PESQUISA 

Último Passe

A questão do total de títulos nacionais de futebol tem sido vista à luz da rivalidade entre os maiores clubes ou da estratégia de comunicação de Bruno de Carvalho, que a trouxe para a agenda mediática com o intuito de comprar mais uma guerra que sirva de forma de afirmação ao Sporting, mas vale muito mais do que tudo isso. Porque em causa não estão só o total de títulos de campeão nacional dos leões e, por inerência, do Benfica e do FC Porto. Em causa estão também os títulos de clubes como o Olhanense, o Marítimo, o Belenenses ou o já extinto Carcavelinhos (um dos clubes que deu lugar ao Atlético), que merecem tanto respeito como os três grandes, suportados em milhões de adeptos. Em causa está se a decisão do campeão nacional é retrospetiva ou prospetiva, feita a olhar para trás ou para a frente. Porque uma coisa é certa: não pode haver anos com dois campeões. A FPF decidiu que contam como títulos de campeão nacional os três campeonatos da I Liga, realizados entre 1934/35 e 1937/38, por serem provas por jornadas, em modelo de todos contra todos, e terem sido jogados antes da instituição do campeonato nacional da I Divisão, em 1938/39. Decidiu ainda a FPF não contar como suscetíveis de atribuição do título de campeão nacional os 17 Campeonatos de Portugal, jogados entre 1921/22 e 1937/38, por os considerar antepassados da Taça de Portugal, também ela jogada por eliminatórias a partir de 1938/39. Dessa forma, aos títulos de vencedor do campeonato nacional de futebol – Benfica por 32 vezes, FC Porto por 26, Sporting por 18, Belenenses e Boavista com um cada – somam-se mais três do Benfica e um do FC Porto, fruto das vitórias que conquistaram no tal campeonato da I Liga. Pretenderia o presidente do Sporting que, em vez desses títulos da I Liga, fossem contabilizados os vencedores do Campeonato de Portugal: quatro troféus do FC Porto e do Sporting, que assim aumentariam o pecúlio para 29 e 22 títulos, respetivamente; três do Benfica, que subiria na mesma para 35, substituindo as três Ligas por igual número de campeonatos de Portugal; três do Belenenses, que passaria a considerar-se quatro vezes campeão nacional; mais um do Olhanense, um do Marítimo e um do Carcavelinhos, que engrossariam o lote de campeões. A tese da FPF é que o antepassado do atual campeonato nacional é o campeonato da Liga, também ele jogado por jornadas. Faz sentido. Mas também pode não fazer. Ora, façamos um pouco de história. O futebol português andou uns anos atrás do resto da Europa, a ponto de só em 1922 se ter extravasado o nível regional no que a competições respeitava. Nesse final de época de 1921/22 jogou-se pela primeira vez o Campeonato de Portugal, que em ano de estreia se resumiu a uma espécie de finalíssima entre os campeões de Lisboa (o Sporting) e do Porto (o FC Porto). Ganharam os nortenhos, que tal como todos os seus sucessores na prova adquiriram o direito a apresentar-se como “campeões de Portugal”. Veja-se o caso do Benfica de 1930, de que se mostra na imagem acima o cartaz relativo ao almoço de homenagem aos jogadores. O Campeonato de Portugal foi evoluindo. Na segunda edição, além de Sporting e FC Porto, outra vez campeões dos seus distritos, já participaram os campeões de Coimbra, da Madeira, do Minho e do Algarve. E a prova foi-se alargando a mais regiões, até passar, a dada altura, a permitir a entrada de mais do que um representante por cada distrito. Iam-se assim sucedendo os campeões de Portugal. E tudo continuou igual até que, em Março de 1934, a seleção nacional foi arrasada pela Espanha em Chamartin. Foram 9-0, a eliminação do Mundial e a abertura de um processo de reformulação dos quadros competitivos do futebol nacional. Uma das coisas que os espanhóis tinham e os portugueses não era competição nacional regular – o Campeonato de Portugal só se jogava de Maio a Julho – sob a forma de uma prova por jornadas, em que todos os clubes se defrontavam a duas voltas. Os portugueses resolveram imitar esse modelo e criaram, ainda que de modo experimental, o campeonato da Liga – cujo nome derivou do modelo inglês. A prova foi introduzida a título experimental, por se temer que o aumento da receita não chegasse para cobrir o aumento da despesa com deslocações mais longas e frequentes. Foi um sucesso. Ora é aqui que se introduz a rotura. Para a FPF, agora, os 13 campeões de Portugal até aí coroados deixaram de o ser. E os vencedores das quatro Ligas experimentais que antecederam a criação do campeonato nacional de futebol, em 1938/39, passaram a poder ostentar o título de campeão nacional. O primeiro campeonato da Liga, em 1934/35, foi ganho pelo FC Porto, mas nesse mesmo ano o Benfica venceu o Campeonato de Portugal, batendo o Sporting na final, por 2-1. Na página 143 do segundo volume da História do Sport Lisboa e Benfica (1904/1954), obra excecional editada aquando do cinquentenário do clube por Mário Fernando de Oliveira e Carlos Rebelo da Silva e prefaciada por Ribeiro dos Reis, reproduz-se a ementa do jantar oficial de homenagem “Ao team de Foot-Ball Campeão de Portugal” do Sport Lisboa e Benfica. Teve lugar nas Portas do Sol, em Santarém, a 21 de Julho de 1935. Claro que se a prova se chamava Campeonato de Portugal, a equipa que a ganhava se considerava campeã de Portugal. Nem outra coisa faria sentido, apesar de já existir o campeonato da Liga, que nesse ano coroou o FC Porto. Só em 1938 o panorama competitivo voltou a mudar. Ao campeonato da Liga sucedeu o campeonato nacional de futebol; ao campeonato de Portugal seguiu-se a Taça de Portugal. As competições mantiveram os moldes de disputa, pelo que é natural que, vendo as coisas de trás para a frente, a FPF considere agora campeões nacionais os clubes vencedores da Liga e não os que ganharam o Campeonato de Portugal. Porque a questão é que, durante quatro anos, houve clubes cuja legitimidade para se considerarem campeões nacionais se funda no futuro (e na evolução que a competição veio a ter) e outros cuja legitimidade se funda no passado (e no facto de até 1934 o campeonato de Portugal ter sido a única prova nacional). Como não podia haver dois campeões nacionais no mesmo ano, era preciso tomar uma decisão. A FPF decidiu assim e a decisão tomou letra de lei. O mais justo, porém, seria separar as quatro provas e os respetivos palmarés. Porque a alternativa é dizer aos jogadores e aos clubes que ganharam o campeonato de Portugal entre 1922 e 1938 que afinal não foram campeões de Portugal. E isso vai muito para lá das provocações de Bruno de Carvalho ou das respostas dos adeptos benfiquistas.
2016-12-23
LER MAIS

Último Passe

Uma equipa que passa 430 minutos sem fazer um golo, como acontece atualmente com o FC Porto, pode queixar-se de muita coisa. Porque quem não marca um golo em mais de sete horas de futebol não tem apenas um problema de criatividade na organização do ataque, de ineficácia na finalização, de falta de qualidade de alguns elementos ou até de infelicidade face a algumas decisões. Tem esses problemas todos ao mesmo tempo. E no segundo 0-0 consecutivo contra o Belenenses de nada serviu a Nuno Espírito Santo recuperar Brahimi e Ruben Neves, cuja presença até vinha sendo reclamada há algum tempo, porque lhes faltou o contexto. Além de ser uma equipa mal trabalhada do ponto de vista do ataque organizado, a este FC Porto já lhe falta confiança em cada movimento, nota-se-lhe a indisponibilidade para assumir o risco de muitos jogadores, que com medo de falhar preferem jogar seguro a procurar o desequilíbrio – e nesse particular Brahimi até foi dos poucos que chamou a si as decisões de risco, acabando até por meter alguns bons cruzamentos na área. A questão é que essa predisposição para o risco também não é ajudada pela presença em campo de jogadores que estão num patamar claramente inferior de qualidade. E aqui, falo por exemplo de Depoitre. Porque quanto mais vejo jogar este lento e complicativo avançado belga mais me confunde que, mesmo com toda a sua altura, possa ser ele o reforço de ataque para uma equipa que quer ganhar a Liga e chegar longe na Champions. Não me recordo de um FC Porto com um avançado tão fraco desde que Tomislav Ivic “inventou” o comprido Vinha para a frente quando queria desbloquear jogos. E Vinha até chegou a fazer alguns golos, como os fará inevitavelmente Depoitre se continuar a jogar. Mas não resolveu, como não resolverá Depoitre, por mais que o treinador o faça jogar. O empate, mais um a chamar lenços brancos às bancadas onde estão adeptos portistas, pode até deixar Nuno Espírito Santo com vontade de acordar cedo para continuar a trabalhar amanhã, mas diminui-lhe ainda mais a margem de manobra e pode deixá-lo em breve sem razões profissionais para se levantar da cama. Contra o Sp. Braga e o Leicester, os adversários que aí vêm, só duas vitórias interessam, porque só ganhando aos minhotos os dragões regressam ao Top 3 da Liga e só batendo o segundo terão a certeza de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões sem depender do resultado entre Copenhaga e Brugges. E para isso são precisos golos.
2016-11-29
LER MAIS

Último Passe

Os 340 minutos de futebol que o FC Porto leva sem marcar golos desde que Diogo Jota faz o 1-0 frente ao Benfica, no Dragão, há três semanas, chegam para justificar o ar resignado com que Nuno Espírito Santo se apresentou hoje na sala de imprensa do Restelo, após o empate com o Belenenses. O resultado foi mau, porque deixa os dragões dois pontos atrás do Sporting e pode levar ao aumento da desvantagem face ao Benfica para sete pontos já no domingo. E foi flagrante a diferença no olhar do treinador face à chispa confiante que se lhe tinha visto, por exemplo, após a vitória por 3-0 sobre o Arouca, enquanto desenhava para a plateia de jornalistas os pilares em que queria ver a sua equipa assentar o jogo. Hoje não faltou comunicação, compromisso ou cooperação. O que mais faltou foi qualidade. O que mudou desde esse jogo com o Arouca? Ou desde a muito boa exibição contra o Benfica, há três semanas, onde a qualidade ficou à vista de todos? Estas são perguntas com respostas diferentes. As diferenças entre o FC Porto de todos os dias e o FC Porto que encostou o Benfica atrás têm a ver com fatores tão díspares como a motivação dos jogadores para um clássico ou um maior investimento do treinador no delinear da estratégia. O jogo com o Benfica, com variantes interessantes, como a derivação de Oliver para a meia-esquerda, onde com Alex Telles e Otávio foi capaz de tapar a saída a Nelson Semedo e desequilibrar o Benfica, teve dedo de treinador. Tanto na forma como o FC Porto subjugou o tricampeão nacional como mais tarde na forma como lhe permitiu vir à procura do empate, quando tirou do campo quem tinha capacidade para ter a bola. O jogo com o Arouca foi diferente: o FC Porto fez uma muito boa exibição sobretudo porque aquele que é o ponto fulcral do “jogar à NES” – a reação forte à perda da bola – chegou para quase impedir o opositor de sair dos últimos 30 metros. Começando muitas vezes a atacar ali à frente, asfixiou o adversário, dando o mote para justificar uma ideia recorrente acerca deste FC Porto: bom não é ter a bola; bom é que o adversário a tenha, para poder recuperá-la em condições de o surpreender na transição ofensiva. O problema coloca-se quando a frescura física e mental dos jogadores envolvidos nessa pressão não é a ideal ou quando o adversário tem mais categoria e consegue sair da teia, como fez o Belenenses hoje. Aí, o jogo é transportado para outro segmento: o da qualidade. E aqui, o FC Porto não tem conseguido fazer a diferença com os onze que entram nem com as alternativas. Ainda hoje se viu: Depoitre por Jota, para dar peso na áera e tentar superar as condições meteorológicas adversas com um jogo mais direto; André André por Oliver, talvez para ganhar intensidade de pressão, mas seguramente não capacidade para desequilibrar; e Varela por Otávio, quem sabe se para ganhar largura e um jogo mais retilíneo, ainda que com a consequência natural de, sem Oliver e Otávio, a equipa sentir ainda mais a falta de um médio que lhe dê qualidade em ataque posicional, como seria por exemplo Ruben Neves. A verdade é que nenhuma resultou e que o olhar pesado de Nuno Espírito Santo não faz prever que ele venha a ser agora tão claro como foi na semana passada, quando disse que a falta de golos ia deixar de ser assunto.
2016-11-26
LER MAIS

