Último Passe 

2016-04-01
Passeio triunfal com problemas no arranque

Se o Sp. Braga era o maior obstáculo que o Benfica ia ter pela frente no trilho que os encarnados esperam os conduza o tri-campeonato, os 5-1 com que a equipa de Rui Vitória arrumou a questão e a chegada ao centésimo golo da época deixam poucas dúvidas de que o objetivo está cada vez mais próximo e de que não há muitas equipas em Portugal com capacidade para se atravessar à frente deste comboio em movimento. E, no entanto, no arranque, tudo parecia complicar-se. A vantagem deste Benfica é que mesmo quando a dinâmica coletiva não o favorece, como aconteceu no início da partida frente ao Sp. Braga, a qualidade individual dos seus jogadores permite resolver os jogos. Às vezes de forma avassaladora, como aconteceu hoje.

Rui Vitória cumpriu o que tinha prometido e não poupou ninguém a pensar em Munique. Queria era ganhar. Mas o início do jogo deve tê-lo deixado a pensar nas soluções que tinha em campo, pois o Sp. Braga teve as duas primeiras ocasiões de golo: Wilson Eduardo cabeceou ao poste logo no primeiro minuto e Rafa desperdiçou um lance isolado na cara de Ederson, fazendo um chapéu ao lado, aos 11’. O Benfica tinha dificuldades em encaixar com as rápidas movimentações interiores dos alas do Sp. Braga e não conseguia pegar no jogo. Até que Mauro ofereceu o 1-0 a Mitroglou, com dois passes errados sucessivos à entrada da sua própria grande área. Com o golo, a equipa de Paulo Fonseca tremeu e desapareceu em termos ofensivos, ao mesmo tempo que o Benfica se agigantou. E, passando a mandar no jogo, contou com a tal qualidade individual dos seus homens, que não cometem erros em situações-limite.

Paulo Fonseca terá ansiado pela chegada do intervalo com aquele resultado, de forma a poder voltar a juntar os cacos a tempo de discutir a segunda parte, mas Jonas fez o 2-0 de penalti, a punir mão de André Pinto, aos 37’. E dois minutos depois, em remate de longe que enfatizou o facto de ser ele o maior injustiçado das últimas convocatórias de Fernando Santos, Pizzi chegou aos 3-0. Com a questão do resultado arrumada, a segunda parte seria um mero pró-forma. O Sp. Braga já não entrou tão bem, mas ainda assim voltou a acertar no poste, por intermédio de Hassan. E se isso serviu para alguma coisa foi para voltar a acordar os atacantes encarnados, que fizeram mais dois golos de rajada. Primeiro, Jonas aproveitou as linhas subidas do adversário para se isolar na esquerda e oferecer o 4-0 a Mitroglou e, depois, foi a vez de Samaris, de livre, chegar aos 5-0. O centésimo golo da época – em todas as provas – chegou de forma inédita, pois o Benfica ainda não tinha marcado de livre direto.

Até final, quando toda a gente em campo já pensava nos jogos contra o Bayern Munique e o Shakthar Donetsk, que aí vêm a meio da semana, Gaitán e Jardel ainda foram rendidos por Carcela e Nelson Semedo, ficando este ligado a mais um facto inédito: fez o primeiro penalti sofrido pelos encarnados no presente campeonato, ao derrubar Pedro Santos na área. O próprio Pedro Santos reduziu para os 5-1 finais, não beliscando minimamente o estado de euforia com que a equipa do Benfica vai viajar até Munique.