Artigo 

2016-03-21
Factos rápidos da 27ª jornada (3ª parte)

Ao ganhar por 1-0 ao Boavista, no Bessa, o Benfica conseguiu a 11ª vitória consecutiva em jogos fora de casa, um feito inédito na história do clube. Desde o empate (0-0) com o U. Madeira, no Funchal, os encarnados ganharam sucessivamente a V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1), Belenenses (5-0), Paços de Ferreira (3-1), Sporting (1-0), Zenit (2-1) e agora Boavista (1-0). Superou assim as duas melhores séries do seu passado, fixadas em dez jogos seguidos a ganhar fora, entre Fevereiro e Novembro de 1971 e entre Outubro de 1972 e Abril de 1973.

 

A vitória no Bessa foi dramática, conseguida com um golo de Jonas ao terceiro minuto de descontos. Foi o segundo sucesso consecutivo fora de casa que os encarnados conseguem com um golo em tempo de compensação, depois de já terem ganho em São Petersburgo ao Zenit por 2-1, com um golo de Talisca aos 90+5’. Foi a terceira vitória da época do Benfica com um golo para lá dos 90’ (depois das duas contra o Zenit, pois também na Luz valeu um golo de Jonas aos 90+1’) e a primeira na Liga desde Agosto de 2013, quando ganhou ao Gil Vicente na Luz (2-1), com tentos de Markovic aos 90+1’ e Lima aos 90+2’.

 

Jonas, o autor do golo da vitória, continua na corrida à Bota de Ouro, com os mesmos golos que Gonzalo Higuaín Os 29 tentos que marcou em 27 jornadas da Liga são o melhor pecúlio de um jogado do Benfica num campeonato desde que o sueco Mats Magnusson fez 33 na Liga de 1989/90. À 27ª jornada dessa época, porém, o sueco tinha apenas 28 golos marcados. Para encontrar um jogador do Benfica com mais golos por esta altura há que ir até 1972/73, quando Eusébio tinha 34 nas primeiras 27 partidas.

 

Jonas igualou, além disso, o seu total de golos em toda a época passada, pois além dos 29 que marcou na Liga portuguesa soma ainda mais dois na Liga dos Campeões. Precisou de 38 jogos para fazer estes 31 golos, ao passo que na temporada passada os marcou em 35 partidas: obteve então 20 em 25 jogos na Liga portuguesa, seis em três desafios na Taça de Portugal e cinco em três partidas da Taça da Liga.

 

O jogo foi ainda marcado pelo regresso de Salvio a um lugar no onze do Benfica. O argentino jogou 54 minutos, o maior período que esteve em campo desde a última vez que tinha sido titular do Benfica, a 23 de Maio de 2015: nesse dia, em partida da última jornada da Liga, contra o Marítimo, saiu lesionado aos 74’.

 

A vitória do Benfica significou mais uma derrota caseira para o Boavista, a terceira seguida, neste caso. Antes de perderem com o Benfica, os axadrezados já tinham sido batidos por Rio Ave (2-1) e Nacional (1-0). Desde Novembro e Dezembro de 1959 que o Boavista não perdia três vezes seguidas em casa: na altura foio batido pela Académica (3-1), Sporting (5-2) e Belenenses (1-0), antes de ganhar ao Portimonense (3-1), para a Taça de Portugal.

 

Com a vitória, o Benfica passou a somar 67 pontos, mantendo-se isolado na frente da Liga. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha à passagem da mesma jornada na época passada e menos três do que em 2013/14, ano do primeiro título dos dois que ganhou consecutivamente. Para encontrar um Benfica campeão com menos pontos à 27ª jornada é preciso recuperar a equipa de 2004/05, liderada por Giovanni Trapatoni, que por esta mesma altura seguia na liderança com apenas 54 pontos, ainda assim mais seis do que os segundos, que eram Sporting, Sp. Braga e FC Porto.