Último Passe 

2016-02-13
Sporting renova esperança com vitória impositiva

Um jogo impositivo na Choupana, contra um Nacional que confirmou fragilidades já anteriormente detetadas, permitiu ao Sporting regressar ao comando isolado da Liga. O 4-0 final expressa muito bem a diferença de rendimento entre as duas equipas. Rui Patrício fez a primeira defesa aos 89’, num livre, tão permanente foi o domínio leonino e tão boa foi a presença da dupla de centrais criada entre Coates e Ruben Semedo. Na frente, as combinações trianguladas entre defesa-lateral, médio e extremo geraram inúmeras situações de finalização, só sendo verdadeiramente estranho que a equipa de Jorge Jesus tenha demorado tanto a chegar ao segundo golo e à tranquilidade. Em altura de renovação de contratos com vários jogadores, a equipa renovou a esperança dos adeptos pela forma como respondeu à derrota do Benfica no clássico contra o FC Porto e volta a olhar de cima para baixo para os adversários.

É verdade que o Sporting entrou praticamente a ganhar, com um golo a nascer de um canto logo aos 3’, fruto da movimentação veloz de Slimani no ataque à bola. Mas o Nacional, que tentava surpreender em 4x4x2, com Ricardo Gomes perto do regressado Soares, nunca entrou no jogo em condições de ripostar. O jogo sem falhas dos dois centrais leoninos, que começaram pela primeira vez um jogo lado a lado, sempre bem auxiliados por um William Carvalho mais perto do seu real valor, anulava a única arma atacante dos madeirenses, que eram os cruzamentos largos. E, assegurando que tinha mais bola, era uma questão de tempo até o Sporting ampliar a vantagem. Não o fez na primeira parte, na qual Carlos Mané até teve nos pés um lance de golo cantado, na sequência de uma tabela entre Slimani e João Mário, acabou por fazê-lo bem cedo na segunda, num penalti de Adrien.

Manuel Machado tentou mudar as coisas, chamando um ataque novo ao relvado. Vieram Román, Bonilha e Rodrigo Pinho, mas continuava a ser o Sporting a mandar, mesmo depois de Jorge Jesus ter começado a gerir a equipa face ao jogo da Liga Europa que aí vem, retirando Adrien e Zeegelaar. O 3-0, marcado por João Mário, na recarga de uma bola de Slimani à barra, matou muito cedo quaisquer esperanças do Nacional ainda reabrir a discussão do resultado e o 4-0, conseguido de penalti por Slimani, confirmou a ideia de que este Sporting vive muito melhor a jogar longe de casa do que em Alvalade: foi como visitante que conseguiu as últimas três vitórias por mais de um golo.