Último Passe

O Sporting não desiste do campeonato e respondeu à goleada do Benfica ao Sp. Braga com outra goleada ao Belenenses no Restelo, com um resultado quase idêntico (5-2). Livres de todas as outras obrigações e compromissos, os leões voltaram a fazer uma grande exibição, impondo desde o início o seu habitual futebol feito de triangulações e apagando com naturalidade a luz que dava esperança ao Belenenses. Slimani bisou durante a primeira parte, Téo Gutiérrez imitou-o na segunda, tendo Adrien, Bakic e Tiago Silva feito os restantes golos de um segundo tempo em que Julio Velásquez desequilibrou a equipa azul com substituições atacantes que não tiveram o efeito desejado. Mas não foi por aí que o jogo se resolveu. Jorge Jesus voltou a apostar em Bruno César como defesa-esquerdo, mostrando que a solução não lhe serve apenas para os jogos em casa, enquanto que o Belenenses entrava com a equipa esperada, em 4x2x3x1, com Carlos Martins a comandar as operações. A chave da partida foi a forma como, logo desde o início, os jogadores do Sporting iam à procura da bola ainda bem dentro do meio-campo adversário, cortando linhas de passe e conseguindo muitas recuperações altas, das quais partiam para situações de golo, umas atrás das outras. Quando Slimani abriu o marcador, aos 23’, após passe de Adrien, já Jorge Jesus praguejava no banco com tanta falha na finalização: Téo Gutiérrez, por duas vezes, e William Carvalho, noutra, a mais escandalosa de todas, porque caiu com a baliza à mercê, depois de passar o guarda-redes, perderam esse golo de abertura. Não os imitou o argelino, como também não falhou depois, quando Jesus deu para dentro do campo ordens expressas para que fosse ele a bater o penalti cometido por Tiago Almeida sobre Bryan Ruiz; à passagem da meia-hora de jogo. Com 2-0 ao intervalo, Julio Velásquez tentou repetir o que fizera contra o FC Porto. Trocou Tiago Almeida e Tiago Caeiro por Tiago Silva e Juanto, mandou Sturgeon tapar o flanco direito e incentivou a equipa a ir para cima da baliza de Rui Patrício. O problema é que, ao contrário do que sucedeu nesse jogo, desta vez a equipa teve de encarar mais ou menos o mesmo desfecho que tinha enfrentado na sequência da estratégia ofensiva adotada na receção ao Benfica: mais golos nas redes de Ventura. Adrien fez, com um belo remate, o 0-3. Minutos depois, Ruiz voltou a perder um golo cantado por excesso de confiança (que originou um corte oportuno de Gonçalo Brandão).O costa-riquenho deu depois, noutro lance, esse mesmo quarto golo a Téo, que desta vez não falhou. Com o jogo resolvido, o Belenenses ainda reduziu, num livre lateral em que Bakic foi mais forte que Slimani. Téo fez o 5-1, após jogada do recém-entrado Carlos Mané, tendo Tiago Silva fixado o 5-2 final num remate de fora da área. Mais golo, menos golo, a vitória do Sporting não sofre contestação e mantém os leões na corrida ao título. A equipa de Jesus manteve os dois pontos de atraso para o Benfica, que desta forma continua proibido de falhar.
2016-04-04
LER MAIS

Stats

Jorge Jesus, treinador do Sporting, foi jogador e treinador do Belenenses. Deixou o Restelo pela última vez em 2008, precisamente o ano da última vitória dos azuis sobre os leões a contar para o campeonato. E desde essa altura, nunca mais Jesus cedeu pontos ou sofreu sequer um golo nas várias visitas que fez ao estádio da sua ex-equipa. O desfile de bons resultados começou para Jesus logo em 2008/09, quando assumiu o comando do Sp. Braga. Foi ao Restelo e ganhou por claros 5-0, a 11 de Maio de 2009: bisaram Renytería e Paulo César, tendo Alan marcado o tento restante. No final dessa época, Jesus seguiu caminho para o Benfica, mas mesmo no novo clube continuou a golear nas vistas à sua antiga casa: em Setembro de 2009 foram 4-0, com golos de Saviola, Cardozo, Javi Garcia e Ramíres. Os maus resultados atiraram nessa altura com o Belenenses para a II Liga, pelo que Jesus só teve de lá regressar em Março de 2014. Teve então mais dificuldades, ganhando apenas por 1-0, graças a um golo de Gaitán. Por fim, na época passada, um bis de Jonas permitiu ao Benfica de Jesus ganhar ao Belenenses no Restelo, por 2-0, a 18 de Abril de 2015. Desde que saiu do Belenenses, de resto, só por uma vez Jesus cedeu pontos aos azuis. Ganhou as duas partidas pelo Sp. Braga (2-0 e 5-0) e a da primeira volta ao comando do Sporting (1-0). Com o Benfica, além das três vitórias sem sofrer golos no Restelo, impôs-se ainda duas vezes na Luz: 1-0 em 2009/10 e 3-0 em 2014/15. A exceção foi um empate a uma bola, na Luz, a 28 de Setembro de 2013: Cardozo adiantou os encarnados e, ao tornar-se no único jogador do Belenenses a marcar um golo a uma equipa de Jesus desde que este saiu do Restelo, o maliano Diakité alcançou o empate, ainda na primeira parte.   Quem Jorge Jesus nunca defrontou foi o espanhol Julio Velásquez, que chegou a meio da época para substituir Ricardo Sá Pinto. Velásquez, de resto, já defrontou em casa o Benfica e o FC Porto, com duas derrotas, ainda que de sabor diferente: com o Benfica encaixou um 5-0 que sublimou o mau comportamento defensivo da sua equipa; contra o FC Porto perdeu por 2-1 e esteve à beira de forçar o empate.   O Belenenses interrompeu contra o Sp. Braga uma série de três derrotas seguidas no seu estádio. Os golos de Gonçalo Silva, Miguel Rosa e Tiago Caeiro permitiram uma vitória por 3-0 sobre os minhotos, depois de a equipa azul ter sido batida em casa sucessivamente por Benfica (5-0), Arouca (2-0) e FC Porto (2-1).   O defesa central Gonçalo Silva marcou golos nos dois últimos jogos do Belenenses: abriu mesmo o marcador, tanto na vitória (3-0) sobre o Sp. Braga como no empate (2-2) em Tondela, que se lhe seguiu. Curioso é que em toda a sua carreira como profissional, Gonçalo Silva só tinha marcado um golo, pelo Sp. Braga B, ao Marítimo, em Abril de 2014.   O Sporting vem com uma série de três jornadas seguidas a sofrer golos, mas mantém ainda assim o registo de defesa menos batida da atual Liga. Rui Patrício foi batido contra o Benfica (0-1), o Estoril (2-1) e o Arouca (5-1), não deixando a baliza inviolada desde a visita a Guimarães, que o Sporting empatou a zero. Na atual Liga, o Sporting já passou duas séries seguidas de quatro jornadas a sofrer golos: da primeira à quarta (2-1 ao Tondela, 1-1 com o Pacos de Ferreira, 3-1 à Académica e 2-1 ao Rio Ave) e depois da 17ª à 20ª, com três adversários repetidos (3-2 ao Sp. Braga, 2-2 com o Tondela, 3-1 ao P. Ferreira e 3-2 à Académica).   Slimani bisou em quatro das últimas cinco saídas do Sporting na Liga: nos 6-0 ao V. Setúbal, nos 3-1 ao P. Ferreira, nos 4-0 ao Nacional e nos 2-1 ao Estoril. Nas últimas vezes em que ele ficou em branco fora de Alvalade, o Sporting perdeu pontos. Aconteceu no empate a zero com o Vitória, em Guimarães, e na derrota por 1-0 contra o União, na Madeira.   Além disso, Slimani continua a perseguir o 50º golo com a camisola do Sporting. Tem neste momento 49, 10 em 2013/14, 15 em 2014/15 e 24 em 2015/16.  Ao todo, o argelino tem 40 golos na Liga, cinco na Taça de Portugal, três na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Mas nunca fez um golo ao Belenenses.   O Belenenses não ganha ao Sporting para o campeonato desde Fevereiro de 2008, quando um golo de Zé Pedro lhe permitiu bater os leões, no Restelo, por 1-0. O treinador dessa equipa do Belenenses era Jorge Jesus, que atualmente dirige os leões, ao passo que na equipa do Sporting estiveram em campo Rui Patrício, que ainda é o guarda-redes leonino, e Tonel, que joga agora no Belenenses.   Desde essa vitória, os azuis ganharam mais uma vez ao Sporting, em Janeiro do ano passado, mas em partida da Taça da Liga: impuseram-se por 3-2 contra uma equipa leonina sem titulares. O Sporting ganhou entretanto sete vezes ao Belenenses, três delas no Restelo: 2-1 em Fevereiro de 2009, 4-0 em Março de 2010 e 1-0 em Abril de 2014. Na época passada verificou-se um empate a um golo, tendo Rui Fonte marcado para os azuis e Carlos Mané empatado para os leões ao quinto minuto de compensação.
2016-04-03
LER MAIS

