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Último Passe

A Taça das Confederações é um pouco aquilo que se quiser. Com as costas protegidas, Joachim Löw quis dar férias aos titulares e trazer uma segunda equipa. Escaldado pela crítica, que olha para ele como o primo feio de Sampaoli, Juan Antonio Pizzi quis ganhá-la e mete em cada jogo toda a combatividade do futebol sul-americano, ameaçando levar toda a gente aos limites da exaustão. Os dois vão jogar a final hoje. Antes, como se fossem um prato de amendoins torrados, aparecem portugueses e mexicanos, que ficaram ali um pouco a meio-caminho. O que levam daqui? Um grupo “mais consolidado”, como disse Fernando Santos? Sim. Mas o futebol é o momento e a partir de Agosto há que desconstruí-lo de novo. Fernando Santos não veio para a Taça das Confederações nem com a displicência alemã – e palavra de honra que nunce pensei poder vir a juntar estas duas palavras na mesma frase – nem com a combatividade chilena. Trouxe os mais fortes, mas não os esticou. Nunca abusou deles. E assim que a vitória na prova deixou de ser possível libertou o melhor de todos ele por razões pessoais, que toda a gente afirma compreender mas que no final será sempre uma incómoda pedra no sapato de cada um, quanto mais não seja porque faz jurisprudência. Porque, suceda o que suceder, esta é uma sombra a pairar sobre o jogo de hoje e sobre o futuro próximo desta equipa. Com que legitimidade poderá o selecionador daqui para a frente agir de forma diferente com outro jogador da seleção num jogo oficial? O que está em causa não são o empenho ou o profissionalismo de Ronaldo. Ronaldo – ainda que outro Ronaldo, numa fase diferente da carreira – jogou aqui mesmo, na Rússia, um dia depois da morte do pai, de que teve conhecimento já em estágio. E quis jogar. Ronaldo continuou na equipa depois de saber que os gémeos tinham nascido – e isto não é um elogio, fez o que tinha de fazer, sendo ele o líder desta equipa – e se foi agora dispensado o que isso nos diz é que o jogo contra o México já não é uma prioridade para ninguém. Que apesar da cautela com que Fernando Santos e André Silva abordaram o tema na conferência de imprensa de ontem, o jogo com o México quer-se ganhar, como querem ganhar-se todos os jogos, mas o resultado não é a prioridade maior. Essa era a final e, não podendo estar lá, é pouco mais do que irrelevante ficar em terceiro ou em quarto. Joga-se porquê, então? Joga-se, primeiro, porque está no calendário. Jogar-se-á, depois, pela mesma razão pela qual se esteve nesta Taça das Confederações, aquilo a que Fernando Santos chamou “consolidar o grupo”. E isso acaba por ser o que se leva daqui, além de uma presença nas meias-finais – que em termos futuros é isso que fica e não se se obteve o terceiro ou o quarto lugar. Da Rússia, Portugal leva três jogadores com mais estatuto na seleção e uma grande preocupação a juntar à escassez de defesas-centrais capazes de substituir os trintões que aqui vieram. Os jogadores que ganharam peso foram Cédric, William e Bernardo Silva. Cédric porque foi um dos melhores e mais constantes elementos da equipa na prova, a render muito tanto defensiva como ofensivamente; William, porque a evidência da sua importância estratégica na tarefa de dar visão ao meio-campo fez com que a contestação à sua titularidade já seja sobretudo de cariz clubístico; e Bernardo Silva porque mostrou finalmente no contexto de seleção que é um jogador único, com condução de bola e criatividade juntas ao serviço do desequilíbrio e com uma escolha de caminhos em campo que permite à equipa ser mais controladora nos jogos com adversários fortes. Aliás, a preocupação prende-se também com Bernardo Silva e com o homem que está do outro lado do espelho, André Gomes. A questão é que também André Gomes é um jogador quase único no contexto do 4x4x2 da seleção. O jogador do Barça tornou-se o ódio de estimação da generalidade dos portugueses que gostam de ver futebol através das embirrações – outros candidatos são, de há muito tempo, Moutinho, Eliseu e, agora menos, William Carvalho. André Gomes não fez um mau torneio – jogou bem com a Rússia, menos mal com o México, só ficando aquém na parte final do desafio com um Chile que era demasiado rápido nos espaços curtos para ele. Mas o futuro da seleção em grandes competições passa por ter um médio como ele, alguém capaz de jogar na ala e de se juntar ao núcleo central do meio-campo. Na Rússia, como alternativa, Fernando Santos só tinha Pizzi, podendo em breve voltar a juntar-lhe João Mário, que não veio por estar lesionado. E o problema é que a Taça das Confederações pode ter sido uma das últimas oportunidades para convencer o público desta necessidade: nas eliminatórias do Mundial, com o regresso dos adversários mais fracos, os jogos vão voltar a pedir extremos puros e a solução vai voltar a parecer colada com fita-cola se e quando se chegar ao Mundial. Original escrito para a edição de 2 de Julho do Diário de Notícias
