Artigo 

2015-08-16
Futebol e arbitragens

Há muitos leitores indignados porque me referi à arbitragem após o Tondela-Sporting e não o fiz hoje, após o Benfica-Estoril. A esse respeito tenho a dizer o seguinte.
1. Raramente comento arbitragens. Não é o meu estilo. Prefiro falar de futebol jogado.
2. Fi-lo após o Tondela-Sporting para dizer que não alinho nas discussões estéreis de hooligans de fato e gravata e que os erros só diminuirão com a introdução do vídeo-árbitro que permita ao juiz de campo ver o mesmo que os telespectadores. Basta lerem o que lá está para - se quiserem - o perceberem.
3. Não tenho problemas em reconhecer que o Benfica foi hoje beneficiado pela arbitragem, que ignorou um penalti a favor do Estoril com 0-0 no marcador. Aliás, escrevi-o na primeira resposta que dei a um comentário de um leitor. Simplesmente pareceu-me muito mais interessante destacar as dificuldades que o Benfica mostrou em campo do que o erro do árbitro (já vos tinha falado do vídeo-árbitro?)
4. Não devo nada a ninguém, a nenhum clube, dirigente ou jogador. Nunca trabalhei e julgo poder dizer que nunca trabalharei para nenhuma cor clubística. Nunca recebi e julgo poder dizer que nunca receberei sequer um bilhete para ir ao futebol vindo de um clube, dirigente, treinador ou jogador. Quem quiser sequer insunuá-lo, é bom que o faça muito bem documentado. Com provas, que para insinuações idiotas e cobardes já bastam as que são feitas pelas fontes de informação aos jornais, por exemplo acerca dos sms.
5. Não admito que ponham em causa a minha isenção ou que me acusem de ser anti isto ou aquilo ou avençado deste ou daquele. Digo sempre aquilo que vejo, porque é nisso que acredito e não num jornalismo de interesses. Sejam eles dos clubes ou dos leitores com vocação de censores que acham que podem decidir acerca do que escrevo a cada dia.
Quem perceber isto é sempre bem vindo aqui. Quem não perceber isto não percebe nada e, francamente, faz pouca falta.