PESQUISA 

Último Passe

Um dos grandes atrativos desta pré-época vai ser ver o FC Porto de Sérgio Conceição. Um FC Porto “boom-boom”. Não só o treinador é um tipo explosivo, em termos de personalidade e liderança, como o futebol das suas equipas costuma ser muito baseado na capacidade de explorar as transições ofensivas. E o plantel vai reforçar-se com elementos capazes de servir este modelo. A dúvida que se coloca é a mesma que deve assaltar neste momento a cabeça do treinador: é possível montar uma equipa candidata ao título em Portugal assente nestes princípios, provavelmente mais dados à competição internacional? A pré-época vai certamente dar-nos pistas a este respeito, mas a ideia com que parto é a de que Conceição ganharia muito, por exemplo, em convencer Abobuakar a regressar. Mesmo depois de todos os desencontros que clube e jogador já protagonizaram. As equipas de Conceição costumam ser um pouco montadas à imagem do que era o Conceição jogador: velozes, explosivas, genuínas, mas não controladoras ou dominadoras. Já em Braga, por exemplo, ficaram dúvidas acerca da viabilidade de uma equipa que quer estar ao nível dos três grandes jogar este futebol baseado sobretudo em transições ofensivas. O jogo mais visível de Sérgio Conceição como treinador em Portugal – a final da Taça de Portugal, contra o Sporting, em 2015 – terá deixado a nu o problema: a ganhar por 2-0 e com um jogador a mais, por expulsão de Cédric, desde meio da primeira parte, o SC Braga decidiu controlar e deu-se mal, acabando por ceder o empate e perder nos penaltis. A separação de António Salvador teve mais a ver com aspetos de personalidade – a tal explosão sincera e genuína que é tão comum em Sérgio Conceição – mas a questão meramente futebolística merece ser debatida agora que o treinador chega a um grande. À partida, seria fácil associar o futebol típico de Conceição a um futebol de equipa pequena. Não tem de ser assim. E a diferença está precisamente na capacidade de explosão – daí falar aqui em FC Porto “boom-boom”. Ao contrário de Lopetegui, cuja equipa usava e abusava da posse, Nuno Espírito Santo, por exemplo, é um treinador da escola de Jesualdo Ferreira, um treinador que dá particular atenção às transições ofensivas e que gosta do ataque rápido. E o sucesso, aí, depende de quê? De médios inteligentes, capazes de definir bem o que fazer naqueles cinco segundos após a recuperação da bola (o momento de transição), e de atacantes capazes de explorar o espaço. Qual é o maior problema? É o que resulta do paradoxo-Depoitre: há equipas que, contra os grandes, se expõem tão pouco que obrigam a um jogo quase sempre em ataque organizado. Foi para isso que Nuno Espírito Santo quis Depoitre e foi com o falhanço do belga que o FC Porto anterior se espalhou. Ora a diferença entre esse FC Porto e o de hoje pode estar precisamente na capacidade de meter dinamite na frente. Para dinamitar o jogo portista, ficam Corona (veloz e repentista), Soares (bem na profundidade) e Danilo (bem a queimar linhas em posse), acrescentam-se Marega (explosivo), Hernâni (veloz e repentista) e Ricardo Pereira (explosivo, sobretudo se a jogar desde posições mais recuadas). E há ainda a possibilidade de também reaparecer Aboubakar (explosivo e combativo), que encaixaria que nem uma luva neste novo FC Porto. Ainda que para tal tivessem de o convencer de que o paradigma mudou e de que, ao contrário do que sucedia com Lopetegui, esta equipa lhe serve as caraterísticas. Era ainda preciso passar uma esponja sobre uma série de coisas que se disseram, de um lado e do outro. Mas isso é uma especialidade do futebol.
2017-07-06
LER MAIS

Último Passe

Uma tarde quase perfeita de Slimani e João Mário, conjugada com alguma fortuna em momentos capitais e com o desacerto dos homens das linhas mais recuadas do FC Porto permitiram ao Sporting uma vitória tão afirmativa como justa no Dragão, por 3-1, e a continuidade na luta pelo título, a dois pontos do Benfica. A equipa de Jorge Jesus mostrou princípios de jogo mais coerentes e uma qualidade superior, tanto na criação como na definição, pelo que saiu do relvado com os três pontos – que na verdade raramente estiveram em dúvida, mesmo que o terceiro golo leonino só tenha sido marcado por Bruno César a quatro minutos do fim. Mesmo com mais iniciativa em toda a segunda parte, sobretudo quando André André veio dar alguma dinâmica ao meio-campo, os comandados de José Peseiro viram sempre a equipa leonina criar mais situações de golo. A diferença entre leões e dragões foi tanto marcada pelos dois golos de Slimani como pelas duas assistências de João Mário, as duas figuras superlativas de um Sporting onde Adrien ocupou muito espaço a meio-campo e Rui Patrício também foi importante. No FC Porto, que na primeira parte só foi perigoso quando procurava a profundidade de Aboubakar ou este fazia movimentos contrários para soltar Herrera, lamentam-se os dois remates aos ferros da baliza de Rui Patrício, mas a verdade é que o guardião leonino teve um papel importante em ambos: no primeiro, é ele que desvia a finalização de Herrera para a base do poste; no segundo, caso o livre de Sérgio Oliveira tivesse saído cinco centímetros mais abaixo, em vez de esbarrar na barra seria desviado pela luva do guarda-redes, que lá estava bem posicionada. Entre estes lances, porém, o que se viu foi um Sporting sempre mais forte. Tanto no espaço interior, muito graças à imprevisibilidade da movimentação de João Mário e à forma como Adrien, Ruiz e Téo Gutièrrez apareciam também a jogar na zona livre entre Danilo e Sérgio Oliveira e o mais avançado Herrera, como quando escolhia procurar a largura, onde Brahimi e Corona nunca foram capazes de ajudar devidamente os defesas-laterais a travar as duplas leoninas para ali destacadas. Depois de um início dividido, a história do jogo começou a escrever-se na superioridade do flanco direito do Sporting sobre a esquerda portista. João Mário, logo aos 3’, tinha deixado bem à vista a sua grande debilidade – a finalização – chutando uma bola que estava a saltitar à entrada da pequena área sobre a barra; Herrera, aos 7’, viu Rui Patrício roubar-lhe o golo, no tal lance que foi bater no poste. E depois de também Slimani (em canto de Ruiz) e Aboubakar (em antecipação a Rui Patrício) terem também estado perto do golo, o Sporting marcou mesmo. William, sem pressão, abriu o jogo na direita, onde João Mário dominou, superou José Angel e descobriu Slimani totalmente à vontade na área – errada a abordagem de Chidozie – para inaugurar o marcador. Havia 23 minutos de jogo e ali começava o melhor período do Sporting, durante o qual Slimani voltou a estar perto do golo, outra vez após lance na direita: dessa vez, porém, Casillas impediu o 0-2. Só que aí, quando parecia entregue, o FC Porto marcou, por Herrera, num penalti a castigar falta de Coates sobre Brahimi. O FC Porto parecia acreditar que podia equilibrar o jogo, mas nessa altura foi de novo traído pelos erros do seu setor mais recuado: primeiro foi Maxi a deixar Ruiz à vontade para cruzar e depois Martins-Indi a não atacar a bola nem o adversário. Como o adversário era Slimani, o melhor cabeceador da Liga, a bola foi parar às redes de Casillas. Faltava um minuto para o intervalo. E à felicidade de marcar no final da primeira parte, o Sporting somou a de não sofrer no início da segunda, primeiro quando Maxi Pereira viu um remate de boa posição negado por uma mancha de Patrício e depois quando Sérgio Oliveira, de livre, acertou na barra da baliza leonina – ainda que a mão de Rui Patrício estivesse logo ali, para deter a bola, se esta viesse um nadinha mais baixa. José Peseiro optou então por trocar Sérgio Oliveira, demasiado preso no meio-campo, por André André, e o FC Porto ganhou algum ascendente, ainda que meramente territorial. A meia hora do final, o Sporting tentava controlar os ritmos de jogo, se conseguia sair com a bola até era mais perigoso que o adversário, mas este andava sempre mais perto da sua área. Aí faltou aos portistas alguma qualidade na frente, algo que também não melhorou com a troca de Corona por Varela. O FC Porto tinha mais bola, mas as melhores situações de golo eram verdes e brancas. Como quando André André veio compensar mais um erro atrás e tirou o 1-3 a João Mário (aos 66’). Ou quando Casillas fez uma defesa monstruosa, a deter sobre a linha um cabeceamento de Slimani que levava selo de golo (aos 69’). Percebendo isto mesmo, José Peseiro tardou a fazer a sua última aposta, que passava por tirar gente de trás e meter mais homens na frente. A cinco minutos do fim, trocou o desastrado Chidozie por mais um ponta-de-lança, na ocasião André Silva. E um minuto depois, o Sporting matou o jogo: João Mário veio para dentro, descobriu um desequilíbrio que a troca provocara na defesa portista e meteu a bola à frente de Bruno César, que entretanto entrara para o lugar de Téo. O “Chuta-Chuta” chutou e Casillas deixou a sua marca no clássico, permitindo que a bola se lhe enrolasse debaixo do corpo e entrasse. O 1-3 acabava com a discussão do jogo e, em contrapartida, mantinha bem acesa a da Liga. O Sporting superava o teste maior com muita personalidade e mantinha-se a dois pontos do Benfica. Os leões serão agora os próximos a jogar, recebendo no sábado o aflito V. Setúbal e, se ganharem, devolvem a pressão ao Benfica, que no domingo visita o Marítimo nos Barreiros. Este campeonato, um dia, vai acabar. Mas ainda não foi desta.
2016-04-30
LER MAIS

Último Passe

Uma entrada contundente, com dois golos em nove minutos, permitiu ao FC Porto de José Peseiro afastar o espectro das duas derrotas consecutivas que subiu ao relvado com os seus jogadores para a partida com o Nacional e deu ao treinador a hipótese de ganhar pela primeira vez ao seu antigo clube. Os 4-0 com que se concluiu a partida, maior vitória do FC Porto desde a chegada de Peseiro, chegaram para que os dragões mantivessem as hipóteses matemáticas de alcançar os dois rivais de Lisboa na classificação mas, muito mais importante do que isso, lançaram mais três jogadores para o foco mediático nesta espécie de pré-época em que se transformaram as semanas que antecedem a final da Taça de Portugal: André Silva, Ruben Neves e Varela juntam-se a Sérgio Oliveira como “descobertas” de fim de temporada. O golaço de Varela, logo aos 2’, na primeira vez que o FC Porto visou as redes de Rui Silva, e o tento que se lhe seguiu, de Herrera, aos 9’, transformaram uma partida que se presumia pudesse ser competitiva num mero exercício de avaliação. A perder por 2-0 desde tão cedo, o Nacional deixou cair grande parte das esperanças de levar pontos do Dragão, pelo que o que havia a ver era sobretudo como se comportavam as novas apostas de Peseiro. E não se portaram nada mal, lançando entre os dragões a esperança de se verem mais representados na escolha final de Fernando Santos para jogar o Europeu, na qual só mesmo Danilo já estava seguro. O treinador recuou o médio para defesa-central, em vez de Chidozie, e dessa forma permitiu, de bónus, o regresso de Ruben Neves à titularidade no comando das operações a meio-campo, a tempo de voltar a ter algumas – poucas, é verdade… – esperanças de ser chamado. Na frente, com Aboubakar sentado no banco, apostou no jovem André Silva, que voltou a não marcar (esteve perto, aos 18’ e aos 67’) mas se mexeu sempre bem e deu o seu contributo para o excelente arranque da equipa. Com 2-0 ao intervalo – e Sérgio Oliveira também esteve perto do terceiro ainda na primeira parte – o Nacional procurou reagir no início do segundo tempo, com Luís Aurélio em vez de Aly Ghazal. Ainda assim foi o FC Porto quem marcou, por Danilo, de cabeça, após cruzamento de Corona. Se dúvidas havia – até então, um golo do Nacional ainda podia reabrir o jogo – elas acabaram nesse momento. E houve ainda tempo para que Aboubakar, que entrou a 15 minuto do fim, reforçasse o seu estatuto de maior goleador da equipa, rompendo a resistência que vinha sendo feita pelo guarda-redes Rui Silva e fechando o marcador num golo de chapéu. Os três pontos não estavam em discussão há muito, mas o jogo valeu mesmo para que vários jogadores dissessem que se o que o clube atravessa neste momento é uma pré-época, então devem contar com eles quando começar a competição.
2016-04-17
LER MAIS

Artigo

A vitória do FC Porto sobre o U. Madeira (3-2) foi arrancada a ferros pelos dragões, com um golo de Corona perto do final, depois de terem permitido que os madeirenses recuperassem de 2-0 para 2-2. Foi o sétimo jogo de campeonato consecutivo do FC Porto a sofrer golos, que não deixa a baliza a zeros desde o 1-0 ao Marítimo, na estreia de José Peseiro. Desde aí, a equipa portista ganhou por 3-1 ao Estoril, perdeu por 2-1 com o Arouca, ganhou 2-1 ao Benfica, 3-2 ao Moreirense, 2-1 ao Belenenses, perdeu 3-1 com o Sp. Braga e agora bateu por 3-2 o U. Madeira. Para se encontrar uma série defensivamente tão negativa é preciso recuar a Março e Abril de 2007, quando os dragões estiveram as mesmas sete jornadas seguidas a sofrer golos: 2-1 ao Marítimo, 0-1 com o Sporting, 1-1 com o Benfica, 5-1 ao V. Setúbal, 2-1 à Académica, 3-1 ao Belenenses e 1-2 com o Boavista, antes de um 2-0 ao Nacional.   Corona, autor do golo decisivo, já não marcava desde 10 de Janeiro, na última jornada da primeira volta, quando esteve entre os goleadores dos 5-0 ao Boavista, no Bessa. Foi o oitavo golo do ala mexicano esta época, sendo que o FC Porto nunca perdeu com ele a marcar e o pior que lhe sucedeu foi empatar a duas bolas no terreno do Moreirense.   Aboubakar, que abriu o marcado no FC Porto-U. Madeira, voltou a marcar, exatamente um mês depois do seu último golo, que tinha sido obtido a 12 de Fevereiro, frente ao Benfica, na Luz. O golo ao U. Madeira foi o 17º desta época para o camaronês (12º na Liga, aos quais junta três na Liga dos Campeões, um na Taça de Portugal e outro na Taça da Liga), transformando a presente temporada na melhor da carreira do atacante camaronês, que nunca tinha feito mais que os 16 golos obtidos ao serviço do Lorient em 2013/14.   Esta foi apenas a terceira vez que o FC Porto de José Peseiro marcou o primeiro golo de um jogo, em oito jornadas de campeonato. Já o tinha conseguido no 1-0 ao Marítimo e no 2-1 ao Belenenses. Nos outros cinco jogos, começou sempre em desvantagem: no 3-1 ao Estoril, no 1-2 com o Arouca, no 2-1 ao Benfica, no 3-2 ao Moreirense e no 1-3 com o Sp. Braga.   Herrera autor do segundo golo do FC Porto, também marcou pela primeira vez desde o jogo com o Benfica, há exatamente um mês, a 12 de Fevereiro. O mexicano igualou o total de golos da época passada – sete – mas em menos 16 jogos – de 46 para 30. Os sete golos desta época foram todos na Liga portuguesa, enquanto que na temporada anterior o médio mexicano tinha conseguido quatro na Champions.   Danilo Dias, autor dos dois golos do U. Madeira, foi o autor de todos os golos da equipa insular desde a vitória por 3-0 sobre o Nacional, a 23 de Janeiro. Depois disso, já tinha sido ele a marcar na derrota em Guimarães (1-3) e no empate em casa com o Estoril (1-1).   Foi o terceiro jogo consecutivo de campeonato em que o FC Porto sofre dois golos no Dragão, pois antes tinha ganho por 3-2 ao Moreirense e perdido por 2-1 com o Arouca. Em três jogos, o FC Porto sofreu o dobro dos golos no Dragão que tinha sofrido nos dez anteriores (três, marcados por Paços de Ferreira, Académica e Rio Ave). E o dobro dos que ali sofreu em todo o campeonato passado (também três, dois do Benfica e um do Sp. Braga).   Contando todas as competições, o U. Madeira não ganha há sete jogos. A mais longa série de partidas sem vitória dos madeirenses teve início logo após a vitória sobre o Nacional, por 3-0, a 23 de Janeiro e engloba cinco derrotas (V. Guimarães, Moreirense, Arouca, Benfica e FC Porto) e dois empates (Estoril e Belenenses). O União, que esta época já tinha duas sequências de seis jogos sem ganhar, não deixava que elas se alargassem a um sétimo desde Março e Abril de 2013, quando esteve sem vencer entre a 31ª e a 37ª ronda da II Liga.   Com a vitória frente ao U. Madeira, o FC Porto chegou aos 58 pontos, menos quatro do que na época passada. Há dois anos, porém, os dragões estavam pior, com apenas 52 pontos, tendo acabado essa época no terceiro lugar. Já os 23 golos sofridos nas primeiras 26 jornadas de campeonato são um recorde negativo desde os 28 que a equipa de Otávio Machado e depois José Mourinho tinha encaixado em 2001/02.
2016-03-15
LER MAIS

