Último Passe 

2015-09-12
Corona foi o três em um que abateu o Arouca

Falar da vitória do FC Porto frente ao Arouca acaba necessariamente por ser falar de Corona, a estrela na noite de estreia. O extremo mexicano abriu a conta portuguesa com dois golos e mostrou outros pormenores que vão dar-lhe lugar cativo no onze titular de Lopetegui. É veloz como Tello, sabe ser retilíneo como Varela e junta-lhe a criatividade de Brahimi. Fazendo um paralelismo com o resultado do jogo (3-1) é um três em um que pode vir a ocupar a vaga de Quaresma nos corações dos adeptos portistas.

E Corona resolveu um jogo que podia ter-se transformado num problema a sério. Porque depois de um arranque forte, com um golo feito no primeiro quarto-de-hora, os dragões voltaram a baixar o ritmo e a intensidade, saindo para o intervalo com a ideia de que era o Arouca a equipa mais ligada ao jogo. A equipa de Lito Vidigal teve mais bola do que o Porto na primeira parte, mostrou princípios sólidos de jogo e levou Lopetegui a sentir a necessidade de dar força ao meio-campo, trocando Brahimi por Danilo, que tinha ficado a descansar da seleção. 
Só que então, além de Jesus Corona, apareceu André André, a partir desse momento colocado nas alas do ataque. Na esquerda, rematou para defesa difícil de Bracalli e golo na recarga fácil de Corona. E na direita encontrou Aboubakar em cima da linha de golo e colocou-lhe a bola à frente para o terceiro. Mais um que não deve sair do onze tão cedo.