Um bis de Bierhoff, que saltara do banco quando a equipa se viu a perder, valeu a uma Alemanha fustigada por lesões a vitória na final do Europeu de 1996
2016-06-30

1 de 1
1996

Vinte anos depois da derrota contra a Checoslováquia na final do Europeu de 1976, a Alemanha – já unificada – voltou a enfrentar a Rep. Checa – já separada da Eslováquia – no jogo decisivo da competição. Os alemães entraram mais uma vez na final como favoritos, apesar de uma onda de lesões que obrigou Berti Vogts a chamar um jogador-extra, mas estiveram outra vez à beira da derrota. Desta vez, porém, aproveitaram a veia goleadora do suplente Oliver Bierhoff para resolver o assunto antes dos penaltis, como pode ver neste resumo: https://www.youtube.com/watch?v=arrPEu7CNhE.

Os checos marcaram primeiro, num penalti de Patrick Berger que, não sendo à Panenka, entrou ao meio da baliza de Kopke. Dez minutos depois, Vogts juntou mais um avançado a Klinsmann e Kuntz, que emparelhavam no 4x4x2 germânico: Oliver Bierhoff, que se estreara na seleção quatro meses antes, num particular contra Portugal. O avançado da Udinese entrou aos 69’ e, quatro minutos mais tarde, fez o golo do empate, concluindo de cabeça um livre de Ziege. O jogo não se resolveu nos 90’, o que trouxe à memória a final de 1976, mas desta vez não foi preciso chegar aos penaltis. A final de Wembley foi a primeira no futebol mundial resolvida por “morte súbita” ou, como depois a UEFA passou a preferir chamar a este sistema entretanto abolido, por “golo dourado”. Aos 5’ do prolongamento, a bola chegou a Klinsmann, que a meteu na área, onde Bierhoff se virou e chutou. O ressalto em Hornak foi o suficiente para impedir Kouba de segurar a bola, que acabou por entrar depois de bater no poste da baliza oposta àquela em que a Alemanha perdera o Mundial de 1966, no polémico golo de Geoff Hurst. A Alemanha recuperava assim o título europeu que já não conseguia ganhar desde 1980, tendo entretanto sido campeã do Mundo em 1990.

 

Também neste dia.

Em 2004 – Portugal qualificava-se para a primeira final da sua história, ganhando por 2-1 à Holanda no Estádio José Alvalade, em Lisboa. Ronaldo marcou o primeiro golo luso, concluindo de cabeça um canto de Deco. Maniche, num remate inesperado, ainda fez o 2-0, antes de Jorge Andrade dar alguma esperança aos holandeses com um autogolo. Scolari ainda trocou Ronaldo por Petit, para segurar o resultado, o que conseguiu, marcando assim presença na final do Estádio da Luz e lançando o país numa onda de euforia sem precedentes no que a futebol diz respeito.