Último Passe 

2016-11-16
Onze perguntas para quem esteve no túnel

Tenho evitado entrar na polémica do túnel de Alvalade, até porque não tenho nada de relevante a acrescentar ao que toda a gente viu: muita gente a portar-se mal, dos dois lados da barricada. Como não sou juiz, não decreto sentenças nem atribuo culpas. Como não sou advogado nem procurador, não faço a defesa de uns nem a acusação de outros. Sou jornalista. E os jornalistas aquilo que mais fazem são perguntas. É a única coisa que posso fazer neste caso.

Deixo, assim, as perguntas que gostaria de fazer aos intervenientes neste caso, porque me parece que ainda não foram devidamente respondidas.

  1. Por que razão se dirigiu Carlos Pinho a Bruno de Carvalho de forma apressada e intempestiva, indo mesmo de braço em riste até ao confronto?
  2. Houve alguma provocação anterior feita por Bruno de Carvalho?
  3. O que disseram um ao outro nessa ocasião?
  4. O presidente do Sporting cuspiu na cara de Carlos Pinho? Ou mandou-lhe com vapor do cigarro eletrónico para a face?
  5. Se cuspiu e tendo em conta as acusações que foram feitas na altura (insultos e tentativa de agressão), isso não era suficientemente relevante a ponto de ter sido citado na conferência de imprensa que se seguiu pelo diretor desportivo do Arouca?
  6. Se vaporizou, isso é um comportamento digno?
  7. O que disse o steward a Carlos Pinho para, mesmo tendo ele os braços erguidos e abertos, o presidente do Arouca lhe ter dado um “safanão”?
  8. Acha digno tentar bater num homem cuja única intenção era, aparentemente, acalmar os ânimos?
  9. Para que estava o presidente do Arouca a chamar reforços de dentro do seu balneário?
  10. O que disseram os jogadores que compareceram por ali a acalmar a guerra aos seus presidentes?
  11. E os adeptos? Por acaso são capazes de se rever no comportamento dos respetivos dirigentes?

Enquanto não souber a resposta a estas onze perguntas, não sou capaz de ter opinião acerca dos incidentes a não ser esta: ali, tirando os futebolistas, ninguém se portou bem.

É por isso que gosto mais de falar de futebol.