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Último Passe

Tenho evitado entrar na polémica do túnel de Alvalade, até porque não tenho nada de relevante a acrescentar ao que toda a gente viu: muita gente a portar-se mal, dos dois lados da barricada. Como não sou juiz, não decreto sentenças nem atribuo culpas. Como não sou advogado nem procurador, não faço a defesa de uns nem a acusação de outros. Sou jornalista. E os jornalistas aquilo que mais fazem são perguntas. É a única coisa que posso fazer neste caso. Deixo, assim, as perguntas que gostaria de fazer aos intervenientes neste caso, porque me parece que ainda não foram devidamente respondidas. Por que razão se dirigiu Carlos Pinho a Bruno de Carvalho de forma apressada e intempestiva, indo mesmo de braço em riste até ao confronto? Houve alguma provocação anterior feita por Bruno de Carvalho? O que disseram um ao outro nessa ocasião? O presidente do Sporting cuspiu na cara de Carlos Pinho? Ou mandou-lhe com vapor do cigarro eletrónico para a face? Se cuspiu e tendo em conta as acusações que foram feitas na altura (insultos e tentativa de agressão), isso não era suficientemente relevante a ponto de ter sido citado na conferência de imprensa que se seguiu pelo diretor desportivo do Arouca? Se vaporizou, isso é um comportamento digno? O que disse o steward a Carlos Pinho para, mesmo tendo ele os braços erguidos e abertos, o presidente do Arouca lhe ter dado um “safanão”? Acha digno tentar bater num homem cuja única intenção era, aparentemente, acalmar os ânimos? Para que estava o presidente do Arouca a chamar reforços de dentro do seu balneário? O que disseram os jogadores que compareceram por ali a acalmar a guerra aos seus presidentes? E os adeptos? Por acaso são capazes de se rever no comportamento dos respetivos dirigentes? Enquanto não souber a resposta a estas onze perguntas, não sou capaz de ter opinião acerca dos incidentes a não ser esta: ali, tirando os futebolistas, ninguém se portou bem. É por isso que gosto mais de falar de futebol.
2016-11-16
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Último Passe

A profundidade do plantel do Benfica ficou à vista na qualidade da exibição que a equipa fez na primeira parte da vitória em Arouca (2-1), período onde um melhor aproveitamento das várias ocasiões de golo desperdiçadas teria chegado para construir um resultado confortável. Aí, suspirou-se por Jonas. O facto de ter entrado com um onze experimental, face à ausência das que têm sido as suas três primeiras escolhas para a frente de ataque, ajuda melhor a explicar a incerteza no resultado até final e até a perda momentânea do controlo do jogo no segundo tempo. A justiça da vitória é validada pela noção de que mesmo nessa altura foi o tricampeão nacional quem mais perto esteve do golo. Sem Jonas, Jiménez e Mitroglou, Rui Vitória teve de inventar um ataque. E a contratação de Rafa já começou a dar frutos. Que o avançado chegado de Braga não é perito na finalização até os adeptos benfiquistas o sabiam pelo menos desde a Supertaça. Que ele é capaz de desequilibrar qualquer defesa também se sabe: foi por isso, aliás, que o Benfica pagou mais de 16 milhões de euros por ele. Combinar a mobilidade de Gonçalo Guedes com a velocidade e a noção de espaço de Rafa e a inteligência de Pizzi foi o que bastou para o Benfica entrar várias vezes na organização defensiva de um Arouca que não conseguia pegar na bola para responder. O golo feito por Nelson Semedo pode até ter sido fruto da sorte num ressalto, após um corte mal efetuado, mas tanto antes como depois, o Benfica teve várias oportunidades para construir logo ali um resultado folgado. O segundo golo do Benfica, a provar a importância que Lisandro pode vir a ter nas bolas paradas ofensivas - já tinha marcado em Tondela e repetiu a graça agora, após canto de Grimaldo - parecia ter acabado de vez com o jogo. O Arouca tinha voltado melhor para a segunda parte, mas tornava-se difícil reagir ao golpe que é sofrer o 2-0 ante um adversário mais forte. Com a entrada de Walter Gonzalez, colocado à esquerda do ataque, Lito Vidigal ganhou mais agressividade e qualidade na frente e reabriu mesmo a questão do resultado, graças a um belo cabeceamento do argentino, nas costas de Nelson Semedo.  A lesão de Rafa, logo a seguir, tornou o jogo complicado para o Benfica. No lugar do ex-bracarense, Carrillo não deu a mesma constância ao Benfica: a movimentação do peruano era mais previsível e mais facilmente anulável. Só que mesmo aí sobrou ao Benfica o que faltou ao Arouca: banco. Quando precisou de refrescar, Lito recorreu ao cabo-verdiano Kuca, que não lhe trouxe nada de novo. Do outro lado, Rui Vitória chamou o grego Samaris para fechar a porta de entrada na área, o que permitiu ao Benfica voltar a mandar no jogo e estancou desde logo as hipóteses de o Arouca sonhar sequer com o empate.  O 1-2 final, num jogo que o Benfica até perdeu no ano do tri, veio mostrar que pode haver vida para lá de Jonas numa equipa que encaixou bem Rafa. Mas não será uma vida parecida com a anterior: o Benfica de Rafa pode até produzir mais, mas não será nunca a equipa de golo-fácil que é o Benfica de Jonas. Rui Vitória tem agora pela frente um desafio que passa por pôr os dois a render no mesmo onze. Se o conseguir, sem deixar cair aquilo que lhe dão Mitroglou ou Jiménez, sobe um importante patamar.
2016-09-09
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Ao aguentar 15 minutos sem sofrer golos em Alvalade, Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, passou a ser o dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos no presente campeonato, superando precisamente Rui Patrício, guarda-redes do Sporting. Bracalli, que não sofria um golo na Liga desde que foi batido por Aboubakar, do FC Porto, a 7 de Fevereiro, aguentou 541 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo durante esse período defendido duas grandes penalidades. Patrício tinha estado 538 minutos sem sofrer golos, entre um marcado por Josué (V. Guimarães) e outro de Rafael Martins (Moreirense).   Rui Patrício continua, no entanto, a ser o líder da defesa menos batida do campeonato, com 17 golos sofridos em 27 jornadas. É a melhor performance defensiva do Sporting num campeonato desde 2006/07, quando a equipa chegou à 27ª ronda com 14 golos sofridos, tendo acabado a prova com a melhor defesa, com 15 golos sofridos em 30 jornadas. O guarda-redes do Sporting era então o internacional Ricardo.   A principal nota do jogo de Alvalade foi, contudo, a performance ofensiva do Sporting, com bis de Teo Gutièrrez e João Mário. O colombiano, que não marcava desde 10 de Dezembro (nos 3-1 ao Besiktas) e que na Liga estava em jejum desde o penalti ao Estoril, a 31 de Outubro, fez o primeiro bis com a camisola leonina e o primeiro desde 16 de Fevereiro de 2015, quando marcou dois golos nos 4-1 do River Plate ao Sarmiento de Junin, na Liga argentina.   Já no caso de João Mário, este foi mesmo o primeiro bis na carreira sénior do jovem médio, que não fazia um golo desde a derrota por 3-1 em Leverkusen, na eliminação leonina da Liga Europa (1-3), a 25 de Fevereiro. Os quatro golos de João Mário em 2015/16 tinham sido todos em deslocações, pelo que o médio não marcava em Alvalade há um ano: o último que fizera ali tinha sido a 22 de Março de 2015, nos 4-1 ao V. Guimarães.   Quem regressou aos golos foi Bryan Ruiz, que tinha falhado ocasiões relativamente fáceis contra o V. Guimarães, o Benfica e o Estoril. Ruiz, pelo contrário, tem escolhido sempre Alvalade para fazer os seus golos. Não marcava desde os 2-0 ao Boavista, a 22 de Fevereiro, sendo que este foi o seu quarto golo consecutivo em Alvalade depois de ter feito um em Braga, na eliminação do Sporting da Taça de Portugal (3-4).   Em branco ficou Slimani – daí, provavelmente, a insatisfação que revelou no momento em que foi substituído por Barcos. O argelino não marca em casa desde 15 de Janeiro, quando fez um golo no empate (2-2) contra o Tondela, tendo desde essa data feito três bis, mas todos em deslocações, nos campos de Paços de Ferreira, Nacional e Estoril.   Gegé, autor do golo do Arouca, fez o primeiro golo na I Divisão. O cabo-verdiano não festejava um golo em nome próprio desde 18 de Novembro de 2012, quando contribuiu para atenuar uma derrota caseira do Marítimo B com a Naval (2-3), na II Liga.   O Arouca voltou a perder um jogo, oito desafios depois de ter sido batido em casa por este mesmo Sporting, por 1-0, em jogo da Taça da Liga. A série de sete partidas sem perder assim estabelecida igualou a melhor que a equipa de Lito Vidigal tinha conseguido nesta época, entre as derrotas com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro de 2015) e com o Sporting (0-1, a 8 de Novembro de 2015). São as duas maiores séries de invencibilidade do Arouca desde que subiu à I Divisão, em 2013.   O Sporting chega assim à 27ª jornada com 65 pontos, mais oito do que tinha na mesma ronda da época passada. Este continua a ser o melhor registo do Sporting à 27ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E para encontrar um melhor, mesmo aplicando as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores, é preciso recuar a 1979/80, campeonato em que os leões somavam por esta altura 21 vitórias, quatro empates e duas derrotas – que seriam 67 pontos pelas regras atuais.
2016-03-20
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Último Passe

