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Uma semana dedicado a outros projetos valeu-me agora o regresso a um futebol português posto de pernas para o ar. As razões são as habituais: as arbitragens e a interferência que têm nos resultados dos jogos. A este respeito, quem me segue já sabe o que penso. Há culpa de todos, dos que andam nos relvados aos que dirigem, passando pelos que reportam (estes umas vezes por inércia e outras por exagero no aproveitamento populista), mas o pior é mesmo não querermos olhar para as coisas como elas devem ser vistas. Os árbitros erram e acredito que o futuro do futebol tem de passar (e rapidamente) pela criação de condições para que comecem a errar menos, com a institucionalização de um árbitro de régie, que tenha acesso às imagens de todas as câmeras disponíveis ao realizador de televisão. Isto não é unânime nem sequer pacífico. E até se preza a leituras como as que vi esta semana feitas por gente inteligente e responsável, que mesmo assim não se coibiu de dizer que com o vídeo-árbitro as coisas não teriam sido diferentes. Talvez. Não sou capaz de dizer que sim nem que não. Mas tenho a certeza que a complexidade de que se faz a natureza humana pode ajudar-nos a explicar o que acontece tanto a montante como a jusante dos factos. Nunca explico jogos em função do acerto ou do erro das arbitragens. E se o não faço não é por achar que os árbitros acertam sempre, por ter medo de os afrontar ou por estar ao serviço de alguém que os comande como se fossem marionetas. Não o faço por acreditar que há sempre aspetos mais relevantes, que quem gosta de futebol pode debater para aumentar os seus conhecimentos e tornar o debate bem mais frutuoso. E não o faço por saber que o dia em que entrasse por aí seria o dia em que todos os outros caminhos iriam esbarrar numa parede, porque nesse caminho nunca é possível definir quem tem mais razão, tais são as suas subjetividade e (até às vezes) irracionalidade. A mesma natureza humana que nos ajuda a explicar o erro dos árbitros volta a entrar na equação no momento em que o discutimos. Duplamente. Primeiro porque o sacudir de água do capote (em direção a tudo e muitas vezes aos árbitros) em noites de frustração é um reflexo muito normal no homem. Depois, porque em qualquer organização as relações de poder e a forma de as condicionar a nosso favor são aspetos fundamentais para separar o sucesso do insucesso. Sei disso. Sempre o soube. Ora isto quer dizer o quê? Que os árbitros erram, sim. Que cabe aos líderes do futebol criar condições para que eles errem menos a cada dia que passa. Que apesar de isso não levar a lado nenhum, o choradinho de quem se sente prejudicado é tão natural e humano como o erro. Tão natural, igualmente, como a propensão – também ela humana – para querer dominar as organizações e passar a ser beneficiado nelas se tal for possível. Aliás, muitas vezes esse choradinho não mais é do que uma tentativa de condicionamento para virar a mesa. Perante isto, o que fazer? Depende do lugar em que nos coloquemos. Os árbitros têm de continuar a apitar, os jogadores a jogar, os treinadores a treinar, os dirigentes a dirigir, os adeptos a apoiar, os jornalistas a reportar e a investigar. O que é muito diferente de se concluir que se os árbitros erram é porque são corruptos ou parte de um sistema que é corrupto, mas também de inferir que se as provas não nos caem no colo é porque não há corrupção nenhuma  – aqui serão as provas a marcar a diferença, mas é preciso inquietação e ir à procura delas. Esta semana, tal como em várias ocasiões no passado, quando eram outros a queixar-se e outros também a manter-se em silêncio, não foram apenas os árbitros a exorbitar nos seus erros. Houve muitos jogadores e treinadores a ir longe demais nos protestos, mas também na acusação pública e na tentativa de expor os rivais ao ridículo. Houve responsáveis de clubes a exagerar na reação à infelicidade e adeptos a passar muito para lá das marcas nas ações e nas palavras. Os jornalistas estão entre a apatia face ao que muitos julgam ser passível de acusação (mesmo sem provas, que não se conseguem só porque se quer) e a denúncia populista, porque é o caminho mais fácil para somar likes e cliques. Este é um assunto delicado. Não é por medo ou por conivência, mas sim por respeito à presunção da inocência. E não se resolve a misturar análise a jogos com avaliação das arbitragens.
