A 17 de Junho, mudou a história do Euro'92. A Dinamarca, repescada face ao afastamento da Jugoslávia por causa da guerra, enfrentava a eliminação natural quando um golo de Elstrup lhe permitiu eliminar a França.
2016-06-17

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1992

O Europeu de 1992 foi dos mais bizarros que alguma vez se disputou, pois foi ganho por uma seleção que nem sequer tinha conseguido o apuramento: a Dinamarca só esteve na fase final, na Suécia, porque a Jugoslávia, que ganhara o Grupo 4 de qualificação, foi suspensa na sequência da guerra que separou o país em várias novas nações. E até determinada altura ninguém levou a sério aqueles dinamarqueses, que o folclore viking dizia mesmo terem sido recrutados à pressa, em férias, para evitar um Europeu coxo, só com sete participantes. Tudo mudou a 17 de Junho, graças a um golo de Elstrup.

Vista como aquelas pessoas que aparecem numa festa sem serem convidadas, a Dinamarca parecia encaminhada para uma saída rápida. Empatara a zero com a Inglaterra no primeiro jogo, perdera 1-0 com a Suécia no segundo e ia jogar tudo no terceiro desafio, em que tinha pela frente uma super-França, provavelmente a melhor equipa da Europa naquele momento e a única que tinha ganho as partidas todas da qualificação. Os dinamarqueses surpreenderam e marcaram primeiro, por Henrik Larsen, mas a premiar uma segunda parte quase toda jogada em cima da baliza de Schmeichel, a França deu justiça ao resultado com um golo de Papin. A enfrentar a eliminação, Richard Moller Nielsen fez entrar Lars Elstrup, um avançado que ainda não tinha jogado na prova e que já desistira dos tempos de profissionalismo na Holanda, assinando pelo Odense. E foi ele que, minutos depois, quando o jogo se aproximava do final, concluiu uma arrancada de Povlsen pela direita com um toque para o fundo da baliza de Martini. A Dinamarca seguia para as meias-finais, ao contrário da França, que acabava ali a sua aventura, conforme pode ver aqui: http://www.dailymotion.com/video/xyr65p_1992-june-17-denmark-2-france-1-european-championship_sport).

 

Também neste dia.

Em 1964 – Começava o segundo campeonato europeu da história. O jogo de abertura, em Madrid, correspondia também à meia-final e nele a Espanha sofreu para vencer a Hungria por 2-1: fê-lo graças a um golo de Amâncio, já no prolongamento, depois de Pereda ter marcado para os espanhóis e de Bene ter empatado perto do fim. Na outra meia-final, a URSS derrotou claramente a Dinamarca (que chegara à fase final muito graças a um sorteio fantástico, eliminando Malta, a Albânia e o Luxemburgo) por 3-0, com golos de Voronin, Ponedelnik e Ivanov.

 

Em 1988 – Rudi Voller conseguia uma proeza difícil de igualar: bisou pela segunda vez no mesmo dia, com um intervalo de quatro anos. A 17 de Junho de 1984 tinha marcado dois golos na vitória da RFA sobre a Roménia, por 2-1, ainda na primeira fase do Europeu de França. E a 17 de Junho de 1988 voltou a fazer dois golos, desta vez à Espanha, garantindo uma vitória da RFA por 2-0.

 

Em 2012 – Ronaldo bisou na vitória de Portugal sobre a Holanda, que apurava os portugueses para os quartos-de-final do Europeu. Foi também a 17 de Junho que, quando ainda faltava jogar a última jornada, Costinha assegurou o apuramento de Portugal para os quartos-de-final do Euro’2000, marcando no último minuto o golo que valeu a vitória por 1-0 sobre a Roménia. Este foi ainda o dia do empate entre portugueses e espanhóis, no Euro’84: marcou Sousa por Portugal, empatou depois Santillana para a Espanha.