Artigo

O FC Porto ganhou ao Belenenses, por 2-1, no Restelo, obtendo a terceira vitória seguida na Liga em jogos fora de casa, pois vinha de sucessos ante o Estoril (3-1) e o Benfica (2-1). É a segunda série da três vitórias fora esta temporada, pois já em Novembro e Dezembro a equipa azul e branca tinha batido Tondela (1-0), U. Madeira (4-0) e Nacional (2-1).   Esta foi também a terceira vitória seguida dos dragões na zona de Lisboa, onde antes do sucesso no Estoril já não ganhavam há mais de três anos. De repente, ganharam no Estoril (3-1), na Luz ao Benfica (2-1) e agora no Restelo ao Belenenses (2-1).   O Belenenses, em contrapartida, sofreu a terceira derrota consecutiva no Restelo: 0-5 com o Benfica, 0-2 com o Arouca e agora 1-2 com o FC Porto. A equipa de Julio Velásquez não ganha em casa em jogos da Liga desde 21 de Dezembro, quando ali bateu o Boavista, por 1-0, tendo entretanto empatado com o Nacional (2-2) e o V. Guimarães (3-3) e perdido os referidos jogos com Benfica, Arouca e FC Porto. Igualou a série de cinco jogos sem ganhar no Restelo que tinha feito entre o final da época passada e o início da atual (0-2 com o Benfica, 1-3 com o Rio Ave, 1-1 com o FC Porto, 3-3 com o Rio Ave e 1-1 com o Marítimo). Mas para se encontrarem três derrotas seguidas em casa é preciso recuar ao período entre Janeiro e Março de 2010, quando cinco derrotas consecutivas no Restelo atiraram com a equipa para a II Liga.   Foi o sexto jogo consecutivo do FC Porto a sofrer golos, que não mantém a baliza a zeros desde os 3-0 ao Gil Vicente, a 3 de Fevereiro: 1-2 com o Arouca, 2-1 ao Benfica, 0-2 com o Borussia Dortmund, 3-2 ao Moreirense, 0-1 na segunda mão com o Borussia Dortmund, 3-2 ao Moreirense e agora 2-1 ao Belenenses. Os dragões ultrapassaram as duas piores sequências da época passada, ambas de cinco golos seguidos a sofrer golos, a primeira entre 26 de Setembro de 2014 e 21 de Outubro de 2014 e a segunda entre 13 e 28 de Janeiro de 2015. Para se encontrarem seis jogos seguidos do FC Porto a sofrer golos é preciso recuar ao período pré-Lopetegui, aos jogos entre 16 de Fevereiro e 9 de Março de 2014.   Contabilizando apenas a Liga, a última equipa a não marcar ao FC Porto foi o Marítimo, que a 24 de Janeiro perdeu no Dragão por 1-0. Depois disso, Estoril (3-1), Arouca (1-2), Benfica (2-1), Moreirense (3-2) e Belenenses (2-1) fizeram todos golos a Casillas. Esta é a segunda vez esta época que os dragões sofrem golos em cinco jornadas seguidas, pois já lhes tinha acontecido entre 5 de Dezembro e 6 de Janeiro, quando defrontaram Paços de Ferreira (2-1), Nacional (2-1), Académica (3-1), Sporting (0-2) e Rio Ave (1-1).   Brahimi fez o sétimo golo da época, o quinto seguido fora de casa, depois de marcar a Tondela, U. Madeira, Nacional e Boavista. Marcou também pela segunda vez consecutiva ao Belenenses, pois já tinha estado entre os goleadores nos 4-0 no Dragão, na primeira volta.   Em contrapartida, Juanto Ortuño marcou pela quarta vez desde que chegou ao Belenenses, vindo do Llagostera, no mercado de Janeiro, e todas foram no Restelo. O espanhol já tinha marcado no empate (3-3) com o V. Guimarães e na vitória (4-0) frente ao Leixões, na Taça da Liga.   Tonel fez o primeiro autogolo desde o seu jogo de estreia na I Divisão, a 31 de Agosto de 2002. Na altura jogava na Académica e o beneficiado foi o Sporting, num jogo na Figueira da Foz que acabou com vitória dos leões por 2-0.   Foi o segundo autogolo de que o FC Porto beneficiou esta época. Ainda que no relatório desse jogo o árbitro tenha atribuído o golo a André André, o anterior tinha sido marcado por Salin, no Dragão, no desafio em que os dragões venceram o Marítimo por 1-0. Antes disso, o FC Porto não beneficiava de um autogolo na Liga desde que tinha empatado a uma bola com o Sporting em Alvalade, a 26 de Setembro de 2014, graças a um golo na própria baliza de Sarr.   Com a vitória no Restelo, o FC Porto chegou aos 55 pontos, menos três do que os que tinha em 24 jornadas em 2014/15, mas mais seis do que aqueles que contava em 2013/14. Nessas duas épocas, no entanto, os dragões não foram campeões. Para se encontrar um FC Porto campeão com menos pontos do que este há que recuar a 2008/09, quando a equipa de Jesualdo Ferreira chegou à 24ª ronda com 54 pontos e mesmo assim foi campeã, fazendo mais 16 (cinco vitórias e um empate) nas que faltavam até final. A diferença é que, mesmo com 54 pontos, esse FC Porto liderava a prova com quatro pontos de avanço do segundo, que era o Sporting.   O Belenenses continua a ter a pior defesa do campeonato, com 52 golos sofridos em 24 jornadas. Há doze anos que não se via uma equipa tão permeável na Liga portuguesa: a última a chegar à 24ª partida com tantos golos sofridos foi o E. Amadora de 2003/04 (exatamente os mesmos 52 golos em 24 jogos, mas apenas 13 pontos e um último lugar, face aos 28 que deixam os azuis a meio da tabela). 
2016-02-29
LER MAIS

Último Passe

A aproximação positiva de Julio Velásquez ao jogo, que tinha sido um problema no jogo com o Benfica, perdido com goleada (0-5), foi a chave para explicar as dificuldades que o FC Porto sentiu para vencer o Belenenses no Restelo. As dificuldades sentidas pelos dragões para ganhar nasceram na capacidade que os azuis tiveram para construir futebol durante a segunda parte, mesmo estando a perder por dois golos de diferença desde bastante cedo, fruto daquele que é o maior problema desta equipa: a deficiência dos seus comportamentos defensivos. Nessa altura valeu à equipa portista ter sido capaz de aguentar a pressão. José Peseiro apareceu com André André e Herrera a fazer companhia a Danilo no meio-campo, parecendo querer apostar num jogo de iniciativa e posse: o facto de ter escolhido Brahimi e Corona já o indiciava, mas foi a aposta em Suk para a posição de Aboubakar que o denunciou. Do outro lado, Velásquez também foi menos atrevido do que contra o Benfica, procurando manter algum equilíbrio atrás. Mas foram dois lances em que esses equilíbrios falharam a encaminhar o jogo para as cores do dragão. Primeiro, num movimento interior de Brahimi, com José Angel a abrir na faixa lateral, Tonel ficou nas covas, deixando que o extremo portista aparecesse para concluir à vontade uma segunda bola nascida de uma dividida entre Gonçalo e Suk. Depois, numa boa combinação do ataque portista na direita, o cruzamento de Maxi originou um gesto técnico imperfeito de Tonel, que cortou a bola para dentro da sua própria baliza. Com 2-0 aos 19 minutos, o jogo parecia resolvido. O Belenenses, no entanto, não desistiu. Carlos Martins estava num bom dia, criativo e dinâmico como José Peseiro se lembra dele dos tempos no Sporting ou Jesus o teve depois, no Benfica. Foi dos pés dele que saiu a primeira situação a dizer que o jogo não estava fechado: um livre ao poste, ainda na primeira parte. No segundo tempo, com Miguel Rosa em vez de Tonel e Ruben Pinto a baixar para defesa-central – a tal ousadia que se revelou suicida contra o Benfica – o Belenenses foi à procura do empate. Marcou, por Ortuño, após um cruzamento de André Geraldes, e forçou o FC Porto a uma segunda parte de incerteza, na qual Casillas teve de responder presente por mais de uma vez. Peseiro foi direcionando a equipa mais para o ataque rápido, com as entradas de Marega e Varela, mas acabou por ter na segurança atrás a garantia da vitória que lhe permite manter a pressão sobre Benfica e Sporting.
2016-02-28
LER MAIS

Artigo

Mitroglou fez três golos na vitória confortável do Benfica sobre o Belenenses (5-0), no Restelo, assegurando a quinta jornada consecutiva da Liga sempre a marcar, pois já tinha estado entre os goleadores benfiquistas frente ao Nacional (4-1), Estoril (2-1), Arouca (3-1) e Moreirense (4-1). Foi o segundo jogador a conseguir esta sequência na prova, igualando o sportinguista Slimani, que marcou sempre entre as jornadas 15 e 19. No Benfica, ninguém marcava em cinco jornadas consecutivas desde que Cardozo o fez entre a quinta e a nona jornada do campeonato de 2013/14.   - Além disso, este foi o primeiro hat-trick de Mitroglou desde 6 de Outubro de 2013, quando fez três golos na goleada do Olympiakos frente ao Veria (6-0), na sétima jornada da Liga grega. Nessa altura, aliás, Mitroglou conseguiu dois hat-tricks seguidos, pois quatro dias antes também tinha feito três golos nos 3-0 ao Anderlecht, na Liga dos Campeões.   - O segundo dos três golos de Mitroglou ao Belenenses – e o terceiro do Benfica – foi o 500º golo da atual edição da Liga portuguesa. O golo 500 apareceu ao 181º jogo, enquanto que na época passada forma precisos 202 jogos para que o então bracarense Salvador Agra o fizesse, na baliza do Rio Ave, à 23ª jornada.   - Os cinco golos marcados pelo Benfica significam que a equipa de Rui Vitória consolidou o lugar de melhor ataque da Liga, agora com 59 golos marcados em 21 jornadas. É preciso recuar 40 anos, até 1975/76, para ver um Benfica com tantos golos em igual número de jogos: em 1975/76, a equipa liderada por Mário Wilson tinha 61 tentos marcados à 21ª jornada, tendo acabado o campeonato na frente e com o melhor ataque, com 94 golos marcados em 30 jogos.   - Por sua vez, o Belenenses também segue cada vez mais destacado como defesa mais batida da Liga. São já 46 golos sofridos em 21 jogos, o pior registo parcial da equipa do Restelo em toda a história da competição.   - O Benfica conseguiu a 11ª vitória consecutiva, contando jogos de todas as competições. Os encarnados ganharam todos os desafios desde o empate a zero com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Desde 2011/12 que a equipa da Luz não ganhava onze jogos seguidos, sendo preciso recuar até 2010/11 para se encontrar uma sequência melhor. Essa ainda levará mais tempo a igualar, pois contou 18 vitórias consecutivas.   - O Belenenses-Benfica constituiu a primeira derrota do treinador espanhol Julio Velásquez no Restelo desde que foi chamado a substituir Ricardo Sá Pinto. E mesmo com um onze tão ofensivo como o que apresentou frente aos bicampeões nacionais não foi capaz de quebrar a malapata dos golos na baliza do Benfica: o Belenenses não marca ao Benfica desde Setembro de 2013 e, desde esse jogo, segue com um score parcial de 0-17.   - Miguel Rosa jogou pela 150ª vez com a camisola do Belenenses, defrontando o Benfica, clube que o formou. Nos 150 jogos de azul, marcou 40 golos.  
2016-02-06
LER MAIS

Último Passe

Não há muitas formas de iludir a questão: o Benfica está uma equipa fortíssima no ataque e não é por ter beneficiado de alguns erros defensivos do adversário que se explica que tenha sido capaz de golear o Belenenses pela segunda vez neste campeonato. Depois dos 6-0 da primeira volta, na Luz, hoje foram 5-0, a garantir a liderança isolada por mais tempo do que quando ganhou ao Estoril, há três jornadas, mas viu o Sporting reassenhorear-se do topo da tabela antes de ir dormir. Desta vez, a equipa de Rui Vitória pode saborear o primeiro lugar pelo menos até segunda-feira, quando os leões receberem o Rio Ave. E o mais importante, a uma semana do decisivo clássico com o FC Porto, é a qualidade ofensiva que a equipa está a demonstrar. Um hat-trick de Mitroglou e um bis de Jonas, os suspeitos do costume – os dois juntos têm 34 golos em 21 jornadas – poderiam levar a que se pense numa equipa que abusa da qualidade das suas individualidades, mas essa explicação, como a da evidente fragilidade defensiva deste Belenenses, são chão que já deu uvas. A verdade é que este Benfica está a meter combinações ofensivas vistosas no campo com uma rapidez de troca de bola e de posições que atrapalha qualquer defesa. Pizzi e Gaitán estão também numa forma extraordinária, Renato Sanches – que nem fez um grande jogo no Restelo – empurra o meio-campo para a frente e nem a ausência de Fejsa e Lisandro López veio abalar a segurança defensiva da equipa. Pelo menos contra um Belenenses demasiado macio e positivo para ser levado a sério num jogo em que Lindelof nem chegou a ser verdadeiramente testado. O Benfica poderia ter-se adiantado no marcador logo nos primeiros minutos, pois perdeu no arranque várias situações de golo cantado, mas à medida que o relógio avançava e o Belenenses se sentia mais confortável, poderia até pensar-se num jogo equilibrado. Mas um frango de Ventura, que não segurou um cabeceamento de Mitroglou, inclinou a balança a favor dos encarnados ainda antes do intervalo. E mais dois golos logo a abrir a segunda parte, por Jonas e outra vez pelo grego – que marcou pela quinta jornada consecutiva, igualando Slimani – acabaram de vez com a discussão em torno do resultado. Até final, a única dúvida era a de se saber por quantos golos iria o Benfica ganhar. Foram cinco, a confirmar a 11ª vitória seguida dos encarnados e a manter bem alta a média de golos das últimas partidas – 15 em três jogos –, lançando desde já o desafio ao FC Porto, que de hoje a uma semana visita a Luz. Aí, sim, o Benfica precisará de confirmar o estatuto de melhor ataque: um ataque que fez 59 golos em 21 jogos, mas que marcou apenas um em quatro partidas contra os dois rivais na corrida ao título.
2016-02-05
LER MAIS

