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Zenit S.Petersburgo Benfica

Liga dos Campeões

2016-03-09 17:00

RTP1
Vitória procura a décima que só Hagan conseguiu
2016-03-08

O Benfica ganhou as últimas nove deslocações, todas as que fez desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, em meados de Dezembro. Os encarnados igualaram assim a melhor série das épocas em que foram comandados por Jorge Jesus, obtida entre Novembro de 2010 e Fevereiro de 2011. E se ganharem ao Zenit em São Petersburgo não só se apuram para os quartos-de-final da Liga os Campeões como alcançam a dezena de saídas seguidas a ganhar que já não conhecem desde 1972/73, ano do campeonato que acabaram com 28 vitórias em 30 jogos.

Após o empate frente ao U. Madeira, os encarnados ganharam por 1-0 ao V. Guimarães, por 4-1 ao Nacional, por 2-1 ao Estoril, por 1-0 ao Oriental, por 6-1 e 4-1 ao Moreirense, por 5-0 ao Belenenses, por 3-1 ao Paços de Ferreira e por 1-0 ao Sporting. São nove vitórias consecutivas em deslocações, tantas como as que conseguiu a equipa de Jorge Jesus em 2010/11. Nessa altura, também depois de um início atribulado, com seis derrotas nas primeiras nove deslocações da época (Nacional, V. Guimarães, Schalke, Lyon, FC Porto e Hapoel Tel-Aviv), o Benfica ganhou nove desafios seguidos fora de casa: 3-1 ao Beira Mar, 3-0 à U. Leiria, 1-0 à Académica, 2-0 ao Rio Ave, 4-0 ao Desp. Aves, 2-0 ao FC Porto, 2-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao Sporting e 2-0 ao Stuttgart. A série foi interrompida ao décimo jogo, a 6 de Março de 2011 – fez no domingo cinco anos – com uma derrota em Braga, por 2-1, que deixou os encarnados a nove pontos do FC Porto de um certo André Villas-Boas. Esse acabou por ser um ano mau para o Benfica, que só ganhou a Taça da Liga, sendo segundo na Liga e afastado nas meias-finais da Taça de Portugal e da Liga Europa.

Para se encontrarem dez vitórias seguidas do Benfica fora de casa é preciso recuar até à época de maior aproveitamento da história dos encarnados: 1972/73. Nesse ano, a equipa comandada por Jimmy Hagan foi campeã com largo avanço, ganhando os primeiros 23 jogos do campeonato. Daí que após a derrota frente ao Derby County (3-0, para a Taça dos Campeões), a 25 de Outubro de 1972, tenha ganho as dez saídas que se seguiram: 1-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao U. Tomar, 2-1 ao V. Guimarães, 1-0 à CUF, 1-0 ao Montijo, 5-1 ao Leixões, 2-1 ao Beira Mar, 2-1 ao Sporting, 2-0 e 4-2 ao Belenenses. A série foi interrompida ao 11º jogo, um empate a dois golos com o FC Porto nas Antas, que chegou para garantir matematicamente o título quando ainda faltavam seis jornadas para o fim da competição.

 

Os jogos do Zenit após a interrupção invernal têm-se pautado por poucos golos. Além da derrota por 1-0 com o Benfica (golo de Jonas no último minuto), o Zenit ganhou por 1-0 ao Kuban Krasnodar, na Taça da Rússia, mas só no prolongamento (golo de Maurício), e empatou a zero com o Krasnodar no reatamento da Liga russa, onde ocupa a quinta posição, a nove pontos do líder, que é o CSKA Moscovo.

 

Só por uma vez o Benfica deixou desbaratar uma vantagem de 1-0 nas competições europeias. Foi em 2004/05, quando ganhou por 1-0 ao Anderlecht na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões e depois foi derrotado por 3-0 em Bruxelas, caindo para a Liga Europa. Nas outras 11 ocasiões em que ganhou a primeira mão de uma eliminatória europeia por 1-0, o Benfica seguiu em frente.

 

Por sua vez, o Zenit só perdeu fora por 1-0 na primeira mão por uma vez e conseguiu dar a volta. Foi na terceira pré-eliminatória da Champions de 2014/15. Os russos perderam por 1-0 no terreno do AEL Limasol de Cadu, Carlitos e Zezinho e venceram depois em casa por 3-0, com golos de Rondón, Danny e Kerzhakov.

 

Rui Vitória e André Villas-Boas já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada um e um empate. As duas primeiras aconteceram em 2010/11, ano do super-FC Porto. Os azuis e brancos de Villas-Boas venceram por 3-0 em Paços de Ferreira, onde o atual técnico do Benfica estava a começar a carreira na I Divisão, com um golo e duas assistências de Hulk, atual jogador do Zenit. Depois não foram além de um empate a três bolas no Dragão, com a particularidade de ter sido o atual benfiquista Pizzi a marcar os três golos dos castores. O terceiro jogo foi a primeira mão desta eliminatória, favorável ao Benfica por 1-0, com golo de Jonas.

 

Nunca uma equipa portuguesa ganhou ao Zenit no Petrovskyi, mas em seis dos sete jogos que ali fizeram as equipas de Portugal marcaram golos. A única exceção foi o Benfica, que ali perdeu por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2014/15. De resto, o Benfica já ali tinha perdido por  3-2 nos oitavos de final da Champions de 2011/12, passando a eliminatória. O FC Porto já empatou (1-1, em 2013) e perdeu (1-3 em 2011), havendo ainda a registar uma derrota do Paços de Ferreira (4-2, em 2013), um empate do Nacional (1-1, em 2009) e uma derrota do V. Guimarães (1-2 em 2005).

 

Além disso, o Benfica só ganhou uma vez na Rússia: foi em Outubro de 1996, quando venceu o Lokomotiv por 3-2, graças a golos de Panduru, Donizete e João Pinto. De resto, soma dois empates (0-0 com o Torpedo de Moscovo em 1977 e 2-2 com o Dynamo Moscovo em 1992) e perdeu nas últimas quatro deslocações: 2-0 com o CSKA em 2005, 3-2 com o Zenit e 2-1 com o Spartak em 2012 e 1-0 com o Zenit em 2014.

 

O Zenit tem no seu plantel três jogadores que já passaram pelo Benfica: os médios Witsel e Javi Garcia e o defesa-central Garay. Além disso, conta ainda com outros jogadores que têm ligações ao futebol português, como Hulk (ex-FC Porto), Danny (ex-Marítimo e Sporting) e Neto (ex-Varzim e Nacional).

 

O guardião Ederson vai fazer a estreia na Liga dos Campeões, mas já jogou duas vezes nas provas europeias, ambas na baliza do Rio Ave. Sofreu sempre dois golos: 2-2 em casa com o Steaua Bucareste e 0-2 em Kiev com o Dynamo.