2017-07-02
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Último Passe

Chega-se ao dia de estreia numa grande competição e a tentação maior é a de descobrir a equipa com que Portugal vai começar. E as maiores dúvidas – únicas, na verdade – estão nas alas do meio-campo/ataque. Sem hipótese de ver os treinos, há que recorrer ao pensamento normal do selecionador, que nos conta duas histórias. Primeiro, e fundamentalmente, que com Santos costuma jogar um ala mais dado a labor de centrocampista e outro com mais caraterísticas de extremo, para que o 4x4x2 possa transformar-se com 4x3x3 sempre que a equipa assim o entender. E depois que cada um destes alas tem geralmente um corredor preferencial, sendo raramente tidos em conta para o lado oposto. É por isso que, se tivesse de responder agora, ainda sem qualquer informação privilegiada mas numa espécie de jogo do “MasterMind”, arriscaria dizer que Fernando Santos vai começar com Bernardo Silva à direta e André Gomes à esquerda. Nove-onze-avos da equipa que mais daqui a pouco vai defrontar o México está definida. São eles: Rui Patrício, Cédric, Pepe, José Fonte, Guerreiro, William, Moutinho, André Silva e, claro, Ronaldo. Restam depois os dois lugares nas alas. Aplica-se o primeiro princípio do “Santismo” e separam-se os seis jogadores que podem jogar nas alas em dois grupos. De um lado, por um dos lugares, lutam os que têm caraterísticas de terceiro médio: André Gomes, Pizzi, eventualmente Bernardo Silva. Do outro, pela outra vaga no onze, lutam os que têm caraterísticas de terceiro avançado: Nani, Quaresma, Gelson e eventualmente Bernardo Silva, que assume uma espécie de papel dúplice por força da ausência de João Mário. Quer isto dizer que, a não ser em situações de vantagem, dificilmente se verá um Portugal tão conservador que junte em campo Pizzi e André Gomes nas duas alas. Mas também será difícil que, exceção feita a momentos em que seja preciso ir à procura do golo, vejamos ao mesmo tempo uma equipa tão ofensiva a ponto de somar Quaresma e Nani nas alas, por exemplo. Aqui chegados, antes de se aplicar o segundo princípio do “Santismo” vai-se buscar o senso comum. E o senso comum diz-nos várias coisas. Que Gelson, por exemplo, ganhou o lugar à direita pelo que fez depois de entrar ao intervalo no particular contra Chipre, no qual Bernardo Silva tinha estado mais discreto, mas que depois não confirmou essa tendência de crescimento contra a Letónia em Riga. Que Quaresma entrou bem em Riga, mas que Santos gosta de o ter perto dele no banco, graças a essa capacidade rara que o extremo do Besiktas tem para entrar bem em qualquer jogo que não faz de início. E que Nani, um fixo desta equipa, estará a regressar ao melhor momento depois da lesão que lhe roubou protagonismo, mas ainda não confirmou esse crescimento em campo – e a concorrência na seleção nacional é cada vez mais dura. É à luz destes conhecimentos que deve aplicar-se então o segundo princípio do “Santismo”. E este diz que André Gomes e Nani jogam sempre à esquerda e que Pizzi, Bernardo, Quaresma e Gelson partem sempre da direita. Agora é aplicar a lógica “santista” e completar as vagas. Neste momento, antes de chegar ao estádio ou de ter contacto com alguém que saiba algo de concreto, diria que Portugal começará hoje contra o México com Bernardo Silva à direita e André Gomes na esquerda, ambos à procura do espaço interior, dando mais projeção aos dois laterais. Que, depois, se começar com Quaresma não joga Bernardo Silva. E se começar com Nani não joga André Gomes. Mas que me parece improvável que a equipa arranque na partida com dois extremos tão claramente pronunciados como são Quaresma e Nani, a somar a Ronaldo e André Silva, estes seguros na frente, pela complementaridade que asseguram e pelo rendimento que têm dado.