Uma exibição quase perfeita do Sporting valeu à equipa de Jorge Jesus uma goleada (5-1) sobre um Arouca que chegava a Alvalade com o lastro do quinto lugar e de quase nove noras seguidas sem sofrer golos. O resultado permitiu que os leões reassumissem, à condição, a liderança da Liga, à espera do jogo que o Benfica fará amanhã no Bessa, mas esse primeiro lugar provisório nem terá sido tão festejado como o regresso aos golos de Bryan Ruiz e Téo Gutièrrez ou a grande noite de João Mário. Ao contrário do habitual, o Sporting de hoje teve uma boa relação com o golo – e por aí se explica em parte o resultado amplo que conseguiu. Se o que é normal é os leões precisarem de várias ocasiões para desbloquearem um resultado, desta vez os níveis de eficácia do seu ataque estiveram em alta. Ruiz ainda teve na cabeça o 1-0 antes do primeiro golo ser efetivamente marcado, mas nem pelo facto de ter desviado para fora um cruzamento perfeito do improvisado lateral esquerdo Bruno César a abertura do marcador demorou: ao quarto-de-hora, após um canto ganho ao primeiro poste por Coates, Téo Gutièrrez apareceu a desviar ao segundo, na cara do guarda-redes. O Arouca, que até já beneficiara de um canto e dois livres laterais perto da área de Rui Patrício, mostrava na mesma os dentes. Mas isso servia-lhe de pouco: Walter González perdeu um mano a mano com Rui Patrício, após lance veloz na esquerda, aos 17’, e na resposta os leões ampliaram para 2-0, por João Mário, após assistência de Téo. O Sporting tem sentido na pele como é ingrato um resultado de 2-0 e a equipa de Lito Vidigal sabia disso. Só que os leões continuavam pressionantes sem bola e acertados nas triangulações no último terço, criando mais situações de golo. João Mário bisou aos 32’, a culminar uma grande jogada de Adrien Silva e, antes do intervalo, Téo imitou o colega, voltando a surgir ao segundo poste após um canto, desta vez para emendar na cara do guarda-redes uma primeira bola ganha por William Carvalho. Se com 4-0 ao intervalo já não havia dúvidas, o quinto golo, marcado por Ruiz com um remate ao ângulo, após passe de Slimani, aos 60’, só terá servido mesmo para que o costa-riquenho afastasse de vez a má sina que vinha experimentando nos últimos jogos, nos quais falhou golos fáceis. Foi a deixa perfeita para que Jesus o tirasse de campo e lhe desse duas coisas: repouso e moral, vindo das bancadas como uma ovação que mostrou que os adeptos estão com ele. Antes, já Adrien e Slimani, que estão a um cartão amarelo da suspensão, tinham dado os seus lugares a Aquilani e Barcos, este ainda uma incógnita, quase dois meses depois de ter chegado. O Arouca ainda reduziu, por Gegé, após um canto, dando ao resultado uma expressão diferente, mas cedo terá entendido que deste jogo não ia levar nada. A guerra de Lito Vidigal é outra. E a do Sporting começa amanhã, no Bessa, onde os leões têm de esperar que o Boavista tire pontos ao Benfica.
2016-03-19
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Islam Slimani, o melhor marcador do Sporting, procura no jogo com o Arouca o 50º golo com a camisola leonina em ambiente que não tem sido o mais favorável para ele, pois não marca em Alvalade há dois meses. O último golo que o avançado argelino ali fez foi a 15 de Janeiro, ao Tondela. Depois disso ficou a zeros contra Académica, Rio Ave, Leverkusen, Boavista e Benfica, tendo feito seis golos fora de casa, em três bis a Paços de Ferreira, Nacional e Estoril. O bis ao Estoril serviu a Slimani para chegar aos 49 golos pelo Sporting, ultrapassando Beto Acosta e Oceano, que somaram 48 nas suas carreiras de verde-e-branco. O “matador” argentino fez os seus 48 golos em 99 jogos, enquanto que o médio português precisou de muito mais partidas (401) para lá chegar. Slimani, por sua vez, obteve 49 golos em 101 jogos, alcançando outro dos goleadores da história recente do Sporting: Paulinho Cascavel, que precisou de 108 desafios para ficar à beira do cinquentenário. O aregelino é, por agora, o 34º maior goleador na história do Sporting, estando a apenas um golo do 32º lugar, que é ocupado ex-aequo por Hugo, um médio que fez 50 golos em 211 jogos nas décadas de 50 e 60, e Sá Pinto, que se ficou por esse mesmo cinquentenário de golos nas 228 partidas que fez nas suas duas passagens pelo Sporting. Para chegar ao Top 30 ainda vai ter de pedalar alguma coisa, pois os senhores que se seguem nesta tabela liderada pelos 529 golos de Peyroteo são Pedro Barbosa (31º, com 53 golos) e Armando Ferreira (30º, com 54) Além de lhe faltar um golo para chegar aos 50, também falta um golo a Slimani para que, nesta temporada, some tantos marcados como nas duas épocas anteriores somadas. Slimani fez dez golos em 2013/14 e 15 em 2014/15, ao passo que na que já é, de qualquer modo, a sua melhor época em Alvalade, o argelino segue com 24 golos: 20 na Liga, dois na Taça de Portugal, um na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Destes 24 golos, contudo, só onze foram obtidos em Alvalade, o que transforma o argelino num caso raro de goleador especializado em viagens, talvez porque se dê melhor com o espaço que os adversários lhe cedem nas costas da defesa quando sobem linhas. Esta é, de resto, uma tendência recente, pois na primeira época dividiu irmãmente os golos (cinco em casa e cinco fora), enquanto que na segunda preferiu claramente Alvalade (nove em casa, um em campo neutro, na final da Taça de Portugal, e cinco fora).   O problema para Slimani é que o Arouca e o seu guarda-redes Bracalli são a equipa e o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga portuguesa. O último golo encaixado pelo Arouca aconteceu a 7 de Fevereiro, há mais de um mês, portanto, e foi marcado por Aboubakar, no Dragão, não chegando porém para evitar a vitória da equipa de Lito Vidigal por 2-1. Desde esse golo, Bracalli já está há 526 minutos sem sofrer golos, correspondentes ao resto desse jogo e a cinco partidas em branco, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Pelo caminho defendeu dois penaltis, do bracarense Alan e de Nathan Júnior (Tondela).   Em consequência disso, o Arouca não perde há sete jogos, precisamente desde a derrota contra o Sporting, em casa, para a Taça da Liga (0-1, a 26 de Janeiro). No campeonato, a última derrota que conta aconteceu em Lisboa, contra o Benfica (1-3), três dias antes. Nos sete jogos que se seguiram, ganhou cinco (entre os quais todas as deslocações, aos terrenos de FC Porto, Belenenses e Tondela) e empatou apenas duas vezes (em casa com Paços de Ferreira e Sp. Braga).   Mateus marcou nas duas últimas partidas do Arouca, resolvendo-as com dois golos solitários. Foi dele o golo que valeu a vitória por 1-0 em Tondela e depois foi também ele quem sentenciou o 1-0 com que a equipa de Vidigal se impôs em casa (1-0) ao V. Setúbal.   Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas nunca marcaram sequer um golo em cinco jogos, tendo sofrido 13. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso, encontraram-se mais quatro vezes. Jesus ganhou duas vezes por 3-0, num Benfica-U. Leiria e num Benfica-Belenenses, e outras duas por 1-0, ambas num Arouca-Sporting.   Em contrapartida, só com as duas derrotas desta época (uma na Liga e outra na Taça da Liga) Lito Vidigal passou a ter um registo negativo nos confrontos com o Sporting. Soma agora duas vitórias, três empates e quatro derrotas. As vitórias conseguiu-as pela U. Leiria (1-0 em Alvalade, em 2009/10) e pelo Belenenses (3-2 para a Taça da Liga contra um Sporting sem titulares, na época passada).   Jesus, por sua vez, ganhou seis dos sete jogos que fez contra o Arouca. A exceção foi o empate a duas bolas, na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta equipa.   Regresso do Sporting a Alvalade, depois da derrota com o Benfica no dérbi e de um histórico recente que não tem sido feliz. Depois das vitórias sobre FC Porto (2-0) e Sp. Braga (3-2), no arranque deste ano de 2016, os leões ganharam apenas dois dos seis jogos que fizeram no seu estádio (3-2 à Académica e 2-0 ao Boavista), empatando outros dois (2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave) e perdendo os outros dois (0-1 com Leverkusen e Benfica).   Desde Março de 2013, porém, que o Sporting responde sempre com vitória às derrotas em casa. A última vez que tal não sucedeu foi quando, após perder com o Marítimo (0-1, a 10 de Fevereiro de 2013), empatou sem golos com o FC Porto (a 2 de Março). Desde aí, a história fez-se de respostas com vitória: 1-0 ao Arouca em Agosto de 2014, na primeira partida caseira da época, depois da derrota com o Estoril (0-1), a fechar 2013/14; 4-2 ao Marítimo em Outubro de 2014 depois do 0-1 com o Chelsea; 1-0 ao Nacional em Setembro de 2015 depois do 1-3 com o Lokomotiv; e 2-0 ao Boavista no mês passado, depois do 0-1 com o Leverkusen.   O Sporting ganhou os seis jogos que fez contra o Arouca, três deles por 1-0 – e estes sempre com golos nos últimos dez minutos – e os outros três de virada, tendo permitido que o adversário se adiantasse no marcador por duas vezes em Arouca e uma em Alvalade. As duas vitórias desta época, ambas por 1-0 e em Arouca, foram obtidas graças a golos de Slimani e Zeegelaar, ambos em recarga a remates de Montero, que já não está em Alvalade.   Este era um jogo para Montero, aliás. O colombiano fez o primeiro jogo oficial com a camisola dos leões frente ao Arouca marcando logo quatro golos, em Agosto de 2013, e esteve ligado às três últimas vitórias leoninas neste confronto, marcando numa e originando os lances dos golos nas duas outras. Do lado do Arouca era Bruno Amaro o jogador-fétiche, pois marcou os dois primeiros golos do Arouca ao Sporting.
2016-03-18
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O FC Porto perdeu no Dragão com o Arouca, por 2-1. Foi a primeira derrota dos azuis e brancos em casa para a Liga desde 14 de Dezembro de 2014, quando ali ganhou o Benfica (2-0). Desde então, porém, já ali tinham ganho o Dynamo Kiev (2-0 para a Liga dos Campeões, a 24 de Novembro de 2015) e o Marítimo (3-1 para a Taça da Liga, a 29 de Dezembro de 2015).   O Arouca tornou-se, com esta vitória, na segunda equipa nacional a ganhar a dois dos grandes de Portugal esta época, uma vez que já tinha batido o Benfica, em Aveiro (1-0). A outra equipa que o fez foi uma das grandes: o Sporting, que ganhou por três vezes ao Benfica e uma ao FC Porto.   A equipa de Lito Vidigal é a equipa nacional que marca golos há mais jornadas seguidas da Liga. São já onze rondas, desde a última vez que o Arouca ficou em branco. Aconteceu a 8 de Novembro de 2015, na derrota em casa contra o Sporting (1-0).   Walter González foi o segundo jogador a bisar frente ao FC Porto esta época, tendo o anterior sido Slimani, na vitória do Sporting frente ao FC Porto (2-0), em Alvalade. González foi, porém, o primeiro adversário a bisar no Dragão desde que Lima o conseguiu, na tal vitória do Benfica por 2-0, em Dezembro de 2014.   O primeiro golo de González foi o mais rápido desta edição da Liga, pois foi obtido com apenas 10 segundos de jogo. Para o FC Porto é uma sensação repetida, pois nos últimos quatro jogos para a Liga só por uma vez não sofreu golos nos primeiros cinco minutos – contra o Marítimo, no jogo que venceu por 1-0. De resto, frente ao V. Guimarães, Casillas foi batido por Bouba Saré aos 4 minutos e no jogo com o Estoril, Diego Carlos marcou aos 3’.   Aboubakar, que marcou o seu 50º jogo com a camisola do FC Porto com mais um golo, continua a manter o registo 100 por cento goleador frente ao Arouca. Em quatro vezes que defrontou esta equipa, marcou sempre. Desta vez, porém, não ganhou – e isso foi uma estreia.   Além disso, Aboubakar marcou golos pela segunda jornada consecutiva da Liga, pois já estivera entre os goleadores na vitória por 3-1 frente ao Estoril, na Amoreira. Repetiu o que já havia conseguido na primeira volta, quando marcou consecutivamente aos mesmos Estoril e Arouca. Até aqui, o camaronês nunca marcou em três jornadas seguidas.   O golo de Aboubakar resultou de mais uma assistência de Layun, a 13ª do mexicano nas primeiras 21 jornadas da competição. Layun é o maior assistente da Liga, com mais quatro passes decisivos que os benfiquistas Gaitán e Jonas.   Ao ganhar ao FC Porto, o Arouca passou a somar 28 pontos, tantos quantos fez nas 34 jornadas da Liga anterior, e 28 golos marcados, mais dois do que em toda a Liga de 2014/15 e os mesmos que no ano de estreia entre os grandes – 2013/14. Faltam três pontos para igualar o total dessa primeira época.   André André fez o 100º jogo na Liga portuguesa, o 19º com a camisola do FC Porto – uma vez que os primeiros 81 foram todos em representação do V. Guimarães. Ao todo soma 19 golos, três deles pelo FC Porto.   Herrera também celebrou um centenário, mas de jogos com a camisola do FC Porto, nem todos na Liga. Dos 100, 67 foram para a Liga portuguesa, 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Nesses 100 jogos não chegou nenhum troféu.
2016-02-09
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Último Passe

