espaços, até conseguiu andar mais próximo da baliza de Casillas, também houve quem já só tivesse a cabeça no Jamor. Não foi o caso de André Silva, cujo golo, o quarto, a dois minutos do fim, foi o momento alto do jogo: na estreia do futebol matinal, horário ao qual estava habituado na equipa B, abriu por fim a sua conta de goleador. No último ensaio antes da final, José Peseiro fez um onze sem Martins-Indi, Sérgio Oliveira, Brahimi ou Aboubakar, deixando a ideia de que quis dar a André André ou a Corona a possibilidade de ainda discutirem um lugar na equipa que fará para o Jamor. Quem jogou e jogará a final foram Chidozie e André Silva: o primeiro, mesmo sem grandes problemas causados pelo Boavista, não complicou, ao passo que o segundo, mesmo antes de marcar o seu golo voltou a trabalhar bastante em prol da equipa, com movimentações de rotura ou de apoio e empenho do ponto de vista defensivo. Foi dele, por exemplo, o passe para o golo de Layun, a jogada que arrumou com a incerteza de que o jogo ainda pudesse estar rodeado, aos 56 minutos. E no entanto o FC Porto começou muito bem, com um futebol fluído e chegadas constantes com perigo à baliza de Mika, protegida por um Boavista organizado, como de costume, em 4x2x3x1. É certo que o golo inaugural, de Danilo, logo aos 11’, não nasceu de um belo movimento, mas sim da presença na área contrária, de um ressalto fortuito em Marcano e do oportunismo do médio, que chutou sem pedir licença. Mas aquilo que o FC Porto mostrou nesses primeiros 20 minutos deixava boas perspetivas. Só que, aos poucos, o FC Porto foi abrandando o ritmo e permitindo que o rival entrasse no jogo. Fê-lo a equipa de Erwin Sanchez com combinações interessantes nos corredores laterais, chegando a deixar uma vez Mesquita na cara de Casillas – com boa defesa do guarda-redes espanhol, que terá feito o último jogo da época. A segunda parte correu no mesmo ritmo, com Ruben Neves e Brahimi em vez de Danilo e Corona, no tal Lado B do ensaio para o Jamor. E no momento em que o FC Porto chegou ao 2-0, num belo remate de Layun a premiar um lance de insistência e visão de André Silva, o jogo fechou. Tudo se resumia a perceber se André Silva conseguia finalmente abrir a sua conta de goleador com a camisola do FC Porto. A primeira boa oportunidade para tal saiu frustrada quando, a cinco minutos do fim, Ruben Ribeiro derrubou Maxi Pereira na área e Carlos Xistra apontou para a marca de grande penalidade. Herrera e Brahimi aproximaram-se para bater, o público assobiou, provavelmente a pedir que fosse André Silva a marcar, mas não se desfez o pré-estabelecido – e bem, porque um penalti falhado faria mais mal do que um golo marcado. Brahimi fez então o terceiro, mas quem foi embora aí perdeu o momento do jogo. Até final, André Silva ainda foi capaz de desbloquear finalmente a conta: respondeu a um passe em profundidade de Brahimi, torneou Mika e chutou para a baliza. O público exultou, porque um golo é sempre um golo, o jovem jogador também, recebendo felicitações de toda a gente, mas a verdade é que mesmo sem esse golo a manhã já tinha sido dele. E, ao contrário do que aconteceu no clássico recente com o Sporting, quando fizer o onze para a final da Taça de Portugal, Peseiro pode começar por ele.
2016-05-14
LER MAIS

Artigo

Portugal está em êxtase com o título do Leicester. “É a prova de que tudo é possível no futebol”, dizem uns. “É o regresso do romantismo”, dizem outros. Depois, uns recordam o Boavista, outros falam na fábula da pizza e do trabalho. Sim, também eu fiquei com os olhos marejados quando li a história da fábula da pizza. Mas se quisermos falar disto a sério, sem clichés nem frases feitas, daquelas que se destinam apenas às partilhas nas redes sociais, temos de colocar a cabeça a funcionar. E de perguntar a nós mesmos: quereríamos nós um Leicester em Portugal? Deixem-me responder por vós. Não! Porque se quiséssemos já estaríamos a fazer alguma coisa para que algo de semelhante pudesse acontecer por cá. E a verdade é que nos dirigimos cada vez mais no sentido contrário. Primeira fase da reflexão – desconstrução de mitos. Há, de facto, algo de Boavista de Jaime Pacheco na proeza do Leicester de Claudio Ranieri. Há um plantel humilde, pelo menos se comparado com os que com ele se batem na mesma Liga. Há espírito de grupo, resultante dos laços que se vão criando a cada semana que o “underdog” segue na frente. “Somos nós contra o Mundo”. É aqui que entra a fábula da pizza. Se tivesse tido comunicação, o Boavista de Jaime Pacheco também teria tido uma fábula da pizza para contar. Esta, de Ranieri, explica-se de forma simples. O treinador estava a ganhar jogos, mas preocupado com o facto de a equipa sofrer sempre golos. Um dia, temendo que essa permeabilidade se tornasse um problema, ofereceu-se para pagar o jantar a toda a equipa se esta mantivesse as redes a zero. E quando isso foi conseguido, cumpriu. Ranieri levou os jogadores a um restaurante italiano e, ante a ausência previamente combinada do pessoal da cozinha, ordenou-lhes que fizessem as suas próprias pizzas. “Vou pagar-vos o jantar, mas aqui, tal como no campo, vocês vão ter de trabalhar para o conseguirem”, disse-lhes. Ranieri, como Jaime Pacheco, pode não ser um génio da metodologia de treino ou um paradigma de modernidade na tática, mas tem vivência, tem mundo, sabe como motivar um grupo. As comparações entre o Boavista e o Leicester, porém, acabam aqui, no balneário. Porque o Boavista do início do século já andava a ameaçar as posições cimeiras há algum tempo e este Leicester só era candidato a descer de divisão. Porque aquele Boavista era uma das equipas com mais poder nos bastidores do futebol português e este Leicester não é tido nem achado nesses pormenores. Porque aquele Boavista caiu vitimado por alguma soberba – aumento exponencial de orçamento – e pelas mesmas armas de bastidores que lhe permitiu chegar lá acima e este Leicester vai cair porque, pura e simplesmente, a fábula da pizza só resulta com jogadores esfomeados de sucesso. Ou acham que Mahrez, Kanté ou Vardy, daqui por um ano, quererão sujar as mãos com a massa? Claro que não. Vão passar a ter quem faça a pizza por eles, mesmo sem perceberem que foi isso que lhes permitiu ganhar. Mas é da natureza humana e não há nada neles que lhes permita ver isso por antecipação. Por que ganhou então o Leicester? Por várias razões. E o espírito de grupo criado por situações como a fábula da pizza é uma delas. Outra é o facto de, apesar de tudo, o Leicester não ser uma equipa de coitadinhos. Porque na Premier League não há equipas de coitadinhos. É certo que aquilo que o Leicester gastou não chegará para pagar as comissões gastas por Chelsea, Manchester City ou Manchester United nas suas aquisições, mas ainda assim os novos campeões ingleses investiram esta temporada 4,2 milhões de euros em Huth, 9 milhões em N’Golo Kanté, 7 milhões em Inler e 11 milhões em Okazaki, aos quais acrescentaram, em Janeiro, mais 6,6 milhões em Amartey e 5,1 milhões em Gray. Foram, ainda assim, mais de 40 milhões de euros em aquisições, o que permite que se diga que a equipa não é de bidons e que quem está errado é que gasta isso e muito mais em jogadores que ainda não são o Messi ou o Cristiano Ronaldo só para satisfazer a clientela. E é aqui que a realidade inglesa se separa da portuguesa. Porque, estando inserido num mercado que funciona, o Leicester teve, por um lado, a vontade, e por outro a possibilidade, de tomar as suas próprias decisões. Agora vamos à parte chata. Perguntemos a todos aqueles que têm vibrado nas redes sociais com o título do Leicester e que são adeptos do Benfica, do Sporting e do FC Porto, se gostavam de ver uma coisa assim na Liga portuguesa. Quase todos vão dizer que sim, sobretudo porque vão estar a pensar que o nosso Leicester seria campeão em vez de um rival e não do clube deles. Mas quase todos vão recuar quando se lhes disser que enquanto o futebol português estiver organizado como está isso não será possível e que só poderemos ter um Leicester como tivemos um Boavista, se esse clube estiver encostado aos bastidores do poder. Porque para termos um Leicester teremos de ter, primeiro, um mercado interno que funcione para lá dos humores dos grandes, que jogam o jogo das influências emprestando jogadores à esquerda ou à direita. Para termos um Leicester teremos de ter uma distribuição mais equitativa das receitas de televisão, teremos de ter limitação do número de jogadores que cada clube pode ter sob contrato, teremos de ter clubes com vontade e acima de tudo com a possibilidade de tomarem as suas próprias decisões em vez de terem de se colocar debaixo da asa do "seu" grande. E é aqui que os nossos adeptos, que são extensões dos nossos clubes, vacilam. Mais: é aqui que recuam, que concluem que afinal de contas é melhor não termos um Leicester. Eu, que há uns dez anos já escrevo isto – a ponto de achar que me repito – quero ter um Leicester em Portugal. Até acho normal que os clubes grandes não queiram. O que acho estranho é que a Liga não queira.
2016-05-03
LER MAIS