Último Passe

Um golo de Corona, a aproveitar nos últimos minutos a acumulação de gente na área por parte do FC Porto para tabelar com Suk antes de rematar com potência e colocação para o fundo das redes, manteve a equipa de José Peseiro viva na Liga, porque permitiu a dramática vitória por 3-2 sobre o U. Madeira. Naquela altura, já poucos dos adeptos presentes no Dragão acreditariam no sucesso que parecia inevitável quando a equipa chegou aos 2-0, a abrir a segunda parte. Mas aí revelou-se a propensão recente deste FC Porto para a reanimação de adversários moribundos, com dois erros seguidos a permitirem os golos de Danilo Dias que quase tiravam dois pontos de que a equipa azul e branca estava tão necessitada. No fim do jogo, Peseiro reforçou duas ideias recorrentes. A de que as constantes lesões e castigos tiram consistência à equipa, que se vê constantemente forçada a mudar e por isso não assimila os processos, e a de que, apesar de tudo, a equipa está viva, que a falta de consistência ainda não a matou. Contra o U. Madeira, porém, obrigou-a a trabalhos forçados, depois de uma primeira parte com bom futebol – ainda que não isenta de erros defensivos. Sem os dois centrais titulares – os dois que restam no plantel – Peseiro compôs a charneira central do setor mais recuado com Chidozie, uma vez mais requisitado à equipa B, e Layun, desviado da esquerda, para onde entrou José Angel. Depois, como além de Marcano e Indi faltavam também Danilo e André André, o treinador chamou Ruben Neves e Sérgio Oliveira, tendo este sido dos melhores num primeiro tempo com movimentos ofensivos de qualidade. Foi dele, aliás, o passe de rotura que Maxi Pereira aproveitou para oferecer o primeiro golo a Aboubakar, também ele regressado à titularidade. Acontece que aos tais movimentos ofensivos de qualidade, o FC Porto continua a somar a tal inconsistência defensiva preocupante, que se deve à constante necessidade de fazer mudanças, com disse Peseiro, mas também a uma escassez de alternativas de qualidade no plantel que, por uma questão de solidariedade institucional com a administração, o treinador não reconheceu. Miguel Cardoso falhou o empate ainda na primeira parte, num lance em que teve tudo para o fazer, e como Hererra, num belo remate em arco que foi o momento da noite, fez o 2-0 logo a abrir o segundo tempo, a questão do resultado parecia resolvida. Só que aí voltou a entrar a inconsistência defensiva deste FC Porto, em dois erros seguidos que deram dois golos a Danilo Dias, entretanto lançado por Norton de Matos no jogo. Com pouco mais de 20 minutos para o fim, o FC Porto apertou na frente, passando a jogar com dois pontas-de-lança, fruto da junção de Suk (que entrou para o lugar de Ruben Neves) a Aboubakar. Só que isso deixava espaço atrás e a ideia que ficou foi a de que os jogadores do U. Madeira ainda sonharam com a reviravolta completa num terceiro golo em contra-ataque. Acabou por ser o FC Porto a marcar, no tal lance de Corona, alcançando uma vitória tão justa como sofrida que, sendo verdade que mantém a equipa viva na Liga – a quatro pontos do Sporting e três do Benfica, que só joga na segunda-feira – não faz augurar nada de bom para os jogos que aí vêm.
2016-03-13
LER MAIS

Stats

O FC Porto regressa ao Dragão, depois da derrota em Dortmund, frente ao Borussia, para a Liga Europa (0-2), tendo agora como adversário o Moreirense, que nunca ali pontuou. E se noutros tempos o facto de vir de uma derrota poderia levar a que se pensasse que este era um jogo em que os dragões necessariamente reagiriam, a realidade desta época tem sido diferente, pois já por duas vezes a equipa azul-e-branca encandeou duas derrotas seguidas. Diferente é a história nos jogos em casa: o FC Porto perdeu ali com o Arouca, na última vez que subiu ao relvado do Dragão: desde Outubro de 2008 que o FC Porto não perde dois jogos seguidos em casa. A última vez que tal aconteceu, era Jesualdo Ferreira o treinador portista, os dragões foram batidos por 1-0 frente ao Dynamo Kiev, na Liga dos Campeões, e perderam depois o jogo seguinte em casa, por 3-2, frente ao Leixões, na Liga portuguesa. Ao terceiro jogo venceram o V. Guimarães por 2-0. Desde então, o FC Porto perdeu mais 14 jogos no Dragão, mas a norma tem sido a resposta com uma vitória na partida seguinte: após essas 14 derrotas, registaram-se 12 vitórias e apenas um empate (já esta época, a motivar a saída de Lopetegui), faltando perceber o que acontece agora contra o Moreirense no seguimento do desaire face ao Arouca. E atenção que nem todos os jogos de rescaldo foram contra adversários fáceis: destaque para um 3-1 ao Sporting, em 2013/14, após uma derrota em casa com o Zenit (0-1), ou para o 2-1 ao Athletic Bilbau no seguimento da saída da Taça de Portugal, frente ao Sporting (1-3), em 2014/15. Esta época, porém, já se registou a primeira reação sem vitória a uma derrota caseira: depois de perder com o Marítimo, por 3-1, na Taça da Liga, o FC Porto empatou no Dragão com o Rio Ave (1-1), motivando a chicotada psicológica. Numa época que também já ficou marcada por duas raras sequências de duas derrotas (Marítimo e Sporting em Dezembro/Janeiro e depois V. Guimarães e Famalicão em Janeiro), falta perceber como vai agora a equipa reagir aos resultados negativos na partida frente ao Moreirense.   O FC Porto vem também de um jogo em que não marcou golos: o 0-2 em Dortmund foi o oitavo zero atacante dos dragões esta época, depois de ter ficado em branco contra Sp. Braga (0-0), Dynamo Kiev (0-2), Chelsea (0-2), Sporting (0-2), V. Guimarães (0-1), Famalicão (0-1) e Feirense (0-2). E atenção que a equipa também já encadeou dois zeros seguidos, quando perdeu de enfiada com V. Guimarães e Famalicão.   As únicas vitórias que o Moreirense obteve em 2016 foram fora de casa. Os cónegos fizeram dez jogos desde o Ano Novo, ganhando três, todos longe do seu estádio: 3-0 ao Boavista a 2 de Janeiro, 2-1 ao Arouca no dia 17 e 1-0 ao U. Madeira a 7 de Fevereiro. A equipa de Miguel Leal perdeu a outra deslocação, por 5-1, frente ao Marítimo, nos Barreiros.   Aboubakar marcou golos nas últimas três jornadas de campeonato. Fez o primeiro do FC Porto na vitória frente ao Estoril (3-1, de virada), marcou o golo portista na derrota em casa frente ao Arouca (1-2) e foi dele o tento da vitória nos 2-1 (outra vez de virada) frente ao Benfica, na Luz. Foi a segunda vez que o camaronês marcou em três jogos de campeonato seguidos – a anterior ainda tinha sido em França, no Lorient, em Novembro/Dezembro de 2013. Na altura bisou frente ao Evian e depois marcou nas vitórias frente a Nice e Montpellier.   Marega, o avançado que o FC Porto foi buscar ao Marítimo na última janela de mercado, obteve o seu único bis desta época na baliza do Moreirense. Foi a 10 de Janeiro que Marega marcou dois golos a Stefanovic, na vitória do Marítimo sobre os cónegos, por 5-1.   Rafael Martins marcou nas duas últimas jornadas da Liga: fez o golo da vitória (1-0) ante o U. Madeira, na Ribeira Brava, e depois bisou na derrota caseira frente ao Belenenses (2-3). Já tinha sido ele a marcar na derrota com o Estoril (1-3, na 19ª jornada), o que eleva para três jogos a sua série de partidas a fazer golos. É que na 20ª jornada o brasileiro não foi escalado para defrontar o Benfica, tal como agora está fora do jogo com o FC Porto.   Rafael Martins, além disso, estaria em condições de obter um feito raro, caso marcasse um golo ao FC Porto no Dragão. É que já fez um dos golos na derrota do Moreirense na Luz (3-2) e o tendo de honra nos 3-1 com que os Cónegos perderam em Alvalade. Se marcasse ao FC Porto podia repetir a proeza que já conseguiu em 2013/14, época em que marcou aos três grandes com a camisola do V. Setúbal:  fez um golo na derrota por 3-1 com o FC Porto no Bonfim, outro no empate a duas bolas com o Sporting no mesmo local e outro ainda no empate a uma bola com o Benfica na Luz.   Aliás, Rafael Martins raramente deixa de marcar nos jogos grandes: como em 2014/15 esteve no Levante, em Espanha, vai já com quatro jogos seguidos sempre a marcar aos grandes: esta época fez um ao Benfica (2-3) e um ao Sporting (1-3) e em 2013/14 tinha feito um ao Benfica (1-1) e um ao Sporting (2-2), nas últimas quatro vezes que defrontou um grande. A última vez que ficou em branco num jogo destes foi precisamente no Dragão, a 19 de Janeiro de 2014, quando o V. Setúbal perdeu por 3-0 com o FC Porto e ele jogou toda a segunda parte.   Face à ausência de Martins, resta ao Moreirense esperar a contribuição de outro jogador com tendência para marcar aos grandes: Iuri Medeiros, que já fez oito golos esta época, sendo dois ao Benfica e um ao FC Porto. Como está no Moreirense emprestado pelo Sporting – e não joga contra os leões – isso quer dizer que marcou em todos os jogos com os grandes à exceção da visita à Luz, em Agosto. Aliás, todos os golos de Iuri aos grandes – já na época passada marcara ao Benfica, pelo Arouca – foram em casa.     Evaldo, do Moreirense, foi campeão nacional ao serviço do FC Porto, alinhando na penúltima jornada da Liga de 2003/04, numa partida em que José Mourinho poupou os titulares habituais para a final da Liga dos Campeões.   Ramon Cardozo, avançado do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa frente ao FC Porto. Foi a 18 de Agosto de 2014 que José Mota o lançou numa derrota do V. Setúbal, em casa, frente aos dragões. Do outro lado, o lateral Jose Angel também se estreou contra o Moreirense, jogando os 90 minutos pelo FC Porto de Lopetegui na vitória por 3-0 no Dragão, a 31 de Agosto de 2014.   José Peseiro ganhou os últimos quatro jogos feitos contra o Moreirense, por Sporting (4-1 e 3-1 em 2004/05) e Sp. Braga (1-0 e 3-2 em 2012/13). Mas os cónegos eram uma das suas bestas negras quando dirigia o Nacional, pois nessa altura nunca lhe conseguiu ganhar. Nem em 2001/02, o ano em que ambas as equipas subiram à I Liga (0-0 na Choupana e 5-1 para o Moreirense no Minho, na penúltima ronda, a adiar a promoção dos alvi-negros para o último dia), nem em 2002/03, já entre os grandes (2-0 para o Moreirense no Minho e 1-1 na Choupana).   Por sua vez, Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu todos os jogos que fez contra o FC Porto no Dragão: 4-0 pelo Penafiel na Taça da Liga de 2013/14 e 3-0 pelo Moreirense na Liga passada. Ao todo, em quatro jogos contra o FC Porto, perdeu três e empatou um (o 2-2 da primeira volta da atual Liga). Esta será a primeira vez que Miguel Leal defronta José Peseiro.   O Moreirense já tirou dois pontos esta época ao FC Porto, através do empate a duas bolas em Moreira de Cónegos, na primeira volta. Foi uma das três vezes (em 12 encontros) que os verde-brancos evitaram a derrota com os portistas, a quem nunca ganharam em toda a sua história. E, tanto nas Antas como no Dragão, perderam sempre, ainda que só uma vez por mais de um golo (3-0 em Agosto de 2014).                   
2016-02-20
LER MAIS