2017-01-08
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Último Passe

O vídeo-árbitro foi risível no Mundial de clubes e a experiência serviu aos que sempre se opuseram à sua utilização para provarem uma razão que na verdade não têm. Não tivesse Gianni Infantino, presidente da FIFA, vindo reiterar que o caminho é para ser percorrido e até me ocorreria pensar que foi para adiar a discussão por mais uns anos que serviu esta experiência. Como assim não é, importa aprender com os erros que foram cometidos para que o futebol possa centrar-se no que é fundamental. E o que é fundamental não é abolir o erro ou a componente subjetiva que preside a cada decisão. É dar aos árbitros os melhores meios de diagnóstico possíveis. E isso não foi feito no Mundial de clubes. Aquilo que foi experimentado no Mundial de clubes é, em si, ridículo. Pedir a um árbitro que dê uma corridinha até um monitor colocado na linha lateral para ver uma repetição de um lance é apenas idiota, porque aumenta a pressão mediática sobre o decisor, com toda a gente a olhar para ele e para aquele pequeno monitor, porque não lhe dá todos os meios possíveis para esclarecer e trava na mesma o fluir o jogo. O que defendo não é isso. O que defendo há anos é a existência de um árbitro de régie, de um especialista treinado para tomar decisões rápidas com base em imagens televisivas, que tenha acesso imediato às imagens de todas as câmeras disponíveis para o realizador televisivo e que esteja em comunicação permanente por circuito áudio com os outros árbitros de campo. A entrada em vigor deste sistema teria de pressupor alguma abertura por parte das instâncias que regem a arbitragem e o futebol em geral. Ganhar-se-ia, por exemplo, com uma explicação por parte do árbitro no sistema sonoro do estádio a cada decisão do vídeo-árbitro, para que todos os espectadores percebessem o que estava a passar-se. É o que se faz no râguebi, por exemplo. E quando se ativaria o vídeo-árbitro? Simples. O vídeo-árbitro poderia ser ativado de duas formas. Quando os clubes, pela voz do seu treinador ou do seu capitão de equipa, desafiassem a decisão do árbitro central (e perderiam esse direito após duas oportunidades em que não lhes fosse dada razão), nunca sendo o jogo interrompido para tal – a consulta seria feita após a interrupção normal seguinte. Ou então quando o árbitro central, por ter dúvidas ou por ter sido para tal alertado pelo árbitro de régie, quisesse, por si só, pedir uma segunda opinião a quem pudesse rever as imagens de vários ângulos. É aqui que começam as objeções. Já ouvi muitas diferentes, mas todas são rebatíveis. Que o jogo perderia a fluidez, permitindo, por exemplo, a uma equipa pedir a intervenção do vídeo-árbitro só para impedir um contra-ataque perigoso após a perda da bola. Errado, pois nenhuma jogada seria interrompida, já que só após a interrupção normal de jogo se pediria a intergvenção do vídeo-árbitro. Que o árbitro-central perderia a sua capacidade de decisão, tendo de a delegar noutro elemento da equipa de arbitragem. Mas isso já acontece com os árbitros auxiliares, que se tornaram muito mais do que simples fiscais de linha. Ou algum árbitro central manda seguir o jogo depois de um seu auxiliar agitar a bandeira como se não houvesse amanhã para assinalar uma falta? Que levaria uma eternidade até se ter uma decisão. Outra vez errado. Basta perguntar a qualquer realizador quanto tempo leva a ter acesso a todas as imagens de todas as câmeras. Menos de um minuto, garanto. A minha objeção preferida, porém, é a de que o vídeo-árbitro não anula o erro, como é evidente pela consulta a diferentes opiniões de ex-árbitros dadas em painéis de jornais ou sites de internet, e que por isso não vale a pena tê-lo. Claro que não anula o erro. Primeiro porque o erro, como se sabe, é humano. Não é o sal ou a alma do futebol, como já ouvi dizer, mas infelizmente faz parte. Depois, porque em todas as tomadas de decisão há uma componente subjetiva, que depende da opinião de quem está a decidir. O objetivo, porém, não é nem nunca pode ser anular o erro. Tem de ser, isso sim, auxiliar o diagnóstico de quem tem o dever de decidir. Impedir que quem decide tenha menos meios que qualquer tele-espectador sentado no conforto do seu sofá. Impedir que eu em casa veja com os dois olhos aquilo que quem tem de decidir só vê com aquele onde necessita de mais dioptrias. O objetivo do vídeo-árbitro não tem de ser eliminar o erro. Tem de ser clarificar as coisas e, como disse Infantino, impedir que “uma equipa seja eliminada por causa de um erro dos árbitros”. Só por causa disso, serei sempre a favor.  
