Último Passe 

2016-01-23
Benfica arruma Arouca e mostra que acredita no tri

A forma impositiva como o Benfica entrou no jogo com o Arouca, fazendo dois golos nos primeiros minutos e deixando desde logo muito bem encaminhada a questão da atribuição dos três pontos, não deixa dúvidas acerca de duas coisas. A primeira, dada a confiança revelada pelos jogadores a cada lance, é que a equipa de Rui Vitória voltou a acreditar que pode chegar ao tricampeonato. A segunda, face à forma como se desembaraçou de uma equipa que ofensivamente mostra futebol de qualidade, é que tem argumentos para entrar nessa luta.

Os 3-1 finais deixaram os encarnados na liderança, ainda que à condição, até que o Sporting jogue em Paços de Ferreira. E mesmo tendo sido construídos com base em muito do que a equipa tinha mostrado frente a este mesmo Arouca, na derrota por 1-0 de há cinco meses – com muito Pizzi, a mover bem a bola e a achar sempre os melhores caminhos para deixar a equipa em condições de finalizar – mostra agora bem mais argumentos. Porque agora há Carcela e Renato Sanches, dois jogadores que trouxeram à equipa aquilo que na altura ainda lhe faltava: explosão a meio-campo e capacidade de desequilíbrio junto à linha. E porque já há crença generalizada dos jogadores no processo, algo que no início da época foi bastante afetado pela derrota na Supertaça, por ter sido contra o Sporting e por ter sido contra Jesus.

Foi um pouco por isso que depois de não ter feito sequer um golo em mais de 30 remates no jogo de Aveiro, o tal da derrota contra este mesmo Arouca, o Benfica marcou desta vez logo à primeira tentativa de alvejar as redes de Bracali. Não foi só isso, é verdade. Porque tanto o golo de Pizzi, no segundo minuto de jogo, como o calcanhar pleno de confiança de Mitroglou com que o Benfica fez o 2-0, pouco depois, beneficiaram da atitude passiva da defesa amarela: no golo inaugural, Nuno Coelho ficou a ver a chegada de Pizzi para o remate; no 2-0, marcado de canto, não há ninguém do Arouca nas imediações da zona em que Jonas e Mitroglou se encontravam, quase tendo um que pedir licença ao outro para marcar.

Até final, o Benfica ainda fez mais um golo, num lance de rasgo de Gaitán, a deixar outra vez os dois pontas-de-lança em situação de marcar – desta vez, porém, Jonas impôs o estatuto de goleador-mor e fez ele o golo à frente do grego. E o regresso do argentino foi a outra boa notícia da noite, dando ainda mais argumentos ao Benfica para prolongar a atual fase boa, não beliscada pelo golo com que, já nos descontos, Velásquez deu alguma expressão à qualidade ofensiva mostrada pelo Arouca.