Último Passe 

2016-04-04
Sporting responde com cinco aos cinco do Benfica

O Sporting não desiste do campeonato e respondeu à goleada do Benfica ao Sp. Braga com outra goleada ao Belenenses no Restelo, com um resultado quase idêntico (5-2). Livres de todas as outras obrigações e compromissos, os leões voltaram a fazer uma grande exibição, impondo desde o início o seu habitual futebol feito de triangulações e apagando com naturalidade a luz que dava esperança ao Belenenses. Slimani bisou durante a primeira parte, Téo Gutiérrez imitou-o na segunda, tendo Adrien, Bakic e Tiago Silva feito os restantes golos de um segundo tempo em que Julio Velásquez desequilibrou a equipa azul com substituições atacantes que não tiveram o efeito desejado. Mas não foi por aí que o jogo se resolveu.

Jorge Jesus voltou a apostar em Bruno César como defesa-esquerdo, mostrando que a solução não lhe serve apenas para os jogos em casa, enquanto que o Belenenses entrava com a equipa esperada, em 4x2x3x1, com Carlos Martins a comandar as operações. A chave da partida foi a forma como, logo desde o início, os jogadores do Sporting iam à procura da bola ainda bem dentro do meio-campo adversário, cortando linhas de passe e conseguindo muitas recuperações altas, das quais partiam para situações de golo, umas atrás das outras. Quando Slimani abriu o marcador, aos 23’, após passe de Adrien, já Jorge Jesus praguejava no banco com tanta falha na finalização: Téo Gutiérrez, por duas vezes, e William Carvalho, noutra, a mais escandalosa de todas, porque caiu com a baliza à mercê, depois de passar o guarda-redes, perderam esse golo de abertura. Não os imitou o argelino, como também não falhou depois, quando Jesus deu para dentro do campo ordens expressas para que fosse ele a bater o penalti cometido por Tiago Almeida sobre Bryan Ruiz; à passagem da meia-hora de jogo.

Com 2-0 ao intervalo, Julio Velásquez tentou repetir o que fizera contra o FC Porto. Trocou Tiago Almeida e Tiago Caeiro por Tiago Silva e Juanto, mandou Sturgeon tapar o flanco direito e incentivou a equipa a ir para cima da baliza de Rui Patrício. O problema é que, ao contrário do que sucedeu nesse jogo, desta vez a equipa teve de encarar mais ou menos o mesmo desfecho que tinha enfrentado na sequência da estratégia ofensiva adotada na receção ao Benfica: mais golos nas redes de Ventura. Adrien fez, com um belo remate, o 0-3. Minutos depois, Ruiz voltou a perder um golo cantado por excesso de confiança (que originou um corte oportuno de Gonçalo Brandão).O costa-riquenho deu depois, noutro lance, esse mesmo quarto golo a Téo, que desta vez não falhou. Com o jogo resolvido, o Belenenses ainda reduziu, num livre lateral em que Bakic foi mais forte que Slimani. Téo fez o 5-1, após jogada do recém-entrado Carlos Mané, tendo Tiago Silva fixado o 5-2 final num remate de fora da área.

Mais golo, menos golo, a vitória do Sporting não sofre contestação e mantém os leões na corrida ao título. A equipa de Jesus manteve os dois pontos de atraso para o Benfica, que desta forma continua proibido de falhar.