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Nico Gaitán deve fazer em Vila do Conde o 250º jogo com a camisola do Benfica. A partida frente ao Rio Ave é de extrema importância, porque os encarnados precisam de ganhar para recuperar a liderança da Liga, presentemente ocupada pelo Sporting, que já jogou nesta 31ª jornada, ganhando em casa ao U. Madeira por 2-0. E para isso é natural que precisem do melhor Gaitán, do jogador que fez as duas assistências para golo na vitória frente ao V Setúbal, por 2-1, na ronda anterior da competição. Neste momento, Gaitán já é o quarto jogador estrangeiro com mais partidas pelo Benfica. Os 249 jogos que totaliza são apenas superados pelos 473 de Luisão, pelos 333 de Maxi Pereira e plos 293 de Óscar Cardozo. O esquerdino argentino vai na sexta época ao serviço dos encarnados, tendo-se estreado a 7 de Agosto de 2010, quando substituiu Fábio Coentrão nos últimos 13 minutos de uma derrota com o FC Porto (0-2), na Supertaça. Desde então fez 249 jogos divididos por seis provas. Jogou sobretudo na Liga portuguesa, onde soma 149 jogos, com 23 golos – a deslocação a Vila do Conde assinala assim também um número redondo da história de Gaitán no nosso campeonato. Os 100 desafios restantes divide-os entre Liga dos Campeões (41 jogos, com seis golos), Liga Europa (22 jogos e três golos), Taça de Portugal (20 jogos e três golos), Taça da Liga (14 jogos e três golos) e Supertaça (três jogos sem golos). Soma portanto 249 jogos, com 38 golos apontados e muito mais assistências: o argentino é o segundo melhor assistente da presente Liga, com 13 passes para golo, a apenas dois do líder desta tabela, que é o mexicano Layún, do FC Porto. Em Vila do Conde, Gaitán quererá evitar o amargo de boca que teve quando fez o 200º jogo pelo Benfica: na altura, em Dezembro de 2014, perdeu em Braga, por 2-1, em partida da Taça de Portugal. Serve-lhe na perfeição, em contrapartida, o “score” da partida 150: foi em Dezembro de 2013 e o Benfica ganhou por 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Gaitán também ganhou no jogo 100 (2-0 ao Moreirense em Moreira de Cónegos, em Novembro de 2012) e, mesmo tendo empatado na 50ª partida pelo Benfica (1-1 no terreno do Trabzonspor, em Agosto de 2011), festejou a qualificação para o “play-off” da Liga dos Campeões.   Pedro Martins, treinador do Rio Ave, já ganhou três vezes em 15 jogos contra o Benfica, duas ao serviço do Marítimo e outra pelo Rio Ave. Conseguiu todas as vitórias em casa e todas por 2-1. A primeira foi em Dezembro de 2011, nos Barreiros, para a Taça de Portugal: Saviola adiantou o Benfica, Roberto Souza e Sami acabaram por marcar os golos que deram o apuramento ao Marítimo. Na segunda, em Agosto de 2013, Rodrigo ainda cancelou os efeitos de um golo inaugural de Derley, mas Sami voltou a fazer o golo da vitória do Marítimo. E a terceira foi em Março do ano passado, já pelo Rio Ave: Salvio marcou primeiro para os encarnados, mas depois Ukra e Del Valle deram a volta ao marcador.   Nos últimos cinco jogos de equipas de Pedro Martins contra o Benfica prevaleceu o fator casa, sendo que entre eles está intercalada a Supertaça de 2014/15, jogada em campo neutro, na qual encarnados e vila-condenses empataram a zero, acabando o Benfica por conquistar o troféu nas grandes penalidades. A última vez que não ganhou a equipa da casa foi a 29 de Abril de 2013, quando o Benfica foi ao Funchal ganhar por 2-1 ao Marítimo de Pedro Martins.   Essa última derrota de uma equipa de Pedro Martins em casa com o Benfica foi também a três jornadas do fim de um campeonato que o Benfica liderava e desencadeou festejos à chegada da equipa encarnada ao aeroporto, pois aquela era vista como a deslocação mais difícil antes da ida ao Dragão. Só que dois dos quatro pontos de avanço que o Benfica tinha nessa altura sobre o FC Porto se esfumaram na jornada seguinte, um empate em casa com o Estoril, acabando a equipa de Jesus por ser passada na liderança pelos portistas com a derrota no Dragão (1-2).   O confronto entre Pedro Martins e Rui Vitória está absolutamente equilibrado, com quatro vitórias para cada lado e quatro empates nos 12 jogos entre ambos. Nesses 12 jogos, só por uma vez se deu uma vitória da equipa visitante: foi em Janeiro de 2012, quando o Marítimo de Pedro Martins foi a Guimarães bater o Vitória, que na altura era liderado pelo atual treinador do Benfica, por 2-0. O mais perto que Rui Vitória esteve de ganhar em casa de Pedro Martins foi quando levou o seu V. Guimarães a empatar a uma bola nos Barreiros, em jogo da Taça de Portugal, em Dezembro de 2012, impondo-se depois no desempate pelas grandes penalidades.   O Rio Ave não sofre golos há 395 minutos, tendo acumulado quatro zeros consecutivos depois da derrota por 1-0 na Choupana contra o Nacional, a 13 de Março. Mais de um mês passou desde esse golo de Ricardo Gomes na baliza de Rui Vieira, que tinha entrado para o lugar de Tarantini após a expulsão de Cássio. Vieira manteve o sero na vitória sobre o Marítimo (1-0), tendo depois voltado o brasileiro para os sucessos sobre o Moreirense (1-0) e V. Guimarães (2-0) e o empate em Arouca (0-0).   Benfica marca sempre há 17 jornadas, todas desde o empate a zero frente ao U. Madeira, na Choupana. Desses 17 jogos, ganhou 16, perdendo o outro, um 1-2 em casa com o FC Porto. Desde essa altura, contando outras competições, só uma vez o ataque da equipa de Rui Vitória ficou em branco: foi na deslocação a Munique, para enfrentar o Bayern (0-1).   As últimas duas vitórias do Benfica em deslocação, porém, foram muito complicadas e arrancadas a ferros perto do final das partidas. Na 27ª jornada os encarnados ganharam ao Boavista por 1-0, com golo de Jonas aos 90+4’, e na 29ª impuseram-se à Académica por 2-1 com a decisão a chegar ao minuto 85 por intermédio de Jiménez.   O Rio Ave já retirou pontos esta época a Sporting (empate a zero em Alvalade) e FC Porto (1-1 no Dragão). Se pontuar frente ao Benfica repete um pleno que já não consegue desde 2004/05, um campeonato que acabou em oitavo lugar e no qual conseguiu empatar no Dragão com o FC Porto (1-1) e em casa com o Sporting (0-0, ganhando ainda ao Benfica em casa (1-0) e empatando na Luz (3-3).   O Rio Ave ganhou na última visita do Benfica ao Estádio dos Arcos, a 21 de Março do ano passado. Ao todo, porém, o Rio Ave ganhou apenas quatro de 51 jogos com o Benfica, mas foram todos em casa e todos na Liga. A última vitória do Benfica em Vila do Conde aconteceu em Dezembro de 2013, por 3-1, quando um bis de Lima e um golo de Rodrigo chegaram para anular um tento de Ukra, na altura a restabelecer a igualdade.   Foram também esses o resultado e a marcha do marcador na última vez que as duas equipas se encontraram, em Dezembro, no Estádio da Luz: Jonas marcou primeiro para os encarnados, Bressan empatou e, depois, mais um golo de Jonas e um terceiro de Jiménez deram o 3-1 final ao Benfica.
2016-04-24
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O Sporting de Jorge Jesus entra em campo para defrontar o U. Madeira de Norton de Matos com a obrigatoriedade de ganhar se quer manter a pressão sobre o Benfica, que só joga amanhã, em Vila do Conde, e sabendo que, mesmo que o FC Porto ganhe em Coimbra, garantirá a segunda posição e os milhões da Champions se vencer os insulares. Para Jesus, o desafio é enorme, tendo em conta que pela frente vai aparecer-lhe uma espécie de vírus: o União foi a primeira equipa portuguesa a ganhar-lhe desde que é treinador do Sporting e Norton de Matos um treinador com o qual, em jogos da Liga, perdeu sempre, não sendo sequer capaz de fazer um golo. Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor nos dois confrontos entre ambos. A primeira vez foi num V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005, que os sadinos ganharam por 2-0, com golos de Ricardo Chaves e Fábio. E a outra foi o U. Madeira-Sporting desta época, em que o União bateu surpreendentemente os leões por 1-0, graças a um tento de Danilo Dias. O cruzamento de histórias entre os dois vai muito para lá da época que passaram juntos, ainda de calções, no Estrela da Amadora. Jesus e Norton de Matos trabalharam ambos no Benfica, em 2012/13, com o atual técnico do Sporting a ocupar-se da equipa principal e o treinador do U. Madeira a liderar a equipa B. Além disso, ambos sabem o que é trabalhar no rival de hoje. Jorge Jesus já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal: esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou. Norton de Matos nunca treinou o Sporting mas já foi lá diretor desportivo.   Na sua carreira de treinador, Norton de Matos já defrontou os leões por três vezes, todas com o mesmo resultado: 1-0. Aconteceu primeiro quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). Depois, já Norton estava no V. Setúbal, voltou a perder, desta vez em jogo da Liga, em Alvalade, datado de Setembro de 2005, no qual o Sporting de Peseiro se impôs graças a um golo de Deivid. Por fim, na primeira volta, o U. Madeira de Norton impôs a primeira derrota ao Sporting de Jesus no atual campeonato, graças a um golo de Danilo Dias.   O Sporting ganhou as últimas cinco partidas que efetuou, mas está ainda assim a duas vitórias da melhor série da época, que são as sete vitórias seguidas de Novembro e Dezembro, encaixadas entre as derrotas frente ao Skenderbeu e ao Sp. Braga. A série atual começou logo após a derrota caseira com o Benfica (0-1). Depois desse jogo, os leões impuseram-se ao Estoril (2-1), ao Arouca (5-1), ao Belenenses (5-2), ao Marítimo (3-1) e ao Moreirense (1-0).   Se contarmos apenas com jogos da Liga, esta também, não é a melhor série dos leões, que entre a sétima e a 13ª jornadas ganharam também sete jogos consecutivos. Essa série, que começou após o empate com o Boavista no Bessa, foi interrompida precisamente com a derrota frente ao U. Madeira na Choupana (1-0).   Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, interrompendo frente ao Marítimo um período de quase três meses sem marcar em Alvalade que já durava desde o empate com o Tondela (2-2), a 15 de Janeiro. Nas últimas três partidas, o argelino fez os dois primeiros nos 5-2 aplicados ao Belenenses, no Restelo, fechou a contagem leonina nos 3-1 em casa ao Marítimo e obteve o único golo na vitória por 1-0 frente ao Moreirense, no Minho. Há mais de um mês que não passa um jogo sem marcar: o último zero foi frente ao Arouca, em casa, a 15 de Março.   Por outro lado, há dois meses que o Sporting sofre sempre golos nos jogos em casa. A última baliza virgem de Rui Patrício em Alvalade aconteceu a 22 de Fevereiro, contra o Boavista (2-0). Depois disso, marcaram ali o Benfica (0-1), o Arouca (5-1) e o Marítimo (3-1).   O U. Madeira chega a Alvalade com uma série de onze jogos sem ganhar. A última vitória conseguiu-a em casa, frente ao Nacional, a 23 de Janeiro (3-0). Depois disso, tem três empates (1-1 com o Estoril, 0-0 com o Belenenses e 2-2 com o V. Setúbal) e perdeu os restantes oito jogos (3-1 com o V. Guimarães, 1-0 com o Moreirense, 3-0 com o Arouca, 2-0 com o Benfica, 3-2 com o FC Porto, 2-0 com o Sp. Braga, 1-0 com o Tondela e 4-3 com o Paços de Ferreira). Se não ganhar em Alvalade, o União iguala a sua pior série de sempre na Liga portuguesa, que foram as doze jornadas sem ganhar entre um 2-0 ao Gil Vicente, a 18 de Setembro de 1994, e um 3-0 ao V. Setúbal, a 15 de Janeiro de 1995.   Além do mais, o U. Madeira vem com nove derrotas seguidas no continente, desde que empatou a duas bolas em Setúbal, frente ao Vitória, a 28 de Novembro. Desde esse jogo até conseguiu uma vitória fora de casa, mas foi frente ao Marítimo, no Funchal (1-0). Em jogos que se seguiram à viagem até ao continente perdeu sucessivamente com Paços de Ferreira (6-0), Académica (3-1), Rio Ave (1-0), V. Guimarães (3-1), Arouca (3-0), Benfica (2-0), FC Porto (3-2), Sp. Braga (2-0) e Tondela (1-0).   O U. Madeira marcou já esta época três golos aos grandes, todos da autoria do mesmo jogador: Danilo Dias. O brasileiro fez o golo com que a equipa insular se impôs ao Sporting na Choupana por 1-0 e depois marcou os dois com que chegaram a ameaçar a vitória do FC Porto no Dragão, em jogo resolvido por Corona, a 3 minutos do fim (3-2).   Miguel Fidalgo poderá fazer em Alvalade o 100º jogo pelo U. Madeira, depois de se ter estreado pelo clube a 4 de Fevereiro de 2013, com uma derrota por 4-1 frente ao Benfica B, em Lisboa, em jogo em que o adversário era dirigido pelo seu atual treinador, Luís Norton de Matos. Ao todo, Miguel Fidaldo soma 99 jogos (13 na Liga, 73 na II Liga, quatro na Taça de Portugal e nove na Taça da Liga) e 25 golos (22 na II Liga, um na Taça de Portugal e dois na Taça da Liga) pelo U. Madeira. Na última vez que jogou contra o Sporting, marcou um golo mas perdeu: foi a 13 de Novembro de 2010, Fidalgo jogava na Académica e bateu Rui Patrício numa derrota por 2-1 em Coimbra.   O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012. Desta vez estará fora, poupado por Norton de Matos a pensar em confrontos futuros.   O U. Madeira nunca marcou sequer um golo em Alvalade, tendo perdido todas as partidas que ali efetuou: 2-0 em 1989 e 1990, 3-0 em 1991, 1-0 em 1993 e 4-0 em 1995.   Neste século, as duas equipas só se defrontaram duas vezes, ambas no Funchal. Em Dezembro de 2006, para a Taça de Portugal, ganhou o Sporting por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Em Dezembro do ano passado, ganhou o U. Madeira por 1-0, com o tal golo de Danilo Dias.  
2016-04-23
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Uma derrota com a Académica, quando dirigia o Sporting, motivou a única chicotada psicológica de que o atual treinador do FC Porto foi alvo em Portugal. Aconteceu a 16 de Outubro de 2005, fruto de um golo solitário de Marcel, em Alvalade, e Peseiro acabou por deixar o clube, levando atrás dele o presidente leonino, António Dias da Cunha. Desde então, porém, exorcizou o “fantasma”, com duas vitórias nos dois jogos que fez contra os estudantes, enquanto liderou a equipa do Sp. Braga, em 2012/13. Ao todo, Peseiro ganhou quase metade dos jogos que fez contra a Académica: cinco em onze. O que é curioso é que numa dessas vitórias – os 3-2, de 11 de Outubro de 2002 – tinha no onze Filipe Gouveia, que hoje é treinador da Académica. Gouveia tinha sido campeão no meio-campo do Boavista em 2001, passara meia época emprestado ao Paços de Ferreira e no Verão de 2002 assinou pelo Nacional, que Peseiro acabara de promover à I Liga. Nesse desafio, na Choupana, o adversário entrou para a segunda parte em vantagem, mas a reviravolta começou no pé esquerdo de Gouveia, que bateu um livre lateral para conclusão do espanhol Alvaréz. Mais à frente, Alvárez fez mais um golo e o Nacional ganhou por 3-2. Peseiro já tinha ganho o primeiro jogo contra a Académica, ainda na II Liga, em Janeiro de 2001. Nessa primeira época no segundo escalão ganhou em casa por 2-1 e perdeu em Coimbra por 3-0. Na segunda temporada, que acabou com a subida de Nacional e Académica, verificaram-se dois empates: 0-0 em Coimbra e 2-2 no Funchal. Além da tal vitória por 3-2 na Choupana, a última época de Peseiro ao comando do Nacional, antes de sair para ser adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid, teve ainda um empate a zero em Coimbra. De regresso a Portugal, para liderar o Sporting, o treinador de Coruche ganhou por 3-2 em Coimbra, em Dezembro de 2004, empatando depois a zero em casa, em Abril de 2005 – faz hoje 11 anos. Peseiro só defrontou mais uma vez a equipa da Académica enquanto treinador do Sporting, na tal derrota em Alvalade que motivou a demissão, mas teve depois 100 por cento de aproveitamento enquanto técnico do Sp. Braga: 4-1 em Coimbra, em Dezembro de 2012, e 1-0 em Braga, em Abril de 2013.   Filipe Gouveia, treinador da Académica, perdeu os quatro jogos que fez com os grandes, mas nos últimos dois já esteve muito perto de evitar a derrota. Começou por ser batido por 3-0 pelo Benfica na Luz e de seguida perdeu por 3-1 com o FC Porto no Dragão. Na segunda volta, o Sporting só lhe ganhou (3-2) em Alvalade com um golo de Montero a seis minutos do fim e o Benfica só ganhou em Coimbra com um tento de Jiménez aos 85’.   As cinco vitórias obtidas pela Académica no campeonato foram todas em casa, mas os estudantes entram em campo com um registo de cinco jogos sem ganhar, desde que bateram o V. Guimarães, em Coimbra, por 2-0, a 6 de Março. Desde então sofreram golos em todos os jogos, mas também marcaram em quatro deles: 2-2 com o Moreirense, 0-3 com o Estoril, 2-3 com o Arouca, 1-2 com o Benfica e 1-1 com o Belenenses.   Em contrapartida, o FC Porto tem vindo a alternar o pior com o melhor nas deslocações desde o início de Fevereiro. Nessa altura, a equipa de Peseiro alinhou três vitórias seguidas fora de casa – 3-1 ao Estoril, 3-0 ao Gil Vicente para a Taça de Portugal e 2-1 ao Benfica –, algo que não voltou a conseguir repetir. A série “montanha russa” começou logo a seguir com a derrota em Dortmund, por 2-0. Seguiram-se a vitória no Restelo contra o Belenenses, por 2-1, e a derrota em Braga, por 3-1. Vieram depois a vitória em Setúbal por 1-0 e a derrota em Paços de Ferreira, pelo mesmo score. Pela teoria da alternância, é a vez de ganhar.   Em nove jogos fora de casa, o FC Porto de José Peseiro só manteve a baliza a zeros por duas vezes: nas vitórias por 3-0 em Barcelos, contra o Gil Vicente, para a Taça de Portugal, e por 1-0 em Setúbal, contra o Vitória, na Liga. Nos outros sete desafios, sofreu onze golos.   Marinho, da Académica, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Ulisses Morais, a 6 de Janeiro de 2008, a 15 minutos do fim de uma derrota da Naval por 1-0 no Dragão.   Rabiola e Rui Pedro, ambos com passagem pelo FC Porto, já marcaram aos Dragões. Rui Pedro, que foi mesmo formado pelos Dragões e só fez um jogo de azul e branco – a eliminação da Taça da Liga aos pés do Fátima, em 2007 – marcou o golo na derrota da Académica no Porto, na primeira volta do atual campeonato. Já Rabiola, que foi formado no V. Guimarães e contratado pelo FC Porto ainda como adolescente, só fez seis jogos de azul e branco, em 2008 e 2009, tendo marcado aos dragões em Janeiro de 2015, numa derrota por 1-3 com a camisola do Penafiel.   Helton vai regressar à baliza do FC Porto, por troca com Casillas, já a pensar na final da Taça de Portugal. O guardião brasileiro fará o primeiro jogo na Liga esta época, uma vez que não joga na competição desde a vitória frente ao Penafiel (2-0), no Dragão, a 22 de Maio de 2015. Regressa exatamente contra o adversário que lhe assinalou a estreia, já lá vão mais de treze anos. Foi a 23 de Março de 2003 que Manuel Cajuda o lançou num empate caseiro entre a U. Leiria e a Académica.   O FC Porto ganhou os últimos cinco jogos com a Académica mas, destes, quatro foram no Dragão. Em Coimbra, os portistas têm alternado vitória e derrota com uma grande regularidade: ganharam lá por 3-0 em Outubro de 2011 (golos de Walter, James e Guarín) e perderam por 3-0 para a Taça de Portugal em Novembro do mesmo ano (marcaram Marinho, Adrien e Diogo Valente); depois voltaram a vencer por 3-0 em Março de 2013 (golos de Mangala, Danilo e Castro) e perderam por 1-0 em Novembro do mesmo ano (marcou Fernando Alexandre). Desde então, voltaram a ganhar por 3-0 em Dezembro de 2014 (bis de Jackson e golo de Herrera).  
2016-04-23
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O Benfica entra em campo para defrontar o V. Setúbal e, se quer manter a liderança da Liga, precisa de ganhar. Se o fizer, iguala a sua melhor série de jornadas seguidas com vitórias esta temporada: oito, conseguidas entre o empate frente ao U. Madeira, a 15 de Dezembro, e a derrota contra o FC Porto, a 12 de Fevereiro. E se prolongar a série vitoriosa até final da competição não só garante o tricampeonato como supera as melhores sequências dos seis anos de Jorge Jesus, que foram de onze jornadas consecutivas sempre a ganhar. De resto, desde 2004/05, o ano do título nacional com Trapattoni, que o Benfica não é campeão nacional sem uma série de pelo menos nove vitórias consecutivas . A última partida de campeonato que o Benfica não ganhou foi a correspondente à 22ª jornada, a tal derrota caseira com o FC Porto (1-2). Depois disso, venceu sempre: 3-1 em Paços de Ferreira, 2-0 ao U. Madeira, 1-0 ao Sporting em Alvalade, 4-1 ao Tondela, 1-0 ao Boavista no Bessa, 5-1 ao Sp. Braga e 2-1 à Académica em Coimbra. Ao todo, sete vitórias consecutivas, a uma da melhor série de jornadas sempre a ganhar estabelecida pela equipa de Rui Vitória. Após o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, o Benfica ganhou oito jogos de campeonato consecutivos até à derrota caseira com o FC Porto: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 em Guimarães, 6-0 ao Marítimo, 4-1 ao Nacional na Choupana, 2-1 no Estoril, 3-1 em Arouca, 4-1 no terreno do Moreirense e 5-0 ao Belenenses, no Restelo. Na situação em que está o campeonato, com os dois primeiros separados por apenas dois pontos e sem a garantia do direito ao erro, o melhor que a equipa do Benfica tem a fazer é pensar em ganhar não só ao V. Setúbal mas depois também os outros quatro jogos até final (as visitas a Rio Ave e Marítimo e as receções a V. Guimarães e Nacional). Se o fizer, supera as duas melhores marcas das equipas de Jorge Jesus, que nunca passaram das 11 vitórias seguidas: em 2010/11, o Benfica ganhou onze jogos seguidos entre uma derrota no Porto (0-5 com o FC Porto, a 7 de Novembro) e outra em Braga (1-2 com o Sp. Braga, a 6 de Março de 2011) e mesmo assim não foi campeão; em 2013/14, repetiu a proeza, ganhando onze jogos seguidos entre um empate com o Gil Vicente em Barcelos (1-1, a 1 de Fevereiro de 2014) e outro empate com o V. Setúbal em casa (1-1, a 4 de Maio), com a nuance de por alturas do segundo empate já ter assegurado matematicamente a conquista do título nacional. Aliás, para ser campeão, Jesus teve sempre de somar pelo menos nove jornadas seguidas a ganhar. Fê-lo em 2009/10 e em 2014/15, tendo em 2013/14 chegado às tais onze vitórias consecutivas.   O V. Setúbal não ganha há dez jogos, tendo apenas uma vitória em toda a segunda volta, que foi o 2-1 à Académica, em casa, a 22 de Janeiro. Depois disso, quatro empates e seis derrotas, com golos sofridos em todos os jogos. Aliás, a última baliza virgem da equipa sadina já data de 5 de Dezembro do ano passado, quando venceu o Belenenses no Restelo por 3-0. Contra o Benfica, uma semana depois, o Vitória iniciou a corrente série de 18 jogos sempre a sofrer golos.   A última vez que o Vitória esteve 18 jogos seguidos sempre a sofrer golos foi em 2010/11, altura em que após uma vitória por 1-0 frente ao Paços de Ferreira (de Rui Vitória), a 27 de Setembro de 2010, viu os adversários marcarem todos pelo menos uma vez até um empate a zero no terreno do Beira Mar, a 14 de Fevereiro de 2011. O 18º jogo dessa série foi em Setúbal, contra o Benfica, que na altura se impôs com golos de Gaitán e Jara.   O pior resultado que Rui Vitória, treinador do Benfica, tem nos três jogos que fez contra Quim Machado, técnico do V. Setúbal, é um empate a zero. Só o recebeu uma vez, em Guimarães, tendo o seu Vitória ganho ao Feirense de Machado por 1-0, com um golo do brasileiro Toscano. Antes disso, tinha-o visitado na Feira, mas ainda ao serviço do Paços de Ferreira: empatou sem golos, no jogo que marcou a despedida de Vitória da Mata Real, antes de assumir o comando da equipa de Guimarães. Já esta época, em Setúbal, o Benfica de Rui Vitória ganhou por 4-2 ao V. Setúbal de Quim Machado.   Em contrapartida, nunca Rui Vitória ganhou duas partidas seguidas ao V. Setúbal. Desde que chegou à I Divisão, para liderar o Paços de Ferreira, em 2010, o atual treinador do Benfica defrontou por 14 vezes os sadinos, com seis sucessos, um empate e sete derrotas. A única época em que ganhou por duas vezes ao V. Setúbal foi 2012/13, quando o seu V. Guimarães venceu as duas partidas da Liga (2-1 em casa e 3-2 fora), mas pelo meio registou um empate no Bonfim, para a Taça de Portugal (2-2). Aí, valeu-lhe o desempate por grandes penalidades para chegar à final, onde os vimaranenses ganharam… ao Benfica.   Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os três jogos que fez contra o Benfica, dois dos quais ao serviço do Feirense. Contudo, a sua equipa marcou sempre golos. Na Luz, em Agosto de 2011, o seu Feirense esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César marcaram para fazer o 3-1 final. Na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, com um autogolo do mesmo Varela e um penalti de Cardozo. O jogo mais desequilibrado foi o desta época, em Setúbal, no qual o Benfica chegou cedo aos 3-0 (golos de Pizzi, Jonas e Mitroglou), tendo depois o Vitória amenizado para o 2-4 final (marcaram Vasco Costa, Suk, tendo o guardião sadino Ricardo feito um autogolo).   Raul Jiménez marcou nos últimos dois jogos do Benfica: fez o golo da vitória contra a Académica em Coimbra (2-1) e obteve o primeiro no empate com o Bayern na Luz (2-2). Foi a segunda vez esta época que o mexicano marcou golos em dois jogos consecutivos, depois de ter marcado ao Rio Ave e ao Nacional (na Taça da Liga) em Dezembro. Para lhe encontrar uma série de três jogos seguidos sempre a marcar é preciso recuar a Setembro de 2013, quando ainda representava o America.   Kostas Mitroglou, por sua vez, marcou nas duas últimas jornadas do campeonato. Pertenceu-lhe sempre o primeiro golo do Benfica nas vitórias frente ao Sp. Braga (5-1) e à Académica (2-1). O grego está ainda longe do seu melhor desta época, que foram as sete jornadas seguidas sempre a marcar, a Nacional, Estoril, Arouca, Moreirense, Belenenses, FC Porto e Paços de Ferreira.   O V. Setúbal não ganha ao Benfica desde 31 de Outubro de 2007, quando se impôs no Bonfim em partida da Taça da Liga, por 2-1, e de virada, com golos de Matheus e Edinho, depois de Freddy Adu ter aberto o ativo de penalti para os encarnados. Desde essa data, em 18 jogos, o melhor que os sadinos conseguiram forma quatro empates, dois deles na Luz: 2-2 em Dezembro de 2008 e 1-1 em Maio de 2014. De resto, 14 vitórias do Benfica, algumas delas com score bem largo, como os 8-1 de Agosto de 2009.   As duas últimas visitas do V. Setúbal à Luz acabaram com o mesmo resultado: 3-0. E foram separadas por apenas quatro dias. Talisca, Pizzi (ambos de penalti) marcaram a 11 de Fevereiro de 2015, em jogo da Taça da Liga; Jardel e Lima (este bisou) imitaram-nos a 15 de Fevereiro, em jogo a valer para o campeonato.   Talisca é o melhor marcador do atual plantel do Benfica em jogos com o V. Setúbal: fez quatro golos. Além do que marcou nos 3-0 para a Taça da Liga, em Fevereiro de 2015, assinou um hat-trick nos 5-0 com que o Benfica se impôs no Bonfim em Setembro de 2014. Em contrapartida, do atual plantel do V. Setúbal, só Vasco Costa marcou aos encarnados com a camisola listada: fê-lo na derrota por 4-2 da primeira volta, na qual o outro golo sadino foi apontado por Suk, entretanto transferido para o FC Porto.
2016-04-18
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É sempre com um misto de alegria e gratidão que os dirigentes e adeptos do Nacional encaram José Peseiro, o treinador do FC Porto, que levou o clube insular da II Divisão B à I Divisão. O sentimento, porém, não tem sido recíproco. É que o técnico de Coruche perdeu todos os jogos que fez contra o seu antigo clube desde que, em 2003, o trocou por um lugar como adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid. E alguns custaram-lhe bem caro. Peseiro regressou de Madrid em 2004 para se ocupar do Sporting, o primeiro clube grande que treinou. Nessa época, em que chegou à final da Taça UEFA e fez figura de favorito na luta pelo título até à penúltima jornada (derrota com o Benfica por 1-0), Peseiro perdeu as duas partidas contra o Nacional: 3-2 na Choupana a 16 de Janeiro de 2005 e 4-2 em Alvalade, a 22 de Maio do mesmo ano. Esta última derrota foi difícil de digerir, porque o Sporting vinha de uma semana complicada: perdera o campeonato num fim-de-semana, na Luz (derrota por 1-0 com o Benfica), e a Taça UEFA na quarta-feira (1-3 com o CSKA Moscovo), em Alvalade; de regresso a casa, os leões foram batidos pelo Nacional, na última jornada, e falharam o segundo lugar e o acesso direto à Liga dos Campeões, condicionando desde logo o trabalho de Peseiro na nova época. Em 2005/06, Peseiro ainda dirigiu o Sporting até meados de Outubro. Nesse período, porém, ainda teve tempo para perder uma terceira vez com o Nacional: 2-1 na Choupana, a 19 de Setembro de 2005, no primeiro confronto com Manuel Machado desde uma vitória num Sporting-V. Guimarães da época anterior, em que a vitória leonina (1-0) deixara os leões no topo da tabela, a duas rondas do fim. Depois de sair do Sporting, Peseiro fez um tirocínio pelo estrangeiro, só voltando a Portugal em 2012, para comandar o Sp. Braga. Defrontou por mais duas vezes o Nacional, perdendo ambas: 3-2 na Choupana, a 12 de Janeiro de 2013, e 3-1 em Braga, a 11 de Maio de 2013. Quer isto dizer que os últimos três confrontos entre José Peseiro e Manuel Machado – o outro treinador a marcar lugar na história recente do Nacional – foram favoráveis ao professor minhoto. Essa é, aliás, uma tendência que Peseiro só conseguiu contrariar no Sporting, quando Machado estava no V. Guimarães. Em 2004/05, o tal ano completo no Sporting, Peseiro ganhou duas vezes a Machado, por 4-2 no Minho e por 1-0 em Alvalade, de certa forma exorcizando o fantasma que lhe restava do ano da subida do Nacional à I Divisão: nessa altura, perdendo por 5-1 com o Moreirense de Manuel Machado na penúltima jornada, o Nacional de Peseiro teve de esperar pelo último dia para poder carimbar o passaporte.   Manuel Machado é um dos treinadores mais experientes da Liga e vai para o 31º confronto com o FC Porto. Dos 30 anteriores, quatro foram com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 15 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e onze derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 21, entre elas as duas em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa, sempre aos comandos do V. Guimarães: perdeu por 6-2 na final da Taça de Portugal de 2010/11 e por 2-1 na Supertaça de 2011/12.   O FC Porto perdeu os últimos dois jogos: 0-1 em casa com o Tondela e no terreno do Paços de Ferreira. Esta é já a terceira vez que os dragões perdem dois jogos seguidos esta época, uma com cada treinador que passou pelo banco. Julen Lopetegui perdeu contra o Marítimo (1-3 em casa, na Taça da Liga, em Dezembro) e o Sporting (0-2, em Alvalade, em Janeiro), sendo demitido após o terceiro jogo, o empate em casa com o Rio Ave (1-1). Rui Barros foi batido fora de casa por V. Guimarães (0-1, em Janeiro) e Famalicão (0-1, também em Janeiro, para a Taça da Liga). José Peseiro, que pegou na equipa após as duas derrotas de Barros e ganhou ao Marítimo, por 1-0, tem de novo a responsabilidade de interromper a série.   Os dragões já perderam cinco vezes em casa esta época: 1-3 com o Marítimo para a Taça da Liga, 1-2 com o Arouca e 0-1 com o Tondela para a Liga, 0-2 com o Dynamo Kiev para a Champions e 0-1 com o Borussia Dortmund para a Liga Europa. Esta já é a época com mais derrotas em casa desde 2001/02, quando foram batidos no velho Estádio das Antas por Belenenses, Sparta de Praga, Sp. Braga, Beira Mar e Real Madrid. Para se encontrar pior é preciso ir a 1971/72, quando ali ganharam o Benfica, o Nantes, o Atlético, a Académica, o V. Guimarães e o V. Setúbal.   Depois de uma fase negra – doze jogos sem ganhar em Dezembro e Janeiro – o Nacional parece ter entrado nos eixos, tendo obtido cinco vitórias nas últimas seis partidas. A única exceção foi a derrota por 2-0 com o Marítimo, no dérbi do Funchal, a 2 de Abril, porque de resto a equipa de Manuel Machado ganhou ao Paços de Ferreira (3-0), ao Boavista (1-0), ao Rio Ave (1-0), ao V. Guimarães (3-2) e ao Estoril (4-1).   Brahimi, que não joga por estar suspenso, marcou nas duas últimas vitórias do FC Porto sobre o Nacional. Fez o segundo golo nos 2-0 de Novembro de 2014, no Dragão, repetindo a graça nos 2-1 de Dezembro de 2015, na Choupana. Em Março de 2015 o argelino ficou em branco e o Nacional não foi além de um empate a uma bola no terreno do adversário.   Sequeira, o lateral esquerdo do Nacional, pode fazer no Dragão o 50º jogo com a camisola do clube, pelo qual se estreou oficialmente neste mesmo estádio, alinhando a tempo inteiro no empate a uma bola de 23 de Novembro de 2013. Esse foi também o seu jogo de estreia na Liga.   O Nacional já ganhou quatro vezes no terreno do FC Porto, três delas a contar para o campeonato: 2-1 (de virada) em Outubro de 1990, 4-0 em Março de 2005 e 3-0 em Maio de 2008. A quarta vitória, que foi a mais recente, aconteceu em Janeiro de 2011, a contar para a Taça da Liga (2-1). Desde esse jogo, o FC Porto soma quatro vitórias e um empate nas receções aos alvinegros do Funchal.   Nos últimos 13 anos, sempre que fez golos no Dragão o Nacional conseguiu evitar a derrota. Desde Novembro de 2002 que não lhe acontece marcar ali e perder. Nessa altura, Adriano e Rossato marcaram, o Nacional – que era comandado por José Peseiro – chegou a estar em vantagem sobre o FC Porto de José Mourinho mas saiu derrotado por 5-2.    
2016-04-17
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O Sporting entra em campo, frente ao Moreirense, com o intuito de vencer e recuperar, ainda que à condição – pois o Benfica só joga na segunda-feira – a liderança da Liga, mas há outro encontro com a história à mercê dos leões. Basta à equipa de Jorge Jesus repetir os quatro golos marcados na época passada naquele campo para chegar ao centenário de tentos marcados esta época. Os leões somam neste momento 96, entre todas as competições, sendo 64 na Liga, 15 na Liga Europa, nove na Taça de Portugal, quatro na Taça da Liga, três no play-off da Champions e um na Supertaça. Se chegarem aos 100, fazem-no pela segunda época seguida, pois já em 2014/15 terminaram a competição com 105. Para que se veja a importância da proeza, há que dizer que a última vez que o Sporting marcou pelo menos 100 golos em duas épocas seguidas foi entre 1961 e 1963. Há mais de 50 anos, portanto. Em 1961/62 os leões acabaram a época com 101 golos marcados – tendo chegado ao centésimo por Monteiro, na 40ª partida oficial, uma derrota por 4-3 com o Belenenses, na Taça de Portugal – e em 1962/63 fizeram 125 – tendo atingido o 100º por Figueiredo, ao 36º jogo, uma vitória por 2-1 frente ao V. Setúbal. Desde então, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que os leões fizeram pelo menos 100 golos numa época desportiva. Marcaram 119 em 1973/74, tendo chegado aos 100 ao 36º jogo, por Marinho, que fez o tento solitário na derrota (1-2) com o Magdburg, nas meias-finais da Taça das Taças. Depois disso, os 100 golos só apareceram em 2001/02, tendo o golo 100 chegado por intermédio de Jardel, ao 44º jogo, um empate caseiro com o Benfica (1-1). Em 2004/05, a equipa de Peseiro também superou a marca do centenário, mas o centésimo golo apareceu numa tarde de infelicidade: marcou-o Rogério ao 51º jogo da temporada, a derrota na final da Taça UEFA frente ao CSKA Moscovo. Por fim, na época passada, o golo 100 apareceu também ao 51º jogo, marcado por Tobias Figueiredo na vitória por 4-1 sobre o Sp. Braga. Esta época, os leões podem superar a marca em temos de rapidez a chegar aos 100 golos, pois o jogo em Moreira de Cónegos será apenas o 47º de uma temporada que, suceda o que suceder, terminarão com 51 jogos oficiais realizados. Para Jorge Jesus é que nada disto é novidade, pois já vem com seis épocas seguidas a ver as suas equipas a marcar pelo menos 100 golos. Todas desde que chegou ao Benfica, em 2009, e onde interrompeu uma série de 15 anos sem que os encarnados chegassem à centena de golos. Ainda assim, Jesus já não pode bater a sua própria melhor marca em termos de rapidez – estabelecida em 2009/10, quando o seu Benfica chegou ao 100º golo em 41 jogos – sendo quase impossível atingir também o seu máximo de uma só época, que foi também em 2009/10, quando o Benfica acabou os seus 51 jogos oficiais com 124 golos. Faltam-lhe 28.   Jorge Jesus e Miguel Leal defrontaram-se seis vezes e Jesus ganhou sempre. A estreia foi em Fevereiro de 2014, quando o Benfica de Jesus foi ganhar fora ao Penafiel de Leal, em jogo da Taça de Portugal, mas com muita dificuldade: marcou Sulejmani, a apenas seis minutos do fim. Houve mais quatro confrontos entre o Benfica de Jesus e o Moreirense de Leal, todos em 2014/15: duas vezes 3-1 para a Liga, 2-0 para a Taça da Liga e 4-1 para a Taça de Portugal. Pelo Sporting, Jesus repetiu o resultado nos dois confrontos para a Liga: 3-1 em Alvalade.   Jorge Jesus já treinou o Moreirense, em 2004/05, tendo sido ali que conheceu a última descida de divisão. Chegou à equipa a sete jornadas do fim, em substituição de Vítor Oliveira, que a deixara em 17º lugar, a um ponto da linha de água. Perdeu os dois primeiros jogos – um deles contra o Sporting, por 3-1 – e somou depois três empates e duas vitórias, acabando a Liga em 16º lugar, mas a quatro pontos da salvação.   André Fontes e Danielson, do Moreirense, fizeram a estreia na Liga a jogar contra o Sporting. O médio foi lançado por Rogério Gonçalves na derrota (0-2) da Académica em casa, a 30 de Agosto de 2009. Melhor sorte teve o defesa central brasileiro: Carlos Brito lançou-o como titular na contundente vitória do Rio Ave, por 4-0, a 24 de Abril de 2004.   O Moreirense ainda não ganhou um único jogo em casa em 2016. As quatro vitórias que tem este ano surgiram todas como visitante: 3-0 ao Boavista, 2-1 ao Arouca, 1-0 ao U. Madeira e 1-0 ao V. Setúbal. A última vitória no Joaquim Almeida de Freitas experimentou-a a 20 de Dezembro, quando recebeu e bateu o Nacional por 2-0, graças a um bis de Rafael Martins. Depois disso, o melhor que conseguiu foram dois empates (0-0 com o mesmo Nacional, para a Taça da Liga, e 2-2 com a Académica), tendo perdido os restantes sete jogos.   O Sporting sofre golos há cinco jogos seguidos, não mantendo a baliza a zeros desde o empate (0-0) em Guimarães, a 29 de Fevereiro. Depois disso, perdeu por 1-0 com o Benfica, ganhou 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca, 5-2 ao Belenenses e 3-1 ao Marítimo. Está ainda a duas partidas da pior série defensiva da época, que lhe aconteceu logo no início da época, após a vitória sobre o Benfica (1-0) na Supertaça. Nessa altura foram sete jogos seguidos sempre a sofrer golos: 2-1 ao Tondela, 2-1 ao CSKA Moscovo, 1-1 com o Paços de Ferreira, 1-3 na segunda mão com o CSKA, 3-1 à Académica, 2-1 ao Rio Ave e 1-3 com o Lokomotiv Moscovo. Essa série foi interrompida a 21 de Setembro, com o 1-0 ao Nacional em Alvalade.   De fora das escolhas de Miguel Leal no Moreirense estará Iuri Medeiros, o extremo emprestado pelo Sporting que esteve na origem de todos os golos apontados pela equipa nos últimos cinco jogos. Desde que Rafael Martins marcou ao Tondela, a 28 de Fevereiro, numa recarga, sempre que a equipa chegou ao golo houve esse denominador comum: Iuri assistiu Nildo Petrolina para o golo da vitória em Setúbal (1-0), deu a Boateng o primeiro golo e sofreu o penalti no seguimento do qual Rafael Martins fez o segundo ndo empate com a Académica (2-2), pertencendo-lhe ainda a assistência para o golo de Evaldo no recente empate em Braga (1-1).   Simani bisou nas últimas duas saídas do Sporting. Marcou os dois golos nos 2-1 ao Estoril, no António Coimbra da Mota, e dois dos cinco com que o Sporting ganhou ao Belenenses (5-2) no Restelo. Antes do 0-0 em Guimarães, a última saída na qual Slimani não fez mossa, o avançado argelino já tinha bisado em três jogos fora seguidos na Liga: 6-0 em Setúbal, 3-1 em Paços de Ferreira e 4-0 ao Nacional na Choupana.   O Moreirense ganhou duas vezes em 14 jogos contra o Sporting: por 1-0, com golo de Manoel – que depois viria a representar os leões – em Setembro de 2003, e por 3-2, após prolongamento, na Taça de Portugal, em Outubro de 2012. Nas duas últimas épocas em que estiveram na Liga, os cónegos conseguirem sempre pelo menos um ponto contra os lisboetas: empataram a dois golos em casa em Novembro de 2012 e a uma bola em Alvalade em Dezembro de 2014.   Este confronto tem sido o paraíso para quem gosta de golos. Nas últimas nove vezes que estiveram frente a frente, as duas equipas marcaram sempre golos. O último zero que se verificou entre ambos foi em Fevereiro de 2004, quando o Sporting se impôs ao Moreirense por 1-0 em Alvalade, graças a um golo de Rochemback.   O Moreirense-Sporting já se jogou com Jorge Jesus no banco da equipa minhota. Faz na segunda-feira onze anos – a 18 de Abril de 2005 – que os cónegos receberam os leões num sprint final na Liga para tentarem evitar a despromoção, mas perderam por 3-1. Douala, Sá Pinto e Liedson fizeram os golos dos lisboetas, à data orientados por José Peseiro, tendo o brasileiro Fernando feito o golo da equipa da casa.
2016-04-16
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O 1-0, na primeira mão de uma eliminatória europeia, é o resultado mais ambíguo que pode haver, pois mantém as duas equipas à mesma distância do apuramento. É o resultado que, por excelência, leva à menção do 50/50. Basta ver que nas oito vezes em que perdeu a primeira mão de uma eliminatória por 1-0 no terreno do adversário, o Benfica se apurou em quatro. E nas cinco em que saiu do seu estádio com esta vantagem, o Bayern seguiu em frente por três vezes. Sempre números muito próximos do 50/50. A última vez que o Benfica entrou na Luz a precisar de recuperar de uma desvantagem de 1-0 nas competições europeias saiu-se bem. Foi em 2013, na meia-final da Liga Europa, e os encarnados tinham perdido por 1-0 com o Fenerbahçe em Istambul. Igualaram a eliminatória bem cedo, com um golo de Gaitán, os turcos fizeram o golo fora que costuma ser fatal, por Huyt, ainda na primeira parte, mas depois o Benfica chegou aos 3-1, graças a um bis de Cardozo. Antes desta proeza, porém, o Benfica já não revertia um 1-0 no terreno do adversário desde 1980, tendo sido eliminado quatro vezes consecutivas. Em 1997/98, depois de perder por 1-0 no terreno do Bastia, não foi além de um empate a zero na Luz; em 1990/91, contra a Roma, perdeu ambas as partidas pelo mesmo score (sempre 1-0, primeiro em Itália e depois em Lisboa); em 1985/86 ainda ganhou a segunda mão, ao Dukla Praga, mas por 2-1, o que permitiu o apuramento dos checoslovacos; e em 1982/83 perdeu assim a final da Taça UEFA: derrota por 1-0 com o Anderlecht em Bruxelas, empate a uma bola (golo português de Shéu) na Luz. Tirando o sucesso contra o Fenerbahçe, todas as situações em que o Benfica reverteu o 1-0 no terreno do adversário aconteceram em tempos antigos. Sucedeu pela primeira vez em Março de 1972, quando um hat-trick de Nené e um bis de Jordão resultaram num 5-1 ao Feyenoord, que se tinha imposto aos encarnados por 1-0 na primeira mão, em Roterdão. Depois disso, em Setembro do mesmo ano, Eusébio (duas vezes), Jordão e Simões marcaram num 4-1 aos suecos do Malmö, que tinham ganho a primeira mão por 1-0. E não aprenderam: em Outubro de 1980, o mesmo Malmö ganhou ao Benfica por 1-0 na Suécia, perdendo depois a segunda mão na Luz por 2-0, com um bis de Nené. Menos frequente é, na sua história, o Bayern sair da primeira mão de uma eliminatória com um 1-0 a seu favor. Mesmo assim, já sucedeu em cinco ocasiões, uma delas contra opositor português. Foi em Setembro de 2007 que um golo do italiano Toni permitiu aos bávaros ganhar a primeira mão de uma eliminatória europeia ao Belenenses, que assim entrou na segunda mão, no Restelo, com esperanças de apuramento. Só que nessa altura Toni e Altintop marcaram em nova vitória do Bayern, desta vez por mais amplos 2-0. Depois disso, o Bayern já fez valer o 1-0 caseiro da primeira mão mais uma vez: em Abril de 2010, na meia-final da Champions, começou por ganhar por 1-0 ao Lyon em casa (golo de Robben), para depois ir vencer a França por 3-0 (hat-trick de Olic). A primeira vez que o Bayern se viu metido numa situação destas também se saiu bem (1-0 e 1-1 com o Glasgow Rangers, em 1970/71). Mas depois disso foi mesmo eliminado por duas vezes. Em Março de 1977 valeu-se de um golo de Künkel para ganhar por 1-0 ao Dynamo Kiev, nos quartos-de-final da Taça dos Campeões (jogo apitado por António Garrido), mas depois perdeu por 2-0 na então URSS, com dois golos nos últimos dez minutos (Burjak e Slobodyan). Por fim, em Novembro e Dezembro de 1983, contra o Tottenham, também se deu mal: ganhou por 1-0 no Estádio Olímpico, graças a um golo tardio de Michael Rümmenigge, mas depois foi batido por 2-0 em Londres, com Archibald e Falco a qualificarem a equipa de Keith Burkinshaw para os quartos-de-final da Taça UEFA.   O Benfica ganhou os últimos quatro jogos em casa, todos desde a derrota contra o FC Porto (1-2), a 12 de Fevereiro. A equipa encarnada já foi batida três vezes na Luz esta época, por Sporting (3-0 a 25 de Outubro), Atlético Madrid (2-1, a 8 de Novembro) e pelos dragões. O jogo com os leões foi o único em que não marcou golos em casa esta época.   Jonas, que não vai jogar contra o Bayern, por estar suspenso, marcou nos últimos quatro jogos do Benfica em casa: fez o golo da vitória contra o Zenit (1-0), bisou nos 2-0 ao U. Madeira, voltou a bisar nos 4-1 ao Tondela, e fez de penalti um dos golos nos 5-1 ao Sp. Braga. Além de Jonas, o jogador com mais jogos seguidos a marcar na Luz é Mitroglou, que deixou o nome ligado às duas últimas vitórias, com um golo ao U. Madeira e dois ao Sp. Braga.   Jonas só falhou três dos 44 jogos que o Benfica já fez esta época, nenhum deles das provas mais importantes (Liga portuguesa ou Champions). Esteve de fora, por opção, na vitória por 2-1 frente ao Vianense, em meados de Outubro, para a Taça de Portugal, e voltou depois a ser poupado nos sucessos por 1-0 contra o Oriental e por 6-1 contra o Moreirense, ambos em Janeiro, para a Taça da Liga.   O Benfica ganhou três dos quatro jogos europeus feitos no seu estádio esta época: 2-0 ao Astana, 2-1 ao Galatasaray e 1-0 ao Zenit. Em contrapartida, o Bayern só perdeu um dos quatro desafios europeus que fez fora de casa esta época: 2-0 com o Arsenal. Dos outros, empatou um (2-2 com a Juventus) e ganhou dois (2-0 ao Dynamo Zagreb e 3-0 ao Olympiakos).   O Bayern entra na Luz com uma série de seis vitórias seguidas, correspondentes a todos os jogos desde o empate a zero no terreno do Borussia Dortmund, a 5 de Março, para a Bundesliga. É a melhor série de vitórias da equipa de Pep Guardiola desde o início de época, quando arrancou com 12 sucessos consecutivos, travados na derrota por 2-0 em Londres, frente ao Arsenal, a 20 de Outubro.   O Benfica procura atingir a primeira meia-final da Liga dos Campeões desde 1990, época em que ultrapassou o Dnipro para defrontar o Ol. Marseille, antes da final contra o Milan. Por sua vez, o Bayern vai tentar atingir a quinta meia-final consecutiva nesta competição. Se o fizerem, os bávaros não atingirão um recorde, mas entram no lote restrito de clubes que já o conseguiram, que para já está limitado a Barcelona e Real Madrid.   O Benfica nunca ganhou um jogo ao Bayern Munique, tendo obtido apenas dois empates em sete partidas, ambos na Luz: 0-0 em Março de 1976 e em Outubro de 1981. Empatou, curiosamente, em dois dos três jogos em que não fez golos – o terceiro foi a recente derrota por 1-0, em Munique. Na Luz, o Benfica só marcou um golo ao Bayern: foi em Dezembro de 1995, numa derrota por 3-1 que se seguiu a um desaire por 4-1 em Munique.   Nos jogos em casa contra equipas alemãs, o Benfica só perdeu duas vezes em 20, tendo ganho dez. Na Luz, só ganharam o Bayern, nesses 3-1 de 1995, e o Schalke, por 2-1, em 2010. Ali já foram batidos o Leverkusen (2-1, em 2013), o Stuttgart (2-1, em 2011), o Hertha (4-0, em 2010), o Nurnberg (1-0, em 2008, e 6-0, em 1962), o Kaiserslautern (2-1, em 1998), o Carl Zeiss (1-0, em 1981), o Fortuna Dusseldorf (1-0, em 1981), o Vorwaerts Berlin (2-0, em 1970) e o Borussia Dortmund (2-1, em 1963).   Por sua vez, o Bayern só perdeu uma vez em 12 visitas a Portugal: foi no ano passado, no jogo dos quartos-de-final da Liga dos Campeões contra o FC Porto, por 3-1. Soma de resto seis empates (dois com o Benfica, um com o FC Porto, um com o Boavista, um com o V. Setúbal e um com o Sp. Braga) e cinco vitórias (uma com o Benfica, duas com o Sporting, uma com o Belenenses e uma com o FC Porto).
2016-04-12
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Adrien Silva, que viu o nono cartão amarelo na Liga na última jornada, na deslocação ao Restelo, para defrontar o Belenenses, estará ausente na receção do Sporting ao Marítimo. Jorge Jesus fica assim sem o maior contribuinte para a série de seis vitórias seguidas que os leões levam nos jogos com os insulares: o capitão de equipa marcou em quatro dessas seis partidas, tendo mesmo sido ele a garantir o sucesso com um golo solitário nas últimas duas. Em início de Dezembro, nos Barreiros, foi Adrien quem fez o golo que valeu ao Sporting a vitória por 1-0 nos Barreiros. Marcou no início da segunda parte, a aproveitar uma jogada de João Mário pela direita, seguida de passe rasteiro para um remate seco à entrada da área. Já em Março do ano passado, na partida da segunda volta da Liga anterior, os leões tinham ganho por 1-0 nos Barreiros, também com um golo de Adrien, dessa vez a punir uma grande penalidade cometida por Raul Silva sobre Jefferson. Nos 4-2 de Alvalade em Outubro de 2014, o médio limitou-se a assistir Montero para o golo com que os leões encerraram a contagem, não marcando nenhum em nome próprio. Em Março de 2014, foi também de penalti, assinalado a punir derrube de Márcio do Rozário a Carlos Mané, que Adrien começou a desenhar a vitória do Sporting nos Barreiros, por 3-1. Sem ligação aos golos nos 3-0 com que o Sporting se impôs em partida da Taça da Liga, em Janeiro de 2014, Adrien decidiu ainda a favor dos leões na vitória por 3-2, em Alvalade, em Novembro de 2013. Esta será a quarta ausência de Adrien Silva em jogos de campeonato esta época, a terceira por castigo. Não esteve na nona jornada, a vitória em casa frente ao Estoril, por 1-0, por ter visto o quinto amarelo na competição contra o Benfica, na semana anterior. Falhou depois o empate em Guimarães (0-0), na 24ª ronda, por causa de uma lesão que já o impedira, a meio da semana, de estar na derrota em Leverkusen (1-3). E voltou a faltar na vitória no Estoril (2-1), à 26ª jornada, porque estava a cumprir um jogo de castigo na sequência da expulsão na derrota frente ao Benfica, em Alvalade (0-1).   O Marítimo também não poderá contar com Dyego Souza, o goleador que foi expulso na vitória que os verde-rubros conseguiram contra o Nacional, na última jornada. Dyego Souza é o melhor marcador do Marítimo na Liga, com 11 golos, a maior parte dos quais (seis) fora de casa: marcou no terreno do U. Madeira (1-2), do Sp. Braga (1-5), do Boavista (1-0), do Arouca (1-4), do Tondela (4-3) e do Paços de Ferreira (2-2).   Os últimos oito golos de Slimani pelo Sporting foram todos fora de casa. O argelino anda há seis jogos à procura de um golo em Alvalade, algo que já lhe escapa desde 15 de Janeiro, quando fez o primeiro de um empate caseiro com o Tondela (2-2). Depois disso, não marcou à Académica (3-2), ao Rio Ave (0-0), ao Leverkusen (0-1), ao Boavista (2-0), ao Benfica (0-1) e ao Arouca (5-2). A maior série de jogos de Slimani em branco em Alvalade foi de sete jogos, iniciada precisamente depois de marcar ao Marítimo, a 2 de Novembro de 2013 (3-2). Depois disso, ficou a zeros contra Paços de Ferreira (4-0), Belenenses (3-0), Nacional (0-0), FC Porto (0-0), Marítimo (3-0), Académica (0-0) e Olhanense (1-0), interrompendo o jejum caseiro com um golo ao Sp. Braga (2-1), a 1 de Março de 2014. Em cinco destes sete jogos, porém, foi apenas suplente utilizado.   Nelo Vingada ganhou na última vez que levou uma equipa a Alvalade. Foi em 16 de Outubro de 2005 que um golo de Marcel chegou à Académica, então dirigida pelo atual treinador do Marítimo, para ganhar em Lisboa ao Sporting de José Peseiro, motivando a demissão do treinador leonino e a ascensão de Paulo Bento ao comando técnico dos leões. Depois disso, Nelo Vingada defrontou o Sporting por mais duas vezes, ambas em casa, perdendo sempre: 0-3 para o campeonato, em Fevereiro de 2006, e 0-2 para a Taça de Portugal, em Março do mesmo ano.   Na última vez que Nelo Vingada visitou uma equipa liderada por Jorge Jesus… também ganhou. Foi a 5 de Março de 2006 que a Académica se impôs em Leiria à União, que na altura era comandada pelo atual treinador do Sporting, por 2-0, com golos de Filipe Teixeira e Joeano. Depois disso, em Agosto de 2009, os dois voltaram a enfrentar-se, em Guimarães, e o Vitória de Nelo Vingada acabou batido no Minho pelo Benfica de Jesus por 1-0, graças a um golo de Ramíres no último minuto de jogo.   Jorge Jesus, porém, ganhou os últimos cinco jogos contra o Marítimo: 1-0 pelo Sporting nos Barreiros, já neste campeonato; 4-1 em casa e 4-0 fora pelo Benfica no campeonato passado; 2-1, igualmente pelo Benfica, na última final da Taça da Liga; e 2-0 em casa na época de 2013/14. O último percalço de Jesus contra os leões do Funchal foi em Agosto de 2013: perdeu por 2-1 com o Benfica nos Barreiros.   Rui Patrício e João Mário estrearam-se na Liga portuguesa a jogar contra o Marítimo. O guarda-redes fê-lo a 19 de Novembro de 2006, lançado por Paulo Bento numa vitória por 1-0 nos Barreiros, na qual até teve de defender um penalti. O médio estreou-se a 10 de Fevereiro de 2013, lançado por Jeusaldo Ferreira na derrota leonina por 1-0, em Alvalade.   O Sporting ganhou as últimas seis partidas contra o Marítimo, as duas últimas sem sofrer golos, ambas nos Barreiros. A última vez que os insulares escaparam à derrota no confronto com os leões foi em Alvalade, a 10 de Fevereiro de 2013, quando ali foram ganhar por 1-0, com um golo do coreano Suk, que agora joga no FC Porto.   Aliás, se contarmos só jogos da Liga, o Marítimo marcou sempre nas últimas quatro visitas a Alvalade. A última vez que ali ficou em branco foi em Agosto de 2010, quando um penalti de Matias Fernández deu a vitória aos leões, por 1-0. Depois disso, até ganhou duas vezes: 3-2 em Agosto de 2011, com golos de Rafael Miranda, Sami e Baba a responderem a tentos de Izmailov e Jeffrén, e o tal 1-0 de Fevereiro de 2013, com a assinatura de Suk. As últimas duas partidas ganhou-as o Sporting: 3-2 em Novembro de 2013 (Capel, Slimani e Adrien marcaram para os lisboetas, Ruben Ferreira e Heldon para os insulares) e 4-2 em Outubro de 2014 (com um bis de Maazou a revelar-se insuficiente para contrariar um autogolo de Bauer e os tentos de João Mário, Paulo Oliveira e Montero).   O Sporting sofre golos há quatro jogos consecutivos, não mantendo a baliza a zeros na Liga desde o empate em Guimarães, a 29 de Fevereiro: 0-1 com o Benfica, 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca e 5-2 ao Belenenses. Esta foi a terceira série de quatro jornadas seguidas da Liga com os leões a sofrerem golos esta época. Para se encontrarem cinco jogos consecutivos dos leões na Liga sempre a sofrer golos é preciso recuar a Março e Abril do ano passado, quando a equipa de Marco Silva defrontou o V. Guimarães (4-1), o Paços de Ferreira (1-1), o V. Setúbal (2-1), o Boavista (2-1) e o Moreirense (4-1).
2016-04-08
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O Benfica visita a Académica, em partida fundamental para as suas aspirações à conquista do tri-campeonato que será a primeira disputada pela equipa de Rui Vitória numa semana que terá dois jogos europeus a abrir e a fechar. Os encarnados perderam na terça-feira com o Bayern, em Munique, por 1-0, e voltam a defrontar o colosso bávaro na Luz na próxima quarta-feira. Os quatro dias entre cada jogo chegam para a recuperação, como parece indicar a resposta que a equipa do Benfica deu em 2013/14, na última vez que se viu metida nestas coisas. Ainda que haja fatores a diferenciar as experiências, como o resultado da primeira mão europeia ou a vontade do treinador proceder ou não a alguma rotação de jogadores. Durante essa época, na qual venceu os três troféus nacionais, falhando a vitória na Liga Europa na final contra o Sevilha (derrota nos penaltis depois do 0-0 em 120 minutos), o Benfica fez quatro jogos entalados entre partidas europeias, ganhando três e empatando outro – mas um que podia empatar. Em Fevereiro, quatro dias depois de ganhar em Salónica ao PAOK por 1-0 e três dias antes de bater os gregos em casa por 3-0, o Benfica bateu o V. Guimarães na Luz por 1-0, em partida da Liga. Mais tarde, em Março, quatro dias depois da vitória em Londres contra o Tottenham (3-1) e três dias antes do empate com os ingleses na Luz (2-2), a equipa de Jesus ganhou fora ao Nacional, por 4-2. Em Abril, quatro dias depois de ganhar em Alkmaar por 1-0 e três dias antes de bater os holandeses na Luz, por 2-0, o Benfica ganhou em casa ao Rio Ave por 4-0. Por fim, em Maio, três dias depois de vencer a Juventus na Luz (2-1) e quatro dias antes de ir empatar a Turim (0-0), a equipa encarnada empatou a zero com o FC Porto no Dragão, apurando-se para a final da Taça da Liga. Há um fator a diferenciar estas quatro situações, que é o facto de o Benfica ter entrado no jogo nacional motivado pela vitória na primeira mão daquelas partidas europeias, enquanto que desta vez entra a perder. E depois há outro, mais discutível, que tem a ver com a rotação de jogadores. Entre a vitória em Salónica e o sucesso em Guimarães, Jesus mudou cinco jogadores no onze. Depois, entre Londres e a Choupana mudou quatro. Mais à frente, entre Alkmaar e a receção ao Rio Ave mudou seis. E, por fim, entre o jogo em casa com a Juventus e a visita ao Dragão já fez sete trocas no onze inicial. Rui Vitória tem sido apologista de manter a equipa na máxima força em todas as partidas e, até ver, não se tem dado mal. Resta perceber o que fará em Coimbra.   Jonas marcou nas últimas duas vezes que o Benfica defrontou a Académica: fez o segundo golo, logo aos 11 minutos, nos 5-1 na Luz, a 11 de Abril do ano passado, e marcou mais dois, ambos de penalti, dos 3-0 de 4 de Dezembro último. Falta-lhe marcar em Coimbra.   Por sua vez, Renato Sanches reencontra o adversário ao qual fez o seu primeiro golo pela equipa principal do Benfica. Foi um golão, num remate de fora da área, a valer o 3-0 no jogo da primeira volta, na Luz.   Rui Vitória e Filipe Gouveia só se defrontaram uma vez como treinadores. Foi na partida da primeira volta, ganha pelo Benfica de Vitória à Académica de Gouveia, por 3-0. A chapa três, aliás, tem sido uma contante nos jogos de Filipe Gouveia contra os grandes: perdeu por 3-0 com o Benfica na Luz, em Dezembro; por 3-1 com o FC Porto no Dragão, no mesmo mês; e por 3-2 com o Sporting em Alvalade, em Janeiro.   Além disso, Rui Vitória não perde com a Académica desde Maio de 2012: 1-2, em Guimarães. Desde então alinhou seis vitórias e um empate contra os “estudantes”, as três últimas confortáveis: 4-2 em Coimbra e 4-0 em Guimarães, com o Vitória, na época passada, e ainda 3-0 na Luz, já com o Benfica, esta época.   A Académica perdeu dois dos três últimos jogos em casa, no que foram as duas primeiras derrotas no seu estádio desde que é liderada por Filipe Gouveia. Ali ganharam o Rio Ave (2-0 a 20 de Fevereiro) e o Estoril (3-0 a 20 de Março). Em onze jogos que fez em casa com este treinador, a equipa de Coimbra só manteve a própria baliza a zeros por duas vezes. Foi contra o Marítimo, na estreia (1-0 a 3 de Outubro) e contra o V. Guimarães (2-0 a 6 de Março).   O Benfica vem de uma derrota contra o Bayern, por 1-0, em Munique, resultado que ultimamente tem sido pouco habitual na equipa. Foi a segunda derrota da equipa de Rui Vitória em 2016, depois da encaixada frente ao FC Porto, na Luz, em Fevereiro (1-2), mas a nona na temporada, que teve um início particularmente difícil. A reação encarnada às derrotas tem sido, no entanto, boa. As últimas duas tiveram como resposta uma vitória no jogo seguinte: 4-2 ao Vitória em Setúbal depois do 1-2 em casa com o Atlético Madrid, em Dezembro, e 1-0 na Luz ao Zenit depois do 1-2 com o FC Porto, em Fevereiro. A última vez que o Benfica não ganhou o jogo a seguir a uma derrota foi em Novembro, quando foi empatar (2-2) em Astana depois de ter sido eliminado da Taça de Portugal pelo Sporting (2-1 em Alvalade).   O jogo com o Bayern interrompeu ainda uma série de 20 jogos seguidos do Benfica sempre a fazer golos. A última vez que os encarnados tinham ficado em branco tinha sido a 15 de Dezembro, quando empataram na Choupana com o U. Madeira (0-0). Desde Abril e Maio de 2014 que o Benfica não passa dois jogos seguidos sem marcar. Nessa altura, porém, os benfiquistas não se queixaram dos resultados, pois a equipa empatou a zero com o FC Porto no Dragão, garantindo nos penaltis a passagem à final da Taça da Liga, e voltou a empatar a zero com a Juventus em Turim, apurando-se para a final da Liga Europa.   O Benfica ganhou os últimos oito jogos frente à Académica, que nessas oito partidas fez apenas um golo: marcou-o Rafael Lopes na derrota por 5-1, na Luz, a 11 de Abril do ano passado. A última vez que a Académica roubou pontos ao Benfica foi a 23 de Setembro de 2012, quando obteve um empate a duas bolas em Coimbra, com dois golos de penalti, marcados por Cissé e Wilson Eduardo. Pelo Benfica marcaram Cardozo (também de penalti) e Lima.   As últimas três vitórias da Académica sobre o Benfica foram todas na Luz: 3-0 a 11 de Abril de 2008 (golos de Miguel Pedro, Berger e Luís Aguiar); 1-0 a 11 de Abril de 2009 (marcou Tiero) e 2-1 a 15 de Agosto de 2010 (Miguel Fidalgo e Laionel marcaram pela Académica, tendo Jara feito o tento do Benfica). Em Coimbra os estudantes não ganham desde 9 de Dezembro de 1973, quando golos de Vítor Campos e Gervásio valeram à equipa de Fernando Vaz um 2-0 sobre o onze comandado por Fernando Cabrita depois do abandono de Jimmy Hagan.   Há 29 anos que o Benfica não é campeão perdendo pontos com a Académica. A última vez que tal sucedeu foi em 1986/87, quando empatou a zero em Coimbra a cinco jornadas do fim (0-0), vendo o FC Porto reduzir a desvantagem para o topo para quatro pontos. No final, o Benfica acabou a Liga com dois pontos de avanço dos portistas. Desde essa altura, sempre que perdeu pontos com a Académica, o Benfica ficou aquém do objetivo: empatou 1-1 em casa e foi segundo em 1987/88, 1997/98 e 2002/03; empatou 0-0 em Coimbra e foi terceiro em 2005/06; perdeu por 3-0 na Luz e foi quarto em 2007/08; perdeu por 1-0 na Luz e foi terceiro em 2008/09; perdeu por 2-1 na Luz e foi segundo em 2010/11; e por fim voltou a ser segundo em 2011/12 e 2012/13 na sequência dos empates em Coimbra.
2016-04-08
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A tarefa que espera o Benfica nos quartos-de-final da Liga dos Campeões é gigantesca. Pela frente, a equipa de Rui Vitória tem uma das mais poderosas formações da Europa, um Bayern Munique que procura atingir a quinta meia-final consecutiva nesta competição. Se o fizerem, os bávaros não atingirão um recorde, mas entram no lote restrito de clubes que já o conseguiram, que para já está limitado a Barcelona e Real Madrid. O Bayern esteve nas últimas quatro meias-finais da Liga dos Campeões. Em 2010/11, a última época em que lá não chegou, caiu nos oitavos-de-final, eliminado pelo Inter Milão, mas depois foi sempre a aviar: em 2011/12 eliminou o Ol. Marseille nos quartos-de-final, perdendo depois a final nos penaltis para o Chelses; em 2012/13 chegou à meia-final afastando a Juventus, vindo depois a ganhar na final ao Borussia Dortmund; em 2013/14 afastou nesta fase o Manchester United, mas caiu na meia-final face ao Real Madrid; por fim, na época passada, eliminou o FC Porto nos quartos-de-final, caindo depois na eliminatória seguinte ante o Barcelona. Ora o Barcelona é precisamente a equipa com maior número de meias-finais consecutivas na Liga dos Campões – esteve em seis, nunca falhando esta fase entre 2007/08 e 2012/13, sendo na época seguinte afastado nos quartos-de-final pelo Atlético Madrid. As quatro meias-finais consecutivas do Bayern Munique não são exclusivo europeu na atualidade, nem sequer a melhor série em curso. O Real Madrid lutará pela sexta presença seguida nos últimos quatro clubes a disputar o troféu, depois do falhanço de 2009/10, época em que foi eliminado pelo Lyon, nos oitavos-de-final. A verdade é que, com o alargamento da Liga dos Campeões a mais de um clube por país, ficou mais fácil aos mais fortes das grandes potências chegarem tão longe. Antes do novo formato da Liga dos Campeões, o recorde pertencia ao Inter Milão, que chegou à meia-final por quatro anos seguidos, de 1963/64 a 1966/67. Também a Juventus tem quatro meias-finais consecutivas, mas já com o formato “Champions”, de 1995/96 a 1998/99. Ao Benfica resta sempre o peso da história e de ser o clube português com mais meias-finais consecutivas: três, de 1960/61 a 1962/63, com duas taças para recordar.   Ponto a favor do Benfica é a sua corrente série de resultados: ganhou 19 dos últimos 20 jogos, sendo a única exceção a derrota na Luz contra o FC Porto (2-1), a 12 de Fevereiro. E nesses 20 jogos fez sempre golos: a última vez que o seu ataque ficou em branco foi a 15 de Dezembro do ano passado, no empate a zero contra o U. Madeira.   Consequência dessa série extraordinária, o Benfica está a atravessar a melhor sequência de jogos fora de casa em toda a sua história. Quando entrar no relvado do Allianz Arena fá-lo-á com o peso de onze vitórias consecutivas fora do seu estádio: 1-0 ao V. Guimarães, 4-1 ao Nacional, 2-1 ao Estoril, 1-0 ao Oriental, 6-1 e 4-1 ao Moreirense, 5-0 ao Belenenses, 3-1 ao Paços de Ferreira, 1-0 ao Sporting, 2-1 ao Zenit e 1-0 ao Boavista.   Jonas marcou nas últimas três partidas do Benfica. Bisou nos 4-1 em casa ao Tondela, fez o golo solitário no sucesso no Bessa ante o Boavista (1-0) e voltou a marcar nos 5-1 ao Sp. Braga, na Luz. Naquela que já é a sua melhor época europeia de sempre (já leva 32 golos), o brasileiro fez dois tentos na Liga dos Campeões, ainda assim aquém dos cinco que marcou nesta mesma competição pelo Valencia em 2012/13. Nessa temporada, marcou a todos os adversários europeus do Valencia (Lille, Bate Borisov e Paris Saint Germain) à exceção do Bayern Munique, que defrontou duas vezes, na fase de grupos.   Ribery fez no sábado o golo da vitória do Bayern sobre o Eintracht Frankfurt (1-0). Foi o primeiro golo do francês em 2016: não marcava desde 5 de Dezembro, quando regressou de lesão e ajudou à vitória sobre o Borussia M’Gladbach, por 3-1.   Quem anda de pé quente é o polaco Lewandowski, que ficou em branco contra o Eintracht mas já leva 36 golos esta época, oito dos quais na Liga dos Campeões, competição na qual marcou em todos os jogos do Bayern em casa: assinou um hat-trick nos 5-0 ao Dynamo Zagreb, marcou uma vez nos 5-1 ao Arsenal, outra nos 4-0 ao Olympiakos e ainda mais uma nos 4-2 (após prolongamento) à Juventus.   Esse jogo com a Juventus foi o primeiro em casa na Liga dos Campeões que o Bayern não ganhou em 90 minutos desde 29 de Abril de 2014, quando foi batido em casa pelo Real Madrid, por contundentes 4-0. Depois desse descalabro, a equipa bávara alinhou dez vitórias seguidas no Allianz Arena: 1-0 ao Manchester City, 2-0 à Roma, 3-0 ao CSKA Moscovo, 7-0 ao Shakthar Donetsk, 6-1 ao FC Porto, 3-2 ao Barcelona, 5-0 ao Dynamo Zagreb, 5-1 ao Arsenal, 4-0 ao Olympiakos e 4-2 (o tal, ganho no prolongamento) à Juventus.   O Benfica nunca ganhou um jogo ao Bayern Munique, tendo obtido apenas dois empates em seis partidas, ambos na Luz: 0-0 em Março de 1976 e em Outubro de 1981. Empatou, curiosamente, nos dois únicos jogos em que não fez golos, porque sempre que jogaram no velho Estádio Olímpico de Munique os encarnados acabaram por marcar uma vez. Ali perderam por 5-1 em Março de 1976 (o golo de Nené não chegou para os bis de Dürnberger e Müller, aos quais se somou mais um de Karl Heinz Rummenigge), por 4-1 em Novembro de 1981 (mais uma vez Nené a amenizar um hat-trick de Dieter Höness e um golo de Breitner) e outra vez por 4-1 em Novembro de 1995 (golo de Dimas face ao histórico póquer de Klinsmann).   Ainda assim, mesmo só tendo ganho duas vezes em 20 visitas à Alemanha, o Benfica pode gabar-se de o ter feito recentemente: bateu o Stuttgart por 2-0 em Fevereiro de 2011 e o Leverkusen por 1-0 em Fevereiro de 2013. O paraguaio Cardozo foi o ponto em comum às duas vitórias em solo alemão, pois marcou em ambos os jogos.   Já houve duas equipas portuguesas a conseguirem um resultado positivo em Munique contra o Bayern: o FC Porto empatou, ainda no velho Estádio Olímpico, a um golo, em Março de 1991 (golo de Domingos, a responder a um primeiro, de Bender) e o Sporting levou um 0-0 já do Allianz Arena, em Outubro de 2006. Curiosamente, dragões e leões foram também as equipas submetidas às maiores goleadas do Bayern a equipas portuguesas, nas últimas duas vezes que se deslocaram a Munique: o Sporting encaixou 7-1 em Março de 2009 e o FC Porto 6-1 em Abril do ano passado.   O Bayern, de resto, só perdeu duas vezes contra uma equipa portuguesa e essa foi o FC Porto, que se impôs aos bávaros por 2-1 na final da Taça dos Campeões de 1987 (golos de Madjer e Juary, após um primeiro tento de Kögl) e depois por 3-1 nos quartos-de-final da Champions do ano passado (bis de Quaresma e golo de Jackson contra um de Thiago Alcântara). Em 24 jogos contra portugueses, o Bayern cedeu ainda oito empates, a FC Porto (dois), Benfica (dois), V. Setúbal, Boavista, Sp. Braga e Sporting.
2016-04-05
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Jorge Jesus, treinador do Sporting, foi jogador e treinador do Belenenses. Deixou o Restelo pela última vez em 2008, precisamente o ano da última vitória dos azuis sobre os leões a contar para o campeonato. E desde essa altura, nunca mais Jesus cedeu pontos ou sofreu sequer um golo nas várias visitas que fez ao estádio da sua ex-equipa. O desfile de bons resultados começou para Jesus logo em 2008/09, quando assumiu o comando do Sp. Braga. Foi ao Restelo e ganhou por claros 5-0, a 11 de Maio de 2009: bisaram Renytería e Paulo César, tendo Alan marcado o tento restante. No final dessa época, Jesus seguiu caminho para o Benfica, mas mesmo no novo clube continuou a golear nas vistas à sua antiga casa: em Setembro de 2009 foram 4-0, com golos de Saviola, Cardozo, Javi Garcia e Ramíres. Os maus resultados atiraram nessa altura com o Belenenses para a II Liga, pelo que Jesus só teve de lá regressar em Março de 2014. Teve então mais dificuldades, ganhando apenas por 1-0, graças a um golo de Gaitán. Por fim, na época passada, um bis de Jonas permitiu ao Benfica de Jesus ganhar ao Belenenses no Restelo, por 2-0, a 18 de Abril de 2015. Desde que saiu do Belenenses, de resto, só por uma vez Jesus cedeu pontos aos azuis. Ganhou as duas partidas pelo Sp. Braga (2-0 e 5-0) e a da primeira volta ao comando do Sporting (1-0). Com o Benfica, além das três vitórias sem sofrer golos no Restelo, impôs-se ainda duas vezes na Luz: 1-0 em 2009/10 e 3-0 em 2014/15. A exceção foi um empate a uma bola, na Luz, a 28 de Setembro de 2013: Cardozo adiantou os encarnados e, ao tornar-se no único jogador do Belenenses a marcar um golo a uma equipa de Jesus desde que este saiu do Restelo, o maliano Diakité alcançou o empate, ainda na primeira parte.   Quem Jorge Jesus nunca defrontou foi o espanhol Julio Velásquez, que chegou a meio da época para substituir Ricardo Sá Pinto. Velásquez, de resto, já defrontou em casa o Benfica e o FC Porto, com duas derrotas, ainda que de sabor diferente: com o Benfica encaixou um 5-0 que sublimou o mau comportamento defensivo da sua equipa; contra o FC Porto perdeu por 2-1 e esteve à beira de forçar o empate.   O Belenenses interrompeu contra o Sp. Braga uma série de três derrotas seguidas no seu estádio. Os golos de Gonçalo Silva, Miguel Rosa e Tiago Caeiro permitiram uma vitória por 3-0 sobre os minhotos, depois de a equipa azul ter sido batida em casa sucessivamente por Benfica (5-0), Arouca (2-0) e FC Porto (2-1).   O defesa central Gonçalo Silva marcou golos nos dois últimos jogos do Belenenses: abriu mesmo o marcador, tanto na vitória (3-0) sobre o Sp. Braga como no empate (2-2) em Tondela, que se lhe seguiu. Curioso é que em toda a sua carreira como profissional, Gonçalo Silva só tinha marcado um golo, pelo Sp. Braga B, ao Marítimo, em Abril de 2014.   O Sporting vem com uma série de três jornadas seguidas a sofrer golos, mas mantém ainda assim o registo de defesa menos batida da atual Liga. Rui Patrício foi batido contra o Benfica (0-1), o Estoril (2-1) e o Arouca (5-1), não deixando a baliza inviolada desde a visita a Guimarães, que o Sporting empatou a zero. Na atual Liga, o Sporting já passou duas séries seguidas de quatro jornadas a sofrer golos: da primeira à quarta (2-1 ao Tondela, 1-1 com o Pacos de Ferreira, 3-1 à Académica e 2-1 ao Rio Ave) e depois da 17ª à 20ª, com três adversários repetidos (3-2 ao Sp. Braga, 2-2 com o Tondela, 3-1 ao P. Ferreira e 3-2 à Académica).   Slimani bisou em quatro das últimas cinco saídas do Sporting na Liga: nos 6-0 ao V. Setúbal, nos 3-1 ao P. Ferreira, nos 4-0 ao Nacional e nos 2-1 ao Estoril. Nas últimas vezes em que ele ficou em branco fora de Alvalade, o Sporting perdeu pontos. Aconteceu no empate a zero com o Vitória, em Guimarães, e na derrota por 1-0 contra o União, na Madeira.   Além disso, Slimani continua a perseguir o 50º golo com a camisola do Sporting. Tem neste momento 49, 10 em 2013/14, 15 em 2014/15 e 24 em 2015/16.  Ao todo, o argelino tem 40 golos na Liga, cinco na Taça de Portugal, três na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Mas nunca fez um golo ao Belenenses.   O Belenenses não ganha ao Sporting para o campeonato desde Fevereiro de 2008, quando um golo de Zé Pedro lhe permitiu bater os leões, no Restelo, por 1-0. O treinador dessa equipa do Belenenses era Jorge Jesus, que atualmente dirige os leões, ao passo que na equipa do Sporting estiveram em campo Rui Patrício, que ainda é o guarda-redes leonino, e Tonel, que joga agora no Belenenses.   Desde essa vitória, os azuis ganharam mais uma vez ao Sporting, em Janeiro do ano passado, mas em partida da Taça da Liga: impuseram-se por 3-2 contra uma equipa leonina sem titulares. O Sporting ganhou entretanto sete vezes ao Belenenses, três delas no Restelo: 2-1 em Fevereiro de 2009, 4-0 em Março de 2010 e 1-0 em Abril de 2014. Na época passada verificou-se um empate a um golo, tendo Rui Fonte marcado para os azuis e Carlos Mané empatado para os leões ao quinto minuto de compensação.
2016-04-03
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O FC Porto prepara-se para receber o Tondela, que fez esta época a estreia na I Divisão. E se é certo que os dragões têm tido dificuldades nos jogos em casa com as equipas mais fracas do campeonato, também é verdade que nos últimos 25 anos só perderam duas vezes pontos contra equipas que se estreavam na I Liga: o Felgueiras de 1995/96 e o Trofense de 2008/09. E tanto uma como a outra acabaram por descer de divisão, como parece ser o cada vez mais seguro destino desta equipa do Tondela. Desde 1991, estrearam-se na I Divisão dez equipas, a última das quais foi o Tondela, em Agosto do ano passado. Nos 19 jogos feitos nessa época de estreia contra os novos primodivisionários, o FC Porto ganhou 17, incluindo a vitória por 1-0 em Tondela, em Novembro, empatando apenas dois: 2-2 no terreno do Felgueiras, em 1995/96, e 0-0 em casa com o Trofense, em 2008/09. O Felgueiras foi antepenúltimo nesse campeonato, acabando por descer, ao passo que o Trofense foi mesmo último, regressando também ao segundo escalão. Os outros dois jogos dos dragões contra estas equipas saldaram-se por vitórias: 6-2 ao Felgueiras nas Antas e 4-1 na deslocação ao relvado do Trofense. Como em dupla vitória se resolveram os confrontos com os outros estreantes: 2-0 e 3-0 ao Paços de Ferreira em 1991/92; 5-0 e 1-0 ao Campomaiorense em 1995/96; 3-1 e 5-1 ao Alverca em 1998/99; 1-0 e 2-0 ao Santa Clara em 1999/00; 2-1 e 1-0 ao Moreirense em 2002/03; 1-0 e 3-2 à Naval em 2005/06; e 4-1 e 3-1 ao Arouca em 2013/14. O Tondela, de resto, já fez um ponto contra um dos grandes esta época, empatando a duas bolas com o Sporting em Alvalade, na abertura da segunda volta do campeonato. Repetiu, nesse aspeto, a estreia do Arouca, que em 2013/14 também só fez um ponto nos seis jogos contra os grandes, um empate a dois golos com o Benfica (de Jesus, também), na Luz. O último estreante a ganhar a um grande na época de estreia foi o Trofense, que em 2008/09, aliás, roubou pontos aos três grandes e mesmo assim foi o último da tabela: ganhou em casa ao Benfica (2-0), empatou no mesmo local com o Sporting (0-0) e foi empatar a zero com o FC Porto ao Dragão.   O FC Porto sofreu dois golos em cada um dos últimos três jogos em, casa para a Liga: perdeu por 2-1 com o Arouca e ganhou in-extremis ao Moreirense (3-2) e ao U. Madeira (3-2). Desde que José Peseiro chegou ao Dragão, os azuis e brancos sofreram golos em quatro dos seis jogos feitos em casa, sendo as exceções as receções ao Marítimo (1-0) e ao Gil Vicente (2-0, este para a Taça de Portugal).   Peseiro, aliás, nunca conseguiu que o FC Porto ganhasse mais de dois jogos seguidos: ao terceiro, tem vindo sempre borrasca. Logo depois das vitórias frente ao Estoril (3-1) e Gil Vicente (3-0), veio a derrota com o Arouca (1-2). Após as vitórias contra o Belenenses (2-1) e outra vez Gil Vicente (2-0), surgiu a derrota em Braga (3-1). Ora neste momento o FC Porto vem de duas vitórias seguidas, contra o U. Madeira (3-2) e o V. Setúbal (1-0).   O Tondela, em contrapartida, só ganhou duas das 15 partidas feitas sob o comando de Petit, que em Dezembro se tornou o terceiro treinador do clube esta época, depois de Vítor Paneira e Rui Bento. Ambas as vitórias de Petit aconteceram em jogos fora: 3-2 ao Rio Ave e 2-1 ao Moreirense. Além desses dois jogos, a equipa de Petit empatou com o Sporting em Alvalade e sacou ainda dois pontos de dois empates em casa, com V. Guimarães e Belenenses.   Nathan Júnior fez golos nas últimas três deslocações do Tondela: marcou de penalti o golo de honra na derrota frente ao Estoril (1-2), repetiu a proeza, outra vez dos onze metros, na vitória em Moreira de Cónegos, e fez o golo do Tondela na derrota com o Benfica na Luz. Se marcar ao FC Porto, torna-se no primeiro jogador do presente campeonato a fazer golos aos três grandes, com a agravante de o fazer sempre nos jogos fora de casa. Até aqui, o máximo que vários jogadores conseguiram foi marcar a dois dos três: Leo Bonatini (Estoril) e Rafael Martins (Moreirense) não marcaram ao FC Porto; Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafa (Sp. Braga) não marcaram ao Benfica; e Iuri Medeiros (Moreirense) não fez golos ao Sporting.   Tondela e FC Porto só se defrontaram uma vez em toda a história: foi a 28 de Novembro de 2015, em Tondela, e os dragões ganharam por 1-0, graças a um golo de Brahimi. Nesse jogo, a equipa da casa falhou um penalti perto do fim: Chamorro permitiu a defesa de Casillas.   Aliás, o Tondela é uma das equipas com mais penaltis a favor na Liga: tem nove, sendo apenas superado por Paços de Ferreira e Sporting, que contam dez. Os beirões, no entanto, converteram apenas cinco, falhando os outros quatro. E tiveram, no ano de estreia na I Divisão, um penalti a favor contra o Sporting e outro contra o FC Porto.   José Peseiro e Petit vão defrontar-se pela primeira vez como treinadores. Antes de assumir o atual clube, o atual técnico do FC Porto treinou pela última vez em Portugal no Sp. Braga, em 2012/13, ano em que Petit começava a carreira de técnico no Boavista, na II Divisão B. Ainda assim, na única vez que levou uma equipa ao Dragão, Petit saiu de lá com um empate: 0-0 com o Boavista, a 21 de Setembro de 2014.