A derrota do FC Porto em casa com o Arouca, por 2-1, numa noite mágica de González, que fez os dois golos dos visitantes, tem muitas explicações e algumas até são coletivas e estarão relacionadas com a falta de qualidade da equipa portista nas combinações ofensivas ou a com a boa organização defensiva dos visitantes. Mas a justificação principal para os três pontos desperdiçados pelos dragões esteve nos erros individuais, de que é maior exemplo a forma como Maicon falhou no momento que deu o segundo tento ao atacante paraguaio. As perdas de bola do último homem eram um clássico com Lopetegui e resistiram à mudança no comando técnico, deixando a equipa de José Peseiro cada vez mais dependente de uma vitória contra o Benfica, na Luz, na próxima sexta-feira. É que os seis pontos de atraso para os encarnados e os cinco – que hoje podem passar a oito – para o Sporting exigem medidas drásticas. O FC Porto que se viu contra o Arouca, em 4x2x3x1, já exibe comportamentos muito diferentes dos que mostrava com o treinador basco, procurando sobretudo as combinações ofensivas no espaço interior, em busca de um último passe capaz de isolar um dos muitos jogadores que coloca sempre em zonas de finalização. Mas a ideia que fica é a de que Peseiro quis mudar as coisas sem mudar o onze e dessa forma terá sempre grandes dificuldades para fazer valer o novo ideário. André André, por exemplo, que tem sido um dos melhores da equipa até este momento, funciona melhor com espaço à frente do que como 10, onde precisa de tomar decisões e de puxar por argumentos que não são os seus. É um excelente oito, a chegar de trás sem bola, um bom ala, a vir das laterais para dentro numa equipa que queira dar mais iniciativa ao adversário, mas como dez de uma equipa que passa grande parte do jogo a circundar a área à espera de um momento de penetração deixou a desejar. Não foi o único a falhar, como é evidente. Mas as próprias substituições de Peseiro pareciam revelar duas coisas: respeito pelo Arouca e receio de ver a equipa falhar atrás. Porque o Arouca já tinha mostrado na Luz, por exemplo, que tinha qualidade na frente, que pressionava bem a saída do adversário. Fez assim o segundo golo, quando meteu dois homens em cima de Maicon, que não teve a capacidade de perceber que ali não tinha de limpar o lance e precisava era de dar um chutão para fora. E porque na verdade o treinador nunca mudou muita coisa: trocou André por Varela, percebendo que aquela não era a missão para ele, mas não o recuando para onde ele podia ser mais útil; trocou Maicon por Ruben Neves, baixando Danilo, mas porque não tinha alternativas para o centro da defesa e o brasileiro lesionou-se; e trocou Brahimi por Marega quando quis colocar mais potência na frente. Soube a pouco mas, mais uma vez, o problema não esteve aí, pois além de falhar atrás, a equipa ainda falhou lances de golo cantado em número suficiente para conseguir outro resultado.
2016-02-07
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Aboubakar, que voltou aos golos na Liga na vitória do FC Porto frente ao Estoril (3-1) marcou sempre nas três vezes que defrontou o Arouca, mas só por uma vez foi decisivo: aconteceu precisamente no magro 1-0 com que os dragões se impuseram no Dragão, na época passada. Nas outras duas ocasiões, o golo do camaronês fechou sempre a conta da equipa azul e branca. Quando se prepara para vestir pela 50ª vez a camisola do FC Porto, o camaronês é a maior aposta de Peseiro para o golo na perseguição aos dois primeiros na tabela. Foi frente ao Arouca, aliás, que Aboubakar marcou o primeiro golo no campeonato português. Aconteceu a 25 de Outubro de 2014, quando o camaronês entrou a 15 minutos do fim de um jogo no Municipal de Arouca, já com o resultado em 4-0 para a equipa então liderada por Lopetegui e ainda fixou o resultado final em 5-0. Este só não foi o primeiro golo de Aboubakar de azul e branco porque antes o camaronês já tinha marcado na goleada ao BATE Borisov (6-0), na Liga dos Campeões. Depois, a 15 de Março de 2015, o jogo foi muito mais complicado. O guardião Fabiano foi expulso logo aos 12 minutos e o FC Porto sofreu para ganhar por 1-0 no Dragão, valendo na ocasião o golo de Aboubakar. Por fim, a 12 de Setembro do ano passado, o camaronês fechou a contagem portista na vitória em Arouca por 3-1, depois de um bis de Corona ter colocado o jogo confortável para os dragões. O Arouca aparece no calendário da equipa agora orientada por José Peseiro numa altura em que Aboubakar parece estar de volta a um bom momento: depois de ser expulso na derrota em Guimarães (1-0) e substituído na magra vitória sobre o Marítimo, na estreia do treinador ribatejano, o camaronês fez o primeiro golo do FC Porto no sucesso por 3-1 frente ao Estoril, elevando a sua contagem particular para 14 golos nesta temporada. Está a dois golos do seu recorde numa só época, que são os 16 golos apontados no Lorient em 2013/14. Numa noite feliz, poderia igualar essa marca e assinalar assim a 50ª partida com a camisola do FC Porto – jogou até aqui 49 vezes, 33 delas na Liga portuguesa, dez na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e outras tantas na Taça da Liga. Soma, ao todo, 22 golos.   - Hector Herrera pode fazer frente ao Arouca o 100º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 99 em que já atuou, 66 foram a contar para a Liga, somando o mexicano ainda mais 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Ao todo, marcou 15 golos.   - José Peseiro, o novo treinador do FC Porto, nunca defrontou Lito Vidigal. Nos anos em que Lito treinou na I Divisão, Peseiro andava pelo estrangeiro. E se quando Peseiro orientou o Sporting ainda Lito crescia nos escalões secundários, quando o ribatejano voltou a Portugal para dirigir o Sp. Braga andava o angolano no estrangeiro. Além disso, Peseiro também nunca viu uma equipa sua jogar contra o Arouca.   - Por sua vez, Lito perdeu sempre que defrontou o FC Porto. Em 2009/10, quando dirigia a U. Leiria, perdeu por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010). Depois, foi batido por 1-0 no Dragão na estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014, regressando lá com os azuis para nova derrota, desta vez por 3-0, em Janeiro de 2015. Na única ocasião em que defrontou o FC Porto aos comandos do Arouca, em Setembro do ano passado, perdeu em casa por 3-1.   -O FC Porto vai com 20 jogos seguidos sem perder em casa na Liga, tendo cedido apenas dois empates desde a derrota contra o Benfica (0-2), em Dezembro de 2014. Uma série ainda assim muito longe dos 81 desafios consecutivos sem ser derrotado para o campeonato no Dragão entre um 2-3 com o Leixões, a 25 de Outubro de 2008, e um 0-1 com o Estoril, a 23 de Fevereiro de 2014.   - O Arouca, em contrapartida, segue com sete jogos sem ganhar, todos desde que bateu o Estoril em casa, por 1-0, a 6 de Janeiro. A equipa de Vidigal já igualou a mais longa série de jogos sem ganhar desde que subiu à I Liga, em 2013. O pior até aqui eram precisamente sete jogos seguidos sem ganhar, entre uma vitória frente ao Belenenses (2-0), a 12 de Janeiro de 2014, e outra ante o Olhanense (2-0), a 16 de Março do mesmo ano.   - Maxi Pereira vai voltar a faltar a uma partia do FC Porto na Liga por castigo: na única vez que tal sucedeu os dragões empataram em casa com o Sp. Braga (0-0). Além disso, o lateral uruguaio não esteve nos três jogos da Taça da Liga (três derrotas, com Marítimo, Famalicão e Feirense), pelo que, sem ele, o FC Porto ainda só ganhou na Taça de Portugal, frente a Varzim, Angrense e Feirense.   - Tal como Maxi, também Marcano estará ausente do jogo, por força do quinto cartão amarelo visto contra o Estoril. A solução pela ausência deve passar pelo regresso de Maicon, o que pode levar a novo encontro de irmãos com Maurides, avançado do Arouca que marcou ao FC Porto no jogo da primeira volta.   - Jailson, lateral do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão, a 9 de Fevereiro de 2014. Faz dois anos na próxima terça-feira.   - O FC Porto ganhou todos os jogos que fez contra o Arouca e só um dos cinco foi pela margem mínima: o do Dragão, na última Liga, vencido por 1-0, com golo de Aboubakar, depois de a equipa portista ter ficado reduzida a dez elementos logo aos 12 minutos, por expulsão do guarda-redes Fabiano. 
2016-02-06
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Os três golos marcados ao Arouca, na vitória por 3-1 com que superou a 19ª jornada da Liga, valeram ao Benfica a manutenção do melhor ataque da competição, agora com 50 golos marcados. Há 26 anos que o Benfica não tinha um ataque tão produtivo nesta fase da prova: em 1989/90, o Benfica de Eriksson chegou à 19ª jornada com os mesmos 50 golos marcados e também em segundo lugar na Liga, a dois pontos do FC Porto de Artur Jorge. No fim da Liga, o Benfica teve o melhor ataque, com 76 golos, mas o FC Porto foi campeão.   - A última vez que uma equipa chegou à 19ª jornada com tantos golos marcados foi em 1995/96. O FC Porto liderava a tabela à 19ª jornada, com 11 pontos de avanço sobre o segundo, que era o Sporting, e um impressionante score de 50 golos marcados e três sofridos. Esse FC Porto ganhou o campeonato com os mesmos 11 pontos de avanço sobre o segundo, que foi o Benfica, e 84 golos marcados.   - Pizzi marcou pela segunda jornada seguida na Liga, depois de já ter estado entre os goleadores na vitória por 2-1 frente ao Estoril, há uma semana. Pelo meio, jogou a segunda parte do desafio com o Oriental, no Carlos Salema, para a Taça da Liga, ficando em branco na vitória (1-0) dos encarnados.   - Mitroglou, por sua vez, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores nas vitórias frente a Nacional (4-1) e Estoril (2-1). Pelo meio, também ficou em branco na Taça da Liga. O grego não marcava em três rondas seguidas de campeonato desde Janeiro e Fevereiro do ano passado, quando ajudou o Olympiakos a ganhar ao OFI (3-0), ao Veria (2-0) e ao Atromitos (2-1), na Liga grega.   - Jonas voltou a marcar ao Arouca, equipa frente à qual se estreou e à qual só não marcou na derrota (0-1) da primeira volta da atual Liga. Além disso, fez a assistência para o golo de Pizzi, tornando-se o maior assistente do Benfica na Liga, com oito passes de golo, e o segundo melhor da prova, atrás apenas do mexicano Layun, do FC Porto, que tem nove.   - Onde Jonas não perdoa é no Estádio da Luz, no campeonato. Desde que bisou frente à Académica, a 4 de Dezembro, marcou ali em todos os jogos da Liga. Foram dois golos nos 3-1 ao Rio Ave, outros dois nos 6-0 ao Marítimo e agora um nos 3-1 ao Arouca. Pelo meio, ficou a zeros na receção ao Nacional, para a Taça da Liga.   - O Benfica obteve a oitava vitória consecutiva desde o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, igualando o que fizera entre Março e Abril de 2014, quando também venceu oito jogos de enfiada, sendo travado ao nono, um empate a zero no Dragão contra o FC Porto que, nos penaltis, valeu o acesso à final da Taça da Liga.   - Dessas oito vitórias, seis foram para a Liga. Esta série, contudo, ainda fica aquém da melhor que a equipa conseguiu na época passada, rumo ao bicampeonato. Entre Outubro de 2014 e Janeiro de 2015, que é como quem diz entre as derrotas contra o Sp. Braga (1-2) e o Paços de Ferreira (0-1), os encarnados venceram nove jornadas consecutivas.   - O que o Benfica deixou de conseguir fazer foi fechar a sua baliza. A equipa encarnada sofreu golos nas últimas três jornadas de campeonato: antes dos 3-1 ao Arouca, os 2-1 ao Estoril e os 4-1 ao Nacional. Os encarnados não sofriam golos em três jornadas seguidas desde Março e Abril, quando depois de perderem por 2-1 com o Rio Ave, ganharam por 3-1 ao Nacional e por 5-1 à Académica.   - O golo do Arouca, marcado por Velásquez, permitiu que a equipa de Lito Vidigal mantenha a série de jogos sempre a marcar golos que já traz há nove jornadas da Liga, desde que perdeu por 1-0 com o Sporting. Porém, o Arouca ganhou apenas três dessas nove partidas. E entretanto ficou a zeros contra o Chaves (0-0, com apuramento por penaltis) e o Sp. Braga (0-2), na Taça de Portugal.
2016-01-25
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Último Passe

