Último Passe 

2016-04-23
Sporting garante Champions e exige vitória ao Benfica

Vinte minutos de bom futebol, com aproveitamento total das situações de golo criadas nessa altura, valeram ao Sporting uma vitória tranquila sobre o U. Madeira em Alvalade, por 2-0, a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época e a continuação na luta pelo título, metendo pressão sobre o Benfica, que amanhã visita o Rio Ave. Teo Gutièrrez voltou a marcar e a mostrar-se importante na manobra global da equipa, para a qual também contribuíram em grande parte os três médios, ante um adversário que só deu um ar da sua graça num remate de Danilo Dias, superiormente defendido por Rui Patrício.

Jorge Jesus disse mesmo no fim do jogo que “em oito meses”, já pagou o seu “contrato de três anos”, mas por muito que o treinador se esforce por realçar o crescimento da equipa, que superou a três jornadas do fim o total de pontos feito na época passada, o objetivo principal está por alcançar e não depende apenas daquilo que o Sporting possa fazer. O treinador leonino tem razão quando diz que o Sporting está a fazer um “campeonato espetacular”, mas já foi demasiado parcimonioso ao afirmar que o Benfica – “o rival”, nas palavras dele – também está a fazer “um bom campeonato”. Ambos estão a ser bem mais do que bons e a verdade é que, ganhe quem ganhar, acabará por tê-lo merecido. Como o Sporting mereceu a vitória contra o U. Madeira, de resto.

Os leões entraram sem Ruiz, fazendo alinhar Bruno César na esquerda, mas mostraram na mesma as movimentações trabalhadas em momentos ofensivos, conseguindo criar situações de golo desde o arranque da partida. Téo Gutièrrez marcou logo aos 7’, na sequência de um canto na direita em que os leões fizeram girar a bola até à esquerda, de onde saiu um cruzamento de Zeegelaar para o cabeceamento do colombiano. Mesmo sem cinco habituais titulares, todos em risco de exclusão e por isso poupados para a batalha com a Académica, que terá lugar já na próxima jornada, o União da Madeira podia ter empatado, por Danilo Dias, também na sequência de um canto, mas o remate esbarrou numa excelente intervenção de Rui Patrício. E, ainda antes dos 20’, João Mário acorreu a mais um cruzamento de Zeegelaar para fazer o 2-0 num vólei que permitiu que o jogo entrasse numa fase pachorrenta.

Até final, o União só criou perigo em duas situações, ambas na segunda parte e sempre fruto de erros leoninos. Primeiro quando Ruben Semedo cortou mal um cruzamento e quase o endereçava para a própria baliza, e depois, já perto do final, quando Rui Patrício largou uma bola vinda de um canto. Pelo meio, o Sporting limitava-se a gerir o jogo em posse, raramente metendo a velocidade que lhe permitiria o 3-0 e a tranquilidade total. Téo ainda perdeu esse terceiro golo na primeira parte, após belo trabalho de Coates na direita, e voltou a estar perto dele no segundo tempo, mas se na primeira vez acertou mal na bola, na segunda viu Gudiño impedir o golo com uma boa mancha. Slimani, que saiu mais cedo para evitar riscos de um amarelo que o afastasse do decisivo jogo do Dragão, também teve duas chances, disparando em ambos os casos para fora. E Adrien ainda acertou com estrondo no poste. O golo, porém, não fazia grande falta. Não tanta como poderá vir a fazer um do Rio Ave ao Benfica na partida de amanhã.