Stats

O Borussia Dortmund-FC Porto de hoje será uma nova experiência para Iker Casillas. O guarda-redes espanhol que o FC Porto foi buscar ao Real Madrid no início da época é um dos futebolistas com mais experiência internacional nas provas europeias, mas nunca jogou outra competição que não seja a Liga dos Campeões. Aos 34 anos, Casillas está pronto para a estreia, precisamente num estádio que para ele tem sido maldito: nunca lá ganhou e sofreu ali as únicas duas derrotas nas últimas deslocações do Real Madrid à Alemanha. Com 163 jogos somados em partidas da UEFA, Iker Casillas é mesmo o líder da lista de jogadores com mais jogos disputados na Liga dos Campeões, excluídas as pré-eliminatórias: entre Real Madrid e FC Porto soma, ao todo, 156, mais cinco que Xavi e mais 21 que Giggs, o terceiro da tabela. Se contarmos todas as partidas das provas europeias, nesse caso o guardião espanhol tem à sua frente Paolo Maldini (174 jogos) e Xavi (173), preparando-se para deixar para trás Seedorf, que com ele divide a terceira posição, ambos com 163 jogos. E no entanto, Casillas nunca jogou na Taça UEFA ou na Liga Europa. O que não é novo para ele são jogos na Alemanha. Este será já o 16º desafio do guarda-redes espanhol em visita a um clube alemão, sempre ao serviço do Real Madrid. Já ganhou (quatro vezes), já empatou (duas) e já perdeu (nove), com a particularidade de só em duas ocasiões ter conseguido manter a baliza inviolada. Bom augúrio pode ser o facto de terem sido as duas últimas: 2-0 ao Schalke há precisamente um ano (18 de Fevereiro de 2015) e 4-0 ao Bayern em Abril de 2014. Mau presságio pode ser o facto de Casillas só ter perdido duas das últimas cinco visitas à Alemanha (ganhando as outras três, mas ambas terem sido em Dortmund: 2-1 em Outubro de 2012 e 2-0 em Abril de 2014. Aliás, o melhor que Casillas trouxe de Dortmund foi um empate a uma bola, em Fevereiro de 2003. Já lá vão quase 13 anos.   O Borussia Dortmund não perdeu nenhum jogo desde a interrupção de Inverno do futebol alemão, somando quatro vitórias e um empate (0-0 com o Hertha). Em casa tem sido uma equipa letal. Se excluirmos a derrota com o PAOK, que já não contava em nada para o apuramento, ganhou todos os jogos menos um, o empate a dois golos frente ao Darmstadt, em Setembro. O jogo com o PAOK foi também o único em que não marcou golos esta época no Westfalenstadion. Soma ao todo 56 golos marcados em 16 jogos em casa, a uma estrondosa média de 3,5 por jogo.   O FC Porto ganhou as últimas três deslocações: 3-1 ao Estoril, 3-0 ao Gil Vicente e 2-1 ao Benfica. Aboubakar marcou em duas delas (Estoril e Benfica), tendo ficado em branco em Barcelos, mas numa partida em que só entrou em campo a 15 minutos do fim.   Maxi Pereira e Danilo estarão fora do jogo de Dortmund, por suspensão, e isso não é boa notícia para José Peseiro. Esta época, o FC Porto só ganhou tês dos oito jogos que fez sem Maxi, todos na Taça de Portugal e contra equipas de escalões secundários (2-0 ao Varzim, 2-0 ao Angrense e 1-0 ao Feirense). Nos outros cinco, empatou a zero com o Sp. Braga (Liga) e perdeu com o Arouca (1-2, Liga), Feirense (0-2, Taça da Liga), Famalicão (0-1, Taça da Liga) e Marítimo (1-3, Taça da Liga). Por sua vez, Danilo só faltou nas três derrotas da Taça da Liga e na vitória frente ao Angrense.   Tanto FC Porto como Borussia Dortmund vêm de duas derrotas nas duas últimas partidas europeias, ambos sem marcar um único golo. O FC Porto viu-se impedido de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por ter sido batido nas duas últimas jornadas da fase de grupos por Dynamo Kiev (2-0, no Dragão) e Chelsea (2-0, em Londres). Já o Borussia Dortmund perdeu nas duas últimas rondas da Liga Europa contra o FK Krasnodar (1-0, fora) e o PAOK Salónica (1-0, em casa), mas seguiu para os 16 avos de final porque já somava dez pontos nas primeiras quatro jornadas.   É a segunda vez que José Peseiro leva uma equipa à Alemanha. Já lhe aconteceu em Setembro de 2008, quando se deslocou a Wolfsburg com o Rapid Bucareste e perdeu por 1-0 (golo de Grafite), na primeira eliminatória da Liga Europa. Na segunda mão as duas equipas empataram a uma bola, o que levou ao afastamento do Rapid.   Borussia Dortmund e FC Porto vão defrontar-se pela primeira vez na história das competições europeias. Até aqui, porém, os alemães ganharam sempre que defrontaram equipas portuguesas no seu estádio: 5-0 ao Benfica em 1963/64, 3-1 ao Boavista em 1999/00 e 2-1 ao mesmo Boavista em 2001/02. Por sua vez, o FC Porto ganhou três das 14 visitas à Alemanha: 5-0 ao Werder Bremen em 1993/94, 1-0 ao Hertha Berlim em 1999/00 e 3-1 ao Hamburger em 2006/07.
2016-02-17
LER MAIS

Artigo

A vitória por 2-1 na Luz significa que o FC Porto voltou a ganhar um clássico fora de casa, na Liga, quatro anos (e oito jogos) depois. A última vitória a contar para a Liga contra outro grande, em Lisboa, tinha sido a 2 de Março de 2012: 3-2 na Luz. Desde aí, empatou com o Benfica (2-2) e o Sporting (0-0) em 2012/13; perdeu na Luz (2-0) e em Alvalade (1-0) em 2013/14; voltou a empatar no terreno do Sporting (1-1) e do Benfica (0-0) em 2014/15; e já tinha perdido em Alvalade (2-0) esta época.   Aboubakar, autor do golo da vitória portista, chegou aos 16 golos na época, igualando a sua melhor marca numa temporada inteira, que foi atingida em 2013/14, quando marcou os mesmos 16 golos, mas em 36 jogos pelo Lorient. Desta vez atingiu-os em 31 jogos, tendo marcado onze na Liga, três na Liga dos Campeões, um na Taça de Portugal e um na Taça da Liga.   José Peseiro ganhou pela primeira vez ao Benfica na Luz. Fê-lo à quinta visita – até aqui conseguira apenas dois empates – passando a partir de agora a ter saldo positivo nos confrontos com os encarnados. Ao todo, o treinador de Coruche soma quatro vitórias e três derrotas em dez jogos contra o Benfica.   Em contrapartida, Rui Vitória continua a ver no FC Porto a sua besta negra, pois nunca ganhou à equipa azul-e-branca. Vitória perdeu dez dos 14 jogos contra o FC Porto, ainda que um dos seus quatro empates tenha feito muito por torná-lo conhecido em Portugal: depois de empatar a zero, quando ainda liderava o Fátima, viu a sua equipa afastar o FC Porto da Taça da Liga no desempate por grandes penalidades.   Vitória continua avesso ao sucesso nos clássicos. Perdeu o quinto esta época: 0-1, 0-3 e 1-2 contra o Sporting; 0-1 e 1-2 com o FC Porto. Na Liga, Vitória segue com três derrotas em outros tantos clássicos, sendo que ainda lhe resta uma oportunidade para ganhar um, quando visitar o Sporting, em Março. Ora o Benfica foi campeão na época passada ganhando apenas um clássico: 2-0 frente ao FC Porto no Dragão.   Mesmo que não vença nesse jogo, Vitória pode ficar descansado, pois a história mostra que é possível ser campeão sem vitórias nos clássicos. Mas é preciso recuar muito tempo: o último campeão sem vitórias nos quatro clássicos da época foi precisamente o Benfica, mas há quase 50 anos. Foi em 1968/69 que a equipa de Otto Glória acabou a Liga na frente, com dois pontos de avanço sobre o FC Porto, tendo empatado (0-0) e perdido (1-0) com os dragões e empatado ambos os jogos com o Sporting (sempre 0-0).   Mais complicado é encontrar um campeão sem pontuar nos quatro clássicos. Na verdade nunca aconteceu. E só houve mais uma equipa a vencer a Liga sem ganhar um clássico: foi o Benfica de 1963/64, que também foi campeão sem ganhar um único, mas tirou deles três empates. Por isso, diz a história que em Alvalade, em Março, os encarnados têm de tirar pelo menos um empate.   Se não conseguir pontuar nesse jogo de Alvalade, o Benfica enfrentará a primeira época sem pontos nos clássicos desde 1939/40. Nessa época, a equipa de Janos Biri perdeu duas vezes com o FC Porto (2-3 em casa e 2-4 fora) e outras tantas com o Sporting (sempre 1-3, tanto em casa como fora). O FC Porto de Mihaly Siska ganhou esse campeonato.   Mitroglou marcou pela sexta jornada consecutiva da Liga, depois de já ter feito golos ao Nacional (4-1), Estoril (2-1), Arouca (3-1), Moreirense (4-1) e Belenenses (5-0). Superou Slimani, que estivera cinco jornadas seguidas a marcar, e passou a deter o melhor registo de golos em jornadas seguidas desta Liga. Desde o período entre Dezembro de 2011 e Fevereiro de 2012 que nenhum jogador do Benfica marcava em seis jornadas seguidas. O último a fazê-lo foi Cardozo, que não se ficou por aí e estendeu a série a uma sétima ronda.   O Benfica viu a série de vitórias consecutivas que trazia interrompida nas onze, caindo ao 12º jogo. Na Liga, conseguiu oito vitórias seguidas desde o empate contra o U. Madeira (0-0), quedando-se a uma da melhor série da época passada.   Foi a oitava derrota do Benfica esta época e a segunda com o FC Porto. Os encarnados somam ainda mais três com o Sporting, uma com o Arouca, uma com o Atlético Madrid e outra com o Galatasaray. Nestas oito derrotas, o Benfica marcou primeiro em três: além desta, há ainda mais duas por 2-1, de virada, contra o Sporting e o Galatasaray. Na Liga, foi a primeira derrota do Benfica com virada no marcador desde que foi batido pelo Rio Ave (também 2-1), em Março do ano passado.   Foi, por outro lado, a terceira vitória de virada do FC Porto esta época, depois de já ter conseguido inverter os resultados dos jogos com o Paços de Ferreira (de 0-1 para 2-1) e com o Estoril (de 0-1 para 3-1). Duas destas três reviravoltas aconteceram já com José Peseiro ao leme.   Layun fez mais uma assistência, ao pertencer-lhe o passe para o golo de Herrera. Foi o 14º passe de golo do lateral mexicano nesta Liga, o que faz dele o melhor assistente da prova, a larga distância dos segundos, que são os benfiquistas Jonas e Gaitán, com nove.
2016-02-14
LER MAIS

Último Passe

Um super-Iker Casillas foi o suporte principal de uma exibição personalizada do FC Porto, a ganhar por 2-1 ao Benfica na Luz e a manter-se vivo na luta pelo título, pois dista agora três pontos dos dois primeiros – ainda que o Sporting tenha um jogo a menos. A história do jogo, no entanto, não se resume às três ou quatro grandes defesas do guarda-redes espanhol ou à noite perdulária dos avançados encarnados, que em outras jornadas têm sido um exemplo de eficácia. Houve na vitória portista dedo do treinador, nomeadamente na forma como José Peseiro levou o FC Porto a explorar a incapacidade do Benfica para controlar a largura do ponto de vista defensivo. A primeira aposta de Peseiro, contudo, falhou. O FC Porto tentou surpreender com Brahimi ao meio e André sobre um dos corredores laterais, no 4x2x3x1 habitual, mas a troca não trouxe nada de positivo ao jogo portista. Por essa altura, os dragões até tinham mais bola, mas revelavam aquele que é um dos defeitos habituais nas equipas de Peseiro: deficiente transição defensiva, a permitir saídas rápidas e perigosas ao Benfica. Rui Vitória apresentou a equipa habitual, com Renato Sanches eufórico de energia e contagiante sempre que a equipa tinha a bola, e teve a primeira ocasião de golo, por Pizzi, na sequência de um contra-ataque originado numa perda de bola de Aboubakar na área de Júlio César. O golo de Mitroglou, nascido de uma insistência de Renato, não trouxe grandes mudanças ao jogo, pois o FC Porto continuava a precisar de arriscar: expunha-se a atacar, mas quando em posse fazia valer a superioridade numérica a meio-campo para explorar a dificuldade benfiquista no controlo da largura defensiva. Porque o Benfica pressionava num primeiro momento, mas assim que a primeira pressão era ultrapassada dava espaço aos médios dos dragões para lançar os extremos, sobretudo Brahimi, que por essa altura já andava pela esquerda. Um momento de hesitação de Pizzi, apanhando em terra de ninguém, entre apoiar André Almeida na contenção a Layun e controlar Herrera, deu o golo do empate ao FC Porto, marcado pelo médio mexicano num remate muito colocado, ainda na primeira parte. E depois entrou em campo Casillas. Ainda na primeira parte, o espanhol fez uma defesa monumental, a impedir Jonas de desempatar. Depois do intervalo, roubou o golo a Gaitán, em mais um contra-ataque velocíssimo, após um canto a favo do FC Porto. Pelo meio, Mitroglou e Samaris também falharam o 2-1, em boa posição para o fazer. E Aboubakar, que também tinha já desperdiçado uma boa chance de golo, marcou na outra baliza, aproveitando uma boa combinação entre Brahimi e André André. Com o golo do camaronês, aí sim, o jogo mudou. Porque o FC Porto baixou o bloco e deixou de se expor tanto. O Benfica teve então de enfrentar um jogo diferente, face a um adversário defensivamente organizado. Mesmo assim, Casillas ainda brilhou por mais duas vezes, evitando um autogolo de Martins-Indi e opondo-se a uma finalização de Mitroglou para assegurar que os três pontos iam para Norte. Com este resultado, Rui Vitória enfrenta agora um novo desafio. Continua à frente do FC Porto, mas pode ver o Sporting fugir de novo e, sobretudo, precisa de gerir o esvaziar do balão da euforia que as onze vitórias seguidas vinham enchendo e de convencer os seus jogadores de que é capaz de os levar a ganhar um clássico: até aqui, são cinco derrotas em cinco jogos. Do outro lado, José Peseiro marca posição. O que se viu foi um FC Porto mais forte do que ultimamente, perfeitamente dentro das contas do título, pois está a três pontos do Benfica – que ainda tem de ir a Alvalade – e do Sporting – que tem um jogo a menos mas irá ao Dragão na antepenúltima jornada.
2016-02-12
LER MAIS