A forma impositiva como o Benfica entrou no jogo com o Arouca, fazendo dois golos nos primeiros minutos e deixando desde logo muito bem encaminhada a questão da atribuição dos três pontos, não deixa dúvidas acerca de duas coisas. A primeira, dada a confiança revelada pelos jogadores a cada lance, é que a equipa de Rui Vitória voltou a acreditar que pode chegar ao tricampeonato. A segunda, face à forma como se desembaraçou de uma equipa que ofensivamente mostra futebol de qualidade, é que tem argumentos para entrar nessa luta. Os 3-1 finais deixaram os encarnados na liderança, ainda que à condição, até que o Sporting jogue em Paços de Ferreira. E mesmo tendo sido construídos com base em muito do que a equipa tinha mostrado frente a este mesmo Arouca, na derrota por 1-0 de há cinco meses – com muito Pizzi, a mover bem a bola e a achar sempre os melhores caminhos para deixar a equipa em condições de finalizar – mostra agora bem mais argumentos. Porque agora há Carcela e Renato Sanches, dois jogadores que trouxeram à equipa aquilo que na altura ainda lhe faltava: explosão a meio-campo e capacidade de desequilíbrio junto à linha. E porque já há crença generalizada dos jogadores no processo, algo que no início da época foi bastante afetado pela derrota na Supertaça, por ter sido contra o Sporting e por ter sido contra Jesus. Foi um pouco por isso que depois de não ter feito sequer um golo em mais de 30 remates no jogo de Aveiro, o tal da derrota contra este mesmo Arouca, o Benfica marcou desta vez logo à primeira tentativa de alvejar as redes de Bracali. Não foi só isso, é verdade. Porque tanto o golo de Pizzi, no segundo minuto de jogo, como o calcanhar pleno de confiança de Mitroglou com que o Benfica fez o 2-0, pouco depois, beneficiaram da atitude passiva da defesa amarela: no golo inaugural, Nuno Coelho ficou a ver a chegada de Pizzi para o remate; no 2-0, marcado de canto, não há ninguém do Arouca nas imediações da zona em que Jonas e Mitroglou se encontravam, quase tendo um que pedir licença ao outro para marcar. Até final, o Benfica ainda fez mais um golo, num lance de rasgo de Gaitán, a deixar outra vez os dois pontas-de-lança em situação de marcar – desta vez, porém, Jonas impôs o estatuto de goleador-mor e fez ele o golo à frente do grego. E o regresso do argentino foi a outra boa notícia da noite, dando ainda mais argumentos ao Benfica para prolongar a atual fase boa, não beliscada pelo golo com que, já nos descontos, Velásquez deu alguma expressão à qualidade ofensiva mostrada pelo Arouca.
2016-01-23
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Stats

