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Benfica Estoril

Liga Portuguesa

2015-08-16 20:30

BTV
Centenário de Kieszek onde conheceu glória e desgosto
2015-08-14

O guarda-redes polaco Pawel Kieszek deve somar, no domingo, o 100º desafio na Liga portuguesa. E fá-lo-á a defender as redes do Estoril nas mesmas balizas que lhe assinalaram a estreia, em Fevereiro de 2008. Nessa noite, lançado por Manuel Machado para um lugar que até ali pertencia a Paulo Santos, o polaco aguentou o empate, sofrendo apenas um golo, de Luisão, após livre de Rui Costa. Foi um arranque memorável, num palco onde o guarda-redes do Estoril também já conheceu um dos maiores desgostos da sua vida desportiva: perdeu na época passada por 6-0 e deixou escapar momentaneamente a titularidade.
Apesar de um bom final de época em 2008, Kieszek passou a primeira metade da época seguinte (2008/09) na sombra de Eduardo. Acabou, por isso, por sair no mercado de Janeiro para o V. Setúbal, onde voltou a defrontar o Benfica, mas em casa: perdeu por 4-0, graças a dois golos de Nuno Gomes e outros dois de Cardozo. Voltou a Braga em 2009/10, mas apenas para voltar a ser suplente de Eduardo. André Vilas Boas chamou-o ao FC Porto em 2010/11, o que lhe permitiu ganhar a Liga e a Taça de Portugal, mas a jogar outra vez muito pouco, face à concorrência de Helton e Beto. O caminho foi por isso o estrangeiro: passou um ano no Roda, da Holanda, antes de voltar a Portugal, para representar o V. Setúbal.
Em 2012/13 assumiu-se como titular do Vitória em finais de Agosto, depois de Caleb, a primeira aposta de José Mota, ter encaixado cinco golos do… Benfica (0-5 no Bonfim). Jogou a segunda volta, na Luz, mas perdeu por 3-0 (golos de Enzo Pérez, Lima e Rodrigo). José Mota continuava a não apostar firmemente nele na época seguinte, mas quando o treinador deu lugar a José Couceiro as coisas mudaram: Kieszek assumiu as redes vitorianas, perdeu no Bonfim por 2-0 (Rodrigo e Lima) mas contribuiu para o empate a uma bola na Luz, na penúltima jornada (golos de André Gomes e Rafael Martins). José Couceiro levou-o depois para o Estoril, onde o polaco dividiu as redes com Vagner. Foi ele, no entanto, que esteve nos dois jogos com o Benfica: 2-3 em casa (Diogo Amado e Kléber marcaram pelo Estoril, tendo Lima e Talisca, este por duas vezes, feito os golos do Benfica) e 0-6 na Luz (dois golos de Jonas, a que acresceram mais quatro de Luisão, Salvio, Lima e Pizzi). 
A goleada custou o lugar a Couceiro e o novo treinador – Fabiano Soares, que ficou para esta época – resolveu trocar de guarda-redes como terapia para o insucesso. Voltou Vagner, mas quatro semanas depois os 0-5 encaixados no Dragão devolveram tudo à fórmula inicial. Kieszek está assim na calha para o centésimo jogo na Liga (sofreu 134 golos nos primeiros 99) no palco que mais lhe diz em Portugal.

- Esperarão os benfiquistas que com a saída de Jorge Jesus a equipa tenha afastado de vez a malapata que lhe vinha atormentando os inícios de campeonato, até porque Rui Vitória tem um histórico de bons arranques. Em seis épocas com Jesus, o Benfica só ganhou uma vez na primeira jornada (2-0 ao Paços de Ferreira, há um ano), tendo somado mais três empates (Braga e Marítimo em casa e Gil Vicente fora) e duas derrotas (Marítimo fora e Académica em casa). Já Rui Vitória perdeu apenas um dos cinco arranques de Liga que conta no seu histórico: no Paços de Ferreira, foi batido em Setúbal em 2011/12. De resto, três vitórias (contra o Sporting, Gil Vicente e Olhanense) e um empate (mais uma vez face ao Sporting).

- No dia do jogo completam-se cinco anos exatos sobre a estreia do defesa central benfiquista Jardel na Liga portuguesa. Foi com a camisola do Olhanense, que tinha ido contratá-lo ao… Estoril, e saldou-se por um empate a zero, em casa, contra o V. Guimarães.

- O Benfica conseguiu frente ao Estoril a maior goleada da última Liga: 6-0, como já se viu atrás. Mas em 2012/13 começou a perder a vantagem de que dispunha na Liga empatando em casa com este mesmo Estoril, empatando a um golo (marcou Maxi Pereira, a cancelar um golo de Jefferson).