Stats

Rui Vitória só perdeu duas vezes em oito jogos com o Belenenses, que enfrentou ao serviço de V. Guimarães (sete vezes) e Benfica (uma), e só uma delas aconteceu no Restelo, onde decorrerá o jogo da 21ª jornada. Uma vitória num palco onde tem sido genericamente feliz pode significar que o treinador do Benfica irá dormir na liderança isolada da Liga, ainda que à condição, pois o Sporting, o atual líder, que segue dois pontos à frente, só fará o seu jogo na segunda-feira. É uma experiência que Rui Vitória não conhece desde 19 de Setembro de 2014, quando o seu V. Guimarães abriu a quinta ronda do campeonato com um empate frente ao Paços de Ferreira e ficou no topo da tabela por um dia e meio, até ser de lá destronado pelo Benfica, que ganhou ao Moreirense (3-1) e se isolou na frente. Na verdade, desde que chegou à Luz, Vitória já terminou uma jornada em primeiro lugar, mas apenas por diferença de golos, pois conseguiu contra o Estoril o resultado mais amplo da primeira jornada. Pode agora repetir a sensação frente a um Belenenses que não só está ligado a uma das maiores vitórias do treinador ribatejano na I Divisão (os 6-0 da primeira volta, já aos comandos do Benfica), como foi o último obstáculo que ele derrubou antes de chegar com o V. Guimarães à final da Taça de Portugal: em 2012/13, ganhou no Restelo por 2-0 e no D. Afonso Henriques por 1-0, qualificando-se para o jogo do Jamor, onde venceu o Benfica, por 2-1. Além desses três resultados, o treinador encarnado tem ainda mais dois contra o Belenenses, ambos na época passada: 2-0 em Guimarães para a Taça da Liga e 3-0 no Restelo para o campeonato. Soma ainda um empate (0-0 em Guimarães, em Dezembro de 2013) e duas derrotas (3-1 no Restelo em Abril de 2014 e 1-0 em Guimarães, faz um ano na próxima segunda-feira). Além disso, o Restelo está na história de Vitória por ter sido lá que obteve um dos sucessos mais mediáticos da sua carreira. Em 2007, depois de ter levado o Fátima a eliminar o FC Porto nos penaltis na primeira ronda da Taça da Liga, esteve à beira de afastar também o Sporting, ganhando por 2-1 no Restelo – casa emprestada dos leões nessa noite de 20 de Outubro – antes de perder por 3-2 em Fátima.     - O Belenenses não perde há cinco jogos. Desde que foi batido pelo Estoril, a 10 de Janeiro, na Amoreira, em jogo da última jornada da primeira volta, soma duas vitórias e um empate na Liga (2-1 ao Rio Ave e ao Marítimo e 3-3 com o V. Guimarães), mais uma vitória e um empate na Taça da Liga (4-0 ao Leixões e 1-1 com o Rio Ave). Esta não é, mesmo assim, a mais longa série de imbatibilidade dos azuis, que no início da época estiveram sete jogos sem perder até serem goleados pelo… Benfica.   - Em contrapartida, o Benfica vem com dez vitórias seguidas, desde o empate a zero com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Já superou o melhor registo da época passada e igualou o recorde de 2013/14. Se ganhar ao Belenenses repete uma série de onze jogos seguidos a ganhar que já não experimenta desde 2011/12 e será preciso recuar a 2010/11 para encontrar uma sequência melhor. Essa já levará mais tempo a igualar, pois é de 18 jogos.   - Desde que substituiu Ricardo Sá Pinto, o treinador espanhol Júlio Velásquez, só perdeu dois dos dez jogos que fez, ambos fora de casa (2-1 com o Sp. Braga e 2-0 com o Estoril). No Restelo, o Belenenses não perde desde 5 de Dezembro, quando foi ali batido pelo V. Setúbal por 3-0, ainda com Sá Pinto aos comandos.   - Além disso, o Belenenses fez pelo menos um golo nos últimos cinco jogos, precisamente desde o 0-2 com o Estoril. Já igualou a melhor série desta época, que aconteceu imediatamente antes desse jogo, quando após ser batido pela Fiorentina (1-0), marcou à Académica (3-4), Boavista (1-0), Sp. Braga (1-2), P. Ferreira (2-2) e Nacional (2-2).   - O Belenenses-Benfica colocará frente a frente a pior defesa da Liga, que é a do Belenenses, com 41 golos sofridos, mais dois do que a do Marítimo, e o ataque mais concretizador, que é o do Benfica, com 54 golos marcados, mãos nove que o do Sporting.   - Mitroglou marcou golos nas últimas quatro jornadas da Liga, frente a Nacional, Estoril, Arouca e Moreirense. Se marcar ao Belenenses iguala o recorde da atual Liga, pertença do sportinguista Slimani, que fez golos em cinco rondas consecutivas da competição.   - Jonas, que bisou na recente vitória frente ao Moreirense (4-1), vem também de dois bis nos últimos dois jogos que fez contra o Belenenses: foi o autor dos dois golos nos 2-0 com que o Benfica ganhou no Restelo em Abril do ano passado e fez o segundo e o terceiro nos 6-0 da primeira volta da atual Liga.   - Lindelof, o sueco que deverá fazer dupla de centrais no Benfica com Jardel, face às ausências de Luisão e Lisandro Lopez, vai somar apenas o oitavo jogo pela equipa principal do Benfica, sendo que ganhou seis dos outros sete: 1-0 ao Cinfães na Taça de Portugal de 2013/14; 3-2 ao Sp. Covilhã na época passada, também na Taça de Portugal; 1-0 ao Nacional e ao Oriental na presente Taça da Liga, 6-1 ao Moreirense na mesma competição e 4-1 ao mesmo Moreirense, na Liga, no domingo. A sua única derrota foi na Liga portuguesa, contra o FC Porto (1-2), a 10 de Maio de 2014.   - O último golo que o Belenenses fez ao Benfica tem mais de dois anos. Foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 419 minutos sem marcar no dérbi, nos quais o score é de 12-0 favorável ao Benfica. No Restelo não marcam ao Benfica desde 15 de Dezembro de 2007, num jogo que lhes valeu a última vitória sobre os encarnados.   - Na verdade, há onze jogos que o Belenenses não ganha ao Benfica. A última vitória azul neste dérbi sucedeu nessa noite de 15 de Dezembro de 2007, no Restelo, por 1-0, com golo de Weldon, que depois viria a representar os encarnados. O treinador do Belenenses era… Jorge Jesus. Não resta no Restelo nenhum jogador da equipa que jogou nessa noite. Na do Benfica já só lá está Luisão.   - Luisão tem o Belenenses na sua história em Portugal, pois foi contra os azuis do Restelo que fez o primeiro dos 473 jogos oficiais que já leva de águia ao peito. Foi há mais de 12 anos, a 14 de Setembro de 2003, no Jamor (porque a nova Luz estava a ser construída e a antiga já não estava praticável), o jogo acabou empatado a três golos e Luisão marcou um dos golos encarnados. - Miguel Rosa, médio de ataque que esteve durante anos ligado ao Benfica, pode fazer contra o seu clube de formação o 150º jogo com a camisola do Belenenses, clube que representa desde 2010/11, com uma passagem de regresso pela Luz em 2012/13. Nos 149 jogos até aqui fez 40 golos.   - O lateral belenense João Amorim deve a Rui Vitória os primeiros passos na Liga. Estreou-se a 28 de Abril de 2012, jogando a tempo inteiro numa derrota do V. Guimarães em Barcelos, com o Gil Vicente, por 3-1.   - Os benfiquistas têm várias razões para gostar de Tiago Caeiro. Primeiro porque o ponta-de-lança do Belenenses fez na época passada o golo do empate com o FC Porto, que garantiu ao Benfica o bicampeonato a uma jornada do final. Além disso, nunca fez um golo ao Benfica.  
2016-02-04
LER MAIS

Artigo

As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
LER MAIS

Artigo

Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
LER MAIS

Artigo

O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
LER MAIS

Artigo

O penalti cometido por Tonel e convertido por William Carvalho permitiu ao Sporting manter a liderança na Liga e consolidar a posição enquanto equipa que mais penaltis tem a favor na Liga. São já seis, em onze jornadas, dos quais os leões converteram cinco, por Adrien (dois), Aquilani, Gutièrrez e agora William (Adrien enviou um ao poste, na visita à Académica). O Sporting está a ter inclusive mais penaltis do que em 2001/02, época que terminou com 17 grandes penalidades em 34 jornadas, mas na qual contava apenas cinco nas primeiras onze rondas. - Este foi o segundo golo sofrido pelo Belenenses de penalti esta época, tendo o anterior sido cometido por Filipe Ferreira, no jogo com o Basileia. Os azuis tiveram ainda mais um penalti contra, na Taça de Portugal, no jogo com o Olhanense (falta de Gonçalo Brandão), mas Ricardo Ribeiro defendeu.   - O Sporting ganhou pela primeira vez ao Belenenses desde Abril de 2014 e fê-lo da mesma forma: por 1-0 e com golo de penalti. Desde esse jogo, tinha havido dois empates para a Liga e uma vitória belenense para a Taça da Liga.   - Jorge Jesus também ganhou pela primeira vez a Ricardo Sá Pinto, mas também esta foi apenas a segunda vez que se defrontaram. Na anterior, também tinha ganho o Sporting, por 1-0, com golo de penalti, mas quem estava no Sporting era Sá Pinto, enquanto Jesus defendia as cores do Benfica. O árbitro também era Soares Dias.   - O golo de William Carvalho significa que o Sporting leva já 15 jogos seguidos a marcar em Alvalade, superando a melhor série da época passada, que era de 14 jogos caseiros sempre com golos, entre o 0-1 com o Chelsea e o 0-0 ante o Wolfsburg. Esse jogo com os alemães, que ditou a eliminação leonina da Liga Europa, foi o último zero caseiro dos leões.   - Rui Patrício não sofre golos na Liga desde 4 de Outubro, data da vitória do Sporting sobre o V. Guimarães, por 5-1. O golo vimaranense foi marcado por Josué, aos 82’, o que significa que o guardião leonino leva já 368 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo superado os 364 que registara entre Dezembro do ano passado e Janeiro deste ano. Persegue agora os 600 minutos exatos que passou sem sofrer golos entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014.   - Além disso, os cinco golos sofridos em onze jornadas pelo Sporting representam o melhor arranque defensivo do Sporting desde 1990/91. Nesse ano, comandados por Marinho Peres, os leões entraram de rompante na Liga, ganharam os primeiros onze jogos e neles sofreram apenas quatro golos. Cederam os primeiros pontos à 12ª jornada, um empate em Chaves (2-2) e perderam pela primeira vez na 14ª (2-0 com o FC Porto nas Antas). Ao fim de 38 jornadas, porém, o Sporting foi terceiro, com seis derrotas.   - Desde 1990, o Sporting voltou a chegar sem derrotas à 11ª jornada em 1998, mas nunca mais fez tantos pontos como os 29 que tem agora. Os últimos líderes com 29 pontos à 11ª jornada foram Benfica e FC Porto, em 2012/13, época que acabou com o ajoelhar de Jesus no Dragão após o golo de Kelvin.   - O Sporting está ainda a especializar-se em golos nos instantes finais. O penalti de William Carvalho, aos 90+3’ permitiu a quarta vitória leonina nos últimos cinco minutos (e a segunda seguida), depois de ter ganho ao Tondela em Aveiro (2-1, aos 90+8’), ao Nacional em Alvalade (1-0, aos 86’) e no terreno do Arouca (1-0, aos 90’). O Belenenses já tinha sofrido três golos nos últimos cinco minutos (Arouca, FC Porto e Tondela), mas só o de Arouca implicara perda de pontos, pois o resultado passou a ser um empate.   - William não marcava um golo desde a vitória dos leões em casa contra o Penafiel, por 3-2, a 9 de Março. Nesse jogo, porém, marcou logo a abrir, aos 5’.
2015-12-01
LER MAIS

