Horst Hrubesch passou de nem convocado a autor dos dois golos com que a RFA ganhou a final do Europeu de 1980. Foram os seus primeiros golos na seleção e deram logo uma taça.
2016-06-22

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1980

Horst Hrubesch não estava sequer na lista de convocados inicial de Jupp Derwall para o Europeu de 1980, onde só apareceu por causa da lesão de última hora de Klaus Fischer. Até os alemães, que não são de grandes preciosismos – e na altura eram muito menos – olhavam para o gigante ponta-de-lança do Hamburger como um jogador limitado. Chamavam-lhe “Kopfball Ungeheuer”, o monstro das bolas aéreas, mas nem o facto de ter feito sete golos na Taça dos Campeões dessa época, dois deles na meia-final, ao Real Madrid, chegaria para o levar ao Euro de onde saiu coberto de glória, marcando em Roma os dois golos que deram à RFA a vitória na final frente à Bélgica (2-1). Faz hoje 36 anos e o resumo do jogo está aqui: http://www.dailymotion.com/video/x3pp5gr_22-06-1980-uefa-euro-1980-final-west-germany-2-1-belgium-1980-avrupa-futbol-sampiyonasi-bati-almanya_sport.

Hrubesch nem participou na primeira partida, mas entrou no onze de Derwall ao segundo jogo, quando o selecionador resolveu dar à equipa uma feição mais atacante, trocando Cullman e Bernd Förster por Schuster e Hrubesch, baixando Stielike para o centro da defesa. A RFA encontrou ali o equilíbrio que a levaria à final, não precisando sequer de fazer mais do que empatar com a Grécia no último jogo do Grupo 1. Na final, os alemães tiveram pela frente a surpreendente Bélgica, mas logo aos 10 minutos os dois jogadores que apanharam o comboio em andamento fizeram mossa: Schuster arrancou pelo meio, tabelo com Klaus Allofs e desmarcou Hrubesch, que bateu Pfaff com um remate na passada. A Alemanha teve depois várias ocasiões para marcar um segundo golo, mas a 15 minutos do final foram os belgas quem chegou ao empate, num penalti de Rene Vandereycken, a punir derrube de Stielike à estrela, François Vanderelst. Cheirava a prolongamento, quando Horst Hrubesch mostrou por que era o monstro das bolas aéreas, chegando mais alto de cabeça que o guardião belga com os punhos e enviando um canto de Karl Heinz Rummenigge para o fundo das redes. Faltavam dois minutos para o fim de um jogo em que a RFA já não deixou escapar, chegando ao segundo título europeu do seu historial.

 

Também neste dia.

Em 1988 – A URSS assegurou a presença na final do Europeu, onde já se sabia que ia estar a Holanda. Litovshenko e Protassov fizeram, em quatro minutos apenas, na segunda parte, os dois golos da vitória soviética (2-0) sobre uma Itália que ainda assim saía da RFA satisfeita com o sangue novo que mostrara, já a pensar no Mundial que ia organizar dali a dois anos.

 

Em 1992 – Continou o show de Henrik Larsen na seleção dinamarquesa. Depois de ter marcado à França no jogo que qualificou a Dinamarca para as meias-finais (vitória por 2-1), foi a estrela desta fase, com um bis frente à super-favorita Holanda. Larsen marcou aos 5’ e aos 33’ e só um golo de Rijkaard a quatro minutos do fim impediu desde logo a vitória dinamarquesa. O 2-2 que se registava ao fim dos 90 minutos não se modificou no prolongamento, pelo que o apurado para defrontar a Alemanha na final só se decidiu no desempate por grandes penalidades. Das dez que se marcaram, só uma foi falhada: a de Marco Van Basten, estrela do Europeu anterior, redundando na vitória da Dinamarca por 5-4.