2016-04-03
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O Benfica-Sp. Braga pode servir a Jonas, que acaba de chegar da seleção do Brasil, para um feito inédito esta época com a camisola dos encarnados: marcar em quatro jogos consecutivos do Benfica na Luz. Na verdade, desde que ficou em branco na derrota contra o FC Porto (1-2), a 12 de Fevereiro, o brasileiro fez o golo da vitória contra o Zenit (1-0) e bisou nos sucessos com U. Madeira (2-0) e Tondela (4-1). E Jonas marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, o mais próximo que está de marcar a um grande em Portugal. O brasileiro marcou na derrota por 2-1 para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2014, e fez o primeiro golo na vitória por 2-0 para a Liga, em Março de 2015. A única vez que ficou em branco contra o Sp. Braga foi na visita à Pedreira, em Novembro do ano passado, mas aí só alinhou nos últimos 19 minutos, entrando para o lugar de Gonçalo Guedes quando o Benfica já ganhava pelo 2-0 que acabou por ser o resultado final. Se, como tudo indica, for titular no jogo de hoje e voltar a cumprir a tradição, supera a melhor série desta época em jogos na Luz, que são os atuais três jogos seguidos sempre com golos ou – é igual – os três primeiros da temporada na Luz, nos quais marcou a Estoril, Moreirense e Belenenses, ficando depois em branco contra o Astana. Na época passada, depois de ficar a zero contra o Gil Vicente, para a Taça da Liga, Jonas alinhou cinco jogo seguidos a marcar em casa, contra Nacional (um golo, a dar o 1-0), V. Guimarães (um golo nos 3-0), Arouca (um golo, nos 4-0), Boavista (um golo nos 3-0) e V. Setúbal (um golo nos 3-0), ficando depois em branco contra o mesmo V. Setúbal, mas no jogo de campeonato. Acresce ainda que, se fizer pelo menos um golo ao Sp. Braga, Jonas supera o total de golos da época passada. Segue com 31 golos em 38 partidas (29 na Liga e dois na Champions), enquanto que em 2014/15 fechou a época com os mesmos 31 golos em apenas 35 desafios (20 na Liga, seis na Taça de Portugal e cinco na Taça da Liga).   Paulo Fonseca só ganhou uma vez em oito jogos contra o Benfica. Foi em Janeiro do ano passado, que o seu Paços de Ferreira bateu os encarnados por 1-0, graças a um penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. De resto, entre Paços de Ferreira, FC Porto e Sp. Braga, Fonseca soma seis derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, mas depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira, por 2-0, na primeira partida. São bem mais divididos os confrontos de Rui Vitória com o Sp. Braga: ganhou seis vezes, empatou três e perdeu cinco.   Onde Paulo Fonseca tem clara superioridade é no confronto direto com Rui Vitória, que só lhe ganhou uma vez em dez jogos: na partida da primeira volta, em Braga, que acabou favorável ao Benfica por 2-0 e deu início à recuperação dos encarnados. Antes disso, Fonseca tinha ganho quatro vezes a Rui Vitória e empatado cinco – ainda que um destes empates, um 2-2 num V. Guimarães-FC Porto, tenha sido a gota de água que levou à saída de Fonseca do Dragão.   O Benfica marcou primeiro em nove dos últimos dez confrontos com o Sp. Braga – o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou seis vezes, permitindo mais um empate e duas vitórias aos arsenalistas. A última vez que o Sp. Braga marcou primeiro num jogo com o Benfica já foi em Novembro de 2011, para a Liga., na Pedreira, quando Lima fez, de penalti, o 1-0 para os da casa, tendo Rodrigo depois estabelecido o empate.   O Sp. Braga não consegue evitar a desilusão na zona de Lisboa desde que ganhou ao Estoril, por 2-0, para a Liga, em Fevereiro do ano passado (golos de Ruben Micael e Pedro Santos). Depois disso, perdeu por 2-0 com o Benfica na Luz, por 4-1 com o Sporting em Alvalade, no desempate por penaltis com o mesmo Sporting no Jamor, na final da Taça de Portugal e, já esta época, por 1-0 no Estoril, por 3-2 com o Sporting em Alvalade e por 3-0 com o Belenenses no Restelo.   Além disso, o Sp. Braga não faz um golo fora de casa há quatro jogos, mais precisamente desde que ganhou por 2-1 em Sion, a 18 de Fevereiro, nos 1/16 de final da Liga Europa (marcaram Stojiljkovic e Rafa). Depois disso, os bracarenses empataram a zero com Arouca e Rio Ave, perderam por 1-0 com o Fenerbahçe e por 3-0 com o Belenenses.   Josué e Stojiljkovic marcaram nos últimos dois jogos do Sp. Braga, as vitórias em casa contra o Fenerbahçe (4-1) e o U. Madeira (2-0). O médio português não estará na Luz, fruto de uma lesão muscular, mas o atacante sérvio figura nos convocados de Paulo Fonseca.   Renato Sanches reencontra o adversário que lhe marcou a ascensão a titular no Benfica na Liga. O jovem médio jogou 15 minutos frente ao Tondela, a 30 de Outubro, depois um minuto com o Boavista, a 8 de Novembro, foi titular em Astana, a 25 do mesmo mês, e estreou-se como titular na Liga na vitória por 2-0 em Braga, a 30 de Novembro. Desde então, só ficou de forma contra o U. Madeira, por prevenção, e contra o Tondela, por ter visto o quinto amarelo frente ao Sporting.   O Sp. Braga nunca ganhou na Luz para a Liga. A única vitória que obteve em casa dos encarnados, em Outubro de 1954, foi num jogo efetuado no Jamor. Nessa altura, os minhotos impuseram-se por 1-0, fruto de um golo de Imbelloni. Em toda a sua história, os bracarenses só ganharam uma vez na Luz, mas foi para a Taça de Portugal: 2-1, em Dezembro de 2014, de virada, com golos de Aderlan Santos e Pardo a responder a um tento inaugural de Jonas. Para a Liga, o melhor que lá conseguiram foram vários empates. Sete nas últimas 20 visitas, para ser mais preciso.
2016-04-01
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O Benfica entra no Estádio do Bessa, para defrontar o Boavista, a defender uma sequência de dez vitórias seguidas fora de casa, contando todas as competições, e à procura de uma décima-primeira que seria absolutamente inédita na sua história centenária. Desde o empate com o U. Madeira, na Choupana, em meados de Dezembro, os encarnados ganharam todos os jogos que fizeram fora da Luz. São dez ao todo, tantos como os conseguidos em duas séries pela equipa do início da década de 70 que Jimmy Hagan levou a três vitórias seguidas em campeonatos. A primeira série de dez vitórias seguidas do Benfica fora de casa começou em Fevereiro de 1971, depois de ter sofrido uma goleada do FC Porto (4-0), nas Antas. Até final dessa temporada, o Benfica ganhou as seis deslocações que teve pela frente: 4-2 ao Tirsense, 2-1 ao Leixões, 4-0 ao Varzim, 7-1 ao Barreirense, 2-0 aos angolanos do Independente (que jogavam a Taça de Portugal) e 3-1 o Tirsense. Para chegar às dez vitórias foi preciso contabilizar as primeiras quatro deslocações da nova época: 3-1 ao FC Porto, 4-0 ao Innsbruck, 3-1 ao V. Setúbal e 3-0 ao Tirsense. A décima-primeira vitória fora não apareceu, pois a 3 de Novembro de 1971 o Benfica empatou sem golos em Sofia com o CSKA, na segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus. A época seguinte trouxe uma segunda oportunidade para o Benfica chegar às 11 vitórias seguidas fora de casa. Foi o campeonato em que o Benfica ganhou as primeiras 23 jornadas, chegando a finais de Março com a certeza matemática do tricampeonato. Assim sendo, depois de ser eliminado da Taça dos Campeões pelo Derby County (0-3 em Derby, logo na primeira mão, em finais de Outubro), alinhou mais dez vitórias seguidas fora de casa: 1-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao U. Tomar, 2-1ao V. Guimarães, 1-0 à CUF, 1-0 ao Montijo, 5-1 ao Leixões, 2-1 ao Beira Mar, 2-1 ao Sporting e ainda 2-0 e 4-2 ao Belenenses, em jornada dupla, com um jogo a contar para o campeonato e o segundo para a Taça de Portugal. Ao 11º jogo, porém, veio o empate (2-2) com o FC Porto nas Antas, fazendo com que a série se ficasse pelas dez partidas. Desde essa altura, nunca mais o Benfica conseguiu as dez vitórias consecutivas fora de casa que conta neste momento. Após o 0-0 com o U. Madeira na Choupana, bateu sucessivamente o V. Guimarães (1-0), o Nacional (4-1), o Estoril (2-1), o Oriental (1-0), o Moreirense (6-1 e 4-1, primeiro para a Taça da Liga e depois para o campeonato), o Belenenses (5-0), o Paços de Ferreira (3-1), o Sporting (1-0) e o Zenit (2-1). O 11º jogo é com o Boavista.   O Boavista tem recuperado com troca de treinador, mas Erwin Sánchez, ex-jogador boavisteiro e benfiquista, não tem sido feliz nos jogos no Bessa nem nos jogos contra os grandes. Há quatro jogos que o Boavista não ganha em casa, mais precisamente desde os 4-0 ao V. Setúbal, a 18 de Janeiro.  Depois disso, empatou a zero com Sp. Braga e Académica, perdendo por 1-2 com o Rio Ave e por 0-1 com o Nacional.   Nos jogos com os grandes, o Boavista de Sánchez leva três derrotas e zero golos marcados: 0-5 e 0-1 com o FC Porto de Rui Barros, primeiro para o campeonato e depois para a Taça de Portugal, e 0-2 com o Sporting em Alvalade.   Rui Vitória e Erwin Sánchez nunca se defrontaram, pois o boliviano só recentemente pegou numa equipa do campeonato português. Sánchez, que até veio para Portugal para jogar no Benfica, também nunca defrontou os encarnados como treinador, ainda que tenha tido na carreira de jogador muitas alegrias neste confronto. O seu penúltimo jogo com a camisola do Boavista, em Dezembro de 2002, foi no Bessa contra o Benfica e acabou com um empate a zero.   Rui Vitória, por sua vez, já ganhou, empatou e perdeu com o Boavista. Na primeira volta do atual campeonato desequilibrou o confronto a seu favor, ganhando na Luz por 2-0, mas antes disso, aos comandos do V. Guimarães, tinha uma vitória (3-0 na cidade-berço), uma derrota (1-3 no Bessa) e um empate (2-2, no Bessa, para a Taça da Liga).   Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada da época passada, na derrota contra os encarnados, no Bessa, em Agosto de 2014.   Há mais de oito anos que o Boavista não marca um golo ao Benfica. O último aconteceu em Novembro de 2007, obtido por Jorge Ribeiro, numa goleada encaixada pelos boavisteiros na Luz (6-1). A descida de divisão do Boavista levou a que, desde então, as duas equipas apenas se tenham defrontado mais quatro vezes, com três vitórias encarnadas e um empate, mas sempre com balizas virgens para as águias. Em Abril de 2008, no Bessa, verificou-se um 0-0; na época passada o Benfica ganhou por 1-0 no Bessa e por 3-0 na Luz e esta temporada impôs-se em casa por 2-0.   No Bessa, porém, o Benfica não costuma ter vida facilitada. Só lá ganhou dois dos últimos dez jogos (1-0 em Agosto de 2014 e 2-0 em Abril de 2006), tendo perdido três (3-0 em Setembro de 2006, e 1-0 em Dezembro de 2001 e Setembro de 2000) e empatado os cinco restantes. Nesses mesmos dez jogos, o ataque do Benfica ficou por seis vezes em branco.
2016-03-20
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O FC Porto desloca-se a Setúbal, onde defrontará o Vitória num jogo fundamental para, utilizando a expressão de José Peseiro após a última partida, continuar “vivo” na Liga. Fá-lo frente à equipa que tem sido o seu mais habitual “freguês” dos últimos tempos: contabilizando todas as provas, os dragões seguem com 26 vitórias seguidas sobre o V. Setúbal, série sem igual com qualquer outra equipa do primeiro escalão. A última vez que o V. Setúbal defrontou o FC Porto sem perder já foi há mais de dez anos, a 29 de Outubro de 2005. Nessa noite, uma equipa comandada por Luís Norton de Matos, na qual jogava o agora internacional José Fonte, foi empatar ao Dragão (0-0) com o FC Porto de Co Adriaanse, onde alinharam Pepe e Quaresma, por exemplo. E mesmo olhando mais para trás o panorama não melhora muito para os sadinos, que obtiveram apenas dois empates nos últimos 40 jogos entre as duas equipas e não ganham aos dragões desde 7 de Maio de 1989. Foi há quase 27 anos que um golo de Aparício deu a uma equipa liderada por Manuel Fernandes uma vitória por 1-0 nas Antas face ao FC Porto de Artur Jorge. No Bonfim, então, a última vez que o V. Setúbal ganhou ao FC Porto foi em Março de 1983: Manuel de Oliveira levou o Vitória a ganhar por 3-1 ao FC Porto de José Maria Pedroto. A superioridade azul e branca tem sido marcadíssima nos últimos tempos. Há quase três anos que o V. Setúbal não marca sequer um golo neste confronto: o último marcou-o Rafael Martins na ronda de abertura do campeonato de 2013/14, num jogo que o FC Porto acabou por ganhar por 3-1. Desde esse dia 18 de Agosto de 2013, o FC Porto ganhou por 3-0, 4-0 e 2-0 no Dragão e por 2-0 no Bonfim. As 26 vitórias consecutivas do FC Porto contra o V. Setúbal, que incluem uma final da Taça de Portugal (1-0, golo de Adriano) e a Supertaça que se lhe seguiu (3-0, marcados por Adriano, Anderson e Vieirinha) não têm sequer comparação próxima com qualquer outro adversário do atual primeiro escalão. A seguir aos sadinos, o adversário mais dócil para o FC Porto é o Paços de Ferreira, contra o qual os dragões levam sete sucessos de enfiada.   José Peseiro, treinador do FC Porto, e Quim Machado, do V. Setúbal, nunca se defrontaram como treinadores. As equipas do atual técnico sadino nunca ganharam nem fizeram um único golo ao FC Porto, ainda que ele já tenha levado o Feirense a empatar com os dragões (0-0 com o Feirense, em Aveiro, em Setembro de 2011) no único jogo que não fez como visitante. Depois disso, perdeu por duas vezes no Porto: 0-2 com o Feirense e com o V. Setúbal. Peseiro, por sua vez, ganhou na última vez que levou uma equipa a Setúbal: 1-0 com o Braga, em Maio de 2013. Mas antes tinha ali perdido com o Sporting (2-0, em Setembro de 2004) e empatado duas vezes com o Nacional (2-2 em Março de 2003 e Abril de 2001).   O V. Setúbal não faz um golo no campeonato há 301 minutos, equivalentes a três jogos a zero (0-3 no Estoril, 0-1 com o Moreirense e 0-1 em Arouca) e ao período após o golo de André Claro no empate caseiro com o Nacional (1-1), a 21 de Fevereiro.   Além disso, o FC Porto vai em sete jogos seguidos sempre a sofrer golos para o campeonato. A última vez que manteve a baliza a zeros foi na estreia de Peseiro, em que ganhou por 1-0 ao Marítimo. Depois, bateu o Estoril por 3-1, perdeu com o Arouca por 2-1, ganhou ao Benfica por 2-1, ao Moreirense por 3-2, ao Belenenses por 2-1, perdeu com o Sp. Braga por 3-1 e ganhou ao U. Madeira por 3-2. Foi a primeira série de sete jornadas seguidas do FC Porto a sofrer golos desde Março e Abril de 2007, mas se sofrerem pelo menos um golo em Setúbal a sequência aumenta para oito partidas, que os azuis-e-brancos já não conhecem desde 1978/79. Há quase 40 anos, portanto.   Ao todo, os sadinos não ganham há sete jogos, mais precisamente desde o 2-1 em casa à Académica, a 22 de Janeiro. Depois disso empataram com Marítimo (1-1), V. Guimarães (2-2) e Nacional (1-1) e perderam com Rio Ave (1-2), Estoril (0-3), Moreirense (0-1) e Arouca (0-1). A presente série de jogos sem ganhar já é, de longe, a pior da época e só encontra paralelo na ponta final da temporada passada, quando a equipa liderada por Bruno Ribeiro esteve também sete jogos sem ganhar, vencendo o oitavo: 2-1 ao Arouca a 17 de Maio de 2015. Suk, atual jogador do FC Porto, fez o primeiro golo sadino nesse jogo.   Lukas Raeder deve regressar à baliza do V. Setúbal, face à indisponibilidade do titular, Ricardo, que está emprestado pelo FC Porto. Será o primeiro jogo do guarda-redes alemão desde a derrota por 4-0 com o Boavista, no Bessa, a 18 de Janeiro.   O portista Herrera estreou-se na Liga portuguesa contra o V. Setúbal, lançado por Paulo Fonseca a 9 minutos do fim da vitória dos dragões no Bonfim, por 3-1, a 18 de Agosto de 2013. 
2016-03-19
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Islam Slimani, o melhor marcador do Sporting, procura no jogo com o Arouca o 50º golo com a camisola leonina em ambiente que não tem sido o mais favorável para ele, pois não marca em Alvalade há dois meses. O último golo que o avançado argelino ali fez foi a 15 de Janeiro, ao Tondela. Depois disso ficou a zeros contra Académica, Rio Ave, Leverkusen, Boavista e Benfica, tendo feito seis golos fora de casa, em três bis a Paços de Ferreira, Nacional e Estoril. O bis ao Estoril serviu a Slimani para chegar aos 49 golos pelo Sporting, ultrapassando Beto Acosta e Oceano, que somaram 48 nas suas carreiras de verde-e-branco. O “matador” argentino fez os seus 48 golos em 99 jogos, enquanto que o médio português precisou de muito mais partidas (401) para lá chegar. Slimani, por sua vez, obteve 49 golos em 101 jogos, alcançando outro dos goleadores da história recente do Sporting: Paulinho Cascavel, que precisou de 108 desafios para ficar à beira do cinquentenário. O aregelino é, por agora, o 34º maior goleador na história do Sporting, estando a apenas um golo do 32º lugar, que é ocupado ex-aequo por Hugo, um médio que fez 50 golos em 211 jogos nas décadas de 50 e 60, e Sá Pinto, que se ficou por esse mesmo cinquentenário de golos nas 228 partidas que fez nas suas duas passagens pelo Sporting. Para chegar ao Top 30 ainda vai ter de pedalar alguma coisa, pois os senhores que se seguem nesta tabela liderada pelos 529 golos de Peyroteo são Pedro Barbosa (31º, com 53 golos) e Armando Ferreira (30º, com 54) Além de lhe faltar um golo para chegar aos 50, também falta um golo a Slimani para que, nesta temporada, some tantos marcados como nas duas épocas anteriores somadas. Slimani fez dez golos em 2013/14 e 15 em 2014/15, ao passo que na que já é, de qualquer modo, a sua melhor época em Alvalade, o argelino segue com 24 golos: 20 na Liga, dois na Taça de Portugal, um na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Destes 24 golos, contudo, só onze foram obtidos em Alvalade, o que transforma o argelino num caso raro de goleador especializado em viagens, talvez porque se dê melhor com o espaço que os adversários lhe cedem nas costas da defesa quando sobem linhas. Esta é, de resto, uma tendência recente, pois na primeira época dividiu irmãmente os golos (cinco em casa e cinco fora), enquanto que na segunda preferiu claramente Alvalade (nove em casa, um em campo neutro, na final da Taça de Portugal, e cinco fora).   O problema para Slimani é que o Arouca e o seu guarda-redes Bracalli são a equipa e o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga portuguesa. O último golo encaixado pelo Arouca aconteceu a 7 de Fevereiro, há mais de um mês, portanto, e foi marcado por Aboubakar, no Dragão, não chegando porém para evitar a vitória da equipa de Lito Vidigal por 2-1. Desde esse golo, Bracalli já está há 526 minutos sem sofrer golos, correspondentes ao resto desse jogo e a cinco partidas em branco, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Pelo caminho defendeu dois penaltis, do bracarense Alan e de Nathan Júnior (Tondela).   Em consequência disso, o Arouca não perde há sete jogos, precisamente desde a derrota contra o Sporting, em casa, para a Taça da Liga (0-1, a 26 de Janeiro). No campeonato, a última derrota que conta aconteceu em Lisboa, contra o Benfica (1-3), três dias antes. Nos sete jogos que se seguiram, ganhou cinco (entre os quais todas as deslocações, aos terrenos de FC Porto, Belenenses e Tondela) e empatou apenas duas vezes (em casa com Paços de Ferreira e Sp. Braga).   Mateus marcou nas duas últimas partidas do Arouca, resolvendo-as com dois golos solitários. Foi dele o golo que valeu a vitória por 1-0 em Tondela e depois foi também ele quem sentenciou o 1-0 com que a equipa de Vidigal se impôs em casa (1-0) ao V. Setúbal.   Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas nunca marcaram sequer um golo em cinco jogos, tendo sofrido 13. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso, encontraram-se mais quatro vezes. Jesus ganhou duas vezes por 3-0, num Benfica-U. Leiria e num Benfica-Belenenses, e outras duas por 1-0, ambas num Arouca-Sporting.   Em contrapartida, só com as duas derrotas desta época (uma na Liga e outra na Taça da Liga) Lito Vidigal passou a ter um registo negativo nos confrontos com o Sporting. Soma agora duas vitórias, três empates e quatro derrotas. As vitórias conseguiu-as pela U. Leiria (1-0 em Alvalade, em 2009/10) e pelo Belenenses (3-2 para a Taça da Liga contra um Sporting sem titulares, na época passada).   Jesus, por sua vez, ganhou seis dos sete jogos que fez contra o Arouca. A exceção foi o empate a duas bolas, na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta equipa.   Regresso do Sporting a Alvalade, depois da derrota com o Benfica no dérbi e de um histórico recente que não tem sido feliz. Depois das vitórias sobre FC Porto (2-0) e Sp. Braga (3-2), no arranque deste ano de 2016, os leões ganharam apenas dois dos seis jogos que fizeram no seu estádio (3-2 à Académica e 2-0 ao Boavista), empatando outros dois (2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave) e perdendo os outros dois (0-1 com Leverkusen e Benfica).   Desde Março de 2013, porém, que o Sporting responde sempre com vitória às derrotas em casa. A última vez que tal não sucedeu foi quando, após perder com o Marítimo (0-1, a 10 de Fevereiro de 2013), empatou sem golos com o FC Porto (a 2 de Março). Desde aí, a história fez-se de respostas com vitória: 1-0 ao Arouca em Agosto de 2014, na primeira partida caseira da época, depois da derrota com o Estoril (0-1), a fechar 2013/14; 4-2 ao Marítimo em Outubro de 2014 depois do 0-1 com o Chelsea; 1-0 ao Nacional em Setembro de 2015 depois do 1-3 com o Lokomotiv; e 2-0 ao Boavista no mês passado, depois do 0-1 com o Leverkusen.   O Sporting ganhou os seis jogos que fez contra o Arouca, três deles por 1-0 – e estes sempre com golos nos últimos dez minutos – e os outros três de virada, tendo permitido que o adversário se adiantasse no marcador por duas vezes em Arouca e uma em Alvalade. As duas vitórias desta época, ambas por 1-0 e em Arouca, foram obtidas graças a golos de Slimani e Zeegelaar, ambos em recarga a remates de Montero, que já não está em Alvalade.   Este era um jogo para Montero, aliás. O colombiano fez o primeiro jogo oficial com a camisola dos leões frente ao Arouca marcando logo quatro golos, em Agosto de 2013, e esteve ligado às três últimas vitórias leoninas neste confronto, marcando numa e originando os lances dos golos nas duas outras. Do lado do Arouca era Bruno Amaro o jogador-fétiche, pois marcou os dois primeiros golos do Arouca ao Sporting.
2016-03-18
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O Benfica recebe o Tondela com os olhos na recuperação da liderança, perdida para o Sporting quando os leões ganharam o seu jogo desta 26ª jornada, no Estoril. E quando o que faz falta são golos, o normal é que se olhe para Jonas, o melhor marcador da equipa. Neste jogo, o brasileiro entra a pensar em dois hat-tricks. Um, mais evidente: se fizer três golos, iguala, em meados de Março, o total de tentos de toda a época passada. Outro, mais rebuscado: depois de ter marcado na Luz ao Zenit e ao U. Madeira, esta será a sua terceira oportunidade da época de fechar três jogos seguidos em casa sempre a marcar. Nas duas anteriores, falhou. Jonas soma até este momento 28 golos em 36 jogos efetuados. Desses 28, 26 foram marcados na Liga portuguesa, aos quais o brasileiro soma dois na Liga dos Campeões. Com mais um jogo do que em toda a época passada, Jonas está a três golos do total de então, pois em 2014/15 marcou 31 golos em 35 jogos. Já superou os totais de golos no campeonato (acabou a Liga anterior com 20), mas em contrapartida ainda não marcou na Taça da Liga nem o fez na curta carreira das águias na Taça de Portugal – e em 2014/15 obteve três golos em cada uma destas competições. Daqui se depreende que Jonas está a três golos do total obtido em toda a época anterior, podendo igualá-la se obtiver algo de raro nele: um hat-trick. Desde que chegou ao Benfica, só fez dois. O primeiro logo na primeira vez que foi titular, frente ao Sp. Covilhã, em Outubro de 2014, e o segundo na vitória de Janeiro sobre o Nacional, na Choupana. Resta dizer que, mesmo que consiga esse hat-trick contra o Tondela, Jonas ainda ficará a um golo do seu melhor campeonato de sempre, que foi o Brasileirão de 2010: ao serviço do Grêmio, fez 32 golos em 33 jogos, chamando a atenção dos olheiros do Valência. Mais fácil será o segundo hat-trick de que se fala. Jonas marcou nas duas últimas partidas do Benfica na Luz, contra o Zenit (fez o 1-0 no último minuto de jogo) e o U. Madeira (bisou, na vitória do bicampeão nacional por 2-0). Foi a terceira vez que o brasileiro marcou em dois jogos seguidos do Benfica em casa esta época, sendo que nas duas anteriores falhou à terceira partida. Tal aconteceu nos 2-0 ao Astana, em meados de Setembro, após o golo nos 3-2 ao Moreirense e o bis nos 6-0 ao Belenenses, e na derrota por 2-1 com o FC Porto, em Fevereiro, na sequência do bis nos 6-0 ao Marítimo e no golo nos 3-1 ao Arouca. Para se encontrarem três jogos seguidos do Benfica na Luz com Jonas a marcar é preciso recuar à época passada. Nessa altura, entre Dezembro e Fevereiro, o brasileiro até conseguiu cinco, quando marcou no 1-0 ao Nacional, nos 3-0 ao V. Guimarães, nos 4-0 ao Arouca, nos 3-0 ao Boavista e nos 3-0 ao V. Setúbal. Mais tarde, entre Fevereiro e Abril, ainda conseguiu quatro jogos consecutivos a marcar na Luz: bisou nos 6-0 ao Estoril, marcou no 2-0 ao Sp. Braga, bisou nos 3-1 ao Nacional e voltou a bisar nos 5-1 à Académica. O confronto entre Rui Vitória e Petit só se desequilibrou a favor do treinador do Benfica esta época, quando os encarnados ganharam na Luz ao Boavista de Petit por 2-0, em Novembro. Antes disso, os dois treinadores já se tinham defrontado por três vezes, com um empate e uma vitória para cada lado e a curiosidade de a equipa de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro de 2014, o V. Guimarães de Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0, perdendo depois por 3-1 no Bessa, em Março de 2015. Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas tinham empatado a dois golos no Porto para a Taça da Liga.   Será o segundo jogo do Benfica sem Renato Sanches desde que, na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sporting, o jovem assumiu a titularidade, em Astana, em meados de Novembro. Na ausência anterior, para o poupar à possibilidade de um quinto amarelo que o afastasse do dérbi de Alvalade, o Benfica ganhou por 2-0 ao U. Madeira. Desde então, Renato esteve em 22 jogos, dois dos quais como suplente utilizado, sendo que o Benfica empatou dois e perdeu outros tantos.   O Tondela obteve fora de casa sete dos oito pontos conquistados sob o comando de Petit. Fê-lo ganhando ao Moreirense (2-1) e ao Rio Ave (3-2), empatando pelo meio com o Sporting em Alvalade (2-2). A exceção foi o ponto saído do empate em casa contra o V. Guimarães (1-1).   Aliás, o Tondela vem com seis jogos seguidos sempre a marcar golos fora de casa… mas também sofreu sempre e só numa dessas ocasiões encaixou menos de dois golos. A última vez que o seu ataque ficou em branco em viagem foi a 6 de Dezembro, frente ao U. Madeira (0-2), ainda com Rui Bento aos comandos. Desde então marcou em Vila do Conde (3-2 ao Rio Ave), em Coimbra (1-2 com a Académica), em Alvalade (2-2 com o Sporting), na Choupana (1-3 com o Nacional), na Amoreira (1-2 com o Estoril) e em Moreira de Cónegos (2-1 ao Moreirense).   Curioso é que em três das quatro últimas deslocações o Tondela teve um penalti a favor. Nathan Junior marcou ao Moreirense, ao Estoril e ao Sporting, sendo a exceção a deslocação ao Nacional. A curiosidade aumenta quando se percebe que o Benfica é a única equipa da Liga que ainda não teve um penalti contra em toda a prova.   Este será apenas o segundo encontro entre Benfica e Tondela na história dos clubes. No anterior, que teve lugar em Aveiro, em finais de Outubro, os encarnados ganharam por 4-0, com golos de Jonas, Gonçalo Guedes, Carcela e Berger (este na própria baliza).   Esse foi, de resto, o último jogo de Berger pelo Tondela, o defesa-central austríaco que até tinha feito ao Benfica o primeiro golo em Portugal, numa histórica vitória da Académica na Luz, por 3-0, em Abril de 2008. Kaká, outro dos defesas-centrais do Tondela, também esteve nesse jogo com a camisola da Académica.
2016-03-14
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O FC Porto enfrenta mais um jogo sem Marcano, o mais estável dos seus defesas-centrais, e isso, somado à ausência de Martins-Indi, deverá obrigar José Peseiro a proceder à adaptação de Layun ao centro, onde jogará ao lado do jovem Chidozie. A ausência de Marcano, que está lesionado, não tem sido boa notícia para os dragões, que sem ele em jogos  de grau de exigência médio ou alto sofrem sempre pelo menos um golo. Caso para dizer que em sete testes sem o espanhol, a defesa do FC Porto chumbou sempre. Entre campeonato, Liga dos Campeões e Liga Europa – os jogos de maior exigência – os dragões sofreram golos nos sete jogos que fizeram sem o defesa central espanhol, ainda que tenham conseguido ganhar três: 2-1 ao Paços de Ferreira, 3-1 à Académica e 2-1 ao Benfica. Além disso, também terão saído satisfeitos com o empate (2-2) frente ao Dynamo, em Kiev, o mesmo já não podendo dizer-se das derrotas encaixadas contra o Sporting (0-2), Arouca (1-2) e Borussia Dortmund (0-2). Além destes sete jogos, Marcano falhou mais cinco, mas contra equipas de segundo escalão, a contar para a Taça da Liga ou a Taça de Portugal. Na Taça da Liga, não esteve nas derrotas frente ao Famalicão (0-1) e Feirense (0-2), tendo a equipa mostrado outro rendimento nas ausências do espanhol em partidas da Taça de Portugal. Aí, mesmo sem ele (e sempre com Helton na baliza), os dragões ganharam ao Varzim (2-0), ao Feirense (1-0) e ao Gil Vicente (2-0).   A deslocação ao Dragão corresponderá ao 200º jogo do U. Madeira na I Divisão, prova em que a equipa se estreou a 19 de Agosto de 1989, com uma derrota por 1-0 frente ao Feirense em Santa Maria da Feira. Até aqui, os insulares ganharam 47 jogos, empataram 61 e perderam 91 dos 199 jogos que fizeram neste escalão, marcando 166 golos e sofrendo 282.   José Peseiro, treinador do FC Porto, tem uma longa história de sucesso na Madeira, onde foi treinador do Nacional. Depois de deixar o Funchal, em 2003, nunca defrontou o U. Madeira, mas tem tido uma baixa taxa de sucesso contra equipas da ilha. Entre Sporting (seis jogos), Sp. Braga (quatro jogos) e FC Porto (um jogo), soma cinco derrotas contra o Nacional (perdeu sempre) e quatro vitórias e duas derrotas contra o Marítimo, a equipa que lhe assinalou a estreia pelos dragões.   Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já defrontou o FC Porto por duas vezes e nunca viu as suas equipas marcar um único golo aos dragões. Na única visita ao Dragão, porém, obteve um empate a zero: foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal comandado por Norton impôs um 0-0 ao FC Porto de Co Adriaanse. Depois disso, já com o U. Madeira, perdeu por 4-0 na Choupana contra o FC Porto de Julen Lopetegui.   O último confronto entre José Peseiro e Luís Norton de Matos foi a 25 de Setembro de 2005 e acabou com uma vitória do Sporting de Peseiro sobre o V. Setúbal de Norton, por 1-0, graças a um golo de Deivid, mas com assobios da bancada de Alvalade quando, a 10 minutos do fim, o então treinador leonino substituiu Liedson por Beto para segurar a vantagem contra um Vitória reduzido a dez, por expulsão do guarda-redes Moretto. Antes, os dois já se tinham defrontado no banco na II Liga de 2001/02: o Nacional de Peseiro ganhou na Choupana ao Sp. Espinho de Norton por 3-1.   O FC Porto de José Peseiro continua sem empatar: soma sete vitórias e cinco derrotas em 12 jogos. Após cada derrota, porém, reagiu sempre com uma vitória. Ganhou ao Estoril depois de perder com o Feirense, ganhou ao Benfica depois de perder com o Arouca e ganhou ao Moreirense e ao Belenenses na sequência das duas derrotas com o Borussia Dortmund. Como vem de uma derrota contra o Sp. Braga, a sequência lógica seria a vitória contra o U. Madeira.   Em casa, no entanto, a equipa de José Peseiro tem sido absolutamente bipolar, nunca tendo ganho dois jogos seguidos. O gráfico de altos e baixos fez-se numa sequência alternada de vitórias e derrotas: ganhou ao Marítimo, perdeu com o Arouca, ganhou ao Moreirense, perdeu com o Borussia Dortmund e ganhou ao Gil Vicente. A sequência lógica seria, portanto, uma derrota contra o U. Madeira.   O U. Madeira, por sua vez, chega ao Dragão com seis jogos seguidos sem ganhar, nos quais obteve dois empates (em casa com Estoril e Belenenses) e quatro derrotas (em casa com o Moreirense e nas deslocações aos terrenos do V. Guimarães, Arouca e Benfica). Foi a segunda sequência de seis jogos sem ganhar do U. Madeira esta época, depois das três derrotas e três empates em Agosto e Setembro, série interrompida com uma vitória por 5-1 face ao Sertanense, a 18 de Outubro, para a Taça de Portugal. O adversário de hoje será um pouco mais difícil.   Marega e José Sá, atuais jogadores do FC Porto, estavam em campo na última vitória do U. Madeira, mas com a camisola do Marítimo. Foi a 16 de Janeiro, que o União ganhou à equipa verde-rubra por 1-0, nos Barreiros, graças a um golo de Cadiz.   Danilo Dias marcou os últimos dois golos do U. Madeira e os únicos que a equipa insular fez nas últimas seis partidas: o primeiro não impediu a derrota em Guimarães (3-1 a 29 de Janeiro), ao passo que o segundo valeu um empate em casa frente ao Estoril (1-1, a 19 de Fevereiro). Danilo até já marcou por mais de uma vez ao Sporting, mas na sua carreira nunca fez um golo ao FC Porto.   Entre os jogadores do União, quem já sabe o que é marcar ao FC Porto é Miguel Fidalgo, avançado lançado por Peseiro no Nacional, em Novembro de 2000, na II Liga. O atacante madeirense já fez três golos aos dragões quando representava o Nacional. Nesses jogos, ganhou dois (4-0 no Dragão, em Março de 2005, e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu em 13 jogos contra os dragões foram dois empates, ambos no Funchal: 2-2 em Abril de 1992 e 0-0 em Fevereiro de 1995. Quando visitou o FC Porto (uma vez no Dragão e seis nas Antas) perdeu sempre, sofreu pelo menos três golos nas últimas cinco visitas e só por duas vezes marcou, no 4-1 de 1994 e no 3-1 de 2015.
2016-03-12
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O Sporting chega ao Estoril pressionado, entrando pela primeira vez numa ronda a ter de olhar para cima na tabela desde a 15ª jornada, após a derrota na Choupana com o U. Madeira. A equipa de Jorge Jesus enfrenta, além disso, a necessidade de interromper a pior série de resultados da época, pois somou pela primeira vez três jogos seguidos sem ganhar: 1-3 em Leverkusen, na despedida da Liga Europa, 0-0 em Guimarães e 0-1 com o Benfica em Alvalade. Desde Fevereiro e Março do ano passado que os leões não passavam três jogos seguidos sem ganhar, mas para se encontrarem os quatro a que a série ascenderá caso o Sporting não ganhe no Estoril é preciso recuar à época negra de 2012/13. Nesse ano, que culminou com a não qualificação para as competições europeias, o Sporting chegou a estar oito jogos seguidos sem ganhar (entre um 2-1 ao Gil Vicente em Setembro de 2012 e um 1-0 ao Sp. Braga em Novembro). A última sequência de mais de três jogos seguidos sem vitória, no entanto, data de Dezembro de 2012/Janeiro de 2013 e ficou marcada a meio pela saída de Frankie Vercauteren e a entrada de Jesualdo Ferreira para o comando técnico. Após ganharem por 2-1 ao Videoton, no adeus à Europa, a 7 de Dezembro de 2012, ainda com o belga aos comandos, os leões perderam em casa com o Benfica (1-3), empataram nos terrenos do Nacional (1-1) e do Marítimo (2-2, este para a Taça da Liga), foram batidos fora pelo Rio Ave (3-0, também para a Taça da Liga) e em casa pelo Paços de Ferreira (1-0, no jogo que ditou o afastamento de Vercauteren). A série negra foi interrompida ao sexto jogo, numa vitória caseira frente ao mesmo Paços de Ferreira (1-0, para a Taça da Liga), já com Jesualdo Ferreira à frente da equipa. Desde então, foram ainda assim várias as séries de três jogos seguidos sem ganhar da equipa do Sporting, mas todas elas interrompidas à quarta partida. Aconteceu com Jesualdo por duas vezes, ainda nessa época, uma com Leonardo Jardim em 2013/14, e três com Marco Silva em 2014/15. A última destas séries terminou há precisamente um ano, com uma vitória por 3-2, em casa, frente ao Penafiel, a 9 de Março de 2015, depois do empate frente ao Wolfsburg (0-0, na despedida da Liga Europa), da derrota frente ao FC Porto (0-3) e de novo empate, ante o Nacional (2-2, nas meias-finais da Taça de Portugal).   Além dos jogos sem ganhar, o Sporting de Jesus somou também a primeira série de duas partidas seguidas sem marcar golos. O zero no ataque foi comum ao empate em Guimarães (0-0) e à derrota caseira com o Benfica (0-1). Há um ano que os leões não ficavam dois jogos seguidos em branco: desde o 0-0 com o Wolfsburg (26 de Fevereiro de 2015) e do 0-3 com o FC Porto (1 de Março de 2015). Para se encontrarem três jogos seguidos sem marcar já é preciso recuar a Dezembro de 2013/Janeiro de 2014, quando os leões juntaram três empates a zero sucessivos. Com a curiosidade de o terceiro ter sido no palco do jogo de hoje: após os 0-0 com o Nacional e o FC Porto, a equipa de Leonardo Jardim empatou a zero no Estoril, para a Taça da Liga.   Depois de uma fase menos boa, som seis derrotas em dez jogos, o Estoril parece estar a acertar agulhas, pois ganhou três das últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela e 3-0 ao V. Setúbal em casa e 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Desde a derrota em Braga, a 8 de Fevereiro, os estorilistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos-   O avançado estorilista Leo Bonatini interrompeu nas últimas duas jornadas um jejum de golos que já durava desde que, a 16 de Janeiro, fez um golo ao Benfica na Amoreira. Depois do hat-trick ao V. Setúbal, na 24ª jornada, marcou também na vitória frente ao Rio Ave, na 25ª. Se marcar ao Sporting completa três jornadas seguidas sempre a marcar, igualando o seu melhor registo desta época, que foram golos em jornadas seguidas a Sp. Braga, Tondela e U. Madeira, na primeira volta.   Por sua vez, o avançado sportinguista Slimani não marca golos há cinco jogos, na que já é a sua pior sequência da época. Após o bis ao Nacional, a 13 de Fevereiro, ficou em branco nos dois jogos contra o Leverkusen (que jogou como suplente utilizado), bem como nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. A última série de cinco jogos seguidos sem marcar de Slimani aconteceu em Dezembro de 2014 (Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional) e foi interrompida precisamente contra o Estoril, a 3 de Janeiro de 2015, numa vitória leonina por 3-0, em Alvalade.   Depois de uma primeira volta sem marcar aos grandes (0-4 na Luz, 0-2 no Dragão e 0-1 em Alvalade), o Estoril marcou primeiro nos jogos com o Benfica e o FC Porto no seu estádio, mas perdeu ambas as partidas. Contra o Benfica Bonatini fez o 1-0 aos 12’, mas Mitroglou e Pizzi viraram para 1-2. Frente ao FC Porto, Diego Carlos abriu o ativo logo aos 3’, mas Aboubakar, Danilo e André André viraram para o 1-3 final.   O Estoril vem assim numa sequência de cinco jogos seguidos sem pontuar frente aos grandes na Liga. Igualou a sequência de 2004/05: após um empate a duas bolas com o FC Porto no Dragão logo à terceira jornada, perdeu as outras cinco partidas com os três grandes, numa época que culminou com a despromoção. A série foi interrompida com um empate frente ao Sporting (2-2), em Alvalade, em Setembro de 2012, o ano do regresso da equipa da Linha à I Divisão.   Para se encontrarem mais de cinco jogos seguidos do Estoril sem pontuar frente aos grandes é preciso recuar ao início da década de 80, quando após um empate com o FC Porto na Amoreira (0-0 em Novembro de 1979), a equipa canarinha perdeu de enfiada contra o Sporting (0-1 em Janeiro de 1980), Benfica (0-2, em Março de 1980), FC Porto (0-3, em Abril de 1980), Benfica (0-3, em Setembro de 1981, após a despromoção e o regresso), FC Porto (0-1, em Dezembro de 1981) e Sporting (3-2, em Dezembro de 1981). Essa série foi interrompida com um empate a zero frente ao Benfica, em casa, a 7 de Março de 1982.   Este é apenas o segundo confronto entre Jorge Jesus e Fabiano Soares. O primeiro foi no jogo da primeira volta, com sucesso do Sporting de Jesus, em Alvalade, por 1-0. Mas se Fabiano pode alegar que o Sporting foi o único grande ao qual conseguiu tirar pontos como treinador (empate a um golo na Amoreira, em Maio do ano passado) e que Jesus até já começou a perder um campeonato contra o Estoril (empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, deixando o Benfica à mercê do FC Porto), o treinador do Sporting também pode apresentar um currículo invejável em visitas ao Estoril, onde ganhou sempre como treinador do Benfica.   O sportinguista Bruno César começou a época no Estoril, tendo alinhado durante os 90 minutos na derrota dos canarinhos em Alvalade, a 31 de Outubro de 2015.   O Sporting não ganhou nenhuma das quatro últimas partidas no Estoril. A última vitória leonina ali foi a 16 de Outubro de 2010, em jogo da Taça de Portugal (2-1, de virada, com golos de Liedson e Postiga, depois de Alex Afonso ter aberto o ativo para os donos da casa). Dos 28 jogadores que subiram ao relvado nessa tarde, restam nas duas equipas os laterais direitos Anderson Luís (Estoril) e João Pereira (Sporting). Jefferson, que atualmente joga no Sporting, alinhou então pelos canarinhos.   Depois desse jogo, o Sporting perdeu duas vezes (2-1 para a Taça da Liga em Janeiro de 2011 e 3-1 para a Liga em Fevereiro de 2013) e empatou outras duas (0-0 em Janeiro de 2014 e 1-1 em Maio de 2015, sempre para a Liga) no António Coimbra da Mota. Aliás, três das cinco vitórias que o Estoril obteve contra o Sporting em toda a sua história aconteceram nos últimos seis anos. Até então, os canarinhos só tinham ganho duas vezes aos leões: em Fevereiro de 1976 para o campeonato nacional e em Outubro de 1945 no regional de Lisboa.
2016-03-12
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O Benfica ganhou as últimas nove deslocações, todas as que fez desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, em meados de Dezembro. Os encarnados igualaram assim a melhor série das épocas em que foram comandados por Jorge Jesus, obtida entre Novembro de 2010 e Fevereiro de 2011. E se ganharem ao Zenit em São Petersburgo não só se apuram para os quartos-de-final da Liga os Campeões como alcançam a dezena de saídas seguidas a ganhar que já não conhecem desde 1972/73, ano do campeonato que acabaram com 28 vitórias em 30 jogos. Após o empate frente ao U. Madeira, os encarnados ganharam por 1-0 ao V. Guimarães, por 4-1 ao Nacional, por 2-1 ao Estoril, por 1-0 ao Oriental, por 6-1 e 4-1 ao Moreirense, por 5-0 ao Belenenses, por 3-1 ao Paços de Ferreira e por 1-0 ao Sporting. São nove vitórias consecutivas em deslocações, tantas como as que conseguiu a equipa de Jorge Jesus em 2010/11. Nessa altura, também depois de um início atribulado, com seis derrotas nas primeiras nove deslocações da época (Nacional, V. Guimarães, Schalke, Lyon, FC Porto e Hapoel Tel-Aviv), o Benfica ganhou nove desafios seguidos fora de casa: 3-1 ao Beira Mar, 3-0 à U. Leiria, 1-0 à Académica, 2-0 ao Rio Ave, 4-0 ao Desp. Aves, 2-0 ao FC Porto, 2-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao Sporting e 2-0 ao Stuttgart. A série foi interrompida ao décimo jogo, a 6 de Março de 2011 – fez no domingo cinco anos – com uma derrota em Braga, por 2-1, que deixou os encarnados a nove pontos do FC Porto de um certo André Villas-Boas. Esse acabou por ser um ano mau para o Benfica, que só ganhou a Taça da Liga, sendo segundo na Liga e afastado nas meias-finais da Taça de Portugal e da Liga Europa. Para se encontrarem dez vitórias seguidas do Benfica fora de casa é preciso recuar até à época de maior aproveitamento da história dos encarnados: 1972/73. Nesse ano, a equipa comandada por Jimmy Hagan foi campeã com largo avanço, ganhando os primeiros 23 jogos do campeonato. Daí que após a derrota frente ao Derby County (3-0, para a Taça dos Campeões), a 25 de Outubro de 1972, tenha ganho as dez saídas que se seguiram: 1-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao U. Tomar, 2-1 ao V. Guimarães, 1-0 à CUF, 1-0 ao Montijo, 5-1 ao Leixões, 2-1 ao Beira Mar, 2-1 ao Sporting, 2-0 e 4-2 ao Belenenses. A série foi interrompida ao 11º jogo, um empate a dois golos com o FC Porto nas Antas, que chegou para garantir matematicamente o título quando ainda faltavam seis jornadas para o fim da competição.   Os jogos do Zenit após a interrupção invernal têm-se pautado por poucos golos. Além da derrota por 1-0 com o Benfica (golo de Jonas no último minuto), o Zenit ganhou por 1-0 ao Kuban Krasnodar, na Taça da Rússia, mas só no prolongamento (golo de Maurício), e empatou a zero com o Krasnodar no reatamento da Liga russa, onde ocupa a quinta posição, a nove pontos do líder, que é o CSKA Moscovo.   Só por uma vez o Benfica deixou desbaratar uma vantagem de 1-0 nas competições europeias. Foi em 2004/05, quando ganhou por 1-0 ao Anderlecht na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões e depois foi derrotado por 3-0 em Bruxelas, caindo para a Liga Europa. Nas outras 11 ocasiões em que ganhou a primeira mão de uma eliminatória europeia por 1-0, o Benfica seguiu em frente.   Por sua vez, o Zenit só perdeu fora por 1-0 na primeira mão por uma vez e conseguiu dar a volta. Foi na terceira pré-eliminatória da Champions de 2014/15. Os russos perderam por 1-0 no terreno do AEL Limasol de Cadu, Carlitos e Zezinho e venceram depois em casa por 3-0, com golos de Rondón, Danny e Kerzhakov.   Rui Vitória e André Villas-Boas já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada um e um empate. As duas primeiras aconteceram em 2010/11, ano do super-FC Porto. Os azuis e brancos de Villas-Boas venceram por 3-0 em Paços de Ferreira, onde o atual técnico do Benfica estava a começar a carreira na I Divisão, com um golo e duas assistências de Hulk, atual jogador do Zenit. Depois não foram além de um empate a três bolas no Dragão, com a particularidade de ter sido o atual benfiquista Pizzi a marcar os três golos dos castores. O terceiro jogo foi a primeira mão desta eliminatória, favorável ao Benfica por 1-0, com golo de Jonas.   Nunca uma equipa portuguesa ganhou ao Zenit no Petrovskyi, mas em seis dos sete jogos que ali fizeram as equipas de Portugal marcaram golos. A única exceção foi o Benfica, que ali perdeu por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2014/15. De resto, o Benfica já ali tinha perdido por  3-2 nos oitavos de final da Champions de 2011/12, passando a eliminatória. O FC Porto já empatou (1-1, em 2013) e perdeu (1-3 em 2011), havendo ainda a registar uma derrota do Paços de Ferreira (4-2, em 2013), um empate do Nacional (1-1, em 2009) e uma derrota do V. Guimarães (1-2 em 2005).   Além disso, o Benfica só ganhou uma vez na Rússia: foi em Outubro de 1996, quando venceu o Lokomotiv por 3-2, graças a golos de Panduru, Donizete e João Pinto. De resto, soma dois empates (0-0 com o Torpedo de Moscovo em 1977 e 2-2 com o Dynamo Moscovo em 1992) e perdeu nas últimas quatro deslocações: 2-0 com o CSKA em 2005, 3-2 com o Zenit e 2-1 com o Spartak em 2012 e 1-0 com o Zenit em 2014.   O Zenit tem no seu plantel três jogadores que já passaram pelo Benfica: os médios Witsel e Javi Garcia e o defesa-central Garay. Além disso, conta ainda com outros jogadores que têm ligações ao futebol português, como Hulk (ex-FC Porto), Danny (ex-Marítimo e Sporting) e Neto (ex-Varzim e Nacional).   O guardião Ederson vai fazer a estreia na Liga dos Campeões, mas já jogou duas vezes nas provas europeias, ambas na baliza do Rio Ave. Sofreu sempre dois golos: 2-2 em casa com o Steaua Bucareste e 0-2 em Kiev com o Dynamo.
2016-03-08
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O FC Porto enfrenta uma tarefa ciclópica, se quer continuar em prova na Liga Europa. A derrota por 2-0 em Dortmund, na primeira mão dos 16 avos de final da competição, deixa a equipa portista em muito má situação e exige uma reviravolta sem precedentes no seu historial europeu. Na verdade, nas onze ocasiões em que entrou numa segunda mão de uma eliminatória europeia com dois ou mais golos de desvantagem, o FC Porto foi sempre eliminado. Há outra tendência interessante, que se reflete no facto de os dragões terem ganho a maioria desses segundos jogos – sete em onze – e de nunca o terem perdido. Isso pode querer dizer uma de duas coisas: ou um assomo de orgulho da equipa azul e branca, ou um desinvestimento dos opositores, já demasiado confiantes no resultado que trazem dos seus estádios. Ainda assim, é curioso que dois dos quatro adversários que não perderam a segunda mão tenham sido as duas últimas equipas a chegar ao Porto com vantagem confortável: o Manchester United, que empatou sem golos nas Antas em 1996/97 depois de ter ganho em Old Trafford por 4-0; e o Tottenham, que em 1991/92 também saiu das Antas com um 0-0 depois de ter vencido a primeira mão em Londres por 3-1. Curioso é, também, que nos últimos 25 anos estas tenham sido as duas únicas situações em que o FC Porto entrou numa segunda mão com pelo menos dois golos de desvantagem. A maioria destas situações são mais antigas, o que reflete o crescimento europeu recente do FC Porto e o facto de os dragões estarem sobretudo na Liga dos Campeões, que se joga por grupos e só mais à frente a eliminar. No histórico, verifica-se que a primeira vez que tal sucedeu ao FC Porto foi com uma equipa alemã, o Hannover, que ganhou a primeira mão em casa por 5-0 e depois foi batido nas Antas por 2-1 (1965/66). Seguiram-se o Hibernian (3-0 seguido de 3-1 para o FC Porto, em 1967/68), o Nantes (2-0 e 1-1, em 1971/72), o Hamburger (2-0 e 2-1, em 1975/76), o AEK Atenas (6-1 e 4-1 em 1978/79), o Standard Liège (2-0 e 2-2 em 1981/82), o Anderlecht (4-0 e 3-2 em 1982/83), o Barcelona (2-0 e 3-1 em 1985/86) e o PSV Eindhoven (5-0 e 2-0, em 1988/89), além dos dois casos mais recentes e já citados.   O FC Porto perdeu as três últimas partidas europeias, todas pelo mesmo resultado: 0-2. Viu-se impedido de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por ter sido batido nas duas últimas jornadas da fase de grupos por Dynamo Kiev (2-0, no Dragão) e Chelsea (2-0, em Londres) e foi agora superado pelo Borussia Dortmund, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa pelo mesmo resultado.   Se perder um quarto jogo, na segunda mão da eliminatória com a equipa alemã, o FC Porto continua no caminho que pode levá-lo a repetir uma sequência negativa que não conhece desde a estreia nas competições da UEFA, nos anos 50 e 60. Nessa altura perdeu cinco jogos consecutivos: 1-2 e 2-3 com o Athletic Bilbau em 1956/57; 1-2 e 0-2 com o Ruda Hzvezda em 1959/60 e 1-2 com o Dynamo Zagreb em 1962/63. A série foi interrompida com um 0-0 em casa face aos jugoslavos.   O Borussia Dortmund não perdeu nenhum jogo desde a interrupção de Inverno do futebol alemão, somando seis vitórias e um empate (0-0 com o Hertha). Já foi quatro vezes batido fora de casa esta época (Bayern, Hamburger, Krasnodar e Koln), mas só um desses resultados chegaria para o afastar da Liga Europa neste momento: os 5-1 em Munique, a 4 de Outubro.   A derrota do FC Porto no Dragão com o Dynamo Kiev, em Novembro (0-2), veio interromper uma série de 12 jogos sem derrotas em casa nas competições europeias. A última equipa estrangeira a ganhar no Dragão tinha sido o Zenit, que ali se impôs por 1-0 em Outubro de 2013.   É a segunda vez que José Peseiro recebe uma equipa da Alemanha. Já lhe aconteceu em 2008/09, quando empatou em casa com o Wolfsburg aos comandos do Rapid Bucareste (1-1), depois de ter perdido na Alemanha por 1-0.   Borussia Dortmund e FC Porto só se defrontaram uma vez nas competições europeias: foi há uma semana, com vitória dos alemães por 2-0. Até aqui, os alemães ganharam sempre que defrontaram equipas portuguesas no seu estádio, mas perderam todos os jogos feitos em Portugal: 2-1 com o Benfica em 1963/64, 1-0 com o Boavista em 1999/00 e 2-1 com o mesmo Boavista em 2001/02. Por sua vez, o FC Porto ganhou nove das 15 jogos com alemães nas Antas e no Dragão: o último a evitar ali a derrota foi o Eintracht Frankfurt, que empatou ali a duas bolas, em Fevereiro de 2014.
2016-02-24
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A tarefa que espera o Sporting é indubitavelmente muito complicada. Depois de terem perdido em Alvalade por 1-0 com o Leverkusen, os leões precisam de virar a eliminatória europeia no campo do adversário. A normalidade é isso não acontecer. Mas dentro da exceção o Sporting já o fez. Só o fez uma vez, mas foi precisamente na última das dez ocasiões em que se viu metido numa embrulhada destas: em 2010, ganhou em Copenhaga ao Brondby por 3-0, depois de ter sido batido em casa pela mesma equipa por 2-0. O Leverkusen, claro, é muito melhor equipa do que aquele Brondby, eliminado por um Sporting comandado por Paulo Sérgio e no qual jogaram Rui Patrício e João Pereira (este apenas no primeiro jogo, o da derrota em Alvalade). Os golos da reviravolta foram obtidos por Evaldo, mesmo a acabar a primeira parte, e depois por Nuno André Coelho e Yannick, este em cima do minuto 90, a impedir o prolongamento. É que na outra vez em que o Sporting esteve perto de consumar a reviravolta na eliminatória foi o prolongamento a impedi-lo. Aconteceu em 2002/03 a uma equipa do Sporting que acabara de ser campeã nacional. Na nova época, Bölöni debateu-se com a crise Jardel e viu fugir a Liga dos Campeões logo na pré-eliminatória, contra o Inter Milão. Restou-lhe tentar aceder à Taça UEFA, mas o 1-3 caseiro contra o Partizan deixava poucas esperanças. Ainda assim, os leões foram a Belgrado ganhar pelo mesmo resultado (3-1, com golos de Toñito, Kutuzov e Contreras), só que depois baquearam no prolongamento, no qual os sérvios estabeleceram o 3-3 final e sentenciaram a eliminação leonina. Nas dez ocasiões em que, antes do recente desaire com o Leverkusen, o Sporting perdeu uma primeira mão de uma eliminatória europeia em casa, o mais normal, de resto, é que perca também o segundo jogo. Assim aconteceu em 1958/59 contra o Standard Liège (2-3 em Alvalade e 0-3 na Bélgica), em 1978/79 com o Banik Ostrava (0-1, tanto em Lisboa como na Checoslováquia), em 1998/99 face ao Bologna (0-2 em casa e 1-2 em Itália) e, mais recentemente, em 2005/06 perante a Udinese (0-1 e 2-3) e em 2008/09 contra o Bayern Munique (0-5 e 1-7). Além da vitória e prémio de apuramento contra o Brondby em 2010/11 e do empate contra o Partizan, há a assinalar mais dois empates: Cardiff em 1964/65 (0-0 em Gales depois do 1-2 de Alvalade) e Real Sociedad em 1988/89 (0-0 em San Sebastian depois do 1-2 de Lisboa).   O Leverkusen perdeu os últimos dois jogos em casa: 1-3 com o Werder Bremen nos quartos-de-final da Taça da Alemanha e 0-1 com o Borussia Dortmund na Bundesliga. Em jogos internacionais, no entanto, a equipa de Roger Schmidt defende uma invencibilidade caseira que já data de Novembro de 2014. O último a ganhar ali foi o Mónaco de Leonardo Jardim (ex-treinador do Sporting), que venceu na BayArena por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões da época passada. Depois disso, já por lá passaram sem ganhar Atlético Madrid (1-0), Lazio (3-0), Bate Borisov (4-1), Roma (4-4) e Barcelona (1-1).   O Sporting, por sua vez, ganhou os últimos três jogos fora: 3-1 ao Paços de Ferreira na Liga, 1-0 ao Arouca na Taça da Liga e 4-0 ao Nacional na Liga. Tem ainda pelo seu lado o facto de ter interrompido em Novembro, na última saída europeia, em Moscovo (4-2 ao Lokomotiv) uma série de 17 jogos europeus seguidos sem vitórias fora de Portugal.   O Sporting nunca ganhou ao Leverkusen, em cinco partidas entre os dois clubes. O máximo que os portugueses conseguiram foi um empate a zero em Alvalade, em Novembro de 2000, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinham perdido por 3-2 na Alemanha. E na Champions de 1997/98 perderam ambos os jogos: 2-0 em Alvalade e 4-1 em Leverkusen. Por fim, há uma semana, foram batidos (0-1) em Alvalade, na primeira mão desta eliminatória.   De resto, os leões têm um saldo amplamente negativo em jogos contra equipas alemãs, tendo ganho apenas dois de 23 jogos: 1-0 ao Hertha de Berlim em Outubro de 2009 e 4-2 ao Schalke em Novembro de 2014, sempre em Lisboa. Até aqui, nunca o Sporting ganhou um jogo na Alemanha. A última vez que lá perdeu foi contra o Wolfsburg, em Fevereiro de 2015: os donos da casa impuseram-se por 2-0 e defenderam essa vantagem na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa em Lisboa.   O Leverkusen, por sua vez, tem saldo positivo contra adversários portugueses, pois venceu seis de 15 partidas, perdendo cinco e empatando as outras quatro. Curiosamente, quatro dessas seis vitórias foram contra o Sporting, sendo as outras frente à U. Leiria (3-1, em Setembro de 2007) e ao Benfica de Jorge Jesus (3-1 em Outubro de 2014).   Na última vez que o Leverkusen esteve nos 16 avos de final da Liga Europa, perdeu o jogo em casa, contra o Benfica, que era treinado por Jorge Jesus. Foi a 14 de Fevereiro de 2013 e o Benfica ganhou por 1-0, com golo de Cardozo. Os encarnados voltaram depois a impor-se na segunda mão, na Luz, por 2-1.   Rui Patrício fará o 73º jogo pelo Sporting nas competições europeias, tornando-se o jogador com mais partidas da UEFA na história do clube lisboeta. Não é, ainda assim, o mais experiente, pois se contarmos os jogos feitos por outras equipas, João Pereira já soma 83 jogos europeus.   O lateral sportinguista João Pereira, aliás, faz 32 anos no dia do jogo. Já jogou na Alemanha, na parte final da época passada, pelo Hannover, mas nunca defrontou o Leverkusen enquanto por lá esteve.  
2016-02-24
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O Sporting não faz golos em Alvalade há 186 minutos de jogo. O último, marcado por Montero, a 30 de Janeiro, garantiu a vitória (3-2) sobre a Académica, a seis minutos do fim da partida. Desde então, os leões empataram a zero com o Rio Ave, para a Liga, e perderam por 1-0 com o Leverkusen (na Liga Europa). É a primeira série de dois jogos seguidos do Sporting sem marcar em casa desde Dezembro de 2013, sendo que para encontrar uma série de mais de dois zeros seguidos em Alvalade é preciso recuar a Abril e Maio de 1991. A resposta à interrupção da série de 22 jogos seguidos a marcar em casa – que durava desde o 0-0 com o Wolfsburg, a 26 de Fevereiro de 2015 – não foi a melhor, pois o Sporting alinhou um segundo jogo seguido sem golos. A última vez que tal sucedera era Leonardo Jardim quem comandava os leões, que a 21 de Dezembro de 2013 empataram a zero com o Nacional em Alvalade e oito dias depois repetiram o resultado frente ao FC Porto, em desafio da Taça da Liga. Ao terceiro jogo, a 14 de Janeiro de 2014, viram os golos: 3-0 ao Marítimo, na Taça da Liga, com tentos de Carlos Mané, Vítor e Rojo. As séries de dois jogos seguidos sem marcar em casa não são assim tão raras na história recente do Sporting: neste século, esta é já a sétima. Mas ao terceiro jogo vieram sempre os golos. Antes dos jogos atuais e dos já descritos no parágrafo anterior, o Sporting tinha acumulado zeros seguidos em Fevereiro e Março de 2013 (0-1 com o Marítimo e 0-0 com o FC Porto, ganhando depois ao V. Setúbal por 2-1), em Abril de 2006 (0-0 com FC Porto e Naval, ganhando depois ao Sp. Braga por 1-0), em Dezembro de 2004 (0-1 com o Sochaux e 0-0 com o Sp. Braga, batendo depois o Pampilhosa por 4-1), em Novembro de 2000 (0-0 com Leverkusen e Boavista, ganhando depois ao Belenenses por 2-1) e em Outubro de 2000 (0-3 com o Spartak Moscovo e 0-1 com o FC Porto, seguindo-se uma vitória por 4-0 com a U. Leiria). Recuando mais, é ainda possível identificar mais duas séries de dois jogos a zero antes de se encontrar a última em que a improdutividade atacante se prolongou para lá disso. Em Janeiro de 1996, os leões perderam por 2-0 com o FC Porto e por 1-0 com o Sp. Braga antes de baterem por 4-1 o Campomaiorense. E em Agosto de 1995, empataram a zero com FC Porto e Boavista antes de se imporem ao Maccabi por 4-0. Se recuarmos a 1991, porém, o caso muda de figura. O Sporting de Marinho Peres, que até começara essa época em grande, ficou tão abalado com o empate a zero nas meias-finais da Taça UEFA, frente ao Inter, a 10 de Abril de 1991, que esteve depois quatro jogos seguidos sem marcar no velho Estádio José Alvalade: 0-1 com o FC Porto a 20 de Abril, 0-1 com o Farense a 28 de Abril e 0-0 com o Marítimo, a 12 de Maio. O enguiço só foi quebrado na última jornada do campeonato, com um 2-0 ao Gil Vicente, cortesia de golos de Careca e Fernando Gomes.   O Sporting vem de uma derrota em casa: o 0-1 com o Leverkusen assinala a segunda vez que os leões perderam esta época em Alvalade, tendo a outra sido o 1-3 com o Lokomotiv de Moscovo, igualmente para a Liga Europa. Na primeira vez, os leões reagiram com uma vitória de 1-0 sobre o Nacional.   Outra questão tem a ver pura e simplesmente com a reação da equipa leonina à derrota. O desaire frente ao Leverkusen foi o sétimo desta época, sendo que em cinco dos seis anteriores a equipa ganhou o jogo seguinte: respondeu ao 1-3 com o CSKA Moscovo ganhando por 3-1 à Académica; venceu o Nacional por 1-0 depois de ter perdido com o Lokomotiv (1-3), ganhou em Arouca (1-0) após a derrota com o Skenderbeu (0-3), bateu duas vezes o Paços de Ferreira (sempre 3-1) após os desaires com o U. Madeira (1-0) e o Portimonense (2-0). A exceção foi a derrota na Choupana, frente ao U. Madeira (1-0) na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga (4-3).   O Boavista, no entanto, não perde há cinco jogos, desde que somou a quinta derrota seguida, na partida da Taça de Portugal, frente ao FC Porto (0-1), no Bessa. Desde então, sempre na Liga, ganhou ao V. Setúbal (4-0) e ao Tondela (2-1), empatou a zero com o Sp. Braga, venceu em Paços de Ferreira (1-0) e voltou a empatar com a Académica (0-0).   Mika, o guarda-redes do Boavista, que fará em Alvalade o 50º jogo na baliza do Boavista, não sofre golos há 328 minutos. O último a batê-lo foi Nathan Júnior, do Tondela, de grande penalidade, no dia 25 de Janeiro.   Será o primeiro confronto entre Jorge Jesus e Erwin Sanchéz enquanto treinadores e a primeira vez que Sanchéz leva uma equipa a defrontar o Sporting. Jesus já enfrentou o Boavista por três vezes desde o regresso dos axadrezados à I Divisão, nunca tendo sequer sofrido um golo: 3-0 em casa e 1-0 ora com o Benfica na época passada; 0-0 no Bessa com o Sporting esta época.   Se o Sporting vencer o jogo, será a 250ª vitória de Jorge Jesus como treinador na Liga portuguesa. Em 475 jogos. Até ao momento, o treinador do Sporting, que se estreou a comandar uma equipa na Liga a 20 de Agosto de 1995, com um empate a duas bolas entre o seu Felgueiras e o Chaves, soma 474 jogos na prova, com 249 vitórias, 112 empates e 113 derrotas. A primeira vitória obteve-a a 27 de Agosto de 1995, nos Barreiros, frente ao Marítimo, por 2-0.   O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga portuguesa frente ao Boavista, lançado por Jose Antonio Camacho nos últimos 29 minutos de um empate a zero no Bessa, entre axadrezados e Benfica, a 17 de Agosto de 2003.   O Boavista, que já tirou dois pontos ao Sporting esta época, empatando a zero no Bessa no jogo da primeira volta, já não ganha aos leões desde 5 de Janeiro de 2008, quando se impôs no Bessa por 2-0, com golos de Marcelão e Jorge Ribeiro. Dos 28 jogadores que estiveram em campo nessa noite, só Rui Patrício está em condições de jogar agora, ainda que no Sporting tenha estado no banco Adrien Silva.   Em Alvalade, o Sporting vem com sete vitórias seguidas, algumas por margem confortável, sendo que nas duas últimas foram conquistadas com os leões em inferioridade numérica: a 14 de Janeiro, na Taça da Liga, Rosell foi expulso por Luís Ferreira aos 60’, antes de Tanaka fazer o golo da vitória leonina (1-0, aos 75’); e a 19 de Abril, na Liga, Tobias Figueiredo foi expulso mesmo antes do intervalo, tendo Slimani marcado o 2-1 definitivo aos 66’.   A última vez que o Boavista pontuou em Alvalade foi a 16 de Março de 2003, quando a equipa de Jaime Pacheco empatou a uma bola, curiosamente também conseguindo o golo do empate em inferioridade numérica: Paulo Turra foi expulso aos 4’, o Sporting marcou, por Jardel, no penalti que se seguiu à falta que originou a expulsão, e Jocivalter fez o empate aos 21’. Na equipa do Sporting alinhou, na última meia-hora, um certo Cristiano Ronaldo.   A última vitória do Boavista em Alvalade foi conseguida apenas no prolongamento de um jogo da Taça de Portugal, a 14 de Abril de 1993 – marcou o ex-leão Marlon Brandão. Desde então, houve 14 vitórias do Sporting e cinco empates. Para se encontrar uma vitória boavisteira em 90 minutos e na Liga é preciso ir mais longe, a 4 de Janeiro de 1976: também ficou 0-1, tendo o golo pertencido ao brasileiro Salvador. Na equipa do Sporting foi titular Augusto Inácio, tendo entrado a 5 minutos do fim um certo Jorge Jesus.    
2016-02-22
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O FC Porto regressa ao Dragão, depois da derrota em Dortmund, frente ao Borussia, para a Liga Europa (0-2), tendo agora como adversário o Moreirense, que nunca ali pontuou. E se noutros tempos o facto de vir de uma derrota poderia levar a que se pensasse que este era um jogo em que os dragões necessariamente reagiriam, a realidade desta época tem sido diferente, pois já por duas vezes a equipa azul-e-branca encandeou duas derrotas seguidas. Diferente é a história nos jogos em casa: o FC Porto perdeu ali com o Arouca, na última vez que subiu ao relvado do Dragão: desde Outubro de 2008 que o FC Porto não perde dois jogos seguidos em casa. A última vez que tal aconteceu, era Jesualdo Ferreira o treinador portista, os dragões foram batidos por 1-0 frente ao Dynamo Kiev, na Liga dos Campeões, e perderam depois o jogo seguinte em casa, por 3-2, frente ao Leixões, na Liga portuguesa. Ao terceiro jogo venceram o V. Guimarães por 2-0. Desde então, o FC Porto perdeu mais 14 jogos no Dragão, mas a norma tem sido a resposta com uma vitória na partida seguinte: após essas 14 derrotas, registaram-se 12 vitórias e apenas um empate (já esta época, a motivar a saída de Lopetegui), faltando perceber o que acontece agora contra o Moreirense no seguimento do desaire face ao Arouca. E atenção que nem todos os jogos de rescaldo foram contra adversários fáceis: destaque para um 3-1 ao Sporting, em 2013/14, após uma derrota em casa com o Zenit (0-1), ou para o 2-1 ao Athletic Bilbau no seguimento da saída da Taça de Portugal, frente ao Sporting (1-3), em 2014/15. Esta época, porém, já se registou a primeira reação sem vitória a uma derrota caseira: depois de perder com o Marítimo, por 3-1, na Taça da Liga, o FC Porto empatou no Dragão com o Rio Ave (1-1), motivando a chicotada psicológica. Numa época que também já ficou marcada por duas raras sequências de duas derrotas (Marítimo e Sporting em Dezembro/Janeiro e depois V. Guimarães e Famalicão em Janeiro), falta perceber como vai agora a equipa reagir aos resultados negativos na partida frente ao Moreirense.   O FC Porto vem também de um jogo em que não marcou golos: o 0-2 em Dortmund foi o oitavo zero atacante dos dragões esta época, depois de ter ficado em branco contra Sp. Braga (0-0), Dynamo Kiev (0-2), Chelsea (0-2), Sporting (0-2), V. Guimarães (0-1), Famalicão (0-1) e Feirense (0-2). E atenção que a equipa também já encadeou dois zeros seguidos, quando perdeu de enfiada com V. Guimarães e Famalicão.   As únicas vitórias que o Moreirense obteve em 2016 foram fora de casa. Os cónegos fizeram dez jogos desde o Ano Novo, ganhando três, todos longe do seu estádio: 3-0 ao Boavista a 2 de Janeiro, 2-1 ao Arouca no dia 17 e 1-0 ao U. Madeira a 7 de Fevereiro. A equipa de Miguel Leal perdeu a outra deslocação, por 5-1, frente ao Marítimo, nos Barreiros.   Aboubakar marcou golos nas últimas três jornadas de campeonato. Fez o primeiro do FC Porto na vitória frente ao Estoril (3-1, de virada), marcou o golo portista na derrota em casa frente ao Arouca (1-2) e foi dele o tento da vitória nos 2-1 (outra vez de virada) frente ao Benfica, na Luz. Foi a segunda vez que o camaronês marcou em três jogos de campeonato seguidos – a anterior ainda tinha sido em França, no Lorient, em Novembro/Dezembro de 2013. Na altura bisou frente ao Evian e depois marcou nas vitórias frente a Nice e Montpellier.   Marega, o avançado que o FC Porto foi buscar ao Marítimo na última janela de mercado, obteve o seu único bis desta época na baliza do Moreirense. Foi a 10 de Janeiro que Marega marcou dois golos a Stefanovic, na vitória do Marítimo sobre os cónegos, por 5-1.   Rafael Martins marcou nas duas últimas jornadas da Liga: fez o golo da vitória (1-0) ante o U. Madeira, na Ribeira Brava, e depois bisou na derrota caseira frente ao Belenenses (2-3). Já tinha sido ele a marcar na derrota com o Estoril (1-3, na 19ª jornada), o que eleva para três jogos a sua série de partidas a fazer golos. É que na 20ª jornada o brasileiro não foi escalado para defrontar o Benfica, tal como agora está fora do jogo com o FC Porto.   Rafael Martins, além disso, estaria em condições de obter um feito raro, caso marcasse um golo ao FC Porto no Dragão. É que já fez um dos golos na derrota do Moreirense na Luz (3-2) e o tendo de honra nos 3-1 com que os Cónegos perderam em Alvalade. Se marcasse ao FC Porto podia repetir a proeza que já conseguiu em 2013/14, época em que marcou aos três grandes com a camisola do V. Setúbal:  fez um golo na derrota por 3-1 com o FC Porto no Bonfim, outro no empate a duas bolas com o Sporting no mesmo local e outro ainda no empate a uma bola com o Benfica na Luz.   Aliás, Rafael Martins raramente deixa de marcar nos jogos grandes: como em 2014/15 esteve no Levante, em Espanha, vai já com quatro jogos seguidos sempre a marcar aos grandes: esta época fez um ao Benfica (2-3) e um ao Sporting (1-3) e em 2013/14 tinha feito um ao Benfica (1-1) e um ao Sporting (2-2), nas últimas quatro vezes que defrontou um grande. A última vez que ficou em branco num jogo destes foi precisamente no Dragão, a 19 de Janeiro de 2014, quando o V. Setúbal perdeu por 3-0 com o FC Porto e ele jogou toda a segunda parte.   Face à ausência de Martins, resta ao Moreirense esperar a contribuição de outro jogador com tendência para marcar aos grandes: Iuri Medeiros, que já fez oito golos esta época, sendo dois ao Benfica e um ao FC Porto. Como está no Moreirense emprestado pelo Sporting – e não joga contra os leões – isso quer dizer que marcou em todos os jogos com os grandes à exceção da visita à Luz, em Agosto. Aliás, todos os golos de Iuri aos grandes – já na época passada marcara ao Benfica, pelo Arouca – foram em casa.     Evaldo, do Moreirense, foi campeão nacional ao serviço do FC Porto, alinhando na penúltima jornada da Liga de 2003/04, numa partida em que José Mourinho poupou os titulares habituais para a final da Liga dos Campeões.   Ramon Cardozo, avançado do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa frente ao FC Porto. Foi a 18 de Agosto de 2014 que José Mota o lançou numa derrota do V. Setúbal, em casa, frente aos dragões. Do outro lado, o lateral Jose Angel também se estreou contra o Moreirense, jogando os 90 minutos pelo FC Porto de Lopetegui na vitória por 3-0 no Dragão, a 31 de Agosto de 2014.   José Peseiro ganhou os últimos quatro jogos feitos contra o Moreirense, por Sporting (4-1 e 3-1 em 2004/05) e Sp. Braga (1-0 e 3-2 em 2012/13). Mas os cónegos eram uma das suas bestas negras quando dirigia o Nacional, pois nessa altura nunca lhe conseguiu ganhar. Nem em 2001/02, o ano em que ambas as equipas subiram à I Liga (0-0 na Choupana e 5-1 para o Moreirense no Minho, na penúltima ronda, a adiar a promoção dos alvi-negros para o último dia), nem em 2002/03, já entre os grandes (2-0 para o Moreirense no Minho e 1-1 na Choupana).   Por sua vez, Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu todos os jogos que fez contra o FC Porto no Dragão: 4-0 pelo Penafiel na Taça da Liga de 2013/14 e 3-0 pelo Moreirense na Liga passada. Ao todo, em quatro jogos contra o FC Porto, perdeu três e empatou um (o 2-2 da primeira volta da atual Liga). Esta será a primeira vez que Miguel Leal defronta José Peseiro.   O Moreirense já tirou dois pontos esta época ao FC Porto, através do empate a duas bolas em Moreira de Cónegos, na primeira volta. Foi uma das três vezes (em 12 encontros) que os verde-brancos evitaram a derrota com os portistas, a quem nunca ganharam em toda a sua história. E, tanto nas Antas como no Dragão, perderam sempre, ainda que só uma vez por mais de um golo (3-0 em Agosto de 2014).                   
2016-02-20
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Kostas Mitroglou marcou golos nas últimas seis jornadas da Liga, o que é um recorde desta época e a melhor marca da Liga portuguesa desde 2012/13, época em que o portista Jackson Martínez chegou às sete rondas seguidas a marcar. Se marcar ao Paços de Ferreira, o grego pode igualá-lo, bem como a Óscar Cardozo, que tinha sido o último a marcar em sete jornadas seguidas com a camisola do Benfica, em 2011/12. Na verdade, há 15 anos que ninguém consegue melhor – o último a chegar às oito jornadas seguidas a marcar foi Pena, em 2000/01. Mitroglou começou a saga na 17ª jornada, entrando a 18 minutos do fim para fazer um golo na vitória do Benfica por 4-1. Na 18ª já subiu ao relvado logo no início da segunda parte, participando igualmente com um golo na vitória encarnada sobre o Estoril (2-1). Na 19ª ronda já foi titular, marcando mais um golo nos 3-1 em casa ao Arouca. Depois disso, voltou a ser titular e a fazer um golo nos 4-1 com que o Benfica ganhou fora de casa ao Moreirense, na 20ª jornada. O hat-trick que conseguiu marcar ao Belenenses, nos 5-0 com que os encarnados venceram no Restelo, na 21ª jornada, aumentou a série de jogos a marcar para cinco, sendo os seis atingidos com o golo ao FC Porto, ainda que na derrota do Benfica (1-2), na Luz. Ao marcar em seis jornadas seguidas, Mitroglou estabeleceu um novo recorde da presente edição da Liga, na qual o máximo anterior pertencia ao sportinguista Slimani, que marcara em cinco rondas consecutivas. E tem agora a hipótese de chegar a uma série goleadora que ninguém obtinha desde 2012/13, quando o portista Jackson Martínez marcou oito golos em sete jogos, entre as jornadas 2 e 8 da Liga. Ficou em branco ao oitavo jogo, uma vitória do FC Porto frente à Académica (2-1). Aliás, a maldição do oitavo jogo tem atacado todos os grandes goleadores do campeonato português. O zero no jogo oito da sequência já afetou Cardozo em 2011/12 (oito golos em sete jogos, entre as jornadas 12 e 18, e depois nenhum na derrota do Benfica em Guimarães, à 19ª), Lima na mesma época (dez golos em sete jogos, entre a 18ª e a 24ª jornada, e depois nenhum na derrota do Sp. Braga na Luz, à 25ª), Jardel em 2001/02 (onze golos em sete jogos entre as jornadas 10 e 16 e depois nenhum na vitória do Sporting em Aveiro frente ao Beira Mar, na 17ª) e Derlei nessa mesma época (dez golos em sete jogos, entre a 14ª e a 20ª jornada, e depois nenhum na 21ª, na derrota da U. Leiria frente ao Sporting). O último a conseguir marcar em oito jornadas seguidas na Liga portuguesa foi, assim, o brasileiro Pena, que o FC Porto contratou em 2000, depois de transferir Jardel para o Galatasaray. Pena, aliás, não parou sequer ao nono jogo: teve uma entrada de rompante no futebol português, estreando-se à terceira jornada com um bis ao Paços de Ferreira, e foi marcando sempre até à 11ª. Nesses nove jogos seguidos fez 13 golos, ficando pela primeira vez em branco na vitória do FC Porto no terreno do Desp. Aves, por 1-0, a 19 de Novembro de 2000. Até final da época só fez mais nove golos, mas o acumulado permitiu-lhe ser o melhor marcador da Liga.   Jorge Simão, jovem treinador do Paços de Ferreira, nunca pontuou frente ao Benfica. Quando ainda comandava o Belenenses, perdeu com os encarnados em casa, por 2-0, na Liga passada. E esta época já levou o Paços a ser batido na Luz, por 3-0. Dois aspetos em comum aos dois jogos: a equipa de Simão nunca fez um golo e em ambos Jonas bisou pelo Benfica.   Rui Vitória, por sua vez, tem história no Paços de Ferreira, equipa que comandou em 2010/11 e no início de 2011/12, quando foi chamado a orientar o V. Guimarães. Desde que saiu da Mata Real, ganhou apenas quatro dos nove jogos contra os pacenses, dois dos quais fora de casa, empatando três e perdendo dois. Em todos os jogos a equipa de Rui Vitória (oito vezes o V. Guimarães e uma vez o Benfica) marcou golos.   O Benfica vem com sete vitórias seguidas fora de casa, tendo ganho todas as deslocações (em todas as provas) desde o empate na Choupana com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Pelo caminho ficaram V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1) e Belenenses (5-0).   O Paços de Ferreira, por sua vez, vem com sete jogos seguidos sem conhecer a vitória, três deles em casa. Desde que ganhou na Capital do Móvel ao V. Setúbal, por 2-1, a 11 de Janeiro, a equipa de Jorge Simão empatou fora com Académica e Arouca (ambos 1-1), perdeu em casa com Sporting (1-3) e Portimonense (2-3), empatou fora com o Arouca (2-2), perdeu em casa com o Boavista (1-0) e empatou no terreno do Rio Ave (1-1).   As três derrotas seguidas do Paços de Ferreira em casa (1-3 com o Sporting na Liga, 2-3 com o Portimonense na Taça da Liga e 0-1 com o Boavista na Liga) igualam a pior série da época passada. Na altura, a equipa pacense foi sucessivamente batida por Famalicão (1-2, na Taça de Portugal), Rio Ave (1-2, Liga) e Nacional (2-3, Liga) reagindo precisamente no jogo com o Benfica para a Liga, que ganhou por 1-0.   Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1. Se recuperasse de lesão a tempo de defrontar os pacenses, o sérvio poderia fazer contra o mesmo adversário a 50ª partida pelos encarnados.   Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, mas estreou-se na Liga a defrontar o Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto de 2014. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo muito bem encaminhado. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa de Rafael Defendi, o guarda-redes brasileiro do Paços.   Bruno Moreira, avançado do Paços de Ferreira, já marcou esta época ao Sporting e ao FC Porto. Nos joros em que marcou aos grandes, porém, o Paços perdeu: 1-2 com o FC Porto no Dragão e 1-3 com o Sporting na Mata Real.   O Paços de Ferreira interrompeu a 26 de Janeiro do ano passado uma série de nove vitórias consecutivas do Benfica na Mata Real, ganhando aos encarnados por 1-0, com um golo de penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. Antes desse jogo, a última vez que o Benfica não tinha ganho ali fora em Setembro de 2006, quando as duas equipas empataram a uma bola, com um golo de Katsouranis para os lisboetas e outro de João Paulo, já nos descontos, para os donos da casa.   Entre esses dois jogos, o Paços de Ferreira ainda empatou uma vez na Luz, a uma bola, na meia-final da Taça de Portugal de 2012/13 (marcaram Cardozo e Cícero), mas tal aconteceu quando o Benfica já tinha vencido a primeira mão, no Estádio Capital do Móvel, por 2-0. A superioridade encarnada neste duelo é esmagadora nos últimos anos: o Benfica ganhou 18 dos últimos 20 jogos entre ambos, empatando um e perdendo outro.
