Em Munique, onde a geração de Cruijff tinha perdido o Mundial de 1974, a equipa de Gullit e van Basten ganhava o Europeu de 1988. As duas estrelas marcaram os dois golos da vitória sobre a URSS.
2016-06-25

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1988

A Holanda já tinha encantado o Mundo com o Futebol Total, mas tanto em 1974 como em 1978 perdeu as finais das grandes competições a que acedeu. Pelo meio, no auge daquela equipa, nem à final chegou no Europeu de 1976. Uma década depois, em 1988, o primeiro título internacional da Laranja Mecânica pode não ter tido o brilho atingido pela geração de Johan Cruijff, mas baseou-se em jogadores pragmáticos e competitivos, de que Ruud Gullit era um dos maiores exemplos. Bola de Ouro em 1987, o atacante das longas tranças abriu o marcador na final contra a URSS. Marco Van Basten, que lhe sucedeu no troféu de melhor jogador do continente, ganhando a Bola de Ouro de 1988, fez o segundo. Tudo a ver aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0ufZKwBG-ZI.

A Holanda da final tinha uma grande diferença em relação à que tinha perdido com a mesma URSS no primeiro jogo das duas equipas neste Europeu de 1988: Marco van Basten, que começara a prova no banco mas entretanto ganhara a titularidade no onze de Rinus Michels. E depois de Litovshenko perder uma boa ocasião de golo, tirando o melhor do guardião holandês, Van Breukelen, Van Basten esteve envolvido no lance do 1-0: canto de Erwin Koeman, corte da defesa soviética, novo centro para a área e devolução de van Basten para um cabeceamento potentíssimo de Gullit, mesmo frente a Dassaev. Na segunda parte, os soviéticos tentaram chegar ao empate, mas num ataque rápido, Muhren cruzou da esquerda e, em vez de devolver a bola para o meio, onde estava Gullit, Van Basten deu-lhe com toda a alma, marcando um golo impossível num vólei de um ângulo totalmente inesperado. Até final, Belanov ainda acertou uma vez no poste e falhou um penalti idiota que Van Breukelen cometeu, erro do qual se redimiu detendo o remate dos 11 metros.

O jogo chegou ao fim com 2-0, pelo que o mesmo Estádio Olímpico de Munique que 14 anos antes tinha visto a Holanda cair na final de um Mundial assistiu agora ao primeiro troféu internacional da seleção laranja.

 

Também neste dia.

Em 2000 – Na comemoração do 12º aniversário do título europeu de 1988, em Roterdão, a Holanda encheu o saco de golos e goleou a Jugoslávia por 6-1, acedendo às meias-finais do Europeu de 2000. Patrick Kluivert, o goleador que era um protegido de Van Basten, fez um hat-trick, tendo Overmars marcado por duas vezes e Govedarica marcado o outro na própria baliza antes de Milosevic evitar o 6-0 com um golo já nos descontos.

 

Em 2004 – Um golo de Charisteas começava a fazer falar da Grécia no Europeu de 2004. A defensiva equipa de Otto Rehaggel já tinha superado a fase de grupos a que muitos a haviam condenado, mas com a vitória sobre a França, por 1-0, em Alvalade, apurava-se para jogar com a República Checa na meia-final do Dragão.

 

Em 2008 – Jogo dramático, entre a Alemanha e a Turquia, em Basileia. Em causa estava um lugar na final. Os turcos adiantaram-se, por Ugur, mas Schweinsteiger empatou ainda durante a primeira parte. A 11 minutos do fim Klose parecia ir colocar a Alemanha na final, mas desta vez foi Semih quem cancelou a alegria da equipa alheia, empatando aos 86’. E quando já toda a gente pensava no prolongamento, Lahm marcou no último minuto o golo que devolvia a Alemanha à final de um Europeu, 12 anos depois de ter ganho a competição em Londres.