O Benfica ganhou os últimos sete jogos, todos desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, a 15 de Dezembro. Já igualou a melhor série da época passada, podendo superá-la se vencer o Arouca, em casa, em partida da 19ª jornada da Liga, após a qual pode mesmo assumir, ainda que à condição, a liderança. É que o Sporting, que está dois pontos acima, só joga em Paços de Ferreira umas horas depois. Após o empate frente ao U. Madeira, a equipa de Rui Vitória começou por ganhar em casa ao Rio Ave (3-1, para a Liga) e ao Nacional (1-0, na Taça da Liga), para depois se impor no terreno do V. Guimarães (1-0, na Liga). De regresso à Luz, goleou o Marítimo (6-0, Liga), vencendo depois três saídas consecutivas: 4-1 ao Nacional e 2-1 ao Estoril (ambos na Liga) e 1-0 ao Oriental (para a Taça da Liga). Esta série de sete vitórias já iguala a melhora da época passada, obtida também por esta altura, entre 21 de Dezembro e e 21 de Janeiro. Na altura, após a eliminação da Taça de Portugal, em Braga (1-2), o Benfica ganhou sete jogos da Liga e da Taça da Liga sem sofrer um único golo. Impôs-se ao Gil Vicente (1-0), ao Nacional (1-0), ao Penafiel (3-0), ao V. Guimarães (3-0), ao Arouca (4-0), ao Marítimo (4-0) e ao Moreirense (2-0), só sendo travado a 26 de Janeiro, em Paços de Ferreira: perdeu por 1-0, com um golo de penalti no último minuto. Se ganhar ao Arouca, concretizando a oitava vitória consecutiva, o Benfica supera essa marca de 2014/15. Para se encontrar oito vitórias seguidas dos encarnados, contudo, não é preciso recuar muito mais. Basta ir até Março e Abril de 2014, quando, após a perder com o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, a equipa venceu consecutivamente o Sp. Braga (1-0), o Alkmaar (1-0 e 2-0), o Rio Ave (4-0), o Arouca (2-0), o FC Porto (3-1), o Olhanense (2-0) e a Juventus (2-1). Nessa altura foi travado ao nono jogo, um empate a zero com o FC Porto no Dragão que, ainda assim, nos penaltis, deu acesso à final da Taça da Liga.   - Em casa, o Benfica venceu os últimos três jogos, incluídos na série acima identificada. Só duas equipas evitaram a derrota na Luz esta época: o Sporting, que ali ganhou por 3-0 na Liga, e o Atlético Madrid, que venceu por 2-1 na Champions.   - O Arouca, em contrapartida, não ganha fora de casa na Liga desde a primeira jornada, a 16 de Agosto, quando venceu no terreno do Moreirense por 2-0. Desde então, fora do seu estádio, só ganhou na Taça de Portugal, no terreno do Leixões (2-1, após prolongamento) e do Amarante (2-1).   - Raul Jiménez marcou nos últimos três jogos do Benfica na Luz, não ficando em branco em nenhum jogo ali realizado desde a tal derrota com o Atlético Madrid, a 8 de Dezembro. Depois disso, fechou a contagem nos 3-1 ao Rio Ave, marcou o golo solitário na vitória sobre o Nacional e o terceiro nos 6-0 ao Marítimo.   - A vitória do Arouca sobre o Benfica, na primeira volta, coincidiu com o primeiro – e único – golo marcado por uma equipa dirigida por Lito Vidigal ao Benfica. Antes desse golo de Roberto, Vidigal só tinha defrontado os encarnados por duas vezes, saindo de ambas vergado ao peso de um 3-0. Foi em Fevereiro de 2010, pela U. Leiria, e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso.   - Com quem Lito Vidigal tem vantagem é com Rui Vitória, tendo-a conquistado precisamente no dia em que defrontou o adversário com este ao serviço de um grande. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Lito (dois Belenenses-V. Guimarães e um Arouca-Benfica) e duas de Rui Vitória (sempre com o V. Guimarães e contra o Belenenses).   - Jonas, o artilheiro da Liga, estreou-se na competição contra o Arouca, na época passada. A 5 de Outubro de 2014, entrou ao intervalo de um Benfica-Arouca, substituindo Lima, e ainda fez o último golo de uma vitória ampla dos encarnados, por 4-0. Repetiu a história em Janeiro de 2015, nos 4-0 da Taça da Liga (substituiu Rui Fonte e fez o último golo) e ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca, em Março, fazendo o empate a um golo num jogo que o Benfica acabou por ganhar por 3-1. Só no jogo da primeira volta do atual campeonato ficou em branco.   - Lisandro López estreou-se na Liga portuguesa no mesmo dia de Jonas, na tal vitória por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. O argentino, porém, foi lançado por Jorge Jesus como titular.   - David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo especial. Primeiro porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória. Foi Vitória que o acolheu, no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal, quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira, numa vitória frente ao Sporting, em Agosto de 2010.   - O Arouca foi uma das equipas que já ganhou ao Benfica na atual Liga – as outras foram o FC Porto e o Sporting. Os comandados de Lito Vidigal impuseram-se por 1-0, em Aveiro, a 23 de Agosto, fruto de um golo de Roberto. Antes disso, em seis jogos contra o Benfica, a equipa nortenha só tinha conseguido um empate: 2-2 na Luz, para a Liga, em Dezembro de 2013. Da equipa que pontuou na Luz restam em Arouca os médios Nuno Coelho, David Simão e Pintassilgo e o avançado Roberto. No mesmo jogo atuaram pelo Benfica Luisão, Fejsa e Gaitán.
2016-01-22
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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Último Passe

Não me espanta nada o enquadramento do processo disciplinar a Naldo após o defesa central do Sporting ter empurrado Lito Vidigal no jogo em Arouca. E nem é preciso descodificar as razoes para isso em artigos e alíneas dos regulamentos: bastam a memória e uma noção mínima do comportamento que se exige a quem anda nos estádios. As tais que no domingo à noite falharam a muito mais gente.Ver um atleta de alta competição dar um empurrão daqueles num treinador que, mesmo tendo sido futebolista e, tendo a constituição robusta de sempre, não tem a obrigação de estar em forma e suportar este tipo de cargas sem cair, é um claro e grave atropelo às regras da educação e da boa convivência num relvado. Uma coisa são as quezílias entre jogadores e outra é vê-los esbarrar com contundência em gente mais velha. E aqui, o histórico dos castigos a Vandinho ou a Luisão, por exemplo, vinha tornar impossível que Naldo escapasse com uma punição leve, como chegou a ser ventilado nos jornais de hoje. As atenuantes - como o facto de ter reagido a uma ação anterior - deverão servir para que o central do Sporting escape com a pena mínima, mas os dois meses certamente ninguém lhos tirará. O problema é que Naldo não foi o único vilão em campo. A ação de Lito Vidigal foi igualmente muito grave: num misto de irritação com uma decisão do árbitro e de falta de fair-play, tentou impedir o jogador do Sporting de marcar uma falta, entrando pelo campo a dentro e chegando a confrontá-lo fisicamente. Uma ação de que, mais calmo, Lito Vidigal não se orgulhará e que obviamente não pode ser enquadrada nos 40 euros de multa que foram aplicados ao técnico do Arouca. Por fim, mesmo ficando fora do âmbito da Comissão Disciplinar, os festejos provocatórios de Octávio Machado em direção aos adeptos da casa e as palavras desbragadas do presidente do Arouca no final do jogo não deviam passar sem uma chamada de atenção de uma qualquer Comissão de Ética. É que o diretor do Sporting arriscou-se a provocar uma onda incontrolável de protestos dos adeptos da casa, certamente mais preocupados com o seu próprio clube do que Carlos Pinho, que pareceu bem mais consternado com os dois pontos ganhos pelo Sporting do que com o ponto perdido pelo Arouca. É que em vez de se centrar na luta do Arouca pela manutenção, o que se lhe ouviu foram queixas acerca da forma como o Sporting poderá ganhar a Liga. E para isso já há muita gente encartada.
2015-11-10
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O Sporting venceu em Arouca, por 1-0, chegando à décima jornada com 26 pontos, no que é o seu melhor arranque de Liga desde que a vitória vale três pontos – o melhor eram os 23 de 2013/14, 2011/12, 2006/07 e 1995/96. Transpondo a pontuação da equipa de Carlos Queiroz em 1994/95 para o sistema atual, chegaríamos então aos mesmos 26 pontos de agora. Esse foi, de resto, o último ano em que o Sporting chegou à 10ª jornada na liderança, tendo acabado em segundo lugar, atrás do FC Porto.   - Jorge Jesus, por sua vez, igualou o arranque de época que fez no Benfica, em 2012/13, quando também somava 26 pontos à décima jornada. Nesse campeonato acabou por ser ultrapassado pelo FC Porto, perto do final, mas a verdade é que não liderava sozinho à décima ronda: tinha os mesmos pontos que os dragões.   - Além disso, o Sporting mantém-se sem perder jogos na Liga ao fim de dez jornadas, algo que já não conseguia desde 1998/99. A equipa de Mirko Jozic chegou à décima jornada dessa Liga com 22 pontos, fruto de seis vitórias e quatro empates, e em segundo lugar, a dois pontos do Boavista. A primeira derrota chegou à 14ª ronda e o Sporting acabou o campeonato em quarto lugar, com cinco jogos perdidos.   - Foi a terceira vitória do Sporting na Liga com golos nos últimos cinco minutos. Aconteceu logo na primeira jornada, graças a um penalti de Adrien frente ao Tondela, em Aveiro (2-1); na quinta, quando Montero marcou aos 86’ o golo que valeu os três pontos contra o Nacional, em Alvalade (1-0); e agora em Arouca, graças a um tento de Slimani ao minuto 90 (outra vez 1-0).   - Slimani fez o oitavo golo da época, chegando lá em menos tempo mas mais jogos do que na temporada anterior. Em 2014/15 só chegou aos oito golos a 29 de Novembro, na vitória caseira frente ao V. Setúbal (3-0), mas fê-lo em 14 jogos. Desta vez precisou de 16, viajando a uma média rigorosa de um golo a cada dois desafios.   - Lito Vidigal, treinador do Arouca, foi expulso pela segunda vez esta época. Já lhe tinha sucedido no empate em casa frente ao Belenenses, em Setembro, na altura por ordens do árbitro Luís Ferreira.   - Jorge Jesus voltou a obter uma vitória na sequência de um jogo perdido. São já dez vitórias seguidas na ressaca de uma derrota de uma equipa sua. A última vez que não respondeu com uma vitória a uma derrota foi no final da época de 2013/14, quando, ainda no Benfica, perdeu com o FC Porto na Liga e a seguir empatou na final da Liga Europa com o Sevilha.   - Naldo foi o segundo jogador do Sporting expulso na Liga esta época, depois de o mesmo ter acontecido a João Pereira, a 11 minutos do fim, no empate caseiro (1-1) com o Paços de Ferreira, a 29 de Agosto. O vermelho visto pelo brasileiro a três minutos do final do jogo de Arouca foi o seu primeiro desde Novembro de 2011, quando foi expulso a cinco minutos do fim de um empate do Cruzeiro com o Avaí, em Florianópolis.   - As expulsões do Sporting têm vindo aos pares, esta época. No jogo imediatamente após o vermelho a João Pereira, veio outro para a João Mário, contra o CSKA, em Moscovo. E agora o vermelho a Naldo sucedeu no jogo que se seguiu à expulsão de Rui Patrício na Albânia, frente ao Skenderbeu.   - Os últimos golos do Sporting em inferioridade numérica tinham valido um troféu. Aconteceram a 31 de Maio, no Estádio Nacional, e permitiram levar a final da Taça de Portugal de 0-2 para 2-2 e para o desempate por penaltis que acabou por sorrir aos verde-brancos. Nesse dia, após a expulsão de Cédric, marcaram Slimani e Montero, os dois intervenientes no lance do golo de ontem.   - Rui Patrício voltou a manter a baliza a zeros na Liga, o que já lhe acontece pelo terceiro jogo seguido (3-0 ao Benfica, 1-0 ao Estoril e 1-0 ao Arouca) e lhe permite aumentar para 278 o total de minutos sem sofrer golos na prova. O Sporting não estava três jogos seguidos sem sofrer golos na Liga desde Dezembro/Janeiro, quando defrontou Nacional (1-0), Estoril (3-0) e Sp. Braga (1-0). Na altura, Rui Patrício esteve 364 minutos sem sofrer golos, entre um obtido por Cardozo (Moreirense, a 14/12) e outro de Del Valle (Rio Ave , a 18/1).   - O Arouca perdeu, após cinco empates seguidos na Liga, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Depois de ter vencido nas primeiras duas jornadas, já não ganha há oito jogos na Liga, o que fica a um jogo da pior série da equipa na prova, estabelecida em nove jogos, entre Setembro e Dezembro de 2013.  
2015-11-09
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Último Passe