Último Passe

O Sporting manteve a vantagem sobre o FC Porto na liderança da Liga ao vencer o Belenenses por um muito sofrido e suado 1-0, graças a um penalti cometido por Tonel e convertido por William Carvalho, já para lá do minuto 90. Ricardo Sá Pinto leu bem o Sporting, fechou o espaço entre linhas no corredor central, encostou o bloco atrás e, sem os erros individuais que lhe tinham causado dissabores noutras rondas, anulou quase por completo o futebol leonino, deixando a equipa de Jorge Jesus à míngua no que respeita a oportunidades de golo. Foi a terceira vitória seguida dos leões por 1-0 na Liga, a segunda com o suspiro de alívio provocado pelo golo a surgir apenas nos últimos instantes. As dificuldades ofensivas que o Sporting vinha sentindo nos últimos jogos de campeonato quase provocavam a perda de dois pontos contra a defesa que tinha encaixado seis golos na Luz e quatro no Dragão e em Braga. Na primeira parte, com João Mário à direita e Montero perto de Slimani, o líder do campeonato só criou duas situações de perigo: um remate de ressaca de Adrien, que foi bloqueado por um adversário, e uma jogada brilhante de Ruiz, à qual o costa-riquenho quis colocar ele mesmo o ponto final, motivando uma grande defesa a Ventura, quando tinha Slimani em boa posição para marcar. Era pouco para o volume ofensivo habitual do Sporting, sintomático de uma quebra de dinâmica atacante face a uma equipa que fechava bem os espaços. Foi na procura dessa dinâmica que Jesus recorreu primeiro a Gelson (saiu Adrien e passou João Mário para o meio), depois a Matheus (com saída de Montero e passagem de Ruiz para o meio) e por fim a Tanaka (com sacrifício de Ruiz). Mas o problema do Sporting não se resolvia nem com os aceleradores, provando que esta equipa sofre muito mais quando o adversário joga tão atrás como o fez este Belenenses. Montero esteve perto do golo, Matheus também, mas era pouco para tanta posse. E, ainda que o Belenenses já estivesse a refrescar, com as entradas de Carlos Martins e Tiago Caeiro, provavelmente para tentar explorar o adiantamento do opositor e meter um conta-ataque em campo, já pouca gente acreditava no golo quando Tonel meteu a mão à bola num lance aéreo com Slimani. William fez o golo salvador, Jesus suspirou de alívio, mas é evidente que lhe falta encontrar um antídoto para jogos como este se quer manter a passada na Liga.
2015-11-30
LER MAIS

Stats

Jorge Jesus e Ricardo Sá Pinto têm uma história longa de ligações ao adversário desta segunda-feira. Jesus, treinador do Sporting, já jogou e treinou no Belenenses, enquanto Sá Pinto, técnico dos azuis, também jogou e dirigiu os leões. A diferença de idades explica que nunca se tenham defrontado em campo. Mas nos bancos Sá Pinto é certamente dos poucos que pode gabar-se de apresentar um saldo positivo contra o treinador bicampeão nacional, pois ganhou o único confronto direto: 1-0 num Sporting-Benfica de 9 de Abril de 2012, graças a um golo de Van Wolfswinkel. Como jogadores, ambos vestiram a camisola verde-e-branca do Sporting. Mais velho, Jesus foi lá formado, mas resumiu a sua carreira a 12 jogos e um golo, em 1975/76. Um desses jogos, porém, teve como adversário o Belenenses: a 23 de Novembro de 1975, fez na semana passada 40 anos, o jovem Jesus entrou para o lugar de Chico Faria a 14 minutos do fim, ajudando os leões a ganharem por 1-0, com golo de Marinho no último minuto. Mais novo, Sá Pinto entrou na Liga com a camisola do Salgueiros e logo em Alvalade, contra o Sporting. A 21 de Agosto de 1993, o Salgueiros deixou Lisboa com uma derrota por 2-1, mas o jovem Ricardo fez o golo que atenuou o resultado. Nessa mesma época, ainda defrontou o Sporting por mais uma vez (derrota por 1-0, na Maia), mas no Verão de 1994 já vestia de verde-e-branco. Pelo Sporting, Sá Pinto fez 227 jogos, marcando 50 golos. A primeira vez que jogou pelos leões em Alvalade foi precisamente contra o Belenenses (2-1, em Agosto de 1994). Foi o primeiro de 13 jogos pelo Sporting contra a equipa que agora comanda, nos quais Sá Pinto só perdeu uma vez (1-0 no Restelo em 2004/05), ganhando nove e empatando três. Já Jesus fez 13 jogos pelo Belenenses em 1976/77, dois dos quais contra o Sporting. E perdeu ambos: 1-0 no Restelo e 4-0 em Alvalade. Já como treinador, Jesus dirigiu o Belenenses entre 2006 e 2008, registando quatro derrotas e uma vitória (1-0 no Restelo, em Fevereiro de 2008, com golo de José Pedro) contra os leões. Uma das derrotas foi a final da Taça de Portugal de 2007 (1-0, marcou Liedson). Por sua vez, Sá Pinto comandou o Sporting durante boa parte do ano de 2012, mas nunca defrontou o Belenenses, que por esses tempos estava na II Liga.   - Há três jogos que o Sporting não ganha ao Belenenses. A última vitória, em Abril de 2014, fruto de um golo de Adrien no Restelo (1-0), valeu a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões seguinte. Desde então, verificaram-se dois empates a um golo para a Liga (Carrillo e Deyverson marcaram em Alvalade; Rui Fonte e Carlos Mané no Restelo) e uma vitória azul por 3-2 para a Taça da Liga (bis de Camará e golo de Dálcio para o Belenenses após dois golos madrugadores de Gauld para o Sporting).   - Há 60 anos que o Belenenses não ganha em casa do Sporting para a Liga. A última vitória azul (2-1) verificou-se a 2 de Janeiro de 1955, ainda não havia Estádio José Alvalade, graças a dois golos de Matateu, enquanto pelo Sporting marcou Juca. Desde essa altura, os azuis empataram sete vezes e perderam todos os outros jogos.   - O Sporting marca golos em casa há 14 jogos consecutivos, tendo o último zero sido a 26 de Fevereiro, contra o Wolfsburg. Já igualou a melhor série da época passada – 14 jogos sempre a marcar em casa entre o 0-1 com o Chelsea e o 0-0 com o Wolfsburg –, que é também a melhor série desde 2007/08, quando a equipa de Paulo Bento fez consecutivamente golos em Alvalade por 21 jogos, entre o 0-1 com o Manchester United e o 0-2 com o Glasgow Rangers.   - O Belenenses completa a quadrilogia das visitas às equipas mais fortes da Liga e ainda está por conseguir fazer um golo. Até aqui, perdeu por 6-0 com o Benfica, por 4-0 com o FC Porto e por 4-0 com o Sp. Braga.   - André Martins, que fez em Moscovo o 100º jogo com a camisola do Sporting, passou pelo Belenenses em 2010/11, mas não foi feliz: só jogou cinco vezes e não ganhou um único jogo de azul vestido.   - Gonçalo Brandão, capitão do Belenenses, estreou-se na Liga em Alvalade, com uma derrota por 4-2 contra o Sporting. Foi em Agosto de 2003 que Manuel José o lançou a 26 minutos do fim, para o lugar de Rui Borges.   - Artur Soares Dias, o árbitro deste jogo, já apitou o único confronto direto entre Jesus e Sá Pinto, o tal Sporting-Benfica de 2012 que os leões de Sá Pinto venceram por 1-0. Com ele, contudo, o Sporting perdeu cinco vezes em 25 jogos, não tendo ganho nenhuma das duas últimas (3-0 contra o FC Porto no Dragão, em Março, e 0-0 com o Boavista no Bessa, já na atual Liga). O Belenenses não o tem a apitar desde uma vitória por 3-1 contra o V. Guimarães, na parte final de 2013/14.
2015-11-28
LER MAIS

Último Passe

Sp. Braga apurado, Sporting e Belenenses vivos para a última jornada. Não podia ter corrido muito melhor às equipas portuguesas a quinta jornada da Liga Europa, mesmo que os resultados dos lisboetas impliquem o “aumentar de um problema”, como frisou Jorge Jesus. Deixando para outro dia a reflexão em torno do que paga esta prova, em comparação com o que paga a Liga dos Campeões, e o consequente desinvestimento desportivo que daí resulta para alguns clubes, é ainda assim caso para dizer que o problema não tem sido de rotatividade excessiva mas sim de desfocagem total nalgumas ocasiões. O fundamental era mesmo o foco.  Os casos das três equipas portuguesas são radicalmente diferentes mas vão todos desembocar na mesma questão: o foco. O Sp. Braga fez um arranque hiper-focado, com três vitórias seguidas a deixarem a qualificação à mão de semear. Ou melhor: duas vitórias seguidas e uns momentos de desconcentração após o 2-0 no terceiro jogo, quando a equipa interiorizou que tinha os 16 avos de final à mão de semear. Os dois golos do Ol. Marselha em Braga ainda tiveram remédio, com o 3-2 em tempo de descontos, mas a derrota no quarto jogo adiou tudo para a receção ao Slovan. Os minhotos qualificaram-se voltando a ganhar ao Slovan, graças a uma grande segunda parte, que promete outras coisas, e agora sim podem tirar o foco desta prova e centrar-se no campeonato até Fevereiro. O Belenenses nunca teve as mesmas aspirações de Sporting e Sp. Braga, pelo que no caso da equipa do Restelo a questão do foco deve ser vista ao contrário. Aqui, com exceção do jogo com a Fiorentina, que é de facto muito superior, as coisas funcionaram enquanto a responsabilidade era nula: empate em Poznan, vitória em Basileia… Nessa altura, a equipa terá percebido que podia seguir em frente. Bastaria, em princípio, ganhar os jogos em casa contra as mesmas equipas que já lhe tinham permitido fazer quatro pontos fora. Pois não ganhou nenhum e só segue para Florença com hipóteses de apuramento porque os italianos se deixaram empatar em Basileia. Mais uma vez, a responsabilidade dos jogadores de Sá Pinto – que terão de vencer em Florença para se qualificarem – é quase nula. Pode ser que resulte. E o foco foi também a questão fundamental para o Sporting, que ainda hoje mostrou em Moscovo que mesmo com as segundas escolhas é melhor que as outras equipas do grupo. Se entra na última jornada com a obrigação de ganhar ao Besiktas em Alvalade para se apurar, três dias antes da receção ao Moreirense (daí o problema…), não é porque Jesus tenha optado por jogar com uma equipa recheada de segundas escolhas. Foi porque só hoje, quando estavam entre a espada e a parede, os jogadores entraram verdadeiramente focados na tarefa de fazer uma figura digna nesta Liga Europa. E nem um golo azarado e mal sofrido logo a abrir os impediu de passearem com classe pelo frio de Moscovo para uma vitória claríssima, para mais uma demonstração de que um pouco mais de foco teria permitido acabar com a conversa muito mais cedo.
2015-11-26
LER MAIS

