Stats 

Rússia Portugal

Particular

2015-11-14 14:00

RTP1
Um particular para superar a quota normal de estreantes
2015-11-13

Fernando Santos vai certamente somar no particular frente à Rússia mais alguns estreantes ao lote de jogadores aos quais deu a primeira internacionalização. Ricardo Pereira (Nice), Ruben Neves (FC Porto), Gonçalo Guedes (Benfica) e Lucas João (Sheffield Wednesday) esperarão ser o 16º novo internacional da era Fernando Santos, permitindo ao engenheiro superar a média de estreias a cada dois anos na seleção, que costuma andar pelas 15.

Desde que pegou na equipa, no particular frente à França, em Outubro de 2014, Santos já estreou 15 jogadores na seleção. Cédric e João Mário estiveram logo no primeiro jogo, Raphael Guerreiro experimentou as quinas ao peito frente à Arménia, em jogo de qualificação, quatro dias antes de Tiago Gomes, José Fonte e Adrien Silva serem pela primeira vez internacionais A, no particular contra a Argentina. Anthony Lopes, André Pinto, Paulo Oliveira, Bernardo Silva, Danilo, André André e Ukra arrancaram todos com a sua conta de internacionalizações em mais um particular, desta vez o jogo com Cabo Verde, no qual os titulares habituais estava regulamentarmente proibidos de alinhar. Por fim, Santos ainda estreou no particular frente à Itália e promoveu a segunda estreia em competição a sério com Nelson Semedo, que jogou com a Sérvia em Belgrado.

As 15 estreias de Santos, bem antes de completar o biénio à frente da equipa, dão uma ideia de renovação, ainda que esta só seja verdadeiramente conseguida se os jogadores trazidos para o grupo por lá ficarem. Paulo Bento, por exemplo, estreou 24 jogadores em quatro anos, mas destes só Rui Patrício, Vieirinha, Neto e William Carvalho se transformaram em apostas capazes de resistir à mudança de comando. Antes de Bento, a norma era dar uma média de 15 novos internacionais a cada dois anos. Carlos Queiroz inaugurou 16 entre 2008 e 2010; Luiz Felipe Scolari tinha estreado 30 entre 2003 e 2008, mas este lote teria de ser completado com os 12 trazidos para a seleção por Agostinho Oliveira em 2002 (42 em três biénios, portanto). Antes, ainda, António Oliveira estreara os mesmos 15 homens entre 2000 e 2002.

 

 

- As únicas derrotas de Fernando Santos na seleção (três) aconteceram em jogos particulares. Perdeu duas vezes com a França (2-1 em Paris em Outubro de 2014 e 1-0 em Lisboa em Setembro deste ano) e uma com Cabo Verde (2-0 no Estoril em Março último).

 

- Portugal ganhou os últimos dois jogos sem Cristiano Ronaldo: 2-1 na Sérvia, na despedida já sem significado da fase de qualificação para o Europeu de 2016, e 1-0 à Itália, num particular, em Junho. Mas antes desses dois jogos, o panorama era desanimador: derrotas com Cabo Verde (0-2, em 2015) e Albânia (0-1, 2014), vitória no último suspiro contra o México (1-0, 2014) e empate (0-0, 2014) com a Grécia.

 

- A Rússia vem com quatro vitórias consecutivas, que lhe permitiram a qualificação direta para o Europeu, tendo sofrido apenas um golo esta época, no 2-1 à Moldávia. O avançado do Zenit Artyom Dzyuba tem sido a figura, pois marcou em três desses jogos: fez o golo do decisivo 1-0 à Suécia, marcou quatro nos 7-0 ao Liechtenstein, voltou a estar entre os goleadores nos 2-1 à Moldávia e só ficou em branco nos 2-0 ao Montenegro.

- Os russos só perderam duas vezes desde o Mundial do Brasil, ambas com a Áustria, que venceu o seu grupo de qualificação. E não perdem um jogo particular desde Fevereiro de 2011, quando foram batidos por 1-0 pelo Irão.

 

- Desde que a URSS se desmembrou, Portugal defrontou cinco vezes a Rússia, ganhando três, mas todas em Portugal. Nas duas deslocações a solo russo, sempre em Moscovo, empatou uma vez (0-0) e perdeu outra (0-1), nunca marcando sequer um golo. Aliás, nem nos tempos da URSS a seleção nacional conseguiu ali marcar, pois perdeu por 5-0 na única vez que lá se deslocou, em 1983.

 

- Os 5-0 de apuramento para o Europeu de 1984 não são a maior goleada entre estas duas seleções: Portugal ganhou à Rússia por 7-1, em Alvalade, no apuramento para o Mundial de 2006. Cristiano Ronaldo marcou nessa noite dois golos, mas não foi o único membro da atual geração a jogar nesse dia, pois Ricardo Carvalho esteve em campo e Tiago viu o jogo do banco. Nenhum dos três foi agora convocado por Fernando Santos.