2017-06-18
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Chipre não é propriamente um adversário de enorme valor, o jogo era um simples particular, mas a vitória por 4-0 que Portugal conseguiu na preparação para a viagem à Letónia e para a Taça das Confederações deixou indicações positivas, algumas dúvidas e ainda uma curiosa preocupação. Os portugueses fizeram dois golos em cada parte, os dois primeiros beneficiando da inspiração de João Moutinho nos livres diretos, os dois últimos a premiar uma exibição mais bem conseguida do ponto de vista coletivo. Foi neste segundo período que a equipa mostrou coisas melhores, como a aceleração e a criatividade de Gelson, o critério de William na saída de bola ou a chegada de Pizzi à área. Tudo somado, leva à grande preocupação: é que, ao contrário do que sucedeu há um ano, a equipa está bem na entrada para a reta final da época. E, pelo menos nas competições como os Europeus e os Mundiais, isso não costuma ser bem. Falta ver como é na Taça das Confederações. Fernando Santos tinha dito que os campeões europeus não estão nunca em teste, mas a verdade é que têm de estar, quanto mais não seja por comparação com eles mesmos. Primeiro, porque é preciso deslindar a questão do onze titular. E se ao onze de hoje somarmos Pepe e Cristiano Ronaldo, já se vê que é preciso sacar de lá dois homens. Se depois verificarmos que o treinador fez algumas poupanças e muito mais experiências, não fica fácil entender quem vai começar em Riga, no final da próxima semana, ou muito menos quem vai arrancar na Taça das Confederações, daqui a duas semanas. William ou Danilo? João Moutinho ou Adrien? João Mário ou André Gomes? Nani, Bernardo Silva ou Gelson? Ou até Pizzi? Tudo questões de difícil resposta. Porque Danilo fez melhor época que William, mas a equipa respira melhor com este a pautar o jogo de ataque do que com aquele à frente dos centrais. Porque tanto Moutinho como Adrien tiveram esta época Ligas menos extenuantes, o que lhes permite chegar a Junho e disputar o lugar apenas com base na capacidade de cada um. E a coisa complica-se ainda mais quando se percebe que para Ronaldo entrar no onze, no lugar ontem ocupado por Nani – e a partir de meio da segunda parte por Pizzi – os dois terão de disputar vagas noutras posições. Se Fernando Santos persistir na ideia de compor o meio-campo a quatro com um extremo puro e um médio que permita os equilíbrios, a Nani resta disputar a vaga com Bernardo e Gelson, que foi dos três o melhor frente a Chipre, por ser capaz de ir para cima dos adversários e explorar as acelerações e o um contra um. Por outro lado, Pizzi, que foi dos médios o que evidenciou melhor chegada à área – sim, jogou no lugar que vai ser de Ronaldo e isso também conta – poderia bater-se com Moutinho e Adrien pela posição de segundo médio se Fernando Santos fosse mais arrojado, mas restar-lhe-á um lugar de suplente de luxo ou a disputa da vaga de médio-ala mais dado a cair no meio e a equilibrar atrás, em cuja órbita têm andado João Mário e André Gomes. No final do jogo, Fernando Santos dizia que não podia ter opções melhores do que as que teve no Europeu, porque Portugal ganhou o Europeu e os jogadores que lá estiveram foram “absolutamente brilhantes”. Mas a verdade é que o selecionador tem mesmo mais opções. E tem opções em melhor momento. A começar por Ronaldo, que foi poupado a muitos dos jogos do Real Madrid na ponta final da época para poder brilhar na Champions, não se veem neste grupo jogadores presos por arames, como se viam há um ano, antes do Europeu. E isso é bom. Mesmo que daqui por um mês possamos estar a dizer que a equipa chegou ao topo cedo demais para poder aguentar esse momento até à fase decisiva da Taça das Confederações.