2016-02-19
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William Carvalho pode fazer contra o Leverkusen o 100º jogo com a camisola do Sporting. Dias depois de ter renovado contrato com os leões, quando parece estar a recuperar de uma notória baixa de forma, o médio parte para uma ponta final de época em que tem de pedalar para assegurar um lugar na convocatória de Fernando Santos para a fase final do Europeu – e nada como jogos internacionais para convencer o selecionador. Dos 99 jogos de William pelo Sporting desde que se estreou, a 3 de Abril de 2011, entrando a um minuto do fim para o lugar de Matías Fernández num jogo em Guimarães – e nessa noite ainda viu o Vitória estabelecer o empate a uma bola, com um golo de João Paulo – só dez foram para as competições europeias. Com ele a jogar na Europa, o Sporting ganhou quatro vezes, empatou três e perdeu outras três, a última das quais em Londres, contra o Chelsea (3-1), em Dezembro de 2014. Desde então, William esteve no empate caseiro com o Wolfsburg (0-0), no empate com o Besiktas em Istambul (1-1) e nas vitórias caseiras contra o Skenderbeu (5-1) e o Besiktas (3-1). A maior porção dos 99 jogos de William pelo Sporting aconteceu, naturalmente, na Liga portuguesa- São 76 jogos, nos quais o médio marcou seis dos seus sete golos. O sétimo apareceu na edição deste ano da Taça de Portugal, no jogo em que os leões foram eliminados pelo Sp. Braga (3-4). Na Taça de Portugal, para cuja conquista contribuiu na época passada, William fez nove partidas (e esse golo), somando ainda quatro desafios na Taça da Liga.   O Sporting defende uma série de 14 jogos seguidos (em todas as competições) sem perder em casa, desde que foi batido em Alvalade pelo Lokomotiv Moscovo (3-1), em Setembro, na abertura da fase de grupos desta mesma Liga Europa. Conseguiu depois onze vitórias seguidas mas tem vindo a afrouxar e já empatou duas das últimas três partidas: 2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave. Além disso, sofreu golos em seis dos últimos oito jogos em casa, pois desde o início de Dezembro só o FC Porto e o Rio Ave ali ficaram em branco.   Também o Leverkusen tem tendência para marcar golos fora de casa, pois não fica em branco desde um 0-0 em visita ao Hamburger, em meados de Outubro. Daí para cá, ganhou cinco vezes, ganhou duas e perdeu três, mas com um aspeto em comum: marcou sempre golos.   Bryan Ruiz marcou nas duas últimas partidas europeias do Sporting, fazendo sempre o segundo golo da equipa portuguesa, na altura a consumar a reviravolta no marcador. Marcou o 2-1 em Moscovo, ao Lokomotiv, depois de Maicon ter adiantado os russos e Montero ter empatado e depois voltou a marcar o 2-1 em casa ao Besiktas depois de Mario Gomez ter feito o 0-1 e Slimani ter empatado.   O Sporting ganhou as últimas duas partidas caseiras nas competições europeias: 5-1 ao Skenderbeu e 3-1 ao Besiktas. Antes, foi batido (3-1) pelo Lokomotiv Moscovo. Já o Leverkusen vem com seis jogos europeus fora de casa consecutivos sem ganhar, desde que foi vencer o Zenit em São Petersburgo (2-1) em Novembro de 2014. Depois disso, empatou com o Benfica (0-0), perdeu com o Atlético Madrid (1-0), com a Lazio (1-0), com o Barcelona (2-1), com a Roma (3-2) e empatou com o Bate Borisov (1-1).   Se contarmos todos os jogos europeus, o Leverkusen chega a Lisboa com cinco partidas seguidas sem vitória, desde que ganhou em casa ao Bate Borisov (4-1), a 16 de Setembro: 1-2 em Barcelona, 4-4 com a Roma em casa, 2-3 em Roma, 1-1 no terreno do Bate Borisov e 1-1 com o Barcelona na Bay Arena. O Sporting, por sua vez, ganhou duas partidas após a escandalosa derrota (0-3) com o Skenderbeu em Elbasan: 4-2 ao Lokomotiv em Moscovo e 3-1 ao Besiktas em Alvalade.   Apesar de a última visita do Leverkusen a Lisboa – e para enfrentar uma equipa de Jorge Jesus, na ocasião o Benfica – ter acabado num empate a zero, a tendência das duas equipas nos jogos europeus é a de participarem em jogos com muitos golos. Ambas as equipas marcaram esta época nos três jogos do Sporting em Alvalade na Liga Europa (1-3, 5-1 e 3-1), bem como nos três jogos do Leverkusen fora da Alemanha na Champions (2-1, 3-2 e 1-1).   O Sporting nunca ganhou ao Leverkusen, em quatro partidas entre aos dois clubes. O máximo que os portugueses conseguiram foi um empate a zero em Alvalade, em Novembro de 2000, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinha perdido por 3-2 na Alemanha. E na Champions de 1997/98 perdeu ambos os jogos: 2-0 em Alvalade e 4-1 em Leverkusen.   De resto, os leões têm um saldo amplamente negativo em jogos contra equipas alemãs, tendo ganho apenas dois de 22 jogos: 1-0 ao Hertha de Berlim em Outubro de 2009 e 4-2 ao Schalke em Novembro de 2014. A última equipa alemã a ganhar ao Sporting em Alvalade foi o Bayern, em Fevereiro de 2009, mas fê-lo com estrondo: 5-0.   O Leverkusen tem saldo neutro contra adversários portugueses, pois venceu cinco de 14 partidas, perdendo outras cinco. Curiosamente, três dessas cinco vitórias foram contra o Sporting, sendo as outras frente à U. Leiria (3-1, em Setembro de 2007) e ao Benfica de Jorge Jesus (3-1 em Outubro de 2014).
2016-02-18
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O Borussia Dortmund-FC Porto de hoje será uma nova experiência para Iker Casillas. O guarda-redes espanhol que o FC Porto foi buscar ao Real Madrid no início da época é um dos futebolistas com mais experiência internacional nas provas europeias, mas nunca jogou outra competição que não seja a Liga dos Campeões. Aos 34 anos, Casillas está pronto para a estreia, precisamente num estádio que para ele tem sido maldito: nunca lá ganhou e sofreu ali as únicas duas derrotas nas últimas deslocações do Real Madrid à Alemanha. Com 163 jogos somados em partidas da UEFA, Iker Casillas é mesmo o líder da lista de jogadores com mais jogos disputados na Liga dos Campeões, excluídas as pré-eliminatórias: entre Real Madrid e FC Porto soma, ao todo, 156, mais cinco que Xavi e mais 21 que Giggs, o terceiro da tabela. Se contarmos todas as partidas das provas europeias, nesse caso o guardião espanhol tem à sua frente Paolo Maldini (174 jogos) e Xavi (173), preparando-se para deixar para trás Seedorf, que com ele divide a terceira posição, ambos com 163 jogos. E no entanto, Casillas nunca jogou na Taça UEFA ou na Liga Europa. O que não é novo para ele são jogos na Alemanha. Este será já o 16º desafio do guarda-redes espanhol em visita a um clube alemão, sempre ao serviço do Real Madrid. Já ganhou (quatro vezes), já empatou (duas) e já perdeu (nove), com a particularidade de só em duas ocasiões ter conseguido manter a baliza inviolada. Bom augúrio pode ser o facto de terem sido as duas últimas: 2-0 ao Schalke há precisamente um ano (18 de Fevereiro de 2015) e 4-0 ao Bayern em Abril de 2014. Mau presságio pode ser o facto de Casillas só ter perdido duas das últimas cinco visitas à Alemanha (ganhando as outras três, mas ambas terem sido em Dortmund: 2-1 em Outubro de 2012 e 2-0 em Abril de 2014. Aliás, o melhor que Casillas trouxe de Dortmund foi um empate a uma bola, em Fevereiro de 2003. Já lá vão quase 13 anos.   O Borussia Dortmund não perdeu nenhum jogo desde a interrupção de Inverno do futebol alemão, somando quatro vitórias e um empate (0-0 com o Hertha). Em casa tem sido uma equipa letal. Se excluirmos a derrota com o PAOK, que já não contava em nada para o apuramento, ganhou todos os jogos menos um, o empate a dois golos frente ao Darmstadt, em Setembro. O jogo com o PAOK foi também o único em que não marcou golos esta época no Westfalenstadion. Soma ao todo 56 golos marcados em 16 jogos em casa, a uma estrondosa média de 3,5 por jogo.   O FC Porto ganhou as últimas três deslocações: 3-1 ao Estoril, 3-0 ao Gil Vicente e 2-1 ao Benfica. Aboubakar marcou em duas delas (Estoril e Benfica), tendo ficado em branco em Barcelos, mas numa partida em que só entrou em campo a 15 minutos do fim.   Maxi Pereira e Danilo estarão fora do jogo de Dortmund, por suspensão, e isso não é boa notícia para José Peseiro. Esta época, o FC Porto só ganhou tês dos oito jogos que fez sem Maxi, todos na Taça de Portugal e contra equipas de escalões secundários (2-0 ao Varzim, 2-0 ao Angrense e 1-0 ao Feirense). Nos outros cinco, empatou a zero com o Sp. Braga (Liga) e perdeu com o Arouca (1-2, Liga), Feirense (0-2, Taça da Liga), Famalicão (0-1, Taça da Liga) e Marítimo (1-3, Taça da Liga). Por sua vez, Danilo só faltou nas três derrotas da Taça da Liga e na vitória frente ao Angrense.   Tanto FC Porto como Borussia Dortmund vêm de duas derrotas nas duas últimas partidas europeias, ambos sem marcar um único golo. O FC Porto viu-se impedido de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por ter sido batido nas duas últimas jornadas da fase de grupos por Dynamo Kiev (2-0, no Dragão) e Chelsea (2-0, em Londres). Já o Borussia Dortmund perdeu nas duas últimas rondas da Liga Europa contra o FK Krasnodar (1-0, fora) e o PAOK Salónica (1-0, em casa), mas seguiu para os 16 avos de final porque já somava dez pontos nas primeiras quatro jornadas.   É a segunda vez que José Peseiro leva uma equipa à Alemanha. Já lhe aconteceu em Setembro de 2008, quando se deslocou a Wolfsburg com o Rapid Bucareste e perdeu por 1-0 (golo de Grafite), na primeira eliminatória da Liga Europa. Na segunda mão as duas equipas empataram a uma bola, o que levou ao afastamento do Rapid.   Borussia Dortmund e FC Porto vão defrontar-se pela primeira vez na história das competições europeias. Até aqui, porém, os alemães ganharam sempre que defrontaram equipas portuguesas no seu estádio: 5-0 ao Benfica em 1963/64, 3-1 ao Boavista em 1999/00 e 2-1 ao mesmo Boavista em 2001/02. Por sua vez, o FC Porto ganhou três das 14 visitas à Alemanha: 5-0 ao Werder Bremen em 1993/94, 1-0 ao Hertha Berlim em 1999/00 e 3-1 ao Hamburger em 2006/07.
2016-02-17
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A crescente afirmação internacional dos treinadores portugueses na Europa tem levado à repetição de uma situação até há bem pouco tempo inédita, que é a de equipas nacionais jogarem eliminatórias europeias contra formações dirigidas por técnicos nacionais. É o que vai passar-se quando o Benfica defrontar o Zenit de André Villas-Boas. O portuense é um dos três treinadores portugueses que já defrontou o Benfica nas provas da UEFA e, tendo sido o único a ganhar na Luz, vai também ser o primeiro a repetir a experiência. Villas-Boas já liderava o Zenit na época passada, quando os russos ganharam os dois jogos ao Benfica na fase de grupos da Liga dos Campeões: 2-0 na Luz e 1-0 em São Petersburgo. Na mesma época, o Benfica defrontou o Mónaco de Leonardo Jardim (0-0 no principado e 1-0 para o Benfica em Lisboa). Antes, em 2011, Domingos Paciência tinha sido o primeiro treinador português a defrontar o Benfica nas provas europeias, ainda que o tenha feito aos comandos do Sp. Braga, nas meias-finais da Liga Europa: perdeu por 2-1 na Luz mas ganhou por 1-0 em Braga e apurou-se para jogar a final da prova contra o FC Porto… de Villas-Boas. André Villas-Boas, de resto, vem com três vitórias consecutivas em visitas à Luz. Perdeu na primeira vez que ali foi, com a Académica, em 2009/10, por 4-0, mas depois ganhou sempre. Em 2010/11, já no FC Porto, ganhou para o campeonato por 2-1 (depois de ter goleado o Benfica de Jesus por 5-0 em casa) e para a Taça de Portugal por 3-1 (invertendo o rumo da meia-final, depois de ter perdido no Dragão por 2-0). Por fim, com o Zenit, voltou a vencer na Luz por 2-0, na época passada. Pelo meio, acabou por não visitar a Luz em mais duas ocasiões que os sorteios teriam ditado. Em 2011/12 foi demitido e substituído por Roberto Di Matteo antes das duas vitórias do Chelsea contra o Benfica: 1-0 na Luz e 2-1 em Stamford Bridge, a caminho da vitória nessa Liga dos Campeões. E em 2013/14 também foi afastado e substituído por Tim Sherwood antes de o Tottenham ser eliminado pelos encarnados, com 3-1 em Londres e 2-2 em Lisboa.   Rui Vitória e André Villas-Boas já se defrontaram duas vezes, com uma vitória e um empate para o atual treinador do Zenit. Foi em 2010/11, ano do super-FC Porto. Os azuis e brancos venceram por 3-0 em Paços de Ferreira, onde o atual técnico do Benfica estava a começar a carreira na I Divisão, com um golo e duas assistências de Hulk, atual jogador do Zenit. Mas depois não foram além de um empate a três bolas no Dragão, com a particularidade de ter sido o atual benfiquista Pizzi a marcar os três golos dos castores.   O Zenit ganhou as três últimas partidas que fez em Portugal. Antes dos 2-0 na Luz, na época passada, tinha batido o FC Porto por 1-0 na fase de grupos da Champions de 2013/14, e o Paços de Ferreira por 4-1 no play-off de acesso a essa mesma fase da competição.   O Benfica vem de uma derrota contra o FC Porto, em casa, que interrompeu uma série de onze vitórias seguidas, em todas as competições, desde o empate contra o U. Madeira (0-0), a 15 de Dezembro. Foi a sétima derrota da época para os encarnados, que até aqui reagiram quase sempre bem aos resultados negativos: na sequência das seis derrotas anteriores, ganharam quatro vezes (4-0 ao Estoril, 3-2 ao Moreirense, 3-0 ao Paços de Ferreira e 4-2 ao V. Setúbal), empataram uma (2-2 em Astana) e perderam outra (1-2 com o Galatasaray).   O Zenit, por sua vez, não faz um jogo competitivo há mais de dois meses. O último foi a derrota com o Gent, na Bélgica, por 2-1, que não impediu a equipa de André Villas-Boas de terminar destacada em primeiro lugar do Grupo H da Liga dos Campeões. Antes, o Zenit empatara com o Ufa e perdera com o Terek Grozny, pelo que já não ganha a ninguém desde 24 de Novembro, quando bateu por 2-0 o Valência que então era comandado por outro treinador português, na ocasião Nuno Espírito Santo.   O Zenit tem no seu plantel três jogadores que já passaram pelo Benfica: os médios Witsel e Javi Garcia e o defesa-central Garay. Além disso, conta ainda com outros jogadores que têm ligações ao futebol português, como Hulk (ex-FC Porto), Danny (ex-Marítimo e Sporting) e Neto (ex-Varzim e Nacional).   O Benfica só perdeu uma vez em casa contra equipas russas, tendo ganho quatro e empatado outras duas. A derrota foi precisamente o 0-2 com o Zenit, na época passada. Na Luz, empataram o Torpedo de Moscovo (0-0, em 1977/78) e o CSKA Moscovo (1-1, em 2004/05). E ali foram batidos o Dynamo de Moscovo (2-0, em 1992/93), o Lokomotiv Moscovo (1-0, em 1996/97), o próprio Zenit (2-0, em 2011/12) e o Spartak de Moscovo (2-0, em 2012/13).  
2016-02-15
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O Sporting volta a sair de Alvalade, onde tem perdido mais pontos esta época. Desloca-se, porém,ao único estádio onde foi derrotado neste campeonato: a Choupana, onde perdeu com o U. Madeira por 1-0, e para defrontar uma equipa que parece estar a reencontrar a capacidade para ganhar pontos em casa. Dos onze pontos que o Sporting perdeu neste campeonato, mais de metade (seis) foram esbanjados em Alvalade: ali a equipa de Jorge Jesus empatou com Paços de Ferreira (1-1), Tondela (2-2) e Rio Ave (0-0). Fora de casa obteve as últimas duas vitórias por mais de um golo de diferença (6-0 em Setúbal e 3-1 em Paços de Ferreira), tendo cedido apenas cinco pontos: o empate a zero com o Boavista no Bessa e a derrota por 1-0 com o U. Madeira, no mesmo estádio onde vai jogar agora. Ao todo, os leões já conseguiram oito vitórias fora de casa neste campeonato, estando ainda a duas do total da época passada. O Nacional, por sua vez, esteve 17 jogos sem perder em casa entre Dezembro de 2014 (0-1 com o Sporting) e Dezembro de 2015 (1-2 com o FC Porto), mas passou depois uma fase negra da qual parece estar a recompor-se: após derrotas com os portistas, o Benfica (1-4) e o Sp. Braga (2-3), intervaladas por um empate com o Arouca (2-2), já ganhou as duas últimas partidas na Choupana: 1-0 ao Oriental e 3-1 ao Tondela.   Salvador Agra marcou nas últimas três partidas do Nacional na Choupana: fez um golo na derrota frente ao Sp. Braga (2-3), assinou a vitória contra o Oriental (1-0) e bisou nos 3-1 ao Tondela.   Por sua vez, Islam Slimani bisou nas últimas duas deslocações dos leões para o campeonato, que foram também as duas últimas em que participou: os 6-0 em Setúbal e os 3-1 em Paços de Ferreira. Como o argelino não esteve nas viagens a Portimão e Arouca, para a Taça da Liga, isso quer dizer que não fica em branco como visitante desde a ida à Choupana, para jogar com o U. Madeira, a 20 de Dezembro.   O colombiano Freddy Montero, que o Sporting vendeu para o futebol chinês na última abertura de mercado, fez os últimos três golos dos leões ao Nacional, todos em Alvalade. Em Maio de 2015 bisou na vitória leonina por 2-0 e em Setembro fez o golo solitário do 1-0 que deu três pontos à equipa de Jorge Jesus.   Jorge Jesus e Manuel Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favoráveis ao treinador do Sporting. Jesus ganhou os últimos sete confrontos com Machado, cinco para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana (2-2). Por sua vez, Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   Wyllian pode fazer o 50º jogo com a camisola do Nacional. Estreou-se a 31 de Agosto de 2014, alinhando um minuto na vitória por 2-0 frente ao Arouca e, até hoje, jogou 49 vezes pelo Nacional. Dessas, 39 foram a contar para a Liga, sete na Taça de Portugal e três na Taça da Liga.   O Nacional não ganha ao Sporting desde Fevereiro de 2011. Na altura impôs-se por 1-0 (golo de Mateus) numa partida do campeonato na Choupana. Desde esse jogo, as duas equipas já se encontraram mais 13 vezes, com oito vitórias do Sporting e cinco empates.   Há 286 minutos de jogo que o Nacional não marca ao Sporting no campeonato. Na verdade, os últimos três jogos entre ambos para esta competição acabaram com um zero na baliza leonina: 1-0 na Choupana e 2-0 em Alvalade em 2014/15 e 1-0 em Alvalade já esta época. O último golo do Nacional ao Sporting na Liga foi marcado por Diego Barcellos, num empate a uma bola, em Maio de 2014, na Choupana. Depois, os madeirenses voltaram a marcar, num empate a dois, mas foi para a Taça de Portugal.   O Nacional já viu esta época adiados em um dia as partidas que ia disputar em casa com os outros dois grandes do futebol português. Tanto FC Porto como Benfica começaram a jogar num domingo e acabaram à segunda-feira.
2016-02-12
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Há 22 anos que o FC Porto não ia jogar à Luz a uma tão grande distância do rival. Os dragões de José Peseiro deslocam-se a Lisboa para se manterem vivos na luta pelo título, o que pressupõe uma vitória ou pelo menos um empate e uma grande dose de fé, pois estão a seis pontos do Benfica na tabela. A última vez que entraram na Luz tão longe do rival foi em Fevereiro de 1994, quando a equipa que há pouco tempo era liderada por um treinador que tinha passado com ligações ao Sporting – Bobby Robson – chegou à Luz, em partida da 18ª jornada do campeonato, e deitou tudo a perder com uma derrota por 2-0. Foi o famoso jogo da expulsão de Fernando Couto, por agressão a Mozer, que levou Robson no final a criticar duramente o central, dizendo: “Benfica 2, Couto 0”. No fim da época, o Benfica foi campeão, não sem antes ganhar o dérbi de Alvalade ao Sporting, com o fim de tarde mágico de João Pinto a refletir-se nos 6-3 finais. Nesse Fevereiro de 1994, à entrada para o clássico entre Benfica e FC Porto, os encarnados somavam 28 pontos e os portistas tinham 24. A vitória, no entanto, ainda valia apenas dois pontos, pelo que convertendo as pontuações para a realidade atual veríamos o Benfica com 40 pontos e o FC Porto com 33. Ao contrário de José Peseiro, Bobby Robson fazia naquela noite a estreia como treinador do FC Porto no campeonato, embora já tivesse liderado a equipa numa vitória frente ao Salgueiros na Taça de Portugal. A vitória do Benfica por 2-0, com golos de Ailton (aos 37’) e Rui Costa (aos 55’), distanciou ainda mais os encarnados dos azuis e brancos. O Benfica de Toni seguia nessa altura com três pontos de vantagem sobre o Sporting, que era segundo colocado. Haveria de deixar essa vantagem esfumar-se, mas conseguiu ser campeão graças aos 6-3 no dérbi de Lisboa. Com uma boa ponta final, associada à descrença do Sporting após ser goleado no dérbi, o FC Porto ainda foi segundo classificado, a dois pontos do Benfica – ainda que pelas atuais regras de pontuação essa desvantagem passasse para quatro pontos. Depois desse clássico de Fevereiro de 1994, o FC Porto voltou à Luz para mais 21 jogos a contar para a Liga, mas em nenhum entrou tão atrás do rival. Aliás, em 16 desses 21 jogos entrou mesmo em campo na frente do Benfica, e em alguns casos com vantagem confortabilíssima: 16 pontos em 1995/96, 13 em 2010/11 ou 12 em 1997/98, por exemplo. A maior vantagem que o Benfica teve desde então por ocasião do clássico jogado em sua casa foram os quatro pontos da louca época de 2004/05: os encarnados perderam o jogo, por 1-0, vendo a vantagem diminuir, mas acabaram na mesma por ser campeões no final da época, ultrapassando o Sporting na penúltima jornada, com um golo de Luisão no dérbi (1-0).   - Rui Vitória e José Peseiro chegaram a defrontar-se em campo, quando ambos eram jogadores de III Divisão, mas como treinadores só estiveram frente a frente quatro vezes, em 2012/13, com Vitória no V. Guimarães e Peseiro no Sp. Braga. Peseiro levou a melhor nos dois jogos da Liga (2-0 em Guimarães e 3-2 em Braga), empatou no reduto do adversário (0-0) a caminho da vitória bracarense na Taça da Liga e perdeu (após prolongamento) em Guimarães (2-1), na Taça de Portugal, que acabou por sorrir no final aos vimaranenses.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto, ainda que tenha sido à conta de uma eliminação da equipa portista que o seu nome saltou para a ribalta do futebol português. Foi a 26 de Setembro de 2007, quando o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em 13 jogos contra os dragões, perdeu nove e empatou quatro.   - Em contrapartida, José Peseiro tem um saldo equilibrado com o Benfica, pois ganhou três e perdeu três dos nove jogos que fez com os encarnados. As vitórias, porém, foram sempre obtidas em casa: 1-0 com o Nacional em 2002/03, 2-1 com o Sporting em 2004/05 e 2005/06. Na Luz, o melhor que conseguiu foram dois empates em quatro jogos, tendo um deles redundado na eliminação do seu Sporting da Taça de Portugal nas grandes penalidades. As mesmas grandes penalidades que, quando estava no Sp. Braga, lhe permitiram transformar um empate em passagem à final da Taça da Liga.   - Mitroglou marcou golos nas últimas cinco jornadas do campeonato, pois esteve entre os goleadores benfiquistas nas vitórias contra o Nacional (4-1), Estoril (2-1), Arouca (3-1), Moreirense (4-1) e Belenenses (5-0). Já igualou a melhor série de jogos a marcar esta época, que era pertença do sportinguista Slimani, também com cinco jornadas seguidas entre os goleadores. Mas se marcar ao FC Porto torna-se o primeiro a marcar em seis rondas consecutivas. No Benfica, ninguém marca golos em mais de cinco jornadas seguidas desde que Cardozo esteve entre os goleadores durante sete partidas de enfiada, entre Dezembro de 2011 e Fevereiro de 2012.   - O Benfica vem numa série de onze vitórias seguidas, contabilizando todas as competições. Os encarnados ganharam todos os desafios desde o empate a zero com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. É a melhor série de resultados sucessivos do Benfica desde que obteve 18 vitórias seguidas, em 2010/11.   - Se contabilizarmos apenas os jogos da Liga, então o Benfica traz oito vitórias seguidas, ainda a uma da melhor série da época passada, que foram os nove sucessos seguidos entre a derrota em Braga (1-2, na oitava jornada, a 26 de Outubro) e a derrota em Paços de Ferreira (0-1, na 18ª ronda, a 26 de Fevereiro). Ao mesmo tempo, o Benfica não perde na Liga desde 25 de Outubro, quando foi batido pelo Sporting (0-3, na oitava jornada). São 14 jornadas sem derrota, a série mais longa desde as 28 partidas sem ser batido entre a primeira e a última ronda de 2013/14.   - O FC Porto, por sua vez, vem numa série particularmente negativa, pois perdeu quatro dos últimos sete jogos (V. Guimarães, Famalicão, Feirense e Arouca). Não se coloca sequer aquela teoria segundo a qual é raro os dragões perderem duas vezes seguidas, porque só esta época isso já lhes aconteceu duas vezes: em Dezembro e Janeiro foi o 1-3 com o Marítimo para a Taça da Liga e o 0-2 com o Sporting para o campeonato; mais tarde, em Janeiro, duas vezes 0-1, com o V. Guimarães na Liga e o Famalicão na Taça da Liga.   - Raro, no entanto, será ver o FC Porto perder duas jornadas seguidas na Liga. Tal não lhe acontece desde Outubro e Novembro de 2008, quando a equipa de Jesualdo Ferreira perdeu em casa com o Leixões (3-2) e fora com a Naval (1-0).   - O Benfica não fez golos ao FC Porto nos dois últimos confrontos entre as duas equipas: a derrota por 1-0 no Dragão, na primeira volta do atual campeonato, e o empate sem golos na Luz com que assegurou que mantinha o adversário a três pontos de distância, na ponta final da época passada. Os últimos golos benfiquistas ao FC Porto foram de Lima, no Dragão, em Dezembro de 2014, a valer uma vitória encarnada por 2-0.   - Em contrapartida, o FC Porto não marca na Luz para o campeonato desde Janeiro de 2013, quando ali foi empatar a duas bolas e se manteve com os mesmos pontos do adversário na frente da Liga. Mangala e Jackson Martínez foram os autores dos golos portistas nessa noite, tendo Matic e Gaitán marcado para o Benfica. Depois disso, o FC Poto já ali perdeu por 2-0 (2013/14) e empatou a zero (2014/15).   - O Benfica não ganha um clássico a nenhum dos outros grandes desde esse jogo em Dezembro de 2014 que venceu no Dragão por 2-0. Depois disso, ainda em 2014/15, empatou a uma bola com o Sporting em Alvalade e a zeros com o FC Porto na Luz. Já esta época, perdeu três vezes com o Sporting (1-0 na Supertaça, 3-0 na Liga e 2-1 na Taça de Portugal) e uma com o FC Porto (1-0 no Dragão).
2016-02-11
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Jorge Jesus ganhou onze dos quinze confrontos com Pedro Martins, atual treinador do Rio Ave. Dos 15 jogos entre ambos, Jesus esteve quase sempre no Benfica – a exceção foi o Rio Ave-Sporting da primeira volta – enquanto Martins andou entre o Marítimo e os vila-condenses. Curioso é que nas duas vezes que perdeu na Liga com Martins, Jesus acabou por ser campeão: 2-1 no Marítimo-Benfica na abertura de 2013/14 e 2-1 no Rio Ave-Benfica da época passada. Pedro Martins, por sua vez, vai em seis derrotas consecutivas em jogos contra o Sporting: 1-2 em Vila do Conde já esta época; 2-4 em Alvalade e 0-1 nos Arcos na anterior; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, época em que também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Até então, Martins até tinha saldo positivo contra os leões de Lisboa, com duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013 – faz na quarta-feira três anos – por 1-0, graças a um golo do agora portista Suk.   - O Sporting deu avanço nos últimos três jogos em Alvalade. Começou a perder (até aos 0-2) contra o Sp. Braga – e acabou por vencer por 3-2. Repetiu contra o Tondela e virou de 0-1 para 2-1 antes de sofrer o 2-2 já perto do final. E voltou a ver o adversário adiantar-se no desafio contra a Académica, em que esteve a perder por 1-0 e acabou por vencer por 3-2.   - Além disso, o Sporting marcou golos nos últimos 22 jogos em casa, contando todas as competições. O último zero leonino em Alvalade aconteceu a 26 de Fevereiro do ano passado, contra os alemães do Wolfsburg. Para celebrarem um ano sempre a fazer golos no seu estádio, os leões terão de marcar agora ao Rio Ave e ainda a outra equipa alemã, o Leverkusen, e ao Boavista, que já forçou a equipa de Jesus a um zero no Bessa.   - O Rio Ave perdeu os últimos dois jogos que fez fora de casa, ambos com o Sp. Braga: 5-1 para a Liga e 1-0 na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Mas o antepenúltimo foi o empate a uma bola no Dragão com o FC Porto, que levou à demissão de Lopetegui.   - Zeegelaar, jogador do Sporting que, face à lesão de Jefferson, deve alinhar na lateral-esquerda, começou a época no Rio Ave, tendo alinhado na equipa que saiu derrotada frente ao Sporting no jogo da primeira volta.   - Tobias Figueiredo fez o seu jogo de estreia na Liga portuguesa contra o Rio Ave. Foi a 18 de Janeiro de 2015 que Marco Silva o lançou como titular na vitória dos leões por 4-2 contra os vila-condenses em Alvalade.   - O Sporting ganhou as últimas quatro partidas contra o Rio Ave e não perde desde Fevereiro de 2013, quando foi batido – de virada – em Vila do Conde por 2-1: marcaram Joãozinho (na própria baliza) e Ukra depois de Jeffrén ter adiantado os leões. Ainda assim, os vila-condenses têm um histórico recente neutro nas últimas deslocações ao reduto do leão: nos últimos três jogos ali realizados, perdeu um, ganhou outro e empatou o outro.
2016-02-08
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Aboubakar, que voltou aos golos na Liga na vitória do FC Porto frente ao Estoril (3-1) marcou sempre nas três vezes que defrontou o Arouca, mas só por uma vez foi decisivo: aconteceu precisamente no magro 1-0 com que os dragões se impuseram no Dragão, na época passada. Nas outras duas ocasiões, o golo do camaronês fechou sempre a conta da equipa azul e branca. Quando se prepara para vestir pela 50ª vez a camisola do FC Porto, o camaronês é a maior aposta de Peseiro para o golo na perseguição aos dois primeiros na tabela. Foi frente ao Arouca, aliás, que Aboubakar marcou o primeiro golo no campeonato português. Aconteceu a 25 de Outubro de 2014, quando o camaronês entrou a 15 minutos do fim de um jogo no Municipal de Arouca, já com o resultado em 4-0 para a equipa então liderada por Lopetegui e ainda fixou o resultado final em 5-0. Este só não foi o primeiro golo de Aboubakar de azul e branco porque antes o camaronês já tinha marcado na goleada ao BATE Borisov (6-0), na Liga dos Campeões. Depois, a 15 de Março de 2015, o jogo foi muito mais complicado. O guardião Fabiano foi expulso logo aos 12 minutos e o FC Porto sofreu para ganhar por 1-0 no Dragão, valendo na ocasião o golo de Aboubakar. Por fim, a 12 de Setembro do ano passado, o camaronês fechou a contagem portista na vitória em Arouca por 3-1, depois de um bis de Corona ter colocado o jogo confortável para os dragões. O Arouca aparece no calendário da equipa agora orientada por José Peseiro numa altura em que Aboubakar parece estar de volta a um bom momento: depois de ser expulso na derrota em Guimarães (1-0) e substituído na magra vitória sobre o Marítimo, na estreia do treinador ribatejano, o camaronês fez o primeiro golo do FC Porto no sucesso por 3-1 frente ao Estoril, elevando a sua contagem particular para 14 golos nesta temporada. Está a dois golos do seu recorde numa só época, que são os 16 golos apontados no Lorient em 2013/14. Numa noite feliz, poderia igualar essa marca e assinalar assim a 50ª partida com a camisola do FC Porto – jogou até aqui 49 vezes, 33 delas na Liga portuguesa, dez na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e outras tantas na Taça da Liga. Soma, ao todo, 22 golos.   - Hector Herrera pode fazer frente ao Arouca o 100º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 99 em que já atuou, 66 foram a contar para a Liga, somando o mexicano ainda mais 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Ao todo, marcou 15 golos.   - José Peseiro, o novo treinador do FC Porto, nunca defrontou Lito Vidigal. Nos anos em que Lito treinou na I Divisão, Peseiro andava pelo estrangeiro. E se quando Peseiro orientou o Sporting ainda Lito crescia nos escalões secundários, quando o ribatejano voltou a Portugal para dirigir o Sp. Braga andava o angolano no estrangeiro. Além disso, Peseiro também nunca viu uma equipa sua jogar contra o Arouca.   - Por sua vez, Lito perdeu sempre que defrontou o FC Porto. Em 2009/10, quando dirigia a U. Leiria, perdeu por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010). Depois, foi batido por 1-0 no Dragão na estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014, regressando lá com os azuis para nova derrota, desta vez por 3-0, em Janeiro de 2015. Na única ocasião em que defrontou o FC Porto aos comandos do Arouca, em Setembro do ano passado, perdeu em casa por 3-1.   -O FC Porto vai com 20 jogos seguidos sem perder em casa na Liga, tendo cedido apenas dois empates desde a derrota contra o Benfica (0-2), em Dezembro de 2014. Uma série ainda assim muito longe dos 81 desafios consecutivos sem ser derrotado para o campeonato no Dragão entre um 2-3 com o Leixões, a 25 de Outubro de 2008, e um 0-1 com o Estoril, a 23 de Fevereiro de 2014.   - O Arouca, em contrapartida, segue com sete jogos sem ganhar, todos desde que bateu o Estoril em casa, por 1-0, a 6 de Janeiro. A equipa de Vidigal já igualou a mais longa série de jogos sem ganhar desde que subiu à I Liga, em 2013. O pior até aqui eram precisamente sete jogos seguidos sem ganhar, entre uma vitória frente ao Belenenses (2-0), a 12 de Janeiro de 2014, e outra ante o Olhanense (2-0), a 16 de Março do mesmo ano.   - Maxi Pereira vai voltar a faltar a uma partia do FC Porto na Liga por castigo: na única vez que tal sucedeu os dragões empataram em casa com o Sp. Braga (0-0). Além disso, o lateral uruguaio não esteve nos três jogos da Taça da Liga (três derrotas, com Marítimo, Famalicão e Feirense), pelo que, sem ele, o FC Porto ainda só ganhou na Taça de Portugal, frente a Varzim, Angrense e Feirense.   - Tal como Maxi, também Marcano estará ausente do jogo, por força do quinto cartão amarelo visto contra o Estoril. A solução pela ausência deve passar pelo regresso de Maicon, o que pode levar a novo encontro de irmãos com Maurides, avançado do Arouca que marcou ao FC Porto no jogo da primeira volta.   - Jailson, lateral do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão, a 9 de Fevereiro de 2014. Faz dois anos na próxima terça-feira.   - O FC Porto ganhou todos os jogos que fez contra o Arouca e só um dos cinco foi pela margem mínima: o do Dragão, na última Liga, vencido por 1-0, com golo de Aboubakar, depois de a equipa portista ter ficado reduzida a dez elementos logo aos 12 minutos, por expulsão do guarda-redes Fabiano. 
2016-02-06
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Rui Vitória só perdeu duas vezes em oito jogos com o Belenenses, que enfrentou ao serviço de V. Guimarães (sete vezes) e Benfica (uma), e só uma delas aconteceu no Restelo, onde decorrerá o jogo da 21ª jornada. Uma vitória num palco onde tem sido genericamente feliz pode significar que o treinador do Benfica irá dormir na liderança isolada da Liga, ainda que à condição, pois o Sporting, o atual líder, que segue dois pontos à frente, só fará o seu jogo na segunda-feira. É uma experiência que Rui Vitória não conhece desde 19 de Setembro de 2014, quando o seu V. Guimarães abriu a quinta ronda do campeonato com um empate frente ao Paços de Ferreira e ficou no topo da tabela por um dia e meio, até ser de lá destronado pelo Benfica, que ganhou ao Moreirense (3-1) e se isolou na frente. Na verdade, desde que chegou à Luz, Vitória já terminou uma jornada em primeiro lugar, mas apenas por diferença de golos, pois conseguiu contra o Estoril o resultado mais amplo da primeira jornada. Pode agora repetir a sensação frente a um Belenenses que não só está ligado a uma das maiores vitórias do treinador ribatejano na I Divisão (os 6-0 da primeira volta, já aos comandos do Benfica), como foi o último obstáculo que ele derrubou antes de chegar com o V. Guimarães à final da Taça de Portugal: em 2012/13, ganhou no Restelo por 2-0 e no D. Afonso Henriques por 1-0, qualificando-se para o jogo do Jamor, onde venceu o Benfica, por 2-1. Além desses três resultados, o treinador encarnado tem ainda mais dois contra o Belenenses, ambos na época passada: 2-0 em Guimarães para a Taça da Liga e 3-0 no Restelo para o campeonato. Soma ainda um empate (0-0 em Guimarães, em Dezembro de 2013) e duas derrotas (3-1 no Restelo em Abril de 2014 e 1-0 em Guimarães, faz um ano na próxima segunda-feira). Além disso, o Restelo está na história de Vitória por ter sido lá que obteve um dos sucessos mais mediáticos da sua carreira. Em 2007, depois de ter levado o Fátima a eliminar o FC Porto nos penaltis na primeira ronda da Taça da Liga, esteve à beira de afastar também o Sporting, ganhando por 2-1 no Restelo – casa emprestada dos leões nessa noite de 20 de Outubro – antes de perder por 3-2 em Fátima.     - O Belenenses não perde há cinco jogos. Desde que foi batido pelo Estoril, a 10 de Janeiro, na Amoreira, em jogo da última jornada da primeira volta, soma duas vitórias e um empate na Liga (2-1 ao Rio Ave e ao Marítimo e 3-3 com o V. Guimarães), mais uma vitória e um empate na Taça da Liga (4-0 ao Leixões e 1-1 com o Rio Ave). Esta não é, mesmo assim, a mais longa série de imbatibilidade dos azuis, que no início da época estiveram sete jogos sem perder até serem goleados pelo… Benfica.   - Em contrapartida, o Benfica vem com dez vitórias seguidas, desde o empate a zero com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Já superou o melhor registo da época passada e igualou o recorde de 2013/14. Se ganhar ao Belenenses repete uma série de onze jogos seguidos a ganhar que já não experimenta desde 2011/12 e será preciso recuar a 2010/11 para encontrar uma sequência melhor. Essa já levará mais tempo a igualar, pois é de 18 jogos.   - Desde que substituiu Ricardo Sá Pinto, o treinador espanhol Júlio Velásquez, só perdeu dois dos dez jogos que fez, ambos fora de casa (2-1 com o Sp. Braga e 2-0 com o Estoril). No Restelo, o Belenenses não perde desde 5 de Dezembro, quando foi ali batido pelo V. Setúbal por 3-0, ainda com Sá Pinto aos comandos.   - Além disso, o Belenenses fez pelo menos um golo nos últimos cinco jogos, precisamente desde o 0-2 com o Estoril. Já igualou a melhor série desta época, que aconteceu imediatamente antes desse jogo, quando após ser batido pela Fiorentina (1-0), marcou à Académica (3-4), Boavista (1-0), Sp. Braga (1-2), P. Ferreira (2-2) e Nacional (2-2).   - O Belenenses-Benfica colocará frente a frente a pior defesa da Liga, que é a do Belenenses, com 41 golos sofridos, mais dois do que a do Marítimo, e o ataque mais concretizador, que é o do Benfica, com 54 golos marcados, mãos nove que o do Sporting.   - Mitroglou marcou golos nas últimas quatro jornadas da Liga, frente a Nacional, Estoril, Arouca e Moreirense. Se marcar ao Belenenses iguala o recorde da atual Liga, pertença do sportinguista Slimani, que fez golos em cinco rondas consecutivas da competição.   - Jonas, que bisou na recente vitória frente ao Moreirense (4-1), vem também de dois bis nos últimos dois jogos que fez contra o Belenenses: foi o autor dos dois golos nos 2-0 com que o Benfica ganhou no Restelo em Abril do ano passado e fez o segundo e o terceiro nos 6-0 da primeira volta da atual Liga.   - Lindelof, o sueco que deverá fazer dupla de centrais no Benfica com Jardel, face às ausências de Luisão e Lisandro Lopez, vai somar apenas o oitavo jogo pela equipa principal do Benfica, sendo que ganhou seis dos outros sete: 1-0 ao Cinfães na Taça de Portugal de 2013/14; 3-2 ao Sp. Covilhã na época passada, também na Taça de Portugal; 1-0 ao Nacional e ao Oriental na presente Taça da Liga, 6-1 ao Moreirense na mesma competição e 4-1 ao mesmo Moreirense, na Liga, no domingo. A sua única derrota foi na Liga portuguesa, contra o FC Porto (1-2), a 10 de Maio de 2014.   - O último golo que o Belenenses fez ao Benfica tem mais de dois anos. Foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 419 minutos sem marcar no dérbi, nos quais o score é de 12-0 favorável ao Benfica. No Restelo não marcam ao Benfica desde 15 de Dezembro de 2007, num jogo que lhes valeu a última vitória sobre os encarnados.   - Na verdade, há onze jogos que o Belenenses não ganha ao Benfica. A última vitória azul neste dérbi sucedeu nessa noite de 15 de Dezembro de 2007, no Restelo, por 1-0, com golo de Weldon, que depois viria a representar os encarnados. O treinador do Belenenses era… Jorge Jesus. Não resta no Restelo nenhum jogador da equipa que jogou nessa noite. Na do Benfica já só lá está Luisão.   - Luisão tem o Belenenses na sua história em Portugal, pois foi contra os azuis do Restelo que fez o primeiro dos 473 jogos oficiais que já leva de águia ao peito. Foi há mais de 12 anos, a 14 de Setembro de 2003, no Jamor (porque a nova Luz estava a ser construída e a antiga já não estava praticável), o jogo acabou empatado a três golos e Luisão marcou um dos golos encarnados. - Miguel Rosa, médio de ataque que esteve durante anos ligado ao Benfica, pode fazer contra o seu clube de formação o 150º jogo com a camisola do Belenenses, clube que representa desde 2010/11, com uma passagem de regresso pela Luz em 2012/13. Nos 149 jogos até aqui fez 40 golos.   - O lateral belenense João Amorim deve a Rui Vitória os primeiros passos na Liga. Estreou-se a 28 de Abril de 2012, jogando a tempo inteiro numa derrota do V. Guimarães em Barcelos, com o Gil Vicente, por 3-1.   - Os benfiquistas têm várias razões para gostar de Tiago Caeiro. Primeiro porque o ponta-de-lança do Belenenses fez na época passada o golo do empate com o FC Porto, que garantiu ao Benfica o bicampeonato a uma jornada do final. Além disso, nunca fez um golo ao Benfica.  
2016-02-04
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O Benfica vem com uma série de nove vitórias consecutivas desde o empate a zero com o U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro. A equipa de Rui Vitória vai tentar, em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, o décimo sucesso de enfiada, mas mesmo que o consiga ainda ficará longe da melhor sequência de jogos em seis anos com Jorge Jesus, que foram 18 vitórias seguidas, entre Dezembro de 2010 e Março de 2011. Após o empate com o U. Madeira, que deixou o Benfica a sete pontos do Sporting, já então líder da classificação, o Benfica encetou a recuperação que lhe permitiu reduzir a desvantagem e colocar-se no segundo lugar, tendo ainda conseguido qualificar-se para as meias-finais da Taça da Liga. Para tal, teve de vencer nove jogos consecutivos, a melhor série de uma equipa portuguesa esta época, pois o Sporting não passou das sete vitórias consecutivas e o FC Porto das quatro. Os encarnados começaram esta série batendo o Rio Ave por 3-1, prosseguiram-na ganhando ao Nacional por 1-0 e ao V. Guimarães pelo mesmo score, continuaram com um 6-0 ao Marítimo, um 4-1 ao Nacional e um 2-1 ao Estoril, voltaram a vencer por 1-0 quando defrontaram o Oriental, tendo ainda batido o Arouca por 3-1 e este mesmo Moreirense por 6-1. As nove vitórias seguidas já superam qualquer série do Benfica de 2014/15 e ficam a apenas um sucesso do melhor que a equipa fez em 2013/14, quando ganhou dez jogos seguidos entre um empate frente ao Gil Vicente (1-1, em início de Fevereiro de 2014) e outro empate contra o Tottenham (2-2, em finais de Março). Mas se em 2011/12 o Benfica conseguira onze vitórias consecutivas (entre as derrotas com o Marítimo, em Dezembro de 2011, e com o Zenit, em Fevereiro de 2012), a melhor série dos últimos anos é bem mais longa. Foram as 18 vitórias seguidas que a equipa obteve entre uma derrota contra o Schalke na Luz, a 7 de Dezembro de 2010, e outra contra o Sp. Braga, na Pedreira, a 6 de Março de 2011. Para lá chegar, a este Benfica ainda lhe faltam mais oito vitórias sem vacilar. Uma série que, a concretizar-se, passaria pelas receções ao FC Porto e ao Zenit, pela meia-final da Taça da Liga, contra o Sp. Braga, e se concluiria em Alvalade, contra o Sporting, já em Março.   - Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu os sete jogos que fez contra o Benfica. Aos dois desta época (3-2 na Luz para a Liga e 6-1 em Moreira de Cónegos para a Taça da Liga) juntam-se ainda os dois da Liga anterior (3-1 na Luz e em Moreira de Cónegos), mais três em competições a eliminar: 4-1 e 2-0 com o Moreirense para a Taça de Portugal e a Taça da Liga da época passada e ainda um 0-1 com o Penafiel para a Taça de Portugal de há dois anos.   - O mexicano Raul Jiménez marcou golos nos dois jogos entre Moreirense e Benfica esta época: fez, a 15’ do fim, o golo do empate a uma bola na Luz, em Agosto, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar por 3-2 e, ainda na primeira parte, marcou o quarto da goleada por 6-1 em Moreira de Cónegos, para a Taça da Liga, na terça-feira passada.   - Iuri Medeiros, o autor do golo do Moreirense ao Benfica, na terça-feira passada, no jogo da Taça da Liga, já tinha esta época marcado ao FC Porto, no empate a duas bolas que os dragões cederam em Moreira de Cónegos. E o golo de terça-feira não foi o primeiro do açoriano ao Benfica, uma vez que já tinha batido Júlio César da época passada, ainda ao serviço do Arouca, numa derrota por 3-1 em casa.   - Por sua vez, Talisca marcou nos últimos dois jogos do Benfica fora de casa: fez um hat-trick ao Moreirense (nos 6-1 de terça-feira) e marcou o tento solitário da vitória no Carlos Salema, frente ao Oriental, ambos para a Taça da Liga.   - Mitroglou fez golos nas últimas três jornadas de campeonato, não ficando em branco em jogos da Liga desde a goleada que o Benfica infligiu ao Marítimo (6-0, a 6 de Janeiro). Desde aí, marcou o quarto nos 4-1 ao Nacional na Choupana, o primeiro na reviravolta frente ao Estoril (2-1) e o segundo nos 3-1 ao Arouca, na Luz.   - Rafael Martins, por sua vez, marcou nas últimas três partidas que o Moreirense fez em casa para o campeonato: bisou nos 2-0 ao Nacional e fez um golo em cada uma das derrotas contra o V. Guimarães (3-4) e o Estoril (1-3). Curioso que o brasileiro também marcou o golo com que o Moreirense abriu o score na derrota por 3-2 contra o Benfica na Luz.   - O Moreirense perdeu os últimos dois jogos que fez em casa, pois antes dos 6-1 com que foi batido pelo Benfica na Taça da Liga tinha perdido por 3-1 com o Estoril, em partida de campeonato. Aliás, desde o Natal que os cónegos não ganham um jogo no seu estádio. Após os 2-0 ao Nacional, a 20 de Dezembro, perderam por 4-3 com o V. Guimarães e empataram a zero com o mesmo Nacional, mas em partida da Taça da Liga.   -O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga contra o Benfica, lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave frente aos encarnados em Vila do Conde, a 19 de Março de 2006.   - O Benfica venceu os últimos oito confrontos com o Moreirense, todos desde o empate a uma bola em Dezembro de 2012, para a Taça da Liga, no Minho. Em seis das últimas sete vitórias dos encarnados, porém, o Moreirense também marcou golos, tendo ficado apenas em branco nos 2-0 para a Taça da Liga, em Janeiro do ano passado. Contudo, em 17 jogos entre as duas equipas, o Moreirense nunca ganhou ao Benfica, tendo obtido apenas três empates, dois deles na Luz.   - Curioso é que nas últimas quatro vezes que estas duas equipas se defrontaram na Liga, o Benfica marcou sempre três golos e ganhou os quatro jogos (três vezes por 3-1 e uma por 3-2), mas foi sempre o Moreirense a marcar primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos), e por fim fê-lo Rafael Martins nos 3-2 da Luz em Agosto (tendo Jiménez, Samaris e Jonas marcado pelo Benfica e Cardozo pelos minhotos).
2016-01-31
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O Sporting recebe a Académica, em jogo da 20ª jornada da Liga, precisando de ganhar para pelo menos manter a distância sobre Benfica e FC Porto na tabela classificativa. Além disso, a equipa leonina tentará somar o 22º jogo consecutivo a marcar golos em Alvalade, onde não fica em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcarem pelo menos um golo, os leões superam a série obtida em 2007/08, época na qual estiveram precisamente 21 jogos seguidos a marcar em casa, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008). Caso consiga esse golo à Académica, a atual equipa leonina consegue a maior série de jogos seguidos a marcar no novo estádio de Alvalade, pois para se encontrar uma mais longa é preciso recuar até ao tempo em que a equipa jogava no antigo José Alvalade, mais concretamente até ao período entre Janeiro de 1999 e Maio de 2000. Após um empate a zero com o V. Setúbal, a 15 de Janeiro de 1999, a equipa na altura liderada por Mirko Jozic – mas que depois passou a ter Giuseppe Materazzi e mais tarde Augusto Inácio – marcou consecutivamente em casa durante 26 jogos, até voltar a ficar em branco naquele que poderia ter sido o jogo do título: uma derrota com o Benfica, por 1-0, a 6 de Maio de 2000. Ainda que a Académica tenha a quarta pior defesa da Liga, a receção aos estudantes não tem sido fácil para os leões nos últimos anos. Nos últimos três jogos entre ambas as equipas em Alvalade, o Sporting fez apenas um golo, por João Mário, que resultou na vitória por 1-0 em Janeiro do ano passado. Antes disso, empatou duas vezes a zero com a formação de Coimbra, em Outubro de 2012 e Fevereiro de 2014.   - Foi à Académica que Jorge Jesus marcou o seu único golo com a camisola do Sporting. Aconteceu a 2 de Novembro de 1975, quando Jesus saiu do banco ao mesmo tempo que Vítor Gomes, tendo ambos substituído os extremos Marinho e Chico Faria, a seis minutos do final de um Académica-Sporting que os leões já venciam por 3-1 e acabaram por ganhar por 4-1, com o golo do então jovem médio amadorense.   - Este é um jogo especial também para Adrien, que ganhou uma Taça de Portugal pela Académica (na final contra o Sporting, em 2012) e se estreou na Liga pelos leões a defrontar a Briosa: entrou a um minuto do fim de uma vitória por 4-1 em Alvalade, a 17 de Agosto de 2007, lançado por Paulo Bento.   - Quatro jogadores do atual plantel da Académica estrearam-se na Liga frente ao Sporting, no empate a uma bola, em Coimbra, na época passada. São eles o brasileiro Iago, o ganês Ofori, o nigeriano Obiora e o jovem português Pedro Nuno.   - A Académica perdeu as suas últimas cinco deslocações, não conseguindo um resultado útil desde o empate (0-0) frente ao Trofense, para a Taça de Portugal, a 21 de Novembro. Desde então a Briosa foi batida por Benfica (3-0), Boavista (1-0), FC Porto (3-1), Sp. Braga (3-0) e V. Setúbal (2-1).  Na Liga, os estudantes só conseguiram dois empates fora de casa esta época, com o V. Guimarães e o Estoril. E não ganham fora de Coimbra desde que se impuseram no terreno do Moreirense (2-0), a 8 de Março do ano passado.   - A última vitória da Académica sobre o Sporting na Liga aconteceu em Alvalade, em Fevereiro de 2010. Na altura, os estudantes impuseram-se por 2-1, com golos de Orlando e João Ribeiro, aos quais os leões responderam por João Moutinho. Depois disso, a Briosa também venceu os leões na final da Taça de Portugal de 2012, por 1-0, graças a um golo de Marinho.
2016-01-29
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O FC Porto desloca-se ao Estoril na sequência de três derrotas consecutivas como visitante e com a obrigatoriedade de vencer, para manter a pressão sobre Benfica e Sporting, que ocupam os dois primeiros lugares da tabela classificativa da Liga. Se em 2013/14 estiveram seis saídas seguidas sem ganhar, é preciso recuar muito mais, até 2005, para se encontrar uma equipa do FC Porto que tenha perdido três jogos consecutivos como visitante. Agora é preciso evitar o quarto, que os dragões não conhecem desde 1985. Depois das vitórias frente ao Boavista para a Liga (5-0) e para a Taça de Portugal (1-0), ainda com Rui Barros aos comandos, o FC Porto perdeu as três deslocações que se seguiram: 1-0 com o Vitória em Guimarães, o mesmo resultado com o Famalicão e 2-0 com o Feirense, este último desafio já com José Peseiro no banco a liderar a equipa. Começam por ser preocupantes as dificuldades que os dragões têm encontrado para fazer golos fora do seu estádio, pois são já três jogos seguidos a zero. Mas mais negro se torna o panorama quando se percebe que é preciso recuar mais de dez anos para se encontrar uma série tão negra. Em Março e Abril de 2005, a época horrível que se seguiu à saída de José Mourinho, o FC Porto perdeu consecutivamente em Milão com o Inter (3-1), em Alvalade com o Sporting (2-0) e no Bessa com o Boavista (1-0), reagindo ao quarto jogo, no qual foi ganhar ao Beira Mar em Aveiro por 1-0, com golo de Quaresma ao minuto 89. Para se encontrar uma série de quatro deslocações seguidas com derrota é preciso ir muito mais atrás, a Novembro e Dezembro de 1985, quando a equipa dirigida por Artur Jorge perdeu consecutivamente com Benfica (1-0), Portimonense (1-0), V. Guimarães (2-1) e Sp. Covilhã (2-0). Desde então, a equipa portista já teve várias situações de duas derrotas seguidas fora de casa, mas conseguiu sempre pontuar à terceira partida. Foi o caso de 2013/14, em que esta situação se repetiu por três vezes. Às derrotas frente a Académica (1-0) e Atlético Madrid (2-0) seguiu-se uma vitória ante o Rio Ave (3-1). Depois, na sequência dos insucessos com o Benfica (2-0) e Marítimo (1-0) apareceu uma vitória no terreno do Gil Vicente (2-1). Por fim, quando o FC Porto perdeu frente ao Nacional (2-1) e ao Sevilha (4-1), foi o Sp. Braga a pagar as favas (3-1). De 2013/14 vem também a última série de três deslocações seguidas sem que o FC Porto tenha conseguido marcar golos – mas também aí a equipa reagiu ao quarto jogo: após um empate a zero com o Sporting em Alvalade e as derrotas nos terrenos de Benfica (2-0) e Marítimo (1-0), ganhou a tal partida ao Gil Vicente, graças a um bis de Varela (2-1).   - Desde Dezembro, o Estoril tem sempre alternado resultados nos jogos em casa: ora ganha, ora cede pontos. Após o empate com o Nacional (1-1, a 6 de Dezembro), venceu o Penafiel (1-0, a 16). Depois perdeu com o V. Guimarães (1-0, a 19) e ganhou ao Belenenses (2-0, a 10 de Janeiro). Por fim, perdeu com o Benfica (2-1, a 16) e recebe agora o FC Porto.   - À exceção do jogo com o V. Guimarães, Leo Bonatini fez golos em todos os desafios do Estoril em casa desde o empate com o Rio Ave, a 24 de Outubro. Marcou à Académica (1-1), Nacional (1-1), Penafiel (1-0), Belenenses (2-0) e Benfica (1-2).   - Será a primeira vez que Fabiano Soares e José Peseiro se defrontam como treinadores. O técnico do Estoril perdeu até aqui sempre que defrontou o FC Porto, equipa que foi a primeira a derrotá-lo na qualidade de treinador principal e à qual nunca fez um golo: perdeu por 5-0 na época passada e por 2-0 esta temporada, sempre no Dragão.   - Peseiro, por sua vez, perdeu na última vez que levou uma equipa ao Estoril (2-1, com o Sp. Braga, em 2013), mas arrancou ali para uma série de bons resultados na sua passagem pelo Sporting. Após um início difícil e quatro jogos seguidos sem ganhar, os leões venceram no Estoril por 4-1, em Outubro de 2004, encetando uma recuperação que os levaria ao topo da Liga.   - Matheus estreou-se pelo Estoril a jogar contra o FC Porto, a 6 de Abril do ano passado. Fabiano Soares fê-lo entrar para o lugar de Filipe Gonçalves a 15 minutos do fim de um jogo que os canarinhos já perdiam por 4-0 e que acabou com 5-0 para os dragões.   - O lateral Mano pode fazer o jogo 100 pelo Estoril, depois de se ter estreado a 13 de Setembro de 2012, com uma vitória por 1-0 na Taça da Liga, frente ao U. Madeira. Dos 99 em que já atuou, 73 foram na Liga portuguesa, 10 na Liga Europa, oito na Taça de Portugal e outros oito na Taça da Liga. Ainda não fez um único golo com a camisola amarela.   - O FC Porto ganhou os últimos dois jogos ao Estoril, ambos sem sofrer golos, mas já não vence na Amoreira desde Outubro de 2012, tendo entretanto empatado ali por três vezes, todas com o mesmo resultado: 2-2. A última vitória dos dragões no Estoril foi para a Liga e teve Vítor Pereira como treinador, tendo acontecido de virada, graças a golos de Varela e Jackson Martínez, depois de Steven Vitória ter adiantado os canarinhos.   - Nos três últimos jogos jogados entre o Estoril e o FC Porto no António Coimbra da Mota, todos eles terminados com um empate a dois golos, os estorilistas tiveram sempre um penalti a favor. Converteram-nos Steven Vitória (Taça da Liga, em Dezembro de 2012), Evandro (Liga, em Setembro de 2013) e Tozé (Liga, em Novembro de 2014). Em dois destes três jogos, o FC Porto só chegou ao empate em período de descontos, com golos de João Moutinho e Oliver Torres.   - A última vitória do Estoril sobre o FC Porto foi no Dragão, em Fevereiro de 2014, e também resultou de um penalti, na altura convertido por Evandro no 1-0 final. Em casa, o Estoril não ganha ao FC Porto desde Janeiro de 1979, altura em que a equipa canarinha era a “besta negra” do FC Porto de Pedroto, que esteve sem ganhar ali de 1975 a 1988. Nessa tarde, marcaram Vitinha, Marinho e Fonseca, todos nos últimos 10 minutos, para um 3-0 que eliminou os dragões da Taça de Portugal.
2016-01-29
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O FC Porto-Marítimo terá como principal ponto de atração a estreia de José Peseiro no banco dos dragões. Muito já recordaram que foi contra o Marítimo, numa noite de Janeiro de 2002, que José Mourinho comandou pela primeira vez o FC Porto. Só que não foi o único. Também Lopetegui se estreou à frente da equipa contra os verde-rubros madeirenses que foram sempre a sua “besta negra” em Portugal e aos quais poucas vezes ganhou. Certo é que é preciso recuar muito para se ver um treinador abrir a carreira à frente do FC Porto com outro resultado que não a vitória. À atenção de Peseiro: foi Tomislav Ivic, há mais de 20 anos, em 1993. Primeiro, as boas recordações. José Mourinho dirigiu pela última vez a U. Leiria a 20 de Janeiro de 2002, num empate a uma bola frente ao Santa Clara, nos Açores, deixando a equipa com mais um ponto que o FC Porto, no quarto lugar da tabela. E no dia 26 estava à frente do onze que venceu o Marítimo por 2-1, nas Antas, com um autogolo de Briguel e um segundo de Postiga a valerem mais que um tento de Alan pelos madeirenses. Mourinho dava ali início a um percurso de dois anos e meio que valeram dois títulos de campeão nacional, uma Taça UEFA e uma Taça dos Campeões Europeus. Só que será precipitado dizer que foi o Marítimo – que agora assinala a estreia de José Peseiro – a funcionar como talismã, uma vez que também Julen Lopetegui, que não ganhou nada em ano e meio, abriu o seu percurso oficial a defrontar a equipa do Funchal. Foi a 15 de Agosto de 2014, e o FC Porto até ganhou com mais à-vontade: bateu o Marítimo no Dragão por 2-0, com golos de Ruben Neves e Jackson Martínez. A vitória na estreia é, de resto, uma constante para os treinadores contratados pelo FC Porto nos últimos anos (excluem-se deste artigo os interinos). Paulo Fonseca, que passou sem grande sucesso pelo Dragão em 2013/14, também ganhou o primeiro jogo, levando logo para casa a Supertaça, fruto dos 3-0 aplicados em Aveiro ao V. Guimarães, com golos de Licá, Jackson Martínez e Lucho González. Antes dele, também Vítor Pereira se estreara a ganhar uma Supertaça ao V. Guimarães: 2-1 em Aveiro, em Agosto de 2011, graças a um bis improvável de Rolando, ao qual respondeu o brasileiro Toscano. A Supertaça, de resto, era nessa altura uma constante para a estreia dos treinadores portistas. André Villas-Boas fez o primeiro jogo como responsável máximo em Agosto de 2010, batendo o Benfica por 2-0 em Aveiro: golos de Rolando e Falcao. E o próprio Jesualdo só não se estreou na Supertaça porque foi contratado muito tarde, já com 2006/07 em curso, para substituir Co Adriaanse, sendo Rui Barros a comandar a equipa nesse jogo de 2006, com o V. Setúbal. Jesualdo estreou-se só uma semana depois, ganhando por 2-1 à U. Leiria (marcaram Adriano e Quaresma para o FC Porto e Sougou para os leirienses). Um ano antes, o holandês Co Adriaanse tinha-se estreado a liderar o FC Porto a ganhar por 1-0 ao E. Amadora (golo de Ricardo Costa). E nem na confusa época pós-Mourinho, em 2004/05, houve estreias sem vitória. Luigi Del Neri foi contratado e despedido antes do início da época competitiva. Victor Fernández teve a estreia mais usual: a ganhar uma Supertaça ao Benfica. Um golo de Ricardo Quaresma valeu a vitória (1-0) ao FC Porto, em Coimbra. Como o espanhol não chegou ao fim da época, foi contratado José Couceiro, que em Janeiro de 2005 abriu a sua etapa no FC Porto com uma vitória por 2-1 no Estoril – golos de Bosingwa e Quaresma para os dragões e de Felahi para os canarinhos. Antes de Mourinho, em 2001, Otávio Machado estreara-se a golear o Barry Town por 8-0, na fase de qualificação da Liga dos Campeões. E Fernando Santos abriu os três anos de azul e branco com uma vitória por 1-0 frente ao Sp. Braga, na Supertaça de 1998. Aliás, o mesmo score e o mesmo troféu ganho por António Oliveira em 1996, com a diferença que o adversário de Oliveira nessa Supertaça foi o Benfica. Antes de Oliveira, em Janeiro de 1994, Bobby Robson abrira a fase no FC Poto a ganhar por 2-0 ao Salgueiros, para a Taça de Portugal. E o último a estrear-se sem ser a ganhar foi Tomislav Ivic, que chegou em Agosto de 1993 para suceder a Carlos Alberto Silva e coeçou a perder com o Benfica, na Supertaça, por 1-0. Ivic, no entanto, tinha a seu favor o facto de estar a regressar, depois de uma primeira passagem pelas Antas em que tinha sido campeão nacional e ganho a Taça Intercontinental de 1988.   - José Peseiro já abriu o último desafio desta dimensão a ganhar. Quando chegou ao Sporting, em Agosto de 2004, estreou-se a ganhar em casa ao Gil Vicente, por 3-2, graças a um bis de Liedson e a um autogolo de Marcos António, que mais tarde haveria de marcar também na baliza leonina. Fábio fez o segundo dos gilistas. Mais tarde, no Sp. Braga, começou com um empate na Luz frente ao Benfica: 2-2 em Agosto de 2012.   - O Marítimo também estreia um treinador, no caso Nelo Vingada, que regressa ao clube doze anos e meio depois de de lá ter saído, em Março de 2003, na sequência de um empate a uma bola, em casa, frente ao Santa Clara. Peseiro era nessa altura treinador do Nacional, pelo que os dois já se conhecem muito bem.   - Não deixa de ser curioso que tenha sido Nelo Vingada a “despedir” José Peseiro do Sporting. A 16 de Outubro de 2005, a Académica de Vingada venceu em Alvalade por 1-0 e o resultado foi o suficiente para que os leões decidissem separar-se do treinador, substituindo-o por Paulo Bento.   - Desde esse jogo, os dois nunca mais se defrontaram, ainda que tenham andado por caminhos muito semelhantes, pela Ásia. Antes, há uma vitória para cada lado e dois empates a zero. O primeiro confronto foi um Nacional-Marítimo, com Peseiro nos alvi-negros e Vingada nos verde-rubros, e acabou empatado a zero, em Setembro de 2002. Depois disso, em Fevereiro de 2003, o Nacional de Peseiro foi ganhar aos Barreiros por 3-2. E já com Peseiro no Sporting, Vingada manteve em mais dois jogos a inviolabilidade das suas equipas em visita a equipas de Peseiro, empatando a zero com a Académica em Alvalade, em Março de 2005, e ganhando lá por 1-0 ao Sporting em Outubro do mesmo ano.   - O FC Porto regressa a casa, depois de quatro jogos em viagem, com duas vitórias sobre o Boavista e derrotas consecutivas frente a V. Guimarães e Famalicão. A equipa portista precisa de ganhar para manter o contacto com os dois primeiros e para evitar acumular pela segunda vez esta época três jogos seguidos sem vitória – já lhe aconteceu no último suspiro de Lopetegui, que perdeu com este mesmo Marítimo (1-3) e com o Sporting (0-2) antes de empatar com o Rio Ave.   - Além disso, os dragões não ganharam nenhuma das duas últimas partidas no seu estádio: 1-3 com o Marítimo e 1-1 com o Rio Ave. Desde Dezembro de 2014 que a equipa não passava dois jogos seguidos sem ganhar em casa – na altura 1-1 com o Shakthar e 0-2 com o Benfica. Mas para se encontrarem três partidas seguidas sem vitória caseira há que recuar muito mais. Na verdade, até Fevereiro e Março de 2005, quando o FC Porto empatou com o V. Guimarães (0-0), com o Inter Milão (1-1), com o Benfica (1-1) e perdeu com o Nacional (0-4).
2016-01-24
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O Sporting segue com dois jogos seguidos sem vitória: empate caseiro com o Tondela (2-2) para a Liga e derrota (2-0) com o Portimonense na Taça da Liga. A última vez que isso lhe aconteceu, teve como adversário à terceira partida precisamente o Paços de Ferreira e respondeu bem: ganhou por 3-1 em casa, para a Taça da Liga, a 29 de Dezembro, depois de ter perdido consecutivamente com o Sp. Braga (4-3, na Taça de Portugal) e o U. Madeira (1-0, na Liga). Aliás, esta época, os leões ainda não estiveram mais de dois jogos consecutivos sem vencer. A estas últimas duas séries – a atual e a de Dezembro – juntam-se mais duas. Em Agosto, a equipa de Jorge Jesus empatou em casa com o Paços de Ferreira (1-1) e perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1), mas foi capaz de reagir ao terceiro jogo, ganhando em Coimbra à Académica (3-1). Depois, entre finais de Setembro e início de Outubro, empataram consecutivamente no Bessa com o Boavista (0-0) e em Istambul com o Besiktas (1-1), ganhando o terceiro jogo ao V. Guimarães (5-1). Na verdade, a última vez que os leões estiveram três jogos seguidos sem ganhar foi em Fevereiro e Março do ano passado, quando ao empate caseiro com o Wolfsburg (0-0), que ditou o afastamento da Liga Europa, se sucederam a derrota frente ao FC Porto no Dragão (0-3) e o empate com o Nacional na Choupana (2-2), que ao menos deixava a equipa de Marco Silva em boa posição para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal que acabaria por ganhar. Tão preocupante para Jesus como a atual série de resultados será seguramente a incapacidade defensiva que a equipa tem revelado nos últimos jogos, pois encaixou seis golos nas derradeiras três partidas: 3-2 ao Sp. Braga antes do 2-2 com o Tondela e do 0-2 com o Portimonense. Isso já não é novidade na presente temporada, ainda que na única vez que tal lhe acontecera – em Dezembro – tenha sido preciso um prolongamento: 3-4 com o Sp. Braga, 0-1 com o U. Madeira e 3-1 ao Paços de Ferreira. O que é novo é a tendência para os leões saírem atrás no marcador: ao intervalo dos últimos três jogos perdiam por 2-0 com o Sp. Braga e por 1-0 tanto com o Tondela como com o Portimonense. Nos 32 jogos oficiais que leva esta época, o Sporting só teve um 0-0 (com o Boavista, no Bessa) e nos 31 restantes marcou primeiro em 22. Dos nove em que teve de suportar um primeiro golo do adversário, só ganhou três vezes, a Benfica (2-1, após prolongamento), Besiktas (3-1) e Sp. Braga (3-2).   - O Paços de Ferreira não perdeu nenhuma das cinco partidas que já fez em 2016, tendo ganho duas: 2-0 ao Tondela e 2-1 ao V. Setúbal, ambas para a Liga. A última derrota dos castores aconteceu precisamente contra o Sporting, no último jogo de 2015, a 29 de Dezembro: 3-1 em Alvalade para a Taça da Liga. No campeonato não perdem desde 5 de Dezembro, quando foram batidos pelo FC Porto, no Dragão, por 2-1.   - Slimani, que não jogou na derrota do Sporting em Portimão, para a Taça da Liga, marcou nas últimas quatro partidas em que subiu ao relvado, que foram também as últimas quatro dos leões na Liga: aos bis ao FC Porto (2-0) e ao V. Setúbal (6-0), juntou o golo da vitória contra o Sp. Braga (3-2) e um outro no empate com o Tondela (2-2). Até hoje, nunca Slimani fez golos em cinco jornadas seguidas.   - Bruno Moreira, o goleador do Paços de Ferreira, tem estado imparável nos jogos em casa: vai com quatro seguidos sempre a marcar no Estádio Capital do Móvel, onde não fica a zeros desde 22 de Novembro (1-2 com o Rio Ave). Desde então, fez um golo nos 2-0 ao Estoril, dois nos 6-0 ao U. Madeira, um nos 2-2 com o Belenenses e outros dois nos 2-1 ao V. Setúbal.   - Além desse desafio, que será marcar na quinta partida consecutiva no Estádio Capital do Móvel, Bruno Moreira tem a oportunidade de jogar pela 50ª vez com a camisola do Paços de Ferreira. Dos 49 jogos que já fez, 43 foram para a Liga, tendo nessa competição feito 21 golos. Bruno Moreira atuou ainda cinco vezes na Taça de Portugal (com oito golos marcados) e uma na Taça da Liga (em que ficou em branco).   - Jorge Simão, treinador do Paços de Ferreira, vai para o sétimo jogo contra um grande e ainda procura a primeira vitória, mas já conseguiu empatar duas vezes, uma delas frente ao Sporting. Nos dois jogos em que enfrentou os leões, ambos em Alvalade, já ao serviço da equipa nortenha, obteve um empate a uma bola para a Liga, na primeira volta, e perdeu por 3-1 para a Taça da Liga.   - Além disso, Simão nunca ganhou a Jorge Jesus. Aliás, o empate de Alvalade, na primeira volta, foi mesmo a única ocasião em que evitou a derrota. Antes desse empate (e do desaire por 3-1, para a Taça da Liga, já referido), soma-lhe uma derrota por 2-0 no Restelo, ainda aos comandos do Belenenses, e frente ao Benfica, em 2014/15.   - Jorge Jesus só perdeu três vezes na Liga no ano de 2015, todas fora de casa e uma delas em Paços de Ferreira. Faz exatamente um ano na terça-feira que o Benfica de Jesus saiu do Estádio Capital do Móvel vergado a uma derrota por 1-0 (penalti convertido por Sérgio Oliveira ao minuto 90’), perdendo a oportunidade de se distanciar do FC Porto, que na véspera tinha pedido com o Marítimo nos Barreiros. Depois dessa derrota, Jesus ainda perdeu um jogo no Benfica (2-1 frente ao Rio Ave) e outro já no Sporting (1-0 com o U. Madeira).   - Os jogos entre Paços de Ferreira e Sporting costumam dar golos e sempre para os dois lados. Nas últimas cinco partidas entre as duas equipas, ambas marcaram, com duas vitórias leoninas por 3-1 (recentemente em Alvalade, para a Taça da Liga, e em Abril de 2014, em Paços de Ferreira, para o campeonato) e três empates a uma bola. A última vez que alguém ficou em branco já foi há mais de dois anos: em Dezembro de 2013, o Sporting ganhou em Alvalade ao Paços por 4-0.   - O Paços de Ferreira não ganha ao Sporting desde Maio de 2013, quando ali venceu na ponta final do campeonato, por 1-0, um resultado importante na sua caminhada para o terceiro lugar e que foi também relevante no afastamento dos leões dos lugares de acesso às competições europeias. O lateral Tony fez o golo solitário dessa vitória, da qual restam na capital do móvel o defesa Ricardo, o extremo Manuel José e o avançado Cícero, entretanto regressado da Turquia.
2016-01-23
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O Benfica ganhou os últimos sete jogos, todos desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, a 15 de Dezembro. Já igualou a melhor série da época passada, podendo superá-la se vencer o Arouca, em casa, em partida da 19ª jornada da Liga, após a qual pode mesmo assumir, ainda que à condição, a liderança. É que o Sporting, que está dois pontos acima, só joga em Paços de Ferreira umas horas depois. Após o empate frente ao U. Madeira, a equipa de Rui Vitória começou por ganhar em casa ao Rio Ave (3-1, para a Liga) e ao Nacional (1-0, na Taça da Liga), para depois se impor no terreno do V. Guimarães (1-0, na Liga). De regresso à Luz, goleou o Marítimo (6-0, Liga), vencendo depois três saídas consecutivas: 4-1 ao Nacional e 2-1 ao Estoril (ambos na Liga) e 1-0 ao Oriental (para a Taça da Liga). Esta série de sete vitórias já iguala a melhora da época passada, obtida também por esta altura, entre 21 de Dezembro e e 21 de Janeiro. Na altura, após a eliminação da Taça de Portugal, em Braga (1-2), o Benfica ganhou sete jogos da Liga e da Taça da Liga sem sofrer um único golo. Impôs-se ao Gil Vicente (1-0), ao Nacional (1-0), ao Penafiel (3-0), ao V. Guimarães (3-0), ao Arouca (4-0), ao Marítimo (4-0) e ao Moreirense (2-0), só sendo travado a 26 de Janeiro, em Paços de Ferreira: perdeu por 1-0, com um golo de penalti no último minuto. Se ganhar ao Arouca, concretizando a oitava vitória consecutiva, o Benfica supera essa marca de 2014/15. Para se encontrar oito vitórias seguidas dos encarnados, contudo, não é preciso recuar muito mais. Basta ir até Março e Abril de 2014, quando, após a perder com o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, a equipa venceu consecutivamente o Sp. Braga (1-0), o Alkmaar (1-0 e 2-0), o Rio Ave (4-0), o Arouca (2-0), o FC Porto (3-1), o Olhanense (2-0) e a Juventus (2-1). Nessa altura foi travado ao nono jogo, um empate a zero com o FC Porto no Dragão que, ainda assim, nos penaltis, deu acesso à final da Taça da Liga.   - Em casa, o Benfica venceu os últimos três jogos, incluídos na série acima identificada. Só duas equipas evitaram a derrota na Luz esta época: o Sporting, que ali ganhou por 3-0 na Liga, e o Atlético Madrid, que venceu por 2-1 na Champions.   - O Arouca, em contrapartida, não ganha fora de casa na Liga desde a primeira jornada, a 16 de Agosto, quando venceu no terreno do Moreirense por 2-0. Desde então, fora do seu estádio, só ganhou na Taça de Portugal, no terreno do Leixões (2-1, após prolongamento) e do Amarante (2-1).   - Raul Jiménez marcou nos últimos três jogos do Benfica na Luz, não ficando em branco em nenhum jogo ali realizado desde a tal derrota com o Atlético Madrid, a 8 de Dezembro. Depois disso, fechou a contagem nos 3-1 ao Rio Ave, marcou o golo solitário na vitória sobre o Nacional e o terceiro nos 6-0 ao Marítimo.   - A vitória do Arouca sobre o Benfica, na primeira volta, coincidiu com o primeiro – e único – golo marcado por uma equipa dirigida por Lito Vidigal ao Benfica. Antes desse golo de Roberto, Vidigal só tinha defrontado os encarnados por duas vezes, saindo de ambas vergado ao peso de um 3-0. Foi em Fevereiro de 2010, pela U. Leiria, e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso.   - Com quem Lito Vidigal tem vantagem é com Rui Vitória, tendo-a conquistado precisamente no dia em que defrontou o adversário com este ao serviço de um grande. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Lito (dois Belenenses-V. Guimarães e um Arouca-Benfica) e duas de Rui Vitória (sempre com o V. Guimarães e contra o Belenenses).   - Jonas, o artilheiro da Liga, estreou-se na competição contra o Arouca, na época passada. A 5 de Outubro de 2014, entrou ao intervalo de um Benfica-Arouca, substituindo Lima, e ainda fez o último golo de uma vitória ampla dos encarnados, por 4-0. Repetiu a história em Janeiro de 2015, nos 4-0 da Taça da Liga (substituiu Rui Fonte e fez o último golo) e ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca, em Março, fazendo o empate a um golo num jogo que o Benfica acabou por ganhar por 3-1. Só no jogo da primeira volta do atual campeonato ficou em branco.   - Lisandro López estreou-se na Liga portuguesa no mesmo dia de Jonas, na tal vitória por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. O argentino, porém, foi lançado por Jorge Jesus como titular.   - David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo especial. Primeiro porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória. Foi Vitória que o acolheu, no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal, quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira, numa vitória frente ao Sporting, em Agosto de 2010.   - O Arouca foi uma das equipas que já ganhou ao Benfica na atual Liga – as outras foram o FC Porto e o Sporting. Os comandados de Lito Vidigal impuseram-se por 1-0, em Aveiro, a 23 de Agosto, fruto de um golo de Roberto. Antes disso, em seis jogos contra o Benfica, a equipa nortenha só tinha conseguido um empate: 2-2 na Luz, para a Liga, em Dezembro de 2013. Da equipa que pontuou na Luz restam em Arouca os médios Nuno Coelho, David Simão e Pintassilgo e o avançado Roberto. No mesmo jogo atuaram pelo Benfica Luisão, Fejsa e Gaitán.
2016-01-22
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O V. Guimarães não ganhou nenhum dos três últimos jogos que fez em sua casa, fator através do qual se justifica a incapacidade de a equipa confirmar plenamente os indícios de retoma após a entrada de Sérgio Conceição para o comando técnico: os vimaranenses perderam por 4-3 com o Marítimo, por 1-0 com o Benfica e empataram a duas bolas com o Arouca, já não conseguindo acabar um jogo sem sofrer golos no D. Afonso Henriques desde que ganharam por 1-0 ao Tondela, a 13 de Setembro. Há quatro meses, portanto. O FC Porto, em contrapartida, vem de duas saídas consecutivas a ganhar e sem sofrer golos: ambas no Bessa, frente ao Boavista, com 5-0 na Liga e 1-0 na Taça de Portugal. Não é uma série excelente, sobretudo porque se seguiu à derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade, mas também porque esta época os dragões já ganharam cinco deslocações consecutivas: Varzim (2-0), Maccabi (3-1), Angrense (2-0), Tondela (1-0) e U. Madeira (4-0). Essa série de vitórias foi na altura interrompida na deslocação a Londres, onde os portistas acabaram batidos pelo Chelsea (2-0).   - Herrera marcou nas últimas duas partidas do FC Porto na Liga: adiantou os dragões face ao Rio Ave, no jogo que acabou empatado a um golo, e abriu o ativo na goleada frente ao Boavista (5-0). É a segunda vez que o mexicano marca em duas jornadas consecutivas, pois já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Rio Ave (3-0) e na derrota contra o Olhanense (1-2), em Abril e Maio de 2014. Na altura ficou em branco ao terceiro jogo, os 2-1 em casa contra o Benfica.   - Sérgio Conceição, o técnico do V. Guimarães, de quem se disse que podia ser hipótese para suceder a Julen Lopetegui no comando do FC Porto, foi jogador portista e, como treinador, já defrontou os dragões por sete vezes, tendo ganho apenas uma: 1-0 no Académica-FC Porto, em 2013/14. Obteve ainda um empate (1-1 com o Sp. Braga, na última Taça da Liga) e perdeu as outras cinco partidas, duas delas em casa.   - Rui Barros, o treinador aparentemente interino do FC Porto, continua com o registo 100 por cento vitorioso nas duas passagens pelo comando da equipa. Em jogos oficiais, não sofreu sequer um golo, tendo ganho por 3-0 ao V. Setúbal na Supertaça de 2006 e agora por 5-0 e 1-0 ao Boavista, em jogos da Liga e da Taça de Portugal.   - Sérgio Conceição e Rui Barros jogaram duas épocas juntos no FC Porto, entre as saídas de um e do outro para o estrangeiro. A última partida em que ambos marcaram presença simultânea correu mal aos dragões: foi a 2 de Maio de 1998, quando os portistas saíram derrotados da Luz por 3-0, frente ao Benfica. O FC Porto acabou por se sagrar tetra-campeão nessa época.   - Bruno Gaspar, lateral do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Rui Vitória a 14 de Setembro de 2014, num empate a uma bola no Minho. - Do outro lado, o avançado Aboubakar tem várias recordações do V. Guimarães, pois foi no D. Afonso Henriques que se estreou na Liga portuguesa. O resultado não foi famoso, pois o FC Porto empatou esse jogo a uma bola, a 14 de Setembro de 2014. O camaronês, ainda assim, só jogou um minuto nessa tarde. E só voltou a defrontar o V. Guimarães na jornada de abertura da atual Liga, obtendo nessa noite o seu primeiro bis pla equipa portista, que ajudou a vencer por 3-0.   - O FC Porto não venceu nenhuma das duas últimas visitas a Guimarães: empatou a duas bolas em Março de 2014, num jogo que ditou a demissão de Paulo Fonseca, e a um golo em Setembro desse mesmo ano. A última vitória portista no D. Afonso Henriques aconteceu em Novembro de 2013, para a Taça de Portugal, por 2-0, com golos de Jackson Martínez e Fernando.   - O Vitória não ganha ao FC Porto desde Outubro de 2004, quando eliminou os dragões da Taça de Portugal com uma vitória por 2-1, graças a um bis de Nuno Assis, a que respondeu Derlei. Para a Liga, os minhotos não vencem desde Dezembro de 2001, quando golos de Marco e Nuno Assis lhes deram uma vitória por 2-0.   - O V. Guimarães nunca ganhou nem perdeu jogos com Manuel Oliveira a apitar: empatou as quatro partidas que fez com este árbitro, que foram duas receções ao P. Ferreira e à Académica e as visitas ao Nacional e à mesma Académica. O FC Porto também empatou um jogo em dois com Manuel Oliveira (1-1 com o Nacional na Choupana), mas ganhou o outro, na ocasião uma receção ao V. Setúbal (4-0).