Artigo

Ao ganhar por 1-0 ao Boavista, no Bessa, o Benfica conseguiu a 11ª vitória consecutiva em jogos fora de casa, um feito inédito na história do clube. Desde o empate (0-0) com o U. Madeira, no Funchal, os encarnados ganharam sucessivamente a V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1), Belenenses (5-0), Paços de Ferreira (3-1), Sporting (1-0), Zenit (2-1) e agora Boavista (1-0). Superou assim as duas melhores séries do seu passado, fixadas em dez jogos seguidos a ganhar fora, entre Fevereiro e Novembro de 1971 e entre Outubro de 1972 e Abril de 1973.   A vitória no Bessa foi dramática, conseguida com um golo de Jonas ao terceiro minuto de descontos. Foi o segundo sucesso consecutivo fora de casa que os encarnados conseguem com um golo em tempo de compensação, depois de já terem ganho em São Petersburgo ao Zenit por 2-1, com um golo de Talisca aos 90+5’. Foi a terceira vitória da época do Benfica com um golo para lá dos 90’ (depois das duas contra o Zenit, pois também na Luz valeu um golo de Jonas aos 90+1’) e a primeira na Liga desde Agosto de 2013, quando ganhou ao Gil Vicente na Luz (2-1), com tentos de Markovic aos 90+1’ e Lima aos 90+2’.   Jonas, o autor do golo da vitória, continua na corrida à Bota de Ouro, com os mesmos golos que Gonzalo Higuaín Os 29 tentos que marcou em 27 jornadas da Liga são o melhor pecúlio de um jogado do Benfica num campeonato desde que o sueco Mats Magnusson fez 33 na Liga de 1989/90. À 27ª jornada dessa época, porém, o sueco tinha apenas 28 golos marcados. Para encontrar um jogador do Benfica com mais golos por esta altura há que ir até 1972/73, quando Eusébio tinha 34 nas primeiras 27 partidas.   Jonas igualou, além disso, o seu total de golos em toda a época passada, pois além dos 29 que marcou na Liga portuguesa soma ainda mais dois na Liga dos Campeões. Precisou de 38 jogos para fazer estes 31 golos, ao passo que na temporada passada os marcou em 35 partidas: obteve então 20 em 25 jogos na Liga portuguesa, seis em três desafios na Taça de Portugal e cinco em três partidas da Taça da Liga.   O jogo foi ainda marcado pelo regresso de Salvio a um lugar no onze do Benfica. O argentino jogou 54 minutos, o maior período que esteve em campo desde a última vez que tinha sido titular do Benfica, a 23 de Maio de 2015: nesse dia, em partida da última jornada da Liga, contra o Marítimo, saiu lesionado aos 74’.   A vitória do Benfica significou mais uma derrota caseira para o Boavista, a terceira seguida, neste caso. Antes de perderem com o Benfica, os axadrezados já tinham sido batidos por Rio Ave (2-1) e Nacional (1-0). Desde Novembro e Dezembro de 1959 que o Boavista não perdia três vezes seguidas em casa: na altura foio batido pela Académica (3-1), Sporting (5-2) e Belenenses (1-0), antes de ganhar ao Portimonense (3-1), para a Taça de Portugal.   Com a vitória, o Benfica passou a somar 67 pontos, mantendo-se isolado na frente da Liga. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha à passagem da mesma jornada na época passada e menos três do que em 2013/14, ano do primeiro título dos dois que ganhou consecutivamente. Para encontrar um Benfica campeão com menos pontos à 27ª jornada é preciso recuperar a equipa de 2004/05, liderada por Giovanni Trapatoni, que por esta mesma altura seguia na liderança com apenas 54 pontos, ainda assim mais seis do que os segundos, que eram Sporting, Sp. Braga e FC Porto.
2016-03-21
LER MAIS

Último Passe

Jonas respondeu à convocatória para a seleção do Brasil com um golo fundamental, encontrando ao terceiro minuto de descontos a solução para o bloqueio a que o Benfica estava a ser submetido por parte do Boavista no Estádio do Bessa e assegurando a vitória por 1-0 que permite à equipa de Rui Vitória manter-se isolado no comando da Liga. O Boavista tinha sido, até então, taticamente perfeito, anulando a arma principal do ataque encarnado, que são as combinações pelo espaço interior, mas os bicampeões nacionais mudaram de cara nos últimos minutos e, num lance direto de Eliseu para a cabeça de Carcela, deixaram Jonas na cara do guarda-redes Mika. O brasileiro fez o golo e o líder manteve a vantagem. Entendendo que o Benfica se torna tanto mais perigoso quanto consegue ganhar ascendente à frente da área, seja pelo recuo de Jonas, pelas diagonais de Pizzi ou pelas arrancadas de Renato Sanches, Erwin Sánchez colocou Idris e Tahar à frente da defesa e os dois médios foram fundamentais na forma como a equipa da casa conseguiu bloquear o ataque encarnado. Privado de Mitroglou, que é fundamental na busca da profundidade – que entre outras coisas obriga a última linha do adversário a recuar e abre espaço para a entrada dos médios – e da criatividade de Gaitán, o Benfica foi sentindo dificuldades para ser perigoso. Se no primeiro tempo ainda se mostrou num pontapé de moinho de Jiménez e num remate de Pizzi, o primeiro detido por Mika e o segundo a sair ao lado, na segunda parte nem isso ia conseguindo. Era, ao invés, o Boavista quem saía com a-propósito, fruto da capacidade de Ruben Ribeiro para segurar a bola na frente e da velocidade de Zé Manuel. Rui Vitória mexeu. Colocou Carcela em vez de Salvio, que ainda não tem a capacidade para fazer esquecer a longa paragem a que foi submetido. Depois trocou Nelson Semedo por Talisca, baixando André Almeida para a direita da defesa. E por fim reforçou o ataque com a estreia de Jovic em vez de Pizzi. Mas era o Boavista que, em rápidos contra-ataques, como um que levou a um remate de Luisinho, ameaçava marcar. Até que a qualidade individual de Jonas se fez notar. Ao terceiro minuto de descontos, surgiu o tal pontapé longo de Eliseu, a cabeça de Carcela e a capacidade para Jonas se adiantar ao seu marcador direto e marcar, de pé esquerdo e de primeira. A inédita 11ª vitória consecutiva do Benfica como visitante teve a marca do seu melhor jogador. E, se chegar, o tricampeonato também a terá, porque terá passado por aqui.
2016-03-20
LER MAIS