2017-06-03
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A sexta vitória consecutiva da seleção nacional em jogos competitivos, obtida em Braga frente à Dinamarca (1-0), garantiu a qualificação para a fase final do Europeu e devia valer a esta equipa pouco brilhante mas sempre consistente mais confiança dos portugueses. A seleção raramente entusiasma, é verdade, mas nunca falha – e isso, no fim, é o que conta para um treinador que agora tem oito meses até à fase final do Europeu, onde a tarefa principal terá de ser a de encontrar uma dinâmica que lhe permita resolver os problemas ofensivos que tem enfrentado e o têm levado a sacrificar Ronaldo, abandonando-o aos adversários. A busca da fórmula-Euro é a prioridade, a começar já no domingo, em Belgrado, na partida frente à Sérvia, na qual até por isso convinha ter Ronaldo em campo e não a assistir pela TV, como vai suceder. Portugal voltou a ganhar pela margem mínima – as seis vitórias foram todas por um golo de diferença – mas a verdade é que nunca pairou no estádio a possibilidade de vir a perder o jogo. Fernando Santos podia jogar com a hipótese do empate, que também garantia a qualificação – aliás até a derrota a teria garantido, face à vitória da Sérvia frente à Albânia – e isso fez com que a equipa se sentisse mais em casa face a uma Dinamarca que raramente se desequilibra, mas que em contrapartida sofre horrores para fazer golos. O resultado foi um jogo sempre pouco entusiasmante, na linha, aliás, dos que sempre tem feito esta equipa, mas consistente. E com diferenças estratégicas, sobretudo na primeira parte, durante a qual se viu pela primeira vez uma coordenação muito satisfatória entre o meio-campo e as três peças móveis da frente: Ronaldo começava ao meio, com Nani à esquerda e Bernardo Silva à direita e Moutinho a aproximar-se muito, sobretudo em situações de pressão. A equipa, assim, equilibra-se, ocupa todos os corredores – ao contrário do que sucede se Ronaldo começa num corredor lateral e o deixa para aparecer no meio – e, sobretudo se resistir à tentação de jogar diretamente no CR7, construindo com mais elaboração, até cria condições para que este não fique abandonado aos centrais adversários, condenado a jogar de costas para a baliza e a anular-se em tarefas que não são as que mais o beneficiam, como se viu nas outras vezes em que jogou como 9. Notou-se essa preocupação estratégica frente à Dinamarca, com mais triangulações envolvendo os três homens da frente e os médios, com duas preocupações: a excessiva participação de Ronaldo em fases iniciais da construção e a perda de passes, fruto de alguma insegurança na posse. Ainda assim, o meio-campo mostrou que pode funcionar: Danilo foi forte defensivamente, Tiago definiu bem os momentos de surgir na área e Moutinho, condenado a ser segundo ponta-de-lança em muitos lances e primeiro a pressionar a saída do adversário noutros, acabou por resolver com um golo bem muito trabalhado. Mas pode melhorar, como podem melhorar as inserções ofensivas dos laterais – desta vez melhor Cédric que um Coentrão sempre em dificuldades para segurar Braithwaite. E é por isso que, na deslocação à Sérvia, importa não descomprimir. Portugal tem vários problemas a resolver e não pode agora dar-se ao luxo de libertar jogadores ou de encarar qualquer jogo que aí venha a não ser com uma ideia: a de aperfeiçoar o coletivo. Oito meses chegam para encontrar uma fórmula.