2016-01-16
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Sempre que defrontou o Estoril, Jonas, o jogador mais em forma no Benfica, bisou. Aconteceu nos 6-0 de Fevereiro e nos 4-0 de Agosto, sempre na Luz. Aliás, nos últimos três confrontos entre Benfica e Estoril houve sempre um benfiquista a bisar: antes de Jonas tal já acontecera a Talisca, autor de dois golos nos 3-2 com que os encarnados ganharam na Amoreira, em Setembro de 2014. Se Jonas é o maior candidato a manter a tradição, é verdade também que há outra, recente, a jogar contra ele: esta época, depois de dois jogos com golos, tem aparecido sempre um zero na sua conta pessoal. Jonas segue, neste momento, para mais uma tentativa de alinhar os tais três jogos seguidos a fazer golos. Em Agosto e Setembro, marcou ao Moreirense (3-2) e bisou ao Belenenses (6-0), mas depois ficou em branco nos 2-0 ao Astana. Depois, em Outubro e Novembro, marcou a Tondela (4-0) e Galatasaray (2-1), ficando a zero na receção ao Boavista (2-0) que completaria a trilogia. Vai agora para a terceira tentativa da época de alinhar três jogos seguidos com golos, depois de ter bisado nos 6-0 ao Marítimo e feito o segundo hat-trick da sua carreira benfiquista nos 4-1 ao Nacional, naquele que indiscutivelmente é o seu melhor momento da época. A última vez que Jonas marcou em três jogos seguidos foi ainda na época anterior. Foi em Abril que o brasileiro alinhou mesmo três bis consecutivos nos jogos com o Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0). Travou, aí, ao quarto jogo, o empate a zero com o FC Porto que, no entanto, servia perfeitamente os propósitos dos encarnados na corrida para o título.   - O Benfica segue na melhor série de resultados da época, pois ganhou os últimos cinco jogos: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao V. Guimarães, 6-0 ao Marítimo e 4-1 ao Nacional.  Procura a sexta vitória consecutiva depois do empate a zero com o U. Madeira, série que não consegue desde Fevereiro e Março, quando bateu sucessivamente V. Setúbal (duas vezes por 3-0), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Encalhou a 21 de Março na visita ao Rio Ave, que perdeu por 2-1.   - O Estoril vem de ser afastado da Taça de Portugal, devido à derrota por 3-0 frente ao Rio Ave em Vila do Conde, mas interrompeu na última jornada uma série horrível de resultados na Liga, ao bater em casa o Belenenses por 2-0. Antes disso tinham sido dez jornadas seguidas sem ganhar, a pior série dos canarinhos desde 1993/94, quando não conheceram a vitória durante 13 jornadas seguidas e acabaram por descer de divisão.   - Leo Bonatini fez golos em seis dos últimos sete resultados úteis do Estoril, só tendo mesmo falhado na partida com o Caldas, mas porque não a jogou. De resto, marcou nos empates (1-1) com a Académica, o Nacional, o Boavista e o Marítimo e nas vitórias sobre o Penafiel (1-0) e o Belenenses (2-0). Com exceção da vitória por 1-0 sobre o Caldas, na Taça de Portugal, o Estoril não evita a derrota sem golos de Bonatini desde o empate com o Rio Ave (2-2), a 24 de Outubro.   - Kieszek pode fazer a 50ª partida na baliza do Estoril. A estreia foi em Eindhoven, contra o PSV (na derrota por 1-0, na Liga Europa, em Setembro de 2014) e até hoje o polaco alinhou em 41 jogos da Liga portuguesa, quatro da Taça de Portugal, três da Liga Europa e um da Taça da Liga.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com o Estoril desde o fatídico empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, que abriu caminho à perda da Liga, com a derrota no Dragão frente ao FC Porto na jornada seguinte. Esse jogo acabou empatado a uma bola (Jefferson para o Estoril e Maxi Pereira para o Benfica), mas desde então o Benfica venceu os canarinhos por cinco vezes, as duas últimas por margem ampla: 6-0 e 4-0, em casa.   - Fabiano Soares tem um registo muito negativo tanto no confronto com o Benfica como com Rui Vitória. Com o Benfica, em dois jogos, o seu Estoril soma duas derrotas e um score global de 0-10 (0-6 na época passada e 0-4 já nesta temporada, sempre na Luz). Contra Vitória, além dos 0-4 da jornada inaugural deste campeonato, há uma primeira derrota, em Maio, frente ao V. Guimarães, no Minho, por 2-0.   - Na Amoreira, o Benfica também ganhou as últimas cinco partidas, não deixando ali pontos desde Maio de 1993. Também esse empate (a zero) foi fatal para as aspirações encarnadas ao título, pois permitiu que o FC Porto aumentasse a distância para dois pontos, a uma jornada do final. Desde então, os encarnados ganharam sempre, duas vezes por mais de um golo de diferença: 3-0 em Fevereiro de 1994 e 3-1 em Janeiro de 2013.   - Na verdade, há quase 40 anos que o Estoril não ganha ao Benfica. A última vitória aconteceu em Junho de 1977, numa competição chamada Taça FPF que só se jogou nessa época de forma a encher o calendário após o final o campeonato. Os estorilistas impuseram-se nesse jogo por 3-2. No campeonato, não ganham desde Novembro de 1950, quando bateram os encarnados no Campo Grande pelo mesmo resultado: 3-2.   - O Benfica nunca perdeu na Liga com Vasco Santos a apitar. O pior que lhe aconteceu foi empatar três vezes em 13 partidas, a última das quais no terreno do Olhanense, no final da época de 2010/11. Já o Estoril só perdeu uma vez com o juiz do Porto e foi precisamente contra o Benfica: 3-2 na Amoreira, em 2014/15. Além disso, este foi o árbitro da vitória recente do Estoril no Dragão, frente ao FC Porto.
2016-01-15
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O Sporting recebe o Tondela com a noção de que uma vitória pode ser fundamental para a equipa pelo menos manter a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título e a saber que, ganhando, supera mais um recorde recente do clube e iguala outra marca de uma equipa que acabou por ser campeã nacional – no caso a de 1999/00. É que os leões seguem com onze vitórias seguidas em jogos em casa, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo, a 17 de Setembro, e se conseguirem o 12º sucesso atingem uma marca que nenhuma equipa leonina obtém desde o período entre Setembro de 1999 e Fevereiro de 2000. Com vários pontos em comum com a atualidade, a começar pela presença de Jorge Jesus no início e de um certo Petit no final. A diferença é que se em 1999/00 Jesus era o treinador da equipa que foi a última a travar os leões antes da tal série de 12 jogos seguidos a ganhar em casa – treinava o Estrela da Amadora que saiu de Alvalade com um empate a um golo, a 20 de Setembro de 1999 – agora dirige os leões. Estava no banco no dia 17 de Setembro de 2015, quando o Sporting se viu pela última vez impedido de ganhar em casa, saindo derrotado da partida da primeira jornada da Liga Europa, frente ao Lokomotiv de Moscovo (1-3). E por lá continuou nas onze vitórias que se seguiram: 1-0 ao Nacional, 5-1 ao V. Guimarães, outra vez 5-1 ao Skenderbeu, 1-0 ao Estoril, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 1-0 ao Belenenses, 3-1 ao Besiktas, ao Moreirense e ao Paços de Ferreira, 2-0 ao FC Porto e 3-2 ao Sp. Braga. Esta série de onze vitórias já igualou duas outras conseguidas pelos leões no passado recente. A última foi entre Fevereiro e Agosto de 2012, entalada entre uma derrota contra o Gil Vicente (0-1 para a Taça da Liga) e outra frente ao Rio Ave (0-1, já no campeonato seguinte). Antes disso, os leões tinham conseguido as mesmas onze partidas a ganhar sucessivamente no seu estádio entre Dezembro de 2007 (1-1 com a U. Leiria, no campeonato) e Março de 2008 (1-1 com o Benfica, ainda na Liga). Para se encontrarem doze jogos ganhos em casa de enfiada é preciso então recuar até 1999/00. Depois do tal empate a uma bola contra o E. Amadora de Jesus, o Sporting passou até pela troca de Giuseppe Materazzi por Augusto Inácio (à segunda partida), mas ganhou consecutivamente a Viking Stavanger (1-0), Boavista (2-0), Sp. Braga (2-0), Campomaiorense (1-0), U. Leiria (2-0), Rio Ave (2-1), Marítimo (4-2), U. Leiria (1-0), Salgueiros (2-0), Santa Clara (4-1), Farense (3-1) e Dragões Sandinenses (3-0). A série foi interrompida a 19 de Fevereiro de 2000, num empate a uma bola face ao Gil Vicente onde despontava um tal… Petit, que agora treina o Tondela.   - O Sporting segue ainda com 20 jogos seguidos a marcar golos em casa, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcar ao Tondela, a equipa de Jesus vai igualar a série de 21 partidas consecutivas a fazer golos em casa obtida em 2007/08, entre uma derrota (0-1) com o Manchester United (a 19 de Setembro de 2007) e outra (0-2) com o Glasgow Rangers (a 10 de Abril de 2008).   - Murillo fez golos nas duas últimas partidas do Tondela fora de casa. Em Vila do Conde ajudou à primeira vitória do clube na condição de visitante (3-2 ao Rio Ave), enquanto que em Coimbra o seu golo não chegou para evitar a derrota face à Académica.   - Petit já roubou pontos ao Sporting esta época, ainda na condição de treinador do Boavista: os leões não foram além de um empate a zero na visita ao Bessa. Na época passada, em que também esteve no Boavista, o treinador do Tondela perdeu os três jogos frente aos leões: 3-1 e 2-1 na Liga e 1-0 na Taça da Liga, em Alvalade.   - Nunca uma equipa de Petit fez golos a uma equipa de Jesus, no entanto. Além do 0-0 no Boavista-Sporting desta época, há a registar duas derrotas dos axadrezados contra o Benfica na temporada anterior: 0-1 no Bessa e 0-3 na Luz.   - Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, bisando contra FC Porto e V. Setúbal e fazendo o golo da vitória ao Sp. Braga. Se marcar ao Tondela iguala a melhor série que conheceu em Portugal, datada de Fevereiro e Março de 2014. Nessa altura fez golos consecutivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto. Três dos adversários são repetentes.   - Se jogar, como é previsível, Rui Patrício iguala Manuel Marques como sexto jogador com mais partidas pelo Sporting em toda a história do clube: 355. À frente dos dois só ficarão Oceano (401), Azevedo (410), Manuel Fernandes (433), Damas (444) e Hilário (471).   - Para marcar outro encontro com a história nesta partida, o Sporting teria de golear: segue neste momento com 4995 golos marcados no campeonato, encontrando-se a cinco da marca dos 5000. À frente dos leões estão FC Porto, com 5062, e Benfica com 5512.   - Sporting e Tondela só se defrontaram uma vez e foi no jogo inaugural desta Liga. Ganharam os leões por 2-1, em Aveiro, mas o golo da vitória só surgiu em tempo de compensação, marcado por Adrien, de penalti.   - Luís Ferreira, o árbitro do jogo, só apitou uma vez o Sporting e foi num jogo contra uma equipa de Petit: o Sporting-Boavista que os leões ganharam por 2-1, na Liga anterior, chegando à vantagem em inferioridade numérica, depois da expulsão de Tobias Figueiredo logo a abrir a segunda parte. Também só apitou o Tondela uma vez, tendo os beirões perdido contra o Boavista (1-0), cujo treinador era… Petit, pois então.
2016-01-14
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A visita do Benfica à Choupana, para defrontar o Nacional, é fundamental para os encarnados manterem a pressão sobre o Sporting na Liga e não podia surgir em melhor altura para a equipa de Rui Vitória. É que o Benfica está na melhor série de resultados da época, enquanto o Nacional atravessa a pior desde há alguns anos. O Nacional vai com sete jogos seguidos sem ganhar. A última vitória (3-1 ao Marítimo) conheceu-a a 27 de Novembro, tendo desde essa altura encaixado três derrotas (2-1 em casa com o FC Porto, 2-0 na deslocação ao terreno do Moreirense e 1-0 na Luz com o Benfica) e quatro empates (1-1 com o Estoril, 2-2 com o Desp. Aves, o Arouca e o Belenenses). É a pior série do Nacional desde o período entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, quando passou oito jogos sem ganhar (três derrotas e cinco empates). Para evitar igualar esse cenário de crise que coincidiu com a chegada ao clube de Pedro Caixinha, a equipa madeirense precisaria de ganhar agora ao Benfica no jogo da Liga. Ora, na Liga, a equipa de Manuel Machado não ganha há cinco jornadas, também desde a tal vitória contra o Marítimo. Igualou já a pior série da época, as cinco jornadas sem vencer entre os 2-0 em casa à Académica (quarta jornada) e o 1-0 em Guimarães (10ª). O Benfica, em contrapartida, vem da primeira série de quatro vitórias seguidas esta época: ganhou de enfiada a Rio Ave (3-1), Nacional (1-0), V. Guimarães (1-0) e Marítimo (6-0). Procura o quinto sucesso da série, algo que não consegue desde que ganhou seis jogos seguidos em Fevereiro e Março do ano passado, já perto da ponta final da caminhada que acabaria por levá-lo ao título de bicampeão nacional.   - Rui Vitória tem um cruzamento com Manuel Machado na sua história: em Agosto de 2011, Machado começou a época no V. Guimarães com quatro derrotas seguidas, sendo despedido após a eliminação no play-off da Liga Europa, contra o Atlético de Madrid. Rui Vitória foi o treinador contratado para o substituir e, após um curto interinato de Basílio Marques, estreou-se no clube a ganhar fora ao… Nacional, por 4-1.   - Essa foi a segunda e última vez que Rui Vitória ganhou na Choupana e em ambas teve de marcar quatro golos: já lá tinha ganho em 2010/11, com o Paços de Ferreira, na Taça da Liga (4-3). Depois, voltou lá três vezes com o V. Guimarães, com uma derrota (2-1 em 2012/13) e dois empates (1-1 em 2013/14 e 2-2 em 2014/15). E até com o Benfica já ali empatou esta época (0-0), ainda que contra o U. Madeira.   - Por sua vez, Manuel Machado tem tido muitas dificuldades nos confrontos com o Benfica: perdeu os últimos sete, todos com o Nacional, e não ganha desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs aos encarnados no Minho por 2-1.   - Contra Rui Vitória, o saldo do atual treinador do Nacional só ficou desequilibrado com o recente 1-0 com que o Benfica ganhou aos alvi-negros, para a Taça da Liga, na Luz. Ao todo, defrontaram-se dez vezes, com três vitórias de Machado, quatro de Vitória e três empates.   - Luís Aurélio, que está ausente por lesão, marcou golos nos últimos dois jogos do Nacional, os empates a duas bolas em casa com o Arouca e fora com o Belenenses. Foi a terceira vez que o alentejano marca em jogos seguidos na sua carreira, vendo-se privado da hipótese de repetir a graça à terceira partida. E até podia sentir-se inspirado por defrontar a equipa que o viu estrear-se na Liga: foi lançado por Miguel Leal num Benfica-Moreirense que os encarnados ganharam por 3-1, a 21 de Setembro de 2014.   - Também Gaitán, que se estreou na Liga pelo Benfica a defrontar o Nacional, lançado por Jorge Jesus a 21 de Agosto de 2010, na derrota na Choupana por 2-1, está afastado deste jogo por lesão.   - Outro jogador do Nacional que se estreou na Liga a defrontar o Benfica foi Miguel Rodrigues, que a 5 de Maio de 2012 foi lançado às feras por José Dominguez numa derrota da U. Leiria na Luz por 1-0.   - O Benfica ganhou os últimos sete jogos que fez contra o Nacional, três deles na Choupana, onde não deixa pontos desde um empate a duas bolas em Fevereiro de 2013: Diego Barcelos e Mateus marcaram para os madeirenses, Urreta e Mexer (este na própria baliza) fizeram-no para os encarnados.   - A última vez que o Nacional ganhou ao Benfica foi em Agosto de 2010, por 2-1, num jogo que fez com que os benfiquistas começassem a desconfiar de Roberto, o guarda-redes espanhol que tinha sido contratado nessa época ao Atlético de Madrid. Luís Alberto e Orlando Sá marcaram os golos da equipa da casa, Carlos Martins reduziu em cima do apito final para os então campeões nacionais.   - Desde 2010 e 2011 que nenhum jogador benfiquista marcou em mais de um jogo na Choupana. O último a consegui-lo foi Cardozo, que fez ali o golo da vitória (1-0) em Março de 2010 e depois esteve entre os goleadores dos 2-0 de Março de 2011.   - Tiago Martins, o árbitro lisboeta que vai dirigir a partida, está umbilicalmente ligado ao Nacional, pois foi na Choupana que fez o seu primeiro jogo na Liga. Aconteceu em Agosto de 2014 e os alvi-negros ganharam por 2-0 ao Arouca. De resto, Tiago Martins, que só apitou o Benfica uma vez – na vitória por 4-0 frente ao Estoril, esta época – foi também o juiz da última vitória do Nacional, os tais 3-1 ao Marítimo.
2016-01-09
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O FC Porto desloca-se ao Bessa, para defrontar o Boavista, num dérbi da cidade do Porto ainda mais apimentado pela recente chicotada psicológica que afastou Julen Lopetegui do comando dos Dragões. A equipa azul e branca vai ser dirigida por Rui Barros, que carrega aos ombros uma tradição bem pesada: desde que Pinto da Costa é presidente do FC Porto – e já o é há mais de 30 anos, todas as chicotadas psicológicas tiveram como resultado imediato uma vitória. A última vez que o FC Porto mudou de treinador a meio da época e não venceu o jogo imediatamente a seguir foi em 1975. Há 40 anos, portanto. Não foram muitas as mudanças de treinador do FC Porto a meio do percurso, é bom que se diga. Desde essa, de 1975, só aconteceram mais oito, com a particularidade de duas serem antes de a época entrar no seu registo competitivo. Em 2004/05, ainda na pré-época, o italiano Luigi Del Neri deu o lugar ao espanhol Victor Fernández, que mesmo assim ganhou o jogo de estreia, um 1-0 na Supertaça ao Benfica. E em 2006/07 foi a vez de o recém-coroado campeão nacional Co Adriaanse ser substituído, em pleno estágio de preparação, por Rui Barros, que no entanto também se estreou a ganhar uma Supertaça: 3-0 ao V. Setúbal, antes de chegar Jesualdo Ferreira. Chicotadas operadas a meio da época por Pinto da Costa foram, por isso, raras. Esta é apenas a sexta. A primeira vez que o atual presidente portista mudou de treinador a meio do caminho foi em Outubro de 1988, quando Quinito caiu após um empate em Fafe (0-0). Sucedeu-lhe, como técnico interino, Alfredo Murça, que ganhou os três jogos até ao regresso de Artur Jorge, o primeiro dos quais por 2-0, ao Vilafranquense, na Taça de Portugal. A Taça de Portugal serviu também de estreia ao treinador que Pinto da Costa contratou para substituir Tomislav Ivic, em Janeiro de 1994: foi o inglês Bobby Robson, que abriu a sua caminhada com uma vitória por 2-0 frente ao Salgueiros, em Vidal Pinheiro. Depois dessa troca, Pinto da Costa voltou a perder a fé num treinador com Otávio Machado, em Janeiro de 2002. Após uma derrota por 2-0 no Bessa, frente ao Boavista, foi buscar José Mourinho a Leiria e viu o novo treinador arrancar a ganhar por 2-1 ao Marítimo nas Antas. Seguiu-se a demissão de Victor Fernández, que já tinha substituído Del Neri mas não aguentou sequer uma época inteira: foi demitido depois de perder em casa com o Sp. Braga, por 3-1, dando o lugar a José Couceiro, que se estreou a ganhar no Estoril, por 2-1. Por fim, antes da demissão de Lopetegui, o presidente portista já tinha substituído Paulo Fonseca por Luís Castro, após um empate (2-2) em Guimarães, em Março de 2014 – e o novo treinador também se estreou a ganhar, na ocasião por 4-1, na receção ao Arouca. Mesmo antes de Pinto da Costa, as chicotadas costumavam ter resultados imediatos no FC Porto. Em Janeiro de 1976, Monteiro da Costa tinha substituído Branislav Stankovic após uma derrota (1-0) com o Belenenses no Restelo e arrancou com uma goleada em casa ao Farense: 6-1. O mesmo Monteiro da Costa, porém, tinha visto a estreia correr-lhe pior na época anterior: em Fevereiro de 1975 já tinha sido chamado para o lugar do brasileiro Aimoré Moreira, que vinha de uma derrota por 2-0 em Guimarães, e estreou-se a empatar em casa com o V. Setúbal (1-1). Foi a 2 de Março de 1975 e no V. Setúbal dirigido por José Torres jogavam Duda e Otávio, que ainda viriam a ser jogadores do FC Porto.   - Rui Barros e Erwin Sanchez são os dois treinadores com menos experiência de comando de equipas na atual Liga. O boliviano tem quatro jogos na prova, com um empate e três derrotas – e só um golo marcado – enquanto o português faz a sua estreia como responsável máximo de uma equipa na competição.   - Na última vez que Sanchez defrontou o FC Porto, ainda como jogador, ganhou por 2-0, com golos de Petit – o treinador que veio agora substituir – e Martelinho. Foi a 20 de Janeiro de 2002 e a derrota levou os dragões a afastarem Otávio Machado e a contratarem José Mourinho para o comando técnico.   - Rui Barros também não defronta o Boavista desde os tempos de jogador. Aconteceu pela última vez a 21 de Agosto de 1999, no Bessa, com um empate a uma bola a ficar eternizado no marcador. Jardel marcou para o FC Porto logo a abrir; Ahinful empatou para o Boavista quase em cima do apito final.   - Há um mês que o Boavista não faz um golo na Liga. O último foi obtido por Uche, a 11 de Dezembro, e valeu um empate em casa com o Estoril. Os axadrezados vão ainda com onze jogos seguidos sem ganhar na Liga, desde os 2-0 com que se impuseram em Coimbra à Académica, a 26 de Setembro. Igualaram já a pior série desde século, que são os onze jogos seguidos sem vitória na prova que registaram entre um 1-0 ao Gil Vicente, a 24 de Fevereiro de 2006, e um 3-0 ao Benfica, a 9 de Setembro do mesmo ano.   - O FC Porto também vem com três jogos seguidos sem ganhar, algo que não lhe acontecia desde Setembro de 2014. Se agora perderam com Marítimo (3-1) e Sporting (2-0), empatando de seguida com o Rio Ave (1-1), em 2014 tinham empatado três partidas consecutivas: 0-0 com o Boavista, 1-1 com o Sporting e 2-2 com o Shakthar Donetsk.   - Zé Manuel, avançado do Boavista, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Jorge Jesus a 24 de Maio de 2009 nos últimos dois minutos de um empate do Sp. Braga no Dragão (1-1).   - Do outro lado, Marcano, defesa-central do FC Porto, também se estreou na Liga portuguesa a jogar contra o Boavista: esteve nos 90 minutos do empate a zero no Dragão, a 21 de Setembro de 2014, lançado por Julen Lopetegui.   - O Boavista não marca um golo ao FC Porto desde 28 de Abril de 2007, data da última vitória axadrezada no dérbi da Invicta. Nessa altura, os comandados de Jaime Pacheco impuseram-se por 2-1 a uma equipa liderada por Jesualdo Ferreira, com golos de Ricardo Silva e Zé Manuel, aos quais respondeu Lucho González, de penalti. Dos 28 jogadores que entraram em campo nessa noite, só resta Helton no plantel dos dragões.   - Ainda assim, os axadrezados empataram a zero dois dos últimos quatro jogos entre ambos: no Bessa em Março de 2008 e no Dragão em Setembro de 2014.   -O Boavista-FC Porto no Bessa é um jogo que tradicionalmente tem poucos golos. Neste século, em nove desafios, só se fizeram 13, sendo que só por uma vez as duas equipas marcaram: foi mesmo nesse 2-1 favorável ao Boavista, em 2007.   - Fábio Veríssimo já apitou por duas vezes o Boavista esta época, com duas derrotas da equipa axadrezada: 4-0 em Braga e 1-2 em casa com o V. Guimarães. Mas já os viu ganhar 1-0 ao Penafiel na época passada. Este será o segundo jogo que dirige do FC Porto, tendo os dragões ganho o anterior, por 3-0 ao V. Guimarães, no Dragão.
2016-01-09
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O Sporting entra na última jornada da primeira volta com a certeza de que virará a metade do campeonato em primeiro lugar, mas o nível de conforto dependerá do resultado que fizer contra o Sp. Braga, equipa comandada pela nemesis dos leões: Paulo Fonseca. O atual técnico bracarense é dos poucos treinadores da Liga portuguesa que tem um saldo favorável no confronto com o Sporting, tendo-o construído em clubes de menor dimensão. Ao todo, o atual técnico do Sp. Braga já defrontou os leões por oito vezes, tendo ganho quatro (ainda que uma após prolongamento) empatado três e perdido apenas uma: na Taça da Liga de 2012/13, por 1-0, em Alvalade, com o Paços de Ferreira. Na Liga, o saldo é amplamente favorável a Fonseca: duas vitórias por 1-0 com o Paços de Ferreira em 2012/13, uma vitória por 3-1 com o FC Porto no Dragão em 2013/14 e dois empates a uma bola outra vez com o Paços de Ferreira em 2014/15. Além destes jogos, há ainda a registar um empate a zero, com o FC Porto, em Alvalade, para a Taça da Liga e a recente vitória por 4-3 (ainda que após prolongamento), já com o Sp. Braga, para a Taça de Portugal. Já no confronto com Jorge Jesus, de quem até foi jogador no E. Amadora, em 2002/03, na II Divisão de Honra, Fonseca tem saldo negativo, ainda que com a particularidade de ter ganho as duas últimas partidas: 4-3 na recente eliminatória da Taça de Portugal e 1-0 com o Paços de Ferreira na Liga passada. Ao todo, porém, Jesus ainda tem vantagem, com cinco vitórias (uma delas contra o FC Porto, por 2-0, na Liga de 2013/14), um empate e estas duas derrotas mais recentes.   - Jorge Jesus defrontou o Sp. Braga por 18 vezes desde que abandonou a Pedreira. Ganhou metade (nove), já tendo sofrido seis derrotas, com a particularidade de três delas terem sido nos últimos quatro jogos. Na época passada, ainda no Benfica, Jesus perdeu com o Sp. Braga por 2-1 no Minho para Liga e pelo mesmo resultado na Luz para a Taça de Portugal, tendo ganho a partida em casa para a Liga por 2-0. Esta época, já no Sporting, foi eliminado da Taça de Portugal em Braga por 4-3.   - O Sporting procura a 11ª vitória consecutiva nos jogos em casa, depois de ter pedido com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Desde então, os leões ganharam sucessivamente a Nacional (1-0), V. Guimarães (5-1), Skenderbeu (5-1), Estoril (1-0), Benfica (2-1, após prolongamento), Belenenses (1-0), Besiktas (3-1), Moreirense (3-1), P. Ferreira (3-1) e FC Porto (2-0). A última série de 11 vitórias seguidas dos leões no seu estádio a aconteceu entre Fevereiro e Maio de 2012, coincidindo com o final da época, e foi interrompida logo no arranque da Liga seguinte, com uma derrota por 1-0 frente ao Rio Ave.   - Além disso, os leões marcaram golos em casa nos últimos 19 jogos, não ficando em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. É a mais longa série de jogos sempre a marcar da equipa leonina em casa desde os 21 desafios consecutivos a marcar que obteve entre Setembro de 2007 (0-1 com o Manchester United) e Abril de 2008 (0-2 com o Glasgow Rangers).   - Suceda o que suceder neste jogo, o Sporting já garantiu que chegará ao final da primeira volta da Liga isolado no primeiro lugar. Os leões não eram campeões de Inverno desde 2001/02, quando viraram com três pontos de avanço sobre o Boavista, e acabaram por ser campeões. Nessa Liga, porém, o Sporting chegou à 17ª jornada com 36 pontos, pecúlio menor do que os 41 que já têm neste momento. Além disso, com a recente vitória em Setúbal, por 6-0, os leões asseguraram também um arranque melhor do que em 1990/91, o arranque mais fulgurante da história recente do clube: nessa altura, apesar de terem ganho as primeiras onze partidas, os leões já chegaram à 17ª jornada com três derrotas e um empate, o que com as atuais regras de pontuação valeria apenas 40 pontos.   - Mesmo que ganhe ao Sp. Braga, o Sporting fará, no máximo, 44 pontos nas primeiras 17 jornadas. São menos dois do que os que tinha o Benfica de Jorge Jesus na época passada, quando se sagrou campeão de Inverno com 15 vitórias, um empate e uma derrota.   - O Sp. Braga procura o nono jogo seguido sem derrota, o que lhe permitiria igualar a melhor série desta época. A equipa de Paulo Fonseca esteve sem perder exatamente nove jogos entre os desaires no Estoril (1-0, a 12 de Setembro) e em Marselha (1-0, a 5 de Novembro). A última derrota do Sp. Braga aconteceu no Minho, frente ao Benfica: 2-0, a 30 de Novembro.   - Slimani marcou golos nas três últimas vezes que defrontou o Sp. Braga. A série começou na última jornada da Liga passada, quando fez o 4-1 final de Alvalade já em período de descontos. Depois disso, na final da Taça de Portugal, marcou a sete minutos do fim, na altura reduzindo para 1-2 um jogo que acabou empatado e em que os leões ganharam nos penalties. Por fim, no recente jogo da Taça de Portugal, voltou a marcar, desta vez empatando provisoriamente o jogo a duas bolas, aos 57’, antes de o Sp. Braga se impor no prolongamento.   - Jorge Jesus já treinou o Sp. Braga e é a confirmação de uma curiosidade: todos os treinadores que conseguem ganhar ao Sporting aos comandos do Sp. Braga acabam por treinar os leões. Jesus ganhou ao Sporting em Alvalade, em Fevereiro de 2009 (3-2) e está agora em Alvalade. Depois dele, ganharam ao Sporting Domingos Paciência (em Agosto de 2009 e Janeiro de 2010) e Leonardo Jardim (em Janeiro de 2012), tendo ambos acabado por dirigir a equipa lisboeta. Antes, já o tinha feito Jesualdo Ferreira (em Janeiro de 2006), que também passou depois por Alvalade. José Peseiro (que já tinha comandado os leões), Jorge Paixão e Sérgio Conceição nunca ganharam com o Sp. Braga ao Sporting, de modo que a única exceção dos últimos tempos é António Caldas, que venceu em Novembro de 2007 e depois emigrou para Angola. Além de Paulo Fonseca, claro…   - Os últimos dois jogos entre Sporting e Sp. Braga acabaram empatados no final dos 90 minutos, tendo o Sporting vencido a final da Taça de Portugal, em Maio, nas grandes penalidades, e o Sp. Braga ganho a eliminatória da mesma competição, no mês passado, durante o prolongamento. Antes disso, os leões tinham sete vitórias consecutivas sobre os arsenalistas.   - A última vez que o Sp. Braga evitou a derrota num jogo com o Sporting para a Liga foi em Janeiro de 2012, faz quatro anos na próxima sexta-feira. Na ocasião, dirigidos por Leonardo Jardim, os arsenalistas venceram no Minho por 2-1, com golos de Hélder Barbosa e Lima, aos quais respondeu Carrillo pela equipa de Domingos Paciência. Dessa equipa do Sp. Braga só resta no clube o veterano Alan. Dela fazia parte o central Ewerton, que agora joga no Sporting, onde se mantêm Rui Patrício, João Pereira, André Martins e Carrillo.    - O Sporting venceu os últimos sete jogos contra o Sp. Braga em Alvalade, mas o Sp. Braga fez golos em cinco deles. A última vez que os minhotos fugiram à derrota no terreno do adversário foi em Agosto de 2009, quando ali venceram por 2-1, com golos de Alan e Meyong, tendo Yannick marcado para os leões.   - Estreia de Jorge Sousa a apitar o Sporting esta época, sendo que os leões vão com seis vitórias seguidas na Liga com este árbitro, uma delas frente ao Braga (3-2 no Minho, em 2012/13), e não deixam pontos com ele em campo desde a derrota por 2-0 no Dragão, frente ao FC Porto, nessa mesma época. É a quinta vez que Sousa dirige um jogo entre Sporting e Sp. Braga na Liga: nos quatro anteriores, verificaram-se duas vitórias para cada lado, três delas por 3-2.
2016-01-09
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O FC Porto enfrenta a receção ao Rio Ave após duas derrotas consecutivas: 1-3 frente ao Marítimo, em casa, na Taça da Liga, e 0-2 com o Sporting, em Alvalade, para o campeonato. É uma situação invulgar, a pedir reação, e por isso mesmo têm clamado os adeptos azuis-e-brancos. É que os dragões não perdiam dois jogos seguidos desde Novembro e Dezembro de 2012, quando foram sucessivamente batidos por Sp. Braga (1-2, para a Taça de Portugal) e Paris St. Germain (1-2, para a Champions). Para se encontrarem três derrotas seguidas do FC Porto é preciso recuar até Outubro e Novembro de 2008, quando a equipa que era comandada por Jesualdo Ferreira foi sucessivamente batida por Dynamo Kiev (0-1), Leixões (2-3) e Naval (0-1). O que é curioso é que, mesmo assim, essa equipa do FC Porto acabou por se sagrar campeã nacional, com quatro pontos de avanço sobre o segundo, que foi o Sporting. À altura da terceira derrota, os dragões seguiam em sétimo, a cinco pontos do líder, que era o Leixões. Apesar de não ser uma situação tão grave, a equipa portista não conseguiu inverter a situação na última vez que passou três jogos seguidos sem ganhar. Tal sucedeu-lhe pela última vez numa sequência de três empates em Setembro de 2014: 0-0 com o Boavista, 1-1 com o Sporting e 2-2 com o Shakthar Donetsk. O FC Porto saiu do segundo destes empates em segundo lugar na Liga, a quatro pontos do líder, que era o Benfica, e acabou a prova nesse mesmo segundo lugar, a três pontos de distância. Um dos aspetos que mais mudou nos últimos resultados do FC Porto foi a incapacidade para manter o zero nas suas balizas. Iker Casillas segue com quatro jornadas seguidas a sofrer golos na Liga, redundando nas vitórias por 2-1 frente a P. Ferreira e Nacional, nos 3-1 à Académica e na derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade. Para se perceber como a situação é invulgar, basta reparar que o FC Porto só tinha sofrido golos em três das onze primeiras jornadas ou que encaixou mais golos (cinco) nos últimos quatro jogos que nos onze primeiros (em que sofreu apenas quatro). Para se encontrar uma sequência de pelo menos quatro jogos seguidos do FC Porto a sofrer golos na Liga é preciso recuar até Outubro e Novembro de 2013, quando a equipa dirigida por Paulo Fonseca foi incapaz de manter o zero nas suas redes por cinco jogos consecutivos: 3-1 ao Arouca e ao Sporting, 1-1 com Belenenses e Nacional e 0-1 frente à Académica   - O Rio Ave, que só tinha perdido uma vez esta época até ao início de Novembro (1-2 contra o Sporting, em Setembro), já soma mais cinco derrotas desde essa altura: 3-2 com o Marítimo, 1-0 com o Moreirense, 3-1 com o V. Guimarães, 3-1 com o Benfica e 3-2 com o Tondela. É curioso que os vila-condenses tenham feito golos em cinco das seis derrotas da época. Aliás, o Rio Ave só ficou em branco uma vez em 20 jogos oficiais esta temporada, a derrota por 1-0 em Moreira de Cónegos.   - Este jogo será, por isso, o confronto entre um dos melhores ataques da Liga nos jogos fora e a melhor defesa na partidas em casa. O Rio Ave já fez 14 golos em deslocação, menos um que o V. Setúbal, que tem o melhor ataque da prova fora de casa. Mas o FC Porto só sofreu dois golos no Dragão, menos um que o Sporting, a segunda melhor defesa nas partidas em casa.   - Pedro Martins, o treinador do Rio Ave, perdeu os três jogos que fez contra Julen Lopetegui, todos na época passada. O FC Porto do basco impôs-se por 5-0 no Dragão e 3-1 em Vila do Conde nas partidas da Liga e ainda foi ganhar aos Arcos por 1-0 na Taça da Liga.   - Aliás, só por uma vez Pedro Martins viu uma equipa sua marcar um golo no Dragão, em jogos da Liga. E foi logo na primeira vez que lá foi, faz na terça-feira cinco anos: o FC Porto ganhou por 4-1 ao Marítimo do técnico feirense. Depois disso, Martins perdeu sempre no Dragão: 2-0 em 2011/12, 5-0 em 2012/13, 3-0 em 2013/14 (as três vezes com o Marítimo) e outra vez 5-0 em 2014/15 (já com o Rio Ave). A somar a estes jogos há mais uma visita, outra derrota, esta por 3-2, no jogo da Taça da Liga que ficou célebre pelo atraso com que se jogou.   - Martins já ganhou uma vez ao FC Porto em 12 jogos: foi em 2013/14 que o seu Marítimo bateu os dragões por 1-0, mas nos Barreiros.   - Danilo Pereira, médio internacional do FC Porto, foi lançado na Liga por Pedro Martins, quando este dirigia o Marítimo. Aconteceu a 18 de Agosto de 2013, numa vitória dos insulares sobre o Benfica, por 2-1.   - Pedro Moreira pode completar o 50º jogo com a camisola do Rio Ave, depois de ter chegado a Vila do Conde emprestado pelo FC Porto, na época passada. Dos 49 que já fez, 32 foram na Liga portuguesa, sete na Liga Europa, seis na Taça de Portugal, três na Taça da Liga e um na Supertaça.   - Cássio, guarda-redes do Rio Ave, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Paulo Sérgio a 26 de Setembro de 2008, numa derrota do Paços de Ferreira no Dragão, por 2-0. Também Roderick se estreou na Liga a perder no Dragão, encaixando cinco golos sem resposta com a camisola do Benfica, a 7 de Novembro de 2010 – lançou-o Jorge Jesus. Por fim, Guedes, avançado dos vila-condenses, também chegou à Liga pela porta do Dragão, lançado por Luís Castro numa derrota do Penafiel por 3-1, a 17 de Dezembro de 2005.   - André Vilas Boas, uma das referências do Rio Ave, foi campeão pelo FC Porto, em 2003/04. José Mourinho deu-lhe um minuto nesse campeonato, depois de o mandar de volta para a equipa B e de o devolver ao Rio Ave.   - O FC Porto ganhou os derradeiros sete jogos que fez contra o Rio Ave (e 16 dos últimos 17). Nas últimas 20 vezes que os dois clubes se defrontaram, o máximo que os vila-condenses conseguiram foram três empates: 2-2 em Setembro de 2012, 0-0 em Setembro de 2008 e em Janeiro de 2006. De resto, o Rio Ave só pontuou uma vez no Dragão, num empate a uma bola que faz 11 anos na próxima terça-feira. Ao todo, soma ali três empates e uma vitória, mas as ocasiões anteriores em que voltou do Porto com pontos tinham sido na sequência de jogos nas Antas.   - As últimas três visitas do Rio Ave ao Dragão foram resolvidas de forma clara: 4-0 em 2012/13, 3-0 em 2013/14 e 5-0 em 2014/15. O último golo do Rio Ave neste estádio foi obtido por Braga, numa derrota por 2-1, em Fevereiro de 2013. Jackson tem sido o goleador mais frequente do FC Porto neste confronto, tendo obtido quatro golos nos últimos quatro jogos. Dos que ainda estão no FC Poto, só Tello e Varela marcaram na receção ao Rio Ave, ainda que Maicon e Aboubakar o tenham feito em Vila do Conde.   - Será o 11º jogo em que Rui Costa apita o FC Porto na Liga, sendo que os Dragões nunca perderam com ele. O pior que lhes aconteceu foi ceder dois empates, frente ao P. Ferreira em 2009/10 e ao Belenenses em 2014/15. Com ele, o Rio Ave perdeu sete vezes (em 15 jogos), duas delas na Luz, contra o Benfica.
2016-01-05
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Duas equipas com propensão goleadora, V. Setúbal e Sporting têm montado os ataques muito em cima dos seus avançados-estrela, o coreano Suk e o argelino Slimani, respetivamente o terceiro e o segundo melhor marcadores da Liga, com nove e dez golos. Ambos estão a viver um excelente momento e mostram apetência por marcar ao adversário de agora, não sendo por isso estranho que se comente – até por semelhanças físicas – que os leões tenham pensado em Suk como alternativa a Slimani. Suk, que chegou a Portugal, vindo do futebol holandês, em Janeiro de 2013, fez o seu primeiro golo lusitano, ainda ao serviço do Marítimo, na baliza de Rui Patrício, na altura valendo uma vitória dos insulares em Alvalade, por 1-0. Era o terceiro jogo do asiático com a camisola verde-rubra e logo ali ele deixava um cartão de visita que raramente deixou de honrar. Depois de uma passagem pela Arábia Saudita, regressou a Portugal para vestir a camisola do Nacional – o único clube com o qual não conseguiu marcar ao Sporting, ficando em branco na derrota por 1-0 na Choupana, em Dezembro de 2014. Só voltou a defrontar os leões na Liga em Abril de 2015, já em representação do V. Setúbal, voltando a marcar, para atenuar a derrota da sua equipa por 2-1 no Bonfim. Além disso, Suk fez golos nas três últimas partidas do Vitória no Bonfim, onde não fica em branco desde os 2-2 com o U. Madeira, em Novembro. Desde então, fez um golo nos 2-4 com o Benfica, outro no empate a uma bola frente ao Rio Ave (Taça de Portugal) e outro ainda no 1-1 com o Sp. Braga, no sábado passado. Mas o bom momento é comum ao argelino Slimani, que vem de um bis inspirador nos 2-0 ao FC Porto, estando a apenas um golo do seu recorde para uma época inteira, que são os 15 golos de 2014/15. Ora Slimani tem três golos em outros tantos jogos contra o V. Setúbal, sendo que marcou sempre que foi titular: só ficou em branco nos 2-1 do Bonfim, em Abril, mas aí só entrou em campo a 20’ do fim. Antes, já tinha marcado nos 2-2 de Março de 2014 e bisado nos 3-0 de Novembro do mesmo ano.   - O V. Setúbal só perdeu uma vez no Bonfim esta época. Foram os 4-2 contra o Benfica, em Dezembro. Em contrapartida, também só ganhou uma vez: 1-0 ao Estoril, em Outubro. Soma, além desses dois jogos atípicos, sete empates, seis deles com golos.   - O Sporting segue com duas derrotas consecutivas fora de casa, não ganhando como visitante desde a deslocação ao Funchal, para defrontar o Marítimo, a 5 de Dezembro (1-0). Desde então, foi batido pelo Sp. Braga (4-3, após prolongamento, na Taça de Portugal) e pelo U. Madeira (1-0).   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Sporting e nas duas vezes que defrontou Jorge Jesus, mas com nuances diferentes. Frente aos leões o seu Feirense não fez sequer um golo (0-2 em Aveiro e 0-1 em Alvalade). Já nos jogos com o Benfica de Jesus vendeu sempre muito mais cara a derrota: 1-3 na Luz, aguentando o empate até ao último quarto-de-hora, e 1-2 na Feira, de virada.   - Regresso de Jorge Jesus a Setúbal, onde foi jogador (de 1980 a 1983) e treinador (de 2000 a 2002). Desde que saiu do banco do Vitória, após uma derrota com o Varzim, em Janeiro de 2002, Jesus voltou com equipas suas a Setúbal por dez vezes, ganhando sete, empatando duas e perdendo apenas uma, com a U. Leiria (2-0), em Outubro de 2005. A última vez que não ganhou em Setúbal foi em Fevereiro de 2010, quando ali empatou (1-1) com o Benfica.   - Nuno Pinto, lateral do V. Setúbal, estreou-se na Liga portuguesa com a camisola do Boavista num empate a uma bola frente ao Sporting, a 28 de Janeiro de 2007. Foi lançado por Jaime Pacheco. O mesmo sucedeu com o avançado André Claro, a quem Pedro Emanuel deu os primeiros minutos na Liga numa partida com os leões, perdida em Alvalade pelo Arouca (5-1), a 18 de Agosto de 2013.   - Nos leões, Carlos Mané também se estreou na Liga a defrontar o adversdário desta jornada. Foi lançado por Leonardo Jardim nos últimos 7 minutos de uma vitória dos leões frente ao V. Setúbal, por 4-0, a 5 de Outubro de 2013.   - O Sporting não perde com o V. Setúbal desde Novembro de 2012, quando saiu do Bonfim vergado a uma derrota por 2-1, com golos de Meyong e Pedro Santos contra um de Jeffrén. Dos 14 homens que José Mota fez alinhar nessa noite pelo Vitória, subsistem no clube Paulo Tavares e Miguel Lourenço, que até foi expulso. Do Sporting só sobra Rui Patrício.   - O Sporting interrompeu na época passada uma série de três jogos sem ganhar em Setúbal, impondo-se por 2-1 (Carlos Mané e Tanaka marcaram para os leões, Suk fê-lo para os sadinos), mas já não sai do Bonfim sem sofrer golos desde Dezembro de 2010, quando ali venceu por 3-0 (bis de Yannick a somar a um golo de Abel). Foi a última vez que os leões se deslocaram a Setúbal com um treinador que lá tinha jogado: Paulo Sérgio, como agora Jorge Jesus.   - O V. Setúbal empatou todos os jogos que fez com Jorge Ferreira a apitar na Liga, dos quais apenas um foi no Bonfim: o V. Setúbal-Estoril de 2013/14 (1-1). Com este árbitro, o Sporting ganhou seis jogos em oito na Liga, tendo perdido os seus únicos pontos em Alvalade, num 0-1 com o Estoril (2013/14) e um 1-1 contra o Moreirense (2014/15).
2016-01-05
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O Benfica-Marítimo será a quarta tentativa desta época para o Benfica suplantar a barreira das três vitórias consecutivas. Até este momento, os encarnados já conseguiram por três vezes ganhar três jogos seguidos, mas espalharam-se sempre no quarto, frente a FC Porto, Galatasaray e Sporting. A tendência, aliás, já vem da ponta final da época passada, uma vez que o Benfica não vence quatro jogos seguidos desde Março. A última série vitoriosa superior a três jogos registada pelo Benfica data de Fevereiro e Março, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus até se impôs seis vezes seguidas, a V. Setúbal (3-0 para a Taça da Liga e mais 3-0 para o campeonato), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Essa série foi interrompida com a derrota em Vila do Conde, frente ao Rio Ave (1-2), a 21 de Março de 2015. E logo na época anterior o Benfica se revelou incapaz de ultrapassar a barreira do quarto jogo, quando ganhou a Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0), para depois empatar a zero com o FC Porto, no jogo que começou a definir com mais certeza a conquista do bicampeonato. Já esta época, por mais três vezes o Benfica ganhou três partidas consecutivas, mas esbarrou sempre num adversário mais competente ao quarto. Em Agosto e Setembro, ganhou a Moreirense (3-2), Belenenses (6-0) e Astana (2-0), mas perdeu a seguir com o FC Porto no Dragão (1-0). Depois disso, em Setembro e Outubro, voltou a vencer consecutivamente o Paços de Ferreira (3-0), o Atlético Madrid (2-1) e o Vianense (2-1), mas viu a série interrompida em Istambul, onde foi batido pelo Galatasaray (2-1). Por fim, em Outubro e Novembro bateu o Tondela (4-0), o Galatasaray (2-1) e o Boavista (2-0), caindo de seguida frente ao Sporting, na Taça de Portugal (1-2). A quarta tentativa da época (quinta seguida, se contarmos a ponta final de 2014/15) de somar quatro vitórias seguidas começou a ser construída com os sucessos contra o Rio Ave (3-1), o Nacional (1-0) e o V. Guimarães (1-0). O adversário que se segue é o Marítimo.   - Raul Jiménez fez golos nos últimos dois jogos do Benfica na Luz, sempre perto do final das partidas. Marcou o terceiro nos 3-1 ao Rio Ave, a 7’ do fim, e decidiu a partida frente ao Nacional (1-0), já em cima do minuto 90. Em ambos os casos o avançado mexicano saiu do banco para marcar.   - O Marítimo marcou golos nos últimos quatro jogos: vitória por 4-3 em Guimarães, derrota por 4-1 em Arouca, vitória por 3-1 frente ao FC Porto no Dragão e empate a uma bola em casa com o Estoril. Não fica em branco desde a receção ao Sporting (0-1), a 5 de Dezembro. Em contrapartida, a equipa de Ivo Vieira tem sido incapaz de manter a baliza inviolada: há nove jogos seguidos que sofre sempre golos, não segurando o zero desde a vitória no Bessa (1-0), a 1 de Novembro.   - Marega, avançado que fez o golo do Marítimo na derrota na Luz, em Maio, vem com dois jogos seguidos a marcar: fez o terceiro nos 3-1 com que os insulares ganharam ao FC Porto no Dragão e adiantou a equipa no empate em casa com o Estoril (1-1). A melhor série de jogos consecutivos a marcar do maliano ficou em cinco partidas, na ponta final da época passada, tendo sido interrompida precisamente contra o Benfica, mas na final da Taça da Liga: marcou ao Estoril (1-1), ao Arouca (1-1), ao Sp. Braga (3-1), ao Rio Ave (bis nuns 4-0) e ao Benfica (1-4), falhando depois o encontro com as redes no 1-2 contra o mesmo Benfica, na final da Taça da Liga.   - Ruben Ferreira vai estar fora do jogo com o Benfica, porque foi expulso na partida do Marítimo frente ao Estoril. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, um total que é o mais elevado do campeonato e já bateu o recorde de expulsões do Marítimo numa época inteira de I Divisão.   - Rui Vitória nunca perdeu em casa com o Marítimo em jogos da Liga – a única derrota foi em 2011/12, na Taça da Liga – e só cedeu um empate, mas nunca viu as suas equipas marcarem mais de um golo a este adversário: 1-0 com o Paços de Ferreira em 2010/11; 1-0, 1-1, 1-0 e 1-0 com o V. Guimarães de 2011/12 em diante.   - Ivo Vieira, por sua vez, perdeu os três jogos que fez na carreira contra o Benfica: 2-0 ainda aos comandos do Nacional, em 2011/12, e na época passada 4-1 e 2-1 nas partidas da Liga e da Taça da Liga. No confronto direto com Rui Vitória soma uma vitória (Nacional 1, P. Ferreira 0, em 2010/11) e uma derrota (Nacional 1, V. Guimarães 4, na estreia de Vitória à frente dos minhotos, em 2011/12).   - O benfiquista André Almeida estreou-se na Liga a defrontar o Marítimo. Foi a 29 de Novembro de 2008 que Jaime Pacheco o lançou no Belenenses, para jogar os últimos 9 minutos de uma derrota frente aos verde-rubros, por 2-0. Além do lateral, também Ederson, guarda-redes suplente dos encarnados, se estreou na Liga frente ao Marítimo, lançado por Nuno Espírito Santo no Rio Ave numa derrota (0-1) em casa, a 18 de Agosto de 2012.   - José Sá, que tem sido guarda-redes suplente do Marítimo e fez parte da formação no Benfica, também se estreou na Liga frente ao adversário de agora. Foi lançado por Pedro Martins, a 18 de Agosto de 2013, precisamente na última vez que os maritimistas venceram os encarnados, por 2-1. Além dele, também o médio Alex Soares se estreou nesse dia.   - O Benfica segue com quatro vitórias seguidas em confrontos com o Marítimo, incluindo a final da Taça da Liga da época passada, em Maio, que venceu por 2-1, com golos de Jonas e Ola John, a responder a um tento de João Diogo. A última vez em que o Marítimo evitou a derrota foi na abertura da Liga de 2013/14, quando ganhou por 2-1 nos Barreiros. O Benfica, porém, veio a ser campeão nesse ano.   - Além disso, o bicampeão nacional ganhou as últimas sete receções ao Marítimo na Luz. Todas elas desde o empate a uma bola na abertura do campeonato de 2009/10, quando só evitou a derrota a quatro minutos do fim, com um golo de Weldon, depois de Alonso ter adiantado os madeirenses. Também nesse ano, contudo, o Benfica acabou por ser campeão.   - Jonas marcou golos nas duas últimas vezes em que defrontou os leões do Funchal: além da final da Taça da Liga, na qual abriu o ativo, bisou na Luz, nos 4-1 com que os encarnados despacharam o Marítimo no encerramento da última Liga, uma semana antes.   - O Marítimo só venceu uma vez na Luz. Foi em Setembro de 1987, por 1-0, graças a um golo do brasileiro Paulo Ricardo, que ajudou a avolumar a crise em torno de Ebbe Skovdahl, o treinador dinamarquês que o Benfica demitiu dois meses depois.   - Fábio Veríssimo apita pela segunda vez o Benfica na Liga, depois de já ter estado na vitória dos encarnados frente ao Tondela, em Aveiro, por 4-0. Nunca dirigiu uma partida do Marítimo no campeonato.    
2016-01-05
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O Estádio José Alvalade está transformado numa espécie de local maldito para o FC Porto, que ali não ganha desde Outubro de 2008. A visita ao Sporting é aquela em que os dragões deixaram mais pontos nos últimos dez campeonatos: 19, ao todo, contra 17 na Luz e 15 nos Barreiros (já contando os dois que lá ficaram na temporada atual). Desde esse sucesso de 2008, o FC Porto já ganhou em todos os estádios do campeonato pelo menos uma vez. Foi Jesualdo Ferreira o último treinador dos dragões a ganhar em Alvalade, nessa quinta jornada da Liga de 2008/09. O FC Porto adiantou-se, por Lisandro López, João Moutinho empatou para os leões, na altura liderados por Paulo Bento, de penalti, e um livre de Bruno Alves permitiu a vitória azul-e-branca, por 2-1. Dos 28 jogadores que nesse dia estiveram em campo só resta nos dois clubes o guardião leonino Rui Patrício, que por esses tempos ainda estava a começar a impor-se na baliza do Sporting. Desde essa vitória, o melhor que o FC Porto conseguiu levar de Alvalade foram empates, ainda que um deles, um mês depois, lhe tenha permitido seguir em frente na Taça de Portugal, no desempate por grandes penalidades, depois de os 120 minutos de jogo não terem desempatado as duas equipas. Na Liga, o Sporting ganhou por 3-0 em 2009/10 (marcaram Yannick, Izmailov e Veloso), verificou-se um empate a uma bola em 2010/11 (golos de Valdés para os leões e Falcao para os dragões) e mais dois, ambos sem golos, em 2011/12 e 2012/13. Em 2013/14 ganhou o Sporting por 1-0 (golo de Slimani) e na época passada as duas equipas voltaram a empatar a um golo (Jonathan Silva adiantou os lisboetas, tendo os portistas empatado através de um autogolo de Sarr). Alvalade é assim o estádio da Liga onde o FC Porto não ganha há mais tempo. São já sete anos (e quase três meses), o máximo período de invencibilidade leonina em casa contra os portistas na Liga desde as décadas de 60 e 70. Nessa altura, os leões estiveram sem perder com o FC Porto em casa para o campeonato entre Março de 1963 (0-1, com golo de Serafim) e Dezembro de 1972 (0-3, com golo de Abel e bis de Flávio).   - O Sporting ganhou os últimos três jogos em casa pelo mesmo resultado: 3-1 ao Besiktas para a Liga Europa, ao Moreirense para a Liga portuguesa e ao Paços de Ferreira para a Taça da Liga. Além disso, os leões seguem com nove vitórias seguidas nos jogos em casa desde que perderam com o Lokomotiv, também por 3-1, na Liga Europa, a 17 de Setembro. No jogo com o FC Porto procuram a décima vitória caseira sucessiva, algo que não conseguem desde o final da época de 2011/12, quando a equipa de Ricardo Sá Pinto venceu consecutivamente os últimos onze jogos caseiros da temporada.   - O FC Porto, por sua vez, vem de uma derrota em casa frente ao Marítimo na Taça da Liga, por 3-1, sendo absolutamente regular nos últimos nove jogos disputados: ganha três e perde o quarto. Venceu Maccabi, V. Setúbal e Angrense antes da derrota com o Dynamo Kiev; bateu Tondela, U. Madeira e P. Ferreira antes de ceder ante o Chelsea; derrotou Nacional, Feirense e Académica antes de ser derrotado pelo Marítimo. Seguindo a série, agora é vez de ganhar.                - Julen Lopetegui nunca ganhou um jogo a Jorge Jesus e nunca viu sequer uma equipa sua marcar um golo a uma liderada pelo atual treinador leonino. Os dois só se defrontaram duas vezes, com o Benfica de Jesus a ganhar no Dragão por 2-0 e a empatar na Luz (0-0). Por sua vez, nos jogos com o Sporting tem uma vitória, um empate e uma derrota: ganhou por 3-0 na Liga, no jogo em casa, perdeu por 3-1 na Taça de Portuigal, também no seu estádio, e empatou a uma bola em Alvalade para o campeonato.   - Nos 19 jogos que fez pelo Benfica contra o FC Porto, Jorge Jesus tem saldo negativo: ganhou sete vezes e perdeu oito, empatando os quatro restantes. Antes de chegar ao Benfica, nunca tinha sequer ganho ao FC Porto, tendo no entanto conseguido empatar com Sp. Braga, Belenenses, Moreirense e Felgueiras.   - Aquilani e Gelson Martins marcaram ambos nas duas últimas partidas do Sporting em casa, contra o Paços de Ferreira e o Moreirense.   - André André estreou-se na Liga a jogar contra o Sporting, lançado por Rui Vitória num empate do V. Guimarães frente aos leões, em casa, a 19 de Agosto de 2012. O mesmo sucedeu a Evandro, que teve o primeiro odor a Liga portuguesa com a camisola do Estoril em Alvalade, noutro empate, a 29 de Setembro de 2012, lançado por Marco Silva.   - O equilíbrio tem sido a nota dominante nos últimos confrontos entre Sporting e FC Porto, pois desde 2012 que nenhum dos dois ganha dois jogos seguidos. Nesse ano, os dragões impuseram-se duas vezes consecutivas por 2-0 no Dragão: na 29ª jornada da Liga de 2011/12 e na sexta ronda da prova de 2012/13. Nas últimas duas épocas, houve sempre três jogos entre ambos, com divisão equitativa dos três resultados possíveis: duas vitórias para cada lado e dois empates.   - Hugo Miguel, o árbitro do clássico, ainda não viu uma vitória das equipas da casa nos seis jogos que apitou esta época. Dois desses jogos envolveram o FC Porto: o empate (1-1) com o Marítimo nos Barreiros e a vitória (2-1) contra o Rio Ave em Vila do Conde. O juiz lisboeta já não dirige um jogo do Sporting na Liga desde a vitória em Braga (1-0) na época passada. Com ele, o Sporting já perdeu duas vezes (no Estoril em 2012/13 e em Guimarães em 2014/15) em dez jogos, ao passo que o FC Porto segue invicto, com 13 vitórias e apenas um empate (o desta época, nos Barreiros) em 14 jogos.
2016-01-01
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Rui Vitória vai defrontar a equipa que mais projeção lhe deu no futebol nacional, o V. Guimarães, podendo por isso aproveitar o conhecimento adquirido nas quatro épocas que lá passou. No caso do atual treinador benfiquista, porém, isso não tem sido uma grande vantagem, pois apesar de uma carreira sempre a subir de nível, não tem um histórico particularmente feliz contra ex-equipas suas: em Guimarães ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra a equipa que tinha orientado antes da atual, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira com o V. Guimarães. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar. Boas perspetivas, uma vez que o jogo de sábado se disputará no campo do adversário. A primeira época de Rui Vitória em Guimarães – que, recorde-se, o treinador ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-1 e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira. Mais um bom prenúncio na viagem do Benfica a Guimarães, pois esta é a primeira temporada do treinador no seu novo clube e a primeira vez que defronta a anterior equipa. Quererão os adeptos benfiquistas acreditar ainda que a tendência para deixar pontos no confronto com as ex-equipas terá ficado definitivamente para trás das costas agora que Rui Vitória deu o salto para um grande. É que, além do mais, esta época o treinador ribatejano já recebeu o Paços de Ferreira, a equipa que orientou antes de se ocupar do V. Guimarães, e levou o seu Benfica a vencer por 3-0 em casa, naquele que foi o primeiro jogo de Vitória na Liga contra uma ex-equipa no qual não sofreu golos.   - Sérgio Conceição, atual treinador do V. Guimarães, foi um dos dois treinadores capazes de ganhar por duas vezes ao Benfica na época passada – o outro foi André Villas-Boas. Enquanto treinador do Sp. Braga, Conceição bateu a equipa de Jorge Jesus em casa para a Liga (2-1) e na Luz para a Taça de Portugal (2-1), curiosamente em dois jogos nos quais começou sempre a perder e virou o placar. Foram as duas únicas vitórias que conseguiu sobre o Benfica em oito jogos, nos quais soma cinco derrotas e um empate (0-0), com o Olhanense, em Março de 2012, na primeira vez que defrontou o Benfica como treinador.   - Além disso, Conceição também só ganhou uma vez a Rui Vitória e foi na época passada: 2-1 para a Taça de Portugal, com o Sp. Braga, em Guimarães. De resto, sempre com o opositor no banco que agora é seu, o atual técnico vimaranense soma três empates e três derrotas (sempre um com cada clube que dirigiu: Sp. Braga, Académica e Olhanense.   - Desde Setembro que o V. Guimarães perde em casa jogo sim-jogo não: ganhou ao Tondela e depois perdeu com o Sp. Braga; empatou com a Académica e depois perdeu com o Nacional; venceu o Rio Ave e depois perdeu com o Marítimo. A sequência não favorece a ideia de uma segunda derrota seguida em casa, algo que os vimaranenses já não conhecem desde Abril de 2014, quando foram consecutivamente batidos por Estoril (1-3) e Arouca (2-3).   - O central benfiquista Jardel vai defrontar o adversário contra o qual se estreou na Liga portuguesa. Foi a 16 de Agosto de 2010 que Daúto Faquirá o lançou num Olhanense-V. Guimarães que acabou empatado a zero.   - Muitos jogadores do plantel vimaranense foram lançados na Liga por Rui Vitória, atual treinador do Benfica. Foi o caso de Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Bruno Gaspar, Luís Rocha, Breno, Cafu, Bouba Saré, Bruno Alves, Otávio, Alex, Ricardo Gomes, Ricardo Valente e Areias. Chegavam para fazer uma equipa, com suplentes e tudo.   - A estreia do atacante Ricardo Valente foi mesmo contra o Benfica, a 10 de Janeiro de 2015, quando substituiu Ricardo Gomes a meia hora do final de uma partida que os minhotos perderam, na Luz, por 3-0.   - Cafu poderá fazer o 50º jogo pelo V. Guimarães. Dos 49 que já realizou, 42 foram na Liga portuguesa, aos quais soma três na Taça da Liga, dois na Liga Europa outros dois na Taça de Portugal.   - Assis, que tem sido o guarda-redes suplente do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, ocupando o lugar de Bruno Vale, quando este foi expulso, a 11’ do fim, num Benfica-Belenenses de Fevereiro de 2010 que os encarnados venceram por 1-0.   - O V. Guimarães não fez um único golo nos últimos quatro jogos em que defrontou o Benfica, perdendo três (duas vezes 1-0 e uma por 3-0) e empatando outra a zero, na tarde em que os encarnados celebraram o bicampeonato, em Maio passado. O último golo vimaranense ao Benfica foi no Jamor, em Maio de 2013, marcado por Ricardo Pereira e valeu a conquista da Taça de Portugal à equipa então orientada por Rui Vitória, pois permitiu um sucesso por 2-1.   - O último golo sofrido pelo Benfica em Guimarães já data de Fevereiro de 2012, quando o Vitória local se impôs por 1-0, graças a um tento do brasileiro Toscano. Dos 14 que Jorge Jesus levou a jogo nessa noite restam no Benfica apenas Luisão e Gaitán, enquanto no Vitória já não está nenhum dos heróis da vitória.   - V. Guimarães e Benfica perderam os jogos que fizeram esta época na Liga com Carlos Xistra. Os vimaranenses em casa com o Nacional (0-1) e os benfiquistas também no seu estádio, face ao Sporting (0-3). De resto, este árbitro que apitou dois penaltis a favor da equipa da casa nos seus dois últimos desafios na Liga (FC Porto-P. Ferreira e Académica-Belenenses), já dirigiu o Benfica por 19 vezes no campeonato (11 vitórias, quatro empates e quatro derrotas) e por 18 ocasiões o V. Guimarães (seis vitórias, cinco empates e sete derrotas). Dois dos 196 jogos que fez na Liga foram V. Guimarães-Benfica: em 2008/09 ganharam os encarnados por 2-1 e em 2011/12 venceram os minhotos por 1-0.
2016-01-01
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O FC Porto ainda não perdeu esta época na Liga e procura o 30º jogo seguido sem derrotas na prova, desde que foi batido pelo Marítimo, por 1-0, em Janeiro. Uma série que equivaleria a um campeonato inteiro com 16 equipas e que é a mais longa invencibilidade na prova dos dragões desde os 53 jogos seguidos sem perder na Liga conseguidos por Vítor Pereira, André Villas-Boas e Paulo Fonseca entre Janeiro de 2012 e Novembro de 2013 e interrompida precisamente com uma derrota frente à Académica, em Coimbra, por 1-0. Além disso, o FC Porto fez, na semana passada, um ano sem perder em casa para a Liga. A última derrota no Dragão para esta competição foi a 14 de Dezembro de 2014, frente ao Benfica, por 2-0, tendo os dragões jogado ali para esta prova mais 17 vezes. Muito aquém dos 81 jogos que a equipa azul e branca esteve sem perder em casa para o campeonato entre uma derrota com o Leixões em Outubro de 2008 e outra com o Estoril em Fevereiro de 2014. O problema para os academistas é que a sua equipa não marca golos fora há três jogos: empatou a zero com o Trofense na Taça de Portugal, ganhando nas grandes penalidades, sendo depois batida pelo Benfica (3-0, para a Liga) e pelo Boavista (1-0, para a Taça). O último golo da equipa fora de Coimbra foi obtido por Rabiola, no empate (1-1) no Estoril, a 6 de Novembro.   - Julen Lopetegui ganhou os três jogos que fez contra a Académica, todos na época passada: 3-0 em Coimbra e 1-0 no Dragão para a Liga a juntar a um 4-1 em casa para a Taça da Liga. Este último jogo serviu a Gonçalo Paciência, atual jogador da Académica – impedido de jogar por estar emprestado pelos dragões – para marcar o seu único golo com a camisola azul-e-branca.   - Filipe Gouveia, treinador da Académica, só defrontou um grande do futebol nacional como treinador, tendo perdido com o Benfica na Luz, por 3-0. O último que enfrentou enquanto jogador, ao serviço do Gil Vicente, foi precisamente o FC Porto, no Dragão, em Abril de 2006. E também perdeu por 3-0.   - Layun esteve entre os marcadores de golos dos últimos dois jogos do FC Porto em casa para a Liga. Fez, de penalti, o 2-1 decisivo ao Paços de Ferreira e já tinha sido ele a fechar o placar nos 2-0 ao V. Setúbal.   - A Académica teve dois penaltis contra em cada um dos jogos que já fez contra os outros dois grandes. Perdeu com o Sporting em casa por 3-1, num jogo em que Adrien falhou um penalti e Aquilani converteu outro, e foi batido por 3-0 pelo Benfica na Luz, com dois penaltis de Jonas pelo meio.   - Helton, o guarda-redes portista que jogou na Taça de Portugal frente ao Feirense e que deverá estar no banco contra a Académica, estreou-se na Liga portuguesa precisamente frente aos estudantes, a 23 de Março de 2003 (há mais de doze anos!), quando Manuel Cajuda o lançou num empate caseiro da U. Leiria.   - A Académica tem no plantel três jogadores que ganharam campeonato nacional e Taça de Portugal pelo FC Porto. O lateral Emídio Rafael ganhou a dobradinha em 2010/11, o extremo Ivanildo tinha conseguido a mesma dupla de troféus em 2005/06 e o avançado Rabiola fê-lo em 2008/09.   - O FC Porto ganhou os últimos quatro jogos em casa à Académica, que não pontua no Dragão desde Março de 2012, quando esteve mesmo à beira de ganhar: adiantou-se por Edinho e só cedeu o empate nos descontos, graças a um penalti convertido por Hulk. Para encontrar uma vitória da Académica no Porto é preciso recuar a 1971 e ao velhinho Estádio das Antas: na altura a equipa liderada por Juca impôs-se por 3-2 ao FC Porto de António Teixeira.   - O FC Porto nunca perdeu na Liga com Bruno Esteves a apitar, tendo cedido apenas dois empates em oito jogos (Feirense e Rio Ave, ambos fora de casa). A Académica ganhou duas vezes em dez jogos com ele, mas já o teve esta época na receção ao Sporting, que perdeu por 3-1. Nesse jogo, Esteves fez jus à reputação de disciplinador e expulsou Fernando Alexandre. Em cinco jogos da atual Liga, o árbitro de Setúbal já mostrou quatro vermelhos e assinalou quatro grandes penalidades.
2015-12-19
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Islam Slimani fez um golo nos últimos três jogos do Sporting: esteve nos goleadores dos 3-1 ao Besiktas e ao Moreirense e do 3-4 com o Sp. Braga, após prolongamento. Procurará frente ao U. Madeira um quarto jogo seguido a marcar, algo que só conseguiu uma vez pelo clube de Alvalade: em Fevereiro e Março de 2014, quando marcou consecutivamente a Rio Ave (2-1), Sp. Braga (2-1), V. Setúbal (2-2) e FC Porto (1-0). Ficou em branco ao quinto jogo, precisamente no Funchal, mas contra o Marítimo, o que não impediu o Sporting de ganhar por 3-1. Não deixa de ser curioso que o último jogo do Sporting sem um golo de Slimani tenha sido também no Funchal: a vitória por 1-0 contra o Marítimo, nos Barreiros, no início deste mês. É verdade que o atacante argelino nem jogou nessa noite, pois estava suspenso, fruto de ter visto o quinto cartão amarelo na Liga na receção ao Belenenses. Mas a verdade é que Slimani nunca fez um golo na Madeira, já tendo lá jogado por seis vezes. A primeira foi precisamente essa vitória por 3-1 sobre o Marítimo, em Março de 2014, na qual interrompeu a série de quatro jogos a marcar, mas depois disso voltou lá para defrontar o Nacional por três ocasiões (uma vitória por 1-0 e dois empates, por 2-2 e 1-1) e o Marítimo por mais uma (sucesso por 1-0), nunca marcando golos. Marque ou não na visita ao U. Madeira, esta está a ser a melhor época de Slimani no Sporting: já chegou aos 12 golos em 22 jogos – de todas as competições – o que o deixa a apenas três do total da época passada, na qual fez 15 tentos em 33 jogos, e já supera os números de 2013/14, em que marcou por dez vezes em 30 partidas. De qualquer modo, nunca tinha feito tantos golos até à pausa de Natal e Ano Novo: na época passada tinha chegado aos oito golos e há dois anos aos quatro. É verdade que há aqui uma tendência de progressão geométrica, mas para lhe dar continuidade, a Slimani não bastaria romper frente ao União a malapata da U. Madeira: teria de acabar o jogo com um póquer que lhe permitisse chegar ao Natal com 16 golos no ativo. Difícil.   - O Sporting vem da quarta derrota da época, em Braga, por 4-3 (após prolongamento), na Taça de Portugal. Até aqui, ganhou sempre o jogo que se seguiu a uma derrota: 3-1 à Académica após o 1-3 com o CSKA Moscovo; 1-0 ao Nacional após o 1-3 com o Lokomotiv Moscovo; e 1-0 ao Arouca após o 0-3 com o Skenderbeu. A última vez que os leões não ganharam um jogo após uma derrota, porém, foi no mesmo estádio onde vão agora jogar: empataram a duas bolas com o Nacional na Choupana depois de terem sido derrotados por 3-0 pelo FC Porto, no Dragão, em Março.   - Se ganhar ao U. Madeira, o Sporting garante que chega ao Natal na liderança isolada da Liga. Tal não acontece desde 2001, quando os leões de Laszlo Bölöni ganharam a 22 de Dezembro em Alvalade ao V. Setúbal de um certo Jorge Jesus, por 1-0, atingindo a 16ª jornada na liderança, com um ponto a mais que o Boavista. No final da época, foram campeões. Em 2013/14, o Sporting de Leonardo Jardim encalhou na última barreira: empatou em casa com o Nacional (0-0), na partida da 14ª jornada, a 21 de Dezembro, permitindo que FC Porto e Benfica o alcançassem e que todos celebrassem o Natal com uma liderança conjunta.   - O U. Madeira ficou em branco em cinco dos sete jogos que fez esta época em casa na Liga, já tendo empatado ali a zero com Benfica, Arouca e V. Guimarães. Nos dois em que marcou golos, ganhou: 2-1 ao Marítimo e 2-0 ao Tondela.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já foi diretor desportivo do Sporting. Na sua carreira de treinador já defrontou os leões por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: uma derrota por 1-0. Aconteceu quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). E depois, já Norton estava no V. Setúbal, em jogo da Liga em Alvalade, datado de Setembro de 2005, o Sporting de Peseiro impôs-se pelo mesmo resultado, graças a um golo de Deivid.   - Jorge Jesus também já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal. Esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou.   - Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor no único confronto, um V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005 que os sadinos ganharam por 2-0.   - Joãozinho e Chaby, do U. Madeira, já representaram o Sporting. O lateral, que esteve em Alvalade na segunda metade da época de 2012/13, poderá defrontar o antigo clube, ao contrário do médio, que está impedido de o fazer por se encontrar emprestado.   - O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012.   - O U. Madeira nunca ganhou ao Sporting, mas empatou três dos seis jogos em que recebeu os leões lisboetas, o último dos quais em Novembro de 1994, por 1-1, numa tarde em que acabou reduzido a nove homens, por expulsões de Márcio Luís e Milton Mendes. Aliás, nessa tarde, já fez o golo do empate a jogar com dez.   - Aliás, já o penúltimo empate entre U. Madeira e Sporting, em Março de 1994, tinha acabado com expulsões, só que nessa tarde divididas entre as duas equipas: Isidoro Rodrigues expulsou primeiro os leões Cadete e Peixe e mais tarde os unionistas Marco Aurélio e Jokanovic. O jogo acabou empatado a zero.   - Neste século, as duas equipas só se defrontaram uma vez, para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2006. Ganhou o Sporting no Funchal por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Nessa equipa do U. Madeira jogava o futuro internacional Ruben Micael.   - O Sporting não tem um registo fantástico com o portuense Vasco Santos a apitar na Liga, uma vez que venceu apenas cinco de nove jogos, já tendo perdido duas vezes. Ambas as derrotas são já antigas, porém (U. Leiria e Marítimo, em 2009/10). E ainda que uma delas tenha acontecido no Funchal, onde se joga esta partida, há a registar que Vasco Santos é o árbitro da Liga há mais tempo sem ver uma equipa da casa ganhar: nos seus últimos 11 jogos houve cinco empates e seis vitórias dos visitantes.
2015-12-19
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O Benfica-Rio Ave é um daqueles jogos que cheira a golos. Porque, além de ter o melhor ataque da Liga, com 31 tentos obtidos, o Benfica é a equipa que mais golos fez no seu estádio: 21. E do outro lado está o Rio Ave, que tem o melhor ataque da Liga na condição de visitante, com 13 golos, tantos como o FC Porto. Para o Benfica, fazer golos neste jogo é primordial, fundamentalmente porque precisará de pelo menos um para ganhar e somar três pontos, mas também para evitar um quinto zero ofensivo nesta Liga. É que a equipa de Rui Vitória já ficou em branco contra Arouca (0-1), FC Porto (0-1), Sporting (0-3) e U. Madeira (0-0). Marcar ao Rio Ave servirá para evitar um quinto jogo sem golos no mesmo campeonato, algo que os encarnados não conhecem desde 2008/09, antes da chegada de Jorge Jesus à Luz. Como a equipa vem precisamente de um nulo contra o U. Madeira na Choupana torna-se igualmente importante marcar para evitar um segundo jogo seguido a zeros, o que não lhe acontece desde Fevereiro de 2012, quando perdeu com o V. Guimarães no Minho (0-1) e empatou com a Académica em Coimbra (0-0). Do outro lado, o Rio Ave também confiará mais na capacidade para fazer golos do que para os evitar. É que o Benfica marcou golos ao Rio Ave nos últimos 14 jogos entre ambos na Luz, não ficando em branco desde um empate a zero em Maio de 1997, eram Manuel José e Carlos Brito os treinadores das duas equipas. Além disso, o Rio Ave possui o melhor ataque da Liga em jogos fora de casa, com 13 golos marcados, tantos como o FC Porto e mais um que Sporting e V. Setúbal. Os vila-condenses marcaram em todos os jogos que fizeram na condição de visitantes, tendo-o feito por três vezes em Paços de Ferreira (3-0) e no Restelo contra o Belenenses (3-3). A última deslocação em que o Rio Ave ficou em branco já data de Maio: um 4-0 encaixado na visita ao Marítimo.   - Pedro Martins já ganhou três vezes ao Benfica, uma delas na Taça de Portugal, ainda ao serviço do Marítimo, mas nunca conseguiu sequer arrancar um ponto no Estádio da Luz, onde soma por derrotas os sete jogos efetuados e não marca um golo há pouco mais de três anos: desde que Rodrigo António abriu o marcador num desaire por 4-1, a 15 de Dezembro de 2012.   - Além disso, só por uma vez uma equipa de Pedro Martins ganhou a uma equipa de Rui Vitória na condição de visitante. Foi em Janeiro de 2012, em partida da Taça da Liga, que o Marítimo venceu em Guimarães por 2-0, com golos de Tchô e Danilo Dias.   -Os benfiquistas Ederson e Sílvio já jogaram no Rio Ave. O lateral até se estreou na Liga pelos vila-condenses, num jogo contra o Benfica: foi lançado por João Eusébio no empate (1-1) no Estádio dos Arcos, a 24 de Agosto de 2009. Do lado do Rio Ave também está um ex-benfiquista: Roderick foi formado nos encarnados e por lá esteve até 2013.   - Talisca, auto do golo da vitória do Benfica sobre o Rio Ave na Luz, na época passada (1-0), fez o primeiro jogo oficial pelos encarnados contra o adversário de Vila do Conde, no empate a zero que o Benfica transformou em vitória no desempate por grandes penalidades, ganhando a Supertaça de 2014/15.   - Do outro lado, o avançado Yazalde também se estreou com a camisola do Rio Ave – e na Liga, após chegar a meio da época do Varzim – contra o Benfica. Foi a 3 de Janeiro de 2009 que Carlos Brito lh deu o primeiro jogo, uma derrota com os encarnados na Luz, por 1-0.   - O Rio Ave também não pontua na Luz desde Novembro de 2005, quando ali foi empatar a dois golos, estando mesmo a ganhar até cinco minutos do final, quando Petit fez o tento da igualdade para os encarnados. De resto, nunca os vila-condenses ali ganharam ao Benfica, ainda que já o tenham feito por quatro vezes no seu estádio: em 1981, 1997, 2005 e 2015. Em três desses campeonatos, o Benfica acabou por sagrar-se campeão.   - Os dois jogos do Benfica na Liga apitados por Manuel Oliveira, ambos na época passada, acabaram com o mesmo resultado: vitória dos encarnados por 3-0, frente a Belenenses e V. Setúbal. Por sua vez, o Rio Ave nunca ganhou em este árbitro, que não apanha desde uma derrota em casa com o Gil Vicente (0-1); em 2013/14. A registar que quatro dos cinco jogos apitados por este árbitro no presente campeonato acabaram empatados.
2015-12-19
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). A mesma chapa quatro com o Benfica de Vitória resolveu dois dos três sucessos fora de casa que leva neste momento. Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira que se diz poder sair ainda antes do jogo com o Benfica, na sequência da derrota por 6-0 em Paços de Ferreira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica como treinador na Liga. Aliás, a confirmar-se a rescisão, esta pode ser a segunda vez que sai mesmo à beira de o fazer: em 2005, conduziu o V. Setúbal até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Gaitán, que ficará de fora da deslocação à Madeira, fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - O Benfica ganhou as últimas três saídas na Liga: Tondela em Aveiro, Sp. Braga e V. Setúbal. Não conseguia três vitórias fora de casa seguidas na Liga desde o período entre Novembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando ganhou cinco jogos consecutivos como visitante.   - Sempre que marcou golos nos jogos em casa esta época, o U. Madeira ganhou. Foi assim com o Marítimo (2-1) e com o Tondela (2-0). Nos outros quatro jogos o seu ataque ficou em branco.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - Aliás, o U. Madeira vem de uma derrota por 6-0, contra o Paços de Ferreira, algo que já não lhe acontecia desde Maio de 1992, quando foi batido por igual margem pelo… Benfica: Rui Águas e Paulo Sousa marcaram primeiro, antes de Isaías e Magnusson bisarem e fixarem o resultado final   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, tem um registo curioso: nos cinco jogos que fez esta época na Liga, nenhuma equipa marcou golos a jogar em casa e só uma (o Moreirense, na receção ao Sp. Braga) evitou a derrota. O juiz minhoto já esteve numa derrota dos encarnados na Liga: o 1-2 com a Académica, na Luz, no arranque de 2010/11. Fora de casa, no entanto, o Benfica ganhou sempre com ele e nunca sofreu sequer um golo. Para o U. Madeira será a estreia na Liga com o árbitro minhoto.
