A mais brilhante seleção portuguesa dos últimos anos caiu onde caíra a equipa de 1984: na meia-final contra a França. Mais uma vez, tudo se resolveu perto do fim do prolongamento, desta vez num contestado penalti de Abel Xavier.
2016-06-28

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2000

Portugal tinha chegado à meia-final do Europeu de 2000, repetindo a proeza de 1984, e pela frente tinha outra vez a França. Desta vez, porém, fica a ideia de que os portugueses não tinham bem a ideia da equipa que possuíam. Porque acharam espantoso o terem estado a ganhar e revoltante a forma como acabaram por perder, graças ao mais polémico lance de arbitragem em que esteve envolvida a seleção nacional nas últimas décadas: a mão de Abel Xavier, dentro da área, a dar a Zidane a possibilidade de, de penalti, acabar com o jogo no efémero reinado da morte súbita. Pode ver o lance – e os outros que contam neste jogo – aqui e dizer de sua justiça: https://www.youtube.com/watch?v=BeHaPM91ZF4.

Humberto Coelho chamou Abel Xavier ao onze, mas manteve Sérgio Conceição, que ganhara a titularidade após o hat-trick à Alemanha e mantivera o lugar como lateral-direito nos quartos-de-final. Foi ele, aliás, que, numa insistência, deu a Nuno Gomes a bola com que o avançado marcou o primeiro golo da partida, num extraordinário remate à meia-volta, de fora da área. Henry empatou, após passe de Anelka, já na segunda parte e o jogo foi decorrendo sob o signo do equilíbrio até ao momento em que, após livre de Figo, Abel Xavier, de cabeça, obrigou Barthez a uma defesa enorme. Seguiu-se o prolongamento, sempre equilibrado, até ao momento em que Baía sacou a bola a Trezeguet, que se isolava, mas o ressalto sobrou para Wiltord, que tentou o remate de ângulo difícil. É impossível dizer se a bola entrava ou não ou até se a mão de Abel Xavier é ou não merecedora de penalti, ainda que quanto mais anos passam mais pareça que a decisão do árbitro austríaco Gunther Benko, auxiliado pelo eslovaco Igor Sramka, tenha sido a correta.

Aos 117 minutos, Zidane bateu Baía dos 11 metros. Como se aplicava o regulamento da morte súbita, entretanto abandonado, o jogo acabou ali. A mais brilhante seleção portuguesa dos últimos anos acabava eliminada nas meias-finais, mas não convencida: houve mosquitos por cordas na entrada dos balneários e castigos por conduta imprópria a alguns jogadores portugueses.

 

Também neste dia.

Em 2012 – Um bis de Balotelli assegurava que a Itália se juntava à Espanha na final do Europeu. O avançado de origem ganesa bateu Neuer por duas vezes ainda na primeira partem, reduzindo a escombros o favoritismo alemão. Mezut Ozil ainda reduziu, já perto do apito final, mas a Itália não cedeu e assegurou a vaga na final.