2016-12-19
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Artigo

Ainda faço parte de uma geração que passou boa parte da infância e da adolescência a correr atrás de uma bola, a ler sobre bola, a ver bola, a discutir bola. As mães e as avós, que não nos compreendiam, nem a nós nem aos nossos pais, diziam que éramos “doentes da bola”. Ouvi essa expressão com alguma frequência. Hoje, os doentes da bola deram lugar a outro tipo de doentes. São os doentes da arbitragem, aqueles que não correm atrás de uma bola, não leem sobre bola, não veem bola nem discutem bola. Só discutem penaltis e off-sides, mãos na bola e bolas na mão, intensidades e intenções. O problema é que ou estão a ficar em maioria ou são uma minoria demasiado ruidosa. É sintomático que no fim-de-semana em que o Tondela, último classificado da Liga portuguesa, surpreendeu o Sporting, que é primeiro, com um empate a dois golos no seu próprio estádio não se esteja a debater a audácia de Petit, que jogou com as linhas subidas e soltou dois velocistas em diagonais para a área do leão, ou que depois, no final, fez substituições ofensivas para ir buscar o empate. Argumentarão que não se discute o jogo dos pequenos. OK, discuta-se então a forma como Jesus montou a equipa na segunda parte, com dez, para virar um jogo que estava complicado, chamando outra vez Gelson e prescindindo de William em quebra. Ou como depois deixou que a equipa baixasse o ritmo antes de ter o resultado seguro e não fez atempadamente as trocas que se impunham para o congelar. Não. O que se discute é um penalti de Rui Patrício sobre Nathan Júnior. Para uns é, porque o guarda-redes toca na perna do jogador adversário. Para outros não é, porque também toca na bola, porque antes do choque, o avançado do Tondela deu um chuto na relva e depois festejou o apito do árbitro. É sintomático também que não se discuta a pressão que o Benfica foi capaz de fazer ao Estoril, não o deixando sair do seu meio-campo, ou o jogo nada ambicioso dos estorilistas, que amontoaram homens à saída da sua própria grande área, quase se limitando a dar a bola ao adversário e a convidá-lo a encadear ofensiva sobre ofensiva. Não. O que se discute é se Mitroglou estava fora de jogo no lance do 1-1 e se uma bola que tabelou nas costas de Pizzi entrou ou não na baliza de Kieszek. E não se discute a forma como os jogadores que o V. Guimarães tem na frente foram capazes de manter em respeito o FC Porto, o erro de Casillas no lance que deu a vitória aos minhotos ou a incapacidade do FC Porto para fazer um golo num jogo em que jogou mais pelo meio e menos pelas pontas relativamente à herança de Lopetegui. Não. Discute-se se é admissível que haja notícias nos jornais acerca do interesse do FC Porto no treinador do V. Guimarães e assinalam-se nexos de causalidade do tipo: se Conceição for mesmo para o FC Porto, é porque vendeu o resultado. Como se um dirigente no seu perfeito juízo pudesse contratar um treinador que vende resultados, sabendo que um dia, na Champions ou onde for, também o FC Porto encontrará adversários mais poderosos que ele. O problema são os malucos da arbitragem. Os fanáticos da ilegalidade. Posso dar a minha opinião sobre os lances polémicos – é penalti de Rui Patrício sobre Nathan, porque o guarda-redes do Sporting toca antes no adversário e só depois na bola; há fora-de-jogo de Mitroglou no golo que deu o empate ao Benfica e a bola impelida inadvertidamente por Pizzi entrou na baliza de Kieszek. Nos três lances, contudo, admito que me digam o contrário. O que não admito, porque não é saudável, é que queiram dizer-me o contrário com letra de lei, porque são três lances tão difíceis de analisar, tão no limite, que todas as opiniões são válidas. E porque, continuo convencido disso, no final as contas entre o deve e o haver não vão influenciar assim tanto a tabela classificativa. Tendem mesmo a equilibrar-se entre os três, como acho que estão realmente equilibradas neste momento. E é aí que entram em campo os malucos da arbitragem. Uns fazem-no por carolice, porque são facilmente influenciáveis, outros por dever profissional, porque são pagos para isso. Porque se convencionou que a melhor maneira de um clube ser beneficiado – ou de não ser prejudicado – é convencer a opinião pública que quem está a ser beneficiado é o adversário direto. E aí vale tudo, valem todas as formas de influenciar os observadores. Valem conferências de imprensa, posts no Facebook, tweets no Twitter, longos monólogos em programas de comentadores engajados ou soundbytes em newsletters diárias. Mas, ao contrário do que acontece no campeonato da bola, não me interessa rigorosamente nada saber quem vai à frente neste campeonato, no campeonato da estrutura, da comunicação. Porque posso ser doente mas sou um doente da bola. In Diário de Notícias
2016-01-18
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Último Passe