2015-12-14
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O Sporting vai receber o Moreirense em Alvalade no que vai ser um duelo entre duas das defesas que melhor se têm portado nas últimas jornadas da Liga. Os leões são a equipa há mais tempo sem sofrer golos na competição, com 458 minutos de imbatibilidade, mas à frente dos 345 minutos a zeros do Moreirense só aparece mais uma equipa: o Benfica, com 414. Um golo pode chegar para resolver o desafio de Alvalade. Essa tem sido, aliás, a norma dos últimos jogos do Sporting na Liga. Depois de ganhar por 5-1 ao V. Guimarães, a 4 de Outubro, quando sofreu o seu último golo nesta prova (marcou-o o central vimaranense Josué, na sequência de um canto), a equipa de Jorge Jesus fechou a porta guardada por Rui Patrício e impôs-se por 3-0 ao Benfica e por 1-0 a Estoril, Arouca, Belenenses e Marítimo. Os zeros defensivos, porém, têm sido guardados apenas para os jogos da Liga, uma vez que desde essa altura o Sporting sofreu golos em quase todos os jogos que fez para outras competições: ganhou por 5-1 ao Skenderbeu, perdeu por 3-0 com a mesma equipa albanesa, ganhou por 2-1 ao Benfica, por 4-2 ao Lokomotiv e por 3-1 ao Besiktas. A exceção foram os 4-0 ao Vilafranquense (dos distritais), na Taça de Portugal. O Moreirense, por sua vez, não sofre golos desde o empate (1-1) em Coimbra, com a Académica, a 1 de Novembro. Obiorah bateu Stefanovic logo aos 15’ dessa partida, mas o guarda-redes sérvio já leva, desde então, 345 minutos sem sofrer golos, fruto das vitórias por 2-0 contra o Paços de Ferreira e por 1-0 frente ao Rio Ave e do empate sem golos com o Sp. Braga.   - Stefanovic, que não sofre golos há 345 minutos e está num excelente momento na baliza do Moreirense, regressa ao palco da sua estreia na Liga, na altura com a camisola do Arouca. Foi a 18 de Agosto de 2013 e não lhe correu nada bem, pois o Arouca perdeu por 5-1 e o guardião não só não voltou a jogar nessa época como voltou recambiado para o FC Porto (a quem pertencia o seu passe) no mercado de Janeiro.   - A vitória do Sporting frente ao Besiktas (3-1) foi a sexta consecutiva desde que os leões perderam com o Skenderbeu, em Elbasan, na Liga Europa: 1-0 ao Arouca, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 4-2 ao Lokomotiv Moscovo, 1-0 a Belenenses e Marítimo e 3-1 ao Besiktas. Para encontrar uma série melhor dos leões é preciso recuar a Dezembro e Janeiro, quando a equipa de Marco Silva venceu oito jogos seguidos, entre o empate com o Moreirense (1-1) e a derrota com o Belenenses (3-2, para a Taça da Liga).   - Na Liga portuguesa, o Sporting também leva seis vitórias seguidas, desde o empate com o Boavista (0-0, a 26 de Setembro). Já igualou as melhores séries das equipas de Marco Silva e Leonardo Jardim. Silva somou seis vitórias seguidas entre o empate com o Moreirense (14 de Dezembro de 2014) e o empate com o Benfica (8 de Fevereiro de 2015), enquanto os seis sucessos de enfiada de Jardim se deram entre o empate com o V. Setúbal (9 de Março de 2014)  e o empate com o Nacional (3 de Maio de 2014). O Sporting não ganha sete jogos seguidos na Liga desde Setembro a Novembro de 2011, quando a equipa de Domingos Paciência venceu sucessivamente P. Ferreira (3-2), Rio Ave (3-2), V. Setúbal (3-0), V. Guimarães (1-0), Gil Vicente (6-1), Feirense (2-0) e U. Leiria (3-1), antes de perder na Luz (1-0) com o Benfica de Jorge Jesus.   - Evaldo, atual defesa esquerdo do Moreirense, esteve em alguns dos jogos dessa série de sete vitórias, pois nessa altura alinhava pelo Sporting, ao serviço do qual fez 72 jogos em duas épocas, marcando três golos.   - Jorge Jesus e Miguel Leal defrontaram-se por cinco vezes e Jesus ganhou sempre. A estreia foi em Fevereiro de 2014, na Taça de Portugal, quando o Benfica de Jesus foi ganhar ao Penafiel de Leal por 1-0, mas com muita dificuldade: marcou Sulejmani, a apenas seis minutos do fim. Na época passada, mais quatro confrontos entre o Benfica de Jesus e o Moreirense de Leal: duas vezes 3-1 para a Liga (e o Moreirense esteve sempre em vantagem, até se ver reduzido a dez jogadores), 2-0 para a Taça da Liga e 4-1 para a Taça de Portugal.   - Na última vez que estiveram frente a frente, Jorge Jesus e Miguel Leal, treinadores do Sporting e do Moreirense, foram expulsos pelo árbitro Jorge Ferreira. Jesus era então treinador do Benfica e acabou na bancada por ter entrado dentro do campo de jogo, o mesmo tendo sucedido com Leal, que alegou ter entrado no relvado para acalmar os seus jogadores na sequência da expulsão do jogador André Simões. O Benfica ganhou esse jogo por 3-1.   - Jesus já treinou o Moreirense, em 2004/05, mas não conseguiu evitar a descida de divisão dos cónegos. Chegou à equipa a sete jornadas do fim, em substituição de Vítor Oliveira, que a deixara em 17º lugar, a um ponto da linha de água. Perdeu os dois primeiros jogos – um deles contra o Sporting, por 3-1 – e somou depois três empates e duas vitórias, acabando em 16º, mas a quatro pontos da salvação.   - O Moreirense não perde há quatro jogos: desde a derrota em Setúbal, por 2-0, a 25 de Outubro, ganhou ao Paços de Ferreir (2-0) e ao Rio Ave (1-0), empatando com a Académica (1-1) e o Sp. Braga (0-0). Depois de um arranque de época muito difícil, esta é já a mais longa série de invencibilidade dos cónegos desde Dezembro do ano passado, quando ganharam ao Paços de Ferreira (2-0), ao Boavista (1-0) e ao Arouca (2-0) e empataram com o Sporting em Alvalade (1-1). Para se encontrar melhor é preciso recuar a Setembro e Outubro do ano passado, quando estiveram cinco jogos seguidos sem perder.   - O Moreirense nunca ganhou em Alvalade, mas empatou lá dois dos últimos três jogos, tendo perdido o outro com um golo no último minuto. Na época passada, faz na segunda feira um ano, saiu de Lisboa com um amargo empate a um golo que os leões só alcançaram aos 90+2’, por Montero, depois de Cardozo ter adiantado os minhotos ainda na primeira parte. Em Abril de 2013 o resultado ficou em 3-2 para os leões, mas só porque Viola separou as equipas com um golo aos 90’. E em Janeiro de 2012, para a Taça da Liga, o jogo entre ambos acabou empatado a uma bola.   - Em toda a sua história, o Sporting só perdeu duas vezes com o Moreirense: 1-0 em Setembro de 2003 (marcou Manoel, que viria a assinar pelos leões, aos 90’) e 3-2 após prolongamento, na Taça de Portugal, em Outubro de 2012. Os leões ganharam oito dos 13 jogos entre os dois clubes.   - André Fontes, do Moreirense, fez a estreia na Liga portuguesa a defrontar o Sporting, lançado por Rogério Gonçalves na derrota (0-2) da Académica em casa, frente aos leões, a 30 de Agosto de 2009.   - O mesmo sucedeu com Danielson, o defesa central que regressou à equipa no empate a zero com o Sp. Braga. Danielson, contudo, foi mais feliz na estreia, pois Carlos Brito lançou-o como titular na vitória do Rio Ave sobre os leões por um expressivo 4-0, a 24 de Abril de 2004.   - Nono jogo do Sporting na Liga com Nuno Almeida a apitar. Dos oito anteriores, os leões ganharam seis, empataram um (2-2 com o Estoril, em 2012/13) e perderam um (0-2 com o Penafiel, em 2004/05). Por sua vez, o Moreirense ganhou apenas dois dos oito jogos que fez com este árbitro, empatando três e perdendo outros três. E apadrinhou-lhe a estreia: um empate a duas bolas com o V. Setúbal, a 3 de Janeiro de 2002.
2015-12-12
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A receção ao FC Porto é um duríssimo teste à imbatibilidade caseira do Nacional, que já vai em 17 jogos e é a mais longa de sempre em épocas nas quais o clube madeirense joga a I Liga. Se evitarem a derrota contra os dragões, os alvi-negros completarão um ano seguido sem perder na Choupana, pois a última vez que dali saíram derrotados foi a 21 de Dezembro do ano passado, contra o Sporting, em jogo da Liga. E o próximo jogo do Nacional em casa será apenas a 2 de Janeiro, contra o Arouca, no regresso da Liga. Nesse 21 de Dezembro, um golo do extremo sportinguista Carlos Mané chegou para derrotar pela última vez o Nacional no seu estádio. Desde então, a equipa de Manuel Machado jogou mais 17 vezes em casa, para todas as competições, ganhando onze e empatando seis. Por ali passaram sem perder o Moreirense (1-1, na Taça da Liga), o Sporting (2-2, na Taça de Portugal), o FC Porto (1-1, na Liga), o V. Guimarães (2-2, na Liga), o V. Setúbal (1-1, na Liga) e o Boavista (0-0, na Liga). Os outros onze jogos saldaram-se por vitórias do Nacional: 2-1 ao Boavista, 2-1 ao Belenenses, 1-0 ao Estoril, 3-0 ao V. Setúbal, 3-2 ao Gil Vicente, 2-0 ao Penafiel, 3-0 ao P. Ferreira (todos na Liga da época passada), 1-0 ao U. Madeira, 2-0 à Académica (na Liga desta época), 5-0 ao Cova da Piedade (Taça de Portugal) e 3-1 ao Marítimo (Liga).   - Julen Lopetegui cedeu em Londres, frente ao Chelsea, a sétima derrota (2-0) como treinador do FC Porto. Até aqui, nunca perdeu dois jogos seguidos: o pior que lhe aconteceu a seguir a uma derrota foi empatar a zero com o Benfica, na Luz, depois de ter sido esmagado pelo Bayern em Munique (1-6), na eliminação da Liga dos Campeões da época passada. De resto, respondeu sempre com vitórias: 2-1 ao Athletic Bilbau depois do 1-3 com o Sporting (Outubro de 2014); 4-0 ao V. Setúbal após o 0-2 com o Benfica (Dezembro de 2014); 4-1 à Académica na sequência do 0-1 com o Marítimo (Janeiro de 2015); 5-0 ao Estoril após o 1-2 com o Marítimo (Abril de 2015) e, já esta época, 1-0 ao Tondela depois do 0-2 com o Dynamo Kiev (Novembro de 2015).   - Regresso do FC Porto à Madeira, onde há semana e meia interrompeu uma série de sete jogos sem vitórias, batendo o U. Madeira por 4-0 precisamente no estádio onde vai agora jogar: a Choupana. O adversário desta vez é o Nacional, a quem os dragões não ganham fora de casa desde Maio de 2013, quando ali venceram por 3-1, graças a golos de James Rodríguez, Mangala e Lucho González nos primeiros 22 minutos. Candeias fez o tento dos madeirenses. Depois disso, há a registar uma derrota por 2-1 (2013/14) e um empate a uma bola (2014/15).   - Julen Lopetegui nunca perdeu com Manuel Machado nem com o Nacional. Os dois confrontos entre ambos resumem-se a uma vitória portista no Dragão em Novembro do ano passado (2-0) e a um empate (1-1) na Choupana em Março.   - Sendo um dos treinadores mais experientes da Liga, Manuel Machado tem um longo histórico de confrontos com o FC Porto: vai fazer o 30º. Dos 29 anteriores, foram quatro com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 14 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e dez derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 20, entre elas as duas vezes em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa: FC Porto 6, V. Guimarães 2 (final da Taça de Portugal de 2010/11) e FC Porto 2, V. Guimarães 1 (Supertaça de 2011/12).   - O FC Porto vem com quatro vitórias seguidas na Liga, na sequência do empate em casa com o Sp. Braga (0-0): 2-0 ao V. Setúbal, 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Esta é já a melhor sequência da época e a melhor desde Fevereiro e Março, quando ganhou sete jogos seguidos na prova até ver a série de vitórias interrompida com um empate (1-1) precisamente frente ao Nacional no Funchal.   - O defesa central Rui Correia marcou em três dos últimos quatro jogos do Nacional na Choupana: 1-1 com o V. Setúbal, 5-0 ao Cova da Piedade e 3-1 ao Marítimo. Só ficou em branco frente ao Boavista e os alvinegros não saíram do 0-0.   - O lateral esquerdo Sequeira estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, num empate a uma bola na Choupana, a 23 de Novembro de 2013. Manuel Machado lançou-o como titular e Sequeira esteve em campo pelos 90 minutos, vendo um cartão amarelo.   - Brahimi marcou golos nas últimas duas deslocações do FC Porto na Liga: garantiu o 1-0 ao Tondela em Aveiro e fez o segundo dos quatro golos sem resposta com que os dragões se impuseram ao U. Madeira no mesmo estádio onde vão jogar agora com o Nacional.   - Maicon regressa ao estádio onde se projetou para uma carreira no futebol português. Chegou a Portugal em 2008, emprestado pelo Cruzeiro ao Nacional, onde passou apenas uma época, antes de se transferir para o FC Porto. Quem o lançou na Liga portuguesa foi Manuel Machado, que agora vai ser o treinador rival.   - Marcano pode fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 49 que já realizou, 31 foram na Liga, 11 na Liga dos Campeões, cinco na Taça da Liga e dois na Taça de Portugal. Só marcou um golo, nos 4-0 ao Belenenses, em Outubro.   - Maxi Pereira estreou-se na Liga portuguesa na Choupana, lançado por José Antonio Camacho num Nacional-Benficva, a 2 de Setembro de 2007. Os encarnados ganharam por 3-0 e Maxi jogou os 90 minutos como médio defensivo.   - Também o árbitro regressa ao estádio onde se estreou na Liga. Foi a 25 de Agosto de 2002 que um então muito jovem Jorge Sousa fez o primeiro jogo na Liga, um Nacional-Gil Vicente que os madeirenses perderam por 0-1. Desde então apitou por mais 19 vezes o Nacional nesta competição e por outras 19 vezes o FC Porto. Com ele, o Nacional ganhou nove vezes e perdeu oito, enquanto que o FC Porto ganhou onze e perdeu quatro (três delas até 2006/07).
2015-12-12
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O Benfica vem da sétima derrota da época, em casa com o Atlético Madrid, por 2-1, na Liga dos Campeões. Já igualou em quatro meses o total de desaires de toda a época anterior e a esperança na revalidação do título passa por evitar avolumar esta conta. Até aqui, os encarnados responderam a quatro das seis derrotas anteriores com uma vitória no jogo imediatamente a seguir. As exceções foram o empate em Astana depois da derrota com o Sporting na Taça de Portugal e a derrota com os leões no campeonato logo a seguir ao desaire com o Galatasaray em Istambul. Em comum entre os dois casos está o facto de terem sido os únicos em que, depois de perder, o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir a desilusão e preparar o jogo seguinte. Como agora. A primeira derrota da temporada apareceu logo no jogo de estreia, contra o Sporting, na Supertaça (0-1), a 9 de Agosto. A equipa de Rui Vitória voltou a jogar sete dias depois, na estreia na Liga, e ganhou ao Estoril por 4-0. Voltou depois a perder com o Arouca, em Aveiro, por 1-0, na segunda jornada da Liga, a 23 de Agosto. Contudo, sem ter jogos a meio da semana que a apoquentassem, a equipa recompôs-se e, seis dias depois, ganhou ao Moreirense na Luz por 3-2. Só à quinta jornada da Liga o Benfica voltou a perder: foi o 0-1 com o FC Porto no Dragão, a 20 de Setembro. Mais uma vez, o calendário permitiu-lhe seis dias de recuperação e preparação do jogo seguinte e o Benfica respondeu bem: 3-0 ao Paços de Ferreira, seis dias volvidos. A quarta e a quinta derrotas foram seguidas e assinalam também a primeira vez que o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir um mau resultado. A 21 de Outubro perdeu por 2-1 com o Galatasaray em Istambul e quatro dias depois não foi capaz de superar o Sporting em casa, saindo vergado ao peso de um concludente 0-3. Rui Vitória teve então cinco dias para preparar os seus jogadores para nova deslocação a Aveiro, onde o Benfica ganhou facilmente ao Tondela por 4-0. A sexta derrota, contra o Sporting, na Taça de Portugal, a 21 de Novembro, veio de certa forma atenuar esta tese, pois com apenas quatro dias de recuperação – e uma longa viagem pelo meio – o Benfica já não perdeu o jogo a seguir. Mas também não o ganhou: empatou a dois golos com o Astana no Cazaquistão. A sétima derrota, frente ao Atlético de Madrid, a 8 de Dezembro, servirá de tira-teimas. O Benfica vai apresentar-se em Setúbal, quatro dias depois, com a responsabilidade de ganhar.   - O V. Setúbal-Benfica pode colocar frente a frente os dois jogadores que se têm revelado ofensivamente mais valiosos da Liga. Jonas, que soma dez golos e quatro assistências, contra Suk, que tem sete golos e as mesmas quatro assistências.   - O V. Setúbal ainda não perdeu no Bonfim esta época, mas também só ganhou um jogo em seis: 1-0 ao Estoril, a 2 de Outubro. Os outros cinco acabaram empatados, quatro deles a duas bolas (Boavista, Rio Ave, V. Guimarães e U. Madeira). O Arouca, que ali empatou a zero, foi a única equipa que segurou o ataque sadino e lhe impôs um nulo goleador.   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Benfica, quando comandava o Feirense, mas em ambos marcou golos e vendeu sempre muito cara a derrota: na Luz, em Agosto de 2011, esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César fizeram o 3-1 final. E na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, fruto de um autogolo do mesmo Varela e de um penalti de Cardozo.   - Em contrapartida, nunca uma equipa de Quim Machado marcou um golo a uma equipa de Rui Vitória. Os confrontos entre ambos datam de 2011/12, sempre com Machado no Feirense. Primeiro, um Feirense-Paços de Ferreira que acabou empatado a zero e marcou precisamente a despedida de Rui Vitória da Mata Real, para assumir o desafio de liderar o V. Guimarães. E depois um V. Guimarães-Feirense que os vimaranenses ganharam por 1-0, com golo do brasileiro Toscano. Na visita do V. Guimarães à Feira já Quim Machado tinha sido substituído por Henrique Nunes.   - O Benfica ganhou as últimas cinco visitas a Setúbal, todas pelo menos por dois golos de diferença. A última vez que ali deixou pontos foi em Fevereiro de 2010, num jogo que acabou empatado a uma bola, fruto de dois autogolos: Ricardo Silva marcou pelo Benfica e David Luiz pelo V. Setúbal. De então para cá, cinco vitórias encarnadas: 2-0 em 2010/11 (Gaitán e Jara); 3-1 em 2011/12 (bis de Bruno César e golo de Cardozo contra um de Rafael Lopes); 5-0 em 2012/13 (bis de Rodrigo, acrescido de golos de Salvio, Enzo Pérez e Nolito); 2-0 em 2013/14 (Rodrigo e Lima) e outro 5-0 em 2014/15 (Salvio e Ola John complementados por um hat-trick de Talisca).   - O V. Setúbal não ganha ao Benfica há 17 jogos. A última vitória dos sadinos foi em Outubro de 2007, para a Taça da Liga: 2-1, de virada, com golos de Matheus e Edinho depois de Adu ter aberto o ativo para os encarnados. No campeonato, então, o Vitória já não vence desde um 1-0 em Maio de 1999, com golo de Toñito.   - Os últimos troféus conquistados pelo V. Setúbal envolveram vitórias sobre o Benfica. Foi assim na Taça da Liga de 2007/08, na qual a equipa sadina teve de afastar o Benfica e na Taça de Portugal de 2004/05, onde venceu os encarnados na final. Em ambos os casos o sucesso do V. Setúbal sucedeu-se a reviravoltas no marcador: no Jamor, Manuel José e Meyong cancelaram um golo de penalti de Simão logo a abrir.   - Também o único troféu nacional ganho por Rui Vitória envolveu uma passagem pelo Bonfim. Foi a Taça de Portugal de 2012/13, ganha na final ao Benfica com o V. Guimarães: logo na quarta eliminatória, os vimaranenses empataram a duas bolas com o V. Setúbal no Bonfim, tendo-se qualificado graças a uma vitória por 5-3 no desempate por grandes penalidades. Esse foi, de resto, o único jogo de Rui Vitória contra o V. Setúbal que acabou empatado. Dos outros onze, ganhou cinco e perdeu seis.   - Miguel Lourenço, defesa central do V. Setúbal, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, lançado por José Mota ao intervalo de um jogo que se apresentava complicado, a 26 de Agosto de 2012: o Vitória jogava com dez e já perdia por 3-0. Os 5-0 finais mostram que não pôde ajudar muito.   - Samaris e Cristante também se estrearam na Liga portuguesa com um 5-0 ao V. Setúbal, a 12 de Setembro de 2014. Samaris jogou os 90 minutos, enquanto que Cristante entrou a 17 minutos do final para o lugar de Enzo Pérez. O jogo já estava resolvido, com 4-0, mas Ola John ainda marcou o quinto.   - André Hora celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia a jogar na Liga e na equipa principal do V. Setúbal. Foi lançado por Domingos Paciência ao intervalo de um jogo com o Boavista que estava empatado a zero, mas o Vitória acabou por perder (0-1).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Manuel Mota, quatro deles fora de casa: 1-0 ao Beira Mar e 2-1 ao Marítimo em 2012/13; 2-1 ao Estoril e 4-2 ao Nacional em 2013/14. Só no último destes jogos é que o Benfica não teve um penalti a favor. Em contrapartida, o V. Setúbal ganhou três dos nove jogos com este árbitro, o último dos quais uma receção à Académica, em Setembro de 2013.
2015-12-11
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O Sporting precisa de meter a sexta pela primeira vez esta época se quer seguir em frente na Liga Europa. Na receção ao Besiktas, apenas um resultado assegura o apuramento aos leões independentemente do que vier a passar-se no jogo entre Skenderbeu e Lokomotiv: a vitória. Que, se vier, será a sexta consecutiva, depois dos sucessos contra o Arouca (1-0), o Benfica (2-1), o Lokomotiv (4-2), o Belenenses (1-0) e o Marítimo (1-0). Na única vez que encarreiraram cinco vitórias seguidas esta época, os leões encalharam à sexta. Já aconteceu à equipa de Jorge Jesus ganhar cinco vezes seguidas, precisamente a seguir ao empate em Istambul frente ao Besiktas. Despacharam o V. Guimarães por 5-1, o Vilafranquense por 4-0, o Skenderbeu por novos 5-1, o Benfica por 3-0 e o Estoril por 1-0. A sexta partida da sequência foi a deslocação a Elbasan, para defrontar o Skenderbeu, e saldou-se com a humilhante derrota por 3-0 que deixou a equipa portuguesa em tão maus lençóis na Liga Europa. Já na época passada a última grande série do Sporting encalhara à sexta partida: empate a uma bola no Estoril, em Maio, depois de cinco vitórias contra Nacional (1-0 e 2-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1) e Moreirense (4-1). As almejadas seis vitórias seguidas não acontecem ao Sporting desde Janeiro, quando a equipa então liderada por Marco Silva até ganhou oito vezes seguidas: 3-2ao Vizela, 1-0 ao Nacional, 2-0 ao V. Guimarães, 3-0 ao Estoril, 4-0 ao Famalicão, 1-0 ao Sp. Braga e ao Boavista e 4-2 ao Rio Ave. A série foi interrompida no Restelo, em partida da Taça da Liga, contra o Belenenses, que os leões perderam por 3-2 e para a qual não foram escolhidos os titulares. Essa tem sido a política de Jorge Jesus na Liga Europa. Veremos se a mantém ou se ataca a sexta com toda a artilharia disponível.   - O Sporting só garante a qualificação se ganhar ao Besiktas. Se empatar, só se apura se o Lokomotiv Moscovo perder com o Skenderbeu na Albânia. Em contrapartida, o Besiktas qualifica-se sempre em caso de empate e, na eventualidade de vir a perder, só segue em frente no cenário de derrota dos russos. Um empate entre Lokomotiv e Skenderbeu deixaria russos e turcos com nove pontos e igualdade no confronto direto, a desempatarem na diferença de golos, que é favorável ao Besiktas por um golo, pelo que tudo dependeria da diferença de golos em Alvalade – derrota turca por um golo deixaria ambos com dois golos à maior – e do total de golos marcados, aspeto em que os turcos têm três de vantagem.   - O Sporting ganhou sete dos nove jogos feitos em casa este ano. As exceções foram o empate com o P. Ferreira (1-1, a 22 de Agosto) e a derrota com o Lokomotiv Moscovo (1-3, a 17 de Setembro). Os últimos seis jogos saldaram-se por vitórias. Se ganhar ao Besiktas, somará sete vitórias seguidas em casa, igualando a série estabelecida entre o final da época passada e o início da atual.   - O Besiktas ainda não perdeu fora de casa esta época, somando sete vitórias e apenas dois empates (1-1 com o Gençlerbirligi e o Lokomotiv Moscovo). A última derrota fora de casa da equipa turca foi a 24 de Maio, por 2-0, frente ao Galatasaray, o que permitiu aos grandes rivais sagrarem-se campeões turcos a uma jornada do fim, em despique com o Fenerbahçe.   - Além disso, o Besiktas não perde um jogo internacional desde a época passada. Vai com cinco jogos de invencibilidade desde o 1-3 com que foi afastado da última Liga Europa, pelo Brugge, a 19 de Março. Se não perder em Alvalade, o Besiktas acaba a fase de grupos sem derrotas pela segunda época consecutiva.   - Este será o quarto jogo entre Jorge Jesus e Senol Gunes. Até aqui, Jesus ganhou uma vez (2-0, no Benfica-Trabzonspor de Julho de 2011) e empatou duas (sempre 1-1, pelo Benfica em Trabzon e pelo Sporting contra o Besiktas em Istambul). Além disso, Jesus ganhou sempre que defrontou turcos em casa: 3-0 pelo Sp. Braga contra o Sivaspor em 2008/09, 2-0 pelo Benfica ao Trabzonspor em 2011/12 e 3-1 pelo Benfica ao Fenerbahçe em 2012/13.   - Teo Gutièrrez, que está fora do jogo com o Besiktas, passou um ano na Turquia, onde jogou pelo Trabzonspor. O último jogo que fez com a camisola do clube turco foi precisamente uma vitória por 1-0 contra o Besiktas, a 3 de Outubro de 2010. Foi expulso com duplo cartão amarelo e não voltou a alinhar pelo Trabzonspor, onde tinha como treinador o atual treinador do Besiktas, Senol Gunes.   - Ricardo Quaresma, uma das estrelas do Besiktas em quem se diz que o Sporting pode estar interessado, fez a formação nos leões, por quem foi campeão nacional em 2001/02. Passou no entanto várias épocas na Liga portuguesa em representação do FC Porto. Ao todo, entre FC Porto e Besiktas, já jogou 15 vezes contra os leões, ganhando apenas quatro (uma em Alvalade, em 2005/06). Quaresma perdeu ainda cinco vezes com o Sporting, quatro delas em Lisboa.   - O Sporting já jogou duas vezes contra turcos em Alvalade, ganhando uma e perdendo a outra. Venceu por 2-0 o Kocaelispor em 1993/94 e perdeu por 3-0 com o Gençlerbirligi em 2003/04. Sempre na sequência de empates na Turquia nas partidas da primeira mão.   - O Besiktas ganhou duas vezes em oito jogos contra equipas portuguesas, ambas fora de casa: 3-1 ao V. Guimarães em 2005/06 e 2-0 ao Sp. Braga em 2011/12. Nesses oito jogos contam-se ainda quatro derrotas, mas três delas foram na Turquia. A única equipa portuguesa a ganhar aos turcos em casa foi o FC Porto, que os bateu no Dragão por 2-0, em 2007/08. Lucho González e Quaresma marcaram os golos portistas.   - Mario Gomez, o avançado alemão que fez o primeiro golo da recente vitória do Besiktas frente ao Kayserispor, por 2-1, e que já soma 12 golos esta época, já marcou uma vez a Rui Patrício, no 1-0 com que a sua seleção se impôs a Portugal na estreia no Europeu de 2012.    
2015-12-09
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O FC Porto entra em Stamford Bridge com uma certeza: a não ser que o Dynamo Kiev não ganhe em casa ao Maccabi (que até agora perdeu todos os jogos), só se qualifica para os oitavos de final da Liga dos Campeões se ganhar ao Chelsea. E isso significaria o afastamento dos londrinos da prova. Complicado, se olharmos aos precedentes históricos. É que em 16 visitas a Inglaterra, tudo o que os dragões conseguiram foram dois empates. E num deles a equipa era liderada por José Mourinho – que agora treina o Chelsea – e acabou por sagrar-se campeã da Europa. Os empates aconteceram ambos no mesmo cenário: Old Trafford, em Manchester. Em 2003/04, um golo de Costinha, já perto do fim da partida, valeu um empate a uma bola contra o United, que tinha perdido no Dragão por 2-1 e assim ficou pelo caminho nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões que o FC Porto acabou por vencer. O outro empate foi em 2008/09, mas a dois golos: marcaram pelos portistas Cristian Rodriguez a abrir e Mariano González a um minuto do fim. O resultado deixava a equipa de Jesualdo Ferreira numa boa posição para seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas um golo de Cristiano Ronaldo valeu ao United uma vitória no Dragão (1-0) na segunda mão e a caminhada até à final, que acabou por perder com o Barcelona. De resto, as outras 11 visitas do FC Porto a Inglaterra saldaram-se todas por derrotas, algumas delas com números concludentes. Três delas, aliás, aconteceram em Stamford Bridge: 3-1 em Setembro de 2004, 2-1 em Março de 2007 e 1-0 em Setembro de 2009. Além desses jogos, o FC Porto perdeu ainda com o Newcastle (1-0 em 1969/70), o Wolverhampton (3-1 em 1974/75), o Manchester United (5-2 em 1977/78 e 4-0 em 1996/97), o Tottenham (3-1 em 1991/92), o Liverpool (2-0 em 2000/01 e 4-1 em 2007/08), o Arsenal (2-0 em 2006/07, 4-0 em 2008/09 e 5-0 em 2009/10) e o Manchester City (4-0 em 2011/12).   - O Chelsea entra em campo sabendo que a vitória lhe garante sempre o primeiro lugar do grupo e que o empate lhe vale a qualificação, mas em segundo lugar: se o Dynamo ganhar ao Maccabi, ficaria atrás dos ucranianos; caso o Maccabi consiga pontuar em Kiev, o Chelsea continuaria a ser segundo, mas nesse caso atrás do FC Porto. A derrota só chega ao Chelsea para ser segundo no caso de o Dynamo não ganhar ao Maccabi.   - Nunca uma equipa portuguesa conseguiu ganhar ao Chelsea em Stamford Bridge. Além do FC Porto, também já ali perderam o Benfica (2-1 em 2011/12) e o Sporting (3-1 em 2014/15). O FC Poirto foi, porém, a única equipa nacional que já ganhou aos “blues”, ainda que sempre no Dragão: 2-1 na fase de grupos de 2004/05 (fez na segunda feira onze anos) e outra vez 2-1 na presente época.   - O Chelsea já perdeu quatro vezes em casa nesta época negra: 2-1 com o Crystal Palace, 3-1 com o Southampton, 3-1 com o Liverpool e 1-0 com o Bournemouth. Todas as derrotas aconteceram em jogos da Premier League. Em partidas internacionais o Chelsea não perde em casa desde Abril de 2014, quando o Atlético Madrid ali venceu por 3-1 nas meias-finais da Liga dos Campeões.   - Além disso, o Chelsea não faz golos há dois jogos seguidos: 0-0 com o Tottenham e 0-1 com o Bournemouth. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Novembro de 2012, quando até esteve três jogos seguidos sem marcar golos: uma derrota por 3-0 em Turim com a Juventus seguida de dois empates a zero com Manchester City e Fulham. Na altura o Chelsea esteve seis jogos sem ganhar e Roberto Di Matteo foi demitido, cedendo o lugar a Rafa Benítez.   - O FC Porto vem com três vitórias seguidas: 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Procura a quarta da sequência, o que já conseguiu esta época quando bateu sucessivamente Chelsea (2-1), Belenenses (4-0), Varzim (2-0) e Maccabi Tel Aviv (2-0).   - Além disso, os dragões ganharam o último jogo fora de casa na Liga dos Campeões (3-1 ao Maccabi). Não ganham duas deslocações europeias consecutivas desde Novembro do ano passado, quando se impuseram a Athletic Bilbau (2-0) e Bate Borisov (3-0).   - Bruno Martins Indi poide fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Tem até aqui 49, 30 deles na Liga portuguesa. Os restantes dividem-se entre a Liga dos Campeões (16), a Taça da Liga (dois) e a Taça de Portugal (um). Marcou dois golos, a Gil Vicente e Sp. Braga.
2015-12-08
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Júlio César completa frente ao Atlético de Madrid 50 jogos nas redes do Benfica, desde a estreia, a 21 de Setembro de 2014, na receção ao Moreirense, que os encarnados ganharam por 3-1. Dos 49 jogos feitos até aqui, ganhou 35 e manteve a baliza a zeros por 25 vezes. Além disso, jogou 34 vezes na Liga portuguesa, oito na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal, duas na Taça da Liga e uma na Supertaça.   - Benfica e Atlético de Madrid jogam pelo primeiro lugar do Grupo C da Liga dos Campeões, sabendo ambos que já asseguraram a presença nos oitavos-de-final da competição. O Benfica basta-lhe um empate para ser primeiro e dessa forma evitar jogar com os vencedores dos outros grupos na ronda seguinte, enquanto que o Atlético precisa de vencer para assumir a liderança.   - O Benfica não perde um jogo europeu em casa desde 16 de Dezembro de 2014, quando ali foi batido pelo Zenit (1-0). Essa foi, aliás, a única derrota europeia dos encarnados na Luz nos últimos 19 jogos, que deram ainda 15 vitórias e três empates.   - Griezmann marcou cinco golos nos últimos cinco jogos que fez pelo Atlético de Madrid (dois ao Galatasaray, um ao Granada, ao Espanyol e ao Sp. Gijón), série na qual só ficou em branco frente ao Betis.   - O Atlético de Madrid só sofreu dois golos na atual Liga dos Campeões, os marcados por Gaitán e Gonçalo Guedes em Madrid. Fora de casa, não sofre golos em competições europeias desde Abril, quando Chicharito Hernández fez o 1-0 que chegou ao Real Madrid para o eliminar, nos quartos-de-final da última Champions.   - O Benfica procura a quarta série de três vitórias seguidas esta época. Vem neste momento com duas (Sp. Braga e Académica) depois de ter empatado em Astana. Antes, já conseguiu ganhar de forma consecutiva a Moreirense, Belenenses e Astana, a Paços de Ferreira, Atlético de Madrid e Vianense e a Tondela, Galatasaray e Boavista, encalhando sempre ao quarto jogo.   - Por sua vez, o Atlético de Madrid segue com doze jogos seguidos sem derrota, pois a última vez que perdeu foi com o Benfica, a 30 de Setembro. Desde então, ganhou nove jogos (seis dos quais consecutivos, antes do desafio da Luz e empatou três, com Real Madrid em casa e Deportivo e Astana, fora.   - O Atlético procura, assim, a sétima vitória seguida, algo que já não consegue desde Novembro e Dezembro de 2013 e Janeiro de 2014, quando ganhou consecutivamente a Elche (2-0), Sant Andreu (4-0 e 2-1), FC Porto (2-0), Valência (3-0), Levante (3-2) e Málaga (1-0). Encalhou a 7 de Janeiro de 2014 num jogo da Taça do Rei contra o Valência, que acabou empatado a um golo por causa de um golo de Hélder Postiga nos descontos.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas: Barcelona (3-2 em 1961) e Real Madrid (5-3 em 1962). E desde 1982, quando ganhou ao Betis por 2-1, que não vencia espanhóis. Voltou a fazê-lo na visita ao Atlético de Madrid, a 30 de Setembro deste ano, quando se impôs por 2-1 no Vicente Calderón.   - O Atlético também viu esse jogo de Setembro interromper uma série de jogos felizes contra portugueses. Em 19 jogos contra portugueses, os colchoneros só ganharam nove, mas tinham vencido cinco dos últimos seis antes de receberem o Benfica nesta Liga dos Campeões.   - Fernando Torres, avançado do Atlético de Madrid, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Antes, porém, tinha ficado em branco nas duas partidas dos londrinos frente aos atuais campeões portugueses, em 2012. Como em branco voltou a ficar no jogo de Madrid, em Setembro, ainda que tenha entrado apenas a 13 minutos do final. - Também Jackson Martínez fez três golos ao Benfica, com a camisola do FC Porto, mas para tal precisou de nove jogos. Pelo Atlético defrontou os encarnados uma só vez, tendo ficado em branco. É uma história parecida com a de Jonas, que enquanto esteve no Valencia marcou dois golos ao Atlético, em oito jogos. E quando jogou pelo Benfica, também ficou em branco.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola dos encarnados.
2015-12-07
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O castigo a Slimani, por ter visto o quinto cartão amarelo, impedirá que o Marítimo-Sporting coloque frente a frente os dois mais fortes cabeceadores da Liga do ponto de vista ofensivo. É que o Rei dos Ares na atual edição do campeonato tem sido o brasileiro Dyego Souza, do Marítimo. Souza tem cinco golos de cabeça, contra quatro do argelino do Sporting, estando os dois bem à frente dos mais próximos perseguidores, que são Guedes (Rio Ave), Mitroglou (Benfica), Jonas (Benfica), Aboubakar (FC Porto) e Soares (Nacional), todos com dois golos obtidos em resultado do futebol aéreo antes do início da 12ª jornada. Dyego Souza marcou seis dos 23 golos que o Marítimo obteve em todas as competições nesta época e só um deles (nos 1-5 com que os verde-rubros se inclinaram em Braga) não foi marcado de cabeça. Os cinco golos de cabeça na Liga asseguram-lhe, para já, a menção honrosa de Rei dos Ares e o que é curioso é que desses cinco golos de cabeça, três nasceram de cruzamentos de Marega: foram os golos ao U. Madeira, ao Boavista e ao Rio Ave. Os outros dois golos de cabeça, ambos obtidos contra o V. Setúbal, nasceram de cruzamentos de Edgar Costa e de Xavier. Já Slimani fez em nome próprio nove dos 41 golos que o Sporting obteve em todas as provas desta temporada, mas só sete foram na Liga. Destes, marcou com o pé esquerdo a Académica e Arouca e com o pé direito ao V. Guimarães, o que o deixa com quatro golos de cabeça no campeonato nacional: dois ao V. Guimarães, um ao Benfica e um ao Rio Ave. E tal como no caso de Dyego Souza é possível identificar o principal assistente, pois três desses golos nasceram de cruzamentos de Jefferson. A exceção foi o primeiro aos minhotos, que teve origem numa bola cruzada por João Mário. Curioso é que nem Marítimo nem Sporting têm sido muito propensos a sofrer golos de cabeça. Se a média da Liga é de 23,5% (marcaram-se 53 golos de cabeça em 225), as duas equipas estão abaixo dessa média. O Marítimo sofreu esta época, em todas as competições, um total de 23 golos, dos quais apenas três foram de cabeça (13%). O Sporting, por seu turno, encaixou 20, dos quais três (15%) foram de cabeça.   - Rui Patrício não sofre golos na Liga desde 4 de Outubro, data da vitória do Sporting sobre o V. Guimarães, por 5-1. O golo vimaranense foi marcado por Josué, aos 82 minutos, o que significa que o guardião leonino leva já 368 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes. É a melhor série de inviolabilidade de Rui Patrício na Liga desde os 600 minutos exatos que alinhou entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014.   - Além disso, o guarda-redes do Sporting tem a oportunidade de reviver a jornada de lançamento na Liga. Estreou-se na baliza leonina, lançado por Paulo Bento, a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, na qual defendeu um penalti batido por Kanu.   - Também João Mário se estreou na Liga portuguesa pelo Sporting contra o Marítimo, mas com um resultado completamente diferente. Foi a 10 de Fevereiro de 2013 que Jesualdo Ferreira lançou o jovem médio nos últimos 17 minutos de uma partida em Alvalade que os leões perdiam por 1-0 e cujo resultado já não se alterou.   - O Marítimo é a equipa com mais jogadores expulsos neste campeonato: dez em onze jornadas. E é também, de longe, a que mais faltas comete: soma 217, a uma média de 19,7 por jogo (o Sporting fica-se pelas 15,1 faltas por desafio). Ainda assim, os jogadores do Marítimo não são os que têm a relação falta/cartão mais penalizadora da Liga: veem um cartão a cada 4,9 faltas, quando os da Académica, por exemplo, o veem a cada 4,4 faltas.   - O Sporting vem com quatro vitórias seguidas (Arouca, Benfica, Lokomotiv e Belenenses), ainda que uma delas (na Taça, com o Benfica) tenha surgido apenas no prolongamento. O melhor registo da época leonina são as cinco vitórias consecutivas de Outubro, contra V. Guimarães, Vilafranquense, Skenderbeu, Benfica e Estoril, interrompido com o surpreendente 3-0 que os leões trouxeram da Albânia.   - O Marítimo, em contrapartida, perdeu os últimos dois jogos, com o Amarante (1-0) e o Nacional (3-1). Os madeirenses não perdem três vezes seguidas desde o final da época passada e início da atual: acabaram 2014/15 a perder duas vezes com o Benfica (4-1 na Liga e 2-1 na final da Taça da Liga) e começaram 2015/16 a perder com o U. Madeira (2-1, na abertura da Liga).   - Ivo Vieira, treinador do Marítimo, só defrontou o Sporting uma vez. Foi em Março, nos Barreiros, e o seu Marítimo perdeu por 1-0, graças a um penalti de Adrien Silva. Esta será, porém, a quarta vez que vai ter pela frente Jorge Jesus. As três primeiras, perdeu-as: 0-2 com o Benfica, quando ainda comandava o Nacional, em 2012/13, e na ponta final da época passada 1-4 e 1-2 contra o mesmo Benfica, na última jornada da Liga e na final da Taça da Liga.   - O Sporting ganhou os últimos cinco jogos com o Marítimo e em quatro deles marcou sempre pelo menos três golos – a exceção foi o magro 1-0 nos Barreiros, em Março. A última vez que os leões madeirenses conseguiram sair sem perder do confronto com os de Lisboa foi em Fevereiro de 2013, quando até foram ganhar a Alvalade por 1-0, graças a um golo de Suk. Dessa equipa do Marítimo ainda restam no clube Salin, Briguel, João Diogo e Ruben Ferreira, enquanto que no Sporting se mantêm Rui Patrício, Adrien Silva, João Mário (que se estreava na Liga) e Carrillo.   - Além disso, a equipa lisboeta não perde na Madeira desde Fevereiro de 2012, quando foi batida pelo Marítimo nos Barreiros por 2-0, com golo de Benachour e Danilo Dias. Desde então, em nove jogos com Marítimo e Nacional, os leões ganharam quatro e empataram cinco.   - O Sporting nunca perdeu na Liga com Rui Costa a apitar – e já fez 15 jogos. Os leões ganharam mesmo as últimas quatro partidas com este árbitro do Porto, uma delas nos Barreiros frente ao Marítimo (o 1-0 da época passada), mas somam seis empates com ele, o último dos quais na Madeira, contra o Nacional (1-1, em 2013/14). Por sua vez, o Marítimo empata muito com Rui Costa: oito dos 16 jogos em que o teve a apitar acabaram igualados.
2015-12-04
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Mais um zero na suas redes e o FC Porto assegurará um ano inteiro sem sofrer golos em casa na Liga. O último jogador a marcar ali nesta competição foi Lima, a 14 de Dezembro do ano passado, na vitória do Benfica por 2-0. Depois de receber o Paços de Ferreira, o FC Porto só volta a jogar em casa na Liga no dia 20, contra a Académica. Mas se a celebração do ano inteiro sem sofrer golos em casa na Liga pode chegar já nesta ronda, os dragões terão ainda outra marca em mente na próxima partida. É que desde o segundo golo do Benfica nessa partida de 2014, os dragões somam já 1475 minutos de jogo sem golos dos adversários no seu estádio. Faltam-lhes 106 minutos para igualarem uma série estabelecida por Vítor Baía e Cândido de Janeiro a Dezembro de 1994. Nessa altura, os dois guarda-redes que o FC Porto usou estiveram 1581 minutos sem sofrer golos em casa no campeonato, entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano). Atualmente, Helton, Fabiano e Casillas foram responsáveis pela manutenção do zero nos jogos com V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), Paços de Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0), V. Guimarães (3-0), Estoril (2-0), Benfica (1-0), Belenenses (4-0), Sp. Braga (0-0) e V. Setúbal (2-0). Dezasseis jogo completos, mais 35 minutos na partida perdida contra o Benfica. A ajudar à festa, Iker Casillas é também o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga, se contabilizarmos também os jogos fora de casa. O último golo sofrido pelo FC Porto foi obtido por André Fontes, a 2’ do final do empate (2-2) que os dragões cederam ante o Moreirense. Desde aí, são 452 minutos sem sofrer golos na prova, ainda assim a 50 minutos do recorde desta época, que são os 502 minutos fixados pelo bracarense Kritciuk antes dos golos encaixados na partida contra o Benfica, na passada segunda-feira.   - Brahimi marcou golos nos últimos dois jogos do FC Porto, as vitórias em Aveiro contra o Tondela (1-0) e na Choupana ante o U. Madeira (4-0). Se voltar a marcar contra o Paços de Ferreira iguala a sua melhor série de 2014/15, em que fez golos consecutivamente a Nacional, Athletic Bilbau e Estoril.   - Ruben Neves poderá fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Soma até este momento 49 partidas e um golo, logo na primeira de todas, os 2-0 ao Marítimo a 15 de Agosto de 2014. Dos 49 jogos, 30 foram na Liga portuguesa, 14 na Liga dos Campeões, três na Taça da Liga e dois na Taça de Portugal.   - Fábio Cardoso estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto, mas não levou uma história muito feliz para contar em casa: Paulo Fonseca fê-lo entrar a sete minutos do fim da derrota do Paços no Dragão (5-0) em Fevereiro. O mesmo sucedeu, aliás, com Minhoca, que se estreou na Liga portuguesa contra o FC Porto, lançado como titular por Henrique Calisto na derrota (3-0) no Dragão, em Fevereiro do ano passado.   - Jorge Simão, o treinador do Paços de Ferreira, empatou o único confronto com o FC Porto e com Julen Lopetegui. Foi em Maio e o empate, ainda ao serviço do Belenenses, no Restelo (1-1) valeu a certeza matemática do bi-campeonato ao Benfica de Jorge Jesus, que ao mesmo tempo empatava a zero com o Vitória em Guimarães.   - O FC Porto ganhou os últimos seis jogos com o Paços de Ferreira, todos eles sem sofrer golos. Na última vez que marcaram um golo ao FC Porto, por Melgarejo, em Março de 2012, os pacenses roubaram dois pontos aos dragões, fruto de um empate a uma bola na Mata Real. No Dragão, então, os castores não fazem golos desde Maio de 2011, quando eram dirigidos por Rui Vitória e ali empataram a três golos, com um hat-trick de Pizzi.   - Jackson Martínez marcou nos últimos cinco jogos do FC Porto com o Paços de Ferreira, isto é, em todos desde Janeiro de 2013. Essa vitória portista, por 2-0, no Dragão, representa a última vez em que o sucesso do FC Porto sobre o Paços não teve golos do ponta-de-lança. Boas perspetivas para Aboubakar, que não marca desde a receção ao V. Setúbal (a 8 de Novembro) e fez apenas dois golos nos últimos dois meses: esse um outro, contra o Maccabi, a 20 de Outubro.   - O Paços de Ferreira só ganhou duas vezes ao FC Porto em toda a sua história, ambas em casa, mas a última já foi em Maio de 2003, com os dragões em descompressão, a caminho da final da Taça UEFA, que jogaram dez dias depois. Cadu fez o golo solitário da vitória pacense, já em período de descontos.   - O FC Porto só perdeu duas vezes em 26 jogos com Carlos Xistra a apitar, na Liga, a última das quais em Janeiro de 2008, em Alvalade, com o Sporting (2-0). Nos quase oito anos desde essa partida, Xistra apitou 15 jogos dos dragões, com 12 vitórias e três empates. Sucede que também o Paços de Ferreira costuma dar-se bem com este árbitro, o único da atual primeira categoria com o qual, tendo feito mais de um jogo, têm uma percentagem de vitórias superior a 50%: ganharam 11 das 20 partidas com ele a apitar (55%).
2015-12-04
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Depois de um começo de época complicado, com sete derrotas seguidas nas primeiras sete partidas oficiais, a Académica já alinhou mais sete jogos consecutivos sem perder. A equipa agora comandada por Filipe Gouveia vai com a maior série de invencibilidade desde o período entre Fevereiro e Abril. Na altura, entre Liga e Taça da Liga, a Académica alinhou dez jogos seguidos sem derrotas, vendo a série ser interrompida precisamente no Estádio da Luz, contra o Benfica, numa goleada de 5-1. É curioso que o árbitro desse jogo tenha sido o mesmo que vai apitar o de agora: o minhoto Luís Ferreira. A Académica, porém, também não tem ganho com regularidade. Na verdade, empatou os últimos cinco jogos que fez: 1-1 em Guimarães, em casa com o Moreirense e no Estoril, 0-0 no terreno do Trofense, para a Taça de Portugal, e 1-1 em casa com o Arouca. Somando as vitórias com a Sanjoanense (5-1, para a Taça) e o Marítimo (1-0, na Liga), chegamos aos tais sete jogos seguidos de invencibilidade. A tal invencibilidade que vai ser posta à prova por um Benfica que parece num bom momento, pois ganhou os últimos três jogos que fez para a Liga portuguesa, ainda por cima sem sofrer golos: 4-0 ao Tondela, 2-0 ao Boavista e 2-0 ao Sp. Braga. A última sequência de três vitórias seguidas dos encarnados na competição foi em Abril e também incluiu esses tais 5-1 à Académica, emparedados entre um 3-1 ao Nacional e um 2-0 ao Belenenses. A equipa de Rui Vitória vai agora à procura do quarto sucesso, algo que o Benfica não obtém desde Fevereiro e Março.   - Eliseu pode fazer o 50º jogo com a camisola do Benfica. Conta neste momento 49 (35 na Liga, 8 na Liga dos Campeões, 3 na Taça da Liga, 2 na Taça de Portugal e um na Supertaça) jogos e 4 golos, todos marcados na época passada.   - O guarda-redes Lee e o defesa Oualembo fizeram a estreia na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica, há um ano. Foram ambos lançados como titulares pela primeira vez por Paulo Sérgio no jogo Académica-Benfica, em Coimbra, que os encarnados venceram por 2-0, a 30 de Novembro do ano passado.   - Desde o golo de Ruiz, nos 3-0 com que o Sporting ganhou na Luz, a 25 de Outubro, Júlio César esteve 279 minutos sem sofrer golos na Liga. É a melhor sequência da época e a melhor desde Abril e Maio, quando os encarnados alinharam 482 minutos a zeros, entre o golo de Rafael Lopes, da Académica, e o de Marega, do Marítimo.   - Rui Vitória e Filipe Gouveia nunca se defrontaram como treinadores, dada a curta experiência do técnico da Académica ao mais alto nível. Além disso, Gouveia também nunca defrontou o Benfica como treinador. Por sua vez, Rui Vitória não perde com a Académica desde Maio de 2012 (1-2, em Guimarães), tendo alinhado desde então cinco vitórias e um empate. Nos últimos dois jogos, aplicou mesmo chapa 4: 4-2 em Coimbra e 4-0 em Guimarães na época passada.   - O Benfica ganhou as cinco últimas receções à Académica, mas em três delas sofreu golos: 5-1 na época passada, 3-2 na Taça da Liga de 2012/13 e 4-1 na Liga de 2011/12. Lima fez golos em quatro desses jogos, todos aqueles nos quais participou.   - A última vez que a Académica levou pontos da Luz para casa foi em Agosto de 2010, na ressaca do primeiro título do Benfica de Jesus. Ganhou por 2-1, com golos de Miguel Fidalgo e Laionel, a responder a um tento de Jara pelos encarnados. Não resta em Coimbra nenhum dos 18 convocados de Jorge Costa para essa partida, o mesmo sucedendo na Luz com os homens que Jorge Jesus levou para o campo.   - Académica e Benfica cometeram exatamente o mesmo número de faltas na Liga: 163. A diferença é que os encarnados as fizeram em menos um jogo, pois têm em atraso o desafio com o U. Madeira.   - O Benfica ganhou os dois jogos que fez na Liga com o árbitro Luís Ferreira: 3-1 ao Moreirense e 5-1 à Académica, ambos na época passada. Por seu turno, a Académica ainda não conseguiu ganhar com ele aos comandos. Mas empatou quatro dos seis jogos nessas condições, só perdendo na Luz e, já esta época, na Choupana com o Nacional.
2015-12-03
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O FC Porto desloca-se pela segunda vez à Choupana para defrontar o União da Madeira (a primeira foi adiada devido a más condições climatéricas) na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há pouco mais de dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que já fez dez anos e um mês. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto ganhou as últimas quatro deslocações: 1-0 ao Tondela, 2-0 ao Angrense, 3-1 ao Maccabi Tel Aviv e 2-0 ao Varzim. A última vez que voltou a casa sem uma vitória foi quando empatou a duas bolas com o Moreirense, na sexta jornada da Liga.   -O U. Madeira só venceu uma vez na atual Liga, logo na primeira jornada, quando recebeu o Marítimo (2-1). Desde então só conseguiu vencer o Sertanense, na Taça de Portugal (5-1), mas vem de um empate (2-2) em Setúbal, no qual fez apenas menos um golo do que em todas as outras jornadas da Liga somadas (tinha três).   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-12-01
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Rui Vitória e Paulo Fonseca vão defrontar-se pela décima vez e o atual treinador do Benfica ainda não conseguiu ganhar uma única – ainda que um empate entre ambos tenha sido a gota de água que levou à sua saída do FC Porto. Ao todo, em nove jogos, registam-se cinco empates e quatro vitórias do atual técnico do Sp. Braga. E mesmo um desses empates acabou por ser favorável a Paulo Fonseca, que logo no primeiro confronto entre ambos levou o Desp. Aves, da II Liga, a eliminar o V. Guimarães da Taça de Portugal, com 3-2 nos penaltis depois de um empate a zero no final do prolongamento. Foi a 20 de Novembro de 2011 que os dois treinadores se defrontaram pela primeira vez. O Desp. Aves de Paulo Fonseca segurou o V. Guimarães no 0-0 durante 120 minutos e, depois, nos penaltis, Rui Faria deteve os pontapés de João Paulo, Barrientos e Nuno Assis, deixando o resultado em 3-2 para os avenses. Os dois só voltaram a encontrar-se em 2012/13, quando Paulo Fonseca chegou à I Liga, para ocupar a vaga deixada quase um ano antes por Rui Vitória em Paços de Ferreira. Nessa época, o Paços de Fonseca foi empatar a Guimarães (2-2) e venceu no Capital do Móvel (2-1). A excelente época feita no Paços de Ferreira valeu a Paulo Fonseca a chegada ao FC Porto, pelo qual defrontou o V. Guimarães de Rui Vitória em quatro ocasiões, na época de 2013/14. Logo a abrir, na Supertaça, os portistas impuseram-se por 3-0. Ganharam depois no Dragão, para a Liga, por 1-0, e foram vencer a Guimarães, na Taça de Portugal, por 2-0. Por fim, outra vez no Minho, o FC Porto ainda esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por permitir o empate a dois golos. Foi a gota de água para Paulo Fonseca, que na sequência do jogo abandonou o comando técnico do FC Porto, que passou a ser orientado por Luís Castro. Paulo Fonseca deu então um passo atrás e regressou ao Paços de Ferreira, com o qual voltou a defrontar Rui Vitória por duas vezes, na época passada: empate a dois na Capital do Móvel e a uma bola em Guimarães.   - Em contrapartida, Paulo Fonseca só ganhou uma vez ao Benfica. Foi em Janeiro deste ano, que o Paços de Ferreira bateu os encarnados em casa, por 1-0, com um golo de penalti nos descontos. Antes disso somava cinco derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira por 2-0 no primeiro jogo.   - São mais divididos os desfechos de Rui Vitória contra o Sp. Braga: ganhou cinco vezes, empatou três e perdeu outras cinco. Em Braga, contudo, Vitória nunca ganhou pelo V. Guimarães: o melhor que conseguiu foi o empate a zero de Dezembro do ano passado. Venceu ali por duas vezes. Ambas em 2011, quando treinava o Paços de Ferreira: 3-2 para a Taça da Liga com um golo do atual benfiquista Pizzi e 2-1 para o campeonato graças a um autogolo do também agora benfiquista Sílvio.   - O Benfica marcou primeiro em oito dos últimos nove jogos com o Sp. Braga - o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou cinco vezes, permitindo dois empates e duas vitórias aos minhotos.   - Jonas fez golos nos últimos dois jogos frente ao Sp. Braga. Aliás, marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, pois na única vez que ficou em branco só entrou em campo a meia-hora do final, para o lugar de Samaris.   - Carcela e Gonçalo Guedes marcaram nas duas últimas jornadas da Liga, as vitórias do Benfica frente ao Tondela (4-0) e ao Boavista (2-0). Ambos procuram o terceiro jogo seguido a marcar.   - Kritciuk, guarda-redes que o Sp. Braga tem utilizado na Liga, não sofre golos desde 21 de Setembro, data dos 5-1 que os minhotos aplicaram ao Marítimo. Já leva 502 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.   - Luiz Carlos, médio do Sp. Braga, foi lançado na Liga por Rui Vitória, quando este treinava o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Agosto de 2011 e o brasileiro entrou no último quarto-de-hora de um V. Setúbal-P. Ferreira que os pacenses perderam por 2-1.   - Sp. Braga e Benfica têm números muito semelhantes na Liga com Hugo Miguel a apitar. Os bracarenses ganharam 10 de 14 jogos (71%), tendo perdido dois (Nacional em 2012/13 e Sporting em 2014/15). Os benfiquistas, por seu lado, ganharam oito de 11 jogos (73%), perdendo apenas uma vez (E. Amadora, em 2008/09).   - Além disso, Hugo Miguel vai fazer o 100º jogo na Liga. A maioria (43%) acabou com vitória da equipa da casa, mas este juiz ainda não apitou um único jogo na presente Liga que desse “1” no Totobola. A última vez que isso lhe aconteceu foi no Moreirense-V. Guimarães da época passada (2-1), no qual saiu derrotada a equipa de Rui Vitória.
2015-11-29
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Jorge Jesus e Ricardo Sá Pinto têm uma história longa de ligações ao adversário desta segunda-feira. Jesus, treinador do Sporting, já jogou e treinou no Belenenses, enquanto Sá Pinto, técnico dos azuis, também jogou e dirigiu os leões. A diferença de idades explica que nunca se tenham defrontado em campo. Mas nos bancos Sá Pinto é certamente dos poucos que pode gabar-se de apresentar um saldo positivo contra o treinador bicampeão nacional, pois ganhou o único confronto direto: 1-0 num Sporting-Benfica de 9 de Abril de 2012, graças a um golo de Van Wolfswinkel. Como jogadores, ambos vestiram a camisola verde-e-branca do Sporting. Mais velho, Jesus foi lá formado, mas resumiu a sua carreira a 12 jogos e um golo, em 1975/76. Um desses jogos, porém, teve como adversário o Belenenses: a 23 de Novembro de 1975, fez na semana passada 40 anos, o jovem Jesus entrou para o lugar de Chico Faria a 14 minutos do fim, ajudando os leões a ganharem por 1-0, com golo de Marinho no último minuto. Mais novo, Sá Pinto entrou na Liga com a camisola do Salgueiros e logo em Alvalade, contra o Sporting. A 21 de Agosto de 1993, o Salgueiros deixou Lisboa com uma derrota por 2-1, mas o jovem Ricardo fez o golo que atenuou o resultado. Nessa mesma época, ainda defrontou o Sporting por mais uma vez (derrota por 1-0, na Maia), mas no Verão de 1994 já vestia de verde-e-branco. Pelo Sporting, Sá Pinto fez 227 jogos, marcando 50 golos. A primeira vez que jogou pelos leões em Alvalade foi precisamente contra o Belenenses (2-1, em Agosto de 1994). Foi o primeiro de 13 jogos pelo Sporting contra a equipa que agora comanda, nos quais Sá Pinto só perdeu uma vez (1-0 no Restelo em 2004/05), ganhando nove e empatando três. Já Jesus fez 13 jogos pelo Belenenses em 1976/77, dois dos quais contra o Sporting. E perdeu ambos: 1-0 no Restelo e 4-0 em Alvalade. Já como treinador, Jesus dirigiu o Belenenses entre 2006 e 2008, registando quatro derrotas e uma vitória (1-0 no Restelo, em Fevereiro de 2008, com golo de José Pedro) contra os leões. Uma das derrotas foi a final da Taça de Portugal de 2007 (1-0, marcou Liedson). Por sua vez, Sá Pinto comandou o Sporting durante boa parte do ano de 2012, mas nunca defrontou o Belenenses, que por esses tempos estava na II Liga.   - Há três jogos que o Sporting não ganha ao Belenenses. A última vitória, em Abril de 2014, fruto de um golo de Adrien no Restelo (1-0), valeu a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões seguinte. Desde então, verificaram-se dois empates a um golo para a Liga (Carrillo e Deyverson marcaram em Alvalade; Rui Fonte e Carlos Mané no Restelo) e uma vitória azul por 3-2 para a Taça da Liga (bis de Camará e golo de Dálcio para o Belenenses após dois golos madrugadores de Gauld para o Sporting).   - Há 60 anos que o Belenenses não ganha em casa do Sporting para a Liga. A última vitória azul (2-1) verificou-se a 2 de Janeiro de 1955, ainda não havia Estádio José Alvalade, graças a dois golos de Matateu, enquanto pelo Sporting marcou Juca. Desde essa altura, os azuis empataram sete vezes e perderam todos os outros jogos.   - O Sporting marca golos em casa há 14 jogos consecutivos, tendo o último zero sido a 26 de Fevereiro, contra o Wolfsburg. Já igualou a melhor série da época passada – 14 jogos sempre a marcar em casa entre o 0-1 com o Chelsea e o 0-0 com o Wolfsburg –, que é também a melhor série desde 2007/08, quando a equipa de Paulo Bento fez consecutivamente golos em Alvalade por 21 jogos, entre o 0-1 com o Manchester United e o 0-2 com o Glasgow Rangers.   - O Belenenses completa a quadrilogia das visitas às equipas mais fortes da Liga e ainda está por conseguir fazer um golo. Até aqui, perdeu por 6-0 com o Benfica, por 4-0 com o FC Porto e por 4-0 com o Sp. Braga.   - André Martins, que fez em Moscovo o 100º jogo com a camisola do Sporting, passou pelo Belenenses em 2010/11, mas não foi feliz: só jogou cinco vezes e não ganhou um único jogo de azul vestido.   - Gonçalo Brandão, capitão do Belenenses, estreou-se na Liga em Alvalade, com uma derrota por 4-2 contra o Sporting. Foi em Agosto de 2003 que Manuel José o lançou a 26 minutos do fim, para o lugar de Rui Borges.   - Artur Soares Dias, o árbitro deste jogo, já apitou o único confronto direto entre Jesus e Sá Pinto, o tal Sporting-Benfica de 2012 que os leões de Sá Pinto venceram por 1-0. Com ele, contudo, o Sporting perdeu cinco vezes em 25 jogos, não tendo ganho nenhuma das duas últimas (3-0 contra o FC Porto no Dragão, em Março, e 0-0 com o Boavista no Bessa, já na atual Liga). O Belenenses não o tem a apitar desde uma vitória por 3-1 contra o V. Guimarães, na parte final de 2013/14.
2015-11-28
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O FC Porto de Julen Lopetegui vem de uma derrota traumática, em casa, contra o Dynamo Kiev, a complicar bastante a tarefa de qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e a cabeça dos jogadores estará seguramente cheia de ideias de reação. Costuma dizer-se que as grandes equipas não perdem dois jogos seguidos e a verdade é que tal não sucede aos dragões há cerca de três anos. Desde então, a reação à derrota tem sido quase sempre boa. Preocupante é o facto de a última sequência de duas derrotas dos azuis-e-brancos ter acontecido numa época em que, tal como agora, a equipa prolongou a invencibilidade até finais de Novembro. Quando perdeu a primeira, caiu logo a segunda. Há uma grande diferença entre as duas situações – o nome do segundo adversário. Em 2012, depois de perder em Braga (2-1) e ser eliminado da Taça de Portugal, interrompendo uma série de 18 jogos sem perder do arranque da época, o FC Porto apanhou pela frente com o Paris St. Germain, no Parque dos Príncipes. Voltou a perder pelo mesmo resultado (2-1, com golos de Thiago Silva e Lavezzi para os franceses e de Jackson para os portistas). Desta vez, o opositor é o bem mais frágil Tondela, o que permite pensar que a reação será certamente mais fácil do que nessa ocasião. Na verdade, bastará ao FC Porto aquilo que é a sua reação normal às derrotas. Desde esse desaire contra o Paris St. Germain, o FC Porto soma 20 derrotas (a de terça-feira foi a 21ª), tendo reagido com 16 vitórias e apenas quatro empates. Em 2012/13 perdeu mais três vezes, ganhando dois jogos e empatando um nas ressacas. Em 2013/14 somou umas invulgares 12 derrotas, mas ganhou dez e empatou dois dos jogos que se seguiram. Por fim, na época passada, perdeu cinco vezes, às quais respondeu com quatro sucessos e um único empate – ainda que tenha sido um empate altamente penalizador, a zero, na Luz, contra o Benfica, depois dos 6-1 de Munique, o que impediu os dragões de se chegarem ao Benfica na tabela da Liga.   - O FC Porto registou, contra o Dynamo Kiev, a primeira derrota da época, ao 16º jogo, ficando assim aquém dos 18 jogos sem perder registados pela equipa de Vítor Pereira em 2012/13. Os 20 jogos oficiais sem perder, desde a derrota em Munique, contra o Bayern, na época passada, são ainda assim um recorde de Lopetegui como treinador de clube.   - Rui Bento e Julen Lopetegui nunca se defrontaram, mas o atual treinador do Tondela já tem experiência de ver uma equipa sua jogar contra o FC Porto. A 10 de Dezembro de 2012, neste mesmo Estádio Municipal de Aveiro, o Beira Mar comandado por Rio Bento ainda esteve a ganhar ao FC Porto de Vítor Pereira (golo de Zhang), mas acabou por perder por 2-1 (marcaram James e Hulk).   - Este será o primeiro jogo da história entre Tondela e FC Porto e o primeiro jogo dos dragões em “campo neutro” na atual Liga. Desde 1 de Setembro de 2013 que o FC Porto não joga fora, no campeonato, contra uma equipa que recorre a um estádio emprestado. Na altura venceu o Paços de Ferreira em Felgueiras por 1-0. Volta agora a fazê-lo em Aveiro, onde o Tondela já perdeu esta época com Sporting (1-2) e Benfica (0-4).   - O Tondela é último da Liga, com apenas cinco pontos em dez jogos. A última equipa a evitar a despromoção nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha os mesmos cinco pontos à 10ª jornada e acabou a Liga em 13º lugar, seis pontos acima da linha de água. Mas para lá chegar começou a ganhar logo à 11ª ronda (2-1 ao V. Setúbal). Desde então, as cinco equipas que protagonizaram um arranque tão pouco produtivo desceram todas de divisão.   - O Tondela não ganha há nove jogos, desde o 1-0 frente ao Nacional, em casa, a 30 de Agosto. É a mais longa série de jogos sem vitórias desde que a equipa chegou aos campeonatos nacionais, em 2005, quando jogou a Série C da III Divisão.   - Além disso, o Tondela ainda não marcou um único golo na primeira parte dos seus jogos. Os seus cinco golos no campeonato aconteceram todos nas segundas partes, sendo os mais “madrugadores” os marcados ao Arouca e ao Nacional, ambos ao minuto 48. Acresce dizer que só um dos quatro golos sofridos pelo FC Porto apareceu antes do intervalo: foi o encaixado no empate (1-1) contra o Marítimo, nos Barreiros.   - Layun participou nos últimos três golos marcados pelo FC Porto. Fez o terceiro em Haifa, ao Maccabi Tel-Aviv, assistiu Aboubakar para o primeiro ao V. Setúbal e fez ele mesmo o segundo. Ao todo, o lateral mexicano tem dois golos marcados e quatro assistências, todas para golos de cabeça, três deles de Aboubakar.   - O jogador do FC Porto com mais passes de golo é, contudo, Maxi Pereira. São já, ao todo, cinco assistências, todas para jogadores diferentes: Aboubakar, Varela (ambos frente ao V. Guimarães), Brahimi (contra o Belenenses), André André (ante o Maccabi) e Layun (face ao V. Setúbal).   - Tello completou no jogo com o Dynamo Kiev o 50º jogo oficial com a camisola do FC Porto. Desses 50, 32 foram na Liga portuguesa, na qual marcou sete golos. Esta época, o espanhol tem dois golos, mas nenhum no campeonato.   - Manuel Mota é, de longe, o árbitro menos caseiro da Liga. Desde 10 de Janeiro que não vê em campo uma vitória da equipa da casa no campeonato, sendo que dirigiu 12 jogos desde então, com seis empates e seis vitórias dos visitantes. Ao todo, nos 53 jogos do árbitro de Braga, há 34% de vitórias dos anfitriões e 38% dos visitantes, o que o transforma no único árbitro da atual I Liga com pelo menos cinco jogos dirigidoa a ter mais sucessos de quem viaja do que de quem recebe.   - A última vitória de uma equipa da casa com Manuel Mota a apitar foi precisamente num jogo do FC Porto, que com ele se impôs no Dragão ao Belenenses por 3-0, a 10 de Janeiro último. Nos sete jogos com Mota, o FC Porto ganhou seis e empatou apenas um – a visita ao Restelo, em 2013/14 (1-1). O Tondela só o apanhou uma vez, tendo empatado em Arouca (1-1).
2015-11-27
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O Sporting desloca-se a Moscovo para defrontar o Lokomotiv em partida decisiva da Liga Europa e fá-lo sem Rui Patrício, que foi expulso contra o Skenderbeu em Elbasan. É apenas a segunda vez que os leões jogam sem o seu guarda-redes esta época, sendo que na anterior venceram fora o Vilafranquense por 4-0. Aliás, a equipa verde-e-branca nem costuma ressentir-se das ausências de Rui Patrício, seja porque ele costuma ser poupado em jogos mais fáceis ou porque Boeck tem estado à altura. Dos oito jogos que o Sporting fez sem Rui Patrício na época passada só um acabou com derrota: os 3-2 com o Belenenses no Restelo, para a Taça da Liga, jogado com muita gente da equipa B. De resto, seis vitórias (Rio Ave no campeonato; Vizela, Famalicão e Sp. Espinho na Taça de Portugal e ainda V. Guimarães e Boavista na Taça da Liga) e um empate (V. Setúbal na Taça da Liga). E nos anos anteriores o panorama é igualmente animador: três vitórias e um empate (0-0 com o FC Porto, na Taça da Liga) em 2013/14; duas vitórias e um empate (com o Marítimo) em 2012/13. A pior época da história do Sporting – na qual não conseguiu sequer apurar-se para as provas da UEFA – fica ainda marcada pelo último jogo europeu dos leões sem Patrício: foi a vitória sobre o Videoton, em casa, por 2-1, na última ronda da Liga Europa, já sem chances de apuramento para os 16 avos de final. Já se vê que têm sido raros os jogos internacionais que Patrício vê pela TV. Antes desse contra o Videoton, a 7 de Dezembro de 2012, já tinha sido Boeck a defender as redes leoninas em Novembro e Dezembro de 2011, com uma vitória (Zurique, em casa, por 2-0) e duas derrotas (Vaslui e Lazio fora, por 1-0 e 2-0). Boeck está ainda sem saber o que é ganhar pelo Sporting a jogar e fora de Portugal. Além de Patrício, o último guada-redes a conseguir fazê-lo foi Tiago, que defendeu as balizas leoninas em Lille, nos 2-1 de 16 de Setembro de 2010.   - Para manter esperanças no apuramento para os 16 avos de final, o Sporting terá em princípio de fazer pelo menos o mesmo resultado que o Besiktas fizer na receção ao Skenderbeu, de forma a diminuir ou manter a distância de dois pontos para os turcos, permitindo-lhe depois ultrapasá-los com uma vitória em Alvalade no último dia. A exceção é um cenário improvável de derrota do Besiktas com os albaneses, caso em que o Sporting poderia também perder em Moscovo, desde que depois ganhasse ao Besiktas no último dia e o Skenderbeu não vencesse o Lokomotiv em Elbasan. Mas simples são as contas do Lokomotiv: apura-se já se ganhar ao Sporting ou mesmo se empatar, desde que o Besiktas não perca com o Skenderbeu.   - Slimani marcou nos dois últimos jogos do Sporting: o 1-0 em Arouca e o 2-1 ao Benfica na Taça de Portugal. Persegue o se primeiro golo na Liga Europa – já marcou na Champions – e uma série de três jogos seguidos com golos. Algo que não consegue desde Março de 2014. Nessa altura, aliás, marcou em quatro desafios seguidos: Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   -O Lokomotiv ganhou apenas um dos últimos sete jogos, mas fê-lo contra o Zenit: 2-0 em casa a 8 de Novembro, na Liga russa. Desses jogos, houve mais três em casa: 1-1 com o Besiktas, 0-1 com o Amkar e 0-2 com o Anzhi.   - Mais uma oportunidade para o Sporting interromper a série de jogos sem ganhar fora de casa nas competições europeias. A última vitória do Sporting europeu como visitante aconteceu a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund, de Zurique, frente ao FC Zurique, por 2-0 (golos de Insúa e van Wolfswinkel). Nos 17 jogos que se seguiram, os leões obtiveram cinco empates e 12 derrotas.   - O Sporting nunca foi feliz contra equipas russas, tendo ganho apenas um dos oito jogos disputados (ao CSKA, em casa, no play-off da atual Liga dos Campeões). Em seis desses oito jogos sofreu sempre três golos. Em contrapartida, o Lokomotiv ganhou dois de cinco desafios contra opositores portugueses, ambos por 3-1: ao Sp. Braga em 1998/99 e ao Sporting na primeira ronda da atual Liga Europa.   - Ewerton, que não estava disponível no jogo da primeira jornada, em Alvalade, já jogou na Rússia, no Anzhi, e tem um histórico imaculado contra o Lokomotiv. Em dois jogos, empatou a zero, fora, em Abril de 2014, quando já tinha ganho por 2-1 em casa. Em Maio de 2013.   - Manuel Fernandes, o português do Lokomotiv, já recebeu o Sporting em três ocasiões, sempre ao serviço do Benfica. Tem uma vitória (1-0 em Maio de 2005), um empate (3-3, em Janeiro de 2005, com vitória nas grandes penalidades) e uma derrota (1-3, em Janeiro de 2006).
2015-11-25
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Há muito que o Benfica sabia que não ia poder contar com Gaitán na viagem a Astana, porque o argentino foi expulso perto do final da receção ao Galatasaray. Novidade mais recente é a ausência forçada de Luisão, que se lesionou no dérbi da Taça de Portugal contra o Sporting. Será sem a sua maior estrela e sem o seu capitão e principal referência que os encarnados tentarão ganhar ao bicampeão cazaque para desde logo assegurarem a qualificação para os oitavos-de-final da Liga os Campeões sem dependerem do resultado do Atlético Madrid-Galatasaray, que se joga mais à noite. O precedente histórico é animador. Desde que Gaitán chegou ao Benfica, em 2010, só houve dois jogos europeus em que o Benfica não o utilizou a ele nem a Luisão. E não perdeu nenhum: venceu em casa o Spartak Moscovo por 2-0 na Champions de 2012/13 e, também na Luz, empatou sem golos com o Leverkusen, na edição do ano passado. Aliás, as ausências europeias de Gaitán – que marcou golos nas primeiras três jornadas da atual Liga dos Campeões – nem têm sido assim tão importantes, pois o Benfica nunca perdeu sem ele: em nove jogos, soma seis vitórias (4-3 ao Lyon, 2-0 ao Spartak Moscovo, 2-0 ao Anderlecht, 1-0 ao PAOK Salónica, 2-0 ao Alkmaar e 2-1 à Juventus) e três empates (0-0 com o Leverkusen e em Barcelona e 2-2 com o Tottenham). Mais complicada é a história no que toca às ausências de Luisão. No mesmo período, o capitão também faltou a nove partidas, das quais o Benfica só ganhou três: os 2-0 ao Spartak Moscovo já anteriormente mencionados, 3-2 ao Bordéus e 1-0 ao Otelul. Soma, de resto, dois empates (0-0 com o Leverkusen e com o Celtic, em Glasgow) e quatro derrotas (2-1 com o Chelsea, 2-0 em Barcelona, 2-1 com o Spartak Moscovo e 1-0 com o Fenerbahçe).   - Só a vitória permitirá ao Benfica assegurar a qualificação antes do Atlético de Madrid-Galatasaray, que se jogará à noite. Ganhando, o Benfica soma 12 pontos, garante pelo menos o segundo lugar do grupo e só perder o primeiro se o Atlético ganhar os dois jogos que lhe restam (Galatasaray em casa e Benfica fora). Empatando, os encarnados chegam aos 10 pontos e até podem qualificar-se enquanto viajam de regresso a Portugal, desde que à noite o Galatasaray não ganhe em Madrid – caso em que os turcos chegariam, no máximo, aos oito pontos. Nesse caso, aliás, até a derrota em Astana pode garantir a qualificação.   - O Astana, por seu turno, luta ainda pela entrada na Liga Europa. Se ganhar ao Benfica e beneficiar da derrota do Galatasaray em Madrid fica à frente dos turcos e ganha o direito a ir a Istambul decidir o terceiro lugar. Nesse caso, bastar-lhe-ia um empate.   - O Benfica procura o quinto jogo consecutivo a marcar pelo menos um golo, coisa que já não consegue desde Abril, quando encerrou na Luz, frente ao FC Porto (0-0), uma série de 22 jogos seguidos sempre com golos. Esta época, os encarnados encalharam ao quarto jogo de uma sequência no Dragão com o FC Porto (0-1) e ao quinto de outra na Luz contra o Sporting (0-3). Seguem neste momento com quatro jogos sempre a marcar: 4-0 ao Tondela, 2-1 ao Galatasaray, 2-0 ao Boavista e 1-2 com o Sporting.   - O Astana perdeu no sábado a final da Taça do Cazaquistão. Apesar de se ter colocado em vantagem, por Twumasi, viu o Kairat Almaty virar para 1-2 e perdeu assim a oportunidade de vencer a dobradinha, uma vez que a 8 de Novembro se sagrou bi-campeão nacional, ao vencer o Aqtobe por 1-0, graças a um golo de Kabananga, a 3’ do fim.   - O Astana é a primeira equipa do Cazaquistão a jogar a Liga dos Campeões. Chegou aqui depois de eliminar os campeões da Eslovénia (Maribor), da Finlândia (HJK Helsínquia) e de Chipre (Apoel Nicosia), ganhando sempre os jogos em casa. Na fase de grupos ainda não ganhou mas também não perdeu em casa: Galatasaray (2-2) e Atlético de Madrid (0-0) saíram de Astana com empates. A última equipa estrangeira a ganhar no Astana Arena foi o Villarreal, que ali venceu por 3-0 a 21 de Agosto de 2014.   - Stanimir Stoilov, treinador do Astana, jogou durante duas épocas no Campomaiorense, defrontando por duas vezes o Benfica. A 9 de Dezembro de 1995 perdeu por 2-0 na Luz (golos de Edgar e Marcelo, já na segunda parte) e a 14 de Abril de 1996 empatou a zero em Campo Maior. O Campomaiorense desceu de divisão, mas Stoilov ainda ficou por mais um ano.  
2015-11-24
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O FC Porto só precisa de empatar no Dragão com o Dynamo Kiev, mas se partir do princípio que o Chelsea deve ganhar ao Maccabi e se quer entrar na última jornada nas melhores condições para lutar pelo primeiro lugar do grupo com a equipa de José Mourinho tem de apontar a uma vitória. E se a conseguir será a quarta seguida em jogos da Liga dos Campeões, algo que os dragões já não obtêm desde 1996. Há quase 20 anos. Depois do empate em Kiev, cedido no último minuto, o FC Porto ganhou os três jogos da prova europeia: 2-1 ao Chelsea, 2-0 e 3-1 ao Maccabi. Para continuar a lutar a sério pelo topo do grupo deve agora somar a estas três vitórias uma quarta, algo que não consegue desde a abertura da Champions de 1996/97, quando ganhou ao Milan (3-2 em San Siro), ao IFK Goteborg (2-1) e duas vezes ao Rosenborg (1-0 e 3-0). Desde aí, os dragões somaram várias vezes três vitórias consecutivas, mas encalharam sempre ao quarto jogo: Real Madrid (1-3 em casa, em 1999); outra vez Real Madrid (1-1 fora, em 2003); Arsenal (0-0 em casa, em 2006); Atlético Madrid (2-2 fora, em 2009); Chelsea (0-1 em casa, em 2009); Dynamo Kiev (0-0 fora, em 2012) e Shakthar Donetsk (1-1 em casa, em 2014). Não deixa de ser curioso que os últimos dois tropeções tenham ocorrido contra equipas ucranianas. Vale que ao FC Porto um empate servirá para carimbar desde já o apuramento para os oitavos de final da competição. Ora o FC Porto já não perde um jogo da Champions em casa desde Outubro de 2013, quando o Zenit foi ganhar ao Dragão por 1-0, com golo de Kerzhakov a cinco minutos do fim. Desde então, já ali perderam o Bayern e o Chelsea, por exemplo.   - O Dynamo Kiev está na história do FC Porto, pois foi a equipa que os dragões venceram nas meias finais da Taça dos Campeões Europeus de 1987, antes de baterem o Bayern na final. Na altura, o FC Porto ganhou ambos os jogos por 2-1. Nas Antas marcaram Futre e André (o pai de André André) para o FC Porto, reduzindo Yakovenko para os soviéticos. Em Kiev, Celso e Gomes deram vantagem à equipa portuguesa nos primeiros 10’ de jogo, de nada servindo um golo de Mikailichenko.   - Depois dessa meia-final, FC Porto e Dynamo Kiev voltaram a encontrar-se por cinco vezes na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em 2008, cada um ganhou o jogo no terreno do adversário: 1-0 para o Dynamo no Dragão (marcou Aliyev); 2-1 para o FC Porto em Kiev (virada de Rolando e Lucho, depois de um primeiro golo de Milevskiy). Em 2012, os portugueses ganharam por 3-2 em casa (dois golos de Jackson e um de Varela, contra um de Gusev e outro de Ideye) e empataram a zero na Ucrânia. Já na corrente fase de grupos, as duas equipas empataram a dois golos em Kiev (bis de Aboubakar para os dragões, golos de Gusev e Buyalsky para os ucranianos).   - Antunes e Miguel Veloso, jogadores portugueses do Dynamo Kiev, já marcaram golos ao FC Porto. O lateral fê-lo a 13 de Maio de 2007, de livre direto, num empate a uma bola, ao serviço do Paços de Ferreira. O centrocampista conseguiu-o a 28 de Fevereiro de 2010, em recarga a um primeiro remate de Liedson, num sucesso do Sporting por 3-0, em Alvalade.   - Varela e Aboubakar foram os únicos jogadores do atual plantel do FC Porto que já marcaram ao Dynamo Kiev. O extremo abriu o ativo na vitória por 3-2 dos portistas, a passe de Lucho González, em Outubro de 2012, enquanto que o ponta-de-lança bisou no empate em Kiev, em Setembro passado.   - O FC Porto não perde há 20 jogos oficiais, precisamente desde que foi eliminado da Liga dos Campeões, com o pesado 6-1 às mãos do Bayern, em Munique. Foi a 21 de Abril. Os 20 jogos de invencibilidade são a melhor série do clube desde 2012, quando esteve 25 jogos sem perder, entre os 3-2 contra o Benfica, na Taça da Liga, a 20 de Março, e os 2-1 com que foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga, a 30 de Novembro.   - Este é também o melhor arranque de época do FC Porto desde 2012/13. Leva 15 jogos desta época sem perder (11 vitórias e 4 empates) e está a três partidas de igualar o arranque da equipa liderada por Vítor Pereira, que esteve 18 jogos sem perder até ser eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga.
2015-11-23
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Um Sporting-Benfica a contar para a Taça de Portugal costuma ser sinónimo de espetáculo e de muitos golos. Os últimos três jogos entre ambos para esta prova produziram 21 golos, a uma média de sete por encontro. E é preciso recuar a 1986 para encontrar um zero parcial no marcador, quando o Benfica se impôs ao Sporting na Luz por 5-0, nos quartos-de-final. Desde então, quatro vitórias do Benfica (uma nos penaltis e outra no prolongamento) e duas do Sporting, mas sempre com ambas as equipas a marcar. Épicos têm sido os últimos confrontos na Taça de Portugal. Em Janeiro de 2005, na Luz, foi o Benfica quem levou a melhor, mas só nos penaltis, depois de um empate a três golos (bis de Geovani e um golo de Simão para as águias, a responderem aos tentos de Hugo Viana, Liedson e Paítopara os leões). Em Abril de 2008, em Alvalade, ganhou o Sporting por 5-3 (bis de Yannick, com golos adicionais de Liedson, Derlei e Vukcevic, a anularem o que chegou a ser uma vantagem de 2-0 dos encarnados, que marcaram por Rui Costa, Nuno Gomes e Rodríguez). Por fim, em Novembro de 2013, voltou a ser o Benfica a superiorizar-se, mas só no prolongamento, por 4-3 (decidiu um golo de Luisão, depois de um hat-trick de Cardozo ter sido anulado por Capel, Maurício e Slimani). O Benfica não ganha em Alvalade para a Taça de Portugal desde 1963. Na verdade, só ganhou por duas vezes no terreno do Sporting nesta competição, mas em ambas, como as eliminatórias eram a duas mãos, acabou afastado: em 1963, ao 1-0 de Alvalade responderam os leões com um 2-0 na Luz; e em 1945, depois de ganhar por 2-1 no Lumiar, perdeu por 3-2 no Campo Grande e outra vez por 1-0 no jogo de desempate.   - O Sporting segue com duas vitórias consecutivas no confronto direto com o Benfica (o 1-0 na Supertaça, no Algarve, e os 3-0 na Luz, para a Liga), algo que já não conseguia desde 2005/06, quando ganhou por 2-1 em Alvalade e por 3-1 na Luz, de ambas as vezes para a Liga. Por sua vez, o Benfica precisou de prolongamento numa das duas vitórias seguidas que obteve em 2013/14: 4-3 (após prolongamento) para a Taça de Portugal e 2-0 para a Liga, sempre na Luz. Se procurarmos duas vitórias seguidas em 90 minutos, também foi o Benfica que as obteve, em 2012/13: 3-1 em Alvalade e 2-0 na Luz, sempre para a Liga.   - Mais difícil é encontrar três vitórias seguidas da mesma equipa no dérbi. O último a consegui-lo foi também o Benfica, que aliás ganhou seis desafios consecutivos, entre Fevereiro de 2010 e Novembro de 2011 (dia 21, fará quatro anos no dia do jogo). Os encarnados começaram essa série com um 4-1 em Alvalade para a Taça da Liga, prosseguiram com duas vitórias por 2-0 na Luz para o campeonato, chegaram à quarta também para o campeonato, mas em Alvalade, e ainda ganharam mais duas vezes: 2-1 na Luz para a Taça da Liga e 1-0 em Alvalade para o campeonato. O Sporting não ganha três vezes seguidas ao Benfica desde 1994 e 1995: nessa altura, ganhou os dois jogos do campeonato de 1994/95 (2-0 e 2-1) e venceu a primeira, em Alvalade, de 1995/96 (2-0, em Outubro de 1995).   - Este será o 16º jogo entre Rui Vitória e Jorge Jesus. O atual treinador do Sporting soma, no confronto direto, 12 vitórias, um empate e duas derrotas, sendo que duas dessas vitórias lhe permitiram ganhar títulos: a Taça da Liga de 2011 (final entre Benfica e Paços de Ferreira) e a Supertaça de 2015 (já no Sporting, contra o Benfica). Um dos sucessos de Rui Vitória, obtido pelo V. Guimarães, contra o Benfica, também lhe permitiu levar para casa a Taça de Portugal de 2013.   - Jorge Jesus tem sido um papa-dérbis. Em 18 jogos (incluindo o da Taça de Honra da AF Lisboa de 2014/15) só perdeu dois e empatou quatro, ganhando os outros 12 (um deles após prolongamento).   - Rui Vitória ganhou na primeira vez que defrontou o Sporting. Foi a 20 de Outubro de 2007 e o treinador ribatejano dirigia o Fátima, que semanas antes fizera sensação ao afastar o FC Porto da edição inaugural da Taça da Liga. Contra os leões, o Fátima ganhou por 2-1 no Restelo, casa emprestada dos verde-brancos, e levou para a segunda mão uma vantagem que não foi capaz de segurar, pois perdeu em casa por 3-2.   - Por sua vez, Jesus foi goleado na primeira vez que levou uma equipa a defrontar o Benfica. Era treinador do Amora que, a 3 de Fevereiro de 1993, foi batido pelos encarnados na Luz por 5-0. E só ao sétimo jogo conseguiu não perder com os encarnados, quando o seu E. Amadora se impôs na Reboleira por 3-0 ao Benfica, a 27 de Fevereiro de 2000.   - Com nove golos em 14 jogos, Jonas está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Sporting, atingirá os dez golos em finais de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes da passagem de ano. A época passada, já no Benfica, foi aquela em que atingiu mais cedo a dezena, fazendo-o a 4 de Janeiro, na vitória por 3-0 frente ao Penafiel.   - Treze dos últimos 14 golos do Benfica ao Sporting nasceram na América do Sul. Desde 2012, Cardozo marcou seis, Gaitán fez dois, Luisão um, Jardel outro, Pérez mais um, Lima outro e Salvio o restante. A exceção é Markovic, que marcou em Alvalade no empate (1-1) para a Liga, em Agosto de 2013.   - O último golo português num dérbi de Lisboa foi marcado por André Martins, no jogo da Taça de Honra da AF Lisboa, em Agosto de 2014 que os leões ganharam por 1-0. Em competições nacionais, fê-lo Hélder Postiga, em 2 de Março de 2011, na derrota do Sporting na Luz (1-2), na meia-final da Taça da Liga. Pelo Benfica, o último português a marcar foi Nuno Gomes, a 16 de Abril de 2008, nos tais 5-3 do Sporting para a Taça de Portugal.   - Dos atuais jogadores leoninos, Slimani é quem mais golos fez ao Benfica: três, sempre na Luz. Um na recente vitória (3-0) para a Liga, outro no empate (1-1) na Liga anterior e o primeiro na eliminação leonina da Taça de Portugal (3-4), em Novembro de 2013. Slimani apresenta-se, além disso, num momento extraordinário, pois fez cinco golos nos últimos três jogos: quatro em dois desafios da seleção argelina frente à Tanzânia e outro na visita do Sporting a Arouca.   -O Sporting é o atual detentor da Taça de Portugal, depois de ter vencido o Sp. Braga, no desempate por penaltis, na final de Maio passado. Os leões não perdem nesta prova há oito jogos, precisamente desde a última vez que pelo caminho lhes apareceu o Benfica, em Novembro de 2013. Mesmo esse jogo foi perdido no prolongamento: nos 90 minutos, a última derrota do Sporting foi a final de 2012 (0-1 com a Académica).