Artigo

O FC Porto perdeu no Dragão com o Arouca, por 2-1. Foi a primeira derrota dos azuis e brancos em casa para a Liga desde 14 de Dezembro de 2014, quando ali ganhou o Benfica (2-0). Desde então, porém, já ali tinham ganho o Dynamo Kiev (2-0 para a Liga dos Campeões, a 24 de Novembro de 2015) e o Marítimo (3-1 para a Taça da Liga, a 29 de Dezembro de 2015).   O Arouca tornou-se, com esta vitória, na segunda equipa nacional a ganhar a dois dos grandes de Portugal esta época, uma vez que já tinha batido o Benfica, em Aveiro (1-0). A outra equipa que o fez foi uma das grandes: o Sporting, que ganhou por três vezes ao Benfica e uma ao FC Porto.   A equipa de Lito Vidigal é a equipa nacional que marca golos há mais jornadas seguidas da Liga. São já onze rondas, desde a última vez que o Arouca ficou em branco. Aconteceu a 8 de Novembro de 2015, na derrota em casa contra o Sporting (1-0).   Walter González foi o segundo jogador a bisar frente ao FC Porto esta época, tendo o anterior sido Slimani, na vitória do Sporting frente ao FC Porto (2-0), em Alvalade. González foi, porém, o primeiro adversário a bisar no Dragão desde que Lima o conseguiu, na tal vitória do Benfica por 2-0, em Dezembro de 2014.   O primeiro golo de González foi o mais rápido desta edição da Liga, pois foi obtido com apenas 10 segundos de jogo. Para o FC Porto é uma sensação repetida, pois nos últimos quatro jogos para a Liga só por uma vez não sofreu golos nos primeiros cinco minutos – contra o Marítimo, no jogo que venceu por 1-0. De resto, frente ao V. Guimarães, Casillas foi batido por Bouba Saré aos 4 minutos e no jogo com o Estoril, Diego Carlos marcou aos 3’.   Aboubakar, que marcou o seu 50º jogo com a camisola do FC Porto com mais um golo, continua a manter o registo 100 por cento goleador frente ao Arouca. Em quatro vezes que defrontou esta equipa, marcou sempre. Desta vez, porém, não ganhou – e isso foi uma estreia.   Além disso, Aboubakar marcou golos pela segunda jornada consecutiva da Liga, pois já estivera entre os goleadores na vitória por 3-1 frente ao Estoril, na Amoreira. Repetiu o que já havia conseguido na primeira volta, quando marcou consecutivamente aos mesmos Estoril e Arouca. Até aqui, o camaronês nunca marcou em três jornadas seguidas.   O golo de Aboubakar resultou de mais uma assistência de Layun, a 13ª do mexicano nas primeiras 21 jornadas da competição. Layun é o maior assistente da Liga, com mais quatro passes decisivos que os benfiquistas Gaitán e Jonas.   Ao ganhar ao FC Porto, o Arouca passou a somar 28 pontos, tantos quantos fez nas 34 jornadas da Liga anterior, e 28 golos marcados, mais dois do que em toda a Liga de 2014/15 e os mesmos que no ano de estreia entre os grandes – 2013/14. Faltam três pontos para igualar o total dessa primeira época.   André André fez o 100º jogo na Liga portuguesa, o 19º com a camisola do FC Porto – uma vez que os primeiros 81 foram todos em representação do V. Guimarães. Ao todo soma 19 golos, três deles pelo FC Porto.   Herrera também celebrou um centenário, mas de jogos com a camisola do FC Porto, nem todos na Liga. Dos 100, 67 foram para a Liga portuguesa, 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Nesses 100 jogos não chegou nenhum troféu.
2016-02-09
LER MAIS

Stats

Aboubakar, que voltou aos golos na Liga na vitória do FC Porto frente ao Estoril (3-1) marcou sempre nas três vezes que defrontou o Arouca, mas só por uma vez foi decisivo: aconteceu precisamente no magro 1-0 com que os dragões se impuseram no Dragão, na época passada. Nas outras duas ocasiões, o golo do camaronês fechou sempre a conta da equipa azul e branca. Quando se prepara para vestir pela 50ª vez a camisola do FC Porto, o camaronês é a maior aposta de Peseiro para o golo na perseguição aos dois primeiros na tabela. Foi frente ao Arouca, aliás, que Aboubakar marcou o primeiro golo no campeonato português. Aconteceu a 25 de Outubro de 2014, quando o camaronês entrou a 15 minutos do fim de um jogo no Municipal de Arouca, já com o resultado em 4-0 para a equipa então liderada por Lopetegui e ainda fixou o resultado final em 5-0. Este só não foi o primeiro golo de Aboubakar de azul e branco porque antes o camaronês já tinha marcado na goleada ao BATE Borisov (6-0), na Liga dos Campeões. Depois, a 15 de Março de 2015, o jogo foi muito mais complicado. O guardião Fabiano foi expulso logo aos 12 minutos e o FC Porto sofreu para ganhar por 1-0 no Dragão, valendo na ocasião o golo de Aboubakar. Por fim, a 12 de Setembro do ano passado, o camaronês fechou a contagem portista na vitória em Arouca por 3-1, depois de um bis de Corona ter colocado o jogo confortável para os dragões. O Arouca aparece no calendário da equipa agora orientada por José Peseiro numa altura em que Aboubakar parece estar de volta a um bom momento: depois de ser expulso na derrota em Guimarães (1-0) e substituído na magra vitória sobre o Marítimo, na estreia do treinador ribatejano, o camaronês fez o primeiro golo do FC Porto no sucesso por 3-1 frente ao Estoril, elevando a sua contagem particular para 14 golos nesta temporada. Está a dois golos do seu recorde numa só época, que são os 16 golos apontados no Lorient em 2013/14. Numa noite feliz, poderia igualar essa marca e assinalar assim a 50ª partida com a camisola do FC Porto – jogou até aqui 49 vezes, 33 delas na Liga portuguesa, dez na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e outras tantas na Taça da Liga. Soma, ao todo, 22 golos.   - Hector Herrera pode fazer frente ao Arouca o 100º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 99 em que já atuou, 66 foram a contar para a Liga, somando o mexicano ainda mais 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Ao todo, marcou 15 golos.   - José Peseiro, o novo treinador do FC Porto, nunca defrontou Lito Vidigal. Nos anos em que Lito treinou na I Divisão, Peseiro andava pelo estrangeiro. E se quando Peseiro orientou o Sporting ainda Lito crescia nos escalões secundários, quando o ribatejano voltou a Portugal para dirigir o Sp. Braga andava o angolano no estrangeiro. Além disso, Peseiro também nunca viu uma equipa sua jogar contra o Arouca.   - Por sua vez, Lito perdeu sempre que defrontou o FC Porto. Em 2009/10, quando dirigia a U. Leiria, perdeu por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010). Depois, foi batido por 1-0 no Dragão na estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014, regressando lá com os azuis para nova derrota, desta vez por 3-0, em Janeiro de 2015. Na única ocasião em que defrontou o FC Porto aos comandos do Arouca, em Setembro do ano passado, perdeu em casa por 3-1.   -O FC Porto vai com 20 jogos seguidos sem perder em casa na Liga, tendo cedido apenas dois empates desde a derrota contra o Benfica (0-2), em Dezembro de 2014. Uma série ainda assim muito longe dos 81 desafios consecutivos sem ser derrotado para o campeonato no Dragão entre um 2-3 com o Leixões, a 25 de Outubro de 2008, e um 0-1 com o Estoril, a 23 de Fevereiro de 2014.   - O Arouca, em contrapartida, segue com sete jogos sem ganhar, todos desde que bateu o Estoril em casa, por 1-0, a 6 de Janeiro. A equipa de Vidigal já igualou a mais longa série de jogos sem ganhar desde que subiu à I Liga, em 2013. O pior até aqui eram precisamente sete jogos seguidos sem ganhar, entre uma vitória frente ao Belenenses (2-0), a 12 de Janeiro de 2014, e outra ante o Olhanense (2-0), a 16 de Março do mesmo ano.   - Maxi Pereira vai voltar a faltar a uma partia do FC Porto na Liga por castigo: na única vez que tal sucedeu os dragões empataram em casa com o Sp. Braga (0-0). Além disso, o lateral uruguaio não esteve nos três jogos da Taça da Liga (três derrotas, com Marítimo, Famalicão e Feirense), pelo que, sem ele, o FC Porto ainda só ganhou na Taça de Portugal, frente a Varzim, Angrense e Feirense.   - Tal como Maxi, também Marcano estará ausente do jogo, por força do quinto cartão amarelo visto contra o Estoril. A solução pela ausência deve passar pelo regresso de Maicon, o que pode levar a novo encontro de irmãos com Maurides, avançado do Arouca que marcou ao FC Porto no jogo da primeira volta.   - Jailson, lateral do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão, a 9 de Fevereiro de 2014. Faz dois anos na próxima terça-feira.   - O FC Porto ganhou todos os jogos que fez contra o Arouca e só um dos cinco foi pela margem mínima: o do Dragão, na última Liga, vencido por 1-0, com golo de Aboubakar, depois de a equipa portista ter ficado reduzida a dez elementos logo aos 12 minutos, por expulsão do guarda-redes Fabiano. 
2016-02-06
LER MAIS

Artigo

Ao vencer o Estoril por 3-1 na Amoreira, o FC Porto voltou a ganhar na zona de Lisboa, algo que já não conseguia desde Outubro de 2012, quando ganhou precisamente naquele mesmo estádio e àquele mesmo adversário, por 2-1. Desde então, foram 14 jogos seguidos sem ganhar na zona de Lisboa, a contar para a Liga, a Taça de Portugal e a Taça da Liga. A saber: 2-2 com o Estoril, 2-2 com o Benfica e 0-0 com o Sporting ainda em 2012/13; 2-2 com o Estoril, 1-1 com o Belenenses, 0-0 com o Sporting, 0-2 com o Benfica, 0-1 com o Sporting e 1-3 com o Benfica em 2013/14; 1-1 com o Sporting, 2-2 com o Estoril, 0-0 com o Benfica e 1-1 com o Belenenses em 2014/15; e ainda o 0-2 com o Sporting desta época.   - Esta foi a segunda vitória do FC Porto de virada esta época, depois de já ter ganho assim em casa ao Paços de Ferreira – na ocasião de 0-1 para 2-1. Fora de casa, os dragões não viravam um jogo desde a abertura do campeonato de 2013/14, quando ganharam em Setúbal por 3-1 depois de a equipa da casa se ter adiantado.   - Em contrapartida, esta foi a segunda jornada consecutiva em que o Estoril fez golos nos primeiros cinco minutos. Há uma semana, em Moreira de Cónegos, marcara ao minuto 1 e ao minuto 3, por Anderson Luís e Diogo Amado; desta vez fê-lo também ao terceiro minuto, por Diego Carlos. Nos últimos três jogos, o Estoril marcou sempre primeiro, mas só ganhou um (3-1 ao Moreirense), tendo perdido os outros dois (1-2 com o Benfica e 1-3 com o FC Porto).   - Layun continua imparável nas assistências. Fez mais duas, para os golos de Aboubakar e Danilo, passando agora a somar 13 em 20 jornadas da Liga. É cada vez mais o maior assistente da competição.   - Aboubakar marcou golos ao Estoril pela terceira partida consecutiva. Já tinha aberto o marcador nos 2-0 do Dragão, na primeira volta, enquanto que na época passada fizera o segundo nos 5-0 com que os canarinhos baquearam no Porto. O camaronês só ficou em branco contra o Estoril no empate a duas bolas na Amoreira, em Novembro de 2014, mas aí entrou apenas a 27 minutos do final.   - Diego Carlos, que passou a época passada no FC Porto B, marcou aos dragões o segundo golo da sua carreira em Portugal. O primeiro, também em casa, contra o Rio Ave, tinha valido um empate a dois golos.   - O médio portista Danilo, que já estivera entre os marcadores frente a U. Madeira, Académica e Boavista, fez o quarto golo da época, que já é a mais goleadora de toda a sua carreira. O seu máximo eram os três golos que fez pelo Marítimo em 2014/15.   - Maxi Pereira viu o nono cartão amarelo, incorrendo na segunda suspensão da época por acumulação de cartões. Na época passada precisou de 28 jornadas para chegar aos nove amarelos, em vez das atuais 20. O mais perto que Maxi esteve do atual registo foi em 2010/11 e em 2011/12, épocas nas quais precisou de 22 jornadas para ver tantos amarelos.   - José Peseiro voltou a ganhar no Estoril, numa fase difícil para a sua equipa. Em 2004/05, quando comandava o Sporting, ganhou lá por 4-1 à sexta jornada, depois de duas derrotas e dois empates. Na altura, tal como agora acontece com o FC Porto em relação ao Sporting, os leões colocaram-se a cinco pontos dos líderes, que eram Benfica e Marítimo. Dez jornadas depois, o Sporting de Peseiro estava isolado em primeiro lugar.
2016-01-31
LER MAIS

Último Passe

O FC Porto ganhou pela primeira vez nos últimos anos no Estoril (3-1) e já começou a mostrar algumas boas ideias, fruto da mudança recente no comando técnico. Ainda assim, a incerteza que durou no resultado até ao terceiro golo portista, marcado a 10 minutos do final, e a forma como até aí os canarinhos foram sendo capazes de meter a cabeça de fora na procura do empate mostraram que Peseiro tem ainda várias questões para resolver até colocar a equipa a jogar à sua imagem. No Estoril, viram-se um excelente Layun e momentos bons de Aboubakar, a contrastar com a forma incrível como falhou o 3-1 que podia ter resolvido o jogo mais cedo, mas uma equipa ainda sofrível em momentos de transição defensiva e a mostrar dificuldades para ativar os extremos e para os fazer compreender a nova movimentação de André André. O Estoril começou como contra o Benfica, marcando um golo cedo, desta vez por Diego Carlos, após um canto. Ao contrário do que aconteceu no jogo com os encarnados, porém, a equipa de Fabiano Soares não ficou remetida ao seu meio-campo depois de se ver em vantagem. A diferença é que, apesar da supremacia natural, que conseguia por ter melhores jogadores e porque precisava de correr atrás do resultado, o FC Porto não era capaz de responder tão bem à perda de bola e deixava os donos da casa sair com alguma frequência, sobretudo fruto do critério dos médios estorilistas no passe e da velocidade de Gerso na esquerda. O FC Porto repetia o 4x2x3x1 do jogo com o Marítimo, encostando Herrera a Danilo na primeira fase de organização e pedindo a André André que procurasse os corredores laterais, convidando os extremos a virem para dentro, para darem alguma iniciativa aos defesas laterais. E se o médio foi sempre respondendo bem, Corona e Brahimi nunca o fizeram, passando ao lado do desafio durante grande parte do tempo. Acabou por ser Layun a resolver da forma habitual: com assistências. Começou por explorar um desequilíbrio no corredor direito do Estoril para arrancar por ali a fora e oferecer o empate a Aboubakar. Depois, de canto, encontrou a cabeça de Danilo na zona do primeiro poste, deixando o FC Porto em vantagem ainda antes do intervalo. Faltava um terceiro golo para que a equipa pudesse acalmar, mas o que se via era o contrário: alguma passividade no momento da perda de bola, a dar ao Estoril a possibilidade de lançar contra-ataques que o perigoso Bonatini aguardava, ameaçando com o empate. Nunca aconteceu e, depois de Aboubakar falhar o tal golo de baliza aberta, foi André André quem mateou o jogo a nove minutos do fim. Peseiro levou os três pontos para o Dragão, afinal aquilo de que precisa para ir ganhando tempo para dar as suas afinações à máquina. NO Estoril, ganhou mais uma semana.
2016-01-30
LER MAIS

