A 12 de Junho de 1984, a França sofria para ganhar a uma Dinamarca que saiu melhor que a encomenda e perdia, por causa de uma expulsão, o lateral Amoros.
2016-06-12

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1984

O jogo de abertura do Europeu de 1984, jogado a 12 de Junho, colocou frente a frente a equipa que acabaria por ganhá-lo e a seleção que se constituiu como maior surpresa da competição: França e Dinamarca. O jogo em si, no entanto, foi uma deceção. Resolveu-o um golo de Platini, num remate de ressaca de fora da área, a 12 minutos do fim. Antes do apito final, porém, a França ainda tremeu, graças à expulsão do lateral Manuel Amoros.

Amoros, um lateral super-ofensivo que tinha sido um dos destaques da jovem equipa francesa que já tinha maravilhado no Mundial de 1982, em Espanha, bem podia ter-se convertido em principal vilão de toda uma nação quando, a três minutos do fim, perdeu a calma com uma série de faltas seguidas que sofreu e agrediu à cabeçada o mini-extremo Jesper Olsen (pode ver aqui todo o jogo: https://www.youtube.com/watch?v=K54getO0CKY). Amoros foi expulso pelo árbitro alemão Volker Roth, sofreu a inevitável suspensão e deu entrada na equipa que Michel Hidalgo tinha tão bem mecanizada a Jean-François Domergue, de quem os portugueses tão bem se lembram por ter sido preponderante na meia-final. As dificuldades sentidas no jogo de abertura serviram para que os franceses temperassem um pouco o seu entusiasmo, mas a verdade é que elas se deveram em grande parte à inesperada qualidade do “Danish Dynamite”: a equipa de Morten Olsen, Lerby, Arnesen, Laudrup ou Elkjaer-Larsen estava a entrar no galarim europeu e a converter-se numa das melhores seleções do continente para a década seguinte.

 

Também neste dia.

Em 2000 e 2004 – A 12 de Junho, Portugal sofreu uma das maiores desilusões da sua história nos Europeus, mas também conheceu a mais épica vitória de sempre na prova. Primeiro a alegria. Em 2000, em Eindhoven, os portugueses pareciam entrar atordoados num Europeu para o qual tinham legítimas aspirações e, aos 18’, já perdiam por 2-0 contra a Inglaterra, graças a golos de Scholes e McManaman. Figo e João Pinto ainda empataram na primeira parte, tendo Nuno Gomes feito o 3-2 definitivo a meia-hora do final da partida. Quatro anos depois, foi a 12 de Junho que Portugal deu o pontapé de saída para o Europeu que organizou. No Dragão, a equipa nacional recebia a Grécia e voltou a dar dois golos de avanço, marcados por Karagounis e Basinas. Ronaldo ainda reduziu, de cabeça, já nos descontos, mas a derrota aconteceu e acabou por motivar a revoulção no onze de Scolari, com as entradas de Miguel, Ricardo Carvalho, Deco e Ronaldo.

 

Em 1992 – Quando a Alemanha entrar hoje em campo para defrontar a Ucrânia estará a celebrar 24 anos sobre a primeira partida de uma seleção da Alemanha unificada na fase final de um Europeu, ainda por cima contra a última seleção da antiga URSS, de que fazia parte a Ucrânia (ainda que já sob a designação de Comunidade de Estados Independentes). Aconteceu em 1992 e nos 13 jogadores utilizados nessa tarde por Berti Vogts estava apenas um homem que crescera e jogara na antiga RDA: o extremo Thomas Doll. Na equipa da CEI havia seis ucranianos, mas só dois deles (Kuznetsov e Michailichenko), bem como o abcaz Tsveiba, vieram depois a jogar pela Ucrânia. Os outros continuaram a defender as cores da Rússia. O jogo acabou empatado a uma bola, com golos de Dobrovolski para a CEI e Hassler para a Alemanha. De resto, a Alemanha nunca ganhou um jogo do Europeu a 12 de Junho: empatou a uma bola com a Roménia em 2000 e perdeu por 2-1 com a Croácia em 2008.