Stats

O Benfica entra no Estádio do Bessa, para defrontar o Boavista, a defender uma sequência de dez vitórias seguidas fora de casa, contando todas as competições, e à procura de uma décima-primeira que seria absolutamente inédita na sua história centenária. Desde o empate com o U. Madeira, na Choupana, em meados de Dezembro, os encarnados ganharam todos os jogos que fizeram fora da Luz. São dez ao todo, tantos como os conseguidos em duas séries pela equipa do início da década de 70 que Jimmy Hagan levou a três vitórias seguidas em campeonatos. A primeira série de dez vitórias seguidas do Benfica fora de casa começou em Fevereiro de 1971, depois de ter sofrido uma goleada do FC Porto (4-0), nas Antas. Até final dessa temporada, o Benfica ganhou as seis deslocações que teve pela frente: 4-2 ao Tirsense, 2-1 ao Leixões, 4-0 ao Varzim, 7-1 ao Barreirense, 2-0 aos angolanos do Independente (que jogavam a Taça de Portugal) e 3-1 o Tirsense. Para chegar às dez vitórias foi preciso contabilizar as primeiras quatro deslocações da nova época: 3-1 ao FC Porto, 4-0 ao Innsbruck, 3-1 ao V. Setúbal e 3-0 ao Tirsense. A décima-primeira vitória fora não apareceu, pois a 3 de Novembro de 1971 o Benfica empatou sem golos em Sofia com o CSKA, na segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus. A época seguinte trouxe uma segunda oportunidade para o Benfica chegar às 11 vitórias seguidas fora de casa. Foi o campeonato em que o Benfica ganhou as primeiras 23 jornadas, chegando a finais de Março com a certeza matemática do tricampeonato. Assim sendo, depois de ser eliminado da Taça dos Campeões pelo Derby County (0-3 em Derby, logo na primeira mão, em finais de Outubro), alinhou mais dez vitórias seguidas fora de casa: 1-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao U. Tomar, 2-1ao V. Guimarães, 1-0 à CUF, 1-0 ao Montijo, 5-1 ao Leixões, 2-1 ao Beira Mar, 2-1 ao Sporting e ainda 2-0 e 4-2 ao Belenenses, em jornada dupla, com um jogo a contar para o campeonato e o segundo para a Taça de Portugal. Ao 11º jogo, porém, veio o empate (2-2) com o FC Porto nas Antas, fazendo com que a série se ficasse pelas dez partidas. Desde essa altura, nunca mais o Benfica conseguiu as dez vitórias consecutivas fora de casa que conta neste momento. Após o 0-0 com o U. Madeira na Choupana, bateu sucessivamente o V. Guimarães (1-0), o Nacional (4-1), o Estoril (2-1), o Oriental (1-0), o Moreirense (6-1 e 4-1, primeiro para a Taça da Liga e depois para o campeonato), o Belenenses (5-0), o Paços de Ferreira (3-1), o Sporting (1-0) e o Zenit (2-1). O 11º jogo é com o Boavista.   O Boavista tem recuperado com troca de treinador, mas Erwin Sánchez, ex-jogador boavisteiro e benfiquista, não tem sido feliz nos jogos no Bessa nem nos jogos contra os grandes. Há quatro jogos que o Boavista não ganha em casa, mais precisamente desde os 4-0 ao V. Setúbal, a 18 de Janeiro.  Depois disso, empatou a zero com Sp. Braga e Académica, perdendo por 1-2 com o Rio Ave e por 0-1 com o Nacional.   Nos jogos com os grandes, o Boavista de Sánchez leva três derrotas e zero golos marcados: 0-5 e 0-1 com o FC Porto de Rui Barros, primeiro para o campeonato e depois para a Taça de Portugal, e 0-2 com o Sporting em Alvalade.   Rui Vitória e Erwin Sánchez nunca se defrontaram, pois o boliviano só recentemente pegou numa equipa do campeonato português. Sánchez, que até veio para Portugal para jogar no Benfica, também nunca defrontou os encarnados como treinador, ainda que tenha tido na carreira de jogador muitas alegrias neste confronto. O seu penúltimo jogo com a camisola do Boavista, em Dezembro de 2002, foi no Bessa contra o Benfica e acabou com um empate a zero.   Rui Vitória, por sua vez, já ganhou, empatou e perdeu com o Boavista. Na primeira volta do atual campeonato desequilibrou o confronto a seu favor, ganhando na Luz por 2-0, mas antes disso, aos comandos do V. Guimarães, tinha uma vitória (3-0 na cidade-berço), uma derrota (1-3 no Bessa) e um empate (2-2, no Bessa, para a Taça da Liga).   Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada da época passada, na derrota contra os encarnados, no Bessa, em Agosto de 2014.   Há mais de oito anos que o Boavista não marca um golo ao Benfica. O último aconteceu em Novembro de 2007, obtido por Jorge Ribeiro, numa goleada encaixada pelos boavisteiros na Luz (6-1). A descida de divisão do Boavista levou a que, desde então, as duas equipas apenas se tenham defrontado mais quatro vezes, com três vitórias encarnadas e um empate, mas sempre com balizas virgens para as águias. Em Abril de 2008, no Bessa, verificou-se um 0-0; na época passada o Benfica ganhou por 1-0 no Bessa e por 3-0 na Luz e esta temporada impôs-se em casa por 2-0.   No Bessa, porém, o Benfica não costuma ter vida facilitada. Só lá ganhou dois dos últimos dez jogos (1-0 em Agosto de 2014 e 2-0 em Abril de 2006), tendo perdido três (3-0 em Setembro de 2006, e 1-0 em Dezembro de 2001 e Setembro de 2000) e empatado os cinco restantes. Nesses mesmos dez jogos, o ataque do Benfica ficou por seis vezes em branco.
2016-03-20
LER MAIS

Artigo

A vitória do Sporting, em Alvalade, frente ao Boavista, por 2-0, pôs termo a uma sequência de dois jogos seguidos dos leões sem marcar golos em casa (0-0 com o Rio Ave e 0-1 com o Leverkusen) e interrompeu aos 365’ a série de minutos sem sofrer golos na Liga do guardião boavisteiro Mika. O último a bater Mika tinha sido Nathan Júnior, do Tondela, de penalti, aos 32 minutos do jogo de 25 de Janeiro. Desde então até ao golo obtido por Ewerton, num canto, aos 37 minutos do jogo contra o Sporting, o Boavista tinha mantido a baliza fechada face a Sp. Braga (0-0), P. Ferreira (1-0) e Académica (0-0).   Rui Patrício substituiu agora Mika como o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga: são já 302 minutos de inviolabilidade desde um lance que também envolveu Ewerton, que tocou na bola na tentativa de cortar o remate: o segundo golo da Académica em Alvalade, aos 58 minutos de um jogo que os leões acabaram por ganhar por 3-2, no dia 30 de Janeiro. Desde então, o Sporting não sofreu mais golos na Liga, empatando a zero com o Rio Ave e ganhando a Nacional (4-0) e Boavista (2-0).   Ewerton marcou o primeiro golo da época e o terceiro com a camisola do Sporting. Não marcava desde 10 de Maio, quando fez o tento do empate leonino frente ao Estoril (1-1), também com um cabeceamento na sequência de uma bola parada, na ocasião um livre lateral. Aliás, todos os golos (foram três) de Ewerton pelo Sporting foram de cabeça e nasceram em bolas paradas, como é normal num defesa-central: o primeiro, em Abril, a dar uma vitória sobre o Nacional (1-0), na Taça de Portugal, também saiu de um livre lateral, batido por Jefferson.   Ruiz, por sua vez, fez o oitavo golo da época e terceiro na Liga portuguesa. Dos oito, este foi o primeiro de livre direto. Aliás, o Sporting ainda não tinha marcado de livre direto esta época: a única situação em que esteve próximo disso foi no jogo com o V. Guimarães, em que Adrien marcou de livre, mas após um pequeno toque de Jefferson.   Além de marcar o segundo golo, Ruiz assistiu Ewerton no lance do primeiro. Foi a terceira vez esta época que o costa-riquenho conseguiu marcar e assistir no mesmo jogo: tal já lhe tinha sucedido contra o Besiktas (marcou e assistiu Slimani nos 3-1 de Alvalade) e contra o Sp. Braga (também marcou e assistiu o argelino nos 3-4 da Pedreira).   Jorge Jesus obteve a 250ª vitória como treinador na Liga portuguesa. Fê-lo em 475 jogos, dos quais ganhou 250, empatou 112 e perdeu 113. A primeira destas 250 vitórias já tem mais de 20 anos: conseguiu-a a 27 de Agosto de 1995, num Marítimo-Felgueiras que os nortenhos venceram por 2-0.   Ao manter a baliza a zeros, o Sporting destacou-se ainda mais como melhor defesa do campeonato. Tem agora 14 golos sofridos em 23 jornadas contra o 17 de Benfica e FC Porto. Os leões não têm uma defesa tão sólida como tinham as duas menos batidas por esta altura da época passada – Benfica e FC Porto tinham sofrido apenas 10 golos nas primeiras 23 partidas de 2014/15 – mas têm a melhor marca do clube desde 2008/09, quando a equipa de Paulo Bento aqui chegou com os mesmos 14 golos encaixados.   Os 58 pontos que o Sporting soma à 23 ª jornada estão na linha daquilo que Jorge Jesus vinha conseguindo fazer no Benfica nas últimas épocas: tinha 59 na época passada e 58 há dois anos, na época que deu início ao bicampeonato. São, ainda assim, a melhor marca do Sporting desde que a vitória vale três pontos. E mesmo aplicando as atuais regras de pontuação a Ligas mais antigas, só em 1969/70 a equipa estava tão bem: tinha as mesmas 18 vitórias, quatro empates e uma derrota, com a diferença de que já era virtual campeã, pois a Liga tinha apenas 26 jornadas, e os segundos, V. Setúbal e Benfica, estavam bem longe.
2016-02-23
LER MAIS

