Último Passe 

2015-12-13
A Choupana no seu normal a pregar partidas à Liga

A frequência com que a meteorologia particular no alto da Choupana, onde se situa o Estádio da Madeira, tem dado problemas à Liga é tanta que já nem pode ser visto com surpresa que o Nacional-FC Porto não tenha chegado ao fim. Há regulamentos, eles foram cumpridos por Jorge Sousa, que ainda levou muito para lá do aceitável as tentativas de concluir a tarefa – porque o calendário que aí vem é tão pesado que não deixa muito espaço para adiamentos –, mas a verdade é que, pelo menos tanto quanto me foi dado ver, já não houve segunda parte, irremediavelmente afetada pelas constantes interrupções e reatamentos, que tiram toda e qualquer hipótese de continuidade no trabalho das equipas em campo. O jogo prossegue amanhã, ao meio-dia e meia, hora muito mais aconselhável para se jogar ali, mas que não será a observada por Benfica e Sporting, que por lá passarão ainda esta semana. 

Do que se viu, durante a primeira parte, o jogo estava a ser agradável e competitivo. O FC Porto surgiu mais solto do que o habitual, meteu gente na área, mostrou que queria ganhar e assim dar a única resposta possível à contestação de que foi alvo o treinador à chegada de Londres. Podemos até descontar os dois primeiros golos, ambos nascidos de falhas de marcação na sequência de pontapés de canto: Marcano aproveitou a demora na reação de Soares para fazer o 0-1 e Willyan antecipou-se a Brahimi para empatar logo de seguida. Mas o 1-2 nasce de uma jogada que é pouco habitual no FC Porto de Lopetegui, pois havia quatro jogadores na área do adversário num lance de cruzamento pela esquerda – e o facto de Brahimi surgir solto para fazer a recarga a um primeiro remate de Herrera nasce daí.

Este foi, de resto, um jogo em que os golos se anteciparam a tudo. Com 1-2 aos 13’, seria ridículo dizer que alguma das duas equipas tinha já feito o que quer que fosse no plano estratégico para justificar o resultado. Daí até ao intervalo mandou o equilíbrio, com muita bola discutida a meio-campo. Na segunda parte, o Nacional arriscou mais, mas foi o FC Porto quem perdeu as melhores ocasiões para acabar de vez com a discussão do resultado: Aboubakar e Herrera, por exemplo, desperdiçaram lances flagrantes na cara do guarda-redes. Mas já se via pouco no campo. Apesar de os sinais que vinham da relva serem bons, Lopetegui parecia ser o mais intranquilo e interessado naquilo que também era o mais normal para qualquer espectador: o adiamento.

Nacional e FC Porto concluirão o jogo amanhã, pela hora de almoço, mas o mais curioso é que tanto Benfica (na terça) como Sporting (no domingo que vem) passarão pela Choupana para defrontar o U. Madeira. A ver se a meteorologia não prega mais partidas à Liga.