Foram 4-0. Quatro golos a consumar um inédito hat-trick de vitórias espanholas. Depois de ganharem a final do Europeu de 2008 e do Mundial de 2010, os espanhóis superaram a Itália na decisão do Europeu de 2012.
2016-07-01

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2012

Nunca ninguém tinha feio algo de semelhante. Ao ganhar a final do Europeu de 2012, a 1 de Julho, em Kiev, a Espanha completou um hat-trick de vitórias internacionais que começara quatro anos antes, com o sucesso no Euro de 2008 e tivera continuidade em 2010, na África do Sul, com a conquista do Mundial de 2010. O Europeu jogado na Polónia e na Ucrânia elevou ao máximo o entendimento entre Xavi e Iniesta, os dois magos do meio-campo de uma equipa que Vicente del Bosque habituara a jogar sem ponta-de-lança: na final, ganha por um amplo 4-0 à Itália, foi Fàbregas quem desempenhou a posição de falso 9, mas foi o pequeno David Silva quem começou a resolver a questão com um invulgar golo de cabeça.

O jogo era apresentado como a luta entre dois mágicos do passe: Xavi e Pirlo. Só que o espanhol teve sempre mais ajuda que o italiano, razão pela qual pôde destacar-se. Foi dele o passe a rasgar para Fàbregas cruzar para o primeiro golo, obtido ainda no primeiro quarto-de-hora. E foi outra vez Xavi quem isolou o lateral Jordi Alba para o seu primeiro golo internacional, fazendo o 2-0 pouco antes de acabar a primeira parte. O jogo estava controlado pelos espanhóis e mais ainda ficou quando, já sem substituições para fazer, Cesare Prandelli, selecionador italiano, perdeu Thiago Motta, por lesão, a meia-hora do final. Xavi voltou então a pegar na batuta do jogo: primeiro assistiu Fernando Torres para o terceiro, permitindo a El Niño ser o primeiro a marcar em duas finais seguidas; depois tabelou com o mesmo Torres para dar o 4-0 a Mata. Consumava-se a primeira vitória da Espanha sobre a Itália em jogos oficiais em 92 anos. Pode recordá-la aqui: https://www.youtube.com/watch?v=bxL7UeSzasQ.

 

Também neste dia.

Em 2004 – A Grécia, patinho feio do Europeu, qualificou-se para defrontar Portugal na final do Estádio da Luz ao derrotar a aparentemente mais forte República Checa por 1-0, graças a um golo do defesa-central Dellas. Os checos foram sempre quem mais procurou a vitória, chegaram a acertar uma vez no poste da baliza de Nikopolidis, mas nunca conseguiram marcar. No prolongamento, após um canto de Tsiartas, o defesa-central apareceu ao primeiro poste e com um desvio subtil bateu Chech. Toda a Grécia entrou em estado de euforia, o mesmo acontecendo com Portugal, onde poucos imaginariam que os gregos seriam capazes de derrotar a seleção de Figo e Ronaldo.