2015-11-20
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O FC Porto tem sido uma fortaleza defensiva. Não sofre golos de oposição nacional há quase dois meses, desde 25 de Setembro, quando cedeu um empate em Moreira de Cónegos (2-2). E os dois golos que encaixou desde essa altura nasceram de lances de bola parada, na Liga dos Campeões. O último jogador de uma equipa portuguesa a marcar ao FC Porto foi André Fontes, do Moreirense. Desde então, Casillas sofreu mais dois golos: um livre direto de Willian (Chelsea) e um penalti de Zahava (Maccabi), ambos na Liga dos Campeões. Aliás, dos oito golos sofridos pelo FC Porto esta época, três foram na sequência de bolas paradas, pois há a acrescentar o tento de Buyalskiy, também perto do final do jogo de Kiev, após um livre de Rybalka à barreira. Com a curiosidade acrescida de dois destes três golos terem nascido bem perto do final dos períodos a que dizem respeito: Buyalskiy marcou aos 89’ e Willian aos 45+2’. Em Angra do Heroísmo, no entanto, o guarda-redes do FC Porto será certamente Helton, que já defrontou o Varzim na eliminatória anterior. Como os dragões ganharam esse jogo por 2-0, isso quer dizer que Helton ainda não sofreu golos esta época. O último foi-lhe marcado pelo belenense Tiago Caeiro a 17 de Maio, custou dois pontos (o jogo acabou empatado a uma bola) e valeu a festa do título ao Benfica, que nessa mesma tarde empatava a zero em Guimarães.   - O FC Porto procura o 15º jogo da época sem derrota. Para já, nos 14 que fez, ganhou dez e empatou quatro. Está, ainda assim, a quatro jogos de igualar o arranque da equipa de Vítor Pereira, que em 2012/13 esteve 18 jogos sem perder, até ser eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (2-1), a 30 de Novembro.   - Ao todo, incluindo desafios da época passada, o FC Porto de Julen Lopetegui não perde há 19 jogos. A última derrota foram os 6-1 em Munique, a 21 de Abril, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Estes 19 jogos são também a melhor série da equipa desde 2012, quando o FC Porto esteve 25 jogos sem perder, entre os 3-2 contra o Benfica, na Taça da Liga, a 20 de Março, e os tais 2-1 com o Sp. Braga, a 30 de Novembro.   - Pedro Aguiar marcou golos nos últimos três jogos do Angrense. Fez o 2-0 momentâneo do empate a dois golos com o Sp. Ideal, mas antes já tinha bisado nos 5-1 ao Pampilhosa e tinha feito o golo do empate (1-1) no terreno do Oliveira do Hospital. É, com o avançado Magina, o melhor marcador do Angrense esta época. Ambos têm dez golos.   - Miguel Layun também marcou nos últimos dois jogos do FC Porto (ao Maccabi Tel Aviv e ao V. Setúbal), mas foi poupado à viagem aos Açores por Lopetegui em virtude de ter estado ao serviço da seleção do México.   - Este é o quarto jogo que o Angrense faz esta época na Taça de Portugal, o que permite igualar a época de 1994/95. Nessa altura, os açorianos eliminaram o 1º Maio do Funchal (2-1), o Vilanovense (2-1) e o Carcavelos (4-1), antes de caírem aos pés do Feramunde (4-0). Desta vez já afastaram a Académica-SF (2-1), o Moura (2-1) e o Torre Moncorvo (4-1).   - Angrense e FC Porto nunca se defrontaram em competição, mas uma das últimas campanhas na Taça de Portugal levaram os açorianos a jogar com o Nacional da Madeira, pelo qual alinhou Maicon, atualmente no FC Porto, embora fora dos convocados de Lopetegui para este jogo. Foi a 18 de Outubro de 2008 e os madeirenses ganharam por 4-0, com bis de Miguel Fidalgo e mais dois golos de Nené (que falhou um penalti) e Juninho. Maicon jogou os 90 minutos e Ruben Micael, que também jogou mais tarde no FC Porto, entrou a meio da segunda parte.   - A única experiência do Angrense com um grande foi traumática. Aconteceu na Taça de Portugal de 1959/60 e os açorianos defrontaram o Benfica. José Augusto e Cavém marcaram os golos do 2-0 para os benfiquistas em Angra do Heroísmo, mas na Luz o resultado foi muito mais desequilibrado: 10-0 para o Benfica com hat-tricks de Águas e José Augusto, bis de Coluna e ainda mais um golo de Cavém e outro de Santana.
2015-11-20
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A visita ao Luxemburgo parece ser a ocasião ideal para a seleção de Fernando Santos ultrapassar o que já começa a ser um aspeto criticado pelos adeptos e a que podemos chamar o “trauma da vantagem mínima”, evitando igualar um recorde histórico que data do pós-Saltillo. A equipa de Santos ganhou todos os jogos de competição que fez e saiu em primeiro do seu grupo de qualificação para o Europeu, o que é notável e vale mais do que qualquer estatística, mas nem em jogos competitivos nem em particulares ganhou uma única vez por mais de um golo de diferença. Desde o jogo de preparação contra a Rep. Irlanda, nos Estados Unidos, antes do Mundial de 2014, vencido por 5-1 ainda com Paulo Bento no banco que Portugal não ganha por mais de um golo a ninguém. São já 17 jogos, a um do máximo no historial da seleção, que está fixado em 18 partidas sem uma vitória confortável. Desde esse jogo com a Rep. Irlanda, a 11 de Junho de 2014, em New Jersey, Portugal fez 17 jogos, ganhando dez, empatando um e perdendo os restantes seis. Nos dez que ganhou, fê-lo sempre por um golo de diferença: 2-1 ao Gana, ainda no Mundial e por duas vezes à Sérvia, na qualificação do Europeu; 1-0 por duas vezes à Dinamarca, bem como à Arménia, à Argentina, à Itália e à Albânia; e 3-2 na Arménia. Com o empate frente aos Estados Unidos (2-2, no Mundial) e as derrotas contra Alemanha (4-0), Albânia (1-0), França (2-1 e 1-0), Cabo Verde (2-0) e agora Rússia (1-0) são já 17 jogos sem ganhar um por mais de um golo. Ora o máximo histórico da seleção de Portugal está em 18 jogos seguidos sem uma vitória por pelo menos dois golos de diferença e foi estabelecido entre Fevereiro de 1986 e Março de 1989. Também com um Mundial a correr mal pelo meio. Nessa altura, depois de ganhar por 2-0 ao Luxemburgo, num particular, em Fevereiro de 1986, e até golear Angola por 6-0 noutro jogo de preparação, em Março de 1989, Portugal fez 18 jogos, ganhando apenas seis, empatando sete e perdendo cinco. As seis vitórias foram pela margem mínima, sempre por 1-0: à Inglaterra, na fase final do Mundial do México; à Bélgica num particular; à Suècia, em Estocolmo, no regresso dos proscritos de Saltillo; a Malta, na despedida da qualificação para o Europeu de 1988; e ao Luxemburgo, na abertura do apuramento para o Mundial de 1990. Esse apuramento para o Mundial, curiosamente, marca também a última partida entre Portugal e o Luxemburgo que não acabou com vitória lusitana, pois o jogo no Luxemburgo acabou empatado a uma bola. Desde esse empate, em 1991, Portugal ganhou sempre e em seis dos sete jogos fê-lo por mais de um golo. A exceção foi em Setembro de 2012, na qualificação para o Mundial do Brasil, em que os portugueses se impuseram apenas por 2-1.   - Após a derrota na Rússia (1-0), Portugal procurará ainda evitar ficar dois jogos seguidos sem ganhar, algo que já não lhe acontece desde a mudança de selecionador. Em Setembro do ano passado, a seleção perdeu em casa com a Albânia (1-0), naquele que acabou por ser o último jogo de Paulo Bento aos comandos, saindo depois também derrotada do primeiro desafio de Fernando Santos, um particular com a França em Paris (2-1).   - Essa foi também a última série de duas derrotas consecutivas da seleção nacional. Para se encontrarem duas derrotas seguidas com o mesmo selecionador no banco é preciso recuar a Junho de 2012, quando Paulo Bento perdeu o último particular antes do Europeu, por 3-1, com a Turquia, e depois saiu derrotado na estreia na prova, por 1-0 contra a Alemanha. A equipa acabou por só cair nas meias-finais, nos penaltis, contra a Espanha.   - O Luxemburgo vem de uma significativa vitória sobre a Grécia, por 1-0, com golo de Joachim já nos descontos. Na qualificação para o Euro’2016 também ganhou um jogo: 1-0 à Macedónia, com golo de Thill, também nos descontos. Já no apuramento para o Mundial de 2014 ganhara apenas uma vez: 3-2 à Irlanda do Norte. Mas aí o golo da vitória chegou mais cedo, obra de Jänisch, a três minutos do fim.   - Portugal fez 14 jogos com o Luxemburgo e só não ganhou dois, ambos fora. Perdeu por 4-2 em 1961, em desafio marcado pela estreia de Eusébio (que marcou um golo), e empatou a uma bola em 1991, na noite em que se estreou Figo.  Isto é: dois dos três Bolas de Outro do futebol português deram os primeiros passos na seleção no Luxemburgo. Desta vez não há estreias em perspetiva.   - Postiga marcou nos últimos três jogos entre Portugal e o Luxemburgo. Fez um golo nos 5-0 de Agosto de 2011, outro nos 2-1 de Setembro de 2012 e mais um nos 3-0 de Outubro de 2013.   - Depois de atingir a quota de 19 estreantes no jogo com a Rússia, no qual deu a primeira internacionalização a Gonçalo Guedes, Ruben Neves, Lucas João e Ricardo Pereira, Fernando Santos não tem mais novos internacionais na calha. Ainda assim, com apenas um ano e um mês no cargo, está a apenas cinco estreias de Paulo Bento, que promoveu 24 jogadores à seleção, mas em quatro anos. No passado recente, só Carlos Queiroz (35 estreantes em duas passagens, de sensivelmente dois anos cada), António Oliveira (31 estreantes, também em duas passagens de dois anos cada), Luiz Felipe Scolari (30 estreantes em cinco anos) e Paulo Bento (24 em quatro anos) superam a quota de Fernando Santos.
2015-11-16
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Fernando Santos vai certamente somar no particular frente à Rússia mais alguns estreantes ao lote de jogadores aos quais deu a primeira internacionalização. Ricardo Pereira (Nice), Ruben Neves (FC Porto), Gonçalo Guedes (Benfica) e Lucas João (Sheffield Wednesday) esperarão ser o 16º novo internacional da era Fernando Santos, permitindo ao engenheiro superar a média de estreias a cada dois anos na seleção, que costuma andar pelas 15. Desde que pegou na equipa, no particular frente à França, em Outubro de 2014, Santos já estreou 15 jogadores na seleção. Cédric e João Mário estiveram logo no primeiro jogo, Raphael Guerreiro experimentou as quinas ao peito frente à Arménia, em jogo de qualificação, quatro dias antes de Tiago Gomes, José Fonte e Adrien Silva serem pela primeira vez internacionais A, no particular contra a Argentina. Anthony Lopes, André Pinto, Paulo Oliveira, Bernardo Silva, Danilo, André André e Ukra arrancaram todos com a sua conta de internacionalizações em mais um particular, desta vez o jogo com Cabo Verde, no qual os titulares habituais estava regulamentarmente proibidos de alinhar. Por fim, Santos ainda estreou no particular frente à Itália e promoveu a segunda estreia em competição a sério com Nelson Semedo, que jogou com a Sérvia em Belgrado. As 15 estreias de Santos, bem antes de completar o biénio à frente da equipa, dão uma ideia de renovação, ainda que esta só seja verdadeiramente conseguida se os jogadores trazidos para o grupo por lá ficarem. Paulo Bento, por exemplo, estreou 24 jogadores em quatro anos, mas destes só Rui Patrício, Vieirinha, Neto e William Carvalho se transformaram em apostas capazes de resistir à mudança de comando. Antes de Bento, a norma era dar uma média de 15 novos internacionais a cada dois anos. Carlos Queiroz inaugurou 16 entre 2008 e 2010; Luiz Felipe Scolari tinha estreado 30 entre 2003 e 2008, mas este lote teria de ser completado com os 12 trazidos para a seleção por Agostinho Oliveira em 2002 (42 em três biénios, portanto). Antes, ainda, António Oliveira estreara os mesmos 15 homens entre 2000 e 2002.     - As únicas derrotas de Fernando Santos na seleção (três) aconteceram em jogos particulares. Perdeu duas vezes com a França (2-1 em Paris em Outubro de 2014 e 1-0 em Lisboa em Setembro deste ano) e uma com Cabo Verde (2-0 no Estoril em Março último).   - Portugal ganhou os últimos dois jogos sem Cristiano Ronaldo: 2-1 na Sérvia, na despedida já sem significado da fase de qualificação para o Europeu de 2016, e 1-0 à Itália, num particular, em Junho. Mas antes desses dois jogos, o panorama era desanimador: derrotas com Cabo Verde (0-2, em 2015) e Albânia (0-1, 2014), vitória no último suspiro contra o México (1-0, 2014) e empate (0-0, 2014) com a Grécia.   - A Rússia vem com quatro vitórias consecutivas, que lhe permitiram a qualificação direta para o Europeu, tendo sofrido apenas um golo esta época, no 2-1 à Moldávia. O avançado do Zenit Artyom Dzyuba tem sido a figura, pois marcou em três desses jogos: fez o golo do decisivo 1-0 à Suécia, marcou quatro nos 7-0 ao Liechtenstein, voltou a estar entre os goleadores nos 2-1 à Moldávia e só ficou em branco nos 2-0 ao Montenegro. - Os russos só perderam duas vezes desde o Mundial do Brasil, ambas com a Áustria, que venceu o seu grupo de qualificação. E não perdem um jogo particular desde Fevereiro de 2011, quando foram batidos por 1-0 pelo Irão.   - Desde que a URSS se desmembrou, Portugal defrontou cinco vezes a Rússia, ganhando três, mas todas em Portugal. Nas duas deslocações a solo russo, sempre em Moscovo, empatou uma vez (0-0) e perdeu outra (0-1), nunca marcando sequer um golo. Aliás, nem nos tempos da URSS a seleção nacional conseguiu ali marcar, pois perdeu por 5-0 na única vez que lá se deslocou, em 1983.   - Os 5-0 de apuramento para o Europeu de 1984 não são a maior goleada entre estas duas seleções: Portugal ganhou à Rússia por 7-1, em Alvalade, no apuramento para o Mundial de 2006. Cristiano Ronaldo marcou nessa noite dois golos, mas não foi o único membro da atual geração a jogar nesse dia, pois Ricardo Carvalho esteve em campo e Tiago viu o jogo do banco. Nenhum dos três foi agora convocado por Fernando Santos.
2015-11-13
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O Sporting vem de uma derrota pesada nas competições europeias, por 3-0, em Elbasan, frente aos albaneses do Skenderbeu. Esta é uma daquelas alturas em que toda a gente – jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos… - querem que o próximo jogo chegue depressa, para apagar a má impressão deixada em campo. E se o Sporting este ano tem respondido bem às derrotas, essa não era a norma no passado recente. Já Jorge Jesus tem um registo diametralmente oposto: respondeu com vitórias às últimas nove derrotas. A parte mais recente deste percurso é comum, pois Jesus está no Sporting. Esta época, o Sporting perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1, ficando fora da Champions) e a seguir foi a Coimbra bater a Académica pelo mesmo resultado. Depois disso, veio o desaire caseiro com o Lokomotiv (1-3), seguido de nova vitória, desta vez frente ao Nacional (por 1-0). Os 3-0 que os leões encaixaram do Skenderbeu foram a terceira derrota da época, pelo que fica a dúvida acerca da forma como a ela responderão. Na época passada, responderam com vitória a cinco das sete derrotas que cederam, sendo as exceções o empate na Choupana com o Nacional (2-2), na meia-final da Taça de Portugal, depois da derrota no Dragão com o FC Porto (0-3), em Março, e o empate em casa com o Moreirense (1-1) após o desaire ante o Chelsea, em Londres (1-3), em Dezembro. Ao mesmo tempo, Jorge Jesus dava cartas no Benfica. Em toda a época passada perdeu sete vezes, mas a todas elas respondeu com vitórias no jogo seguinte. Perdeu em casa com o Zenit (2-0) e a seguir bateu o Moreirense (3-1). Perdeu fora com o Leverkusen (3-1), mas respondeu com uma vitória por 4-0 sobre o Arouca. Saiu derrotado de Braga (2-1), mas reencontrou-se a tempo de ganhar em casa ao Rio Ave (1-0). Perdeu com o Zenit na Rússia (1-0), mas foi depois vencer a Académica em Coimbra (2-0). Foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2) e ganhou de seguida ao Gil Vicente (1-0). Depois do Natal, já sem competições europeias, só teve mais duas derrotas: 1-0 em Paços de Ferreira, a que se seguiu um 3-0 ao Boavista, e 2-1 em Vila do Conde com o Rio Ave, a que se seguiu um 3-1 ao Nacional. Ao todo, são nove respostas positivas das equipas de Jesus às nove últimas derrotas, o que leva a que para se encontrar uma má sequência seja preciso recuar ao fim da época de 2013/14, quando o Benfica de Jesus perdeu com o FC Porto na Liga (2-1) antes do empate a zero (seguido de derrota nos penaltis) na final da Liga Europa, frente ao Sevilha.   - Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas não marcaram sequer um golo em três jogos, tendo sofrido onze. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso só se encontraram mais duas vezes, ambas ganhas por Jesus por 3-0: um Benfica-U. Leiria em Dezembro de 2010 e um Benfica-Belenenses em Dezembro de 2014.   - Em contrapartida, o atual treinador do Arouca consegue ter um registo neutro nos confrontos com o Sporting: duas vitórias, três empates e duas derrotas. Na época passada, no Belenenses, não perdeu nenhuma vez, tendo empatado as partidas da Liga (1-1 em Alvalade e no Restelo) e ganho por 3-2 em casa na Taça da Liga (ainda que com um “Sporting B”). A última derrota foi, assim, em Abril de 2014: 0-1 no Restelo, no jogo em que o Sporting de Jardim assegurou matematicamente o segundo lugar e o apuramento direto para a Champions. Antes disso, mais três jogos, sempre pela U. Leiria, em 2009/10: vitória por 1-0 em Alvalade, empate a uma bola em Leiria e derrota em casa por 2-1 para a Taça da Liga.   - Jesus tem quatro vitórias e um empate frente ao Arouca, sempre ao serviço do Benfica. Ganhou por 2-0 e por 3-1 em Arouca, impondo-se duas vezes por 4-0 na Luz (uma delas para a Taça da Liga). O único revés foi o empate a dois golos na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta formação.   - Montero e Tanaka fizeram as estreias na Liga portuguesa contra o Arouca. O colombiano, lançado como titular por Leonardo Jardim a 18 de Agosto de 2013, contribuiu com um “hat-trick” para os 5-1 com que o Sporting ganhou. E o japonês teve os primeiros 14 minuto na prova, dados por Marco Silva, a 23 de Agosto de 2014, estando na génese do golo de Carlos Mané, já em período de descontos.   - David Simão, por sua vez, estreou-se na Liga a jogar frente ao Sporting. E com uma vitória. Foi lançado como titular por Rui Vitória, a 14 de Agosto de 2010, num Paços de Ferreira-Sporting que os castores venceram por 1-0. Roberto também se estreou contra o Sporting, mas com derrota: Pedro Emanuel deu-lhe a titularidade nos tais 5-1 de Agosto de 2013.   - O Arouca vem com sete empates consecutivos, um deles transformado em vitória no prolongamento (2-1 em Matosinhos, contra o Leixões, na Taça de Portugal. De resto, depois da derrota com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro), a equipa de Lito Vidigal empatou com U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, com derrota nos penaltis, na Taça da Liga), Leixões (1-1, com vitória por 2-1 no prolongamento, na Taça de Portugal), Tondela (1-1) e V. Setúbal (0-0).   - O Sporting ganhou os quatro jogos que fez com o Arouca, mas só num não esteve a perder – e foi naquele que enfrentou mais dificuldades. Aconteceu em Agosto de 2014, quando só um golo de Carlos Mané, aos 90+3’, separou as duas equipas para o 1-0 final. De resto, a história tem sido semelhante: o Arouca marca primeiro e o Sporting vira o placar, sempre com um defesa-central entre os marcadores: Maurício nos 5-1 de Agosto de 2013, Rojo nos 2-1 de Janeiro de 2014 e Tobias nos 3-1 de Fevereiro deste ano.   - Cosme Machado faz o 99º jogo na Liga portuguesa e o 14º a envolver o Sporting. Com ele, os leões só perderam uma vez (2-0 com o Marítimo, nos Barreiros, em 2011/12), mas empataram quatro, enquanto que o Arouca nunca ganhou (um empate e duas derrotas). Foi o árbitro de uma das vitórias do Sporting em Arouca (2-1, em Janeiro de 2014, com vermelhos a Tinoco e Rojo) e esteve no empate entre os leões e o Belenenses de Lito Vidigal, em Alvalade, na época passada (1-1).
2015-11-07
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O FC Porto já leva 25 vitórias seguidas em jogos contra o V. Setúbal, de longe a sua série vitoriosa mais longa contra equipas do mesmo escalão. A última vez que os sadinos conseguiram não perder com os dragões já fez dez anos na semana passada: foi a 29 de Outubro de 2005 que uma equipa do Vitória comandada por Luís Norton de Matos foi ao Dragão empatar a zero com os comandados de Co Adriaanse. De então para cá, a história tem sido repetitiva, com 25 jogos e 25 vitórias do FC Porto, 66 golos marcados e apenas sete sofridos. A superioridade azul e branca tem sido ainda mais marcada ultimamente, pois há mais de dois anos que os setubalenses não fazem sequer um golo neste desafio. O último fê-lo Rafael Martins, no Bonfim, a dar momentânea vantagem aos então comandados de José Mota, na abertura da Liga de 2013/14. Mas Josué, Quintero e Jackson viraram esse resultado para o 3-1 final, a favor do FC Porto. Nos três jogos seguintes, só houve golos portistas: 3-0 (Jackson, Varela e Carlos Eduardo), 4-0 (Quaresma, Jackson, Brahimi e Danilo) e 2-0 (Brahimi e Jackson). As 25 vitórias consecutivas do FC Porto frente ao V. Setúbal, que incluem uma final da Taça de Portugal (1-0, golo de Adriano) e a Supertaça que se lhe seguiu (3-0, marcados por Adriano, Anderson e Vieirinha), em 2006, não têm sequer comparação com mais nenhuma série em curso na equipa do FC Porto. A seguir aos sadinos, os adversários tradicionalmente mais dóceis para os portistas são o Rio Ave (sete vitórias seguidas), o Paços de Ferreira (seis sucessos de enfiada) e o Arouca (cinco vitórias nos únicos cinco jogos efetuados entre ambos).   - Brahimi marcou nas únicas duas vezes em que defrontou o V. Setúbal. Na época passada, abriu o marcador nos 2-0 do Bonfim e fez o terceiro nos 4-0 do Dragão. Jackson Martínez tinha feito golos nos últimos quatro jogos entre estas duas equipas mas já não está no FC Porto.   - Casillas continuará a tentar aumentar a corrente série de minutos sem golos sofridos pelo FC Porto em casa, na Liga. O último jogador a marcar ali nestas condições foi o benfiquista Lima, a 14 de Dezembro do ano passado, na vitória dos encarnados por 2-0. Desde então, nos jogos em casa para a Liga, o FC Porto vem acumulando zeros nas suas redes, a ponto de, com contributo de Fabiano, Helton e Casillas, somar já 1385 minutos de jogo sem sofrer golos. Está a 196 minutos da série estabelecida por Vítor Baía e Cândido de Janeiro a Dezembro de 1994. Foram na altura 1581 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga.   - O FC Porto continua também sem perder esta época. Já lá vão 13 jogos, com nove vitórias e quatro empates, ainda a cinco partidas de igualar o arranque da equipa de Vítor Pereira, que em 2012/13 esteve 18 jogos sem perder até ser eliminado pelo Sp. Braga da Taça da Portugal (2-1), a 30 de Novembro.   - O V. Setúbal só perdeu uma vez nas primeiras nove jornadas (frente ao Marítimo, por 5-2, à quarta) e soma já 14 pontos, que fazem deste o melhor arranque de época sadino desde 2007. Por esta altura, a equipa de Carlos Carvalhal ainda não tinha perdido e somava 15 pontos, tendo acabado essa Liga em sexto lugar.   - Além disso, os sadinos não sofrem golos na Liga há 314 minutos, desde o tento de Rui Correia no empate (1-1) na Choupana com o Nacional. Desde então ganharam por 1-0 ao Estoril, por 2-0 ao Moreirense e empataram a zero com o Arouca. Esta série é a maior desde uma estabelecida em Fevereiro e Março de 2013, quando a equipa dirigida por José Mota esteve 343 minutos sem sofrer golos, entre um 0-3 frente ao Benfica na Luz (último golo de Rodrigo, aos 56’) e um 0-2 em Paços de Ferreira (golo inaugural de Cícero aos 39’). Pelo meio a baliza ficou virgem nas vitórias frente a Gil Vicente, Olhanense e Beira Mar, todas por 1-0.   - Ricardo, o guarda-redes do V. Setúbal que tem estado na baliza na série em curso, não poderá jogar, pois está emprestado pelo FC Porto. Já na altura da anterior série o guarda-redes tinha ligação aos dragões: era Kieszek, que assinara pelo V. Setúbal depois de cumprir um ano de empréstimo no Roda (Holanda).   - O portista Herrera estreou-se na Liga portuguesa contra o V. Setúbal, lançado por Paulo Fonseca a 9 minutos do fim da vitória por 3-1 no Bonfim, a 18 de Agosto de 2013.   - Julen Lopetegui e Quim Machado vão defrontar-se pela primeira vez na história. O treinador do FC Porto ganhou os dois jogos que fez contra o V. Setúbal (4-0 e 2-0 na época passada, pelo FC Porto). Já Quim Machado conseguiu empatar com os dragões ao serviço do Feirense (0-0, em Setembro de 2011), mas foi depois perder ao FC Porto por 2-0 (em Fevereiro de 2012).   - Ao 14º jogo na Liga, o jovem Tiago Martins ainda não viu uma equipa ganhar fora de casa: nos 13 anteriores verificaram-se oito vitórias caseiras e cinco empates. O juiz lisboeta, de 35 anos, vai estrear-se a apitar o FC Porto, mas no currículo já tem uma partida de um grande, pois esteve no Benfica-Estoril da primeira jornada (4-0 para os encarnados). O V. Setúbal fez dois jogos com ele sem ganhar (empate em casa com o V. Guimarães, já esta época, e derrota fora com o Moreirense, na anterior).
2015-11-07
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Jonas, o melhor marcador da Liga, está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Boavista, atingirá os dez golos na temporada em inícios de Novembro, quando até aqui nunca lá chegara antes da passagem de ano. E olhando para o seu histórico recente é bem possível que marque: fez golos nos últimos dois jogos do Benfica, só não marcou em dois dos sete jogos feitos na Luz esta época, e esteve na lista dos goleadores na receção ao Boavista na última Liga. Até agora, Jonas soma nove golos, com três bis, a Estoril, Belenenses e Paços de Ferreira, todos na Luz. A esses seis soma mais dois golos a Moreirense e Galatasaray, também em casa, e um único em viagem, marcado ao Tondela em Aveiro. Se marcar ao Boavista, atinge a dezena de golos a 8 de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes do período festivo de Natal e Ano Novo. Na época passada, que acabou com 31 golos (mas na qual começou a jogar apenas em Outubro), atingiu o décimo golo em Penafiel (3-0) a 4 de Janeiro. Há dois anos, na que foi a mais fraca das suas épocas em Valência (dez golos apenas, no total), só marcou o décimo a 19 de Abril (1-1 em Pamplona com o Osasuna). Esteve melhor em 2012/13: acabou com 19 golos e fez o décimo a 23 de Fevereiro, num empate a duas bolas no terreno do Saragoça. E melhor ainda em 2011/12, que foi a sua temporada mais produtiva em Espanha (a segunda, como agora): terminou com os mesmos 19 golos mas chegou ao décimo a 12 de Fevereiro, nuns 4-0 em casa ao Sp. Gijón. A época de estreia foi a mais tímida, com a adaptação à Europa e o facto de ter chegado apenas em finais de Janeiro, vindo do Grêmio, a contribuírem para a ter acabado apenas com três golos no ativo. Jonas marcou, além disso, nos últimos dois jogos do Benfica, abrindo sempre o marcador. Fê-lo em Aveiro, na vitória por 4-0 sobre o Tondela, e depois na Luz, contra o Galatasaray, em jogo que acabou com 2-1 a favor dos encarnados. Vai à procura do terceiro jogo seguido a marcar, algo que não consegue desde Abril, quando bisou em três partidas consecutivas: Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0).   - Petit, atual treinador do Boavista, foi jogador do Benfica. Aliás, estava na última equipa do Benfica a perder com o Boavista, em Setembro de 2006 – e até foi expulso no último minuto desse jogo, pelo árbitro João Ferreira. Foi na segunda jornada da Liga de 2006/07, no Bessa, naquele que foi o primeiro jogo de Fernando Santos ao comando dos encarnados da prova. Os axadrezados ganharam por 3-0, com um bis de Linz e um terceiro golo de Kazmierczak.   - Luisão, capitão do Benfica, chegou a jogar na seleção do Brasil com Rivaldo, pai do jovem Rivaldinho, suplente do Boavista. Foi em 2003, ano de chegada de Luisão ao escrete e de saída de Rivaldo. A última vez que jogaram junto, aliás, foi no velho Estádio das Antas, numa derrota do Brasil contra Portugal (2-1), a 29 de Março de 2003.   - O Boavista não ganha em 90 minutos há seis jogos, desde que se impôs em Coimbra à Académica por 2-0, a 20 de Setembro. Desde então, na Liga, empatou com o Sporting e o Nacional e perdeu com Rio Ave e Marítimo, enquanto que nas Taças também obteve dois empates: 1-1com o Feirense (e derrota nos penaltis) na Taça da Liga e com o Loures (e vitória por 2-1 no prolongamento) na Taça de Portugal. Se não ganhar ao Benfica aumenta a série para sete jogos, a pior desde Fevereiro e Março, quando esteve precisamente sete jogos sem uma vitória.   - Essa vitória contra a Académica foi também a data do último golo marcado pelo Boavista na Liga: fê-lo Anderson Carvalho, aos 86 minutos. Desde então, os axadrezados seguem com 364 minutos sem fazer golos na competição, a mais longa série em curso na prova. Na época passada, o máximo que o Boavista esteve sem marcar golos foram 326 minutos, logo no arranque do campeonato.   - Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada na derrota frente aos encarnados, no Bessa, em Agosto do ano passado.   - O confronto entre Rui Vitória e Petit está absolutamente equilibrado. Os dois treinadores já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate, com a curiosidade de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro do ano passado, o V. Guimarães de Rui Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0 na cidade berço (dois golos de Alvez e o tal penalti de André André), mas depois perdeu por 3-1 no Bessa em Março (Cech, Uchebo e Zé Manuel viraram depois de um penalti de Alex ter dado vantagem aos minhotos). Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas empataram a dois golos, no Bessa, para a Taça da Liga: Pouga e Owusu marcaram pelo Boavista, Caiado e Ricardo Gomes (este de penalti) fizeram-no pelo V. Guimarães.   - A última vitória do Boavista na Luz já data de Março de 1999, mas foi por 3-0 (bis de Ayew e um terceiro de Luís Manuel). Desde então, o máximo que os axadrezados conseguiram foram quatro empates, o último dos quais a zero, em Fevereiro de 2007. Na época passada, a primeira depois do regresso do Boavista à I Liga, o Benfica ganhou os dois jogos sem sofrer golos: 1-0 no Bessa (marcou Eliseu) e 3-0 na Luz (golos de Lima, Maxi Pereira e Jonas).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com Bruno Esteves a apitar na Liga, mas o Boavista também. A diferença é que os encarnados já o tiveram por oito vezes, enquanto os axadrezados só coincidiram com ele no relvado numa ocasião: o 1-0 à Académica no Bessa, na época passada. O Benfica soma oito vitórias e 20-4 em golos com este árbitro, tendo-o visto expulsar dois jogadores ao adversário nas duas últimas vezes que o apanhou: Haas num Sp. Braga-Benfica (1-2) de 2012/13 e Addy num V. Guimarães-Benfica (0-1) de 2013/14.
2015-11-07
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A deslocação a Elbasan, para defrontar o Skenderbeu, é mais uma oportunidade para o Sporting ultrapassar a corrente série de maus resultados fora de casa nas competições europeias. Há 16 jogos europeus consecutivos que os leões não vencem fora de Alvalade – a última vitória ocorreu há mais de quatro anos, a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund de Zurique, frente ao FC Zurich, por 2-0 (golos de Insúa e van Wolfswinkel). Desde esse dia, a equipa leonina conseguiu apenas cinco empates, perdendo os restantes 11 jogos. Mesmo nessa época de 2011/12, o Sporting conseguiu chegar à meia-final da Liga Europa não voltando a ganhar fora. Perdeu as outras duas deslocações na fase de grupos (0-1 com o Vaslui e 0-2 com a Lazio), somando depois um empate em Varsóvia com o Legia (2-2), uma derrota com o City em Manchester (2-3), novo empate com o Mettalist (1-1) e a derrota fatal com o Athletic Bilbau (1-3). Em 2012/13 só o play-off permitiu ao Sporting regressar a Portugal com um resultado que não a derrota: empatou a uma bola com o Horsens, na Dinamarca. Depois disso, uma fase de grupos catastrófica, com três derrotas: 0-3 com o Videoton, 1-2 com o Genk e 0-3 com o Basel. Como o desastre europeu de 2012/13 teve reflexos na campanha interna, os leões não se qualificaram para as provas internacionais de 2013/14. Regressaram em 2014/15 na Liga dos Campeões e nunca terão estado tão próximo de uma vitória como em Maribor: estiveram em vantagem até ao último lance da partida, onde uma gaffe combinada de Maurício e Sarr permitiu a Luka Zahovic fixar o resultado final num empate a uma bola. Seguiram-se as derrotas com o Schalke (3-4), o Chlesea (1-3) e o Wolfsburg (0-2, esta já na Liga Europa). Esta época, por fim, o 15º e o 16º jogos da série foram a derrota por 3-1 com o CSKA em Moscovo e o empate a uma bola com o Besiktas em Istambul. Agora impõe-se uma vitória na Albânia, terminando a série de jogos sem ganhar fora do país. Outro resultado deixará o Sporting ante contas muito complicadas para seguir em frente na prova.   - Bryan Ruiz, que falhou o jogo em casa com o Skenderbeu, marcou nas duas últimas deslocações em que subiu ao relvado: abriu o placar no empate com o Besiktas em Istambul e fez o terceiro golo nos 3-0 ao Benfica na Luz. Vem, além disso, com uma série inédita desde que chegou a Alvalade de dois jogos a alinhar durante 90 minutos (Benfica e Estoril).   - O Sporting segue com uma série de cinco vitórias seguidas, desde o empate na Turquia. Ganhou ao V. Guimarães (5-1), ao Vilafranquense (4-0), ao Skenderbeu (5-1), ao Benfica (3-0) e ao Estoril (1-0). A ideia em Elbasan é ir à procura da sexta, que já não consegue desde Dezembro e Janeiro últimos. Na altura, a equipa comandada por Marco Silva ganhou oito jogos consecutivos, a Vizela (3-2), Nacional (1-0), V. Guimarães (2-0), Estoril (3-0), Famalicão (4-0), Sp. Braga (1-0), Boavista (1-0) e Rio Ave (4-2), antes de perder com o Belenenses, no Restelo (3-2), para a Taça da Liga.   - Os leões estão também há dois jogos consecutivos sem sofrer golos (e podiam ser cinco, não tivessem acontecido as duas desatenções finais com V. Guimarães e Skenderbeu). Vão à procura do terceiro, algo que também já não conseguem desde Janeiro, quando estiveram seis desafios seguidos com a baliza a zeros.   - O Skenderbeu perdeu os derradeiros cinco jogos internacionais. Na fase de grupos da Liga Europa foi batido em casa pelo Besiktas (1-0) e fora pelo Lokomotiv Moscovo (2-0) e pelo Sporting (5-1). Antes disso, no play-off da Liga dos Campeões, tinha sido duas vezes derrotado pelo Dynamo Zagreb: 4-1 em Zagreb e 2-1 em Elbasan. A última vitória europeia do Skenderbeu aconteceu a 5 de Agosto, por 2-0, em casa, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Milsami Orhei, com arbitragem do português Soares Dias.   - O Skenderbeu não poderá contar com Hamdi Salihi, avançado que foi expulso em Alvalade, e que leva 11 golos marcados em 13 jogos oficiais esta época: seis na Liga albanesa e cinco nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.   - Nunca nenhuma equipa albanesa conseguiu ganhar a uma equipa portuguesa nas provas da UEFA. O melhor resultado obtido por clubes albaneses foi o empate a zero do Dinamo de Tirana precisamente frente ao Sporting, na capital albanesa, a 23 de Outubro de 1985. O Sporting passou a eliminatória, ganhando por 1-0 na segunda mão, graças a um golo de Venâncio.   - Depois dessa eliminatória entre Sporting e Dinamo, houve apenas mais dois jogos entre clubes portugueses e albaneses. O Benfica ganhou por 4-0 na Luz ao Partizan Tirana, mas o mau comportamento dos jogadores visitantes (quatro expulsões), levaram a UEFA a anular a segunda mão. Há duas semanas, o Sporting goleou o Skenderbeu em Alvalade por 5-1, tendo Jashanica marcado nessa data o primeiro golo de uma equipa albanesa a uma equipa portuguesa.   - O Skenderbeu é de Korce, mas o jogo com o Sporting vai decorrer em Elbasan, no mesmo estádio em que recentemente a seleção nacional portuguesa venceu a Albânia por 1-0 (golo de Miguel Veloso, já nos descontos). Rui Patrício foi o único jogador do Sporting em campo nesse dia, tendo Paulo Oliveira, Adrien e João Mário ficado no banco.
2015-11-04
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Os sete pontos que o FC Porto já soma nas primeiras três jornadas da Liga dos Campeões não são uma garantia absoluta de qualificação, mas a verdade é que só uma anormalidade poderá ainda afastar os dragões dos oitavos-de-final da competição. Desde 2007 que uma equipa não é eliminada fazendo sete pontos nos primeiros três jogos – e uma das últimas a quem isso aconteceu até estava num grupo com o FC Porto. As 50 equipas que chegaram a meio do percurso com sete pontos nas últimas sete temporadas seguiram todas em frente. No lote incluem-se o FC Porto de 2014/15 (sete pontos a meio caminho e 14 no final) e de 2012/13 (passou de nove para 13 pontos) e ainda o Benfica de 2011/12 (sete pontos à terceira ronda e 12 no final). Para se encontrar uma equipa capaz de estragar tudo depois de somar sete pontos nos primeiros três jogos é preciso recuar até 2007/08, época em que isso aconteceu logo a duas formações: o Ol. Marselha e o Glasgow Rangers. Com um ponto em comum a ambos: perderam os três jogos da segunda volta dos seus grupos. Os franceses arrancaram com uma vitória por 2-0 em casa com o Besiktas, venceram depois fora de casa o Liverpool por 1-0 e cederam um empate em casa ao FC Porto (1-1). Tudo parecia bem encaminhado para eles, mas a segunda volta foi calamitosa: 1-2 no Dragão, 1-2 em Istambul com o Besiktas e 0-4 em casa com o Liverpool, o que valeu um final com apenas sete pontos a três dos ingleses e a quatro da equipa portuguesa. Semelhante foi o descalabro do Glasgow Rangers, que arrancou a ganhar (2-1) em casa ao Stuttgart, foi depois vencer fora o Lyon por 3-0 e à terceira jornada empatou em casa com o Barcelona (0-0). Até final, só derrotas: 2-0 em Barcelona, 3-2 em Estugarda e 0-3 em casa com o Lyon, o que deixou os escoceses a três pontos dos franceses e a sete dos espanhóis. O mais normal numa equipa que faz pelo menos sete pontos nas primeiras três jornadas, porém, é mesmo ganhar o seu grupo. Das 50 que o fizeram nas últimas sete temporadas, 37 (algo como 74 por cento, três em cada quatro, portanto) acabaram o grupo em primeiro lugar. É para esse objetivo que o FC Porto tem agora de pedalar, pois tal significará evitar alguns colossos no sorteio dos oitavos de final.   - Yacine Brahimi não fez a viagem até Israel e será uma carta fora do baralho de Julen Lopetegui para defrontar o Maccabi Tel Aviv. Será apenas a segunda vez que os dragões deixam de contar com o extremo argelino em jogos internacionais desde que ele chegou a Portugal: na outra, a equipa não foi além de um empate em casa contra o Shakthar Donetsk (1-1). Brahimi fez seis golos e quatro assistências na campanha da Liga dos Campeões de 2014/15, mas esta época segue com apenas um golo nos primeiros três jogos.   - O FC Porto não sofre golos desde 29 de Setembro, data da vitória sobre o Chelsea, por 2-1, para a segunda jornada da Champions. Desde essa altura os portistas ganharam ao Belenenses (4-0), ao Varzim (2-0), ao Maccabi (2-0) e empataram com o Sp. Braga (0-0). São já 405 minutos sem sofrer golos, partilhados entre Casillas e Helton, que jogou com o varzinistas na Taça de Portugal. E constituem a melhor série de imbatibilidade dos dragões desde os 591 minutos sem sofrer golos registados em Fevereiro e Março.   - Os dragões vão tentar esticar para 13 o número de jogos sem derrota no arranque da época. Os doze que já conseguiram (oito vitórias e quatro empates) superam os onze da época passada (derrota com o Sporting, por 3-1, ao 12º jogo) e os oito de 2013/14 (derrota com o Atl. Madrid, por 2-1, na Champions, ao nono jogo). Em 2012/13 a equipa de Vítor Pereira esteve 18 jogos sem perder até ser eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (2-1), a 30 de Novembro.   - Ao todo, incluindo a ponta final da época passada, o FC Porto vai com 17 jogos seguidos sem perder, desde os 6-1 com o Bayern Munique com que foi afastado da Liga dos Campeões da época passada, a 21 de Abril. Essa foi, aliás, a única derrota do FC Porto nos últimos 15 jogos europeus: para encontrar outra é preciso recuar até aos 4-1 encaixados em Sevilha, na Liga Europa, a 10 de Abril de 2014.   - O Maccabi já tem sete derrotas em jogos oficiais esta época e está a apenas uma de igualar o total de toda a época passada. Os israelitas perderam já com FC Porto (2-0), Dynamo Kiev (2-0) e Chelsea (4-0) na Champions. Antes tinham sido batidos pelo Plzen (2-1) e pelo Hibernians (2-1), nas eliminatórias de acesso à prova. E na Liga israelita caíram aos pés de Beitar Jerusalem (4-2) e Hapoel Ra’anana (2-1).   - O empate a zero com o Sp. Braga foi o primeiro jogo desta época em que o FC Porto não fez golos. Precisa de marcar pelo menos um em Israel para evitar ficar duas vezes seguidas em branco, algo que já não lhe sucede desde Novembro de 2011, quando ao empate a zero frente ao Olhanense se seguiu uma derrota por 3-0 com a Académica, a custar a eliminação da Taça de Portugal.   - Estoril e U. Leiria foram as únicas equipas portuguesas a ganhar em Israel. Os estorilistas bateram por 1-0 o Hapoel Ramat Gan em Agosto de 2013 e os leirienses impuseram-se pelo mesmo resultado ao Maccabi Netanya, em Agosto de 2007. O FC Porto nunca ali jogou, mas o Sporting já lá empatou duas vezes (sempre 0-0, com o Maccabi Haifa em 1995 e com o Beitar Jerusalem em 1997) e o Benfica foi sempre lá perder (4-2 com o Beitar Jerusalem em 1998 e 3-0 com o Hapoel Tel-Aviv em 2010).    
2015-11-03
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O Benfica recebe o Galatasaray naquele que é o jogo decisivo para definir o seu futuro na Liga dos Campeões. Os encarnados seguem com seis pontos e, olhando para as últimas edições da prova, isso chegou para apurar 34 das 37 equipas que chegaram a esta fase com tamanho pecúlio. Todos os anos há uma equipa que sai a matar e acaba a morrer. Na época passada foi o Olympiakos, que somou apenas três pontos na segunda volta, perdendo o quarto jogo, e por isso mesmo terminou o seu grupo em terceiro lugar. As outras dez equipas que somaram pelo menos seis pontos nos primeiros três jogos da última Liga dos Campeões acabaram por se apurar. Foi o caso de Atlético Madrid (tinha seis, acabou com 13), Real Madrid (de nove para 18), Leverkusen (de seis para dez), Borussia Dortmund (de nove para 13), Arsenal (de seis para 13), Bayern (de nove para 15), Barcelona (de seis para 15), Paris St. Germain (de sete para 13), Chelsea (de sete para 14) e FC Porto (de sete para 14). Ponto comum a todas: não perderam o quarto jogo. Aliás, das dez, só duas não o ganharam: o Arsenal, que empatou em Londres com o Arnderlecht (3-3) e o Chelsea que foi empatar fora com o Maribor (1-1). Não é comum uma equipa ser eliminada na fase de grupos com seis pontos somados ao fim dos primeiros três jogos, mas a verdade é que isso tem acontecido a uma todos os anos. Andando mais para trás, encontram-se outros casos. Em 2013/14, calhou a fava ao Napoli, única das 13 equipas que chegaram à quarta jornada com seis pontos a ficar pelo caminho. Aconteceu, contudo, num grupo atípico, pois o Ol. Marselha perdeu todos os seus jogos e Borussia Dortmund, Arsenal e Napoli acabaram os três com 12 pontos. Alguém tinha de cair… E em 2012/13, das 13 equipas que fizeram pelo menos seis pontos nos primeiros três jogos, a infelicidade tocou ao Bate Borisov, que perdeu as três partidas daí até final e acabou relegado para a Liga Europa.   - Gaitán marcou três golos nas primeiras três partidas europeias da época do Benfica, picando sempre o ponto. O último a consegui-lo tinha sido Nolito, que em Julho e Agosto de 2011 marcara sucessivamente nos dois jogos com o Trabzonpor (2-0 em casa e 1-1 fora) e na visita ao Twente (2-2). O último jogador a marcar nos primeiros quatro jogos europeus do Benfica numa época foi José Torres, na Taça dos Campeões de 1964: fez um póquer ao Aris, no Luxemburgo (5-1), e mais um golo na vitória da segunda mão (outra vez 5-1), e depois, na segunda eliminatória, marcou o golo benfiquista no empate frente ao La Chaux de Fonds (1-1 na Suíça) e fechou a contagem nos 5-0 em casa frente a esta mesma equipa.   - Samaris não pode jogar, por ter visto dois cartões amarelos nas primeiras três jornadas. Será o décimo jogo do Benfica sem o grego desde que ele chegou, o terceiro nesta época, onde já faltou às vitórias sobre Estoril (4-0) e Vianense (2-1). Desses nove jogos, o Benfica ganhou seis, empatou dois (0-0 com o V. Guimarães, na festa do título anterior, e com o Leverkusen, na despedida europeia da época passada) e perdeu um (1-2 com o Sp. Braga em casa, para a Taça de Portugal).   - Benfica e Galatasaray já se defrontaram duas vezes, ambas com vitórias dos turcos. A estreia foi na fase de grupos da Liga Europa de 2008/09, quando os jogos eram só a uma mão, e o Galatasaray se impôs na Luz por 2-0, com golos de Emre Azik e Umit Karan. Dos jogadores que atuaram nesse 6 de Novembro de 2008, restam nos dois planteis Luisão (Benfica) e Hakan Balta e Sabri Sarioglu (Galatasaray). Mais recentemente, o Galatasaray venceu o Benfica por 2-1 em Istambul, na terceira jornada da presente Liga dos Campeões.   - O Galatasaray foi mesmo a única equipa turca a ganhar na Luz. Os outros quatro visitantes deixaram Lisboa vergados ao peso de derrotas e eliminações. O Fenerbahçe perdeu por 7-0 na Taça dos Campeões de 1975/76 e por 3-1 na meia-final da Liga Europa de 2012/13. O Altay foi batido por 4-0 na eliminatória preliminar da Taça das Taças de 1980/81 e o Trabzonspor por 2-0 na ronda preliminar da Liga dos Campeões de 2011/12.   - Além disso, o Galatasaray também ganhou na sua outra visita a Portugal: à já citada vitória sobre o Benfica, na Luz, junta-se outra, em Braga, por 2-1, com golos de Burak Yilmaz e Aydin Yilman, depois de Mossoró ter adiantado os bracarenses.   - O Benfica já marcou 18 golos na Luz esta época, em seis jogos que ali realizou, mas vem da primeira partida em branco (0-3 com o Sporting) desde Abril, quando ali empatou com o FC Porto (0-0), e da primeira derrota desde Dezembro do ano passado, quando foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2).   - O Galatasaray vem de oito jogos seguidos sem derrotas, desde que recebeu e foi batido pelo Atlético de Madrid, na abertura desta edição da Liga dos Campeões (0-2, a 15 de Setembro). Não conseguia uma série de invencibilidade tão grande desde Março, quando encalhou ao nono jogo, frente ao Fenerbahçe (0-1, na Liga turca).   - Os turcos vão também com nove deslocações europeias consecutivas sem vencer. A última vitória foi a 12 de Março de 2013, em Gelsenkirchen, frente ao Schalke, por 3-2, graças a um golo de Umut Bulut no último minuto do jogo. Nesse jogo também marcaram Altintop e Burak Yilmaz.   - Carole, defesa esquerdo do Galatasaray, já representou o Benfica, em 2010/11. Foi o terceiro jogador a jogar nos turcos depois de ter vestido a camisola encarnada, tendo os outros sido o lateral Abel Xavier e o médio ou defesa central Fernando Meira. O caminho inverso foi feito apenas pelo galês Dean Saunders, que jogou no Benfica em 1998/99 depois de ter estado no Galatasaray em 1995/96.  
2015-11-02
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O Sporting entra na nona jornada, em que vai receber o Estoril, na liderança isolada da Liga, algo tão raro que só lhe aconteceu em duas semanas na última década. Foi no ano em que Leonardo Jardim conduziu os leões ao segundo lugar final na Liga, que estes passaram duas jornadas isolados na frente da tabela. Resistiram ao primeiro obstáculo, mas baquearam logo no segundo. Ambos em Alvalade, onde voltam agora a colocar a liderança à prova. Nessa época, que arrancaram em primeiro lugar – ainda que com outras equipas a seu lado – fruto dos 5-1 com que despacharam o Arouca logo na primeira jornada, os leões chegaram à liderança isolada à 12ª jornada, quando venceram fora o Gil Vicente (bis de Montero), a 8 de Dezembro, tendo beneficiado do empate do Benfica em casa com o Arouca (2-2), dois dias antes. O Sporting ficou então com dois pontos a mais que FC Porto e Benfica e tinha pela frente dois jogos em casa, que acentuaram o otimismo pré-natalício. A 13ª jornada ainda foi de festa, pois o Sporting ganhou logo no sábado ao Belenenses por 3-0, com um penalti de Adrien, seguido de golos de André Martins e Wilson Eduardo. Benfica e FC Porto, porém, não esmoreceram, e ganharam também, no domingo (15 de Dezembro): as águias sofreram para levar de vencida o Olhanense, por 3-2, no Estádio do Algarve, ao passo que os dragões se impuseram ao Rio Ave, em Vila do Conde, por 3-1. Na 14ª jornada, o Sporting cedeu, empatando a zero em casa com o Nacional, com um golo anulado a Slimani a provocar muita polémica. FC Porto e Benfica já tinham ganho na véspera a Olhanense (4-0) e V. Setúbal (2-0), pelo que a liderança voltou a ser tripartida. Desde essa altura, nunca mais o Sporting esteve na liderança isolada da Liga. Teve uma boa ocasião recentemente, quando o FC Porto empatou fora com o Moreirense, mas também não foi capaz de ganhar ao Boavista (0-0 no Bessa) e de se isolar. Andando para trás, a liderança isolada do Sporting é também um acontecimento raro: é preciso recuar até Janeiro de 2005 para encontrar outra ocorrência. Nessa altura, o Sporting de José Peseiro passou o Natal a um ponto do FC Porto, a par do Benfica e com um ponto de avanço do Boavista. Depois, à 16ª jornada, começou por ganhar em casa ao Benfica, por 2-1 (bis de Liedson contra um golo de Nuno Gomes), beneficiando do empate caseiro do FC Porto com o Rio Ave (1-1) para se isolar. A queda, porém, foi súbita, logo na jornada seguinte: a 16 de Janeiro, na ronda que fechava a primeira volta, o Sporting foi perder por 3-2 à Choupana com o Nacional (e estava a perder por 3-0 aos 21’ de jogo, mas Liedson e Custódio ainda atenuaram a desvantagem), permitindo que FC Porto (que empatou fora com a Académica) e Benfica (que venceu o Boavista por 4-0) voltassem a estabelecer a liderança tripartida.   - Se jogar contra o Estoril, como é previsível, Rui Patrício iguala Pedro Barbosa e Anderson Polga como oitavo jogador com mais partidas feitas em toda a história do Sporting. Passarão a ser 342 os jogos nas redes dos leões. Esta época ainda poderá alcançar José Carlos (348) e Manuel Marques (355). Mas o “top 5” está dependente de mais um ou dois anos de permanência: Oceano é o quinto de uma tabela liderada por Hilário (471 jogos), com 401 jogos feitos pelos leões.   - O Sporting não vai contar com Adrien Silva, que tem vindo a ser peça fulcral do meio-campo, mas que viu frente ao Benfica o quinto cartão amarelo na Liga, ficando por isso suspenso. No último ano, os leões fizeram doze jogos sem Adrien, dos quais ganharam nove, empataram dois (em Paços de Ferreira para a Liga e em casa com o V. Setúbal, para a Taça da Liga) e perderam apenas um (no Restelo, com o Belenenses, para a Taça da Liga). Um destes empates e a derrota foram obtidos com a equipa secundária que o Sporting apresentou na edição da Taça da Liga do ano passado.   - Leo Bonatini, que é o melhor marcador do Estoril esta época, com seis golos divididos pelas diversas competições, também não vai poder alinhar, pois foi expulso no empate caseiro com o Rio Ave (2-2). Desde que ele se estreou na equipa, na vitória no Bessa, frente ao Boavista, por 2-1, a 18 de Janeiro, o Estoril não ganhou uma única vez sem ele: perdeu na Covilhã para a Taça da Liga (3-2) e depois, na Liga, empatou com Gil Vicente (1-1), Belenenses (2-2) e Moreirense (1-1). Marcou sempre golos, no entanto.   - O Sporting foi o único dos grandes ao qual Fabiano Soares conseguiu roubar pontos, desde que chegou ao comando técnico do Estoril, em Janeiro deste ano. Fê-lo num empate a uma bola, em casa, a 10 de Maio, com golos de Sebá (para o Estoril) e Ewerton (para o Sporting). De resto, o atual treinador estorilista já perdeu duas vezes com o FC Porto no Dragão (5-0 na época passada e 2-0 esta época) e uma com o Benfica na Luz (4-0, esta época).   - Jorge Jesus já começou a perder um campeonato num jogo com o Estoril, que empatou em casa a uma bola, em Maio de 2013: marcou Maxi Pereira, a anular um primeiro golo estorilista, de Jefferson (atual jogador do Sporting). Desde então, porém, Jesus ganhou sempre ao Estoril: 2-1 e 2-0 em 2013/14; 3-2 e 6-0 em 2014/15.   - O lateral estorilista Mano foi lançado no futebol profissional por Jorge Jesus, hoje treinador do Sporting, quando ambos estavam no Belenenses. A estreia deu-se numa vitória dos azuis em Setúbal (1-0), a 4 de Fevereiro de 2007.   - O Estoril só ganhou uma vez em 23 visitas a Alvalade para a Liga, mas foi a última equipa a ganhar ali ao Sporting em jogos de campeonato. Aconteceu em Maio de 2014, na última jornada do campeonato em que Leonardo Jardim levou os leões ao segundo lugar, graças a um penalti convertido por Evandro. Da 14 estorilistas que ganharam em Alvalade, restam apenas Mano, Diogo Amado, Yohann Tavares e Luis Phellype.   - Os 20 jogos que o Sporting leva sem perder em casa para o campeonato são a melhor série desde os tempos de Paulo Bento, quando os leões estiveram 26 partidas seguidas sem perder em casa na Liga, entre um 0-2 com o Benfica, a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Jorge Ferreira, o árbitro deste jogo, foi quem dirigiu essa vitória do Estoril em Alvalade, tendo apontado dois penaltis, um para cada equipa. Evandro converteu o do Estoril, Adrien falhou o do Sporting. Essa foi a única vez que esteve numa derrota do Sporting, que ganhou cinco e empatou um dos sete jogos feitos com ele. O Estoril, em contrapartida, nunca perdeu com este árbitro: tem quatro vitórias e um empate (em Setúbal).
2015-10-30
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O FC Porto desloca-se à Choupana para defrontar o União da Madeira na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há quase dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que fez dez anos na quinta-feira. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto não sofre golos há 405 minutos, desde o livre de Willian (Chelsea), no Dragão, à beira do intervalo do jogo da Liga dos Campeões. Depois disso, ganhou por 4-0 ao Belenenses, por 2-0 ao Varzim e ao Maccabi Tel-Aviv e empatou a zero com o Sp. Braga. É a melhor série de imbatibilidade desde os 591 minutos sem sofrer golos registados em Fevereiro e Março, entre o golo de Derlis González em Basileia e o de Wagner (Nacional) na Choupana.   - Os Dragões vão ainda tentar esticar para 13 o número de jogos sem derrota no arranque da época. Os doze que já conseguiram (oito vitórias e quatro empates) superam os 11 da época passada (derrota com o Sporting, por 3-1, na Taça de Portugal, ao 12º jogo) e os oito de 2103/14 (derrota com o Atl. Madrid, por 2-1, na Champions). Em 2012/13, a equipa de Vítor Pereira esteve 18 jogos sem perder até à derrota com o Sp. Braga, na Taça de Portugal (2-1), a 30 de Novembro.   - Em contrapartida, o U. Madeira segue com duas derrotas seguidas na Liga: 1-0 no Restelo com o Belenenses e 2-1 no Estoril. Na época passada perdeu três jogos seguidos de campeonato (Leixões, Feirense e Sp. Covilhã) entre Dezembro e Janeiro.   - O empate a zero com o Sp. Braga foi o primeiro jogo da época em que o FC Porto não fez golos. Pela lógica, vai fazer pelo menos um na Madeira, pois desde Novembro de 2011 que a equipa portista não fica duas vezes seguidas em branco. A última vez aconteceu quando ao empate frente ao Olhanense se seguiu a derrota por 3-0 com a Académica, que custou a eliminação da Taça de Portugal.   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-10-30
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O Benfica desloca-se a Aveiro para defrontar o Tondela com o intuito de interromper uma série de derrotas consecutivas sem precedentes desde Agosto de 2010. Os encarnados já perderam dois jogos consecutivos, com o Galatasaray e o Sporting, e desde esse arranque catastrófico da temporada a seguir ao primeiro título de Jorge Jesus que não deixam a série de derrotas chegar ao terceiro episódio. O último jogo sem derrota do Benfica foi a deslocação a Barcelos, para defrontar o Vianense, na Taça de Portugal. Ganhou por 2-1 e assegurou a passagem à quarta ronda da prova, na qual vai agora visitar o Sporting. Depois desse jogo com o Vianense, a equipa de Rui Vitória foi batida em Istambul pelo Galatasaray (2-1), em desafio da Liga dos Campeões, e em casa pelo Sporting (0-3), em jogo da Liga portuguesa. A deslocação a Aveiro para defrontar o Tondela é a ocasião para evitar uma série tão negra como a que experimentou em Agosto de 2010, quando perdeu consecutivamente com o FC Porto (0-2, na Supertaça), a Académica (1-2, na Liga) e o Nacional (1-2, também na Liga). Essa série foi interrompida a 28 de Agosto, frente ao V. Setúbal, na Luz, em jogo que até teve tudo para correr mal: aos 22’, o guarda-redes Júlio César (não o atual, mas o anterior, com o mesmo nome) fez penalti e foi expulso, levando ao regresso de Roberto às redes. O espanhol defendeu o penalti e o Benfica acabou por ganhar por 3-0. Desde essa altura, uma sequência de duas derrotas nem tem sido assim tão rara no Benfica: esta é já a quinta vez que acontece. Mas foi sempre interrompida à terceira partida. Em Fevereiro de 2012, os encarnados perderam com o Zenit (2-3, Liga dos Campeões) e o V. Guimarães (0-1, na Liga portuguesa), mas empataram de seguida com a Académica (0-0, Liga). Em Abril do mesmo ano, foram batidos pelo Chelsea (1-2, Champions) e pelo Sporting (0-1, Liga), mas venceram depois o Gil Vicente (2-1, Taça da Liga). Em Maio de 2013, no histórico final de época em que perdeu tudo, o Benfica foi derrotado pelo FC Porto (1-2, Liga) e pelo Chelsea (1-2, Liga Europa), mas ganhou a seguir ao Moreirense (3-1, Liga). Essa época não terminou sem nova desilusão, com o V. Guimarães (1-2, Taça de Portugal), que somada a uma outra a abrir a temporada de 2013/14, perante o Marítimo (1-2, Liga) constituiu nova série de duas derrotas consecutivas, interrompida face ao Gil Vicente, na segunda jornada. E mais uma vez em circunstâncias anormais: à entrada para os descontos, o Benfica perdia por 1-0, mas com dois golos depois do minuto 90 ainda conseguiu ganhar por 2-1.   - Há sete jogos consecutivos que o Benfica sofre sempre golos fora da Luz. A última vez que conseguiu manter a baliza virgem foi a 17 de Maio, onde o empate sem golos na visita ao V. Guimarães de Rui Vitória lhe garantiu a renovação do título nacional. Desde então, sofreu golos frente a Marítimo (2-1, na final da Taça da Liga), Sporting (0-1, Supertaça), Arouca (0-1, Liga), FC Porto (0-1, Liga), Atl. Madrid (2-1, Champions), Vianense (2-1, Taça de Portugal) e Galatasaray (1-2, Champions).   - Nico Gaitán marcou golos nas últimas duas deslocações em que tomou parte, em Madrid e Istambul. É o melhor marcador do Benfica em jogos fora da Luz esta época.   - André Almeida pode fazer o 100º jogo com a camisola do Benfica. A estreia fê-la a 18 de Janeiro de 2012, como titular, numa vitória por 2-0 frente ao Santa Clara, a contar para a Taça da Liga. Com ele nesse dia jogaram Gaitán e Jardel, que também deverão fazer parte do onze que vai defrontar o Tondela.   - O Tondela vai jogar sem Romário Baldé, o avançado emprestado pelo Benfica, que marcou dois (ao Arouca e ao Moreirense) e assistiu para um (ao Gil Vicente) dos três golos que a equipa fez desde o início de Setembro.   - É a segunda vez que o Tondela joga em Aveiro esta época. Na primeira, perdeu por 2-1 com o Sporting, mas vendeu cara a derrota, que só surgiu de penalti e já em período de compensação.   - Rui Bento, o treinador que substituiu Vítor Paneira à frente do Tondela, ainda não ganhou um jogo desde que chegou: empatou com o Nacional (0-0, perdendo nos penaltis, na Taça da Liga), perdeu com o Gil Vicente (1-2, Taça de Portugal) e empatou com o Arouca (1-1, Liga). Já tem lugar na história recente do clube como o treinador que precisou de mais jogos para obter uma vitória. Vítor Paneira, o seu antecessor, tinha ganho pela primeira vez ao terceiro jogo (Nacional, 1-0). Na época passada, tanto Quim Machado (3-1 ao União da Madeira) como Carlos Pinto (1-0 ao Leixões) ganharam na estreia. Em 2013/14, Álvaro Magalhães também só precisou de três jogos para somar uma vitória (3-0 ao Portimonense).   - O primeiro golo em Portugal de Markus Berger, defesa central austríaco do Tondela, foi marcado ao Benfica, na Luz, numa vitória histórica da Académica, por 3-0, a 11 de Abril de 2008. Kaká, outro central do Tondela, também marcou presença nesse jogo.   - Luís Alberto, o médio do Tondela que marcou ao Sporting, também já fez golos ao Benfica, com a camisola do Nacional. Marcou frente aos encarnados numa vitória (2-1), a 21 de Agosto de 2010, e depois na segunda volta, mas aí a sua equipa perdeu por 4-2.   - Fábio Veríssimo vai estrear-se a apitar quer o Benfica quer o Tondela na Liga. Em onze jogos que dirigiu na prova, já esteve num do FC Porto (3-0 ao V. Guimarães) e num do Sporting (1-0 ao Nacional). Do atual elenco de juízes de primeira categoria com pelo menos dez jogos na competição, é o segundo com mais baixa percentagem de vitórias do visitante: apenas 9%, relativas a um sucesso do V. Guimarães de Rui Vitória no Restelo, contra 0% de Tiago Martins em 12 desafios.
2015-10-29
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O Sp. Braga é a ameaça que se segue aos dois recordes que o FC Porto está a tentar estabelecer. A equipa de Julen Lopetegui segue com 1295 minutos sem sofrer golos no Dragão em partidas da Liga, mas os bracarenses marcaram ali em seis dos últimos sete campeonatos. Além disso, os dragões ganharam os últimos 20 jogos em casa e o Sp. Braga vem com uma série de sete jogos sem derrota. O último jogador a fazer um golo ao FC Porto no Dragão em jogos da Liga foi Lima, na altura ainda benfiquista, na vitória por 2-0 que os encarnados ali obtiveram, a 14 de Dezembro de 2014. Desde então, todos os adversários que subiram ao relvado do Dragão de lá saíram sem festejar sequer um golo. São, por isso, já 1295 minutos consecutivos de Helton, Fabiano e Casillas sem sofrer golos no Dragão para a Liga portuguesa, a 286 minutos (pouco mais de três jogos) da marca estabelecida por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano). Foram na altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa em jogos do campeonato nacional. Isso quer dizer que para lá chegar a defesa comandada por Casillas tem de manter o zero frente a Sp. Braga, V. Setúbal, P. Ferreira e parte do jogo com a Académica, a 20 de Dezembro. A questão é que o Sp. Braga criou uma tradição recente de fazer golos no Dragão, onde nas últimas sete temporadas só por uma vez ficou em branco (2-0 em 2013/14). Zé Luís marcou na época passada (2-1 para o FC Porto); Alan em 2012/13 (3-1 no placar final); Lima (esse mesmo!) bisou em 2011/12 (3-2 para os dragões) e já tinha marcado, juntamente com Luís Aguiar, em 2010/11 (ainda 3-2 para os dragões); Alan também marcara em 2009/10 (5-1 para o FC Porto) e Edimar fizera o tento bracarense no empate (1-1) de 2008/09. Reparará o leitor que, marcando quase sempre no Dragão, o Sp. Braga também tem por hábito perder os jogos que ali faz. Ora isso pode ajudar ao outro objetivo portista que, combinando todas as competições, segue com 20 vitórias seguidas em casa, também desde a tal derrota com o Benfica (0-2), a 14 de Dezembro de 2014. Lopetegui já ultrapassou a melhor série de José Mourinho (que eram 19 vitórias) e segue agora em busca do recorde do clube, que são 24 sucessos de enfiada, conseguidos pela equipa de Artur Jorge entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. O problema é que para continuar nesta perseguição, o FC Porto precisa de anular um objetivo do Sp. Braga, que vem com uma série de sete jogos sem derrota, desde que perdeu no Estoril (1-0), a 12 de Setembro, e quererá manter-se na perseguição às dez partidas seguidas sem perder conseguidas por Sérgio Conceição na época passada, entre duas derrotas por 2-1, com o FC Porto no Dragão (5 de Outubro) e com a U. Madeira na Ribeira Brava, para a Taça da Liga (28 de Dezembro).   - Regresso de Paulo Fonseca ao Dragão, onde na época passada foi goleado por 5-0, na liderança do Paços de Ferreira. Aliás, sempre que defrontou o FC Porto como treinador, o atual técnico bracarense perdeu e nunca fez um golo. Pelo Paços de Ferreira, saiu derrotado por 5-0 no Dragão e por 1-0 na Capital do Móvel na época passada, como tinha saído com dois desaires por 2-0 nos desafios com os portistas em 2012/13, antes de ir parar ao FC Porto. Na estreia no Dragão, pelo Pinhalnovense, tinha perdido pelo mesmo 2-0, em Janeiro de 2011.   - O FC Porto venceu os últimos seis jogos em casa com o Sp. Braga. A última vez que o Sp. Braga pontuou no Dragão foi a 24 de Maio de 2009, num empate a uma bola: Farías adiantou os da casa, Edimar estabeleceu o empate final. Nesse dia, pelo FC Porto de Jesualdo Ferreira jogaram Helton e Cissokho, que ainda fazem parte do atual plantel, enquanto na equipa do Sp. Braga de Jorge Jesus estava Alan.   - O último treinador portista a não ganhar ao Sp. Braga no Dragão foi também o último a ir ali vencer com a equipa minhota. Trata-se de Jesualdo Ferreira, que a 30 de Janeiro de 2005 levou o Sp. Braga a impor-se por 3-1 aos dragões de Victor Fernández. João Tomás, com dois golos, foi a figura do jogo. Marcaram ainda Diego, pelo FC Porto, e Wender, pelos bracarenses.   - O último troféu nacional ganho pelo Sp. Braga foi obtido numa final frente ao FC Porto. Foi a Taça da Liga de 2012/13, vencida (1-0) em Coimbra a 13 de Abril de 2013, com um golo de Alan. O FC Porto também tem várias histórias felizes em jogos com o Sp. Braga. Há a vitória na final da Liga Europa de 2010/11 (1-0), com um golo de Falcao, em Dublin, a 18 de Maio de 2011. E há ainda a interrupção do jejum de 19 anos de campeonatos, a 9 de Junho de 1978, graças a uma vitória por 4-0 nas Antas frente aos bracarenses (dois golos de Gomes, um de Oliveira e outro de Octávio), garantindo o título em igualdade pontual com o Benfica.   - Soares Dias esteve na última derrota do Sp. Braga, no Estoril, tendo na ocasião expulsado dois jogadores arsenalistas: Mauro e Boly. Aliás, o Sp. Braga perdeu os últimos quatro jogos que fez com ele como visitante na Liga (Nacional, Sporting, Benfica e Estoril). O FC Porto, em contrapartida, ganhou sempre com este árbitro em casa, tendo em todo o seu historial com ele apenas um empate (no Estoril) e uma derrota (na Luz) contra 12 vitórias.
2015-10-25
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O regresso de Jorge Jesus à Luz será um tema à parte do Benfica-Sporting da oitava jornada da Liga. O treinador que ganhou os últimos três campeonatos do Benfica (2010, 2014 e 2015) e que entretanto mudou de cor e já ganhou a Supertaça ao serviço do Sporting nunca foi capaz de sequer empatar com os encarnados naquele estádio. Soma por derrotas os oito jogos ali realizados e só por uma vez viu a sua equipa fazer golos. A primeira vez que Jesus ali levou uma equipa foi a 3 de Fevereiro de 1993 e o confronto era desigual. O Amora, comandado pelo atual treinador leonino, jogava a II Liga e foi batido nos quartos-de-final da Taça de Portugal por 5-0, com golos de Mostovoj, Pacheco, Yuran (dois) e Paulo Sousa. Jesus só voltou à Luz pelo Felgueiras, três anos depois, em Abril de 1996. E voltou a perder, desta vez por 1-0, com um golo já na segunda parte do extremo angolano Paulão. A descida de divisão da equipa nortenha significou o adiamento de novas visitas até Agosto de 1998, quando ali levou o Estrela da Amadora a perder por 2-0. Marcaram Poborsky e Tahar El Khalej. O resultado, aliás, repetiu-se na época seguinte, mas nos 2-0 de Outubro de 1999 quem fez os golos encarnados foram Okunowo e Ronaldo. Só ao quinto jogo na Luz pôde Jorge Jesus festejar um golo de um jogador seu. Foi a 25 de Agosto de 2001 e o V. Setúbal comandado pelo técnico da Reboleira chegou a estar na frente, graças a Marco Ferreira. Acabou, no entanto, por perder, fruto da explosão do fenómeno Mantorras, que nessa tarde fez um “hat-trick” e tornou inútil o tento de Hugo Henrique, que fixou o 3-2 final. Começava a Volta a Portugal em clubes de Jorge Jesus, que até chegar ao Belenenses, em 2006, por fazer apenas partes de épocas em tentativas de salvar equipas da despromoção (algumas delas bem sucedidas) não voltou a jogar como visitante no estádio do Benfica. Regressou em Dezembro de 2006, com o Belenenses, e para perder por 4-0, com golos de Simão, Karagounis, Fonseca e Katsouranis. A tentativa seguinte, em Abril de 2008, outra vez com os azuis do Restelo, redundou em nova derrota, outra vez sem marcar golos: 2-0, com tentos de Luisão e Cardozo, jogadores que já encontrou quando chegou à Luz para treinar o Benfica. Foi à oitava tentativa, porém, que Jesus colocou uma frase no anedotário nacional do futebol. Em Janeiro de 2009 levou o Sp. Braga a perder ali por 1-0 (golo de David Luiz) e, para se queixar da arbitragem, saiu-se com o famoso “o Braga ganhar na Luz ao Benfica só se for na PlayStation”. É o que se verá, na nona tentativa.   - Como jogador, Jesus saiu da Luz sem perder por três vezes, nas três primeiras ocasiões que lá foi: 2-2 com o Olhanense (e esteve a ganhar por 2-0) em Setembro de 1974, 0-0 pelo Sporting em Dezembro de 1975 e 1-1 pelo Belenenses em Março de 1977. Depois, só derrotas, com Riopele, U. Leiria e V. Setúbal.   - Este será o 15º jogo entre Rui Vitória e Jorge Jesus. O atual treinador do Sporting soma, no confronto direto, 11 vitórias, um empate e duas derrotas, sendo que duas dessas vitórias lhe permitiram ganhar títulos: a Taça da Liga de 2011 (final entre Benfica e Paços de Ferreira) e a Supertaça de 2015 (já no Sporting, contra o Benfica). Uma das vitórias de Rui Vitória, obtida pelo V. Guimarães frente ao Benfica, também lhe permitiu levar para casa a Taça de Portugal de 2013.   - Rui Vitória ganhou na primeira vez que defrontou o Sporting. Foi a 20 de Outubro de 2007 e o treinador ribatejano dirigia o Fátima, que semanas antes fizera sensação ao afastar o FC Porto da Taça da Liga. Contra os leões, o Fátima ganhou por 2-1 no Restelo, casa emprestada dos verde-brancos, e levou para a segunda mão da eliminatória uma vantagem que não conseguiu segurar, pois perdeu em Fátima por 3-2.   - O Sporting não ganha na Luz desde 28 de Janeiro de 2006, quando ali bateu os encarnados por 3-1, para a Liga, mesmo depois de ter estado a perder. Simão adiantou o Benfica, na primeira parte, de penalti, mas os leões viraram o jogo na última meia hora, com golos de Sá Pinto (este também de penalti) e Liedson (dois).   - Os últimos três golos marcados pelo Benfica foram de bola parada: Carcela ao Vianense após lançamento lateral de Sílvio; Jardel ao Vianense após canto de Pizzi; e Gaitán ao Galatasaray na sequência de livre apontado rapidamente por Jonas. Em contrapartida, os dois últimos golos sofridos pelo Sporting também nasceram de bolas paradas, ambos de cantos do lado esquerdo do ataque. Marcaram-nos Josué (V. Guimarães) e Jashanica (Skenderbeu). Mas enquanto o Benfica só fez esta época mais dois golos de bola parada (um penalti e um canto de Jonas a Estoril e Belenenses), o Sporting encaixou mais quatro nestas circunstâncias: penaltis de Pelé e Rabiola, além de livres indiretos finalizados por Luís Alberto e Doumbia.   - Treze dos últimos 14 golos do Benfica ao Sporting nasceram na América do Sul. Desde 2012, Cardozo marcou seis, Gaitán fez dois, Luisão um, Jardel outro, Pérez mais um, Lima outro e Salvio o restante. A exceção é Markovic, que marcou em Alvalade no empate (1-1) para a Liga, em Agosto de 2013. O último golo português do Benfica ao Sporting foi marcado por Nuno Gomes, a 16 de Abril de 2008, num jogo que os leões ganharam por 5-3, para a Taça de Portugal.   - Dos atuais jogadores leoninos, só um marcou mais de um golo ao Benfica com a camisola leonina: Slimani, que fez dois, sempre na Luz. Um no empate (1-1) para a Liga passada e outro na eliminação leonina (3-4) da Taça de Portugal de 2014. Jefferson, por exemplo, também já marcou por duas vezes ao Benfica, mas uma delas foi pelo Estoril, em Maio de 2013, ajudando o FC Porto a tirar esse título às águias.   - Mesmo com um jogo a menos, o Benfica continuava a ser, antes do início desta jornada, a equipa que mais rematava na Liga: segue com 114 tentativas de chegar ao golo (19 por jogo), contra 110 do Marítimo (15,7 por jogo). O Sporting chutou 98 vezes (14 por desafio).   - O Sporting é, dos três grandes, o que tem piores números com Carlos Xistra a apitar na Liga, com apenas 56 por cento de vitórias em 27 jogos. Ganhou, contudo, as últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela já esta época, 4-1 ao Sp. Braga e 4-0 ao Gil Vicente na anterior e ainda 3-1 ao P. Ferreira em 2013/14. A última vez que cedeu pontos com este árbitro foi no empate caseiro frente ao Rio Ave (1-1), a 21 de Setembro de 2013. O Benfica ganhou 61% dos 18 jogos que fez com Xistra, três deles consecutivos: 3-1 ao Nacional e 4-0 ao Marítimo na época passada, mais um 2-0 ao Olhanense em 2013/14. A última vez que perdeu pontos com ele foi a 23 de Setembro de 2012, num empate a duas bolas com a Académica, em Coimbra.   - Carlos Xistra vem com uma média de um penalti por jogo esta época: marcou um a favor do Sporting no jogo com o Tondela e dois a favor do Sp. Braga frente ao Marítimo, não chegando a apontar nenhum no Rio Ave-Boavista. Na época passada, a sua média era de 0,2 penaltis por jogo, mas ainda assim teve um jogo com dois penaltis: o Sporting-Sp. Braga, em que assinalou um para cada lado.   - Este vai ser o terceiro clássico de Carlos Xistra na Liga. Nos dois anteriores, o resultado foi o mesmo: 2-0 para a equipa da casa. Aconteceu no Sporting-FC Porto de 2007/08 e no Benfica-Sporting de 2010/11.
2015-10-24
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O Sporting recebe os albaneses do Skenderbeu com a obrigatoriedade de vencer se quer manter aspirações a seguir em frente na Liga Europa. Na verdade, os leões só ficaram pelo caminho na fase de grupos desta competição uma vez, na terrível época de 2012/13, durante a qual também registaram a segunda pior série de jogos seguidos sem ganhar nas provas europeias: cinco. Para já, as duas derrotas por 3-1 com CSKA e Lokomotiv de Moscovo e o empate a uma bola com o Besiktas em Istambul mantém a série corrente em três. Apenas três? Não. O sucesso na prova depende da capacidade para interromper já esta série. Em toda a sua história europeia, os leões já conheceram três séries de seis desafios sem ganhar na Europa. Uma em 2000/01 (os seis jogos na Champions, com Real Madrid, Leverkusen e Spartak Moscovo), outra dividida entre 2006/07 e 2007/08 (dois jogos com o Spartak Moscovo, dois com o Bayern, um com o Inter Milão e um sexto já na nova temporada, com o Manchester United) e a mais recente em 2008/09. Nesta última, o Sporting de Paulo Bento até passou pela primeira (e até hoje única) vez a fase de grupos da Champions, mas nos oitavos-de-final baqueou com estrondo ante o Bayern de Munique, com derrotas por 5-0 em Alvalade e 7-1 na Baviera. Somados a estas duas derrotas, os quatro empates com que arrancou para a temporada europeia de 2009/10 (0-0 e 1-1 com o Twente; 2-2 e 1-1 com a Fiorentina) valeram os tais seis jogos sem ganhar, antes dos 3-2 infligidos fora de casa ao Heerenveen. Para ficar de fora na fase de grupos da Liga Europa de 2012/13, o Sporting nem precisou de tanto. Começou por empatar em casa com o Basileia (0-0), para depois perder fora com o Videoton (0-3) e o Genk (1-2). O empate caseiro com o Genk (1-1) e a derrota em Basileia (0-3) deixaram a equipa verde-e-branca sem hipóteses de progressão, mesmo tendo ganho o sexto jogo, em casa, ao Videoton (2-1). Desta vez, é bem provável que um quarto jogo sem ganhar, a somar às derrotas com as duas equipas moscovitas e ao empate com o Besiktas chegue para causar sérios danos às aspirações europeias do Sporting de Jesus.   - Jorge Jesus cumprirá o 100º jogo como treinador nas competições europeias. Dos 99 que já fez, ganhou 50, empatou 22 e perdeu 27. O primeiro fê-lo ao comando do Estrela da Amadora, na Taça Intertoto, em 1998/99, frente aos polacos do Ruch Chorzow, tendo-lhes depois juntado mais dois no Belenenses, em 2007, 14 no Sp. Braga, 78 no Benfica e quatro no Sporting. Por competição, soma 40 desafios na Liga dos Campeões, 56 na Taça UEFA ou Liga Europa e três na Taça Intertoto. O mais que esteve foram cinco jogos seguidos sem ganhar na Europa, por duas vezes.   - O Sporting ganhou o último jogo europeu que fez sem Rui Patrício na baliza. Foi a 7 de Dezembro de 2012, na Liga Europa, em Alvalade, contra o Videoton. Jogou Marcelo Boeck – do atual plantel também Esgaio esteve em campo, fazendo nesse dia a sua estreia pela equipa principal – e os leões ganharam por 2-1.   -O Skenderbeu perdeu os derradeiros quatro jogos internacionais. Na fase de grupos da Liga Europa foi batido em casa pelo Besiktas por 1-0 e fora pelo Lokomotiv Moscovo por 2-0. Antes disso, no play-off da Liga dos Campeões, tinha sido duas vezes derrotado pelo Dynamo Zagreb: 4-1 em Zagreb e 2-1 em Elbasan. A última vitória europeia do Skenderbeu aconteceu a 5 de Agosto, por 2-0, em casa, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Milsami Orhei, com arbitragem do português Soares Dias.   - Tal como o Sporting, também o Skenderbeu lidera ex-aequo a Liga albanesa. Tem 19 pontos em sete jogos, os mesmos que o Partizan Tirana, correspondentes a seis vitórias e um empate.   - Nunca nenhuma equipa albanesa conseguiu ganhar ou sequer marcar um golo a uma equipa portuguesa nas provas da UEFA. O melhor resultado obtido por clubes albaneses foi o empate a zero do Dinamo de Tirana frente ao Sporting, na capital albanesa, a 23 de Outubro de 1985 (faz 30 anos na sexta-feira). O Sporting passou a eliminatória, ganhando por 1-0 na segunda mão, graças a um golo de Venâncio.   - Depois dessa eliminatória entre Sporting e Dinamo, houve apenas mais um jogo entre clubes portugueses e albaneses. O Benfica ganhou por 4-0 na Luz ao Partizan Tirana, mas o mau comportamento dos jogadores visitantes (quatro expulsões), levaram a UEFA a anular a segunda mão.