Último Passe

O Sporting não precisou de ser brilhante para ganhar ao Boavista, por 2-0, voltando assim a isolar-se no topo da tabela da Liga, num jogo em que Jorge Jesus acabou por poupar mais titulares do que tinha feito contra o Leverkusen, deixando a ideia de que na quinta-feira poderá ir com a equipa mais completa possível à Alemanha, para ficar na Liga Europa. Os leões voltaram a começar mal um jogo em casa, entrando devagar e sem grande ligação, mas serviram-se daquele que o seu treinador batizou como o quinto momento de um jogo de futebol (as bolas paradas) para ganhar sem contestação. Ewerton, após um canto, e Ruiz, num livre com ressalto na barreira, deixaram o jogo resolvido antes do intervalo. Jorge Jesus começou o jogo sem várias das que têm sido as suas primeiras escolhas: entre castigos, lesões e poupanças, faltaram João Pereira, Jefferson, Coates, William e Mané ou Bruno César. A equipa, no entanto, voltou a mostrar a cara do costume nos últimos jogos em casa. Lento, pouco agressivo e dinâmico, o Sporting permitiu que o Boavista ganhasse confiança e se instalasse no meio-campo ofensivo nos primeiros 15 minutos. Só a partir dessa altura, quando Schelotto começou a acelerar e descobriu a forma de combinar com Gelson, na direita, os leões começaram a empurrar o adversário para trás. Ruiz foi dos que respondeu bem à subida de nível do flanco oposto e, na esquerda, ofereceu a Teo Gutièrrez a primeira grande ocasião de golo do jogo. O colombiano falhou escandalosamente – mesmo assim, quando saiu, já na segunda parte, o público aplaudiu-o, respondendo positivamente ao que o treinador tinha pedido. Se mesmo assim não conseguia jogar rápido, se continuavam a faltar-lhe as desmarcações profundas de Slimani, que estão na base do seu futebol atacante, o Sporting só podia fazer uma coisa: parar a bola. E foi de bola parada – que Jesus define como o quinto momento do jogo, além das organizações e transições defensivas e ofensivas – que a equipa ganhou o desafio. Aos 37’, Ewerton, que já tinha ameaçado em dois livres laterais, movimentou-se bem na área, aproveitou a desconcentração de Idris e concluiu de cabeça ao primeiro poste um canto batido por Ruiz. E, antes do intervalo, o costa-riquenho fez ele mesmo o 2-0, num livre frontal em que contou com um desvio na barreira para trair o guardião Mika. Percebia-se que, com dois golos de desvantagem, muito dificilmente o Boavista inverteria as coisas na segunda parte. Um golo podia reabrir o jogo, mas o poste, primeiro, e Rui Patrício, depois, tiraram esse golo a Anderson Carvalho. Em consequência disso, o Sporting conseguiu gerir a partida sem problemas até final. Slimani ainda viu, por duas vezes, Mika tirar-lhe o 3-0 – na segunda Mané fez a recarga, a dois metros da baliza, ao poste – mas o jogo chegou ao fim sem mais novidades. Os leões asseguram que irão a Guimarães, antes de receber o Benfica, três pontos à frente dos rivais. Antes, porém, há a viagem a Leverkusen, onde Jesus poderá fazer regressar alguns dos titulares que desta vez repousaram. Mesmo que o tenha desdenhado com o que disse no final deste jogo. Mas isso é Jesus a ser Jesus.
2016-02-22
LER MAIS

Stats

O Sporting não faz golos em Alvalade há 186 minutos de jogo. O último, marcado por Montero, a 30 de Janeiro, garantiu a vitória (3-2) sobre a Académica, a seis minutos do fim da partida. Desde então, os leões empataram a zero com o Rio Ave, para a Liga, e perderam por 1-0 com o Leverkusen (na Liga Europa). É a primeira série de dois jogos seguidos do Sporting sem marcar em casa desde Dezembro de 2013, sendo que para encontrar uma série de mais de dois zeros seguidos em Alvalade é preciso recuar a Abril e Maio de 1991. A resposta à interrupção da série de 22 jogos seguidos a marcar em casa – que durava desde o 0-0 com o Wolfsburg, a 26 de Fevereiro de 2015 – não foi a melhor, pois o Sporting alinhou um segundo jogo seguido sem golos. A última vez que tal sucedera era Leonardo Jardim quem comandava os leões, que a 21 de Dezembro de 2013 empataram a zero com o Nacional em Alvalade e oito dias depois repetiram o resultado frente ao FC Porto, em desafio da Taça da Liga. Ao terceiro jogo, a 14 de Janeiro de 2014, viram os golos: 3-0 ao Marítimo, na Taça da Liga, com tentos de Carlos Mané, Vítor e Rojo. As séries de dois jogos seguidos sem marcar em casa não são assim tão raras na história recente do Sporting: neste século, esta é já a sétima. Mas ao terceiro jogo vieram sempre os golos. Antes dos jogos atuais e dos já descritos no parágrafo anterior, o Sporting tinha acumulado zeros seguidos em Fevereiro e Março de 2013 (0-1 com o Marítimo e 0-0 com o FC Porto, ganhando depois ao V. Setúbal por 2-1), em Abril de 2006 (0-0 com FC Porto e Naval, ganhando depois ao Sp. Braga por 1-0), em Dezembro de 2004 (0-1 com o Sochaux e 0-0 com o Sp. Braga, batendo depois o Pampilhosa por 4-1), em Novembro de 2000 (0-0 com Leverkusen e Boavista, ganhando depois ao Belenenses por 2-1) e em Outubro de 2000 (0-3 com o Spartak Moscovo e 0-1 com o FC Porto, seguindo-se uma vitória por 4-0 com a U. Leiria). Recuando mais, é ainda possível identificar mais duas séries de dois jogos a zero antes de se encontrar a última em que a improdutividade atacante se prolongou para lá disso. Em Janeiro de 1996, os leões perderam por 2-0 com o FC Porto e por 1-0 com o Sp. Braga antes de baterem por 4-1 o Campomaiorense. E em Agosto de 1995, empataram a zero com FC Porto e Boavista antes de se imporem ao Maccabi por 4-0. Se recuarmos a 1991, porém, o caso muda de figura. O Sporting de Marinho Peres, que até começara essa época em grande, ficou tão abalado com o empate a zero nas meias-finais da Taça UEFA, frente ao Inter, a 10 de Abril de 1991, que esteve depois quatro jogos seguidos sem marcar no velho Estádio José Alvalade: 0-1 com o FC Porto a 20 de Abril, 0-1 com o Farense a 28 de Abril e 0-0 com o Marítimo, a 12 de Maio. O enguiço só foi quebrado na última jornada do campeonato, com um 2-0 ao Gil Vicente, cortesia de golos de Careca e Fernando Gomes.   O Sporting vem de uma derrota em casa: o 0-1 com o Leverkusen assinala a segunda vez que os leões perderam esta época em Alvalade, tendo a outra sido o 1-3 com o Lokomotiv de Moscovo, igualmente para a Liga Europa. Na primeira vez, os leões reagiram com uma vitória de 1-0 sobre o Nacional.   Outra questão tem a ver pura e simplesmente com a reação da equipa leonina à derrota. O desaire frente ao Leverkusen foi o sétimo desta época, sendo que em cinco dos seis anteriores a equipa ganhou o jogo seguinte: respondeu ao 1-3 com o CSKA Moscovo ganhando por 3-1 à Académica; venceu o Nacional por 1-0 depois de ter perdido com o Lokomotiv (1-3), ganhou em Arouca (1-0) após a derrota com o Skenderbeu (0-3), bateu duas vezes o Paços de Ferreira (sempre 3-1) após os desaires com o U. Madeira (1-0) e o Portimonense (2-0). A exceção foi a derrota na Choupana, frente ao U. Madeira (1-0) na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga (4-3).   O Boavista, no entanto, não perde há cinco jogos, desde que somou a quinta derrota seguida, na partida da Taça de Portugal, frente ao FC Porto (0-1), no Bessa. Desde então, sempre na Liga, ganhou ao V. Setúbal (4-0) e ao Tondela (2-1), empatou a zero com o Sp. Braga, venceu em Paços de Ferreira (1-0) e voltou a empatar com a Académica (0-0).   Mika, o guarda-redes do Boavista, que fará em Alvalade o 50º jogo na baliza do Boavista, não sofre golos há 328 minutos. O último a batê-lo foi Nathan Júnior, do Tondela, de grande penalidade, no dia 25 de Janeiro.   Será o primeiro confronto entre Jorge Jesus e Erwin Sanchéz enquanto treinadores e a primeira vez que Sanchéz leva uma equipa a defrontar o Sporting. Jesus já enfrentou o Boavista por três vezes desde o regresso dos axadrezados à I Divisão, nunca tendo sequer sofrido um golo: 3-0 em casa e 1-0 ora com o Benfica na época passada; 0-0 no Bessa com o Sporting esta época.   Se o Sporting vencer o jogo, será a 250ª vitória de Jorge Jesus como treinador na Liga portuguesa. Em 475 jogos. Até ao momento, o treinador do Sporting, que se estreou a comandar uma equipa na Liga a 20 de Agosto de 1995, com um empate a duas bolas entre o seu Felgueiras e o Chaves, soma 474 jogos na prova, com 249 vitórias, 112 empates e 113 derrotas. A primeira vitória obteve-a a 27 de Agosto de 1995, nos Barreiros, frente ao Marítimo, por 2-0.   O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga portuguesa frente ao Boavista, lançado por Jose Antonio Camacho nos últimos 29 minutos de um empate a zero no Bessa, entre axadrezados e Benfica, a 17 de Agosto de 2003.   O Boavista, que já tirou dois pontos ao Sporting esta época, empatando a zero no Bessa no jogo da primeira volta, já não ganha aos leões desde 5 de Janeiro de 2008, quando se impôs no Bessa por 2-0, com golos de Marcelão e Jorge Ribeiro. Dos 28 jogadores que estiveram em campo nessa noite, só Rui Patrício está em condições de jogar agora, ainda que no Sporting tenha estado no banco Adrien Silva.   Em Alvalade, o Sporting vem com sete vitórias seguidas, algumas por margem confortável, sendo que nas duas últimas foram conquistadas com os leões em inferioridade numérica: a 14 de Janeiro, na Taça da Liga, Rosell foi expulso por Luís Ferreira aos 60’, antes de Tanaka fazer o golo da vitória leonina (1-0, aos 75’); e a 19 de Abril, na Liga, Tobias Figueiredo foi expulso mesmo antes do intervalo, tendo Slimani marcado o 2-1 definitivo aos 66’.   A última vez que o Boavista pontuou em Alvalade foi a 16 de Março de 2003, quando a equipa de Jaime Pacheco empatou a uma bola, curiosamente também conseguindo o golo do empate em inferioridade numérica: Paulo Turra foi expulso aos 4’, o Sporting marcou, por Jardel, no penalti que se seguiu à falta que originou a expulsão, e Jocivalter fez o empate aos 21’. Na equipa do Sporting alinhou, na última meia-hora, um certo Cristiano Ronaldo.   A última vitória do Boavista em Alvalade foi conseguida apenas no prolongamento de um jogo da Taça de Portugal, a 14 de Abril de 1993 – marcou o ex-leão Marlon Brandão. Desde então, houve 14 vitórias do Sporting e cinco empates. Para se encontrar uma vitória boavisteira em 90 minutos e na Liga é preciso ir mais longe, a 4 de Janeiro de 1976: também ficou 0-1, tendo o golo pertencido ao brasileiro Salvador. Na equipa do Sporting foi titular Augusto Inácio, tendo entrado a 5 minutos do fim um certo Jorge Jesus.    
2016-02-22
LER MAIS