Artigo

Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
LER MAIS

Artigo

Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, alargou frente ao Belenenses para 412 os minutos que leva sem sofrer golos na Liga. O último a marcar-lhe foi o maritimista Dyego Souza, a 21 de Setembro e, desde então, deixou em branco os ataques de V. Guimarães, Arouca, FC Porto e Belenenses. É a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre 5 de Dezembro de 2009 (autogolo de Moisés frente ao Leixões) e 8 de Fevereiro de 2010 (golo de Yontcha, do Belenenses).   - Luís Leal foi expulso pela primeira vez na Liga portuguesa, deixando o Belenenses com dez homens e à mercê do Sp. Braga, num jogo que confirma a tendência dos jogadores dos azuis para se fazerem expulsar no Minho: os dois últimos vermelhos para o Belenenses tinham sido em Guimarães (Carlos Martins, a 8 de Fevereiro) e Braga (Deyverson, a 7 de Janeiro).   - O Moreirense não foi além do empate em Coimbra, com a Académica, e continua sem vencer após nove jornadas de Liga. Nada de dramas, porém! Das sete equipas que chegaram à nona jornada sem vencer neste século, quase metade (três) escaparam à despromoção desportiva. Sucedeu com o Boavista em 2007/08 (acabou em nono, mas desceu administrativamente, fruto do processo Apito Final), com o Beira Mar (oitavo em 2000/01) e o Gil Vicente (14º, também em 2000/01).   - O V. Setúbal ficou pela primeira vez em branco na Liga frente ao Arouca, empatando a zero no Bonfim, o que faz com que a partir deste momento a única equipa a ter marcado golos em todas as jornadas seja o Rio Ave.   - Ganhando por 1-0 ao Nacional, o Rio Ave assegurou também que, além de ser a única equipa da Liga que marcou em todos os jogos, é a que mais vezes manteve a baliza a zeros: foram cinco desafios sem sofrer golos, tantos como Sp. Braga, Arouca e FC Porto.   - Zeegelaar fez o golo da vitória do Rio Ave frente ao Nacional e, pela primeira vez na sua carreira, marcou em dois jogos consecutivos, pois já tinha marcado no empate (2-2) frente ao Estoril, na oitava jornada. O Nacional já estava na história deste ala holandês, pois tinha sido aos alvi-negros do Funchal que marcara o único golo da sua carreira até ao início desta época.   - O Nacional perdeu os cinco jogos que fez fora da Choupana para a Liga esta época. É o pior arranque da equipa madeirense como visitante desde 2004/05, quando saiu derrotado das primeiras sete deslocações, ganhando apenas à oitava: 1-0 em Penafiel, com golo de Gouveia, atual treinador da Académica.   - Edgar Costa foi expulso no Bessa, frente ao Boavista, o que eleva para cinco o número de jogos consecutivos em que o Marítimo não consegue acabar com onze homens em campo. Antes tinham sido expulsos Tiago Rodrigues (com o Paços de Ferreira), Dirceu (Académica), Diallo (Tondela), Raul Silva e João Diogo (Sp. Braga). O Marítimo é ainda a equipa com mais homens expulsos na Liga: são sete vermelhos, pois a estes seis há que somar outro a Tiago Rodrigues, contra o Belenenses.   - Ricardo Valente fez o golo da vitória do V. Guimarães em Paços de Ferreira, marcando pelo segundo jogo consecutivo, pois estava ausente das escolhas de Sérgio Conceição desde a derrota (2-3) em Vila do Conde, na Taça da Liga, onde também marcara. A última vez que Valente tinha marcado em dois jogos seguidos foi em Maio, quando bisou nos 2-0 ao Estoril e depois fez um golo no empate (2-2) do V. Guimarães face ao Nacional.
2015-11-03
LER MAIS

Artigo

A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
LER MAIS

Último Passe

É tão raro Portugal obter três vitórias no mesmo dia de futebol europeu que esse será sempre um facto digno de realce. Ainda por cima numa época em que a quinta posição nacional no ranking da UEFA volta a ser posta em causa por franceses e russos e em que o mundo parecia estar ao contrário, com os nossos clubes a portarem-se melhor na Liga dos Campeões do que na Liga Europa. A partir de agora, com o Sp. Braga praticamente apurado, o Sporting também volta a ter o destino nas mãos e até o Belenenses pode acreditar no futuro. A tripla de apuramentos é possível. O Sporting fez tudo o que queria no jogo com o Skenderbeu. Primeiro, ganhou de forma clara, chegando mesmo à terceira goleada consecutiva (5-1, depois dos 4-0 ao Vilafranquense e dos 5-1 ao V. Guimarães). Depois, Jorge Jesus pôde nivelar o plantel em termos de utilização, poupando os jogadores preponderantes para o dérbi de domingo e dando minutos e rotinas a quem delas necessitava: e pela lentidão com que o Sporting jogou na primeira parte parece que ainda continua a precisar. Por fim, colocou-se a apenas um ponto do Besiktas – que ainda terá de jogar em Alvalade – e fê-lo garantindo que alguns jogadores saíssem do relvado com um reforço de confiança. Foi o caso de Matheus, autor de mais dois golos, que mostrou que está acima de qualquer outro projeto de jogador no ataque leonino no aspeto fundamental que é a tomada de decisão. Mais épicas foram, claramente, as vitórias de Sp. Braga e Belenenses. Os minhotos chegaram a 2-0 frente ao Ol. Marselha, pareciam ter a noite colorida por golos como o belo chapéu de Hassan, mas quase foram traídos pela dimensão emocional que deixaram que o jogo adquirisse, com toda a gente a querer dedicar o sucesso ao goleador egípcio, que tinha perdido o pai na véspera. Um par de minutos de desconcentração quase custava dois pontos à equipa de Paulo Fonseca, que se salvou graças à alma de Alan e à capacidade de renovação que vai sempre mostrando no ataque, setor onde tem opções ao nível de um grande. Com nove pontos feitos, só uma catástrofe poderia retirar o Sp. Braga da fase seguinte. Uma fase à qual até o Belenenses pode agora sonhar aceder: a vitória em Basileia deixa os azuis a dependerem sobretudo do que forem capazes de fazer no Restelo, onde ainda recebem os suíços e os polacos do Lech Poznan. É verdade que em seis jogos deste grupo já houve quatro vitórias fora e apenas uma em casa mas, até porque a Fiorentina precisa de pedalar muito e ganhar fora para se chegar à frente, se voltar a vencer daqui a quinze dias, a equipa de Sá Pinto poderá ajudar a um pleno incomum de apuramentos nacionais na Liga Europa. O ranking agradeceria.
2015-10-23
LER MAIS

Artigo

Maxi Pereira viu nos 4-0 ao Belenenses o quinto amarelo em sete jogos do FC Porto na Liga, ficando desde já suspenso para a oitava jornada, na qual os dragões recebem o Sp. Braga. Iguala o pior registo de sempre com a camisola do Benfica: em 2013/14 também tinha visto cinco amarelos nas primeiras sete rondas, com a nuance de dois deles terem sido no mesmo jogo, a deslocação ao Estoril, o que lhe valeu a expulsão e a suspensão à oitava jornada. A época em que Maxi viu mais rapidamente cinco amarelos em jogos diferentes da Liga foi em 2010/11, na qual atingiu a marca à 10ª jornada.   - Pablo Osvaldo fez o primeiro golo com a camisola do FC Porto ao sétimo jogo, ainda que em cinco deles tenha jogado menos de 20 minutos. A demora foi a segunda mais longa da sua carreira. Só no Bologna tinha levado mais desafios a estrear-se a marcar: 14, pois não fez qualquer golo na meia época que lá passou, em 2008/09, só marcando a primeira vez já em 2009/10. Foi o primeiro golo de Osvaldo desde 29 de Março, quando marcou pelo Boca Juniors nos 3-0 ao Estudiantes-   - O jogo com o Belenenses assinalou também o primeiro golo de Ivan Marcano com a camisola azul e branca. Fê-lo à 40ª partida oficial. Marcano não fazia um golo desde Fevereiro de 2014, quando contribuiu com um na vitória por 4-2 do Olympiakos sobre o Platanias, no campeonato grego.   - Brahimi foi o primeiro jogador do FC Porto a marcar um golo e assistir para outro em jogos desta época. O último a fazê-lo tinha sido Aboubakar, no desafio que encerrou a temporada passada: nos 2-0 ao Penafiel, fez o primeiro golo e assistiu Danilo para o segundo.   - A vitória do FC Porto sobre o Belenenses foi a 19ª consecutiva do FC Porto no seu estádio, onde ganha sempre desde que ali perdeu com o Benfica, por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado. Esta equipa iguala assim o melhor registo da de José Mourinho, que também ganhou 19 jogos seguidos em casa entre uma derrota com o Real Madrid (1-3 a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Além disso, o zero na baliza de Casillas significa que já lá vão 1295 minutos de jogo desde que o FC Porto sofreu o último golo em casa em partidas da Liga. O último entrou precisamente na derrota com o Benfica, a 14 de Dezembro de 2014, e foi marcado por Lima. O registo de Helton, Fabiano e Casillas fica ainda assim aquém do estabelecido por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano): foram nessa altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa.   - Continuam os problemas defensivos do Belenenses, que tem a defesa mais batida da Liga, com 17 golos encaixados em sete jogos. Este é o pior registo defensivo parcial do Belenenses à 7ª jornada desde 1974, quando chegou à sétima jornada com os mesmos 17 golos sofridos, mas com duas vitórias (1-0 ao Atlético e 6-4 ao Olhanense), dois empates (2-2 com o FC Porto e 3-3 com o V. Setúbal) e três derrotas (0-2 com o V. Guimarães, 1-2 com a Académica e 0-4 com o Benfica) face a uma vitória, quatro empates e duas derrotas da presente época. Essa equipa de 1974/75, dirigida por Peres Bandeira, chegou ao final da época em sexto lugar, com a sétima melhor defesa da prova (37 golos em 30 jogos).   - Aboubakar completou o quarto jogo consecutivo sem marcar golos, depois do bis em Kiev, no empate (2-2) frente ao Dynamo. É a sua mais longa “seca” desde que representa o FC Porto e a mais longa desde Fevereiro e Março de 2014 quando, ainda no Lorient, esteve seis jogos sem marcar, entre um golo ao Monaco, a 1 de Fevereiro, e outro ao Stade Reims, a 29 de Março.
2015-10-05
LER MAIS

