Último Passe 

2016-01-11
Hat trick de Jonas em Benfica de golo fácil

Mais uma demonstração de qualidade de Jonas, hoje muito bem acompanhado por Carcela durante a primeira parte num coletivo defensivamente consolidado por Fejsa a todo o terreno, permitiu ao Benfica desembaraçar-se da complicada visita ao Nacional, que a equipa de Rui Vitória ultrapassou com um 4-1, destacando-se ainda mais como melhor ataque da primeira volta da Liga. A finalização clínica do brasileiro, com um hat-trick em três lances que resolveu a um só toque para o fundo das redes, chegou para ganhar um jogo que podia ter-se complicado num erro de Lisandro, mas que o Benfica soube tornar fácil assim que Manuel Machado optou por parti-lo e colocar mais gente na frente.

A primeira dificuldade para as duas equipas foi o facto de o jogo ter começado num dia e acabado noutro, depois de ter sido interrompido ao fim de sete minutos. Nunca há garantias de a disposição no recomeço ser a mesma da véspera e o que se viu neste início de tarde foi um Benfica incisivo na frente, onde Carcela lhe dá, de facto, muita qualidade no um para um e nos cruzamentos para a área. O marroquino teve de esperar para ganhar o lugar na equipa, mas já parece estar muito à frente de Gonçalo Guedes na luta pela posição, pois além de veloz é também muito forte nas assistências exteriores, que são fundamentais no futebol sempre largo de Rui Vitória. Depois de ter estado ligado a alguns lances de perigo, foi ele que ofereceu o primeiro golo a Jonas, ainda na primeira parte, deixando dúvidas acerca do que poderá fazer Vitória quando voltar a ter Gaitán e até Salvio. Há abundância de bons extremos para a segunda volta.

A perder e dando a batalha do meio-campo como perdida, devido à exibição muito constante de Fejsa, que ganhava duelos sobre duelos na raça, Manuel Machado resolveu partir o jogo. Primeiro, ainda na primeira parte, chamou Jota para o lugar de um central – Rui Correia – recuando Aly Ghazal para a linha mais recuada. Mas foi um erro de Lisandro Lopez, que demorou a afastar a bola da sua área, a permitir o golo do empate a Soares e a lançar a dúvida sobre o resultado. Para tentar tirar partido da supremacia psicológica que o empate lhe trazia, Machado juntou Gustavo a Soares na frente, mas aí foi a vez de o Benfica mostrar que tem golo fácil. Fez o 2-1 de lançamento lateral, num lance em que a conjugação de uma boa movimentação de Jimenez e da desatenção do Nacional deu hipótese para mais uma finalização de Jonas, em volei de pé esquerdo. E o 3-1 em mais um lance de igualdade numérica na área, após cruzamento de André Almeida, outra vez com Jonas a marcar.

Mitroglou ainda pôs mais um no resultado final, mas numa altura em que já mais ninguém tinha a cabeça na Choupana – o Nacional já estava em Barcelos, onde depois de amanhã joga com o Gil Vicente para a Taça de Portugal, e os campeões nacionais na segunda volta, em que entram a uma distância ainda assim manobrável de quatro pontos para o primeiro.