Último Passe

Helton foi o herói do FC Porto, a força que assegurou a entrada dos dragões nas meias-finais da Taça de Portugal, ao defender uma grande penalidade que compensou dois momentos de desequilíbrio emocional de Imbula e Martins-Indi, evitando o problema que traria um a necessidade de jogar um prolongamento em inferioridade numérica contra um Boavista em crescendo. Valeu ao FC Porto um golo de autor de Brahimi para ganhar por 1-0 no Bessa e tirar bilhete para o confronto com o Gil Vicente, a única barreira que separa a equipa da viagem ao Jamor. Mas a forma como um confronto que há dias tinha sido tão fácil se transformou numa batalha equilibrada deve ser suficiente para preocupar os responsáveis portistas. Rui Barros trocou três unidades em relação à equipa que jogou no domingo no mesmo relvado: Casillas por Helton, André André por Evandro e Corona por Varela. E o FC Porto caiu de produção de uma forma que não pode ter apenas a ver com a saída daqueles três titulares. Para compreender o que se passou, pode ser necessário recorrer a fatores tão diversos como o crescimento competitivo do Boavista, o péssimo estado do relvado ou, o que é mais grave, algum descontrolo emocional associado a muita ansiedade de uma equipa que precisa de perceber com o que conta no futuro. A forma como Imbula se fez expulsar ou como Martins-Indi fez um penalti escusado no último minuto de compensação é disso reflexo. E se aquilo que Rui Barros disse após a goleada de domingo fazia todo o sentido – o “bastou os jogadores terem a noção do clube onde jogam” funcionou como forma de simplificar as coisas – o que o mesmo Rui Barros afirmou depois do jogo de hoje já sabe a pouco. Não está em causa a “disponibilidade” de Barros para “servir o FC Porto” sempre que o clube dele vier a necessitar. Disso, aliás, nunca ninguém duvidou. Está em causa a importância de os jogadores saberem o que vai acontecer-lhes daqui para a frente. Se, depois de Guimarães, fica Barros ou se vem outro treinador. Se, como diz Carlos Bucero, empresário de Lopetegui, “o FC Porto está a tentar desviar as atenções do facto de ainda não ter treinador” com a incerteza acerca da rescisão do basco. O que se viu no Bessa hoje foi ansiedade. E se este Boavista não teve capacidade para disso se aproveitar, o V. Guimarães de Sérgio Conceição, ainda por cima a jogar no seu castelo, é equipa para o fazer.
2016-01-13
LER MAIS

Artigo

Rui Barros repetiu o que tinha feito na ocasião anterior em que pegou na equipa do FC Porto: ganhou e não sofreu golos. Os 5-0 ao Boavista, depois de substituir Julen Lopetegui, sucedem-se aos 3-0 com que bateu o V. Setúbal na Supertaça de 2006, após suceder a Co Adriaanse. Nessa altura ganhou também ao Portsmouth (2-1) e ao Manchester City (1-0), em particulares de pré-época.   - Manteve-se também a tradição que dura desde que Pinto da Costa é presidente do clube: sempre que um treinador é despedido durante a temporada competitiva, o FC Porto ganha o jogo seguinte. Já tinha acontecido em 1988 quando Murça ocupou interinamente o cargo após a saída de Quinito; em 1994, no momento em que Bobby Robson substituiu Ivic; em 2002 quando José Mourinho sucedeu a Otávio Machado; em 2005 com José Couceiro a ocupar a vaga de Victor Fernandez; e em 2014, quando Luís Castro foi substituir Paulo Fonseca.   - Os 5-0 com que o FC Porto ganhou ao Boavista são a maior goleada da equipa esta época e a maior desde que venceu o Estoril por resultado idêntico, no Dragão, a 6 de Abril do ano passado. Fora de casa, o FC Porto não marcava cinco golos desde a visita ao Gil Vicente (5-1, a 3 de Janeiro de 2015) e não ganhava por cinco de diferença desde os 5-0 em Arouca, a 25 de Outubro de 2014. No Bessa, já não ganhava por tanta vantagem desde Maio de 1982, quando lá se impôs por 6-0.   - Aboubakar fez o terceiro bis da época, o segundo na Liga, depois de já ter marcado duas vezes ao V. Guimarães, no Dragão, logo a abrir a prova, num jogo que o FC Porto venceu por 3-0, em Agosto. Além desse jogo, também tinha bisado em Kiev, no empate a duas bolas contra o Dynamo, a contar para a Liga dos Campeões.   - Herrera marcou pela segunda jornada consecutiva na Liga, depois de já ter feito o tento que deu um ponto na receção ao Rio Ave (1-1). É a segunda vez que o consegue, depois de já ter estado entre os goleadores na vitória frente ao Rio Ave (3-0) e na derrota contra o Olhanense (1-2), em Abril e Maio de 2014.   - Layun consolidou a sua posição como maior assistente desta Liga. Fez o nono passe de golo na prova, desta vez para Aboubakar, enquanto que o benfiquista Gaitán soma sete e segue em segundo nesta tabela.   - Casillas viu o primeiro cartão amarelo da época, por derrubar Luisinho. Foi simultaneamente a sua primeira advertência desde Outubro de 2012, quando foi admoestado numa vitória do Real Madrid sobre o Celta de Vigo, no Santiago Bernabéu (2-0).   - Além disso, o guarda-redes espanhol voltou a manter a baliza virgem, algo que já não lhe acontecia a ele pessoalmente desde a vitória por 4-0 frente ao U. Madeira, a 2 de Dezembro. Entretanto, sofrera golos de P. Ferreira (2-1), Chelsea (0-2), Nacional (2-1), Académica (3-1), Sporting (0-2) e Rio Ave (1-1). O último zero defensivo do FC Porto, contra o Feirense, na Taça de Portugal (1-0) tivera Helton nas redes.   - O FC Porto chega ao fim da primeira volta exatamente com a mesma pontuação que na época passada, fruto das mesmas 12 vitórias, quatro empates e uma derrota – na época passada contra o Benfica, agora contra o Sporting. Mas se há um ano isso lhe garantia o segundo lugar isolado, ainda que a seis pontos do líder, agora obriga-o a partilhar a segunda posição, mas está mais perto do comandante: a apenas quatro pontos.   - O Boavista, em contrapartida, fez as piores 17 jornadas inaugurais de toda a sua história da I Divisão. Soma 10 pontos, piorando os 12 de 1971/72. E atenção que, caso a vitória nessa altura valesse três pontos e não dois, esse Boavista teria 15 pontos à 17ª jornada.
2016-01-11
LER MAIS