Último Passe

Os resultados largos com que FC Porto e Sporting despacharam os históricos Belenenses e V. Guimarães permitiram que as duas equipas mantivessem a liderança conjunta da Liga mas foram bem diferentes entre si. Acusando o desgaste da épica jornada europeia contra o Chelsea, os dragões fizeram um jogo menos intenso e acabaram por valer-se da inspiração individual dos seus dois extremos, Corona e Brahimi, para desmontar a longa resistência do autocarro azul. Mais tarde, mudando cinco titulares em relação ao empate de Istambul, que até tinha sido dois dias depois, o Sporting voltou ao jogo pressionante e rápido que chegou a mostrar no início da temporada e desde cedo reduziu a escombros a resistência de um Vitória que quis jogar no campo todo. Os dois jogos permitiram ainda que os treinadores provassem razão em duas das suas mais contestadas opções. Lopetegui tirou rendimentos da obsessão pelo jogo pelas faixas laterais, por onde criou os lances que desbloquearam o resultado: Brahimi furou pela esquerda antes de servir Corona com talento para o 1-0; Maxi cruzou na direita para Brahimi fazer o 2-0 e Tello arrancou igualmente pela direita antes de dar o 3-0 a Osvaldo. Marcano ainda fez o último golo da noite numa bola parada. Por sua vez, Jesus mostrou que a opção de fazer repousar parte dos titulares na Liga Europa deu rendimento: aliada a um maior aproveitamento das ocasiões criadas, a capacidade de pressão e recuperação de bola ainda bem no meio-campo adversário permitiu que os leões cedo chegassem aos dois golos de vantagem e partissem daí para a melhor exibição coletiva da época. Depois de João Mário dar o 1-0 a Slimani, Gutierrez aproveitou uma oferta do adversário para dobrar a vantagem; na segunda parte Jefferson fez três assistências para golos de Slimani (dois) e Adrien antes de Josué reduzir para os 5-1 que se verificaram no final. É verdade que a essa subida de rendimento dos leões não é alheia a presença de João Mário no corredor direito ou a subida de forma de William. O médio centro recentemente regressado de lesão dá outra dimensão ao meio-jogo leonino e o jovem convertido em extremo, melhor na tomada de decisão e na capacidade de transformar o jogo em esforço coletivo que todas as alternativas anteriormente testadas para a vaga de Carrillo, permite que os leões liguem melhor os setores e até sejam mais rápidos – porque deixa de haver tanto raide individual com o resto da equipa na expectativa. É que a capacidade de iluminar individualmente o jogo de uma equipa não depende apenas da criatividade ou da capacidade de drible, como tão bem o mostraram Corona e Brahimi no FC Porto. Eles têm tudo: a criatividade, a capacidade de drible, a rapidez de execução, mas sobretudo a inteligência na tomada de decisão que lhes advém de uma maior experiência que já foram adquirindo. Por isso foram investimentos pesados e não são projetos mas sim jogadores feitos.
2015-10-04
LER MAIS

Stats

Ricardo Sá Pinto, atual treinador do Belenenses, tem muito boas recordações do FC Porto. Começou a carreira nos iniciados do clube azul-e-branco, antes de se mudar e de se revelar no Salgueiros, e foi nas Antas que marcou o primeiro golo da sua carreira profissional, batendo Vítor Baía, já o guarda-redes da seleção. Depois disso, como jogador, esteve 12 anos sem perder nas Antas e no Dragão. Só como treinador foi infeliz na visita ao FC Porto: perdeu o único jogo que lá fez e acabou com oito jogadores. A promoção dos juniores aos seniores do Salgueiros aconteceu no final da época de 1991/92, mas a estreia na Liga Sá Pinto só a fez a 22 de Agosto de 1992, numa derrota em Faro, contra o Farense, por 2-0. Ao quinto jogo na Liga, fez o primeiro golo. Palco? O Estádio das Antas, a 20 de Setembro de 1992: Sá Pinto desfeiteou Vítor Baía, a estabelecer o momentâneo empate a um golo, mas o FC Porto acabou por vencer esse jogo por 4-1. Foi a primeira derrota naquele estádio, sendo que a segunda surgiu no e meio depois: 1-0 na última vez que lá jogou pelo Salgueiros, antes de se mudar para o Sporting. Ora no Sporting, Sá Pinto nunca perdeu nas Antas nem no Dragão. Foi batido em finais, em jogos em campo neutro, chegou a perder em Alvalade ou a ver a sua equipa perder com ele lesionado. Mas com ele em campo, o saldo é excelente: uma vitória (2-1 para a Liga, em Março de 1997) e quatro empates, todos a um golo, entre Dezembro de 1994 e a última vez que lá jogou, em Março de 2006. Este jogo, da meia-final da Taça de Portugal, foi, aliás, o mais parecido com uma derrota para Sá Pinto no Dragão, pois os portistas acabaram por se impor nas grandes penalidades. Já sem ele em campo, pois saiu no início do prolongamento, para dar lugar a Tello. Como treinador, Sá Pinto só defrontou o FC Porto uma vez. Foi a 5 de Maio de 2012, na liderança do Sporting, e perdeu por 2-0 no Dragão, com bis de Hulk nos últimos dez minutos de um jogo que os leões acabaram com oito homens, devido às expulsões de Onyewu e Polga e a uma lesão de Pereirinha quando o técnico já tinha esgotado as substituições. O segundo confronto esteve para acontecer, mas foi evitado pela demissão do treinador após a derrota na Hungria contra o Videoton, por 3-0. Três dias depois já foi Oceano Cruz quem conduziu a equipa ao Dragão. Para nova derrota por 2-0.   - O FC Porto ganhou os derradeiros 18 jogos em casa. A última equipa a não perder no Dragão foi o Benfica, que ali venceu por 2-0 a 14 de Dezembro de 2014 e desde então já por lá voltou a passar, o mesmo tendo sucedido com Bayern, Chelsea ou Sporting, só para citar os mais fortes adversários. Se ganharem ao Belenenses, os dragões elevam a série de vitórias consecutivas no seu estádio, algo que não conseguiam desde 2003/04, quando estiveram exatamente 19 jogos seguidos a ganhar em casa, entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Essa derrota com o Benfica foi também a última vez que o FC Porto sofreu golos no Dragão em partidas da Liga portuguesa – desde então, o zero nas redes azuis e brancas tem sido a regra. Já lá vão 13 jogos inteiros desde o último golo ali marcado por um adversário no campeonato: Lima. São ao todo 1205 minutos, em nome de Fabiano, Helton e Casillas, mas ainda assim aquém dos 1384 minutos consecutivos de imbatibilidade conseguidos por Zé Beto e Vítor Baía entre Outubro de 1988 e Maio de 1989.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis na Liga desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (e com elevado contributo dos 7-1 que encaixaram nas Antas, frente ao FC Porto). As coisas nessa época recompuseram-se e a equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa (38 golos em 38 jogos).   - Lopetegui não terá as melhores recordações do Belenenses, pois foi frente aos azuis, no Restelo, que perdeu as esperanças matemáticas de ser campeão nacional da época passada. O empate a uma bola ali obtido significou que o Benfica se sagrou campeão à 33ª jornada, com outro empate, em Guimarães.   - O Belenenses nunca ganhou no Dragão e a última vez que o fez nas Antas foi em Outubro de 2001, vai fazer 14 anos. Filgueira e Zé Afonso marcaram então para os do Restelo, tendo Pena reduzido para os azuis e brancos. Desde essa vitória conseguiu três empates no terreno do FC Porto. Dirigiram essas equipas João Carlos Pereira, Jorge Jesus e Marinho Peres – dois deles passaram pelo banco do Sporting, como Ricardo Sá Pinto.   - As maiores vitórias do Belenenses no terreno do FC Porto foram por quatro golos: 6-2 em 1944/45 e 4-0 em 1974/75. Nesta última vitória estiveram dois jogadores que viriam a ser bicampeões pelo FC Porto em 1978 e 1979: Freitas e González.   - Varela estreou-se na Liga portuguesa contra o Belenenses, lançado por José Peseiro para o lugar de Deivid a 11 minutos do final de uma vitória do Sporting sobre os azuis, em Alvalade, a 19 de Agosto de 2005.   - Ventura, o guarda-redes do Belenenses, foi bicampeão nacional pelo FC Porto em 2007/08 e 2008/09, jogando apenas uma partida em cada edição da Liga.   - André Sousa, médio do Belenenses que fez o primeiro golo no empate em Arouca, na semana passada, estreou-se na Liga no Dragão, lançado por Ulisses Morais numa derrota por 4-0 frente ao FC Porto., a 22 de Setembro de 2012.   - O jogo marca o regresso ao Dragão do árbitro Jorge Ferreira, que ali expulsou Maicon no empate (0-0) do FC Porto com o Boavista, em Setembro de 2014. O FC Porto ganhou os outros dois jogos que fez com este árbitro na Liga (5-2 ao Rio Ave e 3-0 ao Marítimo), ao passo que o Belenenses ainda está para conseguir vencer com ele: soma um empate e uma derrota, esta em casa com o Benfica.    
2015-10-03
LER MAIS

Artigo

- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
LER MAIS

Artigo

- Ao vencer o Belenenses por 6-0, o Benfica conseguiu a maior goleada desde a vitória pelo mesmo resultado sobre o Estoril, a 28 de Fevereiro. Tal como nesse jogo, Jonas bisou.   - O bis contra o Belenenses foi o segundo da época para Jonas e o nono desde que chegou a Portugal (sendo que num dos casos somou mesmo mais um golo, fazendo um hat-trick). O atacante brasileiro marcou por três vezes ao Sp. Covilhã e depois bisou contra Moreirense, Estoril (duas vezes), Nacional, Académica, Belenenses (duas vezes) e Marítimo. Em três anos e meio de Valencia só fizera cinco bis e um hat-trick.   - Este foi também o primeiro bis de Mitroglou com a camisola do Benfica. Fê-lo ao quinto jogo pelos encarnados. A última vez que bisara foi a 3 de Maio, na vitória ampla do Olympiakos sobre o Kalloni (5-0), para o campeonato grego.   - A derrota na Luz foi a primeira do Belenenses esta época, ao oitavo jogo (contabilizando todas as competições). Contando apenas com os anos em que os azuis estavam na I Liga, a equipa do Restelo não prolongava a invencibilidade durante tantos jogos desde 1979, quando perdeu pela primeira vez ao oitavo jogo, também contra o Benfica.   - Esta foi a maior derrota do Belenenses desde que caiu em Braga, para a Taça de Portugal, por 7-1, a 7 de Janeiro. A resposta de Lito Vidigal foi mudar seis jogadores entre esse jogo e o seguinte: Matt Jones, João Meira, Tiago Silva, Carlos Martins, Sturgeon e Deyverson (este por ter sido expulso) não alinharam frente ao FC Porto, no Dragão. Mas o Belenenses voltou a perder, por 3-0.   - Os 6-0 encaixados na Luz foram a maior derrota de Ricardo Sá Pinto enquanto treinador. Sucederam, curiosamente, contra o mesmo treinador a quem tinha ganho na sua maior goleada: os 5-0 do Sporting ao V. Guimarães de Rui Vitória, a 11 de Março de 2012, nesse aspeto empatados com outros 5-0 ao Horsens, no arranque da época seguinte.   - O Belenenses não marca um golo ao Benfica há 419 minutos de jogo. O último foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 329 minutos sem marcar no dérbi, correspondentes a duas derrotas na Luz (3-0 e 6-0) e outras duas no Restelo (0-1 e 0-2).   - O Benfica fez mais golos esta época no jogo em que menos rematou. Visou as redes de Ventura por apenas 19 vezes, tantas quantas tinha chutado à baliza do Estoril, na primeira jornada. Os jogos em que foi mais rematador (22 remates contra o Moreirense e 31 contra o Arouca) renderam menos golos.
2015-09-12
LER MAIS

