Nascia a Espanha que arrumou de vez a alcunha pela qual a sua seleção era conhecida. O 3-0 à Rússia, inspirado por Xavi, Iniesta e Fabregas, acabou com a "Fúria"
2016-06-26

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2008

Faz hoje oito anos que nasceu a grande seleção de Espanha. A adaptação descomplexada do tiki-taka do Barcelona à equipa anteriormente conhecida como “Fúria Espanhola” começou a dar os seus frutos a 26 de Junho de 2008, quando a equipa comandada por Luis Aragones ganhou em Viena à Rússia por 3-0 e se qualificou para a final do Europeu. Xavi, o mago do passe que brilhava naquele meio-campo, fez o primeiro golo e desbloqueou o jogo, já na segunda parte, após uma combinação com a sua alma-gémea, que era Iniesta. Guiza e David Silva aumentaram o score para um 3-0 que não deixava dúvidas e que pode rever aqui: http://www.dailymotion.com/video/xyyud1_2008-june-26-spain-3-russia-0-european-championship_sport.

A Espanha até já tinha ganho à Rússia por 4-1 na fase de grupos, mas a forma como os russos haviam derrotado a Holanda nos quartos-de-final, somada às dificuldades que a Espanha tivera para bater a Itália – o que só conseguiu no desempate por grandes penalidades, após um aborrecido 0-0 – viera equilibrar a balança do favoritismo. No meio de uma trovoada épica, a Espanha foi parecendo sempre ser a melhor equipa e nem a lesão de David Villa, antes do final da primeira parte, chegou para contrariar essa ideia. Xavi aproveitou a tal tabela com Iniesta para abrir o marcador aos 50’. Torres esteve depois várias vezes perto do golo da tranquilidade, mas quem o marcou foi o homem que o substituiu: quatro minutos depois de estar em campo, Guiza aproveitou um passe de Cesc Fabregas para bater Akinfeev. Fabregas, que tinha entrado para o lugar de Villa, transportando a Espanha para um 4x5x1, fez também o passe para o 3-0, marcado por David Silva a oito mintos do fim. 24 anos depois do Parque dos Príncipes, a Espanha voltava a uma final. E desta vez era para ganhar.

 

Também neste dia.

Em 1992 – A Dinamarca tornava-se a mais inesperada das campeãs europeias. Há exatamente 24 anos, os dinamarqueses bateram a Alemanha por 2-0, na final de Gotemburgo, causando surpresa por todo o continente, pois só entraram na fase final devido a uma repescagem na sequência do afastamento da Jugoslávia. John Jensen fez o primeiro golo, ainda bem cedo no jogo, tendo Kim Vilfort acabado com as dúvidas aos 78’. O 2-0 final celebrava uma Dinamarca menos brilhante que a de 1984/86, mas com um índice de competitividade muito superior, instigado por um treinador de feitio militar como era Richard Moller-Nielsen.

 

Em 1996 – O dia de todos os penaltis. As duas meias-finais do Euro’96 foram desempatadas da marca da grande penalidade. À tarde, em Manchester, depois de um 0-0 que durou 120 minutos, a França foi inesperadamente eliminada pela República Checa (5-6) quando Pedros perdeu o sexto penalti gaulês. À noite, em Wembley, foi a vez de a Inglaterra ver frustrado o sonho de regressar a uma final. Frente à Alemanha, os ingleses adiantaram-se cedo, por Shearer, mas os alemães empataram pouco depois, através de Kuntz. Nos penaltis, repetiu-se o 6-5, cabendo a Southgate falhar a conversão fatal para os donos da casa.