Perguntas & Respostas

AT: Qual foi o jogo da sua vida?

Pedro Espinha: O mais marcante foi no Europeu de 2000, contra a Alemanha, na última jornada da fase de grupos. Como já tínhamos garantido a qualificação, o Humberto Coelho mudou a equipa quase toda, manteve só os dois centrais, o Fernando Couto e o Jorge Costa. Mas ninguém estava à espera do que aconteceu. Ganhámos 3-0, com três golos do Sérgio Conceição, um resultado que nunca tínhamos conseguido contra a Alemanha. Em termos exibicionais, destaco a minha estreia pelo Belenenses na I Divisão. Foi em Fevereiro de 1991, nas Antas. O FC Porto ia à frente do Benfica no campeonato, com um ponto de avanço, e nós estávamos em último lugar, numa luta grande para fugir à despromoção, mas empatámos a zero, somámos um pontinho que nos dava muito jeito e o FC Porto deixou o Benfica passar-lhe à frente. No fim, nós acabámos pode descer e o Benfica foi campeão.

AT: E o maior craque com quem jogou?

Pedro Espinha: Talvez o Figo, por razões evidentes. Houve outros, mas o Figo foi o que mais me marcou.

AT: Por fim, qual foi o adversário mais complicado que apanhou pela frente?

Pedro Espinha: O Jardel. Era um avançado com grande veia goleadora. Nem terei sido dos que sofreu mais golos dele, mas era muito difícil apanhá-lo pela frente, porque parecia que a bola ia sempre ter com ele. A nível internacional gostei muito de uma noite europeia contra o Mancini. Não o conhecia, mas era um jogador que me enchia as medidas.