Um golo caído do céu – literalmente, pois surgiu num passe aéreo para a área, numa altura em que picardias várias tinham posto o futebol em suspenso – permitiu ao Sporting vencer por 1-0 em Arouca, com apenas dez homens em campo e manter a vantagem na tabela sobre Benfica e FC Porto, que tinham ganho antes os seus jogos da 10ª jornada. Os líderes da Liga não fizeram uma boa exibição, porque lhes faltou perceber que o futebol de solicitação constante dos avançados nas laterais exige um ritmo mais elevado e uma chegada mais rápida dos médios à zona de definição. Foram lentos e previsíveis face a um Arouca que não se destapava nem para contra-atacar e acabaram por chegar ao golo quando o aproximar do final do jogo e a expulsão de Naldo os levou a abdicar do plano original: Ruiz picou a bola para a área e apanhou lá ambos os pontas-de-lança, Montero controlou e rematou contra um defesa e Slimani fez o golo na recarga. O Sporting foi mandando sempre no jogo, mas o ritmo baixo que lhe impôs fazia crer que a equipa estava fatigada de um jogo europeu que, na realidade, não fez na passada quinta-feira: dos titulares, só Rui Patrício, Adrien, João Mário e Paulo Oliveira estiveram em campo na Albânia. O plano de jogo era o habitual, com as diagonais dos extremos para o meio e a saída dos pontas-de-lança para os corredores laterais, mas a lentidão na chegada à área, fruto provavelmente do excelente preenchimento do corredor central por parte da equipa do Arouca, impedia o Sporting de ser perigoso. E a verdade é que mesmo com mais bola, mais ataques, mais remates, o Sporting só ameaçava a baliza de Bracalli em lances de bola parada: na primeira parte, só mesmo no final, num livre de Jefferson para a cabeça de Paulo Oliveira os leões estiveram à beira de se colocar em vantagem. O Arouca chegou do intervalo ainda mais centrado na defesa da sua baliza, quase abdicando de contra-atacar. E o jogo entrou num impasse perfeito, que fazia crer na eternização do 0-0. Até ao momento em que se virou a mesa, a três minutos do fim: Lito Vidigal, treinador do Arouca, entrou em campo, só ele saberá se para protestar uma falta que acharia que era ao contrário ou para impedir o Sporting de marcar o respetivo livre com rapidez; Naldo empurrou-o pelas costas, fazendo-o ir ao chão. Ambos foram expulsos e gerou-se um clima instável, um clima em que a emoção se sobrepôs à razão, aproveitado por Slimani para fazer o golo de uma vitória celebrada pelos jogadores e responsáveis leoninos como se tivesse valido um troféu. Vale, pelo menos, a liderança até Dezembro.
2015-11-08
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Stats

O Sporting vem de uma derrota pesada nas competições europeias, por 3-0, em Elbasan, frente aos albaneses do Skenderbeu. Esta é uma daquelas alturas em que toda a gente – jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos… - querem que o próximo jogo chegue depressa, para apagar a má impressão deixada em campo. E se o Sporting este ano tem respondido bem às derrotas, essa não era a norma no passado recente. Já Jorge Jesus tem um registo diametralmente oposto: respondeu com vitórias às últimas nove derrotas. A parte mais recente deste percurso é comum, pois Jesus está no Sporting. Esta época, o Sporting perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1, ficando fora da Champions) e a seguir foi a Coimbra bater a Académica pelo mesmo resultado. Depois disso, veio o desaire caseiro com o Lokomotiv (1-3), seguido de nova vitória, desta vez frente ao Nacional (por 1-0). Os 3-0 que os leões encaixaram do Skenderbeu foram a terceira derrota da época, pelo que fica a dúvida acerca da forma como a ela responderão. Na época passada, responderam com vitória a cinco das sete derrotas que cederam, sendo as exceções o empate na Choupana com o Nacional (2-2), na meia-final da Taça de Portugal, depois da derrota no Dragão com o FC Porto (0-3), em Março, e o empate em casa com o Moreirense (1-1) após o desaire ante o Chelsea, em Londres (1-3), em Dezembro. Ao mesmo tempo, Jorge Jesus dava cartas no Benfica. Em toda a época passada perdeu sete vezes, mas a todas elas respondeu com vitórias no jogo seguinte. Perdeu em casa com o Zenit (2-0) e a seguir bateu o Moreirense (3-1). Perdeu fora com o Leverkusen (3-1), mas respondeu com uma vitória por 4-0 sobre o Arouca. Saiu derrotado de Braga (2-1), mas reencontrou-se a tempo de ganhar em casa ao Rio Ave (1-0). Perdeu com o Zenit na Rússia (1-0), mas foi depois vencer a Académica em Coimbra (2-0). Foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2) e ganhou de seguida ao Gil Vicente (1-0). Depois do Natal, já sem competições europeias, só teve mais duas derrotas: 1-0 em Paços de Ferreira, a que se seguiu um 3-0 ao Boavista, e 2-1 em Vila do Conde com o Rio Ave, a que se seguiu um 3-1 ao Nacional. Ao todo, são nove respostas positivas das equipas de Jesus às nove últimas derrotas, o que leva a que para se encontrar uma má sequência seja preciso recuar ao fim da época de 2013/14, quando o Benfica de Jesus perdeu com o FC Porto na Liga (2-1) antes do empate a zero (seguido de derrota nos penaltis) na final da Liga Europa, frente ao Sevilha.   - Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas não marcaram sequer um golo em três jogos, tendo sofrido onze. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso só se encontraram mais duas vezes, ambas ganhas por Jesus por 3-0: um Benfica-U. Leiria em Dezembro de 2010 e um Benfica-Belenenses em Dezembro de 2014.   - Em contrapartida, o atual treinador do Arouca consegue ter um registo neutro nos confrontos com o Sporting: duas vitórias, três empates e duas derrotas. Na época passada, no Belenenses, não perdeu nenhuma vez, tendo empatado as partidas da Liga (1-1 em Alvalade e no Restelo) e ganho por 3-2 em casa na Taça da Liga (ainda que com um “Sporting B”). A última derrota foi, assim, em Abril de 2014: 0-1 no Restelo, no jogo em que o Sporting de Jardim assegurou matematicamente o segundo lugar e o apuramento direto para a Champions. Antes disso, mais três jogos, sempre pela U. Leiria, em 2009/10: vitória por 1-0 em Alvalade, empate a uma bola em Leiria e derrota em casa por 2-1 para a Taça da Liga.   - Jesus tem quatro vitórias e um empate frente ao Arouca, sempre ao serviço do Benfica. Ganhou por 2-0 e por 3-1 em Arouca, impondo-se duas vezes por 4-0 na Luz (uma delas para a Taça da Liga). O único revés foi o empate a dois golos na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta formação.   - Montero e Tanaka fizeram as estreias na Liga portuguesa contra o Arouca. O colombiano, lançado como titular por Leonardo Jardim a 18 de Agosto de 2013, contribuiu com um “hat-trick” para os 5-1 com que o Sporting ganhou. E o japonês teve os primeiros 14 minuto na prova, dados por Marco Silva, a 23 de Agosto de 2014, estando na génese do golo de Carlos Mané, já em período de descontos.   - David Simão, por sua vez, estreou-se na Liga a jogar frente ao Sporting. E com uma vitória. Foi lançado como titular por Rui Vitória, a 14 de Agosto de 2010, num Paços de Ferreira-Sporting que os castores venceram por 1-0. Roberto também se estreou contra o Sporting, mas com derrota: Pedro Emanuel deu-lhe a titularidade nos tais 5-1 de Agosto de 2013.   - O Arouca vem com sete empates consecutivos, um deles transformado em vitória no prolongamento (2-1 em Matosinhos, contra o Leixões, na Taça de Portugal. De resto, depois da derrota com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro), a equipa de Lito Vidigal empatou com U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, com derrota nos penaltis, na Taça da Liga), Leixões (1-1, com vitória por 2-1 no prolongamento, na Taça de Portugal), Tondela (1-1) e V. Setúbal (0-0).   - O Sporting ganhou os quatro jogos que fez com o Arouca, mas só num não esteve a perder – e foi naquele que enfrentou mais dificuldades. Aconteceu em Agosto de 2014, quando só um golo de Carlos Mané, aos 90+3’, separou as duas equipas para o 1-0 final. De resto, a história tem sido semelhante: o Arouca marca primeiro e o Sporting vira o placar, sempre com um defesa-central entre os marcadores: Maurício nos 5-1 de Agosto de 2013, Rojo nos 2-1 de Janeiro de 2014 e Tobias nos 3-1 de Fevereiro deste ano.   - Cosme Machado faz o 99º jogo na Liga portuguesa e o 14º a envolver o Sporting. Com ele, os leões só perderam uma vez (2-0 com o Marítimo, nos Barreiros, em 2011/12), mas empataram quatro, enquanto que o Arouca nunca ganhou (um empate e duas derrotas). Foi o árbitro de uma das vitórias do Sporting em Arouca (2-1, em Janeiro de 2014, com vermelhos a Tinoco e Rojo) e esteve no empate entre os leões e o Belenenses de Lito Vidigal, em Alvalade, na época passada (1-1).
2015-11-07
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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Jesus Corona teve uma estreia de sonho: dois golos na baliza do Arouca no primeiro jogo que fez na Liga portuguesa. Foi o primeiro jogador a bisar na estreia no nosso campeonato desde que o romeno Rusescu também marcou dois na vitória do Sp. Braga sobre o V. Guimarães (3-0), a 10 de Janeiro de 2014. Rusescu, no entanto, tinha ficado em branco num jogo anterior para a Taça de Portugal, frente ao Arouca. Para se encontrar um jogador que tenha feito pelo menos dois golos no primeiro jogo competitivo em Portugal é preciso ir buscar Montero, que a 18 de Agosto de 2013 fez um hat-trick nos 5-1 do Sporting ao… Arouca. No FC Porto, o último a bisar na estreia tinha sido Pena, que a 9 de Setembro de 2000 contribuiu com dois golos para os 2-1 do FC Porto, em casa, ao Paços de Ferreira.   - Esta não é a primeira vez que Corona marca na estreia. A 29 de Setembro de 2013 já tinha marcado nos 5-0 do Twente ao Groningen, o primeiro jogo que fez para a Liga holandesa.   - Aboubakar manteve o registo 100 por cento goleador sempre que defronta o Arouca. Na época passada já tinha marcado a fechar os 5-0 no terreno do adversário e feito o único golo na vitória caseira por 1-0. Ontem voltou a encerrar a conta portista, fazendo o que na altura era o 3-0.   - André André foi titular do FC Porto pela primeira vez à quarta tentativa, depois de três jogos como suplente utilizado (V. Guimarães, Marítimo e Estoril). Repete a história do pai, mas com muito mais rapidez, pois fê-lo à quarta ronda: em 1984, António André só foi titular à 11ª jornada, num empate a zero nas Antas contra o Sporting, depois de ter sido suplente utilizado contra Farense, Salgueiros e Penafiel.   - O segundo golo sofrido pelos portistas esta época teve vários pontos em comum com o primeiro. Tal como no Funchal, o golo de Maurides nasceu de um cruzamento na esquerda do ataque e foi marcado nas costas do lateral esquerdo azul e branco. Com menos culpas de Layun neste caso do que de Cissokho no tento de Edgar Costa, que custou ao francês o seu lugar no onze.   - Maurides fez ao FC Porto o seu segundo golo saído do banco nesta Liga, tornando-se o suplente mais goleador do campeonato. Antes já tinha feito o mesmo nos 2-0 com que o Arouca venceu o Moreirense.
2015-09-13
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Último Passe