Artigo

Bouba Saré, que fez o golo que derrotou o FC Porto em Guimarães, tem queda para marcar aos grandes: na época passada, o seu golo de estreia na Liga tinha sido obtido na vitória (3-0) frente ao Sporting, no Minho. Com este golo, Saré já igualou o total de tentos do último campeonato (dois), com a particularidade de agora os ter feito em jornadas consecutivas, a Arouca e FC Porto. Foi a primeira vez que o marfinense fez golos em dois jogos seguidos desde que é sénior.   - Confirma-se ainda a tendência de Casillas para sofrer sempre pelo menos um golo. O guarda-redes espanhol foi batido em sete das últimas oito partidas na baliza dos dragões. Desde os 4-0 ao U. Madeira, a 2 de Dezembro, só manteve o zero nas redes na visita ao Boavista, ganha pelo FC Porto por um score ainda mais imponente: 5-0. Nos outros dois zeros que se verificaram desde então (1-0 ao Feirense e ao Boavista, na Taça), quem estava na baliza era Helton.   - Em contrapartida, a vitória dos minhotos ficou a dever-se à capacidade invulgar para manterem a baliza inviolada nos jogos em casa. A última vez que tal acontecera tinha sido a 13 de Setembro, na vitória frente ao Tondela (1-0), ainda a equipa era dirigida por Armando Evangelista. Com Sérgio Conceição, o Vitória só tinha mantido o zero nas suas redes por duas vezes, ambas fora de casa: 1-0 em Paços de Ferreira e no Estoril.   - Aboubakar foi expulso pela primeira vez desde que chegou à Europa, em 2010, para jogar no Valenciennes. No FC Porto, tinha visto cinco amarelos em 47 jogos, mas viu dois na mesma partida frente ao V. Guimarães.   - Foi a segunda expulsão de um jogador do FC Porto em partidas consecutivas, depois de Imbula ter visto o vermelho no jogo da Taça de Portugal frente ao Boavista. Os dragões só tinham tido um jogador expulso no resto da época, que foi Osvaldo na vitória (4-0) sobre o U. Madeira. Na época passada tinham tido dois expulsos no mesmo jogo (Reyes e Evandro contra o Sp. Braga, na meia-final da Taça da Liga), mas para se encontrar dois expulsos em jogos consecutivos é preciso recuar até 2008, quando Lucho González foi expulso no último minuto da vitória em Kiev (2-1), a 5 de Novembro, e depois Pedro Emanuel e Hulk viram o vermelho na eliminatória da Taça de Portugal ganha nos penaltis ao Sporting, (1-1 no prolongamento), no dia 9.   - Ao perder em Guimarães, o FC Porto chega à 18ª jornada com 40 pontos, mantendo-se a par do que fez na época passada, na qual também entrou a perder na segunda volta (1-0 com o Marítimo, nos Barreiros) e somava 40 pontos. Se na altura o líder, que era o Benfica, estava a seis pontos de distância, agora o Sporting está a cinco. A diferença é que agora há mais uma equipa metida na luta (o Benfica, que é segundo).   - Há exatamente 30 anos que a equipa portista não ganha um campeonato saindo do terceiro lugar à 18ª jornada. A última vez que tal aconteceu foi em 1985/86 e numa Liga de apenas 30 jornadas, mas nessa altura a equipa de Artur Jorge era terceira a apenas dois pontos do Benfica (que seriam três com a vitória a três pontos) e a um do Sporting (também um, com vitória a três pontos). No fim da época, o FC Porto foi campeão com mais dois pontos que o Benfica e mais três que o Sporting.   - Rui Barros ter-se-á despedido da tarefa de treinador principal do FC Porto com a primeira derrota em todos os jogos em que foi máximo responsável, tanto agora como em 2006, quando assegurou o interinato entre Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira. O golo de Saré foi ainda o primeiro golo que uma equipa de Rui Barros sofreu em quatro jogos oficiais: um em 2006 e três agora.
2016-01-18
LER MAIS

Último Passe

Oitenta e seis minutos não chegaram ao FC Porto para, mesmo com mais iniciativa, anular os efeitos do golo madrugador de Bouba Saré com que o V. Guimarães o bateu no Minho, atrasando-o na corrida pelo título face a Sporting e Benfica. O resultado fez-se de um início muito desconcentrado dos dragões, mas também da qualidade que o Vitória revelou. Tanto na frente como atrás. E veio mostrar mais duas coisas. Que, esgotados os efeitos da chicotada, o FC Porto já deveria ter definido a situação do treinador e que, como é evidente, nem Sérgio Conceição se vende nem os dragões poderiam alguma vez apostar num treinador que se vendesse. Primeiro, o jogo. Com o FC Porto a entrar adormecido atrás, expondo-se às diatribes de quatro homens que aliam explosão e agressividade – jogadores à Sérgio Conceição, portanto. Boyd, que se estreava na Liga, quase inaugurou o marcador perante a apatia dos centrais portistas, logo no primeiro minuto, e Bouba Saré fê-lo mesmo aos 4’, a aproveitar uma abordagem inexplicável de Casillas a um remate que lhe pingou sobre a baliza. Em vez de agarrar ou de sacudir para fora, o internacional espanhol amorteceu a bola para a frente, onde o marfinense a recolheu para marcar. Faltava muito jogo para o Vitória poder celebrar desde logo a conquista dos três pontos, porém. E o FC Porto foi entrando na partida aos poucos. Nunca asfixiou o Vitória, porque os vimaranenses conseguiam sempre aproveitar a qualidade na frente para sair a jogar e dar tempo às linhas recuadas para respirar, mas foi alternando jogo exterior com muitas tentativas de combinação por dentro e criou, mesmo assim, ocasiões para poder chegar, pelo menos, ao empate. Faltou aí ao FC Porto mais acerto na finalização de Brahimi, Corona, Aboubakar ou André André, todos eles protagonistas de lances em boa situação. Rui Barros mostrou mais diferenças em relação a Lopetegui. Primeiro, porque a equipa voltou a procurar mais o corredor central para penetrar, muitas vezes em tentativas de tabela que não se lhe viam até há pouco tempo, quando procurava sempre construir por fora. Depois, porque a 17 minutos do final não hesitou em juntar os dois pontas-de-lança disponíveis, trocando Herrera por André Silva e mantendo Aboubakar em campo. Antes, Barros já tinha chamado ao jogo Varela, uma espécie de proscrito para o basco, que voltou a entrar bem e a marcar pontos para continuar no grupo. Respondeu Sérgio Conceição com o reforço progressivo das linhas mais atrasadas: primeiro trocando Boyd por Phete; depois, já perto do fim, chamando ao jogo João Afonso, um terceiro defesa-central, em vez de Saré. Chegou para manter o FC Porto a zeros e para o treinador do V. Guimarães poder, no fim, bater no peito e bradar justificadamente por injustiça dos que suspeitavam da sua honorabilidade. Era tão evidente que Sérgio Conceição não ia facilitar – até porque, se alguma vez quer ser treinador do FC Porto, sabe que nunca lá chegaria se se vendesse – como que o FC Porto precisa de definir o que vai fazer com alguma urgência. Quando viu Lopetegui sair, a equipa soltou-se. Rui Barros foi capaz de tornar as coisas simples no primeiro jogo com o Boavista. Mas se há algo que se sabe é que um interino vai perdendo legitimidade à medida que o seu interinato se prolonga. Ou se aposta nele de forma conclusiva ou chega quem o substitua. Nas voltas da decisão, o FC Porto lá deixou mais três pontos, que farão falta a quem há-de vir.
2016-01-17
LER MAIS

Stats

O V. Guimarães não ganhou nenhum dos três últimos jogos que fez em sua casa, fator através do qual se justifica a incapacidade de a equipa confirmar plenamente os indícios de retoma após a entrada de Sérgio Conceição para o comando técnico: os vimaranenses perderam por 4-3 com o Marítimo, por 1-0 com o Benfica e empataram a duas bolas com o Arouca, já não conseguindo acabar um jogo sem sofrer golos no D. Afonso Henriques desde que ganharam por 1-0 ao Tondela, a 13 de Setembro. Há quatro meses, portanto. O FC Porto, em contrapartida, vem de duas saídas consecutivas a ganhar e sem sofrer golos: ambas no Bessa, frente ao Boavista, com 5-0 na Liga e 1-0 na Taça de Portugal. Não é uma série excelente, sobretudo porque se seguiu à derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade, mas também porque esta época os dragões já ganharam cinco deslocações consecutivas: Varzim (2-0), Maccabi (3-1), Angrense (2-0), Tondela (1-0) e U. Madeira (4-0). Essa série de vitórias foi na altura interrompida na deslocação a Londres, onde os portistas acabaram batidos pelo Chelsea (2-0).   - Herrera marcou nas últimas duas partidas do FC Porto na Liga: adiantou os dragões face ao Rio Ave, no jogo que acabou empatado a um golo, e abriu o ativo na goleada frente ao Boavista (5-0). É a segunda vez que o mexicano marca em duas jornadas consecutivas, pois já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Rio Ave (3-0) e na derrota contra o Olhanense (1-2), em Abril e Maio de 2014. Na altura ficou em branco ao terceiro jogo, os 2-1 em casa contra o Benfica.   - Sérgio Conceição, o técnico do V. Guimarães, de quem se disse que podia ser hipótese para suceder a Julen Lopetegui no comando do FC Porto, foi jogador portista e, como treinador, já defrontou os dragões por sete vezes, tendo ganho apenas uma: 1-0 no Académica-FC Porto, em 2013/14. Obteve ainda um empate (1-1 com o Sp. Braga, na última Taça da Liga) e perdeu as outras cinco partidas, duas delas em casa.   - Rui Barros, o treinador aparentemente interino do FC Porto, continua com o registo 100 por cento vitorioso nas duas passagens pelo comando da equipa. Em jogos oficiais, não sofreu sequer um golo, tendo ganho por 3-0 ao V. Setúbal na Supertaça de 2006 e agora por 5-0 e 1-0 ao Boavista, em jogos da Liga e da Taça de Portugal.   - Sérgio Conceição e Rui Barros jogaram duas épocas juntos no FC Porto, entre as saídas de um e do outro para o estrangeiro. A última partida em que ambos marcaram presença simultânea correu mal aos dragões: foi a 2 de Maio de 1998, quando os portistas saíram derrotados da Luz por 3-0, frente ao Benfica. O FC Porto acabou por se sagrar tetra-campeão nessa época.   - Bruno Gaspar, lateral do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Rui Vitória a 14 de Setembro de 2014, num empate a uma bola no Minho. - Do outro lado, o avançado Aboubakar tem várias recordações do V. Guimarães, pois foi no D. Afonso Henriques que se estreou na Liga portuguesa. O resultado não foi famoso, pois o FC Porto empatou esse jogo a uma bola, a 14 de Setembro de 2014. O camaronês, ainda assim, só jogou um minuto nessa tarde. E só voltou a defrontar o V. Guimarães na jornada de abertura da atual Liga, obtendo nessa noite o seu primeiro bis pla equipa portista, que ajudou a vencer por 3-0.   - O FC Porto não venceu nenhuma das duas últimas visitas a Guimarães: empatou a duas bolas em Março de 2014, num jogo que ditou a demissão de Paulo Fonseca, e a um golo em Setembro desse mesmo ano. A última vitória portista no D. Afonso Henriques aconteceu em Novembro de 2013, para a Taça de Portugal, por 2-0, com golos de Jackson Martínez e Fernando.   - O Vitória não ganha ao FC Porto desde Outubro de 2004, quando eliminou os dragões da Taça de Portugal com uma vitória por 2-1, graças a um bis de Nuno Assis, a que respondeu Derlei. Para a Liga, os minhotos não vencem desde Dezembro de 2001, quando golos de Marco e Nuno Assis lhes deram uma vitória por 2-0.   - O V. Guimarães nunca ganhou nem perdeu jogos com Manuel Oliveira a apitar: empatou as quatro partidas que fez com este árbitro, que foram duas receções ao P. Ferreira e à Académica e as visitas ao Nacional e à mesma Académica. O FC Porto também empatou um jogo em dois com Manuel Oliveira (1-1 com o Nacional na Choupana), mas ganhou o outro, na ocasião uma receção ao V. Setúbal (4-0).
2016-01-16
LER MAIS

Artigo

Rui Barros repetiu o que tinha feito na ocasião anterior em que pegou na equipa do FC Porto: ganhou e não sofreu golos. Os 5-0 ao Boavista, depois de substituir Julen Lopetegui, sucedem-se aos 3-0 com que bateu o V. Setúbal na Supertaça de 2006, após suceder a Co Adriaanse. Nessa altura ganhou também ao Portsmouth (2-1) e ao Manchester City (1-0), em particulares de pré-época.   - Manteve-se também a tradição que dura desde que Pinto da Costa é presidente do clube: sempre que um treinador é despedido durante a temporada competitiva, o FC Porto ganha o jogo seguinte. Já tinha acontecido em 1988 quando Murça ocupou interinamente o cargo após a saída de Quinito; em 1994, no momento em que Bobby Robson substituiu Ivic; em 2002 quando José Mourinho sucedeu a Otávio Machado; em 2005 com José Couceiro a ocupar a vaga de Victor Fernandez; e em 2014, quando Luís Castro foi substituir Paulo Fonseca.   - Os 5-0 com que o FC Porto ganhou ao Boavista são a maior goleada da equipa esta época e a maior desde que venceu o Estoril por resultado idêntico, no Dragão, a 6 de Abril do ano passado. Fora de casa, o FC Porto não marcava cinco golos desde a visita ao Gil Vicente (5-1, a 3 de Janeiro de 2015) e não ganhava por cinco de diferença desde os 5-0 em Arouca, a 25 de Outubro de 2014. No Bessa, já não ganhava por tanta vantagem desde Maio de 1982, quando lá se impôs por 6-0.   - Aboubakar fez o terceiro bis da época, o segundo na Liga, depois de já ter marcado duas vezes ao V. Guimarães, no Dragão, logo a abrir a prova, num jogo que o FC Porto venceu por 3-0, em Agosto. Além desse jogo, também tinha bisado em Kiev, no empate a duas bolas contra o Dynamo, a contar para a Liga dos Campeões.   - Herrera marcou pela segunda jornada consecutiva na Liga, depois de já ter feito o tento que deu um ponto na receção ao Rio Ave (1-1). É a segunda vez que o consegue, depois de já ter estado entre os goleadores na vitória frente ao Rio Ave (3-0) e na derrota contra o Olhanense (1-2), em Abril e Maio de 2014.   - Layun consolidou a sua posição como maior assistente desta Liga. Fez o nono passe de golo na prova, desta vez para Aboubakar, enquanto que o benfiquista Gaitán soma sete e segue em segundo nesta tabela.   - Casillas viu o primeiro cartão amarelo da época, por derrubar Luisinho. Foi simultaneamente a sua primeira advertência desde Outubro de 2012, quando foi admoestado numa vitória do Real Madrid sobre o Celta de Vigo, no Santiago Bernabéu (2-0).   - Além disso, o guarda-redes espanhol voltou a manter a baliza virgem, algo que já não lhe acontecia a ele pessoalmente desde a vitória por 4-0 frente ao U. Madeira, a 2 de Dezembro. Entretanto, sofrera golos de P. Ferreira (2-1), Chelsea (0-2), Nacional (2-1), Académica (3-1), Sporting (0-2) e Rio Ave (1-1). O último zero defensivo do FC Porto, contra o Feirense, na Taça de Portugal (1-0) tivera Helton nas redes.   - O FC Porto chega ao fim da primeira volta exatamente com a mesma pontuação que na época passada, fruto das mesmas 12 vitórias, quatro empates e uma derrota – na época passada contra o Benfica, agora contra o Sporting. Mas se há um ano isso lhe garantia o segundo lugar isolado, ainda que a seis pontos do líder, agora obriga-o a partilhar a segunda posição, mas está mais perto do comandante: a apenas quatro pontos.   - O Boavista, em contrapartida, fez as piores 17 jornadas inaugurais de toda a sua história da I Divisão. Soma 10 pontos, piorando os 12 de 1971/72. E atenção que, caso a vitória nessa altura valesse três pontos e não dois, esse Boavista teria 15 pontos à 17ª jornada.
2016-01-11
LER MAIS