2015-10-08
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A Federação Portuguesa de Futebol quis jogar ao ataque na premente questão do meio-campo e, face aos impedimentos dos lesionados William e Moutinho e do castigado Tiago, mandou Adrien e João Mário, dois dos prováveis substitutos, à sala de imprensa para confrontarem os jornalistas. Fez bem. Não pelo discurso dos dois jogadores - mais vazio seria de todo impossível -, mas porque o ato veio mostrar confiança em dois jovens lobos numa seleção plena de consagrados e a acusar alguma veterania.A verdade é que se o jogo da seleção a meio-campo tem sido difícil de perceber pelos jogadores (e tem), isso só tem tido a ver com o elevado grau de exigência da articulação com este ataque de peças móveis a que forçam a presença do CR7 e a ausência de um ponta-de-lança de qualidade internacional. Nesse aspeto, Adrien e João Mário, bem como Danilo e Bernardo Silva dão todas as garantias de poderem substituir os titulares sem que haja perda exagerada de capacidades. Se Danilo é uma primeira versão do futebol de passada larga de William, João Mário é capaz do jogo vertical, a queimar linhas com bola, que celebrizou Tiago. Adrien não é Moutinho, sobretudo na reacção à perda, mas continuo a achar que é quem mais dele se aproxima nos médios lusos. E Bernardo acrescenta em criatividade o que perde em velocidade para Danny, que está disponível mas tarda em justificar a titularidade.Claro que se estes fossem melhores que os titulares e não apenas boas réplicas, a conversa nem faria sentido. Mas tenho a certeza de que com eles há futuro para a equipa nacional. Talvez já no par de jogos que aí vem, com a França e a Albânia.
2015-09-02
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Raul Jimenez é um excelente jogador. Não foi muito feliz no ano de estreia no futebol europeu, no Atlético Madrid, porque a transição do futebol mexicano para a Europa não é fácil e nem toda a gente a consegue fazer como Jackson Martínez: Jimenez fez apenas um golo na Liga espanhola. De qualquer modo, deixar a prova espanhola, mais exigente, e entrar na portuguesa, onde Jackson se impôs, pode muito bem ser o passo atrás de que ele precisa para depois dar dois em frente. O que me inquieta na transferência do atacante mexicano para o Benfica não são as suas hipóteses de sucesso, que é evidente que as tem. Com ele e Mitroglu associados a Jonas e ao promissor Jonathan, o Benfica fica com quatro pontas de lança de grande qualidade. O que me inquieta é ver tamanha diferença no valor da transferência anunciado pelos jornais, entre os três e os nove milhões de euros pela metade do passe que não fica nas mãos de Jorge Mendes. É evidente que as fontes de informação não são as mesmas e que parte delas está enganada. Ou a enganar, que é o mais provável. A verdade é que Jimenez custou há um ano 10,5 milhões de euros ao Atlético Madrid (pela totalidade do passe) e não vejo como é que um golo em 28 jogos na Liga espanhola pode tê-lo valorizado para o dobro. Mas a verdade também é que esta não seria a primeira vez que o super-agente português conseguia aplicar uma lente de aumento aos valores praticados em transferências de jogadores envolvendo clubes nacionais. E estes já tantas vezes disso beneficiaram: Bebé é o caso mais flagrante, mas também João Cancelo, Ivan Cavaleiro e até Bernardo Silva ou André Gomes (embora estes tenham já justificado o que por eles pagaram) pareceram hiper-inflacionados. A questão é que com Jimenez a lupa está virada ao contrário.
2015-08-11
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