Artigo 

2016-03-15
Factos rápidos da 26ª jornada (3ª parte)

Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.

 

O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).

 

Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.

 

Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.

 

Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.

 

Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.

 

Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão.

Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.

 

Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.

 

Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.