O Benfica não reagiu oficialmente às acusações lançadas por Bruno de Carvalho sobre as ofertas que alegadamente faria a árbitros, mas fontes do clube já se desdobraram em esclarecimentos destinados a desdramatizar a situação. Que a caixa só tem um custo de produção de 24 euros, aos quais se somam as entradas no Museu Cosme Damião e os jantares no Museu da Cerveja, mas que de qualquer modo o total respeita os limites máximos impostos pela UEFA, que é de 200 francos suíços, algo como 183 euros. Acredito. Mas não me chega. O presidente da APAF, José Fontelas Gomes, apressou-se a vir defender a classe, garantindo que nenhum dos seus membros aceitava ofertas que fossem além dos tais 183 euros. Percebo. Mas também não me chega. Porque a diferença entre cortesia e corrupção não está no valor da oferta mas sim no princípio. Nunca decidi jogos, como podem inadvertidamente fazê-lo os árbitros, mas sempre tive como muito claro que as minhas responsabilidades como jornalista não me permitiam aceitar ofertas de dirigentes de clubes, jogadores, treinadores ou empresários. E poucos saberão como me era sempre difícil explicar a familiares e amigos próximos as razões pelas quais não podia pedir sequer bilhetes para ir ver este ou aquele jogo, que já tinha lotação esgotada, mesmo que me oferecesse para os pagar – porque do outro lado podia sempre vir uma resposta como o “deixe lá estar isso: um dia destes faz-me um favor a mim”. A verdade é que nunca fiz pedidos desses e que jamais os farei. Porque a última coisa de que precisaria era de que um dia alguém me viesse recordar que uma vez lhe tinha pedido um bilhete para ir à bola, comido um almoço à conta ou aceite uma lembrança. Ora se isso é válido para mim, que – repito – não decido jogos, muito mais devia sê-lo para os árbitros, que com azar até podem fazê-lo. É verdade que, por tradição, vários clubes fazem ofertas a árbitros há décadas. É uma questão de cortesia, alegam. Mas mais do que ir buscar o limite máximo de euros que a UEFA impõe, o presidente da APAF devia ter sido claro nas indicações a dar aos seus homens: não há razão nenhuma para que essas ofertas, mesmo sendo legais, sejam aceites por agentes que já são relativamente bem pagos para cumprirem as suas tarefas de modo profissional. Da mesma forma que não há razão nenhuma para que os clubes pensem em oferecer aos árbitros presentes cujo valor se aproxima da metade de um salário mínimo. Porque ninguém oferece presentes a juízes do tribunal antes de uma audiência. E porque não se pode bradar pela verdade desportiva, condenar a “fruta” e o “café com leite” e depois ser assim tão cortez com os árbitros. É que às vezes mais vale ser bruto.
2015-10-06
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Último Passe

A validação e posterior anulação de um ensaio a Matawalu, porque as imagens de TV mostraram que o médio de formação das Ilhas Fiji tinha deixado cair a bola para a frente antes de a recuperar e de a pousar na zona de ensaio, e a anulação e posterior validação de outro ensaio a Nadolo, porque as imagens provaram que o salto do ponta fijiano era regular, trouxeram até muita animação ao jogo de abertura do Mundial de râguebi. O público ouve o árbitro na instalação sonora do estádio, vê as imagens dos lances nos ecrãs gigantes e vibra com o sistema a funcionar. Mas, mais do que animação, as duas decisões do árbitro sul-africano trouxeram justiça. E essa devia ser sempre a função de um árbitro em campo. No caso do Inglaterra-Fiji nem era o resultado que estava em causa: os dois lances ocorreram num período de cinco minutos – se o primeiro tivesse sido validado, o segundo provavelmente não teria acontecido – e foram ambos no ataque das Ilhas Fiji. Portanto, mais cinco pontos, menos cinco pontos, para quem gosta destas realidades contra-factuais o resultado seria até o mesmo. Mas haverá casos em que jogos se decidem por causa de uma decisão arbitral e condenar os árbitros a decidirem com muito menos meios do que quem está em casa a ver no sofá é tudo menos defender o futebol. Os árbitros não erram hoje mais do que antigamente: os adeptos é que têm muito mais meios para avaliar os erros que sempre se cometeram. Cada vez há menos argumentos razoáveis a favor do arcaísmo que regula a tomada de decisões dos árbitros no futebol. O argumento tantas vezes do tempo que se perde não colhe. O Inglaterra-Fiji começou às 20 horas, teve vários lances de consulta vídeo pelo árbitro, e acabou antes das 22 horas, cumprindo-se as duas partes de 40 minutos num período semelhante ao que leva uma partida de futebol. O argumento de o erro ser o sal do futebol só pode ser assumido por quem passa o tempo em gabinetes, mesmo que em tempos tenha pisado a relva. Defendo o direito dos árbitros ao erro, condeno os hooligans encartados que assumem que os erros dos árbitros são propositados ou os que só sabem explicar os jogos de futebol através dos erros de arbitragem (e só os que são contra as suas cores, que para os outros arranjam sempre uma explicação), mas acho que os árbitros deviam ser os primeiros a revoltar-se contra este estado de coisas, que os condena a demonstrações de inépcia a um ritmo diário. Ontem já era tarde.
2015-09-18
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