Último Passe

Foi muito fácil a vitória do FC Porto no Bessa, por 5-0, sobre um Boavista que terá de mudar muito se quer evitar uma queda na II Liga que só o arreganho nos limites impediu durante a época passada. Lopetegui foi embora há tão pouco tempo que os comportamentos da equipa portista são ainda os que o treinador basco definiu, sendo por isso um abuso atribuir à mudança de comando técnico quaisquer méritos pela vitória. É verdade que Rui Barros não inventou e que a saída do treinador anterior soltou animicamente a equipa, a ponto de a superioridade azul-e-branca no relvado do Bessa ter sido sempre evidente, só sofrendo alguma contestação no início da segunda parte. Mas até isso o FC Porto resolveu à antiga: com um golo de autor marcado por Corona, o maior talento individual da equipa. Mesmo mantendo o onze que tinha empatado com o Rio Ave, na quarta-feira, Rui Barros promoveu, ainda assim, algumas alterações, sobretudo quando teve de chamar os suplentes a entrar no jogo. Só que mesmo estas acabaram por ser apenas simbólicas, porque se Imbula voltou à competição na Liga, onde não atuava desde a vitória na Choupana, há um mês, também só entrou em campo com o jogo resolvido, nos últimos dez minutos. De resto, a equipa também não teve um início arrasador: fez refletir uma superioridade natural na primeira parte num golo de Herrera que até teve algo de fortuito, na forma como a finalização bateu Gideão, e teve depois de aguentar a reação de um Boavista que parece apostar nos argumentos errados para os jogadores que tem. O futebol de Petit, muito feito de arreganho, marcação e agressividade, era o que mais convinha a um plantel muito limitado; o estilo de jogo de Sanchez, mais dado a ideias no plano atacante, expõe demasiado uma equipa sem andamento para isso. Os seis pontos que a equipa já dista da linha de água fazem antever grandes dificuldades. O Boavista ainda chegou a ameaçar enquanto o jogo esteve no 1-0, mas um truque genial de Corona, a passar entre Afonso Figueiredo e Inkoom antes de, com grande velocidade de execução, marcar o 2-0, acabou com a conversa. Com meia-hora para se jogar, já se via que os três pontos estavam atribuídos. Um bis de Aboubakar e um golo de calcanhar de Danilo, em cima do apito final, puseram o rótulo de goleada numa vitória que terá servido para o FC Porto entrar nos eixos. À viragem para a segunda volta, os dragões distam quatro pontos do primeiro lugar. Nada de irrecuperável, quando a equipa assume que está a sair da crise e quando Rui Barros simplifica: basta saber em que clube se está a jogar.
2016-01-10
LER MAIS

Stats

O FC Porto desloca-se ao Bessa, para defrontar o Boavista, num dérbi da cidade do Porto ainda mais apimentado pela recente chicotada psicológica que afastou Julen Lopetegui do comando dos Dragões. A equipa azul e branca vai ser dirigida por Rui Barros, que carrega aos ombros uma tradição bem pesada: desde que Pinto da Costa é presidente do FC Porto – e já o é há mais de 30 anos, todas as chicotadas psicológicas tiveram como resultado imediato uma vitória. A última vez que o FC Porto mudou de treinador a meio da época e não venceu o jogo imediatamente a seguir foi em 1975. Há 40 anos, portanto. Não foram muitas as mudanças de treinador do FC Porto a meio do percurso, é bom que se diga. Desde essa, de 1975, só aconteceram mais oito, com a particularidade de duas serem antes de a época entrar no seu registo competitivo. Em 2004/05, ainda na pré-época, o italiano Luigi Del Neri deu o lugar ao espanhol Victor Fernández, que mesmo assim ganhou o jogo de estreia, um 1-0 na Supertaça ao Benfica. E em 2006/07 foi a vez de o recém-coroado campeão nacional Co Adriaanse ser substituído, em pleno estágio de preparação, por Rui Barros, que no entanto também se estreou a ganhar uma Supertaça: 3-0 ao V. Setúbal, antes de chegar Jesualdo Ferreira. Chicotadas operadas a meio da época por Pinto da Costa foram, por isso, raras. Esta é apenas a sexta. A primeira vez que o atual presidente portista mudou de treinador a meio do caminho foi em Outubro de 1988, quando Quinito caiu após um empate em Fafe (0-0). Sucedeu-lhe, como técnico interino, Alfredo Murça, que ganhou os três jogos até ao regresso de Artur Jorge, o primeiro dos quais por 2-0, ao Vilafranquense, na Taça de Portugal. A Taça de Portugal serviu também de estreia ao treinador que Pinto da Costa contratou para substituir Tomislav Ivic, em Janeiro de 1994: foi o inglês Bobby Robson, que abriu a sua caminhada com uma vitória por 2-0 frente ao Salgueiros, em Vidal Pinheiro. Depois dessa troca, Pinto da Costa voltou a perder a fé num treinador com Otávio Machado, em Janeiro de 2002. Após uma derrota por 2-0 no Bessa, frente ao Boavista, foi buscar José Mourinho a Leiria e viu o novo treinador arrancar a ganhar por 2-1 ao Marítimo nas Antas. Seguiu-se a demissão de Victor Fernández, que já tinha substituído Del Neri mas não aguentou sequer uma época inteira: foi demitido depois de perder em casa com o Sp. Braga, por 3-1, dando o lugar a José Couceiro, que se estreou a ganhar no Estoril, por 2-1. Por fim, antes da demissão de Lopetegui, o presidente portista já tinha substituído Paulo Fonseca por Luís Castro, após um empate (2-2) em Guimarães, em Março de 2014 – e o novo treinador também se estreou a ganhar, na ocasião por 4-1, na receção ao Arouca. Mesmo antes de Pinto da Costa, as chicotadas costumavam ter resultados imediatos no FC Porto. Em Janeiro de 1976, Monteiro da Costa tinha substituído Branislav Stankovic após uma derrota (1-0) com o Belenenses no Restelo e arrancou com uma goleada em casa ao Farense: 6-1. O mesmo Monteiro da Costa, porém, tinha visto a estreia correr-lhe pior na época anterior: em Fevereiro de 1975 já tinha sido chamado para o lugar do brasileiro Aimoré Moreira, que vinha de uma derrota por 2-0 em Guimarães, e estreou-se a empatar em casa com o V. Setúbal (1-1). Foi a 2 de Março de 1975 e no V. Setúbal dirigido por José Torres jogavam Duda e Otávio, que ainda viriam a ser jogadores do FC Porto.   - Rui Barros e Erwin Sanchez são os dois treinadores com menos experiência de comando de equipas na atual Liga. O boliviano tem quatro jogos na prova, com um empate e três derrotas – e só um golo marcado – enquanto o português faz a sua estreia como responsável máximo de uma equipa na competição.   - Na última vez que Sanchez defrontou o FC Porto, ainda como jogador, ganhou por 2-0, com golos de Petit – o treinador que veio agora substituir – e Martelinho. Foi a 20 de Janeiro de 2002 e a derrota levou os dragões a afastarem Otávio Machado e a contratarem José Mourinho para o comando técnico.   - Rui Barros também não defronta o Boavista desde os tempos de jogador. Aconteceu pela última vez a 21 de Agosto de 1999, no Bessa, com um empate a uma bola a ficar eternizado no marcador. Jardel marcou para o FC Porto logo a abrir; Ahinful empatou para o Boavista quase em cima do apito final.   - Há um mês que o Boavista não faz um golo na Liga. O último foi obtido por Uche, a 11 de Dezembro, e valeu um empate em casa com o Estoril. Os axadrezados vão ainda com onze jogos seguidos sem ganhar na Liga, desde os 2-0 com que se impuseram em Coimbra à Académica, a 26 de Setembro. Igualaram já a pior série desde século, que são os onze jogos seguidos sem vitória na prova que registaram entre um 1-0 ao Gil Vicente, a 24 de Fevereiro de 2006, e um 3-0 ao Benfica, a 9 de Setembro do mesmo ano.   - O FC Porto também vem com três jogos seguidos sem ganhar, algo que não lhe acontecia desde Setembro de 2014. Se agora perderam com Marítimo (3-1) e Sporting (2-0), empatando de seguida com o Rio Ave (1-1), em 2014 tinham empatado três partidas consecutivas: 0-0 com o Boavista, 1-1 com o Sporting e 2-2 com o Shakthar Donetsk.   - Zé Manuel, avançado do Boavista, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Jorge Jesus a 24 de Maio de 2009 nos últimos dois minutos de um empate do Sp. Braga no Dragão (1-1).   - Do outro lado, Marcano, defesa-central do FC Porto, também se estreou na Liga portuguesa a jogar contra o Boavista: esteve nos 90 minutos do empate a zero no Dragão, a 21 de Setembro de 2014, lançado por Julen Lopetegui.   - O Boavista não marca um golo ao FC Porto desde 28 de Abril de 2007, data da última vitória axadrezada no dérbi da Invicta. Nessa altura, os comandados de Jaime Pacheco impuseram-se por 2-1 a uma equipa liderada por Jesualdo Ferreira, com golos de Ricardo Silva e Zé Manuel, aos quais respondeu Lucho González, de penalti. Dos 28 jogadores que entraram em campo nessa noite, só resta Helton no plantel dos dragões.   - Ainda assim, os axadrezados empataram a zero dois dos últimos quatro jogos entre ambos: no Bessa em Março de 2008 e no Dragão em Setembro de 2014.   -O Boavista-FC Porto no Bessa é um jogo que tradicionalmente tem poucos golos. Neste século, em nove desafios, só se fizeram 13, sendo que só por uma vez as duas equipas marcaram: foi mesmo nesse 2-1 favorável ao Boavista, em 2007.   - Fábio Veríssimo já apitou por duas vezes o Boavista esta época, com duas derrotas da equipa axadrezada: 4-0 em Braga e 1-2 em casa com o V. Guimarães. Mas já os viu ganhar 1-0 ao Penafiel na época passada. Este será o segundo jogo que dirige do FC Porto, tendo os dragões ganho o anterior, por 3-0 ao V. Guimarães, no Dragão.
2016-01-09
LER MAIS