2015-10-21
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O Benfica procura em Istambul o arranque perfeito que nunca protagonizou na Liga dos Campeões, com a terceira vitória consecutiva a abrir. Os encarnados já não ganham três jogos europeus de seguida desde Abril de 2014, quando bateram sucessivamente o AZ Alkmaar (1-0 fora e 2-0 em casa) e a Juventus (2-1 em casa) a caminho da final da Liga Europa que acabaram por perder frente ao Sevilha, nas grandes penalidades. Na Liga dos Campeões não conseguem três sucessos seguidos desde 2005/06, quando garantiram o apuramento para os oitavos-de-final com uma vitória por 2-1 frente ao Manchester United, na Luz, derrotando depois o Liverpool por 1-0 em casa e por 2-0 fora. A equipa de Rui Vitória começou esta campanha na Liga dos Campeões com uma vitória por 2-0 na Luz frente ao Astana, indo depois ganhar ao Atlético de Madrid no Vicente Calderón por 2-1. O encontro com o Galatasaray pode assim garantir a terceira vitória consecutiva e nos primeiros três jogos internacionais da época. E para encontrar um arranque tão forte dos encarnados nas provas internacionais já é preciso recuar 20 anos, a 1995/96, quando a equipa comandada por Mário Wilson venceu os dois jogos da primeira eliminatória da Taça UEFA frente ao Lierse (3-1 fora e 2-1 em casa), impondo-se depois ao Roda, na Luz, por 1-0, fez 20 anos exatos no último sábado. Na Liga dos Campeões, o Benfica nunca ganhou os primeiros três jogos da fase de grupos, ainda que tenha vencido os primeiros seis no formato antigo, da Taça dos Campeões Europeus, em 1989/90: 2-1 e 4-0 ao Derry City; 2-0 e 7-0 ao Honved, 1-0 e 3-0 ao Dniepr, antes da derrota por 2-1 em Marselha. A única equipa portuguesa a ter ganho os primeiros três jogos da fase de grupos de uma edição da Liga dos Campeões foi o FC Porto, que até o fez por duas vezes. Em 2012/13 começou por vencer fora o Dynamo Zagreb (2-0), para depois se impor em casa ao Paris Saint Germain (1-0) e ao Dynamo Kiev (3-2) antes de empatar a zero em Kiev na quarta jornada. Mas em 1996/97 até ganhou as primeiras quatro partidas: 3-2 ao Milan em San Siro, 2-1 em casa ao IFK Goteborg e 1-0 e 3-0 no duplo confronto com o Rosenborg, antes de um empate a um golo com o Milan nas Antas.   - Pedro Proença foi o árbitro na última vitória internacional do Galatasaray, um jogo com a Juventus, a 11 de Dezembro de 2013, que os turcos ganharam por 1-0, graças a um golo de Wesley Sneijder a 5 minutos do fim. A vitória, obtida em circunstâncias muito difíceis, pois o jogo teve de ser adiado devido a um forte nevão, permitiu a qualificação da equipa então dirigida por Roberto Mancini para os oitavos-de-final da Champions. Desde então, o Galatasaray não ganhou nenhum dos dez jogos europeus que fez, empatando três e perdendo sete (três deles em casa).          - Benfica e Galatasaray só se defrontaram uma vez, na Luz, na fase de grupos da Liga Europa de 2008/09, quando os jogos eram só a uma mão. Ganharam os turcos por 2-0, com golos de Emre Azik e Umit Karan. Dos jogadores que atuaram nesse 6 de Novembro de 2008, restam nos dois planteis Luisão (Benfica) e Hakan Balta e Sabri Sarioglu (Galatasaray).   - O Benfica nunca ganhou na Turquia, onde empatou dois jogos e perdeu outros dois. As derrotas foram sempre aos pés do Fenerbahçe: ambas por 1-0, na Taça dos Campeões de 1975/76 e na meia final da Liga Europa de 2012/13. Os empates sucederam em eliminatórias preliminares, frente ao Altay (0-0 na Taça das Taças de 1980/81) e ao Trabzonspor (1-1 na Liga dos Campeões de 2011/12). Os encarnados saíram sempre a sorrir, pois ganharam os jogos em casa nas quatro ocasiões.   - O Galatasaray perdeu na única vez que jogou em casa com uma equipa portuguesa. Foi o Sp. Braga quem foi ganhar à Arena do Galatasaray, em Outubro de 2012: Ruben Micael e Alan fizeram os dois golos de uma vitória por 2-0. Em contrapartida, o Galatasaray ganhou nas duas vezes que jogou em Portugal: à já citada vitória sobre o Benfica, na Luz, junta-se outra, em Braga, por 2-1, com golos de Burak Yilmaz e Aydin Yilman, depois de Mossoró ter adiantado os bracarenses.   - Carole, defesa esquerdo do Galatasaray, já representou o Benfica, em 2010/11. Foi o terceiro jogador a jogar nos turcos depois de ter vestido a camisola encarnada, tendo os outros sido o lateral Abel Xavier e o médio ou defesa central Fernando Meira. O caminho inverso foi feito apenas pelo galês Dean Saunders, que jogou no Benfica em 1998/99 depois de ter estado no Galatasaray em 1995/96.
2015-10-20
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O FC Porto procurará obter contra o Maccabi Tel Aviv, de Israel, a 20ª vitória consecutiva em casa, superando a melhora marca das equipas de José Mourinho, que segue em 19 sucessos de enfiada. Se o conseguir, continuará a caminho de igualar o recorde da equipa de Artur Jorge, que venceu 24 desafios seguidos, entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. A última vez que os portistas não ganharam no Dragão foi quando receberam o Benfica, em jogo da última Liga portuguesa. Dois golos de Lima, a 14 de Dezembro de 2014, valeram um 2-0 aos encarnados e atrasaram os portistas na tabela, mas estes aproveitaram o momento para iniciar uma longa série de vitórias no Dragão. Em todas as competições, por ali passaram e foram batidos, entretanto, o V. Setúbal (4-0), o Belenenses (3-0), o U. Madeira (3-1), a Académica (4-1), o Paços de Ferreira (5-0), o V. Guimarães (1-0), o Sporting (3-0), o Basel (4-0), o Arouca (1-0), o Estoril (5-0), o Bayern (3-1), a Académica (1-0), o Gil Vicente (2-0), o Penafiel (2-0) e, já na presente época, o V. Guimarães (3-0), o Estoril (2-0), o Benfica (1-0), o Chelsea (2-1) e o Belenenses (4-0). Ao todo, 19 jogos sempre com vitória em casa. A série atual já iguala a melhor das equipas de José Mourinho, também ela estabelecida em 19 jogos entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004). Durante essa série, os portistas fizeram boa parte da caminhada que os levou à vitória na Liga dos Campeões de 2004. Se ganharem ao Maccabi, os jogadores de Julen Lopetegui deixam para trás a marca de Mourinho e centram-se numa outra, estabelecida pela equipa de Artur Jorge, mas bem antes da caminhada que a levou à vitória na Taça dos Campeões Europeus de 1987. Entre um empate a zero com o Sporting, a 25 de Novembro de 1984 e outro nulo sem golos com o Benfica, a 4 de Dezembro de 1985, o FC Porto esteve 24 jogos seguidos sempre a ganhar nas Antas. Essa série só teve dois jogos europeus (Ajax e Barcelona, derrotados por 2-0 e 3-1), mas por lá passaram o Sporting e o Benfica, este derrotado por três vezes. - O FC Porto está também numa série muito positiva (onze jogos sem derrota) de resultados em casa para as competições europeias. O Chelsea foi recentemente batido no Dragão, tal como o tinham sido o Bayern e o Basileia, na reta final da época passada. A última equipa estrangeira a empatar ali foi o Shakthar Donetsk (1-1, a 10 de Dezembro do ano passado), sendo que ninguém ali ganha desde que o Zenit o fez, por 1-0, a 22 de Outubro de 2013. Faz dois anos na quinta-feira.   - Os dragões nunca defrontaram uma equipa de Israel nas provas da UEFA, mas o Maccabi já teve pela frente um adversário português. Ganhou por 1-0 ao Boavista na primeira mão da primeira eliminatória da Taça UEFA de 2002/03, num jogo que foi disputado em Sofia, na Bulgária, mas depois perderam por 4-1 no Bessa, graças a golos de Strul (própria baliza), Jocivalter (dois) e Serginho Baiano, aos quais respondeu Torjman.   - Sendo verdade que só uma equipa israelita eliminou uma portuguesa em confronto direto, também é certo que as últimas visitas de israelitas a Portugal têm acabado mal para os lusos. O Hapoel Ramat Gan empatou a zero no Estoril em 2013, o Hapoel Tel Aviv empatou com a Académica (1-1) em Coimbra em 2012 e perdeu na Luz com o Benfica (2-0) em 2010, o Bnei Yehuda ganhou (1-0) ao Paços de Ferreira e o Maccabi Netanya empatou a zero com a U. Leiria em 2007. Antes disso, sim, só vitórias portuguesas: além dos 4-1 do Boavista ao Maccabi Tel Aviv (2002), há um 6-0 do Benfica ao Beitar Jerusalem em 1998, um 3-0 do Sporting ao mesmo Beitar em 1997 e um 4-0 do Sporting ao Maccabi Haifa em 1995.   - Eran Zahavi marcou nos últimos dois jogos do Maccabi. Fez o terceiro e o quinto golos dos 5-0 com que os campeões de Israel ganharam ao Hapoel Acre e marcou de penalti o golo da vitória (2-1) no terreno do Maccabi Petah Tivka, antes da expulsão do guarda-redes Lifshitz ter forçado Bem Haim a acabar o jogo na baliza. Zahavi já tinha marcado dois golos na vitória do Hapoel Tel Aviv sobre o Benfica (3-0) na Liga dos Campeões de 2010/11.   - Vincent Aboubakar, o melhor marcador do FC Porto nesta edição da Champions (fez dois golos no empate em Kiev) segue com quatro jogos consecutivos sem marcar (Benfica, Moreirense, Chelsea e Belenenses). Já é a sua mais longa seca com a camisola portista, sendo que no Lorient esteve seis jogos seguidos sem marcar, entre o início de Fevereiro e o final de Março de 2014.
2015-10-19
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Mesmo estado ausente, dispensado por Fernando Santos, Cristiano Ronaldo é incontornável na visita da seleção nacional à Sérvia. É dele que se fala, é dele que os sérvios querem saber. Afinal, o que vale Portugal sem Ronaldo? A verdade é que, em termos numéricos, vale menos, mas não vale assim tanto a menos. O exercício é simples de fazer: anda-se para trás e vão buscar-se os últimos 20 jogos que Portugal fez sem Ronaldo. É preciso recuar Setembro de 2008. Desses 20 jogos, a equipa ganhou apenas dez (50%), empatando cinco (25%) e perdendo outros cinco (25%). Como todas as estatísticas, esta só é válida se houver um termo de comparação. Há então que ver que resultados fez Portugal nesse mesmo período com o CR7 em campo. Ora desde a vitória em Malta por 4-0, na qualificação para o Mundial de 2010, na qual Ronaldo esteve ausente, a equipa portuguesa jogou 65 partidas com ele em campo, ganhando 38 (58%), empatando 16 (25%) e perdendo onze (17%). O que diz a frieza dos números é que, sem Ronaldo, Portugal tem menos oito por cento de hipóteses de ganhar à Sérvia em Belgrado. Os números não explicam tudo, porém. Há depois uma série de fatores subjetivos a ter em conta, tais como o grau de dificuldade dos jogos. E a verdade é que muitas vezes Ronaldo tem estado fora de jogos menos exigentes: metade destas 20 ausências foram em particulares, percentagem que sobe para 70 por cento se olharmos apenas para as últimas dez ausências do CR7. É verdade que na última falta de Ronaldo Portugal até ganhou à Itália (resolveu um golo de Éder), num particular em campo neutro, mas antes disso o panorama não era muito animador: derrota com Cabo Verde (0-2) e com a Albânia (0-1), vitória no último suspiro frente ao México (1-0) e empate com a Grécia (0-0) na antecâmara do Mundial 2014. Dois golos marcados nos últimos cinco jogos sem Ronaldo, portanto. Antes disso, ainda assim, a equipa reagia melhor ofensivamente à falta de Ronaldo. Nos três jogos de 2013 em que ele faltou, houve duas vitórias (3-0 ao Luxemburgo e 2-0 ao Azerbaijão) e uma derrota compreensível (1-3 no Brasil). Em 2012, na sua única ausência – a excursão ao Gabão – não foi o ataque que falhou, num jogo que acabou empatado a duas bolas. E em 2011, o CR7 só faltou a dois particulares, em Março, que redundaram numa vitória (2-0) sobre a Finlândia e num empate (1-1) face ao Chile. Antes disso, é que veio o pior e o melhor da história recente sem Ronaldo. Em 2010, no rescaldo do desentendimento com Carlos Queiroz, que aqueceu a fase final do Mundial, Ronaldo esteve ausente no empate (4-4) com Chipre e na derrota com a Noruega em Oslo (0-1), que redundaram na troca de selecionador. Em 2009, porém, tinha sido sem ele que a equipa se reencontrou e garantiu a qualificação para a África do Sul: Ronaldo não esteve nas duas vitórias do play-off com a Bósnia (ambas por 1-0) nem no último jogo do grupo de apuramento (4-0 a Malta) como já não tinha estado nos particulares com o Liechtenstein (3-0) e a Estónia (0-0). Completam o lote das derradeiras 20 ausências de Ronaldo a derrota caseira com a Dinamarca (2-3) e a tal vitória (4-0) em Malta, a 6 de Setembro de 2008.   - Portugal procura a sétima vitória seguida em jogo de competição, algo que nunca obteve em toda a sua história. A atual série, de seis vitórias consecutivas (contra Dinamarca, Arménia, Sérvia, outra vez Arménia, Albânia e mais uma vez Dinamarca), todas pela margem mínima, só encontra paralelo na estabelecida pela equipa que chegou às meias-finais do Mundial de 2006. Na altura, dirigido por Luiz Felipe Scolari, Portugal ganhou os dois últimos jogos de qualificação (Liechtenstein e Letónia) e os quatro primeiros na fase final (Angola, Irão, México e Holanda). Empatou à sétima partida, com a Inglaterra, mas apurou-se na mesma, ganhando nas grandes penalidades.   - A Sérvia também ganhou os dois últimos jogos de competição: 2-0 em Novi Sad à Arménia e 2-0 à Albânia em Tirana. Ainda assim, não ganha um jogo em Belgrado desde Setembro de 2011 (dois empates e três derrotas desde uns 3-1 às Ilhas Faroé) e vem com uma série repetitiva de alternância entre vitórias e derrotas nos últimos oito jogos: perdeu com a Dinamarca, ganhou à Grécia; perdeu com Portugal, ganhou ao Azerbaijão; perdeu outra vez com a Dinamarca, ganhou à Arménia; perdeu com a França, ganhou à Albânia. É a vez de perder de novo.   - Num jogo sem nada por decidir, Fernando Santos pode adicionar mais algumas estreias ao lote de jogadores aos quais deu a primeira internacionalização. O guarda-redes Ventura (Belenenses), o lateral Nelson Semedo (Benfica), o ala Ricardo (Nice) e o avançado Rui Fonte (Sp. Braga) esperarão ser o 15º estreante da era Fernando Santos, depois de Cédric, João Mário, Raphael Guerreiro, Tiago Gomes, José Fonte, Adrien Silva, Anthony Lopes, André Pinto, Paulo Oliveira, Bernardo Silva, Danilo, André André, Ukra e Carriço.   - Portugal nunca perdeu com a Sérvia, mas também só ganhou uma vez, precisamente nesta fase de qualificação (2-1, na Luz). Os dois jogos de apuramento para o Euro’2008 acabaram empatados a um golo: Tiago e Jankovic marcaram em Belgrado; Simão e Ivanovic fizeram-no em Portugal. Em Março, na Luz, Ricardo Carvalho e Coentrão marcaram por Portugal e Matic fê-lo pelos sérvios. Mais equilibrado foi o confronto entre portugueses e jugoslavos: três vitórias para Portugal; duas para a Jugoslávia. Os jugoslavos levaram a melhor no apuramento para o Europeu de 1960 (5-1 em cada depois de perderem 2-1 fora) e verificou-se uma vitória para cada lado em particulares, a portuguesa em 1932, a jugoslava em 1984. O desempate fez-se a favor de Portugal nos Jogos Olímpicos de 1928.   - Adem Ljajic marcou nas três vitórias da Sérvia em 2015, fazendo sempre o segundo golo da sua equipa nos 4-1 ao Azerbaijão, nos 2-0 à Arménia e nos 2-0 à Albânia.   - Fejsa, Eliseu e Nelson Semedo jogam todos no Benfica, mas não são casos únicos de colegas de clube que poderão estar em lados opostos da barricada neste jogo. Tosic e Quaresma são colegas no Besiktas; Cédric, José Fonte e Tadic alinham no Southampton. E se olharmos para o passado haveria ainda mais casos.
2015-10-10
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Portugal ganhou os últimos cinco jogos de competição, desde a derrota em Aveiro com a Albânia, na despedida de Paulo Bento. A equipa de Fernando Santos igualou assim a série de cinco vitórias consecutivas em competição obtidas pelo ex-selecionador quando este chegou para substituir Carlos Queiroz ou até pelo próprio Queiroz, quando arrancou para garantir a presença na fase final do Mundial de 2010. Resta-lhe manter a velocidade para uma sexta partida, de forma a pelo menos igualar a melhor série em competição da equipa nacional, fixada por uma equipa de Luiz Felipe Scolari em 2005 e 2006. Depois de perder com a Albânia em Aveiro, Portugal voltou a ser derrotado três vezes, mas todas em jogos particulares. Dois deles tiveram como denominador comum a França, besta negra da equipa nacional: 1-2 em Paris, em Outubro do ano passado, na estreia de Fernando Santos, e 0-1 em Alvalade, no mês passado. O outro foi um particular com Cabo Verde, em Março, onde o 0-2 final castigou uma equipa cheia de segundas escolhas, pois os titulares tinham batido a Sérvia 48 horas antes e estavam regulamentarmente proibidos de dar o seu contributo. Em competição, porém, a derrota com a Albânia foi o último jogo que Portugal não ganhou. Desde então, a equipa nacional soma cinco vitórias consecutivas. Todas pela margem mínima, algumas nos descontos, mas são sempre cinco vitórias: 1-0 fora à Dinamarca (golo de Ronaldo aos 90+5’); 1-0 no Algarve à Arménia; 2-1 à Sérvia na Luz; 3-2 na Arménia e 1-0 na Albânia (golo de Veloso aos 90+2’). A equipa atual igualou assim duas das melhores séries da sua história, estabelecidas em 2010 e 2011 pela comandada por Paulo Bento e em 2009 pela dirigida por Carlos Queiroz. Quando Paulo Bento chegou à seleção, no rescaldo da derrota com a Noruega em Oslo, esta também alinhou cinco vitórias competitivas seguidas: 3-1 à Dinamarca, 3-1 na Islândia, 1-0 à Noruega, 4-0 em Chipre e 5-3 à Islândia, perdendo a sexta partida… com a Dinamarca (1-2 em Copenhaga). Por sua vez, em Setembro de 2009, quando a qualificação para a fase final do Mundial de 2010 estava muito comprometida, após um empate com a mesma Dinamarca em Copenhaga (1-1), a equipa de Carlos Queiroz cerrou fileiras e chegou às mesmas cinco vitórias seguidas: 1-0 na Hungria, 3-0 à mesma Hungria em casa, 4-0 a Malta e duas vezes 1-0 no play-off com a Bósnia. A série foi interrompida já na África do Sul, com o empate sem golos frente à Costa do Marfim, na abertura portuguesa do Mundial. Melhor que estas duas séries só se encontra uma na história da seleção nacional. Foi fixada em seis vitórias seguidas pela equipa que chegou ao terceiro lugar no Mundial de 2006 – e nem as de 1966, 1984 ou 2000, todas elas terceiras classificadas em grandes provas, lá chegara. A seleção dirigida por Luiz Felipe Scolari vinha de um empate com a Rússia, em Moscovo, em Setembro de 2005, e ganhou os seis jogos de competição que se seguiram: 2-1 ao Liechtenstein, 3-0 à Letónia e, já na fase final do Mundial, 1-0 a Angola, 2-0 ao Irão e 2-1 ao México. Encalhou ao sétimo jogo, o empate (0-0) com a Inglaterra que, mesmo assim, fruto do sucesso nos penaltis, até soube a vitória.   - Cristiano Ronaldo marcou golos em três dos últimos quatro jogos que Portugal fez com a Dinamarca, com a curiosidade de o ter feito sempre nos desafios realizados em Outubro: a vitória por 1-0 em Copenhaga no ano passado, a derrota fora por 2-1 em 2011 e a vitória por 3-1 no Dragão em 2010. A exceção foi a vitória portuguesa por 3-2 na fase final do Euro’2012, em que os golos portugueses pertenceram a Pepe, Postiga e Varela. Mas esse jogo foi em Junho.   - Ronaldo segue com uma média muito boa, de 10 golos em 11 jogos esta época (contando os jogos de competição do Real Madrid e as partidas oficiais de seleção). Mas em oito desses jogos ficou em branco, fazendo os dez golos nas outras três: dois ao Malmö, três ao Shakthar e cinco ao Espanyol.   - Só a derrota impedirá Portugal de se qualificar já para a fase final do Europeu. Ora Portugal só perdeu três em 15 jogos com os dinamarqueses, dois deles em Copenhaga: 4-2 num amigável em 2006; 3-2 em Alvalade na qualificação para o Mundial de 2010 e 2-1 em Copenhaga no apuramento para o Europeu de 2012.   - Portugal marcou sempre pelo menos um golo nos jogos com a Dinamarca, tendo vencido dez das quinze partidas realizadas com este adversário. O mais perto que esteve de ficar em branco foi há um ano, quando ganhou em Copenhaga por 1-0 com um golo de Ronaldo ao quinto minuto de compensação.   - Em contrapartida, a Dinamarca não sofre golos desde Novembro do ano passado, quando ganhou por 3-1 à Sérvia em Belgrado. São 356 minutos com a baliza de Kasper Schmeichel a zeros. O problema é que também não marca desde Junho, quando venceu a mesma Sérvia por 2-0 no Parken, de Copenhaga. São 183 minutos sem chegar ao golo, pois a esta vitória sucederam-se empates a zero com a Albânia e a Arménia.
2015-10-07
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Com Jorge Jesus e Sérgio Conceição, atuais treinadores de Sporting e V. Guimarães, uma coisa é quase certa: o jogo acaba com um abraço entre os dois. É que, depois de dois anos a rodar por Penafiel e Leça, Sérgio chegou à Liga a 20 de Agosto de 1995, pela mão de… Jesus, que no mesmo dia se estreava como treinador de primeira. As maneiras de ver futebol de um e do outro não são assim tão diferentes, o que pode ajudar a explicar as razões pelas quais desde que passou a ter armas próximas das do mestre o aluno lhe tenha ganho dois jogos em três. Ao todo, Jesus e Conceição defrontaram-se oito vezes, sempre com Jesus no Benfica e com Conceição no banco de Olhanense, Académica e Sp. Braga (aliás, no primeiro confronto, em Março de 2012, Sérgio nem estava no banco, fruto do feitio rebelde que o levou a uma expulsão num desafio anterior e a deixar a equipa entregue ao adjunto Jorge Rosário). O saldo é favorável a Jesus, que ganhou cinco desses oito jogos. Mas na época passada o Benfica de Jesus sentiu sempre dificuldades com o Sp. Braga de Sérgio Conceição, que lhe ganhou na Pedreira (2-1) e na Luz para a Taça de Portugal (2-1), sendo a única vitória lisboeta na partida caseira para a Liga (2-0). Sempre que se reencontram, Jesus e Conceição podem recordar aquela tarde de estreia, em Felgueiras, contra o Chaves. O brasileiro Dino marcou pelos transmontanos, Sérgio Conceição empatou, Leal ainda colocou o Felgueiras a vencer, mas Paulo Alexandre estabeleceu o 2-2 final. Esse Felgueiras virou para a segunda volta tranquilamente a meio da tabela, mas acabou por descer de divisão. Sérgio Conceição, autor de quatro golos, fez o suficiente para o FC Porto apostar nele logo na época seguinte (dois anos depois estava na Lazio…) Já Jesus ainda teve de fazer o tirocínio por vários clubes antes de chegar a um grande.   - Sempre que pegou em equipas com a época em andamento, Sérgio Conceição, o substituto de Armando Evangelista, perdeu o primeiro jogo: com o Olhanense, em 2011/12, foi batido pelo Marítimo por 2-1; com a Académica, em 2012/13, perdeu com o Sp. Braga por 1-0, o mesmo resultado e adversário que agora registou na estreia pelo V. Guimarães. Contudo, até aqui, ganhou sempre o segundo jogo: 2-1 ao Beira Mar pelo Olhanense e 1-0 ao Moreirense pela Académica.   - Em seis jogos de equipas suas contra o Sporting, Sérgio Conceição nunca ganhou. A derrota mais estrondosa foi, até um empate: o seu Sp. Braga estava a ganhar por 2-0 e com um jogador a mais a seis minutos do término da final da Taça de Portugal da época passada, mas os golos de Slimani e Montero ainda forçaram o prolongamento, tendo depois o Sporting ganho o troféu nas grandes penalidades. Além desse jogo, Sérgio Conceição obteve mais dois empates (0-0 com o Olhanense no Algarve em Janeiro de 2012 e com a Académica, em Alvalade, em Fevereiro de 2014) e três derrotas, duas delas com “chapa 4”: 4-0 com a Académica em Coimbra, em Agosto de 013, e 4-1 com o Sp. Braga em Maio passado, em Alvalade.   - Jorge Jesus treinou o V. Guimarães em 2003/04, substituindo Augusto Inácio, que já tinha sido campeão como jogador e treinador ao serviço do Sporting. As relações entre os dois nunca mais foram boas. Jesus pegou na equipa à 13ª jornada, em 16º lugar, abaixo da linha de água, e conseguiu mantê-la na I Liga, acabando a época na 14ª posição.   - O último confronto de Jesus com o V. Guimarães foi feliz para o atual treinador leonino. Não foi além de um empate a zero na cidade berço, mas o empate do FC Porto em Lisboa, com o Belenenses, à mesma hora, valeu-lhe a celebração do bicampeonato com o Benfica, a uma jornada do final da prova. Contudo, também foi o V. Guimarães a provocar-lhe uma das maiores desilusões da carreira, quando lhe impôs a terceira derrota em outras tantas “finais” com que o seu Benfica acabou a época de 2012/13: perdeu a final da Taça de Portugal por 2-1, no Jamor.   - O Sporting não ganhou nenhum dos dois últimos jogos (0-0 com o Boavista e 1-1 com o Besiktas). Cabe-lhe evitar um terceiro confronto consecutivo sem vitória, algo que não lhe sucede desde Fevereiro/Março, quando empatou em casa com o Wolfsburg (0-0), foi batido pelo FC Porto no Dragão (0-3) e empatou na Choupana com o Nacional (2-2).   - Já o V. Guimarães ganhou apenas um dos oito jogos oficiais que fez esta época (1-0 em casa ao Tondela). Os vimaranenses não conheciam um arranque de temporada tão mau desde 2011, quando perderam os primeiros cinco jogos oficiais (Supertaça, play-off da Liga Europa e Liga), ganharam o sexto (4-1 ao Nacional, na estreia de Rui Vitória), mas depois só voltaram a vencer ao 11º, contra o Moura, na Taça de Portugal (e só após prolongamento).   - O V. Guimarães é, a seguir a Benfica e FC Porto, a equipa que mais vezes venceu o Sporting em Alvalade em jogos da Liga: sete, a última das quais a 8 de Novembro de 2010, por 3-2, depois de estar a perder por 2-0 à meia-hora de jogo. Um bis de Targino e um terceiro golo de Bruno Teles nos últimos 15 minutos valeram os três pontos.   - William Carvalho estreou-se na Liga frente ao V. Guimarães, lançado por José Couceiro a um minuto do final de um jogo no Minho, a 3 de Abril de 2011. No curto período em que esteve em campo, o Vitória marcou o golo do empate final (1-1).   - O Sporting nunca perdeu com Rui Costa a apitar, mas empatou seis dos 14 jogos que fez com este árbitro. Com exceção de Manuel Mota e Manuel Oliveira – que só apanhou duas vezes, empatando uma – Rui Costa é o juiz com o qual os leões têm maior percentagem de empates (38%). Ainda assim, os leões têm vindo a emendar as contas, pois venceram as três partidas com ele na época passada: Penafiel (4-0), Académica (1-0) e Marítimo (1-0). O V. Guimarães, por sua vez, empatou os dois últimos jogos com Rui Costa, ambos fora de casa: U. Madeira (0-0) já esta época e Nacional (2-2) na anterior.
2015-10-03
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Ricardo Sá Pinto, atual treinador do Belenenses, tem muito boas recordações do FC Porto. Começou a carreira nos iniciados do clube azul-e-branco, antes de se mudar e de se revelar no Salgueiros, e foi nas Antas que marcou o primeiro golo da sua carreira profissional, batendo Vítor Baía, já o guarda-redes da seleção. Depois disso, como jogador, esteve 12 anos sem perder nas Antas e no Dragão. Só como treinador foi infeliz na visita ao FC Porto: perdeu o único jogo que lá fez e acabou com oito jogadores. A promoção dos juniores aos seniores do Salgueiros aconteceu no final da época de 1991/92, mas a estreia na Liga Sá Pinto só a fez a 22 de Agosto de 1992, numa derrota em Faro, contra o Farense, por 2-0. Ao quinto jogo na Liga, fez o primeiro golo. Palco? O Estádio das Antas, a 20 de Setembro de 1992: Sá Pinto desfeiteou Vítor Baía, a estabelecer o momentâneo empate a um golo, mas o FC Porto acabou por vencer esse jogo por 4-1. Foi a primeira derrota naquele estádio, sendo que a segunda surgiu no e meio depois: 1-0 na última vez que lá jogou pelo Salgueiros, antes de se mudar para o Sporting. Ora no Sporting, Sá Pinto nunca perdeu nas Antas nem no Dragão. Foi batido em finais, em jogos em campo neutro, chegou a perder em Alvalade ou a ver a sua equipa perder com ele lesionado. Mas com ele em campo, o saldo é excelente: uma vitória (2-1 para a Liga, em Março de 1997) e quatro empates, todos a um golo, entre Dezembro de 1994 e a última vez que lá jogou, em Março de 2006. Este jogo, da meia-final da Taça de Portugal, foi, aliás, o mais parecido com uma derrota para Sá Pinto no Dragão, pois os portistas acabaram por se impor nas grandes penalidades. Já sem ele em campo, pois saiu no início do prolongamento, para dar lugar a Tello. Como treinador, Sá Pinto só defrontou o FC Porto uma vez. Foi a 5 de Maio de 2012, na liderança do Sporting, e perdeu por 2-0 no Dragão, com bis de Hulk nos últimos dez minutos de um jogo que os leões acabaram com oito homens, devido às expulsões de Onyewu e Polga e a uma lesão de Pereirinha quando o técnico já tinha esgotado as substituições. O segundo confronto esteve para acontecer, mas foi evitado pela demissão do treinador após a derrota na Hungria contra o Videoton, por 3-0. Três dias depois já foi Oceano Cruz quem conduziu a equipa ao Dragão. Para nova derrota por 2-0.   - O FC Porto ganhou os derradeiros 18 jogos em casa. A última equipa a não perder no Dragão foi o Benfica, que ali venceu por 2-0 a 14 de Dezembro de 2014 e desde então já por lá voltou a passar, o mesmo tendo sucedido com Bayern, Chelsea ou Sporting, só para citar os mais fortes adversários. Se ganharem ao Belenenses, os dragões elevam a série de vitórias consecutivas no seu estádio, algo que não conseguiam desde 2003/04, quando estiveram exatamente 19 jogos seguidos a ganhar em casa, entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Essa derrota com o Benfica foi também a última vez que o FC Porto sofreu golos no Dragão em partidas da Liga portuguesa – desde então, o zero nas redes azuis e brancas tem sido a regra. Já lá vão 13 jogos inteiros desde o último golo ali marcado por um adversário no campeonato: Lima. São ao todo 1205 minutos, em nome de Fabiano, Helton e Casillas, mas ainda assim aquém dos 1384 minutos consecutivos de imbatibilidade conseguidos por Zé Beto e Vítor Baía entre Outubro de 1988 e Maio de 1989.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis na Liga desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (e com elevado contributo dos 7-1 que encaixaram nas Antas, frente ao FC Porto). As coisas nessa época recompuseram-se e a equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa (38 golos em 38 jogos).   - Lopetegui não terá as melhores recordações do Belenenses, pois foi frente aos azuis, no Restelo, que perdeu as esperanças matemáticas de ser campeão nacional da época passada. O empate a uma bola ali obtido significou que o Benfica se sagrou campeão à 33ª jornada, com outro empate, em Guimarães.   - O Belenenses nunca ganhou no Dragão e a última vez que o fez nas Antas foi em Outubro de 2001, vai fazer 14 anos. Filgueira e Zé Afonso marcaram então para os do Restelo, tendo Pena reduzido para os azuis e brancos. Desde essa vitória conseguiu três empates no terreno do FC Porto. Dirigiram essas equipas João Carlos Pereira, Jorge Jesus e Marinho Peres – dois deles passaram pelo banco do Sporting, como Ricardo Sá Pinto.   - As maiores vitórias do Belenenses no terreno do FC Porto foram por quatro golos: 6-2 em 1944/45 e 4-0 em 1974/75. Nesta última vitória estiveram dois jogadores que viriam a ser bicampeões pelo FC Porto em 1978 e 1979: Freitas e González.   - Varela estreou-se na Liga portuguesa contra o Belenenses, lançado por José Peseiro para o lugar de Deivid a 11 minutos do final de uma vitória do Sporting sobre os azuis, em Alvalade, a 19 de Agosto de 2005.   - Ventura, o guarda-redes do Belenenses, foi bicampeão nacional pelo FC Porto em 2007/08 e 2008/09, jogando apenas uma partida em cada edição da Liga.   - André Sousa, médio do Belenenses que fez o primeiro golo no empate em Arouca, na semana passada, estreou-se na Liga no Dragão, lançado por Ulisses Morais numa derrota por 4-0 frente ao FC Porto., a 22 de Setembro de 2012.   - O jogo marca o regresso ao Dragão do árbitro Jorge Ferreira, que ali expulsou Maicon no empate (0-0) do FC Porto com o Boavista, em Setembro de 2014. O FC Porto ganhou os outros dois jogos que fez com este árbitro na Liga (5-2 ao Rio Ave e 3-0 ao Marítimo), ao passo que o Belenenses ainda está para conseguir vencer com ele: soma um empate e uma derrota, esta em casa com o Benfica.    
2015-10-03
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - O Benfica tem o melhor marcador da Liga (Jonas, com sete golos), mas também o melhor assistente, que é Gaitán, com cinco passes decisivos (mais um na Liga dos Campeões). A equipa de Rui Vitória é ainda a que mais remata na prova: soma 114 remates, a uma média de 19 por jogo.   - Em contrapartida, o U. Madeira tem uma das melhores defesas do campeonato (só quatro golos sofridos, a par de Benfica, FC Porto, Sp. Braga e Sporting), sendo ainda aquela que aguenta mais remates sem sofrer um golo. Os quatro golos sofridos pela equipa de Luís Norton de Matos nasceram de 83 remates, a uma média de um golo a cada 20,8 tentativas. A segunda melhor média da Liga é a do Arouca (um golo por cada 16,3 remates).   - Gaitán fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica na carreira de treinador. O mais perto que esteve de o fazer foi em 2005, época que iniciou com o V. Setúbal. Conduziu os sadinos até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Se jogar, como tudo indica que pode acontecer, Luisão ultrapassa o malogrado guarda-redes Bento como sexto jogador com mais jogos na história do Benfica. Luisão e Bento têm ambos 465 jogos de águia ao peito, sendo que à frente de ambos só se encontram Sheu (487), Humberto Coelho (498), Coluna (525), Veloso (538) e Nené (575).   - Jonas e Lisandro López completam na segunda-feira, um dia depois do jogo, um ano sobre a estreia pelo Benfica na Liga. Ambos abriram a conta a 5 de Outubro de 2014 nos 4-0 com que o Benfica ganhou ao Arouca.   - André Moreira, jovem guarda-redes do U. Madeira, é dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos na atual Liga. Foram 361 minutos entre o golo de Soares (Nacional), na segunda jornada, e o marcado por Leo Bonatini (Estoril) no último domingo.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - O Benfica continua sem marcar um golo em provas nacionais fora do Estádio da Luz desde 29 de Maio de 2015, quando ganhou por 2-1 na final da Taça da Liga, em Coimbra, a uma equipa madeirense: o Marítimo. Para o campeonato, o último golo fora aconteceu a 2 de Maio, em Barcelos, nos 5-0 ao Gil Vicente. Depois disso, o Benfica já empatou (0-0) com o V. Guimarães e perdeu (sempre 1-0) com Arouca e FC Porto   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, expulsou um jogador nos últimos três jogos que dirigiu na Liga, dois deles esta época. O setubalense Fábio Pacheco (na visita à Académica) e o estorilista Diego Carlos (em Tondela) foram tomar duche mais cedo, ambos por acumulação de cartões amarelos.
2015-10-02
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A deslocação a Istambul, para defrontar o Besiktas, é mais uma oportunidade para o Sporting ultrapassar a corrente série de maus resultados fora de casa nas competições europeias. Há 15 jogos consecutivos que os leões não vencem um jogo europeu fora de Alvalade – a última vitória ocorreu há mais de quatro anos, a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund de Zurique, frente ao FC Zurich, por 2-0 (golos de Insua e van Wolfswinkel). Desde esse dia, a equipa leonina conseguiu apenas quatro empates, perdendo os restantes 11 jogos. Mesmo nessa época de 2011/12, o Sporting conseguiu chegar à meia-final da Liga Europa não voltando a ganhar fora. Perdeu as outras duas deslocações na fase de grupos (0-1 com o Vaslui e 0-2 com a Lazio), somando depois um empate em Varsóvia com o Legia (2-2), uma derrota com o City em Manchester (2-3), novo empate com o Mettalist (1-1) e a derrota fatal com o Athletic Bilbau (1-3). Em 2012/13 só o play-off permitiu ao Sporting regressar a Portugal com um resultado que não a derrota: empatou a uma bola com o Horsens, na Dinamarca. Depois disso, uma fase de grupos catastrófica, com três derrotas: 0-3 com o Videoton, 1-2 com o Genk e 0-3 com o Basel. Como o desastre europeu de 2012/13 teve reflexos na campanha interna, os leões não se qualificaram para as provas internacionais de 2013/14. Regressaram em 2014/15 na Liga dos Campeões e nunca terá estado tão próximo de uma vitória como em Maribor: esteve em vantagem até ao último lance da partida, onde uma gaffe combinada de Maurício e Sarr permitiu a Luka Zahovic fixar o resultado final num empate a uma bola. Seguiram-se as derrotas com o Schalke (3-4), o Chlesea (1-3) e o Wolfsburg (0-2, esta já na Liga Europa). Esta época, por fim, o 15º jogo da série foi a derrota por 3-1 com o CSKA em Moscovo. Agora, face à derrota caseira com o Lokomotiv, que pôs termo a uma já longa série de invencibilidade caseira em jogos da Liga Europa, impõe-se uma vitória no estádio do Besiktas, terminando também a série de jogos sem ganhar fora do país. Outro resultado deixará o Sporting ante contas muito complicadas.   - Teo Gutiérrez, o colombiano que o Sporting contratou esta época ao River Plate, passou durante um ano pela Turquia, onde jogou no Trabzonspor. O último jogo que fez com a camisola do clube turco foi precisamente uma vitória por 1-0 contra o Besiktas, a 3 de Outubro de 2010 (faz no sábado cinco anos). Foi expulso com duplo cartão amarelo já perto do final e não voltou a atuar pelo Trabzonspor, onde tinha como treinador o atual técnico do Besiktas, Senol Gunes. Na única vez que defrontou o Besiktas em Istambul, perdeu por 1-0.   - Paulo Oliveira, que está lesionado e por isso não fez a vigem para Istambul, fixou-se como titular do Sporting há exatamente um ano: foi a 30 de Setembro de 2014 que, a meio da segunda parte, entrou a substituir Maurício na derrota em casa contra o Chelsea, sendo titular pela primeira vez na viagem a Penafiel (vitória por 4-0), cinco dias depois. Excetuando os jogos da Taça da Liga, em que o Sporting fez alinhar uma equipa de reservas, falhou apenas três jogos neste ano: a vitória por 5-0 frente ao Sp. Espinho, na Taça de Portugal, o empate em Paços de Ferreira (1-1)  e o sucesso (1-0) em Vila do Conde ante o Rio Ave, ambos na Liga.   - Ricardo Quaresma, uma das estrelas do Besiktas, fez a formação no Sporting, mas passou várias épocas na Liga portuguesa em representação do FC Porto. Jogou 14 vezes contra os leões, das quais ganhou apenas quatro, todas a contar para a Liga: 3-0 em casa em 2004/05, 1-0 em Alvalade em 2005/06, 1-0 no Dragão em 2007/08 e outra vez 3-0 em casa na época passada. Quaresma perdeu ainda cinco partidas com o Sporting, mas só uma foi a jogar em casa. Foi o 0-1 de 2006/07, com golo de livre de outro homem que jogou no Sporting e no Besiktas: o chileno Rodrigo Tello.   - O Besiktas nunca ganhou a um clube português no seu estádio, o reconhecidamente infernal Inonu. Aliás, perdeu todos os jogos que ali fez com oposição lusa: 0-1 com o FC Porto em 2007/08, 1-3 com o FC Porto em 2010/11 e 0-1 com o Sp. Braga em 2011/12. As duas vitórias que tem contra portugueses foram ambas no Minho: 3-1 ao V. Guimarães em 2005/06 e 2-0 ao Sp. Braga em 2011/12. Além disso, empatou (1-1 em 2010/11) e perdeu (2-0 em 2007/08) com o FC Porto no Dragão.   - O Sporting também nunca perdeu na Turquia. Aliás, empatou os dois jogos que ali fez: 0-0 com o Kocaelispor em 1993/94 e 1-1 com o Gençlerbirligi em 2003/04. Na primeira vez os leões passaram a eliminatória graças a uma vitória por 2-0 em Alvalade, mas na segunda sucumbiram a um inesperado 0-3 no jogo da segunda mão.   - Mário Gomez, avançado alemão que fez dois golos na vitória do Besiktas frente ao Fenerbahçe (3-2), no último fim-de-semana, já marcou a Rui Patrício no jogo de abertura da sua seleção no Europeu de 2012: 1-0 da Alemanha a Portugal.   - O Besiktas perdeu o último jogo internacional que fez em casa: 1-3 com os belgas do Brugges nos oitavos de final da Liga Europa, em Março. Mas antes disso vinha com sete jogos consecutivos sem perder, desde um 0-3 com o Atlético de Madrid, a 15 de Março de 2012. Nesse período, passaram por Istambul sem ganhar o Arsenal (0-0), o Tottenham e o Liverpool (ambos batidos por 1-0).
2015-09-30
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Apesar de viverem momentos de forma radicalmente opostos, Jackson Martínez e Jonas, na teoria os goleadores mais temíveis de Atlético Madrid e Benfica, sabem bem o que é defrontar o adversário que terão pela frente na segunda jornada da Liga dos Campeões, pois ambos têm experiência na Liga da equipa que agora vão defrontar. Jonas marcou dois golos em oito jogos pelo Valência contra o Atlético de Madrid, enquanto Jackson fez três em nove partidas pelo FC Porto contra o Benfica. Jackson enfrenta uma seca goleadora que já dura desde 30 de Agosto, quando marcou o terceiro dos três golos com que o Atlético se impôs fora ao Sevilha (3-0). Desde então foram 216 minutos de jogo sem qualquer golo, repartidos por seis jogos: os 5’ finais desse em Sevilha, mais partidas com o Barcelona, o Galatasaray, o Eibar, o Getafe e o Villarreal. A partida no El Madrigal, aliás, é simbólica do que tem sido este arranque de época de Jackson em Madrid: saiu ao intervalo, para dar lugar a Fernando Torres. Até aqui, Jackson, que raramente perdia um minuto no FC Porto, ainda não fez um jogo completo – em sete desafios, foi quatro vezes substituído e saltou do banco para o relvado no decurso das partidas nas outras três ocasiões. Contra o Benfica, Jackson fez nove jogos, sempre completos, marcando três golos, o último dos quais a 10 de Maio de 2014, na vitória portista por 2-1, no Dragão, com que se encerrou esse campeonato. Depois disso, ficou em branco nas partidas da Liga passada: 0-2 no Dragão e 0-0 na Luz. Antes, já tinha marcado no primeiro clássico (empate a dois golos na Luz, em 2012/13) e numa vitória por 1-0 no Dragão, a contar para uma meia-final da Taça de Portugal de 2013/14, que os encarnados depois acabaram por reverter com um 3-1 na Luz. Ao todo, três golos em nove jogos, nos quais soma três vitórias, três empates e outras tantas derrotas, com a curiosa particularidade de nunca ter repetido o mesmo desfecho em partidas consecutivas. Já Jonas enfrentou o Atlético de Madrid por oito ocasiões com a camisola do Valência, marcando dois golos, o último dos quais a valer um empate (1-1) no Vicente Calderón, na Liga, a 31 de Março de 2013. Antes já tinha marcado numa derrota no mesmo palco (4-2) a contar para a meia-final da Liga Europa de 2011/12 e depois ficou em branco nas duas partidas da última época em Espanha: duas derrotas, por 3-0 em Madrid e 1-0 em Valência. Aliás, é curioso que, tendo Jonas perdido quatro, ganho dois e empatado dois dos oito jogos com o Atlético, esses resultados tenham vindo das duas vezes numa série repetida: vitória-empate-derrota-derrota. A cumprir-se a repetição, é hora de vitória. Essa curiosidade não é tanto uma razão de esperança para os benfiquistas como o momento atual do ponta-de-lança brasileiro, que leva sete golos em oito jogos esta época. Com um senão: foram todos marcados no Estádio da Luz.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas (Barcelona, 3-2, em 1961 e Real Madrid, 5-3, em 1962), mas viu recentemente os espanhóis transformarem-se na sua besta negra. Os encarnados não ganham a uma equipa espanhola há precisamente 33 anos. A última vitória ocorreu a 29 de Setembro de 1982, quando bateram o Betis em Sevilha por 2-1, na segunda mão da primeira eliminatória da Taça UEFA. E não é que tenham deixado de defrontar espanhóis. Desde essa altura fizeram 15 jogos, com sete empates e oito derrotas: Barcelona (0-0 e 1-2 em 1991/92), Celta Vigo (0-7 e 1-1 em 1999/00), Villarreal (1-1 e 0-1 em 2005/06), outra vez Barcelona (0-0 e 0-2 em 2005/06), Espanyol (2-3 e 0-0 em 2006/07), Getafe (1-2 e 0-1 em 2007/08), ainda mais uma vez Barcelona (0-2 e 0-0 em 2012/13) e Sevilha (0-0 em 2013/14).   - Em contrapartida, o Atlético Madrid tem sido feliz no confronto com portugueses. Em 18 jogos, os colchoneros ganharam nove (cinco dos últimos seis), empataram cinco e só perderam quatro, o último dos quais em Coimbra, frente à Académica, em Novembro de 2012 (2-0, na fase de grupos da Liga Europa). Em Madrid, a última equipa portuguesa a pontuar foi o Sporting (0-0, em 2009/10) e a última a vencer foi o FC Porto (3-0, na mesma época).   - O Benfica ainda não marcou um único golo fora da Luz esta época, tendo perdido todas as deslocações pelo mesmo resultado: 1-0. Foi assim na Supertaça, com o Sporting, no Algarve, mas também nas partidas com o Arouca (em Aveiro) e o FC Porto (no Dragão). O último golo marcado pelo Benfica fora da Luz foi obtido por Ola John, a 29 de Maio, em Coimbra, na final da Taça da Liga, ganha por 2-1 ao Marítimo.   - Nas provas europeias, o Benfica não ganha fora de Portugal desde 3 de Abril de 2014, quando bateu o AZ em Alkmaar por 1-0, graças a um golo de Salvio, nos quartos-de-final da Liga Europa. Depois disso, empatou a zero com a Juventus em Turim, voltou a empatar a zero com o Sevilha (no mesmo estádio), perdeu em Leverkusen por 3-1 (outro golo de Salvio), empatou a zero no Mónaco e perdeu por 1-0 em S. Petersburgo com o Zenit.   - Já o Atlético não sofre um golo em casa nas provas europeias desde 11 de Março de 2014, quando ali ganhou ao Milan por 4-1 (marcou Kaká pelos italianos). Depois desse dia, ganhou por 1-0 ao Barcelona, empatou a zero com o Chelsea, venceu Juventus (1-0), Malmö (5-0), Olympiakos (4-0) e Leverkusen (1-0) e empatou sem golos com o Real Madrid. - Fernando Torres, avançado do Atlético, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Mas ficou em branco nos dois encontros da equipa londrina frente aos benfiquistas nos quartos-de-final da Champions de 2012.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola do Benfica.    
2015-09-29
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O FC Porto-Chelsea será um teste à forma caseira da equipa de Julen Lopetegui. Os dragões ganharam os últimos 17 jogos oficiais em casa, série iniciada a 19 de Dezembro do ano passado, com uma vitória por 4-0 frente ao V. Setúbal. A última equipa a não perder no Dragão foi o Benfica, que ali ganhou por 2-0, para a Liga portuguesa, a 14 de Dezembro de 2014. E para se encontrar uma série mais longa de vitórias portistas em casa é preciso recuar até 2004, quando a equipa azul e branca era liderada por um certo José Mourinho. Depois dessa derrota com o Benfica, os dragões ganharam sucessivamente no Dragão a V. Setúbal (4-0, Liga), Belenenses (3-0, Liga), U. Madeira (3-1, para a Taça da Liga), Académica (4-1, Taça da Liga), Paços de Ferreira (5-0, Liga), V. Guimarães (1-0, Liga), Sporting (3-0, Liga), Basel (4-0, Champions), Arouca (1-0, Liga), Estoril (5-0, Liga), Bayern Munique (3-1, Champions), Académica (1-0, Liga), Gil Vicente (2-0, Liga), Penafiel (2-0, Liga), V. Guimarães (3-0, Liga), Estoril (2-0, Liga) e Benfica (1-0, Liga). São, ao todo, 17 vitórias consecutivas, algo que o FC Porto não conseguia desde 2003/04. Nessa altura, a equipa comandada por José Mourinho conseguiu estender a série de vitórias caseiras a 19 jogos, entre a derrota com o Real Madrid (1-3 para a Liga dos Campeões, a 1 de Outubro de 2003) e o empate com o Deportivo da Corunha (0-0 nas meias-finais da mesma prova, a 21 de Abril de 2004. Pelo caminho ficaram os seguintes adversários: Académica (4-1, Liga), Nacional (1-0, Liga), Ol. Marseille (1-0, Champions), Boavista (1-0, Taça de Portugal), Partizan (2-1, Champions), Gil Vicente (4-1, Liga), Beira Mar (3-0, Liga), Maia (3-0, Taça), Rio Ave (1-0, Liga), Vilafranquense (4-0, Taça), E. Amadora (2-0, Liga), U. Leiria (2-1, Liga), V. Guimarães (3-0, Liga), Manchester United (2-1, Champions), Belenenses (4-1, Liga), Boavista (1-0, Liga), Lyon (2-0, Champions), Moreirense (1-0, Liga) e Marítimo (1-0, Liga).   - A questão é que José Mourinho também raramente perdeu jogos no estádio do FC Porto. Soma ali, ao todo, apenas seis derrotas em 65 jogos, 63 dos quais foram ao serviço dos dragões. Mas já lá não ganha um jogo desde 9 de Maio de 2004, quando celebrou a conquista do título nacional com um 3-1 ao Paços de Ferreira (hat-trick de Benny McCarthy). Três das derrotas de Mourinho no terreno portista aconteceram em 2001/02: foi batido por 2-1 pelo FC Porto na primeira vez que lá foi, ainda aos comandos da U. Leiria, e perdeu depois com o Beira Mar (2-3) e com o Real Madrid (1-2), já à frente dos azuis e brancos. Depois disso, foi derrotado pelo Panathinaikos (0-1) a caminho da vitória na Taça UEFA de 2002/03, pelo Real Madrid (1-3, com Casillas na baliza) no percurso até à vitória portista na Liga dos Campeões de 2003/04 e pelo FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2004/05 (2-1), quando já estava no Chelsea.   - A história dos regressos de Mourinho a Portugal inclui apenas mais dois jogos de competição, sempre pelo Chelsea. Um empate com o FC Porto no Dragão nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões de 2006/07 (1-1) e uma vitória em Alvalade, frente ao Sporting, na fase de grupos da da época passada (1-0).   - De resto, todos os regressos de equipas de Mourinho a Portugal foram para jogar particulares de pré-época com o Benfica na Luz: ganhou por 1-0 com o Chelsea em 2005/06, empatou a zero com o Inter (vencendo no desempate por penaltis) em 2008/09 e perdeu por 5-2 com o Real Madrid em 2012/13.   - O Chelsea tem um registo muito favorável no confronto com equipas portuguesas, tendo ganho nove, empatado um e perdido apenas um dos onze jogos que fez e somando neste momento oito vitórias consecutivas. Os londrinos ganharam na época passada os dois jogos ao Sporting (1-0 em Alvalade e 3-1 em Stamford Bridge). Antes disso, tinham vencido o Benfica na final da Liga Europa de 2012/13 (2-1, em Amesterdão) e tinham-se imposto por duas vezes ao mesmo Benfica nos quartos-de-final da Champions de 2011/12 (1-0 na Luz e 2-1 em Londres). Em 2009/10 ganharam também os dois jogos contra o FC Porto (ambos por 1-0) e, em 2006/07, iniciaram a atual série de oito vitórias seguidas com um 2-1 frente aos dragões em Londres. O último jogo não ganho pelo Chelsea foi o empate no Dragão a 21 de Fevereiro de 2007 (1-1, com golos de Raul Meireles e Shevchenko) e dele resistem nas duas equipas Helton, Obi Mikel e John Terry.   - O Chelsea segue ainda com uma série de nove jogos europeus seguidos sem perder. Além dos 4-0 com que despachou o Maccabi Tel-Aviv na primeira ronda da Liga dos Campeões atual, passou sem derrotas pela prova do ano passado (quatro vitórias e quatro empates), da qual foi eliminada pelo Paris St. Germain pela regra dos golos fora. A última derrota europeia do Chelsea aconteceu em Madrid, a 30 de Abril de 2014: 3-1 contra o Atlético, a significarem eliminação nas meias-finais da Champions cuja final se jogou em Lisboa.   - Ao mesmo tempo, o FC Porto segue com 10 jogos europeus seguidos sem perder em casa. Na época passada, ganhou cinco e empatou apenas um (1-1 com o Shakthar Donetsk) e na temporada anterior tinha empatado com o Austria Viena e com o Eintracht Frankfurt antes de ganhar a Napoli e Sevilha. A última derrota sucedeu a 22 de Outubro de 2013, contra o Zenit (1-0, golo de Kerzhakov).   - Em contrapartida, o FC Porto não se dá historicamente bem com clubes ingleses, aos quais ganhou apenas seis de oito jogos. A última vitória portista aconteceu a 17 de Fevereiro de 2010 (2-1 ao Arsenal), mas a esse jogo seguiram-se três derrotas: 5-0 com o Arsenal em Londres; 1-2 e 0-4 com o Manchester City nos 16 avos de final da Liga Europa de 2011/12.   - Iker Casillas deve tornar-se o jogador com mais jogos efetuados na história da Liga dos Campeões. Soma neste momento 151, tantos como o ex-barcelonista Xavi, que alcançou no empate em Kiev, pelo que pode isolar-se na tabela.   - O FC Porto vai com seis jogos consecutivos sem sofrer golos no Dragão. Três já esta época (1-0 ao Benfica, 2-0 ao Estoril e 3-0 ao V. Guimarães) e outros tantos na época passada (2-0 ao Penafiel e ao Gil Vicente e 1-0 à Académica). O último jogador a marcar ali um golo ao FC Porto foi Thiago Alcântara, na derrota (3-1) do Bayern ali, a 15 de Abril. Desde então passaram-se 602 minutos de futebol sem golos na baliza portista.
2015-09-28
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A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
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Rui Vitória vai defrontar a equipa pela qual se estreou na Liga portuguesa, há cinco anos, mas na qual passou apenas uma época, saindo no início da segunda para se ocupar do V. Guimarães. Ora o histórico do treinador do Benfica nem tem sido particularmente feliz frente a ex-equipas: ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Em Guimarães a única vitória foi em Abril de 2012. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra uma ex-equipa sua, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar, que era o ponta-de-lança desse V. Guimarães. Essa primeira época – que, recorde-se, Vitória ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-e e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira.   - Na sua ainda curta carreira como treinador de top, Jorge Simão já defrontou os três grandes e só perdeu com o Benfica. Ainda dirigia o Belenenses quando foi batido em casa (0-2) pelos encarnados, na ponta final da época passada. Foi ainda no Restelo que impôs um empate (1-1) ao FC Porto, dando o bi-campeonato ao Benfica. E já esta época trouxe o Paços de Ferreira a empatar em Alvalade com o Sporting (1-1).   - Aliás, Simão tem quatro derrotas 14 jogos na Liga e só uma delas foi fora de casa, o que faz dele um especialista em viagens. Perdeu no Bessa no seu jogo de estreia (1-0 com o Boavista, a 22 de Março) ao serviço do Belenenses, e depois só voltou a perder em casa, com Benfica, Rio Ave (ambos ainda no Belenenses) e agora outra vez Rio Ave (já no Paços de Ferreira). Fora de casa, vai com uma série de seis jogos sem perder, com três vitórias e três empates.   - O Benfica ganhou os quatro jogos que fez esta época na Luz e marca sempre golos nos jogos em casa há seis jogos consecutivos, desde o empate a zero com o FC Porto, em finais de Abril. Nesses seis jogos, Jonas fez golos em todos menos no último, os 2-0 ao Astana: nos outros cinco marcou por oito vezes, com três bis.   - Luisão é o único jogador disponível para Rui Vitória que já marcou golos ao Paços de Ferreira na Luz. Todos os outros ou já saíram (Maxi, Enzo Pérez, Garay, Cardozo, Saviola, Nolito, Aimar…) ou estão lesionados (Salvio). Do outro lado, Cícero, que ainda começou a época no Paços mas entretanto saiu para o Samsunspor, da Turquia, era o único a já ter festejado um golo nas balizas da Luz com a camisola amarela dos castores.   - Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1.   - Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, contra o Rio Ave, mas estreou-se na Liga frente ao Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo resolvido. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa para Rafael Defendi, atual guarda-redes suplente dos pacenses.   - O Paços de Ferreira só ganhou uma vez na Luz, mas já foi há 14 anos e meio. Dois golos de Rafael e um de Leonardo permitiram uma vitória por 3-2 da equipa de José Mota sobre a dirigida por Toni, em Março de 2001. O Benfica venceu todos os jogos na Luz para a Liga desde o regresso do Paços à divisão mais importante, em 2005, cedendo apenas um empate de todo irrelevante na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, em Abril de 2013, depois de ter ganho a primeira partida na Mata Real.   - O Paços de Ferreira, de qualquer modo, vem com três visitas consecutivas a Lisboa sem perder. Já esta época, empatou com o Sporting em Alvalade e, na anterior, depois de perder na Luz com o Benfica por 2-0, foi empatar a Alvalade com o Sporting (1-1) e ganhou no Restelo ao Belenenses (1-0).   - O último confronto entre Paços de Ferreira e Benfica, porém, acabou com vitória dos pacenses. Foi na Mata Real, em Janeiro, e um penalti cometido por Eliseu permitiu a Sérgio Oliveira fazer, já em tempo de compensação, o golo da vitória da equipa da casa (1-0).   - O Benfica continua a ser a equipa mais rematadora da Liga, com 97 remates (19,4 por jogo), mas o Paços de Ferreira é uma das que melhor se defende e menos remates permite: 45, apenas nove por jogo, no que só é suplantado por Sp. Braga (5,6), Benfica (6,6), Sporting (7,2) e FC Porto (7,6).   - O Paços de Ferreira nunca ganhou com Rui Costa a apitar. Soma duas derrotas e três empates, ainda que um deles tenha sido feliz, pois aconteceu frente ao FC Porto no Dragão. Quanto ao Benfica, ganhou 14 dos 17 jogos com este árbitro, sendo mesmo a equipa da Liga com maior percentagem de vitórias com ele a dirigir jogos: 82 por cento, contra 80% do FC Porto. A última vitória dos encarnados com Rui Costa foi no Restelo, na época passada, contra o Belenenses de… Jorge Simão.
2015-09-25
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O FC Porto leva neste momento onze jogos seguidos sem derrota, desde que caiu em Munique aos pés do Bayern, por 6-1. Julen Lopetegui igualou assim frente ao Benfica o seu melhor registo da época passada. Se passar em Moreira de Cónegos, estabelece portanto um novo recorde pessoal. Um recorde que já esbarrou por duas vezes no que mais parece ser uma maldição. A maldição do 12º jogo. Desde que perdeu com estrondo em Munique, a 21 de Abril, vendo-se afastado da Liga dos Campeões, a equipa portista empatou fora com Benfica (0-0), Belenenses (1-1), Marítimo (1-1) e Dynamo Kiev (2-2), tendo ganho as restantes sete partidas: V. Setúbal (2-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0), V. Guimarães (3-0), Estoril (2-0), Arouca (3-1) e Benfica (1-0). Curioso que, com exceção da recente deslocação a Arouca, tenha perdido pontos em todos os jogos nos quais sofreu pelo menos um golo. A vitória contra o Benfica significou que Lopetegui igualou o seu máximo pessoal de jogos seguidos sem perder, estabelecido em várias ocasiões da época passada. Depois de ganhar sete e empatar quatro dos onze primeiros jogos da época passada, perdeu a 12ª partida, a receção ao Sporting para a Taça de Portugal (3-1), a 10 de Outubro. Encarreirou de seguida dez jogos sem perder e voltou a ser batido no Dragão, dessa vez pelo Benfica, para a Liga (0-2, a 14 de Dezembro). Após mais sete jogos, perdeu na Madeira com o Marítimo, para a Liga (1-0, a 25 de Janeiro), aí encetando nova série de onze desafios sem conhecer a derrota: ganhou nove e empatou dois, até perder mais uma vez ao 12º jogo, outra vez com o Marítimo, mas agora para a Taça da Liga (2-1, a 2 de Abril). Até final da época, o FC Porto só perdeu mais uma vez, em Munique, na partida que iniciou a terceira série de onze jogos sem derrota de Lopetegui. A ver se desta vez chega aos 12.   - MIguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu os três jogos que fez contra o FC Porto. O primeiro foi ao serviço do Penafiel, na Taça da Liga de 2013/14 (0-4 no Dragão contra Paulo Fonseca). E os dois restantes sucederam na época passada, já ele estava em Moreira de Cónegos. Perdeu por 3-0 no Dragão e por 2-0 em casa. Esses foram os dois únicos jogos de Julen Lopetegui contra o Moreirense, pelo que o espanhol tem um registo 100% vitorioso.   - O Moreirense é a equipa menos rematadora da Liga. Apenas 42 remates em cinco jogos, a uma média de 8,4 por jogo. Tendo em conta que o FC Porto só sofre um golo a cada 19 remates do adversário (dois golos sofridos para 38 remates permitidos) não se afigura fácil a tarefa dos cónegos.   - Há dez anos que o Moreirense não marca um golo ao FC Porto. O último foi da autoria de Nei, em Maio de 2005, valeu um empate (1-1) em Moreira de Cónegos mas já não foi suficiente para impedir a despromoção da equipa verde e branca. De então para cá, o FC Porto ganhou os cinco jogos entre os dois clubes e fê-lo sem sofrer golos.   - Nenhum dos jogadores do atual plantel portista marcou golos ao Moreirense pelo FC Porto. Este era um jogo para Jackson Martínez, que fez seis dos nove golos deste confronto desde que o Moreirense regressou à I Liga. Os outros três pertenceram a Fernando, Oliver e Casemiro.   - O Moreirense nunca ganhou ao FC Porto. O melhor que conseguiu foram dois empates, ambos em casa, na anterior passagem pela I Liga. Além disso, não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Evaldo, do Moreirense, foi campeão nacional ao serviço do FC Porto, alinhando na penúltima jornada da Liga de 200/04, quando José Mourinho poupava os titulares para a final da Liga dos Campeões.   - Além disso, o Moreirense também nunca ganhou um jogo da Liga com Vasco Santos a apitar. Empatou duas vezes e perdeu três, a última das quais na receção ao Sporting, na época passada (1-4). O FC Porto também tem uma derrota com este árbitro: em casa com o Estoril, com o golo decisivo a ser marcado de grande penalidade. Mas ganhou os restantes sete jogos com ele a apitar.
2015-09-24
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O Sporting marcou golos em todos os oito jogos desta época e não fica em branco numa partida oficial desde 1 de Março, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 3-0, a contar para a Liga. São, ao todo, 22 jogos seguidos sempre a marcar. Está igualada a melhor série da época passada, que consistiu exatamente em 22 jogos, entre o 0-3 em Guimarães, a 1 de Novembro, e o 0-2 em Wolfsburgo, a 19 de Fevereiro. Se marcar ao Nacional, equipa que esteve no início da corrente série, com um empate a dois golos na Choupana, para a Taça de Portugal, a 5 de Março, aumenta a caminhada para 23 jogos a marcar, algo que já não consegue há 45 anos. Ainda Jorge Jesus jogava nas camadas jovens. A última vez que o Sporting esteve tantos jogos seguidos a fazer golos foi entre Dezembro de 1969 e Novembro de 1970. Pelo meio, a equipa então comandada por Fernando Vaz ganhou o título nacional de 1969/70, mas perdeu a final da Taça de Portugal, com o Benfica, por 3-1. Esse Sporting ficou em branco na deslocação ao Bessa, onde empatou a zero com o Boavista, a 21 de Dezembro de 1969. E só voltou a acabar um jogo sem golos a 22 de Novembro de 1970, quando empatou sem golos em Guimarães com o Vitória. Entre o zero imposto pelo guardião boavisteiro Luz e aquele que soube segurar o guarda-redes vimaranense Rodrigues mediaram 36 jogos sempre com golos. Desses, o Sporting empatou quatro (1-1 com o Varzim, duas vezes 1-1 com o Benfica e 2-2 com o Belenenses), perdeu três (1-3 com o Benfica na final da Taça de Portugal de 1970 e duas vezes por 2-1 com o Carl Zeis Jena na segunda ronda da Taça dos Campeões Europeus), ganhando os restantes 29. Nesses 36 jogos, o Sporting marcou um total de 90 golos, com duas particularidades. Houve apenas onze marcadores e nenhum deles se destacou dos restantes: Nelson celebrou 20, Marinho assinou 17, Peres 15 e Lourenço 14. Na atual série de 22 jogos, os leões empataram cinco (2-2 com o Nacional, duas vezes 1-1 com o P. Ferreira, 1-1 com o Estoril e 2-2 com o Sp. Braga) e perderam dois (1-3 com o CSKA Moscovo e com o Lokomotiv Moscovo), ganhando os restantes 15. Ao todo marcaram 43 golos, com a particularidade de eles serem divididos por mais jogadores: foram 13 marcadores, destacando-se Slimani, com nove, Arien, com sete, e Montero, com seis.   - Em contrapartida, o Sporting já vai com sete jogos seguidos sempre a sofrer golos. A última vez que Rui Patrício conseguiu uma baliza virgem foi na Supertaça, contra o Benfica, a 9 de Agosto (vitória por 1-0). Na Liga, então, já não chega ao fim de um jogo sem ir buscar pelo menos uma bola ao fundo das redes desde 2 de Maio, quando recebeu em Alvalade… o Nacional (vitória leonina por 2-0). Depois disso o Sporting ainda ganhou ao Rio Ave em Vila do Conde, no fecho do último campeonato, mas foi Boeck quem esteve na baliza.   - O Nacional só ganhou uma vez em Alvalade para a Liga, em Maio de 2005, por 4-2, ajudando a tonar essa época como de pesadelo para o Sporting, que já perdera Liga Europa e Liga portuguesa numa semana. Além disso, os alvi-negros não marcam um golo no terreno do Sporting desde finais de Abril de 2013, quando Candeias estabeleceu o momentâneo empate a um golo, antes de Rojo dar a vitória por 2-1 aos leões nos últimos minutos da partida.   - Jorge Jesus e Manual Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favorável ao atual treinador do Sportimg. Jesus ganhou os últimos seis confrontos com Machado, quatro para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana, a dois golos. Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   - Jonathan Silva celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia na Liga portuguesa, pois foi lançado como titular nos 4-0 com que o Sporting ganhou fora ao Gil Vicente a 21 de Setembro de 2015. André Martins, por outro lado, pode reencontrar o adversário que enfrentou na estreia: abriu a sua conta na Liga portuguesa lançado por Domingos Paciência com uma vitória por 1-0 frente ao Nacional, em Alvalade, em Dezembro de 2011.   - Fábio Veríssimo apita apenas o 11º jogo na Liga e o segundo de um clube grande (já esteve, esta época, na vitória por 3-0 do FC Porto sobre o V. Guimarães). Entre os árbitros com pelo menos dez jogos na competição, é o segundo que apresenta maior percentagem de vitórias da equipa da casa: 60 por cento, apenas atrás dos 64% de Tiago Martins e à frente dos 53% de Soares Dias, que é terceiro.
2015-09-19
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O FC Porto-Benfica de domingo servirá para uma de duas coisas. Ou o FC Porto confirma que montou no Dragão uma barreira inexpugnável, que ninguém é capaz de ultrapassar para marcar golos, ou o Benfica espanta de vez os fantasmas que o têm impedido de fazer golos longe do Estádio da Luz. A apimentar a história, o facto de terem sido os encarnados, por Lima, os últimos a marcar golos no Dragão em jogos da Liga. A 14 de Dezembro do ano passado. Desde o bis de Lima que valeu ao Benfica a vitória por 2-0 no Dragão frente ao FC Porto e um avanço mental na luta pelo título que mais ninguém foi capaz de ali marcar em jogos de campeonato. E entretanto por lá passaram V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), P. Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0) e, já esta época, V. Guimarães (3-0) e Estoril (2-0). Ao todo, são já doze balizas virgens seguidas nos jogos da Liga, em casa. 1115 minutos (pouco mais de 18 horas e meia) sem sofrer golos, o que deixa a equipa atual à beira de poder igualar o registo de 1995/96, quando Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) esteve 1127 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga, entre um 2-1 ao Sporting (golo de Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e um 6-2 ao Felgueiras (marcou Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Se mantiver o zero frente ao Benfica, no domingo, até aos 12’ de jogo, o FC Porto atual iguala esse registo. Mas um zero no final do encontro com os encarnados faria com que a série de Fabiano, Helton e Casillas passasse para os 1205 minutos. E para encontrar uma série tão longa é preciso recuar até 1988 e 1989, quando Zé Beto e o ainda adolescente Vítor Baía (que o substituiu no final da época) mantiveram a baliza das Antas inviolada durante 1384 minutos em jogos da Liga, entre um golo do maritimista Jorge Silva, em Outubro de 1988 e outro do setubalense Aparício, em Maio de 1989. O facto de ter sido o Benfica o último a marcar no Dragão para a Liga vem, por um lado, apimentar a história, até porque os encarnados têm sentido esta época dificuldades para fazer golos fora de casa: os 15 que somam foram todos obtidos na Luz. É verdade que, fruto de só ter jogado uma vez fora esta época (e mesmo essa no campo neutro de Aveiro, contra o Arouca), a série do Benfica não é assim tão impressionante em termos de Liga. Só ficou a zero com o Arouca (0-1) e na última deslocação da época passada, a Guimarães (0-0), na tarde em que assegurou a conquista do título. Antes disso tinha ganho por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos. Mas que o teste do Dragão será exigente em termos de se avaliar a capacidade deste Benfica viajar, lá isso será.   - É o primeiro clássico português para Casillas, que em Espanha estava bem habituado a eles. Só na época passada, ao serviço do Real Madrid, disputou oito, seis deles com o Atlético Madrid, ganhando apenas dois: 1-1 e 0-1 na Supertaça; 0-0 e 1-0 na Liga dos Campeões; 1-2 e 0-4 na Liga. Os outros dois foram para a Liga com o Barcelona: ganhou por 3-1 em casa, perdeu por 1-2 no Camp Nou.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto. Ainda assim, foi à conta de uma proeza contra o FC Porto que se tornou conhecido: a 26 de Setembro de 2007 o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em doze jogos contra os dragões, perdeu oito e empatou quatro. Com destaque para um 3-3 no Dragão, em Maio de 2011, aos comandos do Paços de Ferreira, com hat-trick de… Pizzi.   - Em contrapartida, o atual treinador do Benfica foi o primeiro a causar dissabores a Lopetegui na sua carreira portuguesa. O espanhol tinha ganho os primeiros cinco jogos no FC Porto (2-0 ao Marítimo, 1-0 e 2-0 ao Lille, 1-0 ao Paços de Ferreira e 3-0 ao Moreirense) quando foi empatar a uma bola a Guimarães, a 14 de Setembro do ano passado.   - O Benfica ganhou por três vezes no Estádio do Dragão, inaugurado em Novembro de 2003, e todas pelo mesmo resultado: 2-0. Em Outubro de 2005 valeu-lhe um bis de Nuno Gomes; em Fevereiro de 2011, para a Taça de Portugal, marcaram Coentrão e Javi Garcia, e em Dezembro passado bisou Lima. No mesmo período o FC Porto soma sete vitórias e registaram-se ainda quatro empates – um único sem golos.   - Dos jogadores do atual plantel do FC Porto, só três marcaram pelos azuis e brancos ao Benfica. Foram eles Varela (duas vezes), Maicon (no golo do título, a fazer um 3-2 na Luz, em Março de 2012) e… Maxi Pereira. Apesar de ser a primeira vez que defronta o Benfica, fez um autogolo na baliza de Artur, em Maio de 2013, estabelecendo o momentâneo empate naquele que ficou conhecido como o jogo de Kelvin.   - Do atual plantel do Benfica, já sabem o que é marcar aos dragões de águia ao peito Gaitán (dois golos, ambos em jogos que acabaram empatados a duas bolas), Salvio (que está lesionado e não pode ser opção para Rui Vitória) e Luisão (numa derrota por 3-1 no Dragão antes do título de 2010).   - O médio André André, ultimamente em foco por ter ganho a titularidade no meio-campo do FC Porto, foi lançado na I Liga por Rui Vitória, treinador dos encarnados. Depois de ter sido junior do FC Porto e de ter passado sem sucesso pela equipa B do Deportivo da Corunha, chegou em 2012 do Varzim (II Divisão B) ao V. Guimarães e Vitória não hesitou em dar-lhe 90 minutos logo na primeira jornada da Liga, um empate a zero em casa com o Sporting.   - Defrontam-se a equipa mais faltosa da Liga, que é o FC Porto (a par do Marítimo), com 78 faltas cometidas, e a que menos infrações comete, que é o Benfica, que fez apenas 50 faltas. A diferença disciplinar tem também a ver com isso: o Benfica viu apenas cinco cartões amarelos nas primeiras quatro jornadas (10 faltas por cartão), enquanto que o FC Porto já viu 13 (seis faltas por cartão).   - Defrontam-se ainda o ataque mais realizador da Liga, que é o do Benfica, com 13 golos, e uma das defesas menos batidas, a do FC Porto, que encaixou apenas dois e lidera esta tabela a par do Paços de Ferreira e do U. Madeira. Os portistas apresentam, no entanto, melhores índices de aproveitamento tanto defensivo como ofensivo. Marcaram nove golos em 51 remates (um golo a cada 5,7 remates), enquanto o Benfica precisou de 91 tentativas para fazer 13 golos (entra uma a cada sete). Aliás, o Benfica também sofre um golo a cada sete remates que os adversários lhe fazem (três golos encaixados em 21 remates permitidos), ao passo que o FC Porto já permitiu 32 remates e sofreu apenas dois golos (um a cada 16 tiros).   - Tanto Benfica como FC Porto perderam apenas uma vez com Soares Dias a apitar. Aos dragões aconteceu apenas em Janeiro de 2014, na deslocação à Luz, onde perderam por 2-0 com o Benfica e viram Danilo expulso. De resto, são onze vitórias e um empate, no Estoril, na época passada, a duas bolas (com um penalti contra). As águias, por seu turno, ganharam doze, empataram quatro e só perderam com Soares Dias em Abril de 2012, num 0-1 com o Sporting em Alvalade (um penalti contra e Luisão expulso). Além disso, não sofrem golos em jogos dirigidos por este árbitro desde Agosto de 2012, quando empataram em casa com o Sp. Braga, na abertura da época (2-2). Depois disso defrontaram FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. 
2015-09-18
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Depois da desilusão que foi a eliminação no Play-Off da Champions, o Sporting arranca para a Liga Europa a jogar com outra equipa de Moscovo, o Lokomotiv, em Alvalade, onde, a este nível, tem sido insuperável em termos internacionais. Desde que há Liga Europa, os leões fizeram 20 jogos para esta competição no seu estádio (desde a fase de grupos à meia final), não tendo perdido um único. A série de imbatibilidade caseira da equipa leonina é mesmo, neste momento, um recorde da prova. A última derrota dos leões em Alvalade para a segunda competição da UEFA – que na altura ainda se chamava Taça UEFA – aconteceu a 10 de Abril de 2008, por 2-0, frente aos escoceses do Glasgow Rangers e custou o afastamento da equipa então comandada por Paulo Bento nos quartos-de-final (a primeira mão, em Glasgow, tinha acabado empatada sem golos). Desde então, passaram por Alvalade na Liga Europa equipas como o Manchester City, o Atlético de Madrid, o Everton, a Lazio ou o Athletic Bilbau, mas mais nenhuma ali ganhou. Na série de 20 jogos sem perder, o Sporting cedeu, ainda assim, sete empates: Ventspils (1-1, 2009/10), Heerenveen (1-1, 2009/10), Atletico Madrid (2-2, 2009/10), Glasgow Rangers (2-2, 2010/11), Basileia (0-0, 201/13), Genk (1-1, 2012/13) e Wolfsburg (0-0, 2014/15). Neste período de sete anos e meio, os leões voltaram a perder jogos internacionais em casa, mas sempre noutras competições. Ali ganharam entretanto o Barcelona (5-2, em 2008/09), o Bayern (5-0, também em 2008/09) e o Chelsea (1-0, em 2014/15), todos para a Liga dos Campeões, bem como o Brondby (2-0, no Play-Off que acabou por dar acesso à Liga Europa de 2010/11, porque a equipa portuguesa depois se impôs depois por 3-0 na Dinamarca). Na verdade, a derrota com o Chelsea foi a única que o Sporting concedeu em Alvalade nos seus últimos 21 encontros ali disputados para provas internacionais (soma ainda 16 vitórias e quatro empates).   - Jorge Jesus, treinador do Sporting, já chegou a duas finais da Liga Europa, ambas aos comandos do Benfica. Perdeu as duas: com o Chelsea em 2013 e com o Sevilha em 2014. O Sporting também já esteve numa final da competição, quando ainda se chamava Taça UEFA, tendo saído igualmente derrotado, pelo CSKA Moscovo, em 2005.   - O Sporting nunca foi feliz contra equipas russas, tendo ganho apenas um os sete jogos disputados (ao CSKA, em casa, por 2-1, no mês passado). Em contrapartida, o Lokomotiv também só ganhou um de quatro jogos disputados contra equipas portuguesas (3-1 ao Sp. Braga, em 1998/99).   - Ewerton não vai estar disponível para jogar pelo Sporting, mas tem um histórico imaculado contra o Lokomotiv, enquanto jogou pelo Anzhi. Empatou sem golos fora, em Abril de 2014, e ganhou por 2-1 em casa, em Maio de 2013.   - Manuel Fernandes, o português que tem estado fora das escolhas de Igor Cherevchenko, perdeu sempre em Alvalade enquanto jogador do Benfica. E pelo mesmo resultado (2-1), tanto em Janeiro como em Setembro de 2005. Tem, ainda assim, boas memórias de jogos com o Sporting. Na Luz, em três jogos, soma uma derrota (1-3, em Janeiro de 2006), um empate (3-3, em Janeiro de 2005) e uma vitória (1-0, em Maio de 2005). Mas o empate foi para a Taça de Portugal e redundou num apuramento nas grandes penalidades e a vitória deu o título de campeão nacional aos encarnados.   - O Sporting vai com 21 jogos consecutivos sempre a marcar golos. A última vez que ficou em branco foi a 1 de Março, na deslocação ao Dragão, onde perdeu com o FC Porto por 3-0. Na época passada, só conseguiu encarrilar 22 desafios sempre a fazer golos, entre os 0-3 em Guimarães (1 de Novembro de 2014) e os 0-2 de Wolfsburg (19 de Fevereiro de 2015).   - Em contrapartida, apesar de terem marcado sempre primeiro, os leões sofreram golos nos derradeiros seis jogos. A última baliza virgem de Rui Patrício pelo clube aconteceu na Supertaça, frente ao Benfica, a 9 de Agosto (vitória por 1-0).
2015-09-16
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Numa competição de curta duração, como a Liga dos Campeões, entrar a ganhar é meio caminho andado para o sucesso. Jogadores e técnicos do FC Porto podem encarar a partida de hoje, com o Dynamo, em Kiev, sabendo disso, pois esse tem sido, ultimamente, o método dos dragões: vão com quatro vitórias consecutivas na primeira jornada, as três últimas sem sofrer qualquer golo. Séries mais longas do que esta na Liga dos Campeões só as apresentam o Bayern de Munique (que ganha sempre o primeiro jogo desde que falhou a presença na competição, em 2007/08) e o Real Madrid (cuja última partida de abertura sem vitória remonta a 2006/07, quando foi batido em Lyon por 2-0). A última vez que o FC Porto não venceu o jogo de abertura na Liga dos Campeões foi em 2009/10, quando foi batido pelo Chelsea em Stanford Bridge, por 1-0 (golo de Anelka). Na época que se seguiu a equipa azul e branca andou apenas pela Liga Europa (que venceu, de resto) e, desde que regressou à Champions, são só vitórias a abrir. Em 2011 ganhou em casa ao Shakthar Donetsk por 2-1 (golos de Hulk e Kléber, a virar o jogo, depois de Luiz Adriano ter aberto o placar para os ucranianos). Em 2012 foi ganhar o Dynamo a Zagreb por 2-0 (marcaram Lucho González e Defour); em 2013 impôs-se em Viena ao Austria por 1-0 (marcou outra vez Lucho); e no ano passado goleou o Bate Borisov no Dragão, por 6-0 (hat-trick de Brahimi, a somar a golos de Jackson Martínez, Adriàn López e Aboubakar). Resta uma questão. É que, sendo meio caminho andado, a vitória a abrir não garante o sucesso. É preciso fazer a outra metade do caminho. E em duas destas quatro épocas, os portistas acabaram por se ficar pela fase de grupos. Em 2011/12, fecharam o grupo em terceiro lugar, muito devido ao facto de terem feito apenas um ponto no duplo confronto com o Apoel e de não terem sido capazes de ganhar em casa ao Zenit, na última jornada (acabou 0-0). E em 2013/14 fizeram apenas cinco pontos, não voltando sequer a ganhar na competição – e bastaria ter repetido a vitória sobre o Austria Viena no Dragão para almejar a mais do que a continuação pela porta da Liga Europa.   - O Dynamo Kiev está na história do FC Porto, pois foi a equipa que os dragões venceram nas meias finais da Taça dos Campeões Europeus de 1987, antes de baterem o Bayern na final. Na altura, o FC Porto ganhou ambos os jogos por 2-1. Nas Antas marcaram Futre e André (o pai de André André) para o FC Porto, reduzindo Yakovenko para os soviéticos. Em Kiev, Celso e Gomes deram vantagem à equipa portuguesa nos primeiros 10’ de jogo, de nada servindo um golo de Mikailichenko.   - Depois dessa meia-final, FC Porto e Dynamo Kiev voltaram a encontrar-se por duas vezes na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em 2008, cada um ganhou o jogo no terreno do adversário: 1-0 para o Dynamo no Dragão (marcou Aliyev); 2-1 para o FC Porto em Kiev (virada de Rolando e Lucho, depois de um primeiro golo de Milevskiy). Em 2012, os portugueses ganharam por 3-2 em casa (dois golos de Jackson e um de Varela, contra um de Gusev e outro de Ideye) e empataram a zero na Ucrânia.   - O FC Porto, aliás, nunca perdeu na Ucrânia. Além das três visitas a Kiev, foi ainda duas vezes jogar no terreno do Shakthar Donetsk, ganhando por 2-0 em 2011 e empatando a dois golos na época passada (este jogo foi em Lviv, devido à guerra civil na Ucrânia). Antes do desmembramento da URSS, o primeiro jogo do FC Porto na Ucrânia também tinha acabado empatado: 1-1 com o Shakthar em Donetsk, em 1984, a caminho da final da Taça das Taças que os portistas perderam com a Juventus.   - A última vez que o Dynamo Kiev ganhou a uma equipa portuguesa foi precisamente o 1-0 frente ao FC Porto no Dragão, em Outubro de 2008. Desde então, perdeu com o FC Porto na retribuição, em Kiev, empatou duas vezes com o Sp. Braga, nos quartos-de-final da Liga Europa de 2010/11, e empatou e perdeu com o FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2012/13. A última vitória do Dynamo sobre portugueses em Kiev foi sobre o Boavista: 1-0, em Outubro de 2001.   - Antunes e Miguel Veloso, jogadores portugueses do Dynamo Kiev, já marcaram golos ao FC Porto. O lateral fê-lo a 13 de Maio de 2007, de livre direto, num empate a uma bola, ao serviço do Paços de Ferreira. O centrocampista conseguiu-o a 28 de Fevereiro de 2010, em recarga a um primeiro remate de Liedson, num sucesso do Sporting por 3-0, em Alvalade.   - Varela foi o único jogador do atual plantel do FC Porto que já marcou ao Dynamo Kiev. A 24 de Outubro de 2012, abriu o ativo na vitória por 3-2 dos portistas, a passe de Lucho González.   - O FC Porto não perde há nove jogos oficiais, precisamente desde que foi eliminado da Liga dos Campeões, com o pesado 6-1 às mãos do Bayern, em Munique. Foi a 21 de Abril. Desde então, no entanto, só ganhou duas vezes fora (no sábado, ao Arouca, e ainda na época passada, em Setúbal), tendo empatado com Benfica, Belenenses e Marítimo.   - O Dynamo Kiev ganhou sete dos nove jogos que já fez esta época, perdendo apenas a Supertaça (0-2 com o Shakthar, a 14 de Julho) e empatando a zero com o Zorya para a Liga, a 30 de Agosto. Não sofre golos há 400 minutos, desde que Fedorchuk reduziu para 1-2, na vitória sobre o Dnipro em Dnipropetrovsk.
