Último Passe 

2015-12-06
Sporting e FC Porto ganham com declaração de voto

FC Porto e Sporting responderam bem à vitória do Benfica na abertura da 12ª jornada da Liga, ganharam também e deixaram tudo na mesma no topo da classificação. Não foram vitórias fáceis, mas chegaram com declaração de voto: o FC Porto superou pela primeira vez com Lopetegui o trauma de entrar a perder e virou o jogo contra o Paços de Ferreira, aproveitando da melhor forma a ingenuidade de um penalti nascido do nada, enquanto que o Sporting repetiu mais uma vez a margem mínima que vem sendo a sua imagem de marca, desta vez com direito a sofrimento contra um Marítimo que, com jogadores motivados para salvarem a cabeça do treinador, Ivo Vieira, exigiu o melhor que Rui Patrício tinha para dar.

Duas super-defesas do guarda-redes da seleção nacional, uma ainda com o marcador em branco e outra depois de Adrien ter adiantado os líderes, enfatizaram o sucesso de um Sporting de fato-macaco vestido. Em condições difíceis, da relva à humidade do Funchal, que ajudaram o Marítimo a suplantar a equipa de Jorge Jesus na intensidade com que abordava cada duelo, sobretudo durante a primeira parte, os leões tiveram de aguentar um arranque exigente, foram equilibrando a equipa e chegaram à vantagem na mais bonita jogada de todo o desafio, uma triangulação perfeita com rasgo de imaginação de João Mário antes da assistência para o capitão de equipa. Depois, mesmo já não tendo começado com muita gente na frente – a lesão de Gutièrrez e o castigo a Slimani aproximaram mais o Sporting do 4x3x3 que do 4x4x2 preferido do seu treinador – Jesus foi puxando a equipa para trás, entendendo que seria essa a melhor forma de preservar a vantagem. Trocou Gelson por Aquilani e no final, para conter o maior assédio do Marítimo, ainda chamou Naldo ao campo, por troca com João Mário. É feio? Talvez. Mas deu três pontos num campo onde o FC Porto tinha deixado dois.

Antes, o FC Porto tinha sofrido também para se colocar em vantagem contra um Paços de Ferreira personalizado e com gente que sabe bem o que está a fazer em campo. O golo de Bruno Moreira, fruto de um erro de posicionamento do bloco defensivo portista na sequência de um canto, apresentava um desafio de monta, pois até aqui nunca o FC Porto de Lopetegui conseguira virar um jogo. Mas os dragões foram empurrando o adversário para trás, criaram várias situações de golo – em noite negativa de Aboubakar, que, traído por um mau primeiro toque, confirmou as dificuldades para ser decisivo em espaços curtos –, empataram ainda antes do intervalo, numa bela movimentação de Corona em direção ao espaço interior, e acabaram por chegar à vantagem no seu primeiro penalti da época. O FC Porto jogou o suficiente para ganhar de outra forma, mas acabou por beneficiar de um mau atraso de Baixinho para o guarda-redes Marafona, de uma insistência pressionante de Herrera – bom jogo do médio mexicano – e de uma rasteira imprudente do mesmo Baixinho para se colocar em vantagem num penalti de Layun.