Último Passe

Foi muito fácil a vitória do FC Porto no Bessa, por 5-0, sobre um Boavista que terá de mudar muito se quer evitar uma queda na II Liga que só o arreganho nos limites impediu durante a época passada. Lopetegui foi embora há tão pouco tempo que os comportamentos da equipa portista são ainda os que o treinador basco definiu, sendo por isso um abuso atribuir à mudança de comando técnico quaisquer méritos pela vitória. É verdade que Rui Barros não inventou e que a saída do treinador anterior soltou animicamente a equipa, a ponto de a superioridade azul-e-branca no relvado do Bessa ter sido sempre evidente, só sofrendo alguma contestação no início da segunda parte. Mas até isso o FC Porto resolveu à antiga: com um golo de autor marcado por Corona, o maior talento individual da equipa. Mesmo mantendo o onze que tinha empatado com o Rio Ave, na quarta-feira, Rui Barros promoveu, ainda assim, algumas alterações, sobretudo quando teve de chamar os suplentes a entrar no jogo. Só que mesmo estas acabaram por ser apenas simbólicas, porque se Imbula voltou à competição na Liga, onde não atuava desde a vitória na Choupana, há um mês, também só entrou em campo com o jogo resolvido, nos últimos dez minutos. De resto, a equipa também não teve um início arrasador: fez refletir uma superioridade natural na primeira parte num golo de Herrera que até teve algo de fortuito, na forma como a finalização bateu Gideão, e teve depois de aguentar a reação de um Boavista que parece apostar nos argumentos errados para os jogadores que tem. O futebol de Petit, muito feito de arreganho, marcação e agressividade, era o que mais convinha a um plantel muito limitado; o estilo de jogo de Sanchez, mais dado a ideias no plano atacante, expõe demasiado uma equipa sem andamento para isso. Os seis pontos que a equipa já dista da linha de água fazem antever grandes dificuldades. O Boavista ainda chegou a ameaçar enquanto o jogo esteve no 1-0, mas um truque genial de Corona, a passar entre Afonso Figueiredo e Inkoom antes de, com grande velocidade de execução, marcar o 2-0, acabou com a conversa. Com meia-hora para se jogar, já se via que os três pontos estavam atribuídos. Um bis de Aboubakar e um golo de calcanhar de Danilo, em cima do apito final, puseram o rótulo de goleada numa vitória que terá servido para o FC Porto entrar nos eixos. À viragem para a segunda volta, os dragões distam quatro pontos do primeiro lugar. Nada de irrecuperável, quando a equipa assume que está a sair da crise e quando Rui Barros simplifica: basta saber em que clube se está a jogar.
2016-01-10
LER MAIS

Artigo

A vitória do FC Porto sobre a Académica (3-1) significa que os dragões chegam à liderança isolada da Liga pela primeira vez desde que chegou Julen Lopetegui. O FC Porto não estava sozinho no primeiro lugar desde 23 de Novembro de 2013, quando ainda eram liderados por Paulo Fonseca. Perderam essa liderança para Benfica e Sporting a 30 de Novembro, ao serem derrotados… pela Académica, em Coimbra (1-0).   - Com esta vitória, o FC Porto assegura que é “campeão de Natal”. Neste século, três em cada quatro campeões de Natal acabaram por ser campeões nacionais na Primavera. Três das quatro exceções ocorreram com equipas do FC Porto: em 1999/00 o campeão acabou por ser o Sporting; em 2000/01 foi o Boavista e em 2004/05 foi o Benfica. A quarta exceção penalizou o Benfica, que liderava em 2008/09 e acabou por ver o FC Porto celebrar a conquista da Liga.   - Além disso, os 36 pontos que o FC Porto soma ao fim de quatro jornadas, fruto de onze vitórias e três empates, são o terceiro melhor pecúlio portista do século à 14ª jornada a seguir aos 38 da equipa de André Villas-Boas em 2010/11 e aos 37 da formação comandada por Jesualdo Ferreira em 2006/07. Nos dois anos de José Mourinho, o FC Porto chegou à 14ª jornada com estes mesmos 36 pontos.   - O FC Porto somou ainda o 30º jogo seguido na Liga sem perder, pois a última derrota aconteceu à 18ª jornada da prova da época passada, a 25 de Janeiro, frente ao Marítimo (0-1). A equipa portista não chegava invicta à 14ª jornada desde 2012/13, quando era orientada por Vítor Pereira.   - Foi ainda a sexta vitória seguida do FC Porto na Liga, depois do empate em casa com o Sp. Braga, a 25 de Outubro. A melhor série de Lopetegui está em sete vitórias consecutivas, conseguidas entre Janeiro e Março, entre a derrota com o Marítimo (0-1) e um empate com o Nacional (1-1), ambos no Funchal.   - Em contrapartida, o FC Poto sofreu um golo em casa pelo terceiro jogo seguido (Dynamo Kiev, Paços de Ferreira e Académica), o segundo na Liga. Mudança de tendência, quando antes do desafio com o Paços os portistas estavam prestes a conseguir um ano inteiro sem golos encaixados em casa para o campeonato – o último tinha sido marcado pelo Benfica, a 14 de Dezembro do ano anterior.   - Layun confirmou-se como melhor assistente do FC Porto, igualando o benfiquista Gaitán no topo da tabela dos passes de golo, com sete. O mexicano, que fez os passes para os golos de Danilo e Aboubakar, assistiu colegas pela segunda jornada consecutiva.   - Vincent Aboubakar marcou golos pelo segundo jogo consecutivo, depois de já ter assegurado a vitória do FC Porto frente ao Feirense, na Taça de Portugal, a meio da semana. É a segunda vez que o consegue esta época, sendo que na primeira alargou a série a três jogos: Estoril, Arouca e Dynamo Kiev.   - O camaronês já superou o total de golos da época passada: leva 10 golos marcados, seis na Liga, três na Champions e um na Taça de Portugal. Na época passada ficou-se pelos oito, quatro na Liga, três na Champions e um na Taça da Liga.   - A Académica perdeu a terceira deslocação deslocação consecutiva, depois dos 3-0 contra o Benfica na Luz e do 1-0 ante o Boavista, no Bessa, para a Taça de Portugal. Voltou a marcar um golo fora, o que já não lhe acontecia desde a visita ao Estoril, a 6 de Novembro. Tal como nesse jogo, que acabou empatado a uma bola, o golo dos estudantes saiu do banco: então foi Rabiola, agora Rui Pedro.
2015-12-21
LER MAIS

Stats

O FC Porto só precisa de empatar no Dragão com o Dynamo Kiev, mas se partir do princípio que o Chelsea deve ganhar ao Maccabi e se quer entrar na última jornada nas melhores condições para lutar pelo primeiro lugar do grupo com a equipa de José Mourinho tem de apontar a uma vitória. E se a conseguir será a quarta seguida em jogos da Liga dos Campeões, algo que os dragões já não obtêm desde 1996. Há quase 20 anos. Depois do empate em Kiev, cedido no último minuto, o FC Porto ganhou os três jogos da prova europeia: 2-1 ao Chelsea, 2-0 e 3-1 ao Maccabi. Para continuar a lutar a sério pelo topo do grupo deve agora somar a estas três vitórias uma quarta, algo que não consegue desde a abertura da Champions de 1996/97, quando ganhou ao Milan (3-2 em San Siro), ao IFK Goteborg (2-1) e duas vezes ao Rosenborg (1-0 e 3-0). Desde aí, os dragões somaram várias vezes três vitórias consecutivas, mas encalharam sempre ao quarto jogo: Real Madrid (1-3 em casa, em 1999); outra vez Real Madrid (1-1 fora, em 2003); Arsenal (0-0 em casa, em 2006); Atlético Madrid (2-2 fora, em 2009); Chelsea (0-1 em casa, em 2009); Dynamo Kiev (0-0 fora, em 2012) e Shakthar Donetsk (1-1 em casa, em 2014). Não deixa de ser curioso que os últimos dois tropeções tenham ocorrido contra equipas ucranianas. Vale que ao FC Porto um empate servirá para carimbar desde já o apuramento para os oitavos de final da competição. Ora o FC Porto já não perde um jogo da Champions em casa desde Outubro de 2013, quando o Zenit foi ganhar ao Dragão por 1-0, com golo de Kerzhakov a cinco minutos do fim. Desde então, já ali perderam o Bayern e o Chelsea, por exemplo.   - O Dynamo Kiev está na história do FC Porto, pois foi a equipa que os dragões venceram nas meias finais da Taça dos Campeões Europeus de 1987, antes de baterem o Bayern na final. Na altura, o FC Porto ganhou ambos os jogos por 2-1. Nas Antas marcaram Futre e André (o pai de André André) para o FC Porto, reduzindo Yakovenko para os soviéticos. Em Kiev, Celso e Gomes deram vantagem à equipa portuguesa nos primeiros 10’ de jogo, de nada servindo um golo de Mikailichenko.   - Depois dessa meia-final, FC Porto e Dynamo Kiev voltaram a encontrar-se por cinco vezes na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em 2008, cada um ganhou o jogo no terreno do adversário: 1-0 para o Dynamo no Dragão (marcou Aliyev); 2-1 para o FC Porto em Kiev (virada de Rolando e Lucho, depois de um primeiro golo de Milevskiy). Em 2012, os portugueses ganharam por 3-2 em casa (dois golos de Jackson e um de Varela, contra um de Gusev e outro de Ideye) e empataram a zero na Ucrânia. Já na corrente fase de grupos, as duas equipas empataram a dois golos em Kiev (bis de Aboubakar para os dragões, golos de Gusev e Buyalsky para os ucranianos).   - Antunes e Miguel Veloso, jogadores portugueses do Dynamo Kiev, já marcaram golos ao FC Porto. O lateral fê-lo a 13 de Maio de 2007, de livre direto, num empate a uma bola, ao serviço do Paços de Ferreira. O centrocampista conseguiu-o a 28 de Fevereiro de 2010, em recarga a um primeiro remate de Liedson, num sucesso do Sporting por 3-0, em Alvalade.   - Varela e Aboubakar foram os únicos jogadores do atual plantel do FC Porto que já marcaram ao Dynamo Kiev. O extremo abriu o ativo na vitória por 3-2 dos portistas, a passe de Lucho González, em Outubro de 2012, enquanto que o ponta-de-lança bisou no empate em Kiev, em Setembro passado.   - O FC Porto não perde há 20 jogos oficiais, precisamente desde que foi eliminado da Liga dos Campeões, com o pesado 6-1 às mãos do Bayern, em Munique. Foi a 21 de Abril. Os 20 jogos de invencibilidade são a melhor série do clube desde 2012, quando esteve 25 jogos sem perder, entre os 3-2 contra o Benfica, na Taça da Liga, a 20 de Março, e os 2-1 com que foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga, a 30 de Novembro.   - Este é também o melhor arranque de época do FC Porto desde 2012/13. Leva 15 jogos desta época sem perder (11 vitórias e 4 empates) e está a três partidas de igualar o arranque da equipa liderada por Vítor Pereira, que esteve 18 jogos sem perder até ser eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga.
2015-11-23
LER MAIS

Artigo

Ao marcar o golo inaugural da vitória do FC Porto frente ao V. Setúbal, Aboubakar igualou já o total de tentos que tinha feito em toda a época passada: oito. Fê-los em 13 jogos, quando em 2014/15 precisou de 20 partidas, ainda que muitas delas como suplente utilizado. Na temporada mais produtiva da sua carreira precisou de mais algum tempo para lá chegar. Foi em 2012/13 que, ao serviço do Lorient, terminou a época com 16 golos, marcando o oitavo a 30 de Novembro, frente ao Nice, ao 16º jogo.   - Aboubakar e Osvaldo estiveram pela terceira vez lado a lado em campo esta época, pois o italo-argentino entrou a 31 minutos do fim e o camaronês por lá ficou. Ao todo, os dois coincidiram por 48 minutos, tendo o FC Porto marcado três golos nesse período. Já tinha acontecido por 13 minutos em Moreira de Cónegos (com um golo) e por quatro minutos frente ao Chelsea no Dragão (sem efeitos no resultado).   - Apesar de ter igualado a série de 16 jogos seguidos sem sofrer golos em casa na Liga estabelecida em 1994, o FC Porto ainda está a pouco mais de um jogo de bater o recorde de Vítor Baía e Cândido, que entre Janeiro e Dezembro desse ano estiveram 1571 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes das Antas. Com a ajuda de Fabiano e Helton, que se ocuparam das redes na época passada, Casillas prolongou a série atual para 1475 minutos desde que Lima ali marcou, na vitória do Benfica, por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado.   - O V. Setúbal voltou a sofrer golos na Liga, vendo a série de imbatibilidade que durava desde o tento de Rui Correia (Nacional) interrompida após 384 minutos. Mas Ricardo, o guarda-redes emprestado pelo FC Porto, que nesse dia estava na baliza e ontem não, mantém a folha limpa para a próxima jornada.   - Layun é o homem do momento nos dragões, pois participou nos últimos três golos da equipa. Marcou o terceiro em Haifa, ao Maccabi Tel-Aviv, assistiu Aboubakar para o primeiro ao V. Setúbal e fez ele mesmo o segundo. Ao todo, o lateral mexicano tem dois golos marcados e quatro assistências, todas para golos de cabeça, três deles de Aboubakar.   - Maxi Pereira também voltou a fazer uma assistência para golo, tal como sucedera em Israel, mantendo-se como o jogador com mais passes decisivos no FC Porto esta época. São já, ao todo, cinco assistências, todas para jogadores diferentes: Aboubakar, Varela (ambos frente ao V. Guimarães), Brahimi (contra o Belenenses), André André (ante o Maccabi) e agora Layun (Face ao V. Setúbal).   - Foi a 26ª vitória consecutiva do FC Porto frente ao V. Setúbal, em confrontos válidos para várias competições. O FC Porto ganha sempre que os dois se encontram desde um empate a zero, no Dragão, a 29 de Outubro de 2005. Foi ainda o quarto jogo entre ambos em que os sadinos não fazem sequer um golo, desde a derrota por 3-1, no Bonfim, em Agosto de 2013.   - Foi ainda o 14º jogo do FC Porto sem perder esta época. Ao todo, os dragões somam dez vitórias e quatro empates, mantendo-se na corrida para pelo menos igualar o arranque de época de Vítor Pereira em 2012/13. Nessa época, os azuis e brancos estiveram 18 jogos sem perder, até à eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga, a 30 de Novembro (1-2).   - Quim Machado estreou o croata Gorupec na Liga. Depois de Hassan, Costinha, Arnold, Vasco Costa, Ruben Semedo e Ruca, foi a sétima estreia absoluta de um jogador do V. Setúbal na Liga esta época.
2015-11-09
LER MAIS