2015-09-15
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Muitos benfiquistas ligam o desastre que foi a presença encarnada na Liga dos Campeões da época passada à impossibilidade de utilizar Jonas, que chegou depois de fecharem as inscrições para a fase de grupos. E, além de se ter dado bem na Liga dos Campeões quando representava o Valencia, Jonas vai com cinco jogos seguidos na Luz sempre a marcar golos. É nele que se se centram as esperanças encarnadas quando a equipa receber o Astana para a abertura da temporada europeia. A forma caseira de Jonas tem sido determinante para um Benfica implacável nos jogos na Luz. Desde o empate com o FC Porto (0-0) a 26 de Abril, os encarnados marcaram sempre pelo menos três golos como visitados: 4-0 ao Penafiel, 4-1 ao Marítimo, 4-0 ao Estoril, 3-2 ao Moreirense e agora 6-0 ao Belenenses. Jonas marcou em todos esses jogos: um ao Penafiel, dois ao Marítimo, outros dois ao Estoril, um ao Moreirense e mais dois ao Belenenses. Ficam os benfiquistas à espera que ele meta a sexta no desafio com o Astana. Até porque este conta para uma competição onde o brasileiro tem sido feliz. Ao todo, Jonas tem oito golos em 14 jogos para a Liga dos Campeões, tendo mesmo marcado na despedida, a 6 de Março de 2013, no empate (1-1) frente ao Paris St. Germain, que deixou os espanhóis fora de competição, nos oitavos-de-final. Além desse golo, Jonas fez ainda três ao Lille, um ao Bate Borisov (sempre em 12/13), dois ao Leverkusen e um ao Genk (estes em 11/12). Em 2014/15 não jogou competições europeias, fruto do quarto lugar do Benfica na fase de grupos da Liga dos Campeões, e em 2013/14 andou pela Liga Europa com o Valência, mas sem o mesmo rendimento: ao todo, em duas épocas a jogar a segunda competição da UEFA, marcou apenas duas vezes em 16 jogos.   - Jonas não é, ainda assim, o jogador do Benfica com mais golos na Liga dos Campeões. Aos oito do brasileiro responde o grego Kostas Mitroglou com 13, todos ao serviço do Olympiakos. Aliás, também Mitroglou marcou no último jogo que fez para esta competição: a vitória por 4-2 sobre o Malmö, em Dezembro do ano passado, que permitiu à equipa grega seguir para a Liga Europa. E se Jonas não fez mais do que bisar, numa circunstância, Mitroglou pode gabar-se de ter feito um hat-trick na Champions: foi a 2 de Outubro de 2013 que obteve todos os golos na vitória do Olympiakos por 3-0 frente ao Anderlecht em Bruxelas, desde logo deixando o Benfica (que fazia parte desse grupo) em maus lençóis.   - O Astana é a primeira equipa do Cazaquistão a jogar a Liga dos Campeões. Chegou aqui depois de eliminar os campeões da Eslovénia (Maribor), da Finlândia (HJK Helsínquia) e de Chipre (Apoel Nicosia). A equipa cazaque nunca ganhou fora, mas empatou dois dos três jogos que fez como visitante: 0-0 em Helsínquia e 1-1 em Nicosia.   - Stanimir Stoilov, treinador do Astana, jogou durante duas épocas no Campomaiorense, defrontando por duas vezes o Benfica. A 9 de Dezembro de 1995 perdeu por 2-0 na Luz (golos de Edgar e Marcelo, já na segunda parte) e a 14 de Abril de 1996 empatou a zero em Campo Maior. O Campomaiorense desceu de divisão, mas Stoilov ainda ficou por mais um ano.   - Twumasi (que está suspenso), Cañas e Dzholchiyev, com dois golos cada, são os melhores marcadores do Astana nos seis jogos que a equipa fez até chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões.   - O Astana não perde desde 14 de Julho, quando foi batido pelo Maribor, por 1-0. No último quarto-de-hora desse jogo atuou Luka Zahovic, que passou pelas camadas jovens do Benfica. Desde aí, os cazaques somam sete vitórias e dois empates, nas duas deslocações europeias que entretanto fizeram.
2015-09-14
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Jorge Jesus ganhou dez dos 14 confrontos com Pedro Martins, o atual treinador do Rio Ave. O histórico faz-se com Jesus sempre no Benfica e com Martins quatro épocas no Marítimo e uma já em Vila do Conde. No entanto, Pedro Martins impôs-se nas duas últimas receções ao atual técnico leonino: 2-1 pelo Marítimo na abertura da Liga de 2013/14 e 2-1 pelo Rio Ave em Março último. Não deixa de ser curioso que sempre que perdeu na Liga com Pedro Martins, Jorge Jesus tenha acabado por ser campeão. É caso para dizer que Jesus nem se importa de perder com ele, porque a recompensa acaba por chegar. Mais grave foi, do ponto de vista de Jorge Jesus, a outra derrota que tem com este colega de profissão. Aconteceu em Dezembro de 2011, quando o Marítimo de Pedro Martins afastou o Benfica de Jorge Jesus da Taça de Portugal: 2-1 nos Barreiros, com golos de Roberto Souza e Sami a responder a um tento de Saviola, ainda na primeira parte. Um resultado feito de virada, como foram, aliás, duas das três vitórias de Pedro Martins sobre Jorge Jesus. Essa vitória, no entanto, acabou por não valer de muito ao Marítimo de Martins, que caiu na eliminatória seguinte, batido por 3-0 pelo… Sporting, em Alvalade. Azar tem tido Pedro Martins nos últimos jogos com o Sporting: vai em cinco derrotas consecutivas: 2-4 em Alvalade e 0-1 em Vila do Conde, com o Rio Ave, na época passada; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, temporada na qual também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Foram dois anos em contraciclo para um treinador que, antes disso, até tinha saldo positivo com os leões de Lisboa: duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013, por 1-0, graças a um golo do agora setubalense Suk.   - O Sporting ganhou os últimos dois jogos em Vila do Conde. Por 1-0 na época passada, com golo de Nani, e 2-1 há dois anos, com Carlos Mané e Slimani a virarem o resultado, depois de um autogolo de Maurício. A última derrota leonina no estádio do Rio Ave foi a 2 de Fevereiro de 2013, e também de virada: Jeffrén marcou primeiro para os leões, mas um autogolo de Joãozinho e um segundo de Ukra valeram o 2-1 final aos vila-condenses.   - Em contrapartida, Jorge Jesus perdeu (e também de virada) na última vez que foi a Vila do Conde. Foi a 21 de Março, o Benfica de Jesus adiantou-se por Salvio, os vila-condenses empataram por Ukra e marcaram o golo da vitória já nos descontos por Del Valle. Antes, tinha lá ganho (3-1) a 1 de Dezembro de 2013.   - O Sporting ganhou as três últimas deslocações que fez para a Liga: 1-0 em Vila do Conde ao Rio Ave na época passada, a somar aos 2-1 ao Tondela e aos 3-1 à Académica, já esta época. Se voltar a vencer no domingo, iguala a melhor série de Marco Silva, que foi de quatro vitórias fora consecutivas (3-1 ao Boavista, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao Sp. Braga e 3-1 ao Arouca). Para se encontrar melhor do que isso é preciso recuar a 2010/11, quando os leões venceram consecutivamente a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0).   - Mais recente é a memória de um Sporting a ganhar as primeiras três saídas da temporada. Aconteceu em 2013: 4-0 à Académica, 2-0 ao Olhanense e 2-1 em Braga. À quarta perderam, por 3-1, com o FC Porto, no Dragão.   - O Sporting marcou golos nos últimos 14 jogos que fez na Liga, não ficando em branco desde 1 de Março, quando perdeu por 3-0 com o FC Porto, no Dragão. Para encontrar uma série maior é preciso recuar ao período entre a derrota (1-0) em Paços de Ferreira, a 5 de Maio de 2013, e o empate em casa (0-0) com o Nacional, a 21 de Dezembro de 2013. Foram, nessa sequência, 15 os jogos sempre com golos leoninos. - Todos os golos sofridos pelo Rio Ave esta época nasceram de bolas paradas: um livre indireto (Gonçalo Brandão, do Belenenses), dois cantos (Ruben Pinto, do Belenenses, e Suk, do V. Setúbal) e dois penaltis (Carlos Martins, do Belenenses, e André Claro, do V. Setúbal). O Sporting (que também já sofreu dois golos de penalti) só marcou duas vezes de bola parada (os penaltis de Adrien ao Tondela e de Aquilani à Académica).   - Tobias Figueiredo, defesa central do Sporting, estreou-se na Liga contra o Rio Ave, a 18 de Janeiro, lançado por Marco Silva numa vitória leonina por 4-2, em Alvalade. O mesmo sucedeu com Ewerton, que ainda não está em condições de ser utilizado por Jorge Jesus: entrou na Liga portuguesa lançado por Leonardo Jardim, a 13 de Agosto de 2011, num empate sem golos entre Rio Ave e Sp. Braga. E ainda com Carrillo, cujo primeiro jogo pelo Sporting na Liga foi em Vila do Conde, a 19 de Setembro de 2011: Domingos Paciência deu-lhe os primeiros 54 minutos de um sucesso leonino por 3-2.   - O árbitro desse jogo de estreia de Carrillo era o mesmo do jogo deste domingo: Hugo Miguel, que nessa noite estabeleceu o seu recorde pessoal de cartões num desafio da I Liga. Foram onze amarelos e uma expulsão por acumulação para o haitiano Sony, pouco depois de o Sporting ter feito o 3-2 final.
2015-09-12
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A deslocação a Arouca pode ser encarada como especial por Vincent Aboubakar, que marcou sempre que defrontou o adversário de sábado. Mesmo que tenha servido apenas para fixar o resultado nos 5-0 finais e por isso tenha sido pouco mais que irrelevante, foi em Arouca que o camaronês fez o seu primeiro golo no campeonato. Depois, no jogo da segunda volta, foi ele que garantiu os três pontos aos azuis e brancos, marcando o único tento da curta vitória por 1-0 no Dragão. Aboubakar estreou-se com a camisola do FC Porto a 14 de Setembro do ano passado, jogando o último minuto de um empate a uma bola, contra o Vitória, em Guimarães. Três dias depois, na goleada europeia ao Bate Borisov, estreou-se a marcar ao segundo jogo, que foi também o que lhe aconteceu na Liga. À segunda partida, em Arouca, a 25 de Outubro, entrou a 15 minutos do final para o lugar de Jackson Martínez, com o resultado já em 4-0, mas ainda teve tempo para, de pé esquerdo, corresponder a um passe de Quaresma e, fazendo passar a bola por entre as pernas de Goicoechea, fixar o 5-0 final. O registo 100 por cento goleador contra o Arouca manteve-o com mais um golo na segunda volta. Titular no centro do ataque, por lesão de Jackson, já fizera um golo ao Basel, a meio da semana, para a Liga dos Campeões, e voltou a marcar no jogo de campeonato. Foi aos 32’, de cabeça, após cruzamento de (mais uma vez) Quaresma, e valeu uma vitória muito difícil, pois o FC Porto jogava com dez homens desde o minuto 12, por expulsão do guarda-redes Fabiano Freitas. O Arouca foi o único clube a quem Aboubakar fez mais de um golo na primeira época em Portugal, só sendo igualado nesse aspeto agora pelo V. Guimarães, em função do bis que o avançado camaronês assinou na primeira jornada. É, ainda assim, a única equipa à qual, tendo-a defrontado mais de uma vez, Aboubakar marcou sempre.   - O FC Porto ganhou todos os jogos oficiais que fez com o Arouca em toda a sua história. Também foram apenas quatro, sendo que neles o Arouca só fez dois golos (Rui Sampaio e Pintassilgo) e os dragões somam 13. Destes, o único jogador ainda presente no plantel portista é mesmo Aboubakar, que marcou dois. Jackson fez cinco, Quintero e Carlos Eduardo dois cada, Quaresma e Casemiro completam o lote de goleadores.   - Por arrastamento, Julen Lopetegui ganhou sempre que defrontou o Arouca: 5-0 fora e 1-0 em casa, na época passada. Além disso, ganhou no único confronto com Lito Vidigal (3-0, no FC Porto-Belenenses da época passada). Lito, por sua vez, perdeu sempre que defrontou o FC Porto: além desses 3-0, perdeu também por 1-0 no Dragão na sua estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014. Em 2009/10, aos comandos da U. Leiria, já tinha perdido por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010).   - Este Arouca-FC Porto apresenta um atrativo extra: é o primeiro confronto de irmãos na família Roque. Maicon, defesa central do FC Porto, pode apanhar pela frente com o “mano caçula” Maurides, avançado do Arouca que tem sempre entrado no decorrer dos jogos da Liga. O outro irmão, Muller, representa o Gondomar, mas quando Muller e Maurides chegaram a seniores no Brasil já Maicon estava em Portugal.   - O FC Porto empatou os últimos dois jogos que fez fora de casa na Liga. Ao 1-1 verificado já esta época nos Barreiros, com o Marítimo, há a somar o mesmo resultado no Restelo, com o Belenenses, na 33ª jornada da época passada. A última vitória portista como visitante, foi a 3 de Maio, em Setúbal, contra o Vitória, com golos de Brahimi e Jackson. O Arouca, em contrapartida, perdeu o último jogo que fez no seu estádio (1-2 com o Moreirense, a 23 de Maio). Desde então, ganhou o jogo em casa ao Benfica mas disputou-o em Aveiro.   - Jailson, defesa-direito do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a defrontar o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto a 9 de Fevereiro de 2014, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão.   - O FC Porto perdeu os três últimos jogos que fez na Liga com João Capela a apitar. Sempre fora de casa: 1-0 com a Académica, 2-1 com o Nacional (ambos em 2013/14) e 1-0 com o Marítimo (em 2014/15). A última vitória portista com este árbitro aconteceu em Setúbal, frente ao Vitória local, por 3-1, em 2013/14.
2015-09-11
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A deslocação à Luz será um enorme teste ao arranque invicto do Belenenses nesta época. Os azuis do Restelo já jogaram sete vezes e não perderam nenhuma, embora em boa verdade também só tenham ganho duas, ao IFK Goteborg (2-1) e ao Altach (1-0), nas eliminatórias da Liga Europa. Os outros cinco jogos redundaram em empates. Para encontrar um registo tão positivo – com o Belenenses na I Divisão – é preciso ir até 1979, quando a equipa então liderada por Juca baqueou à oitava jornada, contra… o Benfica. Esta época, os azuis começaram por vencer em casa o IFK Goteborg por 2-1, para depois irem empatar à Suécia, sem golos. Seguiram-se o empate em casa com o Rio Ave (3-3), para a Liga, e a vitória na Áustria frente ao Altach (1-0). Para completar o lote de sete jogos sem derrota devem juntar-se mais três empates: o primeiro em Guimarães (1-1), os dois seguintes no Restelo, com o Altach (0-0) e o Marítimo (1-1). Ora a última vez que o Belenenses esteve mais de sete jogos sem perder no início da época foi em 2011/12. Primeiro, foram três jogos para a Taça da Liga: 0-0 em Penafiel, 5-3 em casa ao Leixões e 3-1 ao Trofense. Depois, três empates para a II Liga: 0-0 em casa com o Atlético, 2-2 em Penafiel e 0-0 em casa com o Desp. Aves. Vieram de seguida a goleada (5-1) contra o Esposende, para a Taça de Portugal, e mais duas vitórias na II Liga: 3-2 no terreno do Portimonense e 1-0 ao Freamunde no Restelo. A primeira derrota surgiu ao 10º jogo, a 2 de Outubro de 2011: 1-0 na Trofa, frente ao Trofense, com um golo de Aderlan Santos já ao cair do pano. Só que nesse ano o grau de exigência era menor. Para encontrarmos um arranque tão bom com o Belenenses na I Liga, só mesmo em 1979. Sempre em jogos do campeonato nacional, a equipa de Juca arrancou com um empate nos Barreiros frente ao Marítimo (0-0), para de seguida ganhar ao Sporting (2-1, com golos de González e Amaral), no Restelo. Seguiram-se um empate (1-1, com Cepeda a fazer o golo belenense) no terreno do Varzim e uma vitória no Restelo (1-0, golo de Baltasar) frente ao Boavista. Esse Belenenses foi ainda empatar (1-1) a Espinho, com golo de Nogueira; venceu o Sp. Braga em casa por 2-0 (golos de Esmoriz e Lincoln) e, com uma vitória por 2-1 em Portimão (golos de Esmoriz e Luís Horta), chegou à sétima jornada invicto e em terceiro lugar, a dois pontos do líder, que era o FC Porto. A primeira derrota surgiu então à oitava jornada, a 21 de Outubro, me casa, com o Benfica. E logo por 3-0 (bis de Jorge Gomes na primeira parte e um terceiro golo de Reinaldo). Nessa equipa do Benfica jogavam Shéu (hoje secretário técnico do clube da Luz) e Pietra (membro da equipa técnica de Rui Vitória). Outro registo interessante do Belenenses atual é o facto de levar dez jogos oficiais seguidos sem perder, pois aos sete desta época podem juntar-se os três últimos da temporada passada, que acabou com dois empates (Académica em Coimbra e FC Porto no Restelo) e uma vitória (2-0 em Barcelos, frente ao Gil Vicente, a garantir a presença nas pré-eliminatórias da Liga Europa). A última série de dez jogos sem derrota do Belenenses também foi na II Liga e decorreu entre os 2-1 nas Aves, a 6 de Outubro de 2012, e os 0-2 em casa com o V. Guimarães, para a Taça de Portugal, a 27 de Março de 2013. Pelo meio passaram 28 jogos e da série resta a curiosidade de ter sido uma equipa de Rui Vitória a colocar-lhe um ponto final.   - O último golo que o Belenenses fez ao Benfica tem quase dois anos. Foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 329 minutos sem marcar no dérbi.   - A vitória mais ampla da carreira de treinador de Ricardo Sá Pinto foi obtida contra Rui Vitória: aconteceu num Sporting-V. Guimarães, que os leões ganharam por 5-0 (bis de Jeffren, com golos de Van Wolfswinkel, Matías e Izmailov), a 11 de Março de 2012. Comparável a esta goleada, só uma outra, pelo mesmo resultado, frente aos dinamarqueses do Horsens, a 30 de Agosto de 2012.   - Sá Pinto, aliás, nunca perdeu com Rui Vitória nem sofreu golos contra equipas deste treinador. Além daqueles 5-0, só se encontraram mais uma vez, a abrir a Liga de 2012/13, em Guimarães, com um empate a zero a ficar no marcador final.   - Há dez jogos que o Belenenses não ganha ao Benfica. A última vitória azul neste dérbi sucedeu a 15 de Dezembro de 2007, no Restelo, por 1-0, com golo de Weldon, que depois viria a representar os encarnados. O treinador do Belenenses era… Jorge Jesus. Não resta no Restelo nenhum jogador da equipa que jogou nessa noite. Na do Benfica já só lá está Luisão.   - Para se encontrar uma vitória do Belenenses na Luz já é preciso recuar até 16 de Abril de 2000. Liderados por Vítor Oliveira, os azuis ganharam esse jogo por 3-2, com golos de Fernando Mendes, Filgueira e Rui Gregório. Pelo Benfica marcaram João Tomás e Maniche.   - Luisão tem o Belenenses na sua história em Portugal, pois foi contra os azuis do Restelo que fez o primeiro dos 461 jogos oficiais que já leva de águia ao peito. Foi há quase 12 anos, a 14 de Setembro de 2003, no Jamor (porque a nova Luz estava a ser construída e a antiga já não estava praticável), o jogo acabou empatado a três golos e Luisão marcou um dos golos encarnados.   - O lateral belenense João Amorim deve a Rui Vitória os primeiros passos na Liga. Estreou-se a 28 de Abril de 2012, jogando a tempo inteiro numa derrota do V. Guimarães em Barcelos, com o Gil Vicente, por 3-1.   - Os benfiquistas têm várias razões para gostar de Tiago Caeiro. Primeiro – e acima de tudo – o ponta-de-lança cujo golo colocou o Belenenses na fase de grupos da Liga Europa fez na época passada o golo do empate com o FC Porto, que garantiu ao Benfica o bicampeonato a uma jornada do final. Além disso, nunca fez um golo ao Benfica.   - O Belenenses é a equipa da Liga com menor percentagem de vitórias em jogos apitados por Bruno Paixão: apenas 14%, correspondendo a três vitórias em 21 jogos. O último sucesso azul com este árbitro foi em 2004/05, frente ao V. Guimarães, no Restelo, por 1-0.
2015-09-10
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Este tem sido um início de época atípico para Cristiano Ronaldo, que ainda não fez um único golo nos três jogos oficiais em que já participou. Habituado a números acima dos 50 golos por ano, o CR7 ficou em branco nas duas partidas feitas pelo Real Madrid na Liga e no Portugal-França de Alvalade. Se continuar de costas para o golo, iguala os arranques de 2010/11, 2004/05 e 2002/03, nos quais só marcou ao quinto desafio. Pior só em 2003/04, o ano de estreia em Inglaterra: a adaptação ao Manchester United manteve-o a zeros até à 12a partida.Esta é a 14a época de Cristiano Ronaldo como profissional. Delas, em sete, o CR7 marcou logo no primeiro jogo. A primeira vez que tal lhe aconteceu foi em 2005/06: fez um dos golos da vitória (3-0) do Man. United sobre o Debrecen. Um ano depois, marcou nos 5-1 ao Fulham, completando o bis de arranques goleadores no United. Em Madrid, a proeza tornou-se bem mais frequente. Marcou na estreia em 2009/10 (um golo nos 3-2 ao Deportivo) e, antes da época atual, já tinha quatro seguidas a fazê-lo, três delas na seleção: um golo ao Luxemburgo (5-0) em 2011, outro frente ao Panamá (2-0) em 2012, mais um com a Holanda (1-1) em 2013 e um bis contra o Sevilha (2-0) em 2014.Na última vez que Ronaldo deixou passar a estreia sem golear, a baliza demorou a abrir-se para ele. Foi em 2010, quando a discordância com Carlos Queiroz que se seguiu ao Mundial se transfigurou numa lesão que o afastou dos desafios contra Chipre e a Noruega e o início em Madrid se revelou difícil: só fez um golo ao quinto jogo, um 3-0 em casa ao Espanyol, a 21 de Setembro. Antes tinha ficado a zeros em Maiorca (0-0) e nas vitórias sobre Osasuna (1-0), Ajax (2-0) e Real Sociedad (2-1).Para se encontrar um arranque assim tão tímido é preciso recuar até ao tempo em que Ronaldo ainda não era o fenómeno em que entretanto se transformou. Tanto em 2008 como em 2007, quando ainda estava em Manchester, abriu o frasco do ketchup ao terceiro jogo: em 2008 num 3-1 ao Middlesborough, após jogos com o Villarreal (0-0) e Chelsea (1-1); em 2007 num empate da seleção na Arménia (1-1) após mais dois empates com o Chelsea (1-1) e o Reading (0-0). Piores, só mesmo os três primeiros anos da carreira. Em 2004, no rescaldo de um Europeu que fez dele figura internacional, passou quatro jogos sem marcar golos pelo United, mas festejou ao quinto, um Letónia-Portugal que a seleção ganhou por 2-0. Antes, na estreia com a camisola do Sporting, em 2002, também marcara ao quinto jogo: fez um bis ao Moreirense (3-0), a 7 de Outubro, depois de ficar em branco contra o Inter (0-0), o Partizan (1-3 e 3-3) e o Sp. Braga (2-4). Nada como o ano de 2003. Na chegada a Inglaterra, o CR7 levou 12 jogos até fazer um golo, ao Portsmouth. Dez pelo United e dois pela seleção: as suas duas primeiras internacionalizações, contra o Cazaquistão (1-0) e... a Albânia (5-3). - Portugal venceu as duas deslocações à Albânia. Ganhou por 3-0 em Outubro de 1996, na qualificação para o Mundial de 1998 (em França, onde agora se disputará o Europeu), graças a golos de Figo, Hélder e Rui Costa. E impôs-se por 2-1 em Junho de 2009, graças a um golo de Bruno Alves no último minuto, depois de Bogdani ter anulado um primeiro tento de Hugo Almeida. - A única vitória da Albânia sobre Portugal aconteceu há um ano, a 7 de Setembro, em Aveiro, por 1-0 (golo de Balaj). Dos 14 que Paulo Bento colocou em campo nessa noite, só seis repetem agora a viagem a Elbasan: Rui Patrício, Pepe, Vieirinha, Nani, Éder e Miguel Veloso. - Portugal marcou sempre que se deslocou à Albânia, mas ficou em branco nas duas últimas receções à seleção albanesa: 0-0 na qualificação para o Mundial de 2010 em Braga e 0-1 há um ano. - Portugal perdeu o jogo em casa com a França, por 1-0, e vai agora à Albânia. A última vez que a equipa das quinas perdeu dois jogos consecutivos foi há um ano, quando foi batida em casa pela Albânia (por 1-0) e foi de seguida batida pela… França (2-1 em Paris). - A Albânia só perdeu uma vez nos oito jogos que disputou no último ano: 0-1 em Génova com a Itália, em Novembro de 2014. Em casa não perde desde Maio de 2014, quando ali foi batida pela Roménia (0-1, golo de Rat) em Maio de 2014, num jogo particular. Desde então, empatou (1-1) com a Dinamarca e ganhou à Arménia (2-1) e à França (1-0). A última derrota em jogos de qualificação já data de Outubro de 2013 e foi frente à Suíça (1-2). - Em contrapartida, Portugal ganhou as últimas cinco saídas que contavam para qualificações: 3-2 na Arménia, 1-0 na Dinamarca, 3-2 na Suécia, 4-2 na Irlanda do Norte e 2-0 no Azerbaijão. O último empate data de Março de 2013 (3-3 em Israel) e a última derrota de Outubro de 2012 (0-1 na Rússia).
2015-09-05
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Fernando Santos tem a sua ainda curta passagem pela seleção nacional marcada pelo ponto final que colocou numa série de tradições negativas. Foi com ele aos comandos que Portugal venceu a Argentina pela primeira vez em quatro décadas (1-0 em Manchester, em Novembro). Foi ainda com ele que Portugal bateu pela primeira vez a Itália em 39 anos (também 1-0 em Genebra, em Junho). Resta uma “besta negra”: a França, a quem Portugal não ganha desde 1975. A última vitória de Portugal sobre a França data de 26 de Abril de 1975 e foi obtida em Paris, a 26 de Abril de 1975, no estádio de Colombes. Nené e Marinho marcaram, em dois ataques rápidos (youtube.com/watch?v=FzujnaI9j1U) os golos de um 2-0 que deixava boas perspetivas para a viagem a Praga, onde, contudo, a seleção encaixou um robusto 5-0 da Checoslováquia e começou a ver como impossível a qualificação para o Europeu de 1976. Desde essa tarde – um dia depois das primeiras eleições livres em Portugal –, a seleção nacional defrontou a França por mais nove vezes, perdendo sete e empatando as outras duas (que no entanto veio a perder no prolongamento, nas meias-finais dos Europeus de 1984 e 2000). Duas das derrotas foram mesmo pesadas e de alguma forma premonitórias. Em 1983, a França de Michel Hidalgo veio ganhar por 3-0 a Guimarães, mostrando que o tempo de Otto Glória à frente da equipa lusa estava a esgotar-se: depois disso, com a Comissão Técnica no lugar do treinador brasileiro, Portugal ainda se qualificou para o Europeu, para o qual, contudo, não foram convocados metade dos que jogaram nessa tarde. Em 2001, Portugal foi pesadamente batido por 4-0 no Stade de France, no que podia ter sido o primeiro sinal de alarme para o que veio a ser o fracasso da equipa de António Oliveira no Mundial de 2002. Nenhuma outra seleção no Mundo tem sido tão aziaga para a equipa portuguesa, que uma vez ultrapassado o papão francês poderá então virar-se para o segundo monstro do momento: a Grécia, a quem Portugal não ganhou nenhum dos últimos seis jogos: três vitórias e três empates desde um 1-0 no Restelo que serviu de aquecimento para o Europeu de 1996. Mas de gregos, na verdade, não há quem perceba mais em Portugal do que Fernando Santos.   - Ricardo Quaresma é o único jogador da seleção portuguesa que já marcou à França. Fez de penalti o golo que valeu aos portugueses reduzir para 2-1 na derrota em Paris, em Outubro.   - A França vem de duas derrotas consecutivas, contra a Albânia (0-1, em Elbasan) e a Bélgica (3-4 em Saint-Denis). Os franceses não perdem três vezes seguidas desde 2013, quando foram consecutivamente batidos por Espanha (0-1, na qualificação para o Mundial), Uruguai (0-1) e Brasil (0-3), estes dois em jogos amigáveis.   - Anthony Martial, uma das figuras do último mercado, ao transferir-se do Mónaco para o Manchester United por valores acima dos 50 milhões de euros, pode estrear-se na seleção francesa no jogo com Portugal. O único francês nessas condições além do jovem atacante de 19 anos é o guarda-redes Costil, do Rennes. A seleção portuguesa não tem candidatos a estreantes.   - Novidade da seleção portuguesa é o regresso de Veloso, que não joga pela equipa nacional desde 7 de Setembro do ano passado, quando entrou nos últimos 17 minutos para o lugar de Ricardo Costa, na derrota com a Albânia (0-1), em Aveiro, que levou ao afastamento de Paulo Bento.
2015-09-02
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JESUS REVIVE JOGO NO QUAL MARCOU O ÚNICO GOLO À SPORTING   Jorge Jesus não marcou muitos golos na sua carreira de futebolista e, entre os que marcou, só um aconteceu ao serviço do Sporting. Foi numa visita à Académica, a mesma que a equipa leonina vai reviver nesta terceira jornada. Nesse jogo, a 2 de Novembro de 1975, Jesus saiu do banco com Vitor Gomes, quando Juca quis render os dois extremos, Marinho e Chico Faria, a seis minutos do final. O resultado estava em 3-1 favorável aos leões e o jovem médio fez ele próprio o 4-1 final, marcando na baliza de Hélder. Aquele era apenas o quarto jogo que Jesus fazia pelos leões depois de chegar do empréstimo ao Olhanense. Até final da época entrou em apenas mais oito, nenhum deles como titular. O seu caminho como futebolista estava traçado e seria longe de Alvalade: antes de começar a treinar o Amora, em 1989/90, seguiram-se, na sua carreira, Belenenses, Riopele, Juventude de Évora, U. Leiria, V. Setúbal, Farense, E. Amadora, Atlético, Benfica de Castelo Branco e Almancilense. A Académica, porém, voltou a cruzar-se no seu caminho, pois também lhe fez golos com as camisolas do Riopele e do V. Setúbal. Para tornar este jogo ainda mais especial para o atual treinador leonino, resta dizer que Coimbra foi também o palco da despedida do seu pai, Virgolino de Jesus, que se lesionou no último jogo do campeonato, a 8 de Abril de 1945. No Campo de Santa Cruz, o Sporting ganhou o jogo por 2-1, graças a um bis de Jesus Correia, mas o interior direito magoou-se numa perna e não voltou a vestir a camisola verde e branca. Jorge Jesus só nasceria nove anos depois.   - Além disso, as equipas de Jorge Jesus nunca perderam em Coimbra em jogos a contar para a Liga. Em toda a sua carreira de treinador, o amadorense visitou 13 vezes a Académica, ganhando seis e empatando sete. Empatou ali (2-2) com o E. Amadora em 1998/99 e com o V. Guimarães (1-1) em 2003/04. Depois disso, conseguiu lá uma vitória por 4-0, que não chegou para manter o Moreirense na I Liga, em 2004/05, e outra por 3-1, já na U. Leiria, em 2005/06. Pelo Belenenses empatou ali nas duas temporadas (1-1 em 2006/07 e 0-0 em 2007/08), repetindo o empate a uma bola ao serviço do Sp. Braga (1-1 em 2008/09). Por fim, nas seis épocas de Benfica, ganhou quatro jogos (3-2 em 2009/10, 1-0 em 2010/11, 3-0 em 2013/14 e 2-0 em 2014/15) e empatou os outros dois (0-0 em 2011/12 e 2-2 em 2012/13).   - O Sporting sofreu golos nos seus últimos quatro jogos oficiais (Tondela, CSKA, Paços de Ferreira e de novo Tondela), algo que já não lhe sucedia desde Fevereiro. Nessa altura a série foi mesmo de cinco: 1-1 em casa com o V. Setúbal, 3-1 em Arouca, 1-1 em casa com o Benfica, 1-1 com o Belenenses no Restelo e 0-2 em Wolfsburg. E foi interrompida a 22 de Fevereiro na vitória caseira sobre o Gil Vicente (2-0).   - A Académica perdeu os últimos quatro jogos, dois deles ainda referentes à época passada (0-4 em casa com o V. Setúbal, 0-1 em Paços de Ferreira, 2-4 em casa com o V. Guimarães e 2-3 em Paços de Ferreira), e não ganhou nenhum dos derradeiros onze. A última vitória da formação orientada por José Viterbo foi a 15 de Março, um 2-1 caseiro contra o Nacional, graças a golos de Lucas Mineiro e Marcos Paulo, contra os quais de nada serviu um penalti de Marco Matias. Na época passada, a equipa então dirigida por Paulo Sérgio esteve 13 jogos sem ganhar, entre o 1-0 em Arouca a 28 de Setembro e o 1-0 em casa ao Rio Ave (Taça da Liga) a 21 de Janeiro.   - Limitando a pesquisa a jogos a contar para a Liga (porque os onze jogos sem ganhar da corrente série são todos da Liga), a equipa de Paulo Sérgio esteve 15 partidas sem ganhar, desde o tal jogo com o Arouca até à estreia de Viterbo, com uma vitória no Estoril por 2-1, a 22 de Fevereiro.   - Carrillo marcou nas duas últimas visitas a Coimbra, os 4-0 de 2013/14 e o empate a um golo da época passada.   - Este é um jogo especial também para Adrien, que ganhou uma Taça de Portugal pela Académica (na final contra o Sporting) e se estreou na Liga pelos leões a defrontar a Académica: entrou a 1 minuto do fim de uma vitória por 4-1 em Alvalade, a 17 de Agosto de 2007, lançado por Paulo Bento.   - Quatro jogadores do atual plantel da Académica estrearam-se na Liga frente ao Sporting, no empate a uma bola, em Coimbra, na época passada. São eles o brasileiro Iago, o ganês Ofori, o nigeriano Obiora e o jovem português Pedro Nuno.   - A Académica não ganha ao Sporting em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, quando um autogolo de Da Costa permitiu à equipa então orientada por Juca levar a melhor, por 2-1, sobre os leões de Jimmy Hagan (Joaquim Rocha e Freire tinham feito os golos na primeira parte). Desde esse dia, os estudantes ganharam três vezes aos leões. Duas em Alvalade (1-0 em 2005/06, com golo de Marcel, e 2-1 em 2009/10, com os tentos de Orlando e João Ribeiro a superiorizarem-se ao marcado por João Moutinho) e uma, mais notória, na final da Taça de Portugal de 2012, por 1-0, com golo de Marinho.   - O árbitro Bruno Esteves nunca viu uma derrota do Sporting, que no entanto empatou três dos sete jogos feitos com ele a apitar. Um dos quais um Sporting-Académica que acabou sem golos, a 29 de Outubro de 2010. A última visita deste árbitro a Alvalade foi o polémico Sporting-Penafiel da época passada, que os leões venceram por 3-2 e que acabou com três expulsões: o leão Tobias aos 11’ e os penafidelenses Dani e Pedro Ribeiro, aos 83’ e 89’.
2015-08-29
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Rui Vitória tem enfrentado um início de época muito complicado, com duas derrotas nos três primeiros jogos e, mais ainda, sem ter conseguido fazer golos nesses dois desafios que perdeu (1-0 com o Sporting no Algarve e com o Arouca em Aveiro). O último treinador encarnado a quem tinha acontecido isto foi Giovanni Trapattoni, em 2004: começou por vencer o Anderlecht na Luz por 1-0, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, mas depois perdeu a Supertaça para o FC Porto (0-1) e saiu vergado de Bruxelas por um 3-0 que significou o adeus prematuro à Liga dos Campeões. No final da época, porém, foi campeão nacional. Como o foram os outros dois treinadores a quem aconteceu arranque semelhante na Luz: John Mortimore e Lipo Herzcka. Ora aí está um desafio da história ao treinador ribatejano. Para imitar os antecessores, terá de melhorar muito a equipa. A reação da equipa de Trapattoni apareceu logo à quarta partida, ganha fora de casa ao Beira Mar por 3-2, mas com algum sobressalto final, pois chegou a estar a vencer por 3-0. A verdade é que, no final da época, o Benfica acabou por ser campeão, mesmo com 12 derrotas em 51 jogos oficiais e terminando 11 desses 51 desafios sem fazer golos (Anderlecht, Stuttgart, U. Leiria, Sp. Braga, CSKA Moscovo, Rio Ave e Penafiel fora de casa; FC Porto em campo neutro e ainda Sp. Braga, FC Porto e Beira Mar na Luz). Nada mau para quem revelava tanta dificuldade para encontrar as redes adversárias. Na verdade, não é tão incomum assim o Benfica arrancar de forma lenta: na época anterior a essa (2003/04), a equipa de José António Camacho também venceu apenas um dos três primeiros jogos (V. Guimarães em casa, tendo empatado fora com o Boavista e perdido em Roma com a Lazio), mas pelo menos fez golos em dois deles. Para encontrar arranques ofensivamente tão tímidos como o deste ano e o da época de Trapattoni (dois zeros nos primeiros três jogos) é preciso recuar a 1976, ano em que os encarnados eram treinados por John Mortimore. A época oficial começou a 4 de Setembro com uma derrota por 3-0 face ao Sporting, em Alvalade, prosseguiu a 11 do mesmo mês com um empate caseiro frente ao Sp. Braga (2-2) e a 15 com uma derrota em Dresden (0-2), frente ao Dynamo local, em jogo da ronda inaugural da Liga dos Campeões. Nesse ano, o Benfica voltou a marcar ao quarto jogo (1-1 fora de casa com o Estoril, a 19/9), mas só ganhou pela primeira vez ao quinto (1-0 à Académica, que na altura estava travestida como Académico, na Luz). No final da época, porém, foi campeão nacional, com apenas quatro derrotas em 36 jogos (duas vezes com o Sporting em Alvalade, uma com o V. Setúbal no Bonfim e a tal em Dresden). Antes desse ano, o Benfica só tinha ficado em branco em dois dos primeiros três jogos da época por mais uma vez. E foi, imagine-se, em 1936/37. Nessa altura, a época começava com o campeonato de Lisboa, disputado de Outubro até ao Natal, e os encarnados começaram por empatar a zero com o Casa Pia no Restelo, e por perder nas Amoreiras com o Sporting por claros 5-0. Ao terceiro jogo marcaram os primeiros golos, ganhando ao Belenenses por 3-1. Esse Benfica, dirigido pelo húngaro Lipo Herzcka, ficou em segundo lugar no campeonato regional, mas acabou por ganhar o campeonato da Liga, goleando por 6-0 o FC Porto na última jornada.   - O Benfica é, de longe, a equipa mais rematadora da Liga, com uma média de 25 tentativas por jogo. O Moreirense, em contrapartida, é das que menos procura as redes adversárias: só o fz por 13 vezes, a uma média de 6,5 por jogo que só supera a do Tondela (que rematou em 11 ocasiões).   - O Moreirense nunca ganhou na Luz, mas já ali empatou duas vezes para a Liga, sempre a um golo. Foi em Fevereiro de 2003 (Simão “cancelou” o golo inaugural, de Agostinho) e em Fevereiro de 2004 (Demétrius empatou depois de Fernando Aguiar ter colocado os encarnados em vantagem).   - Das últimas três vezes que se defrontaram para a Liga, Benfica e Moreirense registaram sempre o mesmo resultado (3-1), com a particularidade de os nortenhos terem marcado sempre primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos).   - Todos os quatro golos marcados pelo Benfica na atual Liga surgiram nos últimos 17 minutos de jogo. Além disso, todos os quatro golos sofridos pelo Moreirense na Liga apareceram nos derradeiros 23 minutos de jogo. Condimentos para uma ponta final de jogo entusiasmante.   - Júlio César estreou-se na Liga portuguesa frente ao Moreirense, lançado por Jesus na vitória por 3-1 na Luz, a 21 de Setembro do ano passado. João Pedro, que trocou o Moreirense pelo Apollon Limassol, de Chipre, foi o primeiro a marcar-lhe um golo. O único que já o fez no atual plantel dos cónegos foi Iuri Medeiros, mas ao serviço do Arouca.   - O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa contra o Benfica. Foi lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave em casa contra os encarnados por 1-0, a 19 de Março de 2006. O mesmo sucedeu com o avançado Luís Carlos, este ano regressado da Polónia, que se estreou num Gil Vicente-Benfica (2-2), a 12 de Agosto de 2011, lançado por Paulo Alves.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Jorge Ferreira, o último dos quais em Moreira de Cónegos, na ponta final da época passada: 3-1, com cartão vermelho a André Simões a meia hora do final, numa altura em que o Benfica acabara de restabelecer a igualdade a uma bola. Em contrapartida, o Moreirense nunca ganhou na Liga com ele a apitar: em três jogos, o melhor que conseguiu foi um empate a uma bola em Alvalade, contra o Sporting, com expulsão de Cardozo já nos descontos, pouco depois de os leões terem feito o seu golo.
2015-08-28
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O FC Porto tem sido intratável nos jogos em casa a contar para a Liga. O último jogador a fazer-lhe ali um golo na principal competição nacional foi Lima, na vitória por 2-0 que o Benfica ali obteve, a 14 de Dezembro do ano passado. Desde então, a equipa sofreu golos na Taça da Liga e na Liga dos Campeões, mas em jogos do campeonato nacional já suplantou os mil minutos consecutivos sem ir buscar a bola ao fundo das redes. São, ao todo, 1025 minutos desde o tal golo de Lima. Lima fez na altura o 2-0 aos 55’. Depois disso, para a Liga, passaram pelo Dragão vários adversários, mas todos com o mesmo desfecho: vitória portista e zero na baliza azul-e-branca. A série teve início com um 4-0 ao V. Setúbal, continuou com um 3-0 ao Belenenses, um 5-0 ao Paços de Ferreira, um 1-0 ao V. Guimarães, um 3-0 ao Sporting, um 1-0 ao Arouca, um 5-0 ao Estoril, um 1-0 à Académica, um 2-0 ao Gil Vicente, outro 2-0 ao Penafiel e, já esta época, um 3-0 ao V. Guimarães. Pelo meio só ali marcaram golos M’Bala (Académica, na Taça da Liga, 4-1), Élio Martins (U. Madeira, Taça da Liga, 3-1) e Thiago Alcântara (Bayern, Liga dos Campeões, 3-1). Se no jogo de sábado o zero nas redes de Casillas subsistir até ao minuto 36, fica batido o recorde mais recente, que é de Helton, em 2007/08, quando a equipa azul e branca esteve 1060 minutos consecutivos sem sofrer golos em casa. Nessa altura a imbatibilidade durou entre o golo com que o belenense Zé Pedro fez a igualdade a uma bola no Dragão (a 2 de Novembro de 2007) e o primeiro dos três com que o Nacional ali ganhou, na penúltima jornada da competição (3 de Maio de 2008), obra de Fábio Coentrão. O objetivo seguinte serão então os 1127 minutos fixados em 1995/96 por Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) entre os 2-1 ao Sporting (Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e os 6-2 ao Felgueiras (Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Mas a esses números a equipa de Lopetegui não poderá chegar já nesta jornada.   - O Estoril vem numa sequência muito negativa em deslocações aos terrenos dos grandes para a Liga. Os 4-0 que encaixou já esta época na Luz sucedem-se a três derrotas igualmente pesadas na última Liga: 6-0 no terreno do Benfica, 5-0 frente ao FC Porto e 3-0 com o Sporting A última vez que o Estoril conseguiu fazer algo de positivo na visita a um grande foi em 2013/14, quando ganhou em Alvalade e no Dragão. O treinador ainda era Marco Silva.   - O portista Evandro, que tem estado fora do onze de Lopetegui e que chegou ao Dragão vindo do Estoril, estreou-se na Liga portuguesa a jogar no terreno de um grande (empate a dois golos com o Sporting em Alvalade, em Setembro de 2012) e marcou o golo da última vitória estorilista no Porto: 1-0 no Dragão em Fevereiro de 2014.   - O estorilista Matheus, filho do internacional brasileiro Bebeto, estreou-se na Liga portuguesa no Dragão, vergado a uma pesada derrota por 5-0, em Abril. Viu um cartão amarelo, a exemplo do que lhe aconteceu na outra ocasião em que visitou um grande (os 0-4 com o Benfica na Luz).   - O Estoril tem um campeão nacional no seu plantel. Trata-se do guarda-redes Kieszek, que fez um jogo pelo FC Porto rumo ao título de 2010/11 (10’ na vitória por 4-0 em Setúbal). O extremo Sebá, recentemente transferido para o Olympiakos, estava nas mesmas condições, tendo alinhado em quatro desafios na caminhada para o título de 2012/13.   - FC Porto e Estoril são das equipas mais faltosas da Liga. Os estorilistas cometeram, em média, 20 faltas por cada um dos dois primeiros jogos, ao passo que os portistas ficam um pouco abaixo, com 19,5. Acima dos dois só aparecem Sp. Braga (20,5) e Tondela (21,5).   - O FC Porto é, juntamente com U. Madeira (que só teve um jogo com ele) e Tondela (que nunca o apanhou em campo), a única equipa que ainda não perdeu com Duarte Gomes na Liga. Em 23 jogos dirigidos pelo árbitro de Lisboa, os dragões ganharam 17 e empataram seis. O Estoril também apresenta saldo positivo, com três vitórias e apenas duas derrotas em oito jogos, não tendo perdido nenhuma das cinco derradeiras partidas com este árbitro.
2015-08-27
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A vitória por 2-1 em casa na primeira mão é o resultado mais “nulo” na história das competições europeias: geralmente, significa que as duas equipas passam a ter rigorosamente a mesma possibilidade de se apurarem. Em 51% das vezes que se verificou em todo o historial das competições da UEFA, apurou-se a equipa que ganhou em casa; em 49% qualificou-se a equipa que perdeu fora. O registo do Sporting, ainda assim, é ligeiramente melhor do que a média, pois os leões qualificaram-se três vezes em cinco, num historial 60% vitorioso. Um apuramento na quarta-feira deixará o Sporting como uma espécie de anormalidade estatística, com 66% de eliminatórias bem sucedidas depois de ganhar por 2-1 em casa; uma eliminação deixa tudo a nulos: três vezes apurado; outras tantas eliminado.A última vez que tal sucedeu ao Sporting foi em 2011/12, na Liga Europa. Primeiro, a equipa dirigida por Ricardo Sá Pinto ainda se apurou nos quartos-de-final: ganhou por 2-1 ao Mettalist, em Alvalade (golos de Izmailov e Insúa), e empatou depois a uma bola em Kharkiv (Wolfswinkel ainda deu vantagem aos leões, Cristaldo empatou e Rui Patrício defendeu um penalti). Mais tarde na mesma época, o mesmo resultado já não foi suficiente. Após o mesmo 2-1 em casa frente ao Athletic Bilbau (marcaram Insúa e Capel, a virar um jogo que os lisboetas estiveram a perder), o Sporting foi batido por 3-1 no País Basco (marcou Wolfswinkel, mas um golo de Llorente a 2 minutos do fim impediu que a eliminatória seguisse para prolongamento e que os portugueses atingissem a final da Liga Europa.Aliás, a última presença do Sporting numa final europeia, a Taça UEFA de 2005, fez-se com duas eliminatórias bem sucedidas após um 2-1 em casa na primeira mão. Nessa época, a equipa liderada por José Peseiro eliminou assim duas equipas holandesas: o Alkmaar e o Feyenoord. Primeiro, o Feyenoord: Goor abriu o placar para os holandeses em Lisboa, mas Custódio e Liedson viraram o jogo ainda na primeira parte; depois, na Banheira de Roterdão, os leões até voltaram a ganhar pelo mesmo resultado, graças a tentos de Liedson e Rochemback, aos quais Hofs só respondeu no último instante. Mais à frente, na meia-final, o Sporting voltou a vencer em casa o Alkmaar por 2-1 (Landzaat marcou primeiro para os holandeses, Douala e Pinilla viraram o jogo). Como o resultado se repetiu na segunda mão (Pérez e Huysegems fizeram os tentos da equipa de Adriaanse, Liedson respondeu para o Sporting), a meia-final teve prolongamento. Neste, Jaliens ainda fez o 3-1 que qualificava o Alkmaar para a final de Alvalade, mas o golo de Miguel Garcia, num canto em que até o guarda-redes Ricardo foi à área adversária, aos 120’, valeu o 3-2 final e a presença leonina na final. Uma final onde acabou batida pelo CSKA Moscovo.Antes destas duas campanhas, o Sporting já tinha experimentado o 2-1 caseiro na primeira mão por uma vez. E não guardara boas memórias. Foi em 1971 e o adversário eram os escoceses do Hibernian. Fraguito e Manaca ainda colocaram os portugueses a ganhar por 2-0 em casa, mas um golo de Duncan deixou tudo em aberto. Na segunda mão, os escoceses marcaram primeiro, por Gordon, Yazalde ainda empatou, mas a segunda parte trouxe mais cinco golos à equipa da casa (um hat-trick de O’Rourke, mais um de Gordon e um autogolo de Manaca) e uma eliminação sem contestação possível. - O CSKA Moscovo não ganhou nenhum dos últimos seis jogos europeus em casa. A última vitória da equipa russa data de Outubro de 2013, quando venceu o Viktoria Plzen (Rep. Checa) por 3-2. Depois disso, perdeu com o Manchester City (1-2), com o Bayern (1-3 e 0-1) e empataram com Manchester City (2-2), Roma (1-1) e Sparta Praga (2-2). A última vitória por um resultado que agora lhe garantiria a qualificação aconteceu em Outubro de 2011, quando bateu o Trabzonspor (Turquia) por 3-0. Doumbia, autor do golo russo em Alvalade, fez nessa noite dois golos. - O Sporting, em contrapartida, não ganhou nenhum dos últimos 14 jogos europeus fora de casa. A última vitória como viajante data de Setembro de 2011, quando se impôs por 2-0 ao Zurique, com golos de Insúa e Van Wolfswinkel. - O CSKA nunca ganhou a equipas portuguesas no seu estádio: perdeu lá por três vezes, sempre contra o FC Porto. A única vitória contra uma equipa portuguesa em casa aconteceu contra o Benfica, em Fevereiro de 2005, mas o jogo decorreu em Krasnodar, no Sul, perto do Mar Negro, porque o clima em Moscovo era demasiado severo. - Uma das derrotas do CSKA com o FC Porto em casa aconteceu precisamente depois de ter perdido por 2-1 no Dragão. Foi em Março de 2011: Tosic deu esperança aos russos, depois de Hulk e Guarín terem colocado o FC Porto em vantagem, mas os portugueses voltaram a ganhar depois em Moscovo, por 1-0, graças a mais um golo de Guarín.
2015-08-24
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Jonas, um dos melhores marcadores da Liga após a primeira jornada, com dois golos ao Estoril, vai procurar amealhar mais tendo pela frente um dos seus adversários prediletos, o Arouca, uma das equipas nacionais contra a qual nunca ficou em branco, já a tendo enfrentado por três vezes. O Arouca, aliás, será sempre especial para o goleador brasileiro que o Benfica foi buscar ao Valência já a época passada tinha começado, pois foi contra a formação que na altura era comandada por Pedro Emanuel que se estreou na Liga: foi a 5 de Outubro de 2014, Jonas entrou ao intervalo para o lugar de Lima, com 0-0 no marcador, e fez o último tento de uma vitória ampla dos encarnados (4-0), correspondendo a um cruzamento de Ola John.Desde esse dia, Jonas defrontou o Arouca por mais duas vezes. Repetiu a história em Janeiro, nos 4-0 da Taça da Liga (entrou ao intervalo para o lugar de Rui Fonte e fez o quarto golo da partida) e, com mais dificuldades, ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca em Março, obtendo o primeiro golo de uma vitória por 3-1, depois de Iuri Medeiros ter adiantado a equipa da casa. Jonas marcou sempre ao Arouca, portanto, mas a equipa do distrito de Aveiro nem é caso único no historial luso do atacante brasileiro, que entre as formações que já defrontou mais de uma vez também nunca perdoou a Nacional e Moreirense (ambos com três jogos), bem como a Penafiel e Estoril (estes com dois).O Arouca não é, mesmo assim, a equipa portuguesa a quem Jonas fez mais golos, uma vez que Moreirense, Nacional e Estoril foram castigados com quatro. É, de qualquer modo, o próximo adversário, e o Benfica bem precisa que ele volte a mostrar a costumeira eficácia frente às redes. - Tal como Jonas, também Lisandro Lopez entrou no futebol português a enfrentar o Arouca. Ambos se estrearam na Liga a 5 de Outubro de 2014 na vitória do Benfica sobre o adversário deste domingo por 4-0. Pizzi fez nesse dia o primeiro desafio com a camisola do Benfica, mas já tinha experiência anterior na Liga portuguesa. - Rui Vitória vai fazer o 157º jogo ao comando de uma equipa na Liga e tem boas hipóteses de celebrar um golo ou, em contrapartida, de o sofrer, pela 200ª vez. O seu score atual é de 62 vitórias, 36 empates e 58 derrotas, com um empate técnico entre golos marcados e sofridos: 198. - Em contrapartida, Lito Vidigal não conseguiu que equipas lideradas por ele fizessem sequer um golo ao Benfica. Só apanhou os encarnados pela frente duas vezes e de ambas saiu vergado ao peso de um 0-3: aconteceu em Fevereiro de 2010 aos comandos da U. Leiria e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso. A equipa passou para as mãos de Lázaro Oliveira, que perdeu na Reboleira por 1-0. - Apesar de ter estado por vezes à frente de equipas na mesma divisão de Rui Vitória muito antes disso, Lito Vidigal só enfrentou o atual treinador do Benfica pela primeira vez em Abril de 2014, quando o seu Belenenses se impôs em casa ao V. Guimarães do ribatejano por 3-1. Desde então, houve mais três desafios entre os dois, sendo que ambos somam duas vitórias frente ao adversário deste domingo. O Belenenses de Lito ganhou ainda em Guimarães por 1-0 para a Liga em Fevereiro, mas o V. Guimarães de Rui Vitória tinha-se imposto em casa por 2-0 para a Taça da Liga quatro dias antes e tinha ganho no Restelo por 3-0 para a Liga em finais de Agosto de 2014. - O médio David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo diferente. Primeiro, porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória, atual técnico dos encarnados. Foi Vitória quem o acolheu no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira (2010/11), numa vitória frente ao Sporting (14 de Agosto de 2010). - É preciso recuar oito anos, até 18 de Agosto de 2007, para ver o Benfica perder pontos num jogo fora de casa que não tenha sido disputado no estádio do adversário. Foi no Bessa, terreno do Boavista, que os encarnados não foram além de um empate a uma bola com o Leixões, que nessa noite utilizava por empréstimo o relvado axadrezado. O empate foi fatal para Fernando Santos, atual seleccionador nacional, despedido da Luz dias depois. - Desde essa data, o Benfica já ganhou ao Monsanto em Torres Novas (Taça de Portugal, 6-0, em Outubro de 2009), ao Portimonense no Estádio do Algarve (Liga, 1-0, em Outubro de 2010), à U. Leiria na Marinha Grande (Liga, 4-0, em Janeiro de 2012), ao Olhanense no Estádio do Algarve (Liga, 3-2, em Dezembro de 2013) e a este mesmo Arouca em Aveiro (Liga, 2-0, em Abril de 2014). - Este será o terceiro jogo “em casa” que o Arouca faz fora do seu estádio na Liga, mudando-se para Aveiro. Nos dois anteriores, ambos na ponta final de 2013/14, a equipa ainda comandada por Pedro Emanuel perdeu com o Benfica por 2-0 e ganhou ao Gil Vicente por 1-0. - O único resultado útil que o Arouca conseguiu contra um grande foi ante o Benfica, mas na Luz, onde empatou a dois golos em Dezembro de 2013. Em casa perdeu os seis jogos feitos contra Benfica, FC Porto e Sporting, com a particularidade de ter estado em vantagem em três deles (duas vezes com o Sporting e uma com o Benfica) mas ter acabado por sucumbir. - Nuno Almeida, o árbitro deste Arouca-Benfica, esteve na festa do título encarnado na última época (4-1 ao Marítimo) e, com ele, o pior que aconteceu ao Benfica foi empatar em casa (3-3) com o Rio Ave, em Novembro de 2004, na primeira vez que ele apitou os encarnados. Desde essa altura, o Benfica ganhou os seis jogos que fez com ele na Liga. O árbitro algarvio só apitou o Arouca na Liga por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: derrotas por 1-0 em Alvalade frente ao Sporting (há sensivelmente um ano) e em casa com o Belenenses (em Abril). Em ambos os jogos o árbitro assinalou um penalti contra o Arouca: Nani falhou o dos leões, Pelé converteu o dos azuis.
2015-08-21
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O Sporting recebe o Paços de Ferreira em jogo entalado entre as duas partidas contra o CSKA Moscovo, que numa semana vão decidir o futuro dos leões na Liga dos Campeões. No histórico recente, os leões não se têm dado mal com este tipo de calendário: ganharam sete das dez últimas partidas de campeonato que fizeram entre dois jogos europeus, uma delas precisamente contra o Paços de Ferreira.Foi em Fevereiro de 2012 que, entre os dois jogos contra o Legia de Varsóvia, na caminhada que a levou à meia final da Liga Europa, a equipa leonina se impôs ao Paços de Ferreira em Alvalade por 1-0. Valeu na altura um autogolo de Ricardo, na sequência de um livre de Schaars que o guardião pacense socou contra o peito do defesa, fazendo a bola entrar nas redes no ressalto. Tal como agora sucede com Jorge Jesus, o treinador leonino da altura – Ricardo Sá Pinto – estava a iniciar carreira à frente da equipa, depois de ter substituído Domingos Paciência: tinha-se estreado na primeira mão da eliminatória contra os polacos, um 2-2 em Varsóvia, e carimbou o apuramento europeu ao terceiro jogo, ganho em casa ao Legia por 1-0, depois da tal vitória contra o Paços de Ferreira.Das dez últimas partidas de Liga entaladas entre compromissos europeus, os leões fizeram seis em casa, tal como agora sucederá contra o Paços de Ferreira. Curiosamente, foi em Alvalade que encaixaram as duas derrotas únicas neste período: 0-1 contra o Rio Ave a meio de uma eliminatória preliminar ganha ao Horsens, em Agosto de 2012, e 0-2 ante o Benfica entre os jogos de uma ronda europeia perdida contra o Glasgow Rangers, em Fevereiro de 2011. Essa eliminatória contra os escoceses foi uma de quatro que a equipa verde-branca perdeu, tendo a derradeira sucedido em Fevereiro último, contra o Wolfsburg. - O Paços de Ferreira tem sido um adversário historicamente complicado para o Sporting em Alvalade: em 12 jogos ali feitos para a Liga, só perdeu sete. E esta tendência tem-se agravado ultimamente, pois desde Setembro de 2009 que os leões não conseguem duas vitórias seguidas contra os castores: o Paços ganhou em Alvalade em 2010/11 e em 2012/13 e empatou em 2014/15. Seguindo a regra da alternância, esta seria época de vitória do Sporting. - Freddy Montero marcou nas duas últimas visitas do Paços de Ferreira a Alvalade: fez o golo leonino no empate a uma bola na época passada e apontou dois nos 4-0 de 2013/14. O Paços de Ferreira é, com três golos marcados, um dos seus adversários prediletos, apenas suplantado pelo Arouca, a quem fez quatro. - Do outro lado, era o peruano Hurtado (atualmente jogador do Reading) o talismã do Paços de Ferreira, pois já marcou duas vezes em Alvalade (um golo no 1-1 da época passada e outro na vitória pacense por 1-0 em 2012/13). - As duas últimas vitórias do Paços de Ferreira em Alvalade para a Liga fizeram estragos. A 15 de Janeiro de 2011 (3-2, com golos de Samuel, Manuel José e Pizzi a sobreporem-se a tentos de Liedson e Diogo Salomão), o resultado foi a gota de água que levou à demissão de José Eduardo Bettencourt, presidente do clube e da SAD. A 5 de Janeiro de 2013 (1-0, golo de Hurtado), a derrota dos leões fez cair os leões para o 12º lugar da Liga e provocou a substituição de Frankie Vercauteren por Jesualdo Ferreira. - Ricardo Esgaio pode voltar a enfrentar o adversário que lhe assinalou a estreia na Liga; alinhou um minuto, em substituição de Cédric, na derrota do Sporting, em casa, ante o Paços de Ferreira, por 0-1, em Janeiro de 2013. - Jorge Simão, jovem treinador do Paços de Ferreira, completa o circuito dos grandes, depois de ao serviço do Belenenses, sempre no Restelo, já ter perdido (0-2) com o Benfica (de Jesus) e empatado (1-1) com o FC Porto, em jogo que deu o título aos encarnados. - O primeiro jogador expulso por Manuel Oliveira, árbitro do jogo, na Liga foi Hélder Lopes, do Paços de Ferreira. Aconteceu num empate do Paços em Guimarães, na época passada, ao 14º jogo que este juiz dirigiu na competição.
2015-08-20
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A Madeira tem sido a ilha maldita para o FC Porto e não é apenas desde que Julen Lopetegui tomou conta da equipa. É verdade que os dragões perderam dois e empataram um dos três jogos feitos no Funchal na época passada e que com esses resultados se explica parte dos desaires na Liga e na Taça da Liga da época passada, mas já no ano anterior a formação liderada por Paulo Fonseca, primeiro, e Luís Castro, depois, ali tinha perdido duas vezes. Para encontrar uma vitória do FC Porto na Madeira é preciso recuar até Maio de 2013, quando, ainda liderada por Vítor Pereira, a equipa azul e branca se impôs ao Nacional na Choupana por 3-1, a caminho do título de campeã da Liga. Nos Barreiros, então, os dragões já não ganham desde Abril de 2012.Na época passada, a Madeira está intimamente ligada ao insucesso portista. A derrota nos Barreiros em Janeiro de 2015, a abrir a segunda volta (1-0, golo de Bruno Gallo), quase deixou o Benfica com o título assegurado, tal seria a vantagem se os encarnados tivessem sido capazes de ganhar em Paços de Ferreira, no encerramento da jornada. Perderam e o FC Porto começou ali a encetar uma recuperação que, após a derrota do Benfica contra o Rio Ave em Vila do Conde, em Março, o deixaria à distância de uma vitória dos campeões, desde que ganhasse ao Nacional na Choupana. Sucede que o FC Porto não foi além de um empate nesse jogo (1-1, com Wagner a responder ao golo de Tello). Com pouca esperança na Liga, o FC Porto voltou à Madeira para jogar a meia-final da Taça da Liga, contra o Marítimo. E nova derrota (1-2, com Bruno Gallo e Marega a responderem a um golo inaugural de Evandro) significou que a época acabaria sem troféus no Dragão.O último treinador portista a ganhar na Madeira foi, assim, Vítor Pereira, a caminho do título nacional em 2013. Em 2013/14, as duas deslocações à “ilha maldita” saldaram-se ambas por derrotas: 1-0 nos Barreiros em Fevereiro com o Marítimo (marcou Derley) e 2-1 na Choupana com o Nacional (os golos de Candeias e Rondón pesaram mais que o obtido por Jackson). São, por isso, cinco, os jogos que o FC Porto leva na Madeira sem ganhar. Desse sucesso sobre o Nacional, na Choupana, em Maio de 2013 (3-1, com os golos de James, Lucho e Mangala a aparecerem todos até aos 22’, antes de Candeias reduzir), só resta um jogador no FC Porto: Varela. Da última vitória nos Barreiros (2-0, em Abril de 2012, com dois penaltis de Hulk) sobram Varela e Maicon. - O primeiro jogo de Maxi Pereira em Portugal foi na Madeira, em Setembro de 2007. Foi lançado de início por Camacho numa vitória do Benfica sobre o Nacional por 3-0, mas alinhou a meio-campo, que era a posição que mais fazia antes de chegar. - Bruno Martins Indi, Tello, Brahimi e Ruben Neves estrearam-se na Liga contra o Marítimo, na jornada inaugural do campeonato passado. O centrocampista, que foi a surpresa de Lopetegui nessa partida, fez mesmo o primeiro golo de uma vitória por 2-0. - Esse jogo também serviu de estreia ao maritimista Dyego Sousa, que porém não foi o único a arrancar no futebol português contra o FC Porto. O guardião Salin e o defesa central Raul Silva também deram os primeiros passos na Liga defrontando o FC Porto: o francês fê-lo em Agosto de 2010, nas redes da Naval, que perdeu em casa com os Dragões por 1-0, enquanto que o brasileiro teve a estreia em Janeiro passado, com a camisola do Marítimo, na vitória por 1-0 que chegou a fazer perigar ao ser expulso a 20’ do fim. - Ivo Vieira, treinador do Marítimo já conheceu alegria e tristeza a defrontar o FC Porto. Em Outubro de 2011, quando dirigia o Nacional, perdeu no Dragão por 5-0 e, embora ainda tenha dirigido a equipa no compromisso seguinte (vitória sobre o Beira Mar, em casa, por 2-1) já sabia que iria ser substituído por Pedro Caixinha no dia seguinte. A “vingança” teve-a na época passada quando, depois de substituir Leonel Pontes aos comandos do Marítimo, ganho ao FC Porto nos Barreiros (2-1) e acedeu à final da Taça da Liga. - O FC Porto tem um registo 100% vitorioso nos jogos dirigidos por Hugo Miguel na Liga. Nas 12 vezes que foram apitados por este árbitro de Lisboa, os dragões somam outras tantas vitórias e um score de 36-5 em golos. Uma dessas vitórias aconteceu precisamente nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, em Maio de 2011, na jornada de consagração da equipa dirigida por André Villas-Boas), que por sua vez só venceu duas de 13 partidas com este árbitro.
2015-08-20
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O guarda-redes polaco Pawel Kieszek deve somar, no domingo, o 100º desafio na Liga portuguesa. E fá-lo-á a defender as redes do Estoril nas mesmas balizas que lhe assinalaram a estreia, em Fevereiro de 2008. Nessa noite, lançado por Manuel Machado para um lugar que até ali pertencia a Paulo Santos, o polaco aguentou o empate, sofrendo apenas um golo, de Luisão, após livre de Rui Costa. Foi um arranque memorável, num palco onde o guarda-redes do Estoril também já conheceu um dos maiores desgostos da sua vida desportiva: perdeu na época passada por 6-0 e deixou escapar momentaneamente a titularidade.Apesar de um bom final de época em 2008, Kieszek passou a primeira metade da época seguinte (2008/09) na sombra de Eduardo. Acabou, por isso, por sair no mercado de Janeiro para o V. Setúbal, onde voltou a defrontar o Benfica, mas em casa: perdeu por 4-0, graças a dois golos de Nuno Gomes e outros dois de Cardozo. Voltou a Braga em 2009/10, mas apenas para voltar a ser suplente de Eduardo. André Vilas Boas chamou-o ao FC Porto em 2010/11, o que lhe permitiu ganhar a Liga e a Taça de Portugal, mas a jogar outra vez muito pouco, face à concorrência de Helton e Beto. O caminho foi por isso o estrangeiro: passou um ano no Roda, da Holanda, antes de voltar a Portugal, para representar o V. Setúbal.Em 2012/13 assumiu-se como titular do Vitória em finais de Agosto, depois de Caleb, a primeira aposta de José Mota, ter encaixado cinco golos do… Benfica (0-5 no Bonfim). Jogou a segunda volta, na Luz, mas perdeu por 3-0 (golos de Enzo Pérez, Lima e Rodrigo). José Mota continuava a não apostar firmemente nele na época seguinte, mas quando o treinador deu lugar a José Couceiro as coisas mudaram: Kieszek assumiu as redes vitorianas, perdeu no Bonfim por 2-0 (Rodrigo e Lima) mas contribuiu para o empate a uma bola na Luz, na penúltima jornada (golos de André Gomes e Rafael Martins). José Couceiro levou-o depois para o Estoril, onde o polaco dividiu as redes com Vagner. Foi ele, no entanto, que esteve nos dois jogos com o Benfica: 2-3 em casa (Diogo Amado e Kléber marcaram pelo Estoril, tendo Lima e Talisca, este por duas vezes, feito os golos do Benfica) e 0-6 na Luz (dois golos de Jonas, a que acresceram mais quatro de Luisão, Salvio, Lima e Pizzi). A goleada custou o lugar a Couceiro e o novo treinador – Fabiano Soares, que ficou para esta época – resolveu trocar de guarda-redes como terapia para o insucesso. Voltou Vagner, mas quatro semanas depois os 0-5 encaixados no Dragão devolveram tudo à fórmula inicial. Kieszek está assim na calha para o centésimo jogo na Liga (sofreu 134 golos nos primeiros 99) no palco que mais lhe diz em Portugal. - Esperarão os benfiquistas que com a saída de Jorge Jesus a equipa tenha afastado de vez a malapata que lhe vinha atormentando os inícios de campeonato, até porque Rui Vitória tem um histórico de bons arranques. Em seis épocas com Jesus, o Benfica só ganhou uma vez na primeira jornada (2-0 ao Paços de Ferreira, há um ano), tendo somado mais três empates (Braga e Marítimo em casa e Gil Vicente fora) e duas derrotas (Marítimo fora e Académica em casa). Já Rui Vitória perdeu apenas um dos cinco arranques de Liga que conta no seu histórico: no Paços de Ferreira, foi batido em Setúbal em 2011/12. De resto, três vitórias (contra o Sporting, Gil Vicente e Olhanense) e um empate (mais uma vez face ao Sporting). - No dia do jogo completam-se cinco anos exatos sobre a estreia do defesa central benfiquista Jardel na Liga portuguesa. Foi com a camisola do Olhanense, que tinha ido contratá-lo ao… Estoril, e saldou-se por um empate a zero, em casa, contra o V. Guimarães. - O Benfica conseguiu frente ao Estoril a maior goleada da última Liga: 6-0, como já se viu atrás. Mas em 2012/13 começou a perder a vantagem de que dispunha na Liga empatando em casa com este mesmo Estoril, empatando a um golo (marcou Maxi Pereira, a cancelar um golo de Jefferson).
2015-08-14
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O FC Porto até tem tido algumas dificuldades nas deslocações ao Estádio D. Afonso Henriques, onde empatou nas duas últimas épocas, mas sempre que recebe os vitorianos tem sabido conquistar os três pontos: já lá vão nove vitórias consecutivas no Dragão desde que, em Fevereiro de 2005, uma equipa vimaranense dirigida por Manuel Machado ali empatou sem golos frente a uma formação do FC Porto onde José Couceiro dava os primeiros passos como treinador. Nessa partida, pelo V. Guimarães alinhou Moreno, que ainda faz parte do plantel minhoto.A corrente série de nove jogos sem pontuar faz do V. Guimarães o “melhor freguês” dos portistas na atual Liga, a par do outro Vitória, o de Setúbal, que também leva nove derrotas consecutivas no Dragão mas empatou ali pela última vez (também a zero) em Outubro de 2005. Há menos tempo que o V. Guimarães, portanto: a época que entretanto passou na II Liga atrasa os vimaranenses nestas contas. Na lista dos “melhores fregueses” aparecem em lugar de destaque adversários bem competitivos, como o Sporting ou o Sp. Braga, que perderam os últimos seis jogos no Dragão a contar para a Liga.A série de nove derrotas consecutivas do V. Guimarães teve início em Maio de 2006, com um 3-1 que contou com um bis de Lucho González e um golo de Adriano, tendo o Vitória marcado por intermédio de Antchouet. Nessa época o FC Porto foi campeão e os vimaranenses desceram de divisão, pelo que o confronto só se repetiu em Dezembro de 2007, com 2-0 favorável ao FC Porto (golos de Sektioui e Lisandro Lopez). Em 2008/09 repetiu-se o 2-0, desta vez com golos de Lisandro e Farías, e em 2009/10 os dragões foram ainda mais longe: 3-0, com golos de Hulk, Guarín e Falcao. Desde então, mais cinco vitórias azuis e brancas: 2-0 (Falcao e C. Rodriguez) em 2010/11; 3-1 (Rolando, Moutinho e James, contra Faouzi) em 2011/12; 4-0 (bis de Lucho, com golos de Hulk e Jackson) em 2012/13; 1-0 (Josué) em 2013/14 e outra vez 1-0 (Brahimi) em 2014/15. - O lateral Ricardo, do FC Porto, poderá completar o 50º jogo na Liga portuguesa, na qual se estreou precisamente ao serviço do V. Guimarães, frente ao Paços de Ferreira, em Abril de 2012. - Aboubakar, avançado camaronês do FC Porto, defronta a equipa contra a qual se estreou na Liga portuguesa, em Setembro do ano passado. Entrou no último minuto para o lugar de Herrera mas já não conseguiu fazer nada para evitar o empate a um golo no Estádio D. Afonso Henriques. - Do outro lado, o lateral Bruno Gaspar também pode defrontar a equipa contra a qual se estreou na Liga, uma vez que chegou à divisão principal vindo do Benfica B e jogou pela primeira vez no mesmo dia que Aboubakar. - O guardião vimaranense Douglas está a um golo dos 100 sofridos na I Liga. Se sofrer golos no Dragão atingirá esse marco histórico. - Os vimaranenses Alex e Tozé fizeram os primeiros jogos como seniores com a camisola do FC Porto. Alex fê-lo a 17 de Outubro de 2009, tinha ele 18 anos acabados de fazer e era uma das figuras dos juniores dos dragões quando entrou nos últimos 21 minutos para o lugar de Mariano González numa vitória por 4-0 sobre o Sertanense, para a Taça de Portugal. Vestia a camisola 41. Esse foi, porém, o único jogo em que representou o FC Porto. Quanto a Tozé, já apareceu com as equipas B: estreou-se a 12 de Agosto de 2012, num empate a duas bolas em Tondela, rendendo no último minuto Fábio Martins.
2015-08-13
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O Tondela será a 71ª equipa a estrear-se no principal campeonato português e a primeira do distrito de Viseu desde a descida do Académico de Viseu, em 1989. Tentará a formação agora liderada por Vítor Paneira entrar na prova sem perder, algo que ninguém consegue há dez anos, quando a Naval de Manuel Cajuda entrou de rompante vencendo fora o V. Guimarães por 2-0. Os últimos dois estreantes, porém, tiveram uma dificuldade acrescida, pois enfrentaram o mesmo padrinho que o Tondela vai ter. Foi o Sporting que acolheu o Trofense em 2008 e o Arouca em 2013, sempre em Alvalade, ganhando os dois jogos por 3-1 e por 5-1. Os leões, aliás, têm-se especializado em apadrinhamentos: três dos dez últimos estreantes na Liga tiveram que os defrontar logo na primeira jornada. Tirando esses casos em que apanham logo pela frente com um grande do futebol português, as estreias na Liga (ver quadro dos últimos dez estreantes mais abaixo) nem têm sido muito aziagas para clubes que certamente as vivem com um acréscimo de entusiasmo absolutamente compreensível. Dos outros oito neófitos na Liga desde a década de 90 do século passado só dois perderam o primeiro jogo: o Moreirense de Manuel Machado em 2002 e o Campomaiorense de Manuel Fernandes em 1995. O atual dirigente leonino, no entanto, apresenta uma medalha no cartão de visita, pois foi o último a pontuar na estreia frente a um grande: o seu Santa Clara fez encalhar o Sporting em 1999, com um empate a dois golos nos Açores (e depois de ter estado a ganhar por 2-0…), ainda que os leões tenham acabado por ser campeões nacionais. Certamente Manuel Fernandes aceitaria a repetição da história nesta época, com o Tondela a fazer de Santa Clara. As vitórias não têm sido muito comuns nas estreias de equipas na I Liga. Nos últimos 25 anos só duas o conseguiram. A Naval de Manuel Cajuda ganhou um jogo épico em Guimarães, em 2005, em que acabou com oito jogadores, por expulsões de Fernando, China e Lito. E o Gil Vicente de Rodolfo Reis bateu o Marítimo, já em finais de Agosto de 1990, mas com uma particularidade: viu adiado o jogo da primeira jornada, contra o Benfica, na Luz, em virtude de uma digressão de início de época da equipa da capital. E esse acabou por perdê-lo por 3-0. - O Sporting enfrenta o jogo sem uma das suas estrelas, o lesionado William Carvalho, mas isso não deve deixar Jesus muito preocupado, pois os leões ganharam todas as partidas que fizeram sem o médio a titular no último campeonato: Rio Ave (fora, 1-0), Nacional (casa, 2-0), V. Setúbal (fora, 2-1), Marítimo (fora, 1-0), Arouca (casa, 1-0).   - O jogo será disputado no Estádio Municipal de Aveiro, repetindo os leões uma situação em que jogam como visitantes em casa emprestada. Na última vez que tal sucedeu, em Setembro de 2013, venceram o Olhanense por 2-0 no Estádio do Algarve. Antes disso, mais vitórias: 1-0 à U. Leiria na Marinha Grande (em Abril de 2012); 2-0 ao Feirense em Aveiro (Outubro de 2011) e 3-1 ao Portimonense no Estádio do Algarve (Dezembro de 2010). - Além de fazer a estreia na I Liga, o Tondela nunca defrontou nenhum dos grandes do futebol português em qualquer partida oficial, mesmo de outra competição.   - Matt Jones é, dos jogadores do Tondela, o que leva a maior série de jogos sem perder contra o Sporting. Já são três, todos na época passada, ao serviço do Belenenses: dois empates a um golo na Liga e uma vitória por 3-2 na Taça da Liga. Porém, sempre que jogou contra os leões sofreu golos.   - Um dos momentos altos da carreira de Wagner, extremo que o Tondela foi buscar ao Nacional, foi o golo que eliminou o Sporting da Taça de Portugal, em Outubro de 2012, quando ele ainda representava o Moreirense. Corria o prolongamento quando a bola saiu do guarda-redes, Ghilas ganhou-a no ar e Wagner foi mais rápido a recuperá-la, nas costas da defesa leonina, batendo Rui Patrício para o 3-2 final.   - O Sporting está intimamente ligado à história de Markus Berger em Portugal. O jogador chegado a Tondela do Gil Vicente estreou-se na Liga portuguesa em Agosto de 2007, em Alvalade, com a camisola da Académica. E perdeu por 4-1, embora tenha saído ao intervalo, com o placar a acusar apenas 1-0 para os leões.
2015-08-12
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A Supertaça marcará o 14º confronto entre Jorge Jesus e Rui Vitória, com a curiosidade de ser o primeiro em que Jesus não é treinador do Benfica (o lugar é agora de Vitória) e de em três dos 13 confrontos anteriores terem sido atribuídos troféus. Jesus ganhou a Taça da Liga em 2011 vencendo na final o Paços de Ferreira de Rui Vitória (2-1); Vitória retribuiu ganhando a Taça de Portugal de 2013 batendo na final do Benfica de Jesus (2-1); e em Maio passado foi empatando em Guimarães face à equipa de Vitória que o Benfica de Jesus assegurou matematicamente a conquista do bi-campeonato nacional. Ao todo, como é natural, por ter estado sempre ao comando de um grande, Jorge Jesus leva vantagem: soma 10 vitórias, um empate (que mesmo assim lhe deu um título) e duas derrotas. Além do jogo da final da Taça de Portugal, Rui Vitória ganhou a Jesus pelo V. Guimarães, em Fevereiro de 2012: 1-0, graças a um golo do brasileiro Toscano, em partida da 19ª jornada da Liga. Os melhores resultados de Jesus foram duas vitórias robustas obtidas fora de casa: 5-1 em Paços de Ferreira, em Março de 2011 (além de um bis de Nuno Gomes, houve golos de Cardozo, Aimar e Gaitán, tendo o Paços marcado num autogolo de Carole) e 4-0 em Guimarães, em Março de 2013 (golos de Cardozo, Garay, Salvio e Rodrigo). É ainda de realçar que Rui Vitória ganhou o primeiro jogo que fez contra o Sporting: foi em Outubro de 2007 e o treinador ribatejano dirigia o Fátima que já tinha feito sensação ao afastar o FC Porto na Taça da Liga. Contra os leões, o Fátima ainda ganhou por 2-1 no Restelo, casa emprestada dos verde-brancos, levando para a segunda mão uma vantagem que não conseguiu segurar, pois o Sporting impôs-se por 3-2. Por sua vez, Jesus defrontou pela primeira vez o Benfica na qualidade de treinador em Fevereiro de 1993, quando comandava o Amora e encaixou 5-0 na Luz em partida dos quartos-de-final da Taça de Portugal. Mostovoi, Pacheco, Yuran (dois) e Paulo Sousa fizeram os golos da equipa da casa. Esta não é, de resto, a primeira vez que Jesus assinala a sua estreia competitiva por um clube a jogar contra o Benfica. Em 1998, abriu a experiência aos comandos do E. Amadora com uma derrota por 2-0 na Luz frente ao Benfica de Souness. Aliás, foi na Amadora que soube pela primeira vez o que era ganhar ao Benfica, aplicando 3-0 à equipa de Jupp Heynckes (dois golos de Gaúcho e um de Kenedy) em Fevereiro de 2000.   - Jorge Jesus está em condições de se vencer a Supertaça pela segunda vez, algo que não é assim tão raro, pois sete técnicos o conseguiram. Mas a seu lado no banco, agora como diretor da SAD, terá um dos únicos homens que a venceram duas vezes por clubes diferentes: Octávio Machado, que a ergueu em 1995/96 ao serviço do Sporting e depois em 2001, já aos comandos do FC Porto. O outro foi António Oliveira (Sporting em 1982 e FC Porto em 1996). Artur Jorge ainda é o rei da Supertaça, pois foi o único a ganhar a prova em três ocasiões: em 1985, 1987 e 1990, sempre pelo FC Porto. Com duas vitórias aparecem ainda Bobby Robson (FC Porto, 1993 e 1994), Fernando Santos (FC Porto, 1998 e 1999), Paulo Bento (Sporting, 2007 e 2008) e Vítor Pereira (FC Porto, 2011 e 2012).   - O Benfica poderá ter em campo seis vencedores da Supertaça da época passada: Luisão, Jardel, Eliseu, Talisca, Gaitán e Ola John. Amorim está fora do grupo e Salvio com uma lesão de longa duração. Em contrapartida, no Sporting só resta um vencedor de 2008: Rui Patrício. Ainda que Adrien tenha estado no banco.   - O balanço recente dos jogos entre Sporting e Benfica é largamente favorável aos encarnados. Os leões venceram o jogo da Taça de Honra da AFL, na pré-temporada passada (1-0, golo de André Martins) e antes disso já não ganhavam desde Abril de 2012 (1-0, golo de Van Wolfswinkel). Pelo meio, três vitórias do Benfica e quatro empates, um deles a resultar em vitória benfiquista no prolongamento e eliminação do Sporting da Taça de Portugal.   - Onze dos últimos doze golos do Benfica ao Sporting nasceram na América do Sul. Desde 2012, Cardozo marcou seis, Gaitán fez dois, Luisão um, Jardel outro, Lima mais um e Salvio o restante. A exceção é Markovic, que marcou em Alvalade no empate (1-1) para a Liga em Agosto de 2013.   - Dos atuais jogadores do Sporting, só um marcou mais do que um golo ao Benfica com a camisola leonina: Slimani, que fez dois, sempre na Luz. Um no empate (1-1) para a Liga passada e outro na eliminação leonina (3-4) para a Taça de Portugal de 2014. Mas Jefferson, por exemplo, também já marcou por duas vezes ao Benfica, só que uma delas foi pelo Estoril, em Maio de 2013, ajudando (muito) o FC Porto a tirar o campeonato ao Benfica de Jesus.
2015-08-07
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