Último Passe

Mudou assim tanta coisa entre o Benfica bloqueado do início de época e o que ganhou por 6-0 ao Belenenses, na abertura da quarta jornada da Liga? As duas semanas de paragem terão permitido por fim que Rui Vitória pusesse a equipa a jogar o futebol que queria? A resposta à primeira questão é sim. Mudou de facto muita coisa, a primeira das quais a eficácia na concretização de uma equipa que já era, de longe, a que mais rematava à baliza, mas sofria horrores para fazer o primeiro golo. Para responder à segunda pergunta, aconselha-se calma. Contra o Belenenses, com dois golos até aos 17 minutos, após erros crassos de marcação dos jogadores azuis (Tonel no primeiro e André Geraldes no segundo), o Benfica alargou aos 90 minutos (ou pelo menos até faer o sexto golo) o futebol pujante e atrativo que já tinha mostrado na reta final dos jogos com o Estoril e o Moreirense. Futebol esse que já lhe tinha garantido sete golos em dois quartos de hora. A ganhar, esta equipa solta-se, mostra alegria e confiança, o que desde logo lhe permite estar mais próximo do futebol de um campeão. Claro que também não deve desprezar-se a componente-trabalho. Após uma pré-época muito sacrificada aos interesses financeiros, Rui Vitória teve por fim algum tempo para preparar a equipa e o que se viu foi um Benfica competitivo e muito ambicioso desde os primeiros segundos. Gonçalo Guedes foi uma aposta ganha, porque se mostrou muito mais incisivo e agressivo que os extremos que o antecederam; Mitroglou fez a sua parte, com dois golos; mas os maiores artífices desta goleada foram Gaitán e Jonas. O que é bom sinal ou é pelo menos um sinal de compromisso com uma equipa que até estiveram prestes a abandonar na última janela de mercado, em Agosto. Com a goleada, o Benfica ganha ainda o lastro suficiente para entrar bem na Liga dos Campeões: a receção ao Astana vai ser já na terça-feira e a equipa enfrenta-a tendo posto de lado as núvens negras deste atribulado início de época. O Belenenses, por seu turno, entrará com mais dúvidas na Liga Europa. Sá Pinto já começou o trabalho de controlo de danos, lançando elogios e manifestações de confiança aos jogadores, mas do que os azuis vão precisar frente ao Lech Poznan, quinta-feira, é de um comportamento diferente do ponto de vista defensivo.
2015-09-11
LER MAIS

Último Passe

Não estou nada convencido de que a solução encontrada pela Liga para a questão dos jogadores emprestados seja a melhor. Sei que em Inglaterra também se faz assim e que os clubes não podem utilizar os emprestados contra o clube que os cedeu. Porém, essa solução não resolve aquela que é a questão de fundo, que é a de se permitirem situações de concorrência desleal. Imaginemos que um clube espalha os excedentários pelos adversários, o que depois lhe permite defrontar a cada jornada equipas amputadas de jogadores importantes. É o que vai acontecer no domingo com Heldon, que o Rio Ave não poderá utilizar no jogo com o Sporting. E que também já sucedeu e voltará a suceder em jogos do FC Porto e do Sporting. Anda por aí tanta gente preocupada com o facto de o Arouca ter defrontado o Benfica em Aveiro e se preparar para receber o FC Porto no seu estádio, e poucos falam deste problema, bem mais premente. São os jogadores e não os estádios que ganham os jogos... A única solução justa para a questão - a solução que também moralizaria as regras de mercado - passaria pela redução do total de jogadores que um clube pode ter sob contrato para um número razoável e pela limitação drástica dos empréstimos no mesmo campeonato, para uns dois ou três. Se assim fosse, os grandes teriam muito mais parcimónia nas suas contratações e os pequenos até poderiam chegar aos jogadores que têm emprestados sem ficar a depender da boa vontade dos grandes e, sobretudo, sem que caísse sobre eles a suspeição de que algo terão de fazer para retribuir esses favores. Dessa forma ficava a ganhar a concorrência, dando-se um grande passo para que crescesse a competitividade. Poderia igualmente ficar a ganhar a seriedade, mas para isso seria ainda preciso que os clubes o quisessem e que a Liga se mexesse no sentido de impedir imoralidades. Miguel Rosa já não está emprestado pelo Benfica ao Belenenses há dois anos, mas nunca sobe ao relvado quando os dois clubes se defrontam. Ricardo Sá Pinto já disse que o atacante formado na Luz está convocado para o Benfica-Belenenses desta sexta-feira. Fico à espera de ver se joga, tal como jogou (e com bons resultados) nas jornadas já efetuadas deste campeonato. 
2015-09-10
LER MAIS

Stats

A deslocação à Luz será um enorme teste ao arranque invicto do Belenenses nesta época. Os azuis do Restelo já jogaram sete vezes e não perderam nenhuma, embora em boa verdade também só tenham ganho duas, ao IFK Goteborg (2-1) e ao Altach (1-0), nas eliminatórias da Liga Europa. Os outros cinco jogos redundaram em empates. Para encontrar um registo tão positivo – com o Belenenses na I Divisão – é preciso ir até 1979, quando a equipa então liderada por Juca baqueou à oitava jornada, contra… o Benfica. Esta época, os azuis começaram por vencer em casa o IFK Goteborg por 2-1, para depois irem empatar à Suécia, sem golos. Seguiram-se o empate em casa com o Rio Ave (3-3), para a Liga, e a vitória na Áustria frente ao Altach (1-0). Para completar o lote de sete jogos sem derrota devem juntar-se mais três empates: o primeiro em Guimarães (1-1), os dois seguintes no Restelo, com o Altach (0-0) e o Marítimo (1-1). Ora a última vez que o Belenenses esteve mais de sete jogos sem perder no início da época foi em 2011/12. Primeiro, foram três jogos para a Taça da Liga: 0-0 em Penafiel, 5-3 em casa ao Leixões e 3-1 ao Trofense. Depois, três empates para a II Liga: 0-0 em casa com o Atlético, 2-2 em Penafiel e 0-0 em casa com o Desp. Aves. Vieram de seguida a goleada (5-1) contra o Esposende, para a Taça de Portugal, e mais duas vitórias na II Liga: 3-2 no terreno do Portimonense e 1-0 ao Freamunde no Restelo. A primeira derrota surgiu ao 10º jogo, a 2 de Outubro de 2011: 1-0 na Trofa, frente ao Trofense, com um golo de Aderlan Santos já ao cair do pano. Só que nesse ano o grau de exigência era menor. Para encontrarmos um arranque tão bom com o Belenenses na I Liga, só mesmo em 1979. Sempre em jogos do campeonato nacional, a equipa de Juca arrancou com um empate nos Barreiros frente ao Marítimo (0-0), para de seguida ganhar ao Sporting (2-1, com golos de González e Amaral), no Restelo. Seguiram-se um empate (1-1, com Cepeda a fazer o golo belenense) no terreno do Varzim e uma vitória no Restelo (1-0, golo de Baltasar) frente ao Boavista. Esse Belenenses foi ainda empatar (1-1) a Espinho, com golo de Nogueira; venceu o Sp. Braga em casa por 2-0 (golos de Esmoriz e Lincoln) e, com uma vitória por 2-1 em Portimão (golos de Esmoriz e Luís Horta), chegou à sétima jornada invicto e em terceiro lugar, a dois pontos do líder, que era o FC Porto. A primeira derrota surgiu então à oitava jornada, a 21 de Outubro, me casa, com o Benfica. E logo por 3-0 (bis de Jorge Gomes na primeira parte e um terceiro golo de Reinaldo). Nessa equipa do Benfica jogavam Shéu (hoje secretário técnico do clube da Luz) e Pietra (membro da equipa técnica de Rui Vitória). Outro registo interessante do Belenenses atual é o facto de levar dez jogos oficiais seguidos sem perder, pois aos sete desta época podem juntar-se os três últimos da temporada passada, que acabou com dois empates (Académica em Coimbra e FC Porto no Restelo) e uma vitória (2-0 em Barcelos, frente ao Gil Vicente, a garantir a presença nas pré-eliminatórias da Liga Europa). A última série de dez jogos sem derrota do Belenenses também foi na II Liga e decorreu entre os 2-1 nas Aves, a 6 de Outubro de 2012, e os 0-2 em casa com o V. Guimarães, para a Taça de Portugal, a 27 de Março de 2013. Pelo meio passaram 28 jogos e da série resta a curiosidade de ter sido uma equipa de Rui Vitória a colocar-lhe um ponto final.   - O último golo que o Belenenses fez ao Benfica tem quase dois anos. Foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 329 minutos sem marcar no dérbi.   - A vitória mais ampla da carreira de treinador de Ricardo Sá Pinto foi obtida contra Rui Vitória: aconteceu num Sporting-V. Guimarães, que os leões ganharam por 5-0 (bis de Jeffren, com golos de Van Wolfswinkel, Matías e Izmailov), a 11 de Março de 2012. Comparável a esta goleada, só uma outra, pelo mesmo resultado, frente aos dinamarqueses do Horsens, a 30 de Agosto de 2012.   - Sá Pinto, aliás, nunca perdeu com Rui Vitória nem sofreu golos contra equipas deste treinador. Além daqueles 5-0, só se encontraram mais uma vez, a abrir a Liga de 2012/13, em Guimarães, com um empate a zero a ficar no marcador final.   - Há dez jogos que o Belenenses não ganha ao Benfica. A última vitória azul neste dérbi sucedeu a 15 de Dezembro de 2007, no Restelo, por 1-0, com golo de Weldon, que depois viria a representar os encarnados. O treinador do Belenenses era… Jorge Jesus. Não resta no Restelo nenhum jogador da equipa que jogou nessa noite. Na do Benfica já só lá está Luisão.   - Para se encontrar uma vitória do Belenenses na Luz já é preciso recuar até 16 de Abril de 2000. Liderados por Vítor Oliveira, os azuis ganharam esse jogo por 3-2, com golos de Fernando Mendes, Filgueira e Rui Gregório. Pelo Benfica marcaram João Tomás e Maniche.   - Luisão tem o Belenenses na sua história em Portugal, pois foi contra os azuis do Restelo que fez o primeiro dos 461 jogos oficiais que já leva de águia ao peito. Foi há quase 12 anos, a 14 de Setembro de 2003, no Jamor (porque a nova Luz estava a ser construída e a antiga já não estava praticável), o jogo acabou empatado a três golos e Luisão marcou um dos golos encarnados.   - O lateral belenense João Amorim deve a Rui Vitória os primeiros passos na Liga. Estreou-se a 28 de Abril de 2012, jogando a tempo inteiro numa derrota do V. Guimarães em Barcelos, com o Gil Vicente, por 3-1.   - Os benfiquistas têm várias razões para gostar de Tiago Caeiro. Primeiro – e acima de tudo – o ponta-de-lança cujo golo colocou o Belenenses na fase de grupos da Liga Europa fez na época passada o golo do empate com o FC Porto, que garantiu ao Benfica o bicampeonato a uma jornada do final. Além disso, nunca fez um golo ao Benfica.   - O Belenenses é a equipa da Liga com menor percentagem de vitórias em jogos apitados por Bruno Paixão: apenas 14%, correspondendo a três vitórias em 21 jogos. O último sucesso azul com este árbitro foi em 2004/05, frente ao V. Guimarães, no Restelo, por 1-0.
2015-09-10
LER MAIS

Artigo

- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
LER MAIS

Artigo

- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
LER MAIS