Último Passe

A aposta na dupla de pontas-de-lança a que Julen Lopetegui resistira, por exemplo, nos empates contra o Marítimo e o Sp. Braga, pôs em causa a organização normal do jogo do FC Porto mas permitiu à equipa quebrar o enguiço com as balizas da última partida da Liga e vencer o V. Setúbal por 2-0. Mesmo a fazer um bom jogo e, sobretudo depois de aumentar o ritmo, após o intervalo, a conseguir levar a bola até à área sadina, com criação constante de desequilíbrios, a equipa azul e branca não chegou ao golo enquanto o treinador basco não juntou Aboubakar e Osvaldo na área. Um dos primeiros cruzamentos depois de isso suceder, aos 70 minutos, permitiu ao camaronês abrir o marcador, num cabeceamento sem tirar os pés do chão, e começou a desfazer as dúvidas acerca da atribuição dos três pontos. Uma discussão a que Layun pôs termo pouco depois, com mais um golo de pé direito vindo da sua posição de lateral esquerdo. As bases do jogo do FC Porto são bem conhecidas: posse de bola (acima dos 70 por cento até ao golo de Aboubakar) e triangulações com alternância entre os movimentos dos extremos para dentro com subida dos laterais ou a abertura dos extremos com entrada dos médios na zona do ponta-de-lança. Na primeira parte, jogada a um ritmo mais lento, isso não chegou para tirar da frente as duas linhas defensivas de um bem organizado V. Setúbal que, fruto da qualidade nas saídas de bola, nem parecia jogar com o autocarro à frente da baliza de Raeder. Suk e André Claro eram boas referências atacantes, tornando possível que o meio-campo sadino subisse e que a equipa de Quim Machado se equilibrasse mais acima e pudesse assim respirar. Só nos últimos cinco minutos do primeiro tempo o FC Porto encostou o adversário atrás, o que deixou a dúvida acerca dos efeitos do intervalo. Voltaria o jogo a ser tão dividido como chegara a ser ou manter-se-ia a pressão portista? Na verdade, o FC Porto ainda conseguiu subir o ritmo e o V. Setúbal continuou a enfrentar dificuldades para voltar a jogar no campo todo. Mas isso não chegava para aquilo que o FC Porto queria, que era fazer um golo. Esse só apareceu quando Lopetegui trocou Evandro por Osvaldo e assumiu uma espécie de 4x2x4, com André e Danilo a segurarem o meio-campo. Ao contrário do que sucedeu em Moreira de Cónegos, onde a aposta no segundo ponta-de-lança só surgiu à terceira substituição, sem hipótese de emenda, portanto, desta vez o treinador portista recompôs de imediato o equilíbrio natural da equipa, chamando Imbula ao jogo. Mas, já sem dinâmica atacante, que se extinguira no período de intensa pressão portista, o Vitória limitou-se a esperar o fim do jogo, acabando o 2-0 por aparecer naturalmente, após uma incursão de Imbula que Layun finalizou.
2015-11-08
LER MAIS

Stats

O FC Porto procurará obter contra o Maccabi Tel Aviv, de Israel, a 20ª vitória consecutiva em casa, superando a melhora marca das equipas de José Mourinho, que segue em 19 sucessos de enfiada. Se o conseguir, continuará a caminho de igualar o recorde da equipa de Artur Jorge, que venceu 24 desafios seguidos, entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. A última vez que os portistas não ganharam no Dragão foi quando receberam o Benfica, em jogo da última Liga portuguesa. Dois golos de Lima, a 14 de Dezembro de 2014, valeram um 2-0 aos encarnados e atrasaram os portistas na tabela, mas estes aproveitaram o momento para iniciar uma longa série de vitórias no Dragão. Em todas as competições, por ali passaram e foram batidos, entretanto, o V. Setúbal (4-0), o Belenenses (3-0), o U. Madeira (3-1), a Académica (4-1), o Paços de Ferreira (5-0), o V. Guimarães (1-0), o Sporting (3-0), o Basel (4-0), o Arouca (1-0), o Estoril (5-0), o Bayern (3-1), a Académica (1-0), o Gil Vicente (2-0), o Penafiel (2-0) e, já na presente época, o V. Guimarães (3-0), o Estoril (2-0), o Benfica (1-0), o Chelsea (2-1) e o Belenenses (4-0). Ao todo, 19 jogos sempre com vitória em casa. A série atual já iguala a melhor das equipas de José Mourinho, também ela estabelecida em 19 jogos entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004). Durante essa série, os portistas fizeram boa parte da caminhada que os levou à vitória na Liga dos Campeões de 2004. Se ganharem ao Maccabi, os jogadores de Julen Lopetegui deixam para trás a marca de Mourinho e centram-se numa outra, estabelecida pela equipa de Artur Jorge, mas bem antes da caminhada que a levou à vitória na Taça dos Campeões Europeus de 1987. Entre um empate a zero com o Sporting, a 25 de Novembro de 1984 e outro nulo sem golos com o Benfica, a 4 de Dezembro de 1985, o FC Porto esteve 24 jogos seguidos sempre a ganhar nas Antas. Essa série só teve dois jogos europeus (Ajax e Barcelona, derrotados por 2-0 e 3-1), mas por lá passaram o Sporting e o Benfica, este derrotado por três vezes. - O FC Porto está também numa série muito positiva (onze jogos sem derrota) de resultados em casa para as competições europeias. O Chelsea foi recentemente batido no Dragão, tal como o tinham sido o Bayern e o Basileia, na reta final da época passada. A última equipa estrangeira a empatar ali foi o Shakthar Donetsk (1-1, a 10 de Dezembro do ano passado), sendo que ninguém ali ganha desde que o Zenit o fez, por 1-0, a 22 de Outubro de 2013. Faz dois anos na quinta-feira.   - Os dragões nunca defrontaram uma equipa de Israel nas provas da UEFA, mas o Maccabi já teve pela frente um adversário português. Ganhou por 1-0 ao Boavista na primeira mão da primeira eliminatória da Taça UEFA de 2002/03, num jogo que foi disputado em Sofia, na Bulgária, mas depois perderam por 4-1 no Bessa, graças a golos de Strul (própria baliza), Jocivalter (dois) e Serginho Baiano, aos quais respondeu Torjman.   - Sendo verdade que só uma equipa israelita eliminou uma portuguesa em confronto direto, também é certo que as últimas visitas de israelitas a Portugal têm acabado mal para os lusos. O Hapoel Ramat Gan empatou a zero no Estoril em 2013, o Hapoel Tel Aviv empatou com a Académica (1-1) em Coimbra em 2012 e perdeu na Luz com o Benfica (2-0) em 2010, o Bnei Yehuda ganhou (1-0) ao Paços de Ferreira e o Maccabi Netanya empatou a zero com a U. Leiria em 2007. Antes disso, sim, só vitórias portuguesas: além dos 4-1 do Boavista ao Maccabi Tel Aviv (2002), há um 6-0 do Benfica ao Beitar Jerusalem em 1998, um 3-0 do Sporting ao mesmo Beitar em 1997 e um 4-0 do Sporting ao Maccabi Haifa em 1995.   - Eran Zahavi marcou nos últimos dois jogos do Maccabi. Fez o terceiro e o quinto golos dos 5-0 com que os campeões de Israel ganharam ao Hapoel Acre e marcou de penalti o golo da vitória (2-1) no terreno do Maccabi Petah Tivka, antes da expulsão do guarda-redes Lifshitz ter forçado Bem Haim a acabar o jogo na baliza. Zahavi já tinha marcado dois golos na vitória do Hapoel Tel Aviv sobre o Benfica (3-0) na Liga dos Campeões de 2010/11.   - Vincent Aboubakar, o melhor marcador do FC Porto nesta edição da Champions (fez dois golos no empate em Kiev) segue com quatro jogos consecutivos sem marcar (Benfica, Moreirense, Chelsea e Belenenses). Já é a sua mais longa seca com a camisola portista, sendo que no Lorient esteve seis jogos seguidos sem marcar, entre o início de Fevereiro e o final de Março de 2014.
2015-10-19
LER MAIS

Artigo

Maxi Pereira viu nos 4-0 ao Belenenses o quinto amarelo em sete jogos do FC Porto na Liga, ficando desde já suspenso para a oitava jornada, na qual os dragões recebem o Sp. Braga. Iguala o pior registo de sempre com a camisola do Benfica: em 2013/14 também tinha visto cinco amarelos nas primeiras sete rondas, com a nuance de dois deles terem sido no mesmo jogo, a deslocação ao Estoril, o que lhe valeu a expulsão e a suspensão à oitava jornada. A época em que Maxi viu mais rapidamente cinco amarelos em jogos diferentes da Liga foi em 2010/11, na qual atingiu a marca à 10ª jornada.   - Pablo Osvaldo fez o primeiro golo com a camisola do FC Porto ao sétimo jogo, ainda que em cinco deles tenha jogado menos de 20 minutos. A demora foi a segunda mais longa da sua carreira. Só no Bologna tinha levado mais desafios a estrear-se a marcar: 14, pois não fez qualquer golo na meia época que lá passou, em 2008/09, só marcando a primeira vez já em 2009/10. Foi o primeiro golo de Osvaldo desde 29 de Março, quando marcou pelo Boca Juniors nos 3-0 ao Estudiantes-   - O jogo com o Belenenses assinalou também o primeiro golo de Ivan Marcano com a camisola azul e branca. Fê-lo à 40ª partida oficial. Marcano não fazia um golo desde Fevereiro de 2014, quando contribuiu com um na vitória por 4-2 do Olympiakos sobre o Platanias, no campeonato grego.   - Brahimi foi o primeiro jogador do FC Porto a marcar um golo e assistir para outro em jogos desta época. O último a fazê-lo tinha sido Aboubakar, no desafio que encerrou a temporada passada: nos 2-0 ao Penafiel, fez o primeiro golo e assistiu Danilo para o segundo.   - A vitória do FC Porto sobre o Belenenses foi a 19ª consecutiva do FC Porto no seu estádio, onde ganha sempre desde que ali perdeu com o Benfica, por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado. Esta equipa iguala assim o melhor registo da de José Mourinho, que também ganhou 19 jogos seguidos em casa entre uma derrota com o Real Madrid (1-3 a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Além disso, o zero na baliza de Casillas significa que já lá vão 1295 minutos de jogo desde que o FC Porto sofreu o último golo em casa em partidas da Liga. O último entrou precisamente na derrota com o Benfica, a 14 de Dezembro de 2014, e foi marcado por Lima. O registo de Helton, Fabiano e Casillas fica ainda assim aquém do estabelecido por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano): foram nessa altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa.   - Continuam os problemas defensivos do Belenenses, que tem a defesa mais batida da Liga, com 17 golos encaixados em sete jogos. Este é o pior registo defensivo parcial do Belenenses à 7ª jornada desde 1974, quando chegou à sétima jornada com os mesmos 17 golos sofridos, mas com duas vitórias (1-0 ao Atlético e 6-4 ao Olhanense), dois empates (2-2 com o FC Porto e 3-3 com o V. Setúbal) e três derrotas (0-2 com o V. Guimarães, 1-2 com a Académica e 0-4 com o Benfica) face a uma vitória, quatro empates e duas derrotas da presente época. Essa equipa de 1974/75, dirigida por Peres Bandeira, chegou ao final da época em sexto lugar, com a sétima melhor defesa da prova (37 golos em 30 jogos).   - Aboubakar completou o quarto jogo consecutivo sem marcar golos, depois do bis em Kiev, no empate (2-2) frente ao Dynamo. É a sua mais longa “seca” desde que representa o FC Porto e a mais longa desde Fevereiro e Março de 2014 quando, ainda no Lorient, esteve seis jogos sem marcar, entre um golo ao Monaco, a 1 de Fevereiro, e outro ao Stade Reims, a 29 de Março.
2015-10-05
LER MAIS

Último Passe

No tempo em que a Grã Bretanha estava isolada do resto do Mundo, os treinadores ingleses tinham por hábito ver as primeiras partes dos jogos na tribuna, só descendo para o banco nos segundos 45 minutos. Essa era uma altura, porém, em que havia apenas um suplente, que só entrava se alguém partisse uma perna e essa observação não fazia assim tanta falta. Vendo todo o desafio do FC Porto com o Dynamo Kiev da tribuna, Julen Lopetegui fez uma gestão de jogo excelente, compreendendo os momentos exatos para fazer a substituições certas. O FC Porto não ganhou – ainda que o merecesse – porque no final toda a equipa cometeu um erro de apreciação, fruto talvez do cansaço aliado à falta de concentração que ele provoca. E nem sequer pode dizer-se que a questão se resolvesse com um grito do treinador, estivesse ele no banco. O 2-2 conseguido pelo FC Porto em Kiev vale pelo ponto conquistado, pelos dois que o Dynamo deixou pelo caminho – um empate fora é sempre um empate fora – mas vale sobretudo pela forma como o comportamento da equipa deixou perceber uma maturidade tática de que não se suspeitava. O plano de jogo foi o de Arouca, mas invertido: a equipa começou num 4x2x3x1 em que André André era, ao mesmo tempo, terceiro avançado e quarto médio, tal como terminara no jogo de sábado. A procura constante do espaço interior pelo número 20 dos Dragões nas fases ofensivas permitia assegurar a presença frente à área que tantas vezes tem faltado; a sua derivação para a ala no momento de perda de bola permitia manter a linha de quatro médios e travar um Dynamo que cedo desistiu de mandar no jogo e passou a limitar-se a chutar bolas longas na frente. Com o jogo controlado e um empate a uma bola no placar, Lopetegui lançou Tello e Corona, voltou ao 4x3x3 mais clássico e criou as condições para chegar à vitória. Marcou o segundo golo, numa jogada que enfatiza as excelentes exibições de Ruben Neves e Aboubakar – o primeiro a assegurar uma segunda vaga ofensiva depois do canto; o segundo a finalizar sem complacência depois de uma falha do guarda-redes Rybka. Previa-se que este fosse um jogo para Aboubakar, avançado de grandes espaços, lutador de excelência, mas ele acabou por se impor também naquilo que menos se esperava: a finalização na área. E com seis golos em cinco jogos, vai lançado para uma grande época. A maturidade tática demonstrada pela equipa do FC Porto não chegou para impedir o golo do empate do Dynamo, mas deixa a equipa em boa posição para lutar pela qualificação – roubou pontos no terreno daquele que se pensa venha a ser o seu maior adversário – e confiante de que sabe ser controladora ou ameaçadora quando o jogo lhe pede uma ou outra face. Teste já no domingo, na receção ao Benfica, no Dragão. Com Lopetegui no banco.
2015-09-16
LER MAIS