Falar da vitória do FC Porto frente ao Arouca acaba necessariamente por ser falar de Corona, a estrela na noite de estreia. O extremo mexicano abriu a conta portuguesa com dois golos e mostrou outros pormenores que vão dar-lhe lugar cativo no onze titular de Lopetegui. É veloz como Tello, sabe ser retilíneo como Varela e junta-lhe a criatividade de Brahimi. Fazendo um paralelismo com o resultado do jogo (3-1) é um três em um que pode vir a ocupar a vaga de Quaresma nos corações dos adeptos portistas. E Corona resolveu um jogo que podia ter-se transformado num problema a sério. Porque depois de um arranque forte, com um golo feito no primeiro quarto-de-hora, os dragões voltaram a baixar o ritmo e a intensidade, saindo para o intervalo com a ideia de que era o Arouca a equipa mais ligada ao jogo. A equipa de Lito Vidigal teve mais bola do que o Porto na primeira parte, mostrou princípios sólidos de jogo e levou Lopetegui a sentir a necessidade de dar força ao meio-campo, trocando Brahimi por Danilo, que tinha ficado a descansar da seleção.  Só que então, além de Jesus Corona, apareceu André André, a partir desse momento colocado nas alas do ataque. Na esquerda, rematou para defesa difícil de Bracalli e golo na recarga fácil de Corona. E na direita encontrou Aboubakar em cima da linha de golo e colocou-lhe a bola à frente para o terceiro. Mais um que não deve sair do onze tão cedo.
2015-09-12
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Stats

A deslocação a Arouca pode ser encarada como especial por Vincent Aboubakar, que marcou sempre que defrontou o adversário de sábado. Mesmo que tenha servido apenas para fixar o resultado nos 5-0 finais e por isso tenha sido pouco mais que irrelevante, foi em Arouca que o camaronês fez o seu primeiro golo no campeonato. Depois, no jogo da segunda volta, foi ele que garantiu os três pontos aos azuis e brancos, marcando o único tento da curta vitória por 1-0 no Dragão. Aboubakar estreou-se com a camisola do FC Porto a 14 de Setembro do ano passado, jogando o último minuto de um empate a uma bola, contra o Vitória, em Guimarães. Três dias depois, na goleada europeia ao Bate Borisov, estreou-se a marcar ao segundo jogo, que foi também o que lhe aconteceu na Liga. À segunda partida, em Arouca, a 25 de Outubro, entrou a 15 minutos do final para o lugar de Jackson Martínez, com o resultado já em 4-0, mas ainda teve tempo para, de pé esquerdo, corresponder a um passe de Quaresma e, fazendo passar a bola por entre as pernas de Goicoechea, fixar o 5-0 final. O registo 100 por cento goleador contra o Arouca manteve-o com mais um golo na segunda volta. Titular no centro do ataque, por lesão de Jackson, já fizera um golo ao Basel, a meio da semana, para a Liga dos Campeões, e voltou a marcar no jogo de campeonato. Foi aos 32’, de cabeça, após cruzamento de (mais uma vez) Quaresma, e valeu uma vitória muito difícil, pois o FC Porto jogava com dez homens desde o minuto 12, por expulsão do guarda-redes Fabiano Freitas. O Arouca foi o único clube a quem Aboubakar fez mais de um golo na primeira época em Portugal, só sendo igualado nesse aspeto agora pelo V. Guimarães, em função do bis que o avançado camaronês assinou na primeira jornada. É, ainda assim, a única equipa à qual, tendo-a defrontado mais de uma vez, Aboubakar marcou sempre.   - O FC Porto ganhou todos os jogos oficiais que fez com o Arouca em toda a sua história. Também foram apenas quatro, sendo que neles o Arouca só fez dois golos (Rui Sampaio e Pintassilgo) e os dragões somam 13. Destes, o único jogador ainda presente no plantel portista é mesmo Aboubakar, que marcou dois. Jackson fez cinco, Quintero e Carlos Eduardo dois cada, Quaresma e Casemiro completam o lote de goleadores.   - Por arrastamento, Julen Lopetegui ganhou sempre que defrontou o Arouca: 5-0 fora e 1-0 em casa, na época passada. Além disso, ganhou no único confronto com Lito Vidigal (3-0, no FC Porto-Belenenses da época passada). Lito, por sua vez, perdeu sempre que defrontou o FC Porto: além desses 3-0, perdeu também por 1-0 no Dragão na sua estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014. Em 2009/10, aos comandos da U. Leiria, já tinha perdido por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010).   - Este Arouca-FC Porto apresenta um atrativo extra: é o primeiro confronto de irmãos na família Roque. Maicon, defesa central do FC Porto, pode apanhar pela frente com o “mano caçula” Maurides, avançado do Arouca que tem sempre entrado no decorrer dos jogos da Liga. O outro irmão, Muller, representa o Gondomar, mas quando Muller e Maurides chegaram a seniores no Brasil já Maicon estava em Portugal.   - O FC Porto empatou os últimos dois jogos que fez fora de casa na Liga. Ao 1-1 verificado já esta época nos Barreiros, com o Marítimo, há a somar o mesmo resultado no Restelo, com o Belenenses, na 33ª jornada da época passada. A última vitória portista como visitante, foi a 3 de Maio, em Setúbal, contra o Vitória, com golos de Brahimi e Jackson. O Arouca, em contrapartida, perdeu o último jogo que fez no seu estádio (1-2 com o Moreirense, a 23 de Maio). Desde então, ganhou o jogo em casa ao Benfica mas disputou-o em Aveiro.   - Jailson, defesa-direito do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a defrontar o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto a 9 de Fevereiro de 2014, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão.   - O FC Porto perdeu os três últimos jogos que fez na Liga com João Capela a apitar. Sempre fora de casa: 1-0 com a Académica, 2-1 com o Nacional (ambos em 2013/14) e 1-0 com o Marítimo (em 2014/15). A última vitória portista com este árbitro aconteceu em Setúbal, frente ao Vitória local, por 3-1, em 2013/14.
2015-09-11
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Último Passe

