Último Passe 

2016-01-02
Lei de Renato imposta em jogo para durões

Um golo marcado na raça por Renato Sanches, na recarga a um primeiro remate que ele próprio já fizera na ressaca de um pontapé de canto afastado pela defesa adversária, permitiu ao Benfica ganhar um jogo muito difícil em Guimarães e assistir no conforto do autocarro ao clássico de Alvalade com a certeza de que beneficiará de qualquer resultado que ali venha a verificar-se. A vitória do Benfica foi justa, porque apesar do bom aproveitamento estratégico duas suas lacunas pela equipa de Sérgio Conceição, os encarnados tinham tido a maioria das escassas ocasiões de golo de uma partida que desde cedo se pôs dura e propícia a ser ganha nos duelos.

Ora a capacidade de Renato para, nesses mesmos duelos, impor o físico, evitar cair e queimar linhas em posse foi a maior arma do Benfica neste jogo, que o Vitória abordou com agressividade no pressing sobre a primeira fase de construção encarnada. Conceição não temia partir a equipa quando mandava os seus quatro homens da frente apertar na saída de bola do adversário. Quando conseguiam que a pressão fosse eficaz, Licá, Xande e Dourado criavam condições para que Otávio pudesse colocar a retaguarda benfiquista em apuros; em todas as outras ocasiões, Renato saía embalado para o choque com o resto da equipa vimaranense e transportava os campeões nacionais para onde são mais perigosos, que é nas imediações da área adversária. Mesmo num dia de sub-rendimento de Jiménez e Gaitán, este ainda a acusar o regresso de longa paragem.

O jogo punha-se, assim, dividido, com a ideia de que o golo podia aparecer em qualquer baliza. Na primeira parte, Licá e Jonas tiveram as melhores situações para chegar ao golo. O vimaranense perdeu a dele por tentar oferecer o golo a um colega, depois de grande abertura de Xande, permitindo a interceção da defesa adversária, enquanto que o benfiquista obrigou o guardião Miguel Silva a grande defesa, após mais uma insistência de Renato Sanches. A chave do jogo estava aí mesmo – na insistência. E depois de Pizzi ter visto o guardião vimaranense tirar-lhe o golo, num lance em que seguia isolado por Jonas para a baliza, Renato marcou mesmo o golo da vitória, a pouco mais de um quarto-de-hora do final. O Vitória já não teve arte para regressar a um jogo que o Benfica fez por ganhar, anunciando a aproximação do Benfica às contas do título. Suceda o que suceder daqui a pouco em Alvalade.