Artigo

Jesus Corona teve uma estreia de sonho: dois golos na baliza do Arouca no primeiro jogo que fez na Liga portuguesa. Foi o primeiro jogador a bisar na estreia no nosso campeonato desde que o romeno Rusescu também marcou dois na vitória do Sp. Braga sobre o V. Guimarães (3-0), a 10 de Janeiro de 2014. Rusescu, no entanto, tinha ficado em branco num jogo anterior para a Taça de Portugal, frente ao Arouca. Para se encontrar um jogador que tenha feito pelo menos dois golos no primeiro jogo competitivo em Portugal é preciso ir buscar Montero, que a 18 de Agosto de 2013 fez um hat-trick nos 5-1 do Sporting ao… Arouca. No FC Porto, o último a bisar na estreia tinha sido Pena, que a 9 de Setembro de 2000 contribuiu com dois golos para os 2-1 do FC Porto, em casa, ao Paços de Ferreira.   - Esta não é a primeira vez que Corona marca na estreia. A 29 de Setembro de 2013 já tinha marcado nos 5-0 do Twente ao Groningen, o primeiro jogo que fez para a Liga holandesa.   - Aboubakar manteve o registo 100 por cento goleador sempre que defronta o Arouca. Na época passada já tinha marcado a fechar os 5-0 no terreno do adversário e feito o único golo na vitória caseira por 1-0. Ontem voltou a encerrar a conta portista, fazendo o que na altura era o 3-0.   - André André foi titular do FC Porto pela primeira vez à quarta tentativa, depois de três jogos como suplente utilizado (V. Guimarães, Marítimo e Estoril). Repete a história do pai, mas com muito mais rapidez, pois fê-lo à quarta ronda: em 1984, António André só foi titular à 11ª jornada, num empate a zero nas Antas contra o Sporting, depois de ter sido suplente utilizado contra Farense, Salgueiros e Penafiel.   - O segundo golo sofrido pelos portistas esta época teve vários pontos em comum com o primeiro. Tal como no Funchal, o golo de Maurides nasceu de um cruzamento na esquerda do ataque e foi marcado nas costas do lateral esquerdo azul e branco. Com menos culpas de Layun neste caso do que de Cissokho no tento de Edgar Costa, que custou ao francês o seu lugar no onze.   - Maurides fez ao FC Porto o seu segundo golo saído do banco nesta Liga, tornando-se o suplente mais goleador do campeonato. Antes já tinha feito o mesmo nos 2-0 com que o Arouca venceu o Moreirense.
2015-09-13
LER MAIS

Stats

A deslocação a Arouca pode ser encarada como especial por Vincent Aboubakar, que marcou sempre que defrontou o adversário de sábado. Mesmo que tenha servido apenas para fixar o resultado nos 5-0 finais e por isso tenha sido pouco mais que irrelevante, foi em Arouca que o camaronês fez o seu primeiro golo no campeonato. Depois, no jogo da segunda volta, foi ele que garantiu os três pontos aos azuis e brancos, marcando o único tento da curta vitória por 1-0 no Dragão. Aboubakar estreou-se com a camisola do FC Porto a 14 de Setembro do ano passado, jogando o último minuto de um empate a uma bola, contra o Vitória, em Guimarães. Três dias depois, na goleada europeia ao Bate Borisov, estreou-se a marcar ao segundo jogo, que foi também o que lhe aconteceu na Liga. À segunda partida, em Arouca, a 25 de Outubro, entrou a 15 minutos do final para o lugar de Jackson Martínez, com o resultado já em 4-0, mas ainda teve tempo para, de pé esquerdo, corresponder a um passe de Quaresma e, fazendo passar a bola por entre as pernas de Goicoechea, fixar o 5-0 final. O registo 100 por cento goleador contra o Arouca manteve-o com mais um golo na segunda volta. Titular no centro do ataque, por lesão de Jackson, já fizera um golo ao Basel, a meio da semana, para a Liga dos Campeões, e voltou a marcar no jogo de campeonato. Foi aos 32’, de cabeça, após cruzamento de (mais uma vez) Quaresma, e valeu uma vitória muito difícil, pois o FC Porto jogava com dez homens desde o minuto 12, por expulsão do guarda-redes Fabiano Freitas. O Arouca foi o único clube a quem Aboubakar fez mais de um golo na primeira época em Portugal, só sendo igualado nesse aspeto agora pelo V. Guimarães, em função do bis que o avançado camaronês assinou na primeira jornada. É, ainda assim, a única equipa à qual, tendo-a defrontado mais de uma vez, Aboubakar marcou sempre.   - O FC Porto ganhou todos os jogos oficiais que fez com o Arouca em toda a sua história. Também foram apenas quatro, sendo que neles o Arouca só fez dois golos (Rui Sampaio e Pintassilgo) e os dragões somam 13. Destes, o único jogador ainda presente no plantel portista é mesmo Aboubakar, que marcou dois. Jackson fez cinco, Quintero e Carlos Eduardo dois cada, Quaresma e Casemiro completam o lote de goleadores.   - Por arrastamento, Julen Lopetegui ganhou sempre que defrontou o Arouca: 5-0 fora e 1-0 em casa, na época passada. Além disso, ganhou no único confronto com Lito Vidigal (3-0, no FC Porto-Belenenses da época passada). Lito, por sua vez, perdeu sempre que defrontou o FC Porto: além desses 3-0, perdeu também por 1-0 no Dragão na sua estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014. Em 2009/10, aos comandos da U. Leiria, já tinha perdido por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010).   - Este Arouca-FC Porto apresenta um atrativo extra: é o primeiro confronto de irmãos na família Roque. Maicon, defesa central do FC Porto, pode apanhar pela frente com o “mano caçula” Maurides, avançado do Arouca que tem sempre entrado no decorrer dos jogos da Liga. O outro irmão, Muller, representa o Gondomar, mas quando Muller e Maurides chegaram a seniores no Brasil já Maicon estava em Portugal.   - O FC Porto empatou os últimos dois jogos que fez fora de casa na Liga. Ao 1-1 verificado já esta época nos Barreiros, com o Marítimo, há a somar o mesmo resultado no Restelo, com o Belenenses, na 33ª jornada da época passada. A última vitória portista como visitante, foi a 3 de Maio, em Setúbal, contra o Vitória, com golos de Brahimi e Jackson. O Arouca, em contrapartida, perdeu o último jogo que fez no seu estádio (1-2 com o Moreirense, a 23 de Maio). Desde então, ganhou o jogo em casa ao Benfica mas disputou-o em Aveiro.   - Jailson, defesa-direito do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a defrontar o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto a 9 de Fevereiro de 2014, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão.   - O FC Porto perdeu os três últimos jogos que fez na Liga com João Capela a apitar. Sempre fora de casa: 1-0 com a Académica, 2-1 com o Nacional (ambos em 2013/14) e 1-0 com o Marítimo (em 2014/15). A última vitória portista com este árbitro aconteceu em Setúbal, frente ao Vitória local, por 3-1, em 2013/14.
2015-09-11
LER MAIS

Artigo

- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
LER MAIS

Último Passe

te. Danilo e Alex Sandro encontram duplos à altura em Maxi Pereira e Cissokho. Sem dúvidas à direita, com algumas reservas na esquerda, pelo menos até se perceber se o francês ainda é capaz de render o que o levou a sair do Dragão há anos. No meio-campo, Casemiro e Oliver voltaram a Madrid, resgatados pelos clubes que os tinham cedido, mas está por provar que as coisas funcionem pior com Imbula e Danilo Pereira. Falta ali criatividade, sim, mas o acréscimo de rotações no motor até pode compensar. Faltará adaptar a equipa às diferenças implicadas por uma troca de pontas-de-lança da qual ela não sai beneficiada: de Osvaldo se verá ainda o que é capaz de fazer; Aboubakar entra tanto no esforço do coletivo como o fazia Jackson, mas é mais jogador de espaços grandes do que de área. E isso não é assim tão bom para quem se vê forçado (por estratégia e pir conjuntura) a passar grande parte do tempo em ataque posicional.À partida, como a tudo isto se junta uma melhoria evidente da baliza - Casillas dá ali uma dimensão que não está à mercê de Helton ou Fabiano - a operação tem tudo para ser um sucesso retumbante. Mas - e nestas coisas há quase sempre um mas - nem tudo são flores. Boa parte do que o FC Porto recebeu agora tinha-o investido antes: há mais-valias, sim, só que estão muito longe dos 100 milhões agora agitados pela propaganda, com a agravante de, com a exceção de Imbula e eventualmente Danilo Pereira, os jogadores agora entrados não serem transaccionáveis. E se isso não prefigura mais do que uma simples alteração na política desportiva, o mesmo não pode dizer-se acerca do crescimento da massa salarial. Casillas é de outro campeonato, Maxi está à porta para lá entrar e isso, mesmo que conte pouco em cofres repletos, no balneário conta bastante. E só há uma maneira de levar o barco avante. Com vitórias que mantenham toda a gente satisfeita: os que ganham muito e os que não ganham assim tanto.
2015-08-19
LER MAIS

Artigo

- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
LER MAIS

Último Passe

Início forte do FC Porto, equipa com ideias claras e quase sempre bem conjugadas, contra um V. Guimarães que poderá certamente mostrar mais contra adversários menos capazes mas que no Dragão mais pareceu o condenado a caminho do cadafalso. Os 3-0 trouxeram a todos os adeptos da casa duas certezas: Aboubakar é solução é o meio-campo funciona. Comungo da segunda, mantenho as dúvidas acerca da primeira.Primeiro, Aboubakar. Fez dois golos (o primeiro sujeito a confirmação no relatório do árbitro, pois fiquei com a ideia de que a bola ia para fora antes do desvio em João Afonso) e deixou os adeptos confiantes de que estará encontrado o sucessor de Jackson Martínez. Perdoem-me os otimistas, mas ainda não estou convencido. O que digo não é que Aboubakar não é um grande avançado. Porque é. Mas tenho dúvidas que seja o avançado que o futebol deste FC Porto pede. O camaronês é um jogador de espaços longos, veloz, pujante, mais forte em momento de transição ofensiva que em ataque posicional, em que aquilo que se pede é uma melhor recepção, um melhor jogo posicional dentro do 4x3x3 e a capacidade para decidir num toque.Depois, o meio-campo. O FC Porto aposta tudo num meio-campo super rotativo, onde não há um 10 mas há dois 8. Francamente, desde que os dois 8 apareçam com frequência na área em posição de conclusão, como sucedeu hoje com Imbula e Herrera, não vejo que daí venha algum mal à organização portista. Até porque um meio-campo altamente rotativo como o formado por Danilo (ou até Ruben Neves), Herrera e Imbula joga no mesmo cumprimento de onda dos dois extremos utilizados (os velozes Varela e Tello) e dos laterais que são primeira escolha de Lopetegui (Maxi e Alex Sandro). A equipa tem o motor no corredor central mas desequilibra nas alas.
2015-08-15
LER MAIS

Stats

O FC Porto até tem tido algumas dificuldades nas deslocações ao Estádio D. Afonso Henriques, onde empatou nas duas últimas épocas, mas sempre que recebe os vitorianos tem sabido conquistar os três pontos: já lá vão nove vitórias consecutivas no Dragão desde que, em Fevereiro de 2005, uma equipa vimaranense dirigida por Manuel Machado ali empatou sem golos frente a uma formação do FC Porto onde José Couceiro dava os primeiros passos como treinador. Nessa partida, pelo V. Guimarães alinhou Moreno, que ainda faz parte do plantel minhoto.A corrente série de nove jogos sem pontuar faz do V. Guimarães o “melhor freguês” dos portistas na atual Liga, a par do outro Vitória, o de Setúbal, que também leva nove derrotas consecutivas no Dragão mas empatou ali pela última vez (também a zero) em Outubro de 2005. Há menos tempo que o V. Guimarães, portanto: a época que entretanto passou na II Liga atrasa os vimaranenses nestas contas. Na lista dos “melhores fregueses” aparecem em lugar de destaque adversários bem competitivos, como o Sporting ou o Sp. Braga, que perderam os últimos seis jogos no Dragão a contar para a Liga.A série de nove derrotas consecutivas do V. Guimarães teve início em Maio de 2006, com um 3-1 que contou com um bis de Lucho González e um golo de Adriano, tendo o Vitória marcado por intermédio de Antchouet. Nessa época o FC Porto foi campeão e os vimaranenses desceram de divisão, pelo que o confronto só se repetiu em Dezembro de 2007, com 2-0 favorável ao FC Porto (golos de Sektioui e Lisandro Lopez). Em 2008/09 repetiu-se o 2-0, desta vez com golos de Lisandro e Farías, e em 2009/10 os dragões foram ainda mais longe: 3-0, com golos de Hulk, Guarín e Falcao. Desde então, mais cinco vitórias azuis e brancas: 2-0 (Falcao e C. Rodriguez) em 2010/11; 3-1 (Rolando, Moutinho e James, contra Faouzi) em 2011/12; 4-0 (bis de Lucho, com golos de Hulk e Jackson) em 2012/13; 1-0 (Josué) em 2013/14 e outra vez 1-0 (Brahimi) em 2014/15. - O lateral Ricardo, do FC Porto, poderá completar o 50º jogo na Liga portuguesa, na qual se estreou precisamente ao serviço do V. Guimarães, frente ao Paços de Ferreira, em Abril de 2012. - Aboubakar, avançado camaronês do FC Porto, defronta a equipa contra a qual se estreou na Liga portuguesa, em Setembro do ano passado. Entrou no último minuto para o lugar de Herrera mas já não conseguiu fazer nada para evitar o empate a um golo no Estádio D. Afonso Henriques. - Do outro lado, o lateral Bruno Gaspar também pode defrontar a equipa contra a qual se estreou na Liga, uma vez que chegou à divisão principal vindo do Benfica B e jogou pela primeira vez no mesmo dia que Aboubakar. - O guardião vimaranense Douglas está a um golo dos 100 sofridos na I Liga. Se sofrer golos no Dragão atingirá esse marco histórico. - Os vimaranenses Alex e Tozé fizeram os primeiros jogos como seniores com a camisola do FC Porto. Alex fê-lo a 17 de Outubro de 2009, tinha ele 18 anos acabados de fazer e era uma das figuras dos juniores dos dragões quando entrou nos últimos 21 minutos para o lugar de Mariano González numa vitória por 4-0 sobre o Sertanense, para a Taça de Portugal. Vestia a camisola 41. Esse foi, porém, o único jogo em que representou o FC Porto. Quanto a Tozé, já apareceu com as equipas B: estreou-se a 12 de Agosto de 2012, num empate a duas bolas em Tondela, rendendo no último minuto Fábio Martins.
2015-08-13
LER MAIS