A RFA já tinha ganho um Mundial, dois anos depois de ganhar um Europeu, em 1972 e 1974. Mas a França tornou-se, em 2000, a primeira a repetir a proeza na ordem inversa. E esteve a segundos de perder.
2016-07-02

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2000

Já lá vão dezasseis anos desde que a França quase ressuscitou dos mortos para se tornar a primeira seleção a ganhar um Europeu dois anos depois de ter sido campeã mundial. Numa final tensa, em Roterdão, foi a Itália quem esteve à beira de matar um borrego que já tinha mais de duas décadas – não ganhava à França desde 1978. Mas um tento de Wiltord, no terceiro minuto de compensação, anulou a vantagem italiana e levou o jogo para um prolongamento onde Trezeguet marcou o golo de ouro que valeu o troféu à seleção conduzida por Roger Lemerre.

Depois de uma primeira parte em que a França esteve melhor e chegou a acertar uma vez no poste da baliza de Toldo, Dino Zoff chamou ao jogo Alessandro Del Piero e a Itália melhorou. Um toque de calcanhar de Totti libertou Pessotto na direita para um cruzamento em curva que apanhou Marco Delvecchio em excelente posição para bater Barthez. 1-0 para a Itália. Já se sabe que, uma vez em vantagem, os italianos são mestres a gerir jogos e foi isso que se foi vendo ao longo da segunda parte. Lemerre teve de arriscar. Primeiro trocou Dugarry pelo mais rápido Wiltord. Mas já perto dos 90’ meteu a carne toda, substituindo Djorkaeff por mais um ponta-de-lança (Trezeguet) e o lateral Lizarazu por um extremo, o luso-francês Robert Pires.

Tudo deu os seus frutos. Primeiro, já em tempo de compensação, uma bola longa do guarda-redes Barthez foi ganha no ar por Trezeguet e recolhida por Wiltord para um remate cruzado que garantiu o prolongamento. E ali, um raid de Pires pela esquerda, seguido de cruzamento, permitiu ao mesmo Trezeguet rematar em volei para o fundo da baliza de Toldo. Era o 2-1 e automaticamente o final do jogo, porque por estes tempos valia a regra do golo dourado. Pode lembrar a vitória francesa neste resumo: https://www.youtube.com/watch?v=vdvHQuQ9_-w.