Artigo

As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
LER MAIS

Artigo

Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
LER MAIS

Artigo

O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
LER MAIS

Artigo

- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
LER MAIS

Artigo

Ao descobrir Gonçalo Guedes para o primeiro golo do Benfica frente ao Boavista, Gaitán consolidou a sua posição como melhor assistente da temporada. Foi o oitavo passe de golo que o argentino fez esta época, o terceiro dos quais para o extremo direito. Aliás, três dos quatro golos de Guedes pelo Benfica esta época surgiram de passes de Gaitán: a exceção foi o tento em Aveiro ao Tondela, que saiu de uma abertura de Jonas.   - E vão 453 minutos do Boavista sem fazer golos na Liga: contam os últimos três minutos da vitória sobre a Académica, em Coimbra, após o golo de Anderson Carvalho, bem como os cinco zeros somados frente a Sporting, Rio Ave, Nacional, Marítimo e, agora, Benfica. É a mais longa série na história dos boavisteiros sem fazer golos na prova.   - Samaris viu o quinto cartão amarelo em outros tantos jogos consecutivos, depois de já ter sido advertido contra o Atl. Madrid, Galatasaray, Sporting e Tondela. O máximo que tinha eram três jogos seguidos a ver amarelos, em Janeiro de 2013, quando ainda representava o Panionios.   - Sílvio fez o sexto jogo consecutivo a tempo inteiro (Vianense, Galatasaray, Sporting, Tondela, outra vez Galatasaray e agora Boavista), deixando a ideia de que está a voltar ao seu melhor e que as lesões ficaram para trás. O lateral não fazia seis jogos seguidos a tempo inteiro desde Abril de 2013, quando ainda jogava no Deportivo da Corunha, por empréstimo do Atlético Madrid.   - Carcela voltou a marcar, depois de ter estado na folha de goleadores frente ao Vianense e ao Tondela. Apesar de começar frequentemente como suplente, já fez tantos golos em seis jogos esta época (três) como em cada uma das últimas duas épocas: marcou três em 23 partidas pelo Standard Liège em 2014/15 e outros tantos em 33 jogos pelo Anzhi e pelo Standard em 2013/14.   - Tanto Carcela como Gonçalo Guedes marcaram pela segunda jornada consecutiva da Liga, algo que esta época só Jonas tinha feito no Benfica. É uma estreia para o jovem português, ao passo que o marroquino não experimentava esta sensação desde Abril de 2011, quando inscreveu o nome na lista de marcadores do Standard de Liège frente ao Gent e ao Lokeren.   - Mesmo com um jogo a menos que o Sporting (e tantos como o FC Porto), o Benfica alargou a vantagem sobre os dois rivais na tabela do melhor ataque da Liga. Tem agora 22 golos marcados, contra 19 dos leões e 18 dos dragões.   - O boavisteiro Idris foi expulso pela segunda vez nesta Liga, juntando-se aos maritimistas Tiago Rodrigues e Edgar Costa e ao setubalense Fábio Pacheco como únicos jogadores a merecerem essa distinção repetida da parte dos árbitros. Foi ainda a quarta expulsão dos axadrezados na Liga, sendo que a equipa de Petit só perdeu dois dos jogos que acabou com dez homens.   - O jogo serviu para a estreia na Liga do jovem congolês Bukia, que entrou a 13 minutos do final para o lugar de Anderson Carvalho. Depois de Gideão, Inkoom, Tiago Mesquita, Luisinho e Douglas Abner, é a sexta estreia promovida por Petit na atual edição da Liga.
2015-11-09
LER MAIS

Último Passe

Um remate colocadíssimo de Gonçalo Guedes, após passe atrasado de Gaitán, perto do final da primeira parte, e uma recarga vitoriosa de Carcela, mesmo nos últimos minutos da partida, permitiram ao Benfica manter a pressão sobre Sp. Braga, FC Porto e Sporting, através de uma vitória por 2-0 sobre um Boavista que foi sempre revelando uma atração exagerada pela baliza errada. Aliás, o próprio golo inaugural do Benfica, a dar expressão a um jogo de sentido único, nasceu dessa mesma atração, pois os médios axadrezados baixaram tanto e juntaram a sua linha à de defesas no momento em que o argentino se aproximou da linha de fundo, que abriram espaço para o remate vitorioso do jovem recém-convocado por Fernando Santos para os particulares da seleção nacional. Não foi um jogo brilhante do Benfica, ainda que tenha sido uma vitória justa. Além do golo de Guedes, as três melhores ocasiões de golo apareceram na segunda parte, igualmente na baliza de Mika, ainda que todas tenham esbarrado no ferro. Um raro lance em que Jonas teve espaço para se virar e rematar à entrada da área acertou no poste esquerdo, um livre de Talisca da zona frontal raspou na barreira e foi embater no mesmo poste e uma cabeçada de Jardel a canto de Gaitán acertou na barra, mas permitiu a recarga com que Carcela sentenciou a partida. O resto do jogo foi muito repetitivo: Benfica com bola mas sem capacidade para tirar do caminho a organização defensiva de um Boavista que mudou um pouco ao intervalo mas nem por isso passou a chegar mais vezes perto da baliza de Júlio César. Se na primeira parte não quis sequer saber de como superar a linha de meio-campo, depois de se ver a perder, Petit ainda foi mexendo no ataque, chamando os mais velozes Renato Santos e Zé Manuel, mas se a incerteza se foi mantendo no marcador até final foi apenas porque a diferença mínima a isso convidava. O primeiro remate do Boavista à baliza, de meia distância, só apareceu nos últimos dez minutos e até aí pouco mais se viu do que algumas tentativas de saída em contra-ataque, quase todas elas frustradas, a mostrar as razões pelas quais este Boavista não faz um golo na Liga há cinco jogos. Na Luz, a única esperança do Boavista era mesmo a de manter a baliza de Mika a zeros – e daí, talvez, a tal obsessão pela própria baliza que acabou por trair a equipa.
2015-11-08
LER MAIS