Não estou nada convencido de que a solução encontrada pela Liga para a questão dos jogadores emprestados seja a melhor. Sei que em Inglaterra também se faz assim e que os clubes não podem utilizar os emprestados contra o clube que os cedeu. Porém, essa solução não resolve aquela que é a questão de fundo, que é a de se permitirem situações de concorrência desleal. Imaginemos que um clube espalha os excedentários pelos adversários, o que depois lhe permite defrontar a cada jornada equipas amputadas de jogadores importantes. É o que vai acontecer no domingo com Heldon, que o Rio Ave não poderá utilizar no jogo com o Sporting. E que também já sucedeu e voltará a suceder em jogos do FC Porto e do Sporting. Anda por aí tanta gente preocupada com o facto de o Arouca ter defrontado o Benfica em Aveiro e se preparar para receber o FC Porto no seu estádio, e poucos falam deste problema, bem mais premente. São os jogadores e não os estádios que ganham os jogos... A única solução justa para a questão - a solução que também moralizaria as regras de mercado - passaria pela redução do total de jogadores que um clube pode ter sob contrato para um número razoável e pela limitação drástica dos empréstimos no mesmo campeonato, para uns dois ou três. Se assim fosse, os grandes teriam muito mais parcimónia nas suas contratações e os pequenos até poderiam chegar aos jogadores que têm emprestados sem ficar a depender da boa vontade dos grandes e, sobretudo, sem que caísse sobre eles a suspeição de que algo terão de fazer para retribuir esses favores. Dessa forma ficava a ganhar a concorrência, dando-se um grande passo para que crescesse a competitividade. Poderia igualmente ficar a ganhar a seriedade, mas para isso seria ainda preciso que os clubes o quisessem e que a Liga se mexesse no sentido de impedir imoralidades. Miguel Rosa já não está emprestado pelo Benfica ao Belenenses há dois anos, mas nunca sobe ao relvado quando os dois clubes se defrontam. Ricardo Sá Pinto já disse que o atacante formado na Luz está convocado para o Benfica-Belenenses desta sexta-feira. Fico à espera de ver se joga, tal como jogou (e com bons resultados) nas jornadas já efetuadas deste campeonato. 
2015-09-10
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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Artigo

- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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Último Passe

O Arouca furou os planos à nação benfiquista, que se deslocou em peso a Aveiro, ao vencer o bicampeão nacional por 1-0 e assumir a liderança isolada da Liga que os adeptos encarnados julgavam ter reservado após os empates de Sporting e FC Porto. Roberto marcou o golo da vitória logo aos 2’ e, num bom início arouquense, ainda teve o 2-0 nos pés, antes de se ver o melhor Benfica da época. Os encarnados, porém, não marcaram nessa numa excelente meia-hora liderada por Pizzi e a equipa de Lito Vidigal acabou por impor-se graças àquilo a que, nos seus dias, Tomislav Ivic chamava um massacre de futebol defensivo.Rui Vitória não cometeu o erro que se vira na véspera a Lopetegui e meteu muita gente na frente para forçar o empate. O Benfica acabou o jogo com três pontas-de-lança (Mitroglou, Jiménez e Jonas) e outros tantos extremos (Vítor Andrade, Carcela e Gaitán), mas nessa altura foi presa fácil para o futebol defensivo da equipa da casa. Com duas linhas baixas junto à sua área, Vidigal controlou o jogo desde trás: não dava profundidade ao ataque encarnado, abria bem para controlar a largura e tinha densidade suficiente para impedir o jogo entre linhas no corredor central. Claro que um golo podia sempre surgir, num dos inúmeros cruzamentos que o Benfica fez para a área na segunda parte, mas já não e via a maior arma que os encarnados tinham mostrado no primeiro tempo.É que a velocidade dessa altura parece ter ficado no balneário ao intervalo. Quem tivesse parado de ver o jogo ao intervalo, dificilmente acreditaria que o Benfica ia acabar com um zero no marcador, tantas tinham sido as ocasiões de que dispusera. Até aí, graças a uma excelente meia-hora, com Pizzi a liderá-la, a equipa encarnada mostrou um futebol parecido com o da época passada: rapidez a mover a bola, tirando-a com facilidade da zona de pressão e criando desequilíbrios na estrutura defensiva do Arouca, a ponto de a equipa de Vidigal ter perdido o critério com que saía a jogar e deixado de ameaçar Júlio César com a frequência com que o fizera nos primeiros 10’. Abundaram por essa altura as ocasiões para o Benfica empatar e, antes de lhe valer o tal jogo defensivo impecável, ao Arouca valeu Bracalli, o guarda-redes que se desdobrou em defesas e que comanda a única baliza ainda inviolada nesta Liga.
2015-08-23
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Stats

Jonas, um dos melhores marcadores da Liga após a primeira jornada, com dois golos ao Estoril, vai procurar amealhar mais tendo pela frente um dos seus adversários prediletos, o Arouca, uma das equipas nacionais contra a qual nunca ficou em branco, já a tendo enfrentado por três vezes. O Arouca, aliás, será sempre especial para o goleador brasileiro que o Benfica foi buscar ao Valência já a época passada tinha começado, pois foi contra a formação que na altura era comandada por Pedro Emanuel que se estreou na Liga: foi a 5 de Outubro de 2014, Jonas entrou ao intervalo para o lugar de Lima, com 0-0 no marcador, e fez o último tento de uma vitória ampla dos encarnados (4-0), correspondendo a um cruzamento de Ola John.Desde esse dia, Jonas defrontou o Arouca por mais duas vezes. Repetiu a história em Janeiro, nos 4-0 da Taça da Liga (entrou ao intervalo para o lugar de Rui Fonte e fez o quarto golo da partida) e, com mais dificuldades, ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca em Março, obtendo o primeiro golo de uma vitória por 3-1, depois de Iuri Medeiros ter adiantado a equipa da casa. Jonas marcou sempre ao Arouca, portanto, mas a equipa do distrito de Aveiro nem é caso único no historial luso do atacante brasileiro, que entre as formações que já defrontou mais de uma vez também nunca perdoou a Nacional e Moreirense (ambos com três jogos), bem como a Penafiel e Estoril (estes com dois).O Arouca não é, mesmo assim, a equipa portuguesa a quem Jonas fez mais golos, uma vez que Moreirense, Nacional e Estoril foram castigados com quatro. É, de qualquer modo, o próximo adversário, e o Benfica bem precisa que ele volte a mostrar a costumeira eficácia frente às redes. - Tal como Jonas, também Lisandro Lopez entrou no futebol português a enfrentar o Arouca. Ambos se estrearam na Liga a 5 de Outubro de 2014 na vitória do Benfica sobre o adversário deste domingo por 4-0. Pizzi fez nesse dia o primeiro desafio com a camisola do Benfica, mas já tinha experiência anterior na Liga portuguesa. - Rui Vitória vai fazer o 157º jogo ao comando de uma equipa na Liga e tem boas hipóteses de celebrar um golo ou, em contrapartida, de o sofrer, pela 200ª vez. O seu score atual é de 62 vitórias, 36 empates e 58 derrotas, com um empate técnico entre golos marcados e sofridos: 198. - Em contrapartida, Lito Vidigal não conseguiu que equipas lideradas por ele fizessem sequer um golo ao Benfica. Só apanhou os encarnados pela frente duas vezes e de ambas saiu vergado ao peso de um 0-3: aconteceu em Fevereiro de 2010 aos comandos da U. Leiria e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso. A equipa passou para as mãos de Lázaro Oliveira, que perdeu na Reboleira por 1-0. - Apesar de ter estado por vezes à frente de equipas na mesma divisão de Rui Vitória muito antes disso, Lito Vidigal só enfrentou o atual treinador do Benfica pela primeira vez em Abril de 2014, quando o seu Belenenses se impôs em casa ao V. Guimarães do ribatejano por 3-1. Desde então, houve mais três desafios entre os dois, sendo que ambos somam duas vitórias frente ao adversário deste domingo. O Belenenses de Lito ganhou ainda em Guimarães por 1-0 para a Liga em Fevereiro, mas o V. Guimarães de Rui Vitória tinha-se imposto em casa por 2-0 para a Taça da Liga quatro dias antes e tinha ganho no Restelo por 3-0 para a Liga em finais de Agosto de 2014. - O médio David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo diferente. Primeiro, porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória, atual técnico dos encarnados. Foi Vitória quem o acolheu no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira (2010/11), numa vitória frente ao Sporting (14 de Agosto de 2010). - É preciso recuar oito anos, até 18 de Agosto de 2007, para ver o Benfica perder pontos num jogo fora de casa que não tenha sido disputado no estádio do adversário. Foi no Bessa, terreno do Boavista, que os encarnados não foram além de um empate a uma bola com o Leixões, que nessa noite utilizava por empréstimo o relvado axadrezado. O empate foi fatal para Fernando Santos, atual seleccionador nacional, despedido da Luz dias depois. - Desde essa data, o Benfica já ganhou ao Monsanto em Torres Novas (Taça de Portugal, 6-0, em Outubro de 2009), ao Portimonense no Estádio do Algarve (Liga, 1-0, em Outubro de 2010), à U. Leiria na Marinha Grande (Liga, 4-0, em Janeiro de 2012), ao Olhanense no Estádio do Algarve (Liga, 3-2, em Dezembro de 2013) e a este mesmo Arouca em Aveiro (Liga, 2-0, em Abril de 2014). - Este será o terceiro jogo “em casa” que o Arouca faz fora do seu estádio na Liga, mudando-se para Aveiro. Nos dois anteriores, ambos na ponta final de 2013/14, a equipa ainda comandada por Pedro Emanuel perdeu com o Benfica por 2-0 e ganhou ao Gil Vicente por 1-0. - O único resultado útil que o Arouca conseguiu contra um grande foi ante o Benfica, mas na Luz, onde empatou a dois golos em Dezembro de 2013. Em casa perdeu os seis jogos feitos contra Benfica, FC Porto e Sporting, com a particularidade de ter estado em vantagem em três deles (duas vezes com o Sporting e uma com o Benfica) mas ter acabado por sucumbir. - Nuno Almeida, o árbitro deste Arouca-Benfica, esteve na festa do título encarnado na última época (4-1 ao Marítimo) e, com ele, o pior que aconteceu ao Benfica foi empatar em casa (3-3) com o Rio Ave, em Novembro de 2004, na primeira vez que ele apitou os encarnados. Desde essa altura, o Benfica ganhou os seis jogos que fez com ele na Liga. O árbitro algarvio só apitou o Arouca na Liga por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: derrotas por 1-0 em Alvalade frente ao Sporting (há sensivelmente um ano) e em casa com o Belenenses (em Abril). Em ambos os jogos o árbitro assinalou um penalti contra o Arouca: Nani falhou o dos leões, Pelé converteu o dos azuis.
2015-08-21
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