Último Passe 

2016-04-17
Serviços mínimos dão vitória e liderança provisória

O Sporting venceu o Moreirense, fora de casa, por 1-0, graças a um golo do inevitável Slimani, em jogada inventada por Téo Gutièrrez, que voltou a confirmar o bom momento que atravessa. A partida esteve longe de ser brilhante: os leões controlaram-na no limite do risco, mas acabaram por ganhar bem, face à total inoperância ofensiva da equipa da casa. Além de lhe chegarem para manter a pressão sobre o Benfica e para o regresso provisório ao topo da classificação – pelo menos até que os encarnados recebam o V. Setúbal, na segunda-feira – os três pontos permitem à equipa de Jorge Jesus ficar a apenas uma vitória da certeza matemática do apuramento para a próxima edição da Liga dos Campeões.

Sem a sua principal arma ofensiva, que é Iuri Medeiros, jogador emprestado pelo Sporting e por isso excluído da partida, o Moreirense optou por abordar o jogo com um bloco muito baixo, apostando no reagrupamento defensivo junto da sua área e na criação de lances de perigo em contra-ataque ou em bolas paradas. Isso deixou o Sporting como dono e senhor do meio-campo, sem ter sequer que meter velocidade no jogo. Quando chegava aos últimos 30 metros e procurava fazê-lo, era tanta a densidade de pernas ali colocadas que tal se tornava difícil. Com isto perdeu o espetáculo, que nunca foi bom. O Moreirense ainda teve a primeira situação de perigo, logo aos 5’, num canto que André Micael cabeceou ao lado, aparecendo só ao primeiro poste. Os cónegos deixavam desde logo nota da única forma que tinha de ameaçar Rui Patrício: em toda a primeira parte só causaram frisson em mais dois livres, um de Fábio Espinho, ao lado (aos 26’) e outro de Nildo, para defesa apertada do guardião leonino (aos 36’).

O Sporting vivia muito da capacidade dos seus médios tirarem a bola da zona de pressão, onde havia mais opositores. E de vez em quando ainda conseguia criar lances bonitos. João Mário beneficiou de uma bela abertura de Adrien, aos 15’, para se isolar sobre a direita, mas finalizou mal. Um minuto depois, foi a vez de Téo inventar a solução: à entrada da área, com uma densa barreira pela frente, picou a bola sobre a linha defensiva, isolando Schelotto na direita, de forma a que este pudesse cruzar e Slimani aparecesse a finalizar à boca da baliza. A ganhar, o Sporting pareceu diminuir a intensidade do seu jogo. A equipa parecia até algo anestesiada pela incapacidade adversária, mas ainda assim foi sempre a mais perigosa em campo. Téo Gutièrrez (39’) e João Mário (42’) estiveram mesmo perto do 2-0, mas o intervalo chegou com um só golo a separar as duas equipas.

Na segunda parte, o jogo mudou pouco. Téo Gutièrrez voltou a ser o primeiro a estar perto do golo, num cabeceamento após assistência de Slimani, aos 61’. E poucos minutos depois começaram as substituições. Jesus trocou Zeegelaar, que já tinha amarelo, por Bruno César, que voltou a ser lateral-esquerdo e, mais tarde, substituiu Ruiz por Gelson, que também esteve perto do golo, aos 78’. Do outro lado, Miguel Leal não mexia muito, talvez por sentir que não tinha no banco quem fosse capaz de virar o jogo. A primeira substituição foi para refrescar (Ernest por Boateng), a segunda apareceu apenas a cinco minutos do fim (Nildo por Fati). A verdade é que a equipa da casa não conseguia chegar-se à frente: em toda a segunda parte, só dois remates de ressaca de Schons, aos 70’ e aos 71’, causaram alguma perturbação à defesa leonina. Daí que, mesmo sem ter feito um bom jogo, o Sporting tenha acabado por ser a única equipa que mostrou argumentos para procurar a vitória que acabou por sorrir-lhe.