Stats

Jonas, o melhor marcador da Liga, está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Boavista, atingirá os dez golos na temporada em inícios de Novembro, quando até aqui nunca lá chegara antes da passagem de ano. E olhando para o seu histórico recente é bem possível que marque: fez golos nos últimos dois jogos do Benfica, só não marcou em dois dos sete jogos feitos na Luz esta época, e esteve na lista dos goleadores na receção ao Boavista na última Liga. Até agora, Jonas soma nove golos, com três bis, a Estoril, Belenenses e Paços de Ferreira, todos na Luz. A esses seis soma mais dois golos a Moreirense e Galatasaray, também em casa, e um único em viagem, marcado ao Tondela em Aveiro. Se marcar ao Boavista, atinge a dezena de golos a 8 de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes do período festivo de Natal e Ano Novo. Na época passada, que acabou com 31 golos (mas na qual começou a jogar apenas em Outubro), atingiu o décimo golo em Penafiel (3-0) a 4 de Janeiro. Há dois anos, na que foi a mais fraca das suas épocas em Valência (dez golos apenas, no total), só marcou o décimo a 19 de Abril (1-1 em Pamplona com o Osasuna). Esteve melhor em 2012/13: acabou com 19 golos e fez o décimo a 23 de Fevereiro, num empate a duas bolas no terreno do Saragoça. E melhor ainda em 2011/12, que foi a sua temporada mais produtiva em Espanha (a segunda, como agora): terminou com os mesmos 19 golos mas chegou ao décimo a 12 de Fevereiro, nuns 4-0 em casa ao Sp. Gijón. A época de estreia foi a mais tímida, com a adaptação à Europa e o facto de ter chegado apenas em finais de Janeiro, vindo do Grêmio, a contribuírem para a ter acabado apenas com três golos no ativo. Jonas marcou, além disso, nos últimos dois jogos do Benfica, abrindo sempre o marcador. Fê-lo em Aveiro, na vitória por 4-0 sobre o Tondela, e depois na Luz, contra o Galatasaray, em jogo que acabou com 2-1 a favor dos encarnados. Vai à procura do terceiro jogo seguido a marcar, algo que não consegue desde Abril, quando bisou em três partidas consecutivas: Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0).   - Petit, atual treinador do Boavista, foi jogador do Benfica. Aliás, estava na última equipa do Benfica a perder com o Boavista, em Setembro de 2006 – e até foi expulso no último minuto desse jogo, pelo árbitro João Ferreira. Foi na segunda jornada da Liga de 2006/07, no Bessa, naquele que foi o primeiro jogo de Fernando Santos ao comando dos encarnados da prova. Os axadrezados ganharam por 3-0, com um bis de Linz e um terceiro golo de Kazmierczak.   - Luisão, capitão do Benfica, chegou a jogar na seleção do Brasil com Rivaldo, pai do jovem Rivaldinho, suplente do Boavista. Foi em 2003, ano de chegada de Luisão ao escrete e de saída de Rivaldo. A última vez que jogaram junto, aliás, foi no velho Estádio das Antas, numa derrota do Brasil contra Portugal (2-1), a 29 de Março de 2003.   - O Boavista não ganha em 90 minutos há seis jogos, desde que se impôs em Coimbra à Académica por 2-0, a 20 de Setembro. Desde então, na Liga, empatou com o Sporting e o Nacional e perdeu com Rio Ave e Marítimo, enquanto que nas Taças também obteve dois empates: 1-1com o Feirense (e derrota nos penaltis) na Taça da Liga e com o Loures (e vitória por 2-1 no prolongamento) na Taça de Portugal. Se não ganhar ao Benfica aumenta a série para sete jogos, a pior desde Fevereiro e Março, quando esteve precisamente sete jogos sem uma vitória.   - Essa vitória contra a Académica foi também a data do último golo marcado pelo Boavista na Liga: fê-lo Anderson Carvalho, aos 86 minutos. Desde então, os axadrezados seguem com 364 minutos sem fazer golos na competição, a mais longa série em curso na prova. Na época passada, o máximo que o Boavista esteve sem marcar golos foram 326 minutos, logo no arranque do campeonato.   - Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada na derrota frente aos encarnados, no Bessa, em Agosto do ano passado.   - O confronto entre Rui Vitória e Petit está absolutamente equilibrado. Os dois treinadores já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate, com a curiosidade de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro do ano passado, o V. Guimarães de Rui Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0 na cidade berço (dois golos de Alvez e o tal penalti de André André), mas depois perdeu por 3-1 no Bessa em Março (Cech, Uchebo e Zé Manuel viraram depois de um penalti de Alex ter dado vantagem aos minhotos). Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas empataram a dois golos, no Bessa, para a Taça da Liga: Pouga e Owusu marcaram pelo Boavista, Caiado e Ricardo Gomes (este de penalti) fizeram-no pelo V. Guimarães.   - A última vitória do Boavista na Luz já data de Março de 1999, mas foi por 3-0 (bis de Ayew e um terceiro de Luís Manuel). Desde então, o máximo que os axadrezados conseguiram foram quatro empates, o último dos quais a zero, em Fevereiro de 2007. Na época passada, a primeira depois do regresso do Boavista à I Liga, o Benfica ganhou os dois jogos sem sofrer golos: 1-0 no Bessa (marcou Eliseu) e 3-0 na Luz (golos de Lima, Maxi Pereira e Jonas).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com Bruno Esteves a apitar na Liga, mas o Boavista também. A diferença é que os encarnados já o tiveram por oito vezes, enquanto os axadrezados só coincidiram com ele no relvado numa ocasião: o 1-0 à Académica no Bessa, na época passada. O Benfica soma oito vitórias e 20-4 em golos com este árbitro, tendo-o visto expulsar dois jogadores ao adversário nas duas últimas vezes que o apanhou: Haas num Sp. Braga-Benfica (1-2) de 2012/13 e Addy num V. Guimarães-Benfica (0-1) de 2013/14.
2015-11-07
LER MAIS

Artigo

A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
LER MAIS

Artigo

- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
LER MAIS

Artigo

O primeiro zero atacante do Sporting esta época apareceu ao décimo jogo e, por mais que o tema seja tabu na estrutura leonina, fica associado à ausência de Carrillo, até por se notarem as dificuldades que a equipa de Jesus tem tido para fazer golos desde o afastamento do jogador, que se recusa a renovar contrato. Com Carrillo em campo, o Sporting fez 11 golos em 608 minutos, a uma média de um golo a cada 55 minutos. Sem ele, em 292 minutos, os leões fizeram apenas três golos em 292 minutos, a uma média de um golo por cada 97 minutos.   - Ao empatar a zero no Bessa, com o Boavista, o Sporting falhou mais uma vez na tentativa de obter uma quinta vitória consecutiva fora de casa em partidas da Liga. A última vez que as conseguiu foi em 2011. Desde então, já falhou quatro vezes ao quinto jogo: Benfica (0-1, em 2011/12), FC Porto (1-3, em 2013/14), Belenenses (1-1, em 2014/15) e agora Boavista (0-0).   - Além disso, os leões interromperam uma série de 23 jogos consecutivos sempre a marcar pelo menos um golo. A última vez que tinham ficado em branco tinha sido também no Porto, mas no Dragão, na derrota frente ao FC Porto por 3-0, a 1 de Março. A equipa de Jorge Jesus ficou assim aquém da série de 1969/70, quando marcou consecutivamente em 36 partidas.   - O Boavista pontuou pela primeira vez frente a um grande em casa desde que regressou à Liga. Na época passada tinha perdido os três jogos: 0-1 com o Benfica, 1-3 com o Sporting e 0-2 com o FC Porto. Já tinha conseguido empatar a zero com os azuis e brancos, mas no Dragão.   - Paulo Vinicius cumpriu frente ao Sporting o 100º jogo na Liga portuguesa. Dos 100, apenas seis foram com a camisola do Boavista. Soma, além disso, dois no Leixões, 53 na U. Leiria e 39 no Sp. Braga, de onde saiu para regressar ao Brasil.   - William Carvalho voltou a competir com a camisola do Sporting, quase quatro meses depois da última partida, que foi a final da Taça de Portugal, a 31 de Maio. Tal como nessa tarde, no Jamor, contra o Sp. Braga, o jogo acabou empatado.   - Jogo disciplinarmente imaculado do Boavista. A equipa axadrezada não viu um único amarelo, o que lhe sucede pela primeira vez desde Abril, quando perdeu em casa com o Marítimo por 2-0. O árbitro era o mesmo de ontem: Soares Dias.
2015-09-27
LER MAIS

Último Passe

A vitória clara do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-0) e o empate do Sporting com o Boavista (0-0) permitiram que os três primeiros ficassem mais juntos no topo da tabela e que a Liga reencontrasse os seus equilíbrios naturais. O Benfica não jogou uma maravilha, mas teve a fazer a diferença aquilo que ao Sporting vem faltando: talento. Contudo, houve mais do que isso.A forma mais evidente de separar o que fez o Benfica do que fez o Sporting é o recurso ao primeiro golo de Jonas, uma obra de arte inventada quase a solo pelo goleador brasileiro. Até aí, o Paços tinha mostrado qualidade na saída de bola e na organização defensiva e ameaçava complicar muito a tarde aos encarnados. Depois disso, até dividiu o jogo, ameaçou chegar ao empate, mas acabou vitimado por mais um lance onde o talento fez a diferença: Gaitán foi para cima de João Góis, ultrapassou-o e deu o golo a Gonçalo Guedes.Outra forma, mais rebuscada, de perceber a diferença é comparar o contributo dado no Benfica por Gonçalo Guedes com o que ofereceu a nova coqueluche dos leões, o jovem Gelson. Gonçalo é um jogador direto, reitilíneo, que fez um golo e assistiu Jonas para mais dois. Gelson mostra criatividade e técnica de drible mas uma compreensão muito menor do que exige o jogo de equipa. Até admito que Jesus tenha razão quando diz que Gelson é o jovem mais talentoso que alguma vez lhe passou pelas mãos, mas a verdade é que ele vai passando pelos jogos sem lhes deixar a sua marca, ao contrário do que faz Gonçalo, a quem o mesmo Jesus na época passada deu tão pouco tempo no onze.De onde se chega à terceira forma de separar o que fez o Benfica daquilo que fez o Sporting. É que Gonçalo não jogava no Benfica de Jesus porque havia Salvio e Gelson joga no Sporting porque deixou de haver Carrillo. E sem Carrillo, os leões têm sentido grandes dificuldades para mudar a velocidade do seu jogo ofensivo e para penetrar em defesas tão cerradas como a que o Boavista apresentou. Com duas linhas muito juntas, os axadrezados roubaram o espaço à entradxa da área que serve de destino habitual às diagonais dos alas leoninos e até às desmarcações de apoio do segundo avançdo. E sem essas duas armas, o ataque do Sporting passa a depender em excesso da entrega de Slimani. Que no Bessa, claramente, não chegou.
2015-09-27
LER MAIS

Stats

A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
